CLIPPING DO SINDICARNE Nº 992 DE 14 DE NOVEMBRO DE 2025
- prcarne
- 14 de nov. de 2025
- 20 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 14 de novembro de 2025
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo recua em SP, MS, PR e SC
Nos próximos dias, a pressão das indústrias sobre as cotações da arroba tende a se intensificar, favorecendo novos ajustes negativos, acreditam os analistas da Agrifatto. PARANÁ: Boi: R$322,50 por arroba. Vaca: R$300,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abate de sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
Apesar de o mercado físico ter iniciado a semana sem direção clara e com pouca oscilação nos preços, a pressão de baixa já começa a influenciar a arroba do boi gordo, informaram os analistas da Agrifatto. Na quinta-feira (13/11), entre as 17 praças acompanhadas diariamente pela consultoria, 4 registraram desvalorização nas cotações da arroba: SP, MS, PR e SC. Nas demais, os preços ficaram estáveis. “As escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem curtas, com média nacional de sete dias úteis”, relatou a Agrifatto. Segundo a Agrifatto, o afastamento de frigoríficos das compras de boiadas gordas, seja por férias coletivas ou abates intercalados, evidencia incertezas sobre o desempenho das exportações de carne bovina no curtíssimo prazo, sobretudo diante de possíveis restrições da China relacionadas com o registro de um caso recente de surgimento de resíduos de pesticidas (contra carrapato) em cargas brasileiras. Além disso, o governo chinês pode anunciar em breve a sua decisão em relação ao resultado de uma longa investigação interna ligada ao setor de importação de carne bovina, o que pode resultar em medidas de salvaguarda (imposição de cotas/tarifas) ao produto brasileiro). Pela apuração da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 320/@, enquanto o “boi-China, a vaca gorda e a novilha terminada são negociados por R$ 325/@, R$ 302/@ e R$ 312/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Na quarta-feira (12/11), os contratos futuros do boi gordo fecharam a sessão da B3 com leves quedas. O papel com vencimento em dezembro/25 ficou praticamente estável, com variação negativa de 0,09% em relação ao dia anterior, cotado em R$ 321,85/@. Cotações do boi gordo da quinta-feira (13/11), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$325,00. Média: R$322,50. Vaca: R$300,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abates de oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$320,00. Boi China: R$325,00. Média: R$322,50. Vaca: R$300,00. Novilha R$315,00. Escalas de sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$285,00. Novilha: R$295,00. Escalas de abate de sete dias. PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$285,00. Novilha: R$295,00. Escalas de abate de sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China/Europa: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$290,00 a arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de dez dias. MARANHÃO: Boi: R$295,00 por arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de nove dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (13/11), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 313,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 284,50/@ (à vista) e R$ 288,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 298,00/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 308,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Vendas externas recordes ajudam a sustentar preços domésticos
As exportações brasileiras de carne bovina atingiram novo recorde em outubro.
Segundo dados da Secex, o volume embarcado nos 10 primeiros meses de 2025 já representa 96% do total enviado ao exterior ao longo de 2024, indicando que este será, com folga, o melhor ano da história em termos de volume e receita cambial. Além da carne, animais vivos também estão sendo exportados em ritmo bem superior ao de anos passados. No acumulado da parcial deste ano, 842 mil cabeças foram embarcadas, 12,4% a mais que de janeiro a outubro/24. Segundo pesquisadores do Cepea, o forte escoamento de carne para o mercado internacional tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços no Brasil, à medida que evita excesso de oferta no mercado doméstico. Essa demanda combinada à oferta de animais para abate um pouco menor nesta época do ano têm estimulado pequenas e contínuas valorizações tanto da carne no atacado quanto de todas as categorias animais.
CEPEA
SUÍNOS
Exportação de carne suína do Paraná cresce 7,9% em 2025 e atinge maior volume da história
As Filipinas mantiveram-se como principal destino da carne suína paranaense pelo sexto mês consecutivo, com 5,39 mil toneladas adquiridas em outubro – alta de 61,6% em relação a 2024. Outros mercados relevantes incluem Hong Kong, Uruguai, Argentina, Singapura, Vietnã, Geórgia, Emirados Árabes Unidos, Costa do Marfim e Angola.
Os suinocultores do Paraná comemoram recordes históricos na exportação. Em outubro de 2025, o Paraná exportou o segundo maior volume mensal de carne suína desde o início da série histórica, em 1997, com 22,18 mil toneladas, o que representa um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo mês de 2024. O recorde permanece sendo o de setembro de 2025, com 25,18 mil toneladas exportadas. Com o desempenho acumulado, o Paraná já superou o volume total exportado em 2024, até então o maior da série histórica. Conforme dados da Comex Stat/MDIC, no ano de 2024 o Paraná exportou 183,69 mil toneladas de carne suína. De janeiro a outubro de 2025 o volume já chega a 195,16 mil toneladas. Ou seja, em dez meses do ano, o Paraná já supera em 11,47 mil toneladas todo o ano anterior e estabelece um novo recorde anual, consolidando sua posição de destaque no comércio internacional do setor.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Suínos/Cepea: Preços reagem no BR; exportações seguem intensas
Após operarem perto da estabilidade por praticamente seis semanas, os valores do suíno vivo e da carne negociada no mercado atacadista reagiram nestes últimos dias
Segundo pesquisadores do Cepea, os preços foram influenciados pelo tradicional incremento de demanda em início de mês. No front externo, com intensificação dos volumes enviados ao Japão e ao México, as exportações brasileiras de carne suína atingiram em outubro a segunda maior quantidade da história – ficando atrás somente do recorde registrado no mês anterior. De acordo com dados da Secex, em outubro, foram embarcadas 142,7 mil toneladas de carne suína, volume 5% abaixo do recorde de setembro/25 (de 150 mil toneladas), mas 10% acima do de outubro/24. No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, os embarques brasileiros da carne somam mais de 1,25 milhão de toneladas, cerca de 13% acima do escoado de janeiro a outubro de 2024 e um recorde para o período.
CEPEA
Suinocultura independente mantém preços firmes na semana
Com consumo contido e contratos já firmados entre produtores e frigoríficos, cotações seguem sem variação em São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.
O mercado de suínos nas principais praças produtoras do país seguiu estável na 46ª semana de 2025, com manutenção dos preços nas Bolsas de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. A tendência de equilíbrio reflete um cenário de demanda contida, contratos de médio prazo firmados entre produtores e frigoríficos e o efeito de feriados e menor poder aquisitivo dos consumidores, que reduzem o ritmo de negociações e abates no curto prazo. O presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, informou que a Bolsa de Suínos de São Paulo manteve o preço em R$ 9,33 por arroba na 46ª semana de 2025. No mercado mineiro, os preços dos animais seguiram estáveis nesta semana e o valor está ao redor de R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi, informou que o mercado de suínos em Santa Catarina manteve os patamares de preço da semana anterior na Bolsa de Suínos. Segundo ele, essa estabilidade reflete um conjunto de fatores que têm limitado a movimentação nas negociações. Ele acredita que o cenário geral continuará de manutenção nas cotações, especialmente porque grandes frigoríficos já firmaram contratos de médio prazo com produtores, garantindo a estabilidade até o fim do ano ou no início de janeiro.
APCS/ Asemg/ ACCS
Preços dos suínos aumentam no Brasil com demanda mais forte
Exportações brasileiras de carne suína atingiram em outubro a segunda maior quantidade da história. Valores dos suínos foram influenciados pelo tradicional incremento de demanda em início de mês
Após operarem perto da estabilidade por praticamente seis semanas, os valores do suíno vivo e da carne negociada no mercado atacadista reagiram nestes últimos dias. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços foram influenciados pelo tradicional incremento de demanda em início de mês. Na quarta-feira (12/11), o indicador Cepea/Esalq do suíno vivo registrou a cotação de R$ 8,41 o quilo no Paraná, uma alta de 0,72% desde o início de novembro. Em Santa Catarina, o preço médio estava em R$ 8,26 o quilo, aumento de 0,12% no acumulado do mês. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial estava cotada a um preço médio de R$ 12,66 o quilo, uma alta de 2,18% desde o início de novembro. Em relação ao mercado externo, com intensificação dos volumes enviados ao Japão e ao México, as exportações brasileiras de carne suína atingiram em outubro a segunda maior quantidade da história – ficando atrás somente do recorde registrado no mês anterior. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em outubro, foram embarcadas 142,7 mil toneladas de carne suína, volume 5% abaixo do recorde de setembro (150 mil toneladas), mas 10% acima do de outubro de 2024. No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, os embarques brasileiros da carne somam mais de 1,25 milhão de toneladas, cerca de 13% acima do escoado de janeiro a outubro de 2024 e um recorde para o período.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
JBS tem margem negativa com bovinos nos EUA e encerra 3º trimestre com lucro 16% menor
Negócio de bovinos do Brasil foi afetado por tarifaço americano, e Seara ainda sentiu impactos dos embargos ao frango brasileiro
A gigante de carnes JBS registrou lucro líquido de US$ 581 milhões no terceiro trimestre deste ano, 16,16% menos que em igual intervalo de 2024, segundo balanço divulgado ontem. O cenário se agravou no mercado de bovinos nos Estados Unidos, que vive um ciclo de restrição na oferta de animais, o que levou a JBS Beef North America a ter margens negativas no período. A operação americana representa cerca de 30% do resultado do grupo. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado também recuou, ao passar de US$ 1,83 bilhão no terceiro trimestre de 2024 para US$ 1,62 bilhão no mesmo intervalo deste ano. “Tivemos uma queda no Ebitda que é quase toda explicada pelo bovino nos EUA. Estávamos com margem positiva e agora estamos com margem negativa”, disse o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. Ao Valor, o executivo afirmou que a operação de bovinos continua sendo a mais desafiadora do grupo, mas que isso já era esperado, pois o processo de recuperação da oferta de gado ocorre lentamente. Além disso, as áreas de pecuária dos EUA foram atingidas por uma seca severa. “Vemos o começo da retenção de animais. Não é uma coisa que vai se resolver no quarto trimestre, nem no ano que vem. Acho que para 2027 vamos ver uma recuperação”, afirmou Tomazoni. Nesse cenário, o Ebitda ajustado da JBS Beef North America ficou negativo em US$ 42 milhões no terceiro trimestre. Um ano antes, o indicador estava positivo em US$ 117 milhões. A margem caiu 2,5 pontos percentuais, para -0,6%. Os negócios de frango, que vinham impulsionando o desempenho da JBS até o primeiro semestre, arrefeceram. O Ebitda ajustado da Pilgrim’s Pride teve queda de 0,8% no terceiro trimestre, para US$ 770 milhões. Apesar do recuo, Tomazoni considera o resultado robusto, devido a um trabalho bem-sucedido nos produtos de valor agregado e no portfólio de marcas. A Seara, operação de aves e suínos da JBS no Brasil, teve o resultado afetado pelas restrições temporárias nas exportações brasileiras de frango para diversos países compradores, após foco de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS). O foco da doença foi encerrado em junho, mas os importadores tiveram um retorno gradativo. As ausências de China e União Europeia prejudicaram as exportações. Com isso, o Ebitda ajustado da Seara recuou 30% no terceiro trimestre para US$ 323 milhões e a margem baixou 7,3 pontos, para 13,7%. Entretanto, Tomazoni destacou que a expectativa é positiva para a Seara, com o retorno da demanda dos chineses e europeus ao frango brasileiro. A China retirou o embargo ao produto na última semana e a União Europeia, em setembro. “É bem positiva a condição da Seara ao voltar a acessar esses dois mercados. Faz uma diferença significativa”, enfatizou. Na área de bovinos, a JBS Brasil registrou redução de 18,7% no Ebitda ajustado, para US$ 307 milhões no terceiro trimestre. Sem dar detalhes, Tomazoni admitiu que a imposição de tarifas adicionais de 50% dos EUA contra produtos do Brasil — que levou o imposto sobre a carne bovina para 76,4% — reduziu os volumes exportados aos americanos, embora a venda ainda continue, e teve impacto negativo para algumas fábricas da Friboi, marca de cortes bovinos da JBS Brasil. “Os EUA pagavam um preço premium comparado com os outros mercados”, disse Tomazoni. No entanto, ele observou que os volumes foram realocados para outros mercados e a demanda, tanto interna quanto externa, continua grande. Apesar das adversidades operacionais em diferentes segmentos do grupo, o faturamento da JBS foi recorde e ficou positivo em todas as unidades de negócios no terceiro trimestre. Assim, a receita líquida consolidada da companhia subiu 13,4%, para US$ 22,6 bilhões. Na entrevista, o diretor de finanças e relações com investidores da JBS, Guilherme Cavalcanti, afirmou que o nível de controle da empresa sobre a alavancagem foi um destaque do período. “A gente espera terminar o ano abaixo de 2,5 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda, é uma posição confortável”, estimou. O grupo também utilizou estratégias de alongamento de dívida nos últimos meses e, segundo Cavalcanti, nos próximos cinco anos “praticamente não há amortização de dívida para fazer, o que deixa a companhia preparada para qualquer situação”. Assim, disse, numa eventual crise, a empresa está preparada para suportá-la financeiramente. E, num cenário favorável, há espaço para aquisições e outras medidas de expansão.
GLOBO RURAL
MEIO AMBIENTE
Mapa destaca avanços da pecuária sustentável durante painel na COP30
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, na quarta-feira (12), de um dos principais momentos da programação da AgriZone, durante a COP30, em Belém (PA): o painel “O Futuro da Carne Sustentável: Trajetória de Descarbonização 2025–2050”, realizado na arena do espaço.
Na ocasião, ocorreu o lançamento do estudo “Trajetórias da Descarbonização para a Pecuária Bovina 2025–2050”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), por meio do Centro de Estudos do Agronegócio, a pedido do setor produtivo. O documento apresenta cenários e caminhos possíveis para reduzir as emissões líquidas da pecuária bovina brasileira, alinhando a cadeia da carne às metas globais de clima e sustentabilidade. Representando o Mapa, Bruno Leite, coordenador-geral de Produção Animal, destacou a evolução do setor e a importância das políticas públicas na consolidação de uma pecuária mais produtiva e ambientalmente responsável. “O estudo mostra de forma muito clara a evolução produtiva da pecuária de corte brasileira. Estamos em uma trajetória de aumento da produção e redução da área de pastagem, o que demonstra maior eficiência. Produzimos mais carne em uma menor área”, afirmou Bruno Leite. Durante o painel, o representante do ministério ressaltou o papel de políticas públicas estruturantes, como o Plano ABC+, que, desde 2010, fomenta tecnologias sustentáveis e mecanismos de crédito e assistência técnica voltados à produção de baixa emissão de carbono. “Essas políticas mostram resultados concretos. O Plano ABC definiu as tecnologias e criou os instrumentos de fomento, mas o sucesso depende do produtor, que tem respondido com eficiência e comprometimento. Estamos no caminho certo para uma pecuária mais sustentável e competitiva”, completou. O painel reuniu representantes do governo, da academia e do setor produtivo, reafirmando a convergência entre ciência, políticas públicas e inovação. O estudo apresentado pela FGV indica que, com a intensificação sustentável e a adoção de tecnologias de mitigação, o setor pode reduzir em até 92% a intensidade das emissões até 2050, mantendo a produtividade e ampliando a eficiência do uso da terra.
MAPA
Cooperativa do Paraná vai investir R$ 1,1 bilhão na produção de maltes especiais
Agrária será a primeira cooperativa do Brasil a fabricar o produto em escala industrial. Com sede em Guarapuava (PR), Cooperativa Agrária vai aplicar recursos na construção de duas novas plantas, além da modernização da maltaria já instalada
A Cooperativa Agrária, de Guarapuava (PR), será a primeira a produzir maltes especiais no Brasil em escala industrial. Hoje, o insumo é 100% importado. A Agrária e a Ireks do Brasil anunciaram, na terça-feira (11/11), investimento de R$ 1,1 bilhão na unidade industrial da cooperativa. Os recursos serão aplicados na construção de duas novas plantas, além da modernização da maltaria já instalada no local. O protocolo de intenções foi assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor-presidente da Agrária, Adam Stemmer. O empreendimento foi incluído no programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. O investimento no complexo da Agrária Malte vai possibilitar a produção de maltes caramelizados e torrados. As obras devem começar ainda este ano e a previsão é que sejam concluídas em 2028. O pacote de investimentos inclui um novo plano diretor para a unidade, a instalação de um novo Centro de Análises Laboratoriais e de um Centro Logístico Integrado. A primeira linha de produção de malte, em atividade desde a década de 1980, também passará por revitalização e modernização em todos os seus fluxos, trazendo mais automação às etapas do processo produtivo. As mudanças que serão realizadas na maltaria, segundo o anúncio da terça, seguem o conceito de indústria 4.0, o que tornará a atividade da cooperativa ainda mais confiável. “A aplicação de tecnologia em processos de inovação, com foco em sustentabilidade, é fundamental para o desenvolvimento da agroindústria”, afirmou Stemmer. “Acreditamos que esse é o melhor caminho para garantirmos a perenidade dos nossos negócios, com capacidade para superar os desafios e identificar oportunidades no mercado”, disse. O diretor da Agrária explicou que a tecnologia que será implementada na indústria vem da sede mundial da Ireks, na Alemanha, que já produz maltes especiais. “Fazer maltes torrados e caramelizados era um sonho antigo, já que todo volume consumido no Brasil é importado. Vamos ter o suporte da Ireks da Alemanha, com transferência de tecnologia para a Agrária, e com isso vamos partir para um alto nível de produção”, ressaltou. A Ireks do Brasil atua no setor de desenvolvimento, produção e comercialização de produtos para panificação e confeitaria, incluindo malte. A empresa também está instalada em Guarapuava. O projeto também prevê a implantação de um novo Centro de Análises Laboratoriais Físico-Químicas e Reológicas, para atestar a qualidade e segurança de alimentos. O objetivo, de acordo com a cooperativa, é ampliar e diversificar os serviços prestados pela área laboratorial, que já é referência nacional. O atual Laboratório Central da Agrária é responsável por avaliações que vão desde a chegada das matérias-primas, passando pelas áreas de armazenagem, processo produtivo até os produtos acabados, antes do envio para o cliente. É um dos poucos do país com ISO/IEC 17025, relacionado a análises de cromatografia, e o único da América Latina com ISO/IEC 17043, que estabelece requisitos para ensaios de proficiência. A Agrária também é uma das integrantes da intercooperação da Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, em 2024, com investimentos iniciais de R$ 1,6 bilhão e capacidade de produção de 280 mil toneladas de malte por ano.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Brasil deve ter safra de 354,8 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, diz Conab
Estimativa divulgada na quinta-feira representa alta de 0,8% em relação ao ciclo anterior. Produção de soja está estimada em 177,6 milhões de toneladas
A segunda estimativa da Conab para a safra de grãos aponta para um volume de produção de 354,8 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (13/11). O número permanece praticamente estável em relação ao primeiro levantamento, divulgado há um mês, quando a projeção era de 354,7 milhões de toneladas. Na comparação com a safra anterior, a estimativa representa crescimento de 0,8%. Com o avanço da semeadura das culturas de primeira safra, a companhia prevê uma área total de 84,4 milhões de hectares no atual ciclo, crescimento de 3,3% em relação à safra 2024/2025. Soja: O levantamento indica incremento de 3,6% na área de soja a ser semeada em 2025/2026, totalizando 49,1 milhões de hectares, com produção estimada em 177,6 milhões de toneladas - alta de 3,6% em relação ao ciclo 2024/2025. O plantio segue dentro da média dos últimos cinco anos, porém atrasado quando se compara com o percentual registrado em período semelhante da temporada anterior, com destaque para Goiás e Minas Gerais, onde não foram registrados índices de chuvas satisfatórios. Milho: A produção de milho em 2025/26, somando as três safras, está estimada em 138,8 milhões de toneladas, representando redução de 1,6% em relação ao ciclo anterior. Na primeira safra, a área cultivada deve crescer 7,1%, com produção prevista em 25,9 milhões de toneladas. O plantio do primeiro ciclo do cereal já atinge 47,7% da área. Arroz: No caso do arroz, a estimativa da Conab é de uma produção de 11,3 milhões de toneladas, redução de 11,5% em relação à safra anterior influenciada pela menor área cultivada. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do grão, a semeadura alcança mais de 78% do previsto, apesar de em algumas áreas ter ocorrido atraso na operação, devido aos volumes de chuva. Feijão: Para o feijão, é esperada uma colheita, somadas as três safras, de 3,1 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido no ciclo passado. A primeira safra da leguminosa deve apresentar redução de 7,3% na área plantada, totalizando 841,9 mil hectares, com expectativa de produção de 977,9 mil toneladas, 8% inferior à safra passada. O plantio segue em andamento nos principais estados produtores. Algodão: A área plantada de algodão está estimada em 2,137 milhões de hectares, o que representa alta de 2,4%. Já a produção é calculada em 4,027 milhões de toneladas, queda de 1,2%. A expectativa de menor produção está atrelada à expectativa de redução de produtividade. A semeadura da safra 2025/2026 se iniciou em São Paulo, e deve se intensificar entre os meses de dezembro e fevereiro, com destaque para o Mato Grosso. Culturas de inverno: A safra 2025 das culturas de inverno ainda está em fase de colheita. A produção de trigo, principal produto da estação, está estimada em 7,7 milhões de toneladas. De modo geral, observa-se que, nas principais regiões produtoras, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento da cultura.
GLOBO RURAL
Colheita do trigo chega a 92% da área no Paraná, mas segue atrasada no RS
Produtividade média fica entre 3.261 e 3.370 quilos por hectare nos dois Estados, principais produtores do cereal no país. No PR, chuvas das últimas três semanas dificultaram o avanço dos trabalhos
A colheita de trigo no Paraná já ultrapassou 92% da área plantada e deve atingir 2,75 milhões de toneladas nesta safra, segundo o coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural (Deral), Carlos Winckler Godinho. De acordo com Godinho, as chuvas das últimas três semanas dificultaram o avanço dos trabalhos no campo. Mesmo assim, “os períodos de sol, apesar de não terem sido extensos, foram suficientes para avançar na colheita”, afirmou. As precipitações afetaram especialmente as regiões oeste e sudoeste do Estado, onde houve queda na qualidade dos grãos que estavam próximos da maturação, com redução do pH e problemas de força do glúten. Segundo o Deral, não foi observada incidência significativa de doenças nas lavouras. Mesmo com esses impactos, “foi uma safra que cumpriu a sua missão. Mesmo com problemas pontuais de secas, geadas e chuvas, tem uma produtividade dentro do esperado inicialmente”, avaliou Godinho. A produtividade média deve ficar em torno de 3.370 quilos por hectare. O coordenador acrescentou que os problemas de qualidade devem ser compensados por outras regiões do Estado, sem necessidade de aumento nas importações. O Deral estima que o Paraná precisará de 1,7 milhão de toneladas suplementares para atender à demanda da moagem, volume que deve vir principalmente da Argentina. Atualmente, a colheita avança na região sul do Estado, considerada mais tecnificada e que não enfrentou os mesmos prejuízos causados pela chuva. Para os próximos cinco dias, há previsão de novas precipitações, mas a estiagem de cerca de três dias nesta semana permitiu que os produtores acelerassem os trabalhos. A expectativa é que a colheita alcance 99% da área total nas próximas três semanas.
GLOBO RURAL
ECONOMIA/INDICADORES
Dólar termina dia estável no Brasil após aprovação da reabertura do governo dos EUA
O dólar fechou a quinta-feira quase estável ante o real, em uma sessão marcada pela sanção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do projeto que encerra a paralisação do governo norte-americano, abrindo espaço para a retomada da divulgação de dados econômicos.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,09%, aos R$5,2982 na venda. No ano, a divisa acumula queda de 14,25%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para dezembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,06% na B3, aos R$5,3175. Após aprovação na Câmara dos Deputados dos EUA, o projeto que estende o financiamento do governo norte-americano até 30 de janeiro foi sancionado por Trump, dando fim à paralisação. Com isso, o programa de assistência alimentar será retomado, centenas de milhares de servidores federais receberão salários atrasados e o sistema de controle de tráfego aéreo será normalizado. Isso também significará o retorno das divulgações de dados econômicos pelos órgãos federais nos próximos dias -- informações aguardadas pelos agentes para a calibragem das apostas sobre os juros nos EUA. Neste cenário, o dólar cedia mais cedo ante uma cesta de moedas fortes e recuava ante boa parte das divisas pares do real, o que também influenciou as cotações no Brasil. Às 9h59, o dólar à vista marcou a cotação mínima intradia de R$5,2736 (-0,37%). Depois disso, o dólar se reaproximou da estabilidade e registrou leves ganhos em alguns momentos, sem que o noticiário do dia influenciasse de forma decisiva as cotações. Às 16h08, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,3038 (+0,20%), para depois fechar mais próximo da estabilidade. No exterior, no fim da tarde o dólar apresentava sinais mistos ante as divisas de exportadores de commodities. Em relação às divisas fortes, o dólar seguia em baixa. Às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,32%, a 99,165.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com ajustes e tombo de Hapvida
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, com o viés negativo em Wall Street endossando movimentos de realização de lucros na bolsa paulista, em pregão também marcado pelo tombo da Hapvida após o resultado trimestral aquém das expectativas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,39%, a 157.023,27 pontos, de acordo com dados preliminares, após avançar a 158.319,14 pontos na máxima do dia. No pior momento, registrou 156.509,44 pontos. Na véspera, o Ibovespa fechou com um declínio marginal, de 0,07%, e encerrou uma sequência de 15 altas, a maior em mais de 30 anos, tendo acumulado no período um ganho de 9,48%. O volume financeiro nesta quinta-feira somava R$26,65 bilhões antes dos ajustes finais.
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Fazenda projeta PIB mais fraco em 2025 e vê inflação menor
O Ministério da Fazenda revisou para baixo as previsões para o crescimento do país e a inflação neste ano, em meio a uma política restritiva de juros do Banco Central, informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) na quinta-feira.
Segundo boletim divulgado pela SPE, a Fazenda reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,2% neste ano, contra previsão de 2,3% feita em setembro. Para 2026, a estimativa de crescimento foi mantida em 2,4%. A Fazenda ainda projetou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará este ano com alta de 4,6%, ante avanço de 4,8% na projeção de setembro. Para 2026, o ministério prevê que a inflação será de 3,5%, contra 3,6% estimados anteriormente, "atingindo 3,2% no segundo trimestre de 2027, horizonte relevante de política monetária". A meta do Banco Central para a inflação é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. De acordo com a pasta, a visão menos otimista para a atividade deste ano está relacionada a uma menor previsão para o crescimento do terceiro trimestre, “repercutindo o alto patamar dos juros reais”, o que impactou também as previsões para o fechamento do ano. A secretaria apontou ainda que a desaceleração poderia ser maior, não fossem alguns fatores, como o pagamento de precatórios pelo governo em julho e o ritmo mais forte das concessões de crédito consignado. Para 2026, a SPE espera desaceleração da atividade agropecuária, um arrefecimento que deve ser mais que compensado por uma maior expansão esperada para a indústria e os serviços. “No próximo ano, a expectativa é de desaceleração da atividade agropecuária, mais que compensada pela maior expansão esperada para a indústria e os serviços”, disse. Em relação aos preços no país, a Fazenda afirmou que a perspectiva de menor inflação no ano reflete efeitos defasados do real mais apreciado, a menor inflação no atacado agropecuário e industrial e o excesso de oferta de bens em escala mundial como reflexo dos conflitos comerciais. A Fazenda disse ainda que a projeção para o IPCA considera uma bandeira amarela para as tarifas de energia elétrica em dezembro, o que imporia um custo menor para o consumidor do que a bandeira vermelha atualmente em vigor. A bandeira das tarifas é definida pela Aneel, agência reguladora do setor elétrico, com base nas condições para a geração de energia.
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Agro: exportações brasileiras para os Estados Unidos registram queda de 31,3%
As exportações brasileiras do agronegócio para os Estados Unidos registram queda de 31,3%, o que representa US$ 973,1 milhões a menos na economia dos Municípios, quando comparado com o acumulado dos meses de agosto, setembro e outubro de 2024. Os dados são resultados de três meses de aplicação das sobretaxas pelos Estados Unidos.
Entre os setores mais afetados estão a cana-de-açúcar, produtos florestais, carne bovina e cafeicultura. O açúcar de cana em bruto praticamente deixou de ser exportado para os Estados Unidos. Nos três meses, o Brasil embarcou 231 milhões de toneladas a menos, resultando em perda econômica de US$ 111,3 milhões no período. A carne bovina in natura acentuou as perdas em outubro, passando a ser o setor mais impactado com o tarifaço, chegando a uma redução total de US$ 169,6 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Na produção florestal, a exportação de celulose para os Estados Unidos apresentou forte retração em outubro de US$ 68 milhões, o que resultou em aumento das perdas no trimestre para US$ 137 milhões nas exportações. A venda de papel teve uma queda de US$ 36,7 milhões e o café verde exportou 36,9 milhões de toneladas a menos que no mesmo período anterior, o que representa uma perda de US$ 71 milhões para a economia dos Municípios. Entre os Municípios mais afetados estão Imperatriz (MA), que apresentou uma queda de US$ 50 milhões, e Santa Cruz do Sul (SC), que registrou uma perda de US$ 44 milhões. Outros Municípios que apresentaram queda significativa nas exportações em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior foram Três Lagoas (MG), com redução de US$ 42 milhões; Campo Grande (MS), com perda de US$ 36 milhões; e Ituiutaba (MG), com queda de US$ 34 milhões. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou um levantamento com Municípios exportadores e identificou que algumas prefeituras foram procuradas por produtores afetados pelas novas tarifas.
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