CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1022 DE 08 DE JANEIRO DE 2026
- prcarne
- 8 de jan.
- 13 min de leitura
Atualizado: 14 de jan.

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1022 | 08 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: escalas de abate curtas fortalecem viés de alta da arroba
Na quarta-feira (7/1), o animal terminado sem padrão-exportação subiu R$1/@ na praça paulista, para R$ 318/@, no prazo, conforme apuração da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
As demais categorias terminadas não sofreram alteração no mercado paulista e seguem valendo R$ 312/@ (“boi-China), R$ 302/@ (vaca) e R$ 312/@ (novilha), acrescentou a Scot.
Em SP, as escalas de abate dos frigoríficos atendem, em média, a sete dias, conforme levantamento da consultoria. Segundo os analistas da Agrifatto, os preços do boi gordo seguiram firmes nos três primeiros dias desta semana, mantendo o viés de alta em São Paulo e em outras importações regiões brasileiras. Pelo levantamento da Agrifatto, o mercado doméstico da carne bovina segue aquecido, estimulado pela baixa oferta de produtos e pelos benefícios creditados a aposentados e pensionistas, além do pagamento dos salários de dezembro/25. “As vendas ao consumidor final e a distribuição de carne com osso no atacado foram muito boas na segunda-feira (5/1), seguiram consistentes na terça-feira (6/1) e devem continuar assim até o fim de semana”, destacou a Agrifatto. Especialmente na quarta-feira (7/1), a procura foi elevada por boi castrado, boi inteiro, vaca, novilha, dianteiro e ponta de agulha. Os preços dos produtos bovinos já superaram as cotações da semana anterior e mantêm viés de alta, relatam os analistas da Agrifatto, acrescentando que atualmente há uma baixa disponibilidade de cortes do dianteiro, pressionado pela forte demanda do mercado. Os analistas recomendam ficar de olho no comportamento da demanda interna no curto prazo, pois as primeiras semanas do ano são marcadas pelo aumento das despesas típicas do período, como impostos, matrículas escolares e contas acumuladas no cartão de crédito, que apertam o orçamento dos consumidores. No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a registrar queda no pregão de terça-feira (6/1) da B3. O papel de curtíssimo prazo (com vencimento em janeiro/26) encerrou a sessão cotado a R$ 320,40/@, com baixa de 0,34% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo da quarta-feira (7/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00 Novilha: R$ 315,00 Escalas: dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: dez dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: nove dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R $ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. RONDÔNIA: Boi: R $ 275,00. Vaca: R $ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: doze dias. MARANHÃO: Boi: R $ 300,00. Vaca: R $ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (7/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 304,50/@ (à vista) R$ 308,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 279,00/@ (à vista) e R$ 282,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Gado vivo: exportações brasileiras superam 1,05 milhão de cabeças em 2025, um recorde histórico
Na comparação com 2024, embarques de “bovinos em pé” registraram um avanço de 5,53%, com destaque para os mercados da Turquia e do Egito
As exportações brasileiras de gado vivo atingiram um novo marco histórico em 2025, superando 1,05 milhão de cabeças, um avanço de 5,53% frente ao volume de 2024, informou a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior. “O resultado confirma a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico no mercado internacional de animais vivos, sustentado por competitividade produtiva, escala e regularidade de oferta”, destaca a equipe de analistas da consultoria. A liderança regional permanece concentrada no Pará, responsável por 54,96% do total exportado no ano, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 23,96% de participação. “Essa configuração reflete não apenas a disponibilidade de oferta, mas também a eficiência logística e a proximidade com rotas marítimas consolidadas”, observa a Agrifatto. Do lado da demanda, os embarques seguem fortemente direcionados ao Norte da África e ao Oriente Médio, com destaque para a Turquia (com participação de 32,58% do total exportado) e o Egito (17,62%). Turquia, Egito, Marrocos e Iraque — concentraram 83,34% do volume exportado pelo Brasil em 2025, relata a consultoria. Segundo ressaltam os analistas da Agrifatto, apesar de ainda representar uma parcela menor quando comparado ao volume total de abates domésticos, “o segmento de gado vivo apresenta uma trajetória consistente de crescimento, ampliando sua relevância estratégica dentro do portfólio exportador brasileiro e diversificando canais de escoamento da produção”. No último mês do ano, o protagonismo ficou com Marrocos, que respondeu por 30,51% dos embarques, seguido pelo Iraque, com 27,23%, informa a Agrifatto. No último mês do ano, as exportações brasileiras de gado vivo somaram 91,31 mil cabeças, com retração mensal de 18,33%. Em receita, as vendas externas de animais “em pé” geraram receita de US$ 105,01 milhões em dezembro/25 (equivalentes a 35,87 mil toneladas embarcadas), com preço médio de US$ 87,82 por arroba.
PORTAL DBO
SUÍNOS
Exportações de carne suína fecham 2025 com crescimento de 11,6%
Embarques de dezembro crescem 25,8%
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína. O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas. Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões. Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024. Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).
Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores.
ABPA
GOVERNO
Funrural: produtores têm até o fim do mês para escolher forma de recolhimento
Escolha vale para todo o ano e precisa ser informada à empresa que compra a produção para evitar retenção automática na venda
Produtores rurais têm até o dia 31 deste mês para definir a forma de recolhimento do Funrural. A opção é válida para quem atua como pessoa física e vale para todo o ano-calendário de 2026. O Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) é uma contribuição obrigatória que financia a seguridade social dos trabalhadores do campo. A legislação permite que o produtor rural pessoa física empregador escolha a forma de recolhimento. No entanto, é necessário escolher entre uma das opções: pagar a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento dos empregados ou manter a cobrança sobre a receita bruta da comercialização da produção. Conforme a legislação vigente, quando não há opção pelo recolhimento em folha, o Funrural é retido diretamente na venda, à alíquota total de 1,5% sobre a receita bruta. Já na opção pelo recolhimento em folha, a contribuição incide sobre os salários pagos aos empregados, com alíquota total que varia de 21,2% a 23,2%, conforme o grau de risco da atividade. Para que a opção pelo recolhimento em folha seja concretizada, o produtor deve apresentar declaração formal à empresa adquirente da produção, como frigoríficos, cooperativas, cerealistas, laticínios, tradings ou agroindústrias. Na prática, se houver comercialização antes dessa data, a declaração deve ser entregue na primeira venda do ano. Sem a formalização, a empresa adquirente é obrigada a aplicar a retenção padrão do Funrural sobre o valor da operação. A escolha antecipada ajuda a evitar surpresas no caixa. Algumas instituições, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) oferecem ferramentas de simulação da contribuição. O produtor interessado pode ainda obter orientação presencialmente nos sindicatos locais.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
EMPRESAS
Indústrias ganham avaliação gratuita para a gestão sustentável de resíduos
Verdera oferece orientação técnica e soluções para transformar descarte em oportunidade
A Verdera, unidade de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos, oferece às indústrias do Paraná e região uma avaliação gratuita para a gestão sustentável de resíduos. O objetivo da iniciativa é transformar o descarte em oportunidade de negócios para pequenos, médios e grandes geradores de resíduos industriais. Para receber o diagnóstico, basta acessar o link Solução Integrada - Verdera e preencher o cadastro. Para obter o diagnóstico gratuito, as indústrias precisam responder a um questionário rápido e informar se os resíduos gerados têm algum tipo de contaminação, se estão classificados pela ABNT 10.004/2004, qual o volume médio gerado e qual a destinação final dada atualmente, entre outras questões. A partir das informações coletadas, o time técnico da Verdera apresentará uma solução personalizada para cada indústria, oferecendo uma estrutura completa de atendimento, incluindo blendagem, transporte, coprocessamento e rastreabilidade da destinação. “A Solução Integrada oferecida pela Verdera foi pensada para simplificar a vida das empresas que necessitam ir além da coleta e destinação de resíduos. É uma oferta completa que une competitividade, expertise técnica e conformidade legal, reunidos em um único parceiro, com eficiência, agilidade, rastreabilidade e foco em resultados sustentáveis”. A solução da Verdera contempla serviços de análise técnica, orientação sobre classificação de resíduos e suporte à documentação ambiental. A unidade de atendimento da Verdera, localizada em Itaperuçu, no Paraná, tem capacidade para receber grandes volumes e preparar os materiais para o coprocessamento. O diagnóstico Verdera é especialmente útil para organizações que enfrentam entraves relacionados à classificação de resíduos, licenciamento, comprovação de destinação adequada e adoção de boas práticas ambientais. A proposta também contempla indústrias que desejam se alinhar às metas de ESG e economia circular. A Verdera é a unidade de gestão e destinação sustentável de resíduos da Votorantim Cimentos. Desde 1991, a empresa atua com coprocessamento e foi pioneira em trazer essa tecnologia para o Brasil. A Verdera atua na cadeia de soluções ambientais dando um novo valor para os resíduos. É um parceiro com alta capacidade de realização, que entende as particularidades de cada negócio e que está comprometido a fazer do jeito certo e a pensar de forma diferente para descobrir novas possibilidades que transformem a realidade de todos. Mais informações em www.verderasolutions.com.br.
GAZETA DO POVO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
A cooperativa fundada por um padre que fatura R$ 20 bilhões por ano
A Lar Cooperativa no oeste do Paraná exporta para 100 países e faturou R$ 20 bilhões em 2024.
Bispos, um padre e 55 agricultores iniciaram uma cooperativa que mudou a história da cidade de Missal, localizada na região oeste do Paraná. A cooperativa foi fundada no dia 19 de março de 1964, por famílias que chegaram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que encontraram na região a oportunidade do recomeço em uma terra ainda a ser desbravada. O padre José Backes se tornou o eixo da comunidade. Ele organizava, orientava e conectava as pessoas, exaltando a vida coletiva, o que trouxe segurança a agricultores que precisavam ter fé para construir um novo lar. Para os pioneiros, Backes foi um líder espiritual e um incentivador. Ensinou a cooperação, estimulou a disciplina e ajudou a transformar esforços isolados em projeto comum. A colonização deixou de ser improvisada e passou a ter direção. A cooperativa Comasil nasceu como resposta prática à escassez de recursos e à distância dos mercados. O primeiro escritório era modesto, mas carregava um valor central: ali se decidia em conjunto. Comprava-se, vendia-se e planejava-se. Estradas precárias, pouco acesso a financiamento e logística limitada testavam a resistência do grupo. Ainda assim, a confiança construída em torno do projeto coletivo manteve os agricultores unidos. Sob a orientação do primeiro presidente, o padre José Backes, a Comasil avançou passo a passo, consolidando a base que sustentaria o futuro da empresa Lar. Nos anos 1970, a cooperativa entrou em um momento decisivo. Passou a se chamar Cotrefal e transferiu a sede para Medianeira, também no oeste do estado paranaense. Armazéns foram construídos, o recebimento de grãos aumentou e a mecanização agrícola ganhou força. A soja tornou-se vetor de prosperidade e a cooperativa cresceu junto com seus associados. A década de 1980 marcou uma virada estrutural. A Cotrefal ingressou no ciclo da industrialização, enquanto uma aquisição, da Oleolar, ampliou horizontes e ajudou a definir o nome que passaria a representar a organização: Lar. Os comitês educativos se fortaleceram, formando lideranças e disseminando conhecimento com evolução das unidades no aspecto da governança. As decisões evoluíram, para aspectos mais técnicos e compartilhados. Em 1999, a inauguração da unidade industrial de aves consolidou o modelo agroindustrial. A cooperativa passou a integrar etapas essenciais da cadeia produtiva, agregando valor e estabilidade. A profissionalização da gestão tornou a Lar mais eficiente e preparada para competir em mercados amplos. A chegada do engenheiro agrônomo Irineo da Costa Rodrigues à presidência da empresa, nos anos 1990, aprofundou esse processo. A estrutura administrativa foi reorganizada, funções sobrepostas foram eliminadas e o modelo de gestão ganhou agilidade. A cooperativa expandiu unidades, modernizou operações e ampliou sua presença além das fronteiras regionais. Resultado: a Lar Cooperativa reúne mais de 15 mil associados e mais de 25 mil colaboradores. Está presente no agro, no varejo e na indústria de proteínas. Exporta para mais de 100 países e ultrapassou R$ 20 bilhões em faturamento em 2024. “A Lar é fruto da união de milhares de pessoas que fizeram e fazem parte dessa trajetória. Estamos prontos para seguir adiante, com foco no que temos de mais importante: as pessoas”, afirma Irineo da Costa Rodrigues, diretor-presidente da cooperativa.
GAZETA DO POVO
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil em dia de liquidez menor
O dólar fechou a quarta-feira próximo da estabilidade no Brasil, em mais um dia de pouca oscilação e liquidez reduzida, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das divisas de países emergentes.
O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$5,3869, interrompendo uma sequência de quatro sessões de baixas. Às 17h10, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,20% na B3, aos R$5,4205, mas a liquidez era menor que a média para o horário, com cerca de 157 mil contratos negociados. Com o Congresso brasileiro em recesso, Brasília deixou de fornecer gatilhos fortes para as operações no mercado brasileiro, pelo menos neste início de 2026. O resultado é que nos últimos dias a liquidez diminuiu, assim como as variações de preços. As atenções ficaram voltadas principalmente para o exterior, onde foram divulgados novos dados da economia norte-americana. Enquanto alguns dados sugeriram enfraquecimento do mercado de trabalho, outros indicaram força do setor de serviços no encerramento de 2025. Os sinais mistos alimentaram a expectativa pela divulgação do relatório de emprego payroll na sexta-feira, que pode influenciar mais diretamente as apostas para a decisão sobre juros do Federal Reserve no fim do mês. No Brasil, o destaque foi o noticiário em torno da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que eventual reversão da liquidação não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhões no acumulado de 2025. A saída de recursos do país no ano passado foi superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhões.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com ajuste e exterior negativo
O Ibovespa e fechou em queda na quarta-feira, em movimento de ajuste após os ganhos observados na véspera, ao mesmo tempo em que dados de emprego dos Estados Unidos e os novos desdobramentos do ataque norte-americano à Venezuela geraram temores entre os investidores.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,01%, a 162.007,93 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$21,5 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$33,3 bi em 2025, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhões no acumulado de 2025, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central. A saída de recursos do país no ano passado foi bem superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhões.
Somente no mês passado, saíram do país líquidos US$13,562 bilhões, conforme os dados do BC. Tradicionalmente, dezembro é marcado por envios de recursos ao exterior por parte das empresas, para pagamento de dividendos. No mês passado, o fluxo financeiro foi negativo em US$20,982 bilhões, enquanto o comercial foi positivo em US$7,421 bilhões. Em 2025, especificamente, os envios em dezembro foram potencializados por quem buscou se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passaram a ser taxadas em 10%, e ao início da cobrança de 10% sobre valores recebidos acima de R$50 mil por mês em dividendos. Ainda assim, a saída líquida de US$13,562 bilhões do país em dezembro último foi menor que saldo negativo de US$26,961 bilhões registrado em dezembro de 2024 -- quando uma forte aversão ao risco atingiu o mercado brasileiro, na esteira das preocupações com o equilíbrio fiscal do Brasil e o início do governo Trump nos EUA.
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$82,467 bilhões no acumulado de 2025. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de 2026 foi positivo em US$49,151 bilhões. Somente na semana passada, que abrangeu o período de 29 de dezembro a 2 de janeiro, o fluxo cambial total foi negativo em US$4,127 bilhões. A semana teve apenas três dias úteis em função do Ano Novo.
REUTERS
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (whatsapp)


Comentários