CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1022 DE 08 DE JANEIRO DE 2025
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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1022 | 08 de janeiro de 2025
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NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ Â
Boi gordo: escalas de abate curtas fortalecem viés de alta da arroba
Na quarta-feira (7/1), o animal terminado sem padrĂŁo-exportação subiu R$1/@ na praça paulista, para R$ 318/@, no prazo, conforme apuração da Scot Consultoria. No PARANĂ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. Boi China: PARANĂ: R$ 326,00/@ (Ă vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
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As demais categorias terminadas nĂŁo sofreram alteração no mercado paulista e seguem valendo R$ 312/@ (âboi-China), R$ 302/@ (vaca) e R$ 312/@ (novilha), acrescentou a Scot.
Em SP, as escalas de abate dos frigorĂficos atendem, em mĂ©dia, a sete dias, conforme levantamento da consultoria. Segundo os analistas da Agrifatto, os preços do boi gordo seguiram firmes nos trĂȘs primeiros dias desta semana, mantendo o viĂ©s de alta em SĂŁo Paulo e em outras importaçÔes regiĂ”es brasileiras. Pelo levantamento da Agrifatto, o mercado domĂ©stico da carne bovina segue aquecido, estimulado pela baixa oferta de produtos e pelos benefĂcios creditados a aposentados e pensionistas, alĂ©m do pagamento dos salĂĄrios de dezembro/25. âAs vendas ao consumidor final e a distribuição de carne com osso no atacado foram muito boas na segunda-feira (5/1), seguiram consistentes na terça-feira (6/1) e devem continuar assim atĂ© o fim de semanaâ, destacou a Agrifatto. Especialmente na quarta-feira (7/1), a procura foi elevada por boi castrado, boi inteiro, vaca, novilha, dianteiro e ponta de agulha. Os preços dos produtos bovinos jĂĄ superaram as cotaçÔes da semana anterior e mantĂȘm viĂ©s de alta, relatam os analistas da Agrifatto, acrescentando que atualmente hĂĄ uma baixa disponibilidade de cortes do dianteiro, pressionado pela forte demanda do mercado. Os analistas recomendam ficar de olho no comportamento da demanda interna no curto prazo, pois as primeiras semanas do ano sĂŁo marcadas pelo aumento das despesas tĂpicas do perĂodo, como impostos, matrĂculas escolares e contas acumuladas no cartĂŁo de crĂ©dito, que apertam o orçamento dos consumidores. No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a registrar queda no pregĂŁo de terça-feira (6/1) da B3. O papel de curtĂssimo prazo (com vencimento em janeiro/26) encerrou a sessĂŁo cotado a R$ 320,40/@, com baixa de 0,34% em relação ao dia anterior. CotaçÔes do boi gordo da quarta-feira (7/1), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00 Novilha: R$ 315,00 Escalas: dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: dez dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: nove dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R $ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. PARĂ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. RONDĂNIA: Boi: R $ 275,00. Vaca: R $ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: doze dias. MARANHĂO: Boi: R $ 300,00. Vaca: R $ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ nesta quarta-feira (7/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 318,50/@ (Ă vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,00/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (Ă vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 310,00/@ (Ă vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 304,50/@ (Ă vista) R$ 308,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 301,50/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 279,00/@ (Ă vista) e R$ 282,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 301,50/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (Ă vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
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Gado vivo: exportaçÔes brasileiras superam 1,05 milhão de cabeças em 2025, um recorde histórico
Na comparação com 2024, embarques de âbovinos em pĂ©â registraram um avanço de 5,53%, com destaque para os mercados da Turquia e do Egito
As exportaçÔes brasileiras de gado vivo atingiram um novo marco histĂłrico em 2025, superando 1,05 milhĂŁo de cabeças, um avanço de 5,53% frente ao volume de 2024, informou a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior. âO resultado confirma a consolidação do Brasil como fornecedor estratĂ©gico no mercado internacional de animais vivos, sustentado por competitividade produtiva, escala e regularidade de ofertaâ, destaca a equipe de analistas da consultoria. A liderança regional permanece concentrada no ParĂĄ, responsĂĄvel por 54,96% do total exportado no ano, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 23,96% de participação. âEssa configuração reflete nĂŁo apenas a disponibilidade de oferta, mas tambĂ©m a eficiĂȘncia logĂstica e a proximidade com rotas marĂtimas consolidadasâ, observa a Agrifatto. Do lado da demanda, os embarques seguem fortemente direcionados ao Norte da Ăfrica e ao Oriente MĂ©dio, com destaque para a Turquia (com participação de 32,58% do total exportado) e o Egito (17,62%). Turquia, Egito, Marrocos e Iraque â concentraram 83,34% do volume exportado pelo Brasil em 2025, relata a consultoria. Segundo ressaltam os analistas da Agrifatto, apesar de ainda representar uma parcela menor quando comparado ao volume total de abates domĂ©sticos, âo segmento de gado vivo apresenta uma trajetĂłria consistente de crescimento, ampliando sua relevĂąncia estratĂ©gica dentro do portfĂłlio exportador brasileiro e diversificando canais de escoamento da produçãoâ. No Ășltimo mĂȘs do ano, o protagonismo ficou com Marrocos, que respondeu por 30,51% dos embarques, seguido pelo Iraque, com 27,23%, informa a Agrifatto. No Ășltimo mĂȘs do ano, as exportaçÔes brasileiras de gado vivo somaram 91,31 mil cabeças, com retração mensal de 18,33%. Em receita, as vendas externas de animais âem pĂ©â geraram receita de US$ 105,01 milhĂ”es em dezembro/25 (equivalentes a 35,87 mil toneladas embarcadas), com preço mĂ©dio de US$ 87,82 por arroba.
PORTAL DBO
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SUĂNOS
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ExportaçÔes de carne suĂna fecham 2025 com crescimento de 11,6%
Embarques de dezembro crescem 25,8%
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Levantamentos da Associação Brasileira de ProteĂna Animal (ABPA) mostram que os embarques brasileiros de carne suĂna totalizaram 1,510 milhĂŁo de toneladas ao longo de 2025 (recorde histĂłrico para as exportaçÔes do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhĂŁo de toneladas.  Com isto, o Brasil deverĂĄ superar o CanadĂĄ, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suĂna. O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mĂȘs de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suĂna, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas. Em receita, as exportaçÔes brasileiras de carne suĂna totalizaram US$ 3,619 bilhĂ”es em 2025, nĂșmero 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhĂ”es. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhĂ”es, avanço de 25,6% em relação ao mesmo perĂodo do ano anterior, com US$ 258,4 milhĂ”es. Principal destino da carne suĂna brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024. Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), JapĂŁo, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).
Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação.  As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suĂna do Brasil, e outros mercados, como JapĂŁo e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores.
ABPA
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GOVERNO
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Funrural: produtores tĂȘm atĂ© o fim do mĂȘs para escolher forma de recolhimento
Escolha vale para todo o ano e precisa ser informada à empresa que compra a produção para evitar retenção automåtica na venda
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Produtores rurais tĂȘm atĂ© o dia 31 deste mĂȘs para definir a forma de recolhimento do Funrural. A opção Ă© vĂĄlida para quem atua como pessoa fĂsica e vale para todo o ano-calendĂĄrio de 2026. O Fundo de AssistĂȘncia ao Trabalhador Rural (Funrural) Ă© uma contribuição obrigatĂłria que financia a seguridade social dos trabalhadores do campo. A legislação permite que o produtor rural pessoa fĂsica empregador escolha a forma de recolhimento. No entanto, Ă© necessĂĄrio escolher entre uma das opçÔes: pagar a contribuição previdenciĂĄria sobre a folha de pagamento dos empregados ou manter a cobrança sobre a receita bruta da comercialização da produção. Conforme a legislação vigente, quando nĂŁo hĂĄ opção pelo recolhimento em folha, o Funrural Ă© retido diretamente na venda, Ă alĂquota total de 1,5% sobre a receita bruta. JĂĄ na opção pelo recolhimento em folha, a contribuição incide sobre os salĂĄrios pagos aos empregados, com alĂquota total que varia de 21,2% a 23,2%, conforme o grau de risco da atividade. Para que a opção pelo recolhimento em folha seja concretizada, o produtor deve apresentar declaração formal Ă empresa adquirente da produção, como frigorĂficos, cooperativas, cerealistas, laticĂnios, tradings ou agroindĂșstrias. Na prĂĄtica, se houver comercialização antes dessa data, a declaração deve ser entregue na primeira venda do ano. Sem a formalização, a empresa adquirente Ă© obrigada a aplicar a retenção padrĂŁo do Funrural sobre o valor da operação. A escolha antecipada ajuda a evitar surpresas no caixa. Algumas instituiçÔes, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) oferecem ferramentas de simulação da contribuição. O produtor interessado pode ainda obter orientação presencialmente nos sindicatos locais.
O ESTADO DE SĂO PAULO/AGRO
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EMPRESAS
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IndĂșstrias ganham avaliação gratuita para a gestĂŁo sustentĂĄvel de resĂduos
Verdera oferece orientação técnica e soluçÔes para transformar descarte em oportunidade
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A Verdera, unidade de gestĂŁo e destinação sustentĂĄvel de resĂduos da Votorantim Cimentos, oferece Ă s indĂșstrias do ParanĂĄ e regiĂŁo uma avaliação gratuita para a gestĂŁo sustentĂĄvel de resĂduos. O objetivo da iniciativa Ă© transformar o descarte em oportunidade de negĂłcios para pequenos, mĂ©dios e grandes geradores de resĂduos industriais. Para receber o diagnĂłstico, basta acessar o link Solução Integrada - Verdera e preencher o cadastro. Para obter o diagnĂłstico gratuito, as indĂșstrias precisam responder a um questionĂĄrio rĂĄpido e informar se os resĂduos gerados tĂȘm algum tipo de contaminação, se estĂŁo classificados pela ABNT 10.004/2004, qual o volume mĂ©dio gerado e qual a destinação final dada atualmente, entre outras questĂ”es. A partir das informaçÔes coletadas, o time tĂ©cnico da Verdera apresentarĂĄ uma solução personalizada para cada indĂșstria, oferecendo uma estrutura completa de atendimento, incluindo blendagem, transporte, coprocessamento e rastreabilidade da destinação. âA Solução Integrada oferecida pela Verdera foi pensada para simplificar a vida das empresas que necessitam ir alĂ©m da coleta e destinação de resĂduos. Ă uma oferta completa que une competitividade, expertise tĂ©cnica e conformidade legal, reunidos em um Ășnico parceiro, com eficiĂȘncia, agilidade, rastreabilidade e foco em resultados sustentĂĄveisâ. A solução da Verdera contempla serviços de anĂĄlise tĂ©cnica, orientação sobre classificação de resĂduos e suporte Ă documentação ambiental. A unidade de atendimento da Verdera, localizada em Itaperuçu, no ParanĂĄ, tem capacidade para receber grandes volumes e preparar os materiais para o coprocessamento. O diagnĂłstico Verdera Ă© especialmente Ăștil para organizaçÔes que enfrentam entraves relacionados Ă classificação de resĂduos, licenciamento, comprovação de destinação adequada e adoção de boas prĂĄticas ambientais. A proposta tambĂ©m contempla indĂșstrias que desejam se alinhar Ă s metas de ESG e economia circular. A Verdera Ă© a unidade de gestĂŁo e destinação sustentĂĄvel de resĂduos da Votorantim Cimentos. Desde 1991, a empresa atua com coprocessamento e foi pioneira em trazer essa tecnologia para o Brasil. A Verdera atua na cadeia de soluçÔes ambientais dando um novo valor para os resĂduos. Ă um parceiro com alta capacidade de realização, que entende as particularidades de cada negĂłcio e que estĂĄ comprometido a fazer do jeito certo e a pensar de forma diferente para descobrir novas possibilidades que transformem a realidade de todos. Mais informaçÔes em www.verderasolutions.com.br.
GAZETA DO POVO
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NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
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A cooperativa fundada por um padre que fatura R$ 20 bilhÔes por ano
A Lar Cooperativa no oeste do ParanĂĄ exporta para 100 paĂses e faturou R$ 20 bilhĂ”es em 2024.
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Bispos, um padre e 55 agricultores iniciaram uma cooperativa que mudou a histĂłria da cidade de Missal, localizada na regiĂŁo oeste do ParanĂĄ. A cooperativa foi fundada no dia 19 de março de 1964, por famĂlias que chegaram do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que encontraram na regiĂŁo a oportunidade do recomeço em uma terra ainda a ser desbravada. O padre JosĂ© Backes se tornou o eixo da comunidade. Ele organizava, orientava e conectava as pessoas, exaltando a vida coletiva, o que trouxe segurança a agricultores que precisavam ter fĂ© para construir um novo lar. Para os pioneiros, Backes foi um lĂder espiritual e um incentivador. Ensinou a cooperação, estimulou a disciplina e ajudou a transformar esforços isolados em projeto comum. A colonização deixou de ser improvisada e passou a ter direção. A cooperativa Comasil nasceu como resposta prĂĄtica Ă escassez de recursos e Ă distĂąncia dos mercados. O primeiro escritĂłrio era modesto, mas carregava um valor central: ali se decidia em conjunto. Comprava-se, vendia-se e planejava-se. Estradas precĂĄrias, pouco acesso a financiamento e logĂstica limitada testavam a resistĂȘncia do grupo. Ainda assim, a confiança construĂda em torno do projeto coletivo manteve os agricultores unidos. Sob a orientação do primeiro presidente, o padre JosĂ© Backes, a Comasil avançou passo a passo, consolidando a base que sustentaria o futuro da empresa Lar. Nos anos 1970, a cooperativa entrou em um momento decisivo. Passou a se chamar Cotrefal e transferiu a sede para Medianeira, tambĂ©m no oeste do estado paranaense. ArmazĂ©ns foram construĂdos, o recebimento de grĂŁos aumentou e a mecanização agrĂcola ganhou força. A soja tornou-se vetor de prosperidade e a cooperativa cresceu junto com seus associados. A dĂ©cada de 1980 marcou uma virada estrutural. A Cotrefal ingressou no ciclo da industrialização, enquanto uma aquisição, da Oleolar, ampliou horizontes e ajudou a definir o nome que passaria a representar a organização: Lar. Os comitĂȘs educativos se fortaleceram, formando lideranças e disseminando conhecimento com evolução das unidades no aspecto da governança. As decisĂ”es evoluĂram, para aspectos mais tĂ©cnicos e compartilhados. Em 1999, a inauguração da unidade industrial de aves consolidou o modelo agroindustrial. A cooperativa passou a integrar etapas essenciais da cadeia produtiva, agregando valor e estabilidade. A profissionalização da gestĂŁo tornou a Lar mais eficiente e preparada para competir em mercados amplos. A chegada do engenheiro agrĂŽnomo Irineo da Costa Rodrigues Ă presidĂȘncia da empresa, nos anos 1990, aprofundou esse processo. A estrutura administrativa foi reorganizada, funçÔes sobrepostas foram eliminadas e o modelo de gestĂŁo ganhou agilidade. A cooperativa expandiu unidades, modernizou operaçÔes e ampliou sua presença alĂ©m das fronteiras regionais. Resultado: a Lar Cooperativa reĂșne mais de 15 mil associados e mais de 25 mil colaboradores. EstĂĄ presente no agro, no varejo e na indĂșstria de proteĂnas. Exporta para mais de 100 paĂses e ultrapassou R$ 20 bilhĂ”es em faturamento em 2024. âA Lar Ă© fruto da uniĂŁo de milhares de pessoas que fizeram e fazem parte dessa trajetĂłria. Estamos prontos para seguir adiante, com foco no que temos de mais importante: as pessoasâ, afirma Irineo da Costa Rodrigues, diretor-presidente da cooperativa.
GAZETA DO POVO
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ECONOMIA
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DĂłlar fecha estĂĄvel no Brasil em dia de liquidez menor
O dĂłlar fechou a quarta-feira prĂłximo da estabilidade no Brasil, em mais um dia de pouca oscilação e liquidez reduzida, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das divisas de paĂses emergentes.
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O dĂłlar Ă vista fechou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$5,3869, interrompendo uma sequĂȘncia de quatro sessĂ”es de baixas. Ăs 17h10, o contrato de dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,20% na B3, aos R$5,4205, mas a liquidez era menor que a mĂ©dia para o horĂĄrio, com cerca de 157 mil contratos negociados. Com o Congresso brasileiro em recesso, BrasĂlia deixou de fornecer gatilhos fortes para as operaçÔes no mercado brasileiro, pelo menos neste inĂcio de 2026. O resultado Ă© que nos Ășltimos dias a liquidez diminuiu, assim como as variaçÔes de preços. As atençÔes ficaram voltadas principalmente para o exterior, onde foram divulgados novos dados da economia norte-americana. Enquanto alguns dados sugeriram enfraquecimento do mercado de trabalho, outros indicaram força do setor de serviços no encerramento de 2025. Os sinais mistos alimentaram a expectativa pela divulgação do relatĂłrio de emprego payroll na sexta-feira, que pode influenciar mais diretamente as apostas para a decisĂŁo sobre juros do Federal Reserve no fim do mĂȘs. No Brasil, o destaque foi o noticiĂĄrio em torno da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Em entrevista exclusiva Ă Reuters, o presidente do Tribunal de Contas da UniĂŁo (TCU), ministro Vital do RĂȘgo, afirmou que eventual reversĂŁo da liquidação nĂŁo caberia Ă corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhĂŁ, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. Ă tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhĂ”es no acumulado de 2025. A saĂda de recursos do paĂs no ano passado foi superior Ă verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhĂ”es.
REUTERS
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Ibovespa fecha em queda com ajuste e exterior negativo
O Ibovespa e fechou em queda na quarta-feira, em movimento de ajuste após os ganhos observados na véspera, ao mesmo tempo em que dados de emprego dos Estados Unidos e os novos desdobramentos do ataque norte-americano à Venezuela geraram temores entre os investidores.
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Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa caiu 1,01%, a 162.007,93 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregĂŁo desta terça-feira somava R$21,5 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.
REUTERS
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Brasil tem fluxo cambial negativo de US$33,3 bi em 2025, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhĂ”es no acumulado de 2025, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central. A saĂda de recursos do paĂs no ano passado foi bem superior Ă verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhĂ”es.
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Somente no mĂȘs passado, saĂram do paĂs lĂquidos US$13,562 bilhĂ”es, conforme os dados do BC. Tradicionalmente, dezembro Ă© marcado por envios de recursos ao exterior por parte das empresas, para pagamento de dividendos. No mĂȘs passado, o fluxo financeiro foi negativo em US$20,982 bilhĂ”es, enquanto o comercial foi positivo em US$7,421 bilhĂ”es. Em 2025, especificamente, os envios em dezembro foram potencializados por quem buscou se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passaram a ser taxadas em 10%, e ao inĂcio da cobrança de 10% sobre valores recebidos acima de R$50 mil por mĂȘs em dividendos. Ainda assim, a saĂda lĂquida de US$13,562 bilhĂ”es do paĂs em dezembro Ășltimo foi menor que saldo negativo de US$26,961 bilhĂ”es registrado em dezembro de 2024 -- quando uma forte aversĂŁo ao risco atingiu o mercado brasileiro, na esteira das preocupaçÔes com o equilĂbrio fiscal do Brasil e o inĂcio do governo Trump nos EUA.
Os dados mais recentes sĂŁo preliminares e fazem parte das estatĂsticas referentes ao cĂąmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saĂdas lĂquidas de US$82,467 bilhĂ”es no acumulado de 2025. Por este canal sĂŁo realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operaçÔes. Pelo canal comercial, o saldo de 2026 foi positivo em US$49,151 bilhĂ”es. Somente na semana passada, que abrangeu o perĂodo de 29 de dezembro a 2 de janeiro, o fluxo cambial total foi negativo em US$4,127 bilhĂ”es. A semana teve apenas trĂȘs dias Ășteis em função do Ano Novo.
REUTERS
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