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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1021 DE 07 DE JANEIRO DE 2026

  • prcarne
  • 7 de jan.
  • 15 min de leitura

Atualizado: 14 de jan.

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1021 | 07 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo seguem firmes neste começo de janeiro/26

Na praça paulista, o animal sem padrão-exportação segue cotado em R$ 317/@, enquanto os lotes de “boi-China” são negociados por R$ 322/@, informou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias.

 

O mercado do boi gordo fechou a terça-feira (6/1) com preços firmes nas principais praças brasileiras, sustentados pelo bom escoamento de carne bovina no mercado interno e pelo ritmo forte das exportações, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Com isso, na praça paulista, referência para as demais regiões pecuárias, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 317/@, o “boi-China” em R$ 322/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha em R$ 312/@, de acordo com apuração da Scot Consultoria. No apagar das luzes de 2025, relata a Agrifatto em seu boletim informativo, a China, principal destino da carne bovina in natura brasileira, anunciou uma política de salvaguarda para proteger sua produção doméstica, estabelecendo cotas anuais específicas aos países fornecedores e uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassarem esses limites

As medidas entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026, e têm duração prevista de três anos, até 31 de dezembro de 2028, com previsão de aumento anual das cotas para cada país-fornecedor. Com isso, a partir de janeiro de 2026, passou a valer uma cota anual de 1,106 milhão de toneladas para importações do Brasil e o volume que exceder esse limite será taxado em mais 55%, além da tarifa de 12% já existente (total de 67% fora da cota). O Brasil é maior fornecedor mundial de carne bovina à China, para onde é direcionado mais de 50% dos embarques totais. Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos Estados Unidos.

Segundo a Agrifatto, diante do risco de dificuldade no escoamento da produção, haverá pressão sobre os preços e redução das margens, caso as vendas ultrapassem a cota. “O mercado passou a avaliar como essa restrição pode afetar o fluxo das exportações e a formação de preços da arroba no mercado interno”, observaram os analistas da Agrifatto.

Apesar da apreensão inicial, logo após a medida imposta do governo de Pequim, os importadores da China voltaram às compras pagando mais pela proteína. De acordo com os dados levantados pela Agrifatto, a tonelada do dianteiro desossado, por exemplo, avançou de US $5.400 para US $5.800, mantendo viés de alta. Cotações do boi gordo da terça-feira (6/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00 Novilha: R$ 315,00 Escalas: dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: dez dias.

MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: nove dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R $ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. RONDÔNIA: Boi: R $ 275,00. Vaca: R $ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: doze dias. MARANHÃO: Boi: R $ 300,00. Vaca: R $ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. PARANÁ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (6/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 300,00/@ (à vista) e R$ 303,00/@ (prazo) MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,50/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 305,00/@ (à vista) R$ 308,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 279,00/@ (à vista) e R$ 282,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 297,00/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo)

PARANÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

Brasil exporta 3,1 milhões de t de carne bovina in natura em 2025 e fatura US$ 16,6 bi

Só a China comprou 1,64 milhão de toneladas da proteína brasileira (incluindo também industrializados e miúdos) no ano passado, um aumento de 24,64% sobre 2024, destaca a Agrifatto

 

As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram números recordes em 2025, tanto em volume quanto em faturamento, conforme os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em quantidade, os embarques somaram 3,1 milhões de toneladas nos 12 meses do ano passado, com avanço de 21,4% sobre o resultado obtido em 2024.

Em receita, as vendas externas da proteína totalizaram US$ 16,6 bilhões, com aumento anual de 42,5%. O preço médio da carne embarcada subiu 17,2% em 2025, para R$ 5.400/tonelada, em dados arredondados. Em relatório divulgado aos seus assinantes, a Agrifatto divulgou na terça-feira (6/1) os dados de exportações totais de carne bovina em 2025, incluindo as vendas de carne industrializada e tipos de miúdos, além dos produtos in natura. No total, informa a consultoria, o Brasil embarcou 3,63 milhões de toneladas de carne bovina, com crescimento de 20,29% sobre 2024, com preço médio anual de US$ 5.330/tonelada, um acréscimo anual de 16,46%. No consolidado de 2025, o Brasil enviou 1,64 milhão de toneladas ao mercado da China, um aumento de 24,64% frente ao ano anterior. Com isso, a participação chinesa sobre o total exportado ficou em 45,4% em 2025, uma elevação de 1,58 ponto percentual sobre 2024.

Por sua vez, as exportações para os EUA totalizaram 271,79 mil toneladas no ano passado, o que fez o país ocupar o segundo lugar no ranking dos principais compradores de 2025, com participação de 7,5%. O México, relata a Agrifatto, chamou atenção pelo crescimento acelerado ao longo do ano. O país importou 118 mil toneladas de carne bovina brasileira em 2025, consolidando-se como o quinto principal destino, com participação de 3,3% e um salto anual de 156,15% em relação ao resultado de 2024.

PORTAL DBO

 

Produção de carne bovina no Brasil deve cair 2% em 2026 após cotas chinesas, diz Itaú BBA

Redução devido às salvaguardas da China é estimada em 200 mil toneladas. Em 2025, a China respondeu por cerca de 1,7 milhão de toneladas das exportações de carne bovina do Brasil

 

A imposição de salvaguardas pela China às importações de carne bovina deve resultar em retração da produção brasileira em 2026, segundo relatório do Itaú BBA. De acordo com o banco, a produção nacional deve recuar cerca de 2% no próximo ano, o equivalente a uma redução aproximada de 200 mil toneladas. No relatório, o Itaú BBA avalia que a medida chinesa, que estabelece cotas de importação com tarifas elevadas para volumes excedentes, aumenta a necessidade de diversificação dos destinos das exportações brasileiras. Em 2025, a China respondeu por cerca de 1,7 milhão de toneladas das exportações do Brasil, concentrando parcela relevante da demanda externa. A instituição financeira destaca que a queda projetada na produção tende a reduzir parte do excedente que precisaria ser redirecionado para outros mercados caso os embarques à China não se repitam em 2026 nos níveis observados em 2025. Segundo o banco, esse ajuste de oferta pode atenuar os impactos da salvaguarda sobre o mercado. “O Brasil poderia, por exemplo, abastecer o mercado doméstico da Argentina, permitindo que uma parcela maior da produção argentina seja direcionada às exportações para a China”, aponta o Itaú-BBA. No caso argentino, a cota estabelecida de 511 mil toneladas ficou acima das 436 mil toneladas exportadas o acumulado até novembro de 2025. O mesmo ocorre com o Uruguai, que teve cota de 324 mil toneladas tendo exportado 188 mil toneladas no mesmo período. O Itaú BBA também aponta espaço para aumento das exportações brasileiras de carne bovina aos Estados Unidos. Segundo o relatório, o crescimento do déficit norte-americano de carne bovina em 2026 abre oportunidade para ampliação dos embarques brasileiros, especialmente enquanto houver disponibilidade dentro das cotas de importação daquele país. Para o banco, a combinação entre retração da produção no Brasil e maior demanda dos Estados Unidos tende a moderar os efeitos negativos da limitação das vendas à China. “Mantida a decisão chinesa de alocação das cotas entre os países produtores, e caso o Brasil não possa aproveitar partes não preenchidas por outros países, será fundamental acompanhar a capacidade do Brasil de redistribuir suas exportações em um momento em que a oferta ainda se mantém relativamente elevada dentro do ciclo pecuário”, completa o banco.

VALOR ECONÔMICO

 

FRANGOS

 

Exportações de carne de frango fecham ano com alta de 0,6%

Embarques de dezembro crescem 13,9% e alcançam 510,8 mil toneladas

 

De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhões de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhões de toneladas — estabelecendo novo recorde para as exportações anuais do setor. O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no período, volume 13,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2024, com 448,7 mil toneladas. Com isso, a receita total das exportações de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhões, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhões. Apenas no mês de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhões, número 10,6% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 856,9 milhões. Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). Houve o restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza Aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026.

ABPA

 

EMPRESAS

 

Frigoríficos buscam saídas para cota da China para carne

Opção discutida no setor é a distribuição das cotas entre os exportadores, medida que pode encontrar dificuldade para um consenso entre algumas empresas. Distribuição dos volumes seria uma tentativa de evitar uma corrida para compra de gado por frigoríficos exportadores, com o intuito de atender a cota

 

Os frigoríficos brasileiros avaliam as alternativas para lidar com a nova cota para exportação de carne bovina à China, de 1,1 milhão de toneladas, e a tarifa de 55% para os embarques que excederem esse volume. Uma opção discutida no setor é a distribuição da cota entre os exportadores, medida que pode enfrentar resistência de algumas empresas. A distribuição dos volumes seria uma tentativa de evitar uma corrida para compra de gado por frigoríficos exportadores, com o intuito de atender a cota. Se isso ocorrer, num momento em que a oferta de gado de pasto é maior, os preços da arroba podem recuar, já que a tendência é que os pecuaristas vendam, disse o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. “Se as empresas não conseguirem um consenso, o preço cai porque vai todo mundo correr para entregar carne dentro da cota”, afirmou. “A ideia é distribuir essa cota entre os frigoríficos exportadores, tendo como base o desempenho de exportação em 2025 ou nos últimos anos”, acrescentou.

Uma fonte da indústria observou, no entanto, que isso não seria uma tarefa simples, visto que algumas companhias tiveram discordâncias recentes em outros temas. Um exemplo é a relação entre MBRF — resultado da fusão entre Marfrig e BRF — e a Minerva, companhias que passaram por conflitos em 2025, quando a Minerva se mostrou contrária à união.

“A Minerva estaria crescendo nos embarques para a China, dada a aquisição de plantas da Marfrig, mas não tem histórico disso ainda, então colocar critérios como esse e chegar em consenso (para distribuir a cota) me parece algo desafiador com esses players”, disse a fonte ao Valor. Questionadas, MBRF e Minerva não comentaram. As empresas do setor também defendem, junto ao governo federal, que as cargas brasileiras que estão nos portos chineses ou em trânsito, rumo à China, não sejam incluídas na cota que entrou oficialmente em vigor no dia 1 de janeiro. Esses volumes representam cerca de 350 mil toneladas. Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo MT), afirmou, em artigo, que se esses volumes forem considerados dentro da cota, restariam pouco mais de 750 mil toneladas disponíveis para produção destinada ao mercado chinês durante todo o ano de 2026. “Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor”, estimou. Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos últimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais à China. “O único caminho possível é o diálogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construído de governo para governo”, sugeriu Bellicanta.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Municípios do Paraná registram crescimento médio de 15% no PIB per capita anual

Em média, o indicador avançou R$ 6.216,47 por município no período. Dos 399 municípios paranaenses, 353 apresentaram variação positiva no PIB per capita, o que representa 88% das localidades. Os dados integram o estudo PIB dos Municípios 2022–2023, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A maior parte dos municípios do Paraná registrou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 2022 e 2023. Em média, o indicador avançou R$ 6.216,47 por município no período (dado anual), o equivalente a uma alta de 15%. Dos 399 municípios paranaenses, 353 apresentaram variação positiva no PIB per capita, o que representa 88% das localidades.

Os dados integram o estudo PIB dos Municípios 2022–2023, divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisado também pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para a produção das estatísticas referentes ao Estado. O PIB per capita corresponde ao valor do Produto Interno Bruto dividido pelo número de habitantes e é um dos principais indicadores para mensurar o nível médio de riqueza gerada em um território. Embora não represente diretamente a renda individual da população, é amplamente utilizado para avaliar o grau de desenvolvimento econômico dos municípios, permitindo comparações ao longo do tempo e entre diferentes localidades. Além da média, outros indicadores reforçam que o avanço do PIB per capita foi disseminado entre os municípios paranaenses. Mais da metade das cidades registrou crescimento superior a R$ 5,3 mil e três em cada quatro municípios apresentaram aumento acima de R$ 2,3 mil no indicador, evidenciando um movimento amplo de elevação da riqueza média municipal. Em valores absolutos, os maiores aumentos no PIB per capita anual foram registrados em Porto Amazonas, com alta de R$ 36,1 mil, seguido por Quarto Centenário (R$ 34,1 mil), Farol (R$ 30,1 mil), Maripá (R$ 24,8 mil) e Mirador (R$ 23,7 mil). Também se destacaram Santo Inácio (R$ 22,3 mil), Janiópolis (R$ 21,7 mil), Rancho Alegre D’Oeste (R$ 21,4 mil), Honório Serpa (R$ 21 mil) e Ortigueira (R$ 20,2 mil). Já em termos percentuais, os maiores crescimentos ocorreram em Janiópolis e Porto Amazonas, ambos com avanço de 61%, além de Iporã (58%), Farol (57%) e Mariluz (57%). Na sequência aparecem Fênix, Pérola d’Oeste e Quarto Centenário, todos com aumento de 54%, além de Engenheiro Beltrão (51%) e Jardim Olinda (50%). No total, 253 municípios paranaenses registraram crescimento superior a 10% no PIB per capita entre os dois anos analisados. Em 2023, os maiores PIBs per capita do Estado foram registrados em Araucária (R$ 224 mil), Saudade do Iguaçu (R$ 187 mil), Indianópolis (R$ 173 mil), Ortigueira (R$ 148 mil) e Cafelândia (R$ 142 mil). Completam a lista Santo Inácio (R$ 135 mil), Mangueirinha (R$ 112 mil), Palotina (R$ 105 mil), Paranaguá (R$ 104 mil) e Bom Sucesso do Sul (R$ 103 mil). Outro indicador relevante apontado pelo estudo é a redução da desigualdade entre as economias municipais do Paraná nos últimos anos. Segundo o IBGE, o Índice de Gini do Produto Interno Bruto dos municípios paranaenses atingiu 0,762 em 2023, abaixo do resultado de 0,784 registrado em 2019. As dez maiores economias do Paraná respondiam por 52,7% do PIB do Estado em 2019, percentual que caiu para 49,3% em 2023, indicando a ampliação do peso relativo das economias municipais de menor porte.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar tem quarta baixa consecutiva no Brasil com receio menor sobre Venezuela

O dólar emplacou na terça-feira a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, encerrando abaixo dos R$5,40, em um dia no geral positivo para os ativos brasileiros e de menor preocupação com a situação da Venezuela.

 

A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,43%, aos R$5,3819, acumulando um recuo de 3,50% nas últimas quatro sessões. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,60% na B3, aos R$5,4155. Na segunda-feira, o dólar chegou a ser impulsionado ante o real pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em meio a preocupações quanto aos desdobramentos econômicos da operação que prendeu o líder venezuelano Nicolás Maduro. Mas na mesma sessão a divisa já virou para o negativo ante o real, com os temores sobre o ataque diminuindo. Na terça-feira, após chegar a exibir leves altas no início do dia, o dólar se firmou em baixa no fim da manhã, replicando o movimento da véspera. “Depois do ataque dos EUA (à Venezuela), eu imaginava uma aversão a risco entre as moedas da América do Sul, com investidores saindo de divisas como o real”, pontuou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, acrescentando que aparentemente o mercado absorveu a ação norte-americana. No exterior, o dólar sustentava durante a tarde ganhos ante as divisas fortes, mas tinha sinais mistos em relação a moedas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. Às 17h07 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,565. Para o restante da semana, a expectativa gira em torno da divulgação de dados de inflação no Brasil, na sexta-feira, e de números do mercado de trabalho norte-americano, na quarta e na quinta-feira. Durante a tarde da terça-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que o Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado, com recorde de exportações e crescimento mais forte de importações. A projeção do MDIC para a balança comercial em 2026 é de superávit de US$70 bilhões a US$90 bilhões.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com maior apetite ao risco; Vale e bancos avançam

O Ibovespa fechou em alta firme na terça-feira, impulsionado pelo ambiente global mais favorável a ativos de risco, tendo também como suporte ganhos de ações de peso do índice, como Vale e papéis do setor financeiro, que tiveram mais uma sessão positiva.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 163.665,56 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 161.869,76 na mínima e 164.135,03 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da terça-feira somava R$22 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS


Brasil tem superávit comercial de US$68,3 bi em 2025 e governo vê saldo de até US$90 bi em 2026

O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado, com recorde de exportações e crescimento mais forte das importações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados na terça-feira.

 

Também na terça, o MDIC apresentou sua projeção para o saldo comercial em 2026, prevendo um resultado positivo de US$70 bilhões a US$90 bilhões. Pela estimativa do MDIC, este ano deve ser encerrado com exportações entre US$340 bilhões e US$380 bilhões, enquanto as importações ficariam entre US$270 bilhões e US$290 bilhões. O superávit de US$68,3 bilhões da balança comercial brasileira em 2025 ficou acima das previsões do governo. O MDIC previa um saldo positivo de US$60,9 bilhões para o ano, em estimativa informada em outubro. O resultado comercial do ano passado reflete um valor de US$348,7 bilhões em exportações -- patamar mais alto da série histórica -- e de US$280,4 bilhões em importações, nível também recorde. As exportações em 2025 ficaram 3,5% acima do resultado do ano anterior, consequência de aumento do volume vendido, mais do que compensando um recuo nos preços médios dos produtos. Já as importações subiram com mais força, alta de 6,7% em relação ao verificado em 2024. Em meio ao tarifaço implementado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, houve recuo nos embarques para o país norte-americano, uma queda de 6,6% no ano, segundo o MDIC. A participação do país norte-americano no total das exportações brasileiras caiu de 12,0% em 2024 para 10,8% em 2025. Por outro lado, as vendas para China cresceram 6% no período, levando o país asiático a responder por uma fatia de 28,7% das exportações brasileiras no ano passado, ante 28,0% em 2024. A China é o maior comprador de produtos do país. Os Estados Unidos impuseram em agosto do ano passado uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, provocando alarme em setores produtivos e levando o governo a anunciar medidas emergenciais de crédito e alívio tributário.

Enquanto produtores buscavam mercados alternativos para direcionamento dos produtos, negociações levaram os Estados Unidos a ampliarem exceções à tarifa ao longo do ano, aumentando a lista de itens poupados da cobrança. Em novembro o governo estimou que 22% das exportações para os EUA seguiam sujeitas à taxa de 50%. No recorte por setores, as vendas do Brasil ao exterior cresceram com mais força na agropecuária (+7,1%), seguida da indústria de transformação (+3,8%). Por outro lado, as exportações da indústria extrativa caíram 0,7%. O saldo anual foi incrementado pelo resultado de dezembro, um superávit de US$9,633 bilhões, com US$31,037 bilhões em exportações e US$21,405 bilhões em importações.

REUTERS

 

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