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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1021 DE 07 DE JANEIRO DE 2025

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1021 | 07 de janeiro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo seguem firmes neste começo de janeiro/26

Na praça paulista, o animal sem padrão-exportação segue cotado em R$ 317/@, enquanto os lotes de “boi-China” são negociados por R$ 322/@, informou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias.

 

O mercado do boi gordo fechou a terça-feira (6/1) com preços firmes nas principais praças brasileiras, sustentados pelo bom escoamento de carne bovina no mercado interno e pelo ritmo forte das exportaçÔes, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuĂĄrio. Com isso, na praça paulista, referĂȘncia para as demais regiĂ”es pecuĂĄrias, o boi gordo sem padrĂŁo-exportação segue cotado em R$ 317/@, o “boi-China” em R$ 322/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha em R$ 312/@, de acordo com apuração da Scot Consultoria. No apagar das luzes de 2025, relata a Agrifatto em seu boletim informativo, a China, principal destino da carne bovina in natura brasileira, anunciou uma polĂ­tica de salvaguarda para proteger sua produção domĂ©stica, estabelecendo cotas anuais especĂ­ficas aos paĂ­ses fornecedores e uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassarem esses limites

As medidas entraram em vigor em 1Âș de janeiro de 2026, e tĂȘm duração prevista de trĂȘs anos, atĂ© 31 de dezembro de 2028, com previsĂŁo de aumento anual das cotas para cada paĂ­s-fornecedor. Com isso, a partir de janeiro de 2026, passou a valer uma cota anual de 1,106 milhĂŁo de toneladas para importaçÔes do Brasil e o volume que exceder esse limite serĂĄ taxado em mais 55%, alĂ©m da tarifa de 12% jĂĄ existente (total de 67% fora da cota). O Brasil Ă© maior fornecedor mundial de carne bovina Ă  China, para onde Ă© direcionado mais de 50% dos embarques totais. Em 2024, a China importou 1,34 milhĂŁo de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da AustrĂĄlia, 150.514 toneladas da Nova ZelĂąndia e 138.112 toneladas dos Estados Unidos.

Segundo a Agrifatto, diante do risco de dificuldade no escoamento da produção, haverĂĄ pressĂŁo sobre os preços e redução das margens, caso as vendas ultrapassem a cota. “O mercado passou a avaliar como essa restrição pode afetar o fluxo das exportaçÔes e a formação de preços da arroba no mercado interno”, observaram os analistas da Agrifatto.

Apesar da apreensão inicial, logo após a medida imposta do governo de Pequim, os importadores da China voltaram às compras pagando mais pela proteína. De acordo com os dados levantados pela Agrifatto, a tonelada do dianteiro desossado, por exemplo, avançou de US $5.400 para US $5.800, mantendo viés de alta. CotaçÔes do boi gordo da terça-feira (6/1), conforme levantamento diårio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00 Novilha: R$ 315,00 Escalas: dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: dez dias.

MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: nove dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R $ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. RONDÔNIA: Boi: R $ 275,00. Vaca: R $ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: doze dias. MARANHÃO: Boi: R $ 300,00. Vaca: R $ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. PARANÁ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (6/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (Ă  vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 300,00/@ (Ă  vista) e R$ 303,00/@ (prazo) MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,50/@ (Ă  vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 311,50/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 305,00/@ (Ă  vista) R$ 308,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 302,00/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 279,00/@ (Ă  vista) e R$ 282,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 302,00/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 297,00/@ (Ă  vista) e R$ 300,00/@ (prazo)

PARANÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

Brasil exporta 3,1 milhÔes de t de carne bovina in natura em 2025 e fatura US$ 16,6 bi

SĂł a China comprou 1,64 milhĂŁo de toneladas da proteĂ­na brasileira (incluindo tambĂ©m industrializados e miĂșdos) no ano passado, um aumento de 24,64% sobre 2024, destaca a Agrifatto

 

As exportaçÔes brasileiras de carne bovina in natura atingiram nĂșmeros recordes em 2025, tanto em volume quanto em faturamento, conforme os dados divulgados pela Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex). Em quantidade, os embarques somaram 3,1 milhĂ”es de toneladas nos 12 meses do ano passado, com avanço de 21,4% sobre o resultado obtido em 2024.

Em receita, as vendas externas da proteĂ­na totalizaram US$ 16,6 bilhĂ”es, com aumento anual de 42,5%. O preço mĂ©dio da carne embarcada subiu 17,2% em 2025, para R$ 5.400/tonelada, em dados arredondados. Em relatĂłrio divulgado aos seus assinantes, a Agrifatto divulgou na terça-feira (6/1) os dados de exportaçÔes totais de carne bovina em 2025, incluindo as vendas de carne industrializada e tipos de miĂșdos, alĂ©m dos produtos in natura. No total, informa a consultoria, o Brasil embarcou 3,63 milhĂ”es de toneladas de carne bovina, com crescimento de 20,29% sobre 2024, com preço mĂ©dio anual de US$ 5.330/tonelada, um acrĂ©scimo anual de 16,46%. No consolidado de 2025, o Brasil enviou 1,64 milhĂŁo de toneladas ao mercado da China, um aumento de 24,64% frente ao ano anterior. Com isso, a participação chinesa sobre o total exportado ficou em 45,4% em 2025, uma elevação de 1,58 ponto percentual sobre 2024.

Por sua vez, as exportaçÔes para os EUA totalizaram 271,79 mil toneladas no ano passado, o que fez o país ocupar o segundo lugar no ranking dos principais compradores de 2025, com participação de 7,5%. O México, relata a Agrifatto, chamou atenção pelo crescimento acelerado ao longo do ano. O país importou 118 mil toneladas de carne bovina brasileira em 2025, consolidando-se como o quinto principal destino, com participação de 3,3% e um salto anual de 156,15% em relação ao resultado de 2024.

PORTAL DBO

 

Produção de carne bovina no Brasil deve cair 2% em 2026 apĂłs cotas chinesas, diz ItaĂș BBA

Redução devido às salvaguardas da China é estimada em 200 mil toneladas. Em 2025, a China respondeu por cerca de 1,7 milhão de toneladas das exportaçÔes de carne bovina do Brasil

 

A imposição de salvaguardas pela China Ă s importaçÔes de carne bovina deve resultar em retração da produção brasileira em 2026, segundo relatĂłrio do ItaĂș BBA. De acordo com o banco, a produção nacional deve recuar cerca de 2% no prĂłximo ano, o equivalente a uma redução aproximada de 200 mil toneladas. No relatĂłrio, o ItaĂș BBA avalia que a medida chinesa, que estabelece cotas de importação com tarifas elevadas para volumes excedentes, aumenta a necessidade de diversificação dos destinos das exportaçÔes brasileiras. Em 2025, a China respondeu por cerca de 1,7 milhĂŁo de toneladas das exportaçÔes do Brasil, concentrando parcela relevante da demanda externa. A instituição financeira destaca que a queda projetada na produção tende a reduzir parte do excedente que precisaria ser redirecionado para outros mercados caso os embarques Ă  China nĂŁo se repitam em 2026 nos nĂ­veis observados em 2025. Segundo o banco, esse ajuste de oferta pode atenuar os impactos da salvaguarda sobre o mercado. “O Brasil poderia, por exemplo, abastecer o mercado domĂ©stico da Argentina, permitindo que uma parcela maior da produção argentina seja direcionada Ă s exportaçÔes para a China”, aponta o ItaĂș-BBA. No caso argentino, a cota estabelecida de 511 mil toneladas ficou acima das 436 mil toneladas exportadas o acumulado atĂ© novembro de 2025. O mesmo ocorre com o Uruguai, que teve cota de 324 mil toneladas tendo exportado 188 mil toneladas no mesmo perĂ­odo. O ItaĂș BBA tambĂ©m aponta espaço para aumento das exportaçÔes brasileiras de carne bovina aos Estados Unidos. Segundo o relatĂłrio, o crescimento do dĂ©ficit norte-americano de carne bovina em 2026 abre oportunidade para ampliação dos embarques brasileiros, especialmente enquanto houver disponibilidade dentro das cotas de importação daquele paĂ­s. Para o banco, a combinação entre retração da produção no Brasil e maior demanda dos Estados Unidos tende a moderar os efeitos negativos da limitação das vendas Ă  China. “Mantida a decisĂŁo chinesa de alocação das cotas entre os paĂ­ses produtores, e caso o Brasil nĂŁo possa aproveitar partes nĂŁo preenchidas por outros paĂ­ses, serĂĄ fundamental acompanhar a capacidade do Brasil de redistribuir suas exportaçÔes em um momento em que a oferta ainda se mantĂ©m relativamente elevada dentro do ciclo pecuĂĄrio”, completa o banco.

VALOR ECONÔMICO

 

FRANGOS

 

ExportaçÔes de carne de frango fecham ano com alta de 0,6%

Embarques de dezembro crescem 13,9% e alcançam 510,8 mil toneladas

 

De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de ProteĂ­na Animal (ABPA), as exportaçÔes brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhĂ”es de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhĂ”es de toneladas — estabelecendo novo recorde para as exportaçÔes anuais do setor. O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mĂȘs de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no perĂ­odo, volume 13,9% superior ao registrado no dĂ©cimo segundo mĂȘs de 2024, com 448,7 mil toneladas. Com isso, a receita total das exportaçÔes de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhĂ”es, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhĂ”es. Apenas no mĂȘs de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhĂ”es, nĂșmero 10,6% maior em relação ao mesmo perĂ­odo do ano anterior, com US$ 856,9 milhĂ”es. Principal destino das exportaçÔes de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em relação a 2024), seguidos pelo JapĂŁo, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), ArĂĄbia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). Houve o restabelecimento total dos embarques apĂłs os impactos da Influenza AviĂĄria jĂĄ sinaliza positivamente nos nĂșmeros das exportaçÔes. É o caso dos embarques para a UniĂŁo Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto perĂ­odo, jĂĄ importou 21,2 mil toneladas. SĂŁo indicadores que projetam a manutenção do cenĂĄrio positivo para o ano de 2026.

ABPA

 

EMPRESAS

 

FrigorĂ­ficos buscam saĂ­das para cota da China para carne

Opção discutida no setor é a distribuição das cotas entre os exportadores, medida que pode encontrar dificuldade para um consenso entre algumas empresas. Distribuição dos volumes seria uma tentativa de evitar uma corrida para compra de gado por frigoríficos exportadores, com o intuito de atender a cota

 

Os frigorĂ­ficos brasileiros avaliam as alternativas para lidar com a nova cota para exportação de carne bovina à China, de 1,1 milhĂŁo de toneladas, e a tarifa de 55% para os embarques que excederem esse volume. Uma opção discutida no setor Ă© a distribuição da cota entre os exportadores, medida que pode enfrentar resistĂȘncia de algumas empresas. A distribuição dos volumes seria uma tentativa de evitar uma corrida para compra de gado por frigorĂ­ficos exportadores, com o intuito de atender a cota. Se isso ocorrer, num momento em que a oferta de gado de pasto Ă© maior, os preços da arroba podem recuar, jĂĄ que a tendĂȘncia Ă© que os pecuaristas vendam, disse o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. “Se as empresas nĂŁo conseguirem um consenso, o preço cai porque vai todo mundo correr para entregar carne dentro da cota”, afirmou. “A ideia Ă© distribuir essa cota entre os frigorĂ­ficos exportadores, tendo como base o desempenho de exportação em 2025 ou nos Ășltimos anos”, acrescentou.

Uma fonte da indĂșstria observou, no entanto, que isso nĂŁo seria uma tarefa simples, visto que algumas companhias tiveram discordĂąncias recentes em outros temas. Um exemplo Ă© a relação entre MBRF — resultado da fusĂŁo entre Marfrig e BRF — e a Minerva, companhias que passaram por conflitos em 2025, quando a Minerva se mostrou contrĂĄria Ă  uniĂŁo.

“A Minerva estaria crescendo nos embarques para a China, dada a aquisição de plantas da Marfrig, mas nĂŁo tem histĂłrico disso ainda, entĂŁo colocar critĂ©rios como esse e chegar em consenso (para distribuir a cota) me parece algo desafiador com esses players”, disse a fonte ao Valor. Questionadas, MBRF e Minerva nĂŁo comentaram. As empresas do setor tambĂ©m defendem, junto ao governo federal, que as cargas brasileiras que estĂŁo nos portos chineses ou em trĂąnsito, rumo Ă  China, nĂŁo sejam incluĂ­das na cota que entrou oficialmente em vigor no dia 1 de janeiro. Esses volumes representam cerca de 350 mil toneladas. Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das IndĂșstrias de FrigorĂ­ficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo MT), afirmou, em artigo, que se esses volumes forem considerados dentro da cota, restariam pouco mais de 750 mil toneladas disponĂ­veis para produção destinada ao mercado chinĂȘs durante todo o ano de 2026. “Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor”, estimou. Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos Ășltimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais Ă  China. “O Ășnico caminho possĂ­vel Ă© o diĂĄlogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construĂ­do de governo para governo”, sugeriu Bellicanta.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Municípios do Paranå registram crescimento médio de 15% no PIB per capita anual

Em mĂ©dia, o indicador avançou R$ 6.216,47 por municĂ­pio no perĂ­odo. Dos 399 municĂ­pios paranaenses, 353 apresentaram variação positiva no PIB per capita, o que representa 88% das localidades. Os dados integram o estudo PIB dos MunicĂ­pios 2022–2023, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE).

 

A maior parte dos municípios do Paranå registrou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 2022 e 2023. Em média, o indicador avançou R$ 6.216,47 por município no período (dado anual), o equivalente a uma alta de 15%. Dos 399 municípios paranaenses, 353 apresentaram variação positiva no PIB per capita, o que representa 88% das localidades.

Os dados integram o estudo PIB dos MunicĂ­pios 2022–2023, divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE) e analisado tambĂ©m pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social (Ipardes) para a produção das estatĂ­sticas referentes ao Estado. O PIB per capita corresponde ao valor do Produto Interno Bruto dividido pelo nĂșmero de habitantes e Ă© um dos principais indicadores para mensurar o nĂ­vel mĂ©dio de riqueza gerada em um territĂłrio. Embora nĂŁo represente diretamente a renda individual da população, Ă© amplamente utilizado para avaliar o grau de desenvolvimento econĂŽmico dos municĂ­pios, permitindo comparaçÔes ao longo do tempo e entre diferentes localidades. AlĂ©m da mĂ©dia, outros indicadores reforçam que o avanço do PIB per capita foi disseminado entre os municĂ­pios paranaenses. Mais da metade das cidades registrou crescimento superior a R$ 5,3 mil e trĂȘs em cada quatro municĂ­pios apresentaram aumento acima de R$ 2,3 mil no indicador, evidenciando um movimento amplo de elevação da riqueza mĂ©dia municipal. Em valores absolutos, os maiores aumentos no PIB per capita anual foram registrados em Porto Amazonas, com alta de R$ 36,1 mil, seguido por Quarto CentenĂĄrio (R$ 34,1 mil), Farol (R$ 30,1 mil), MaripĂĄ (R$ 24,8 mil) e Mirador (R$ 23,7 mil). TambĂ©m se destacaram Santo InĂĄcio (R$ 22,3 mil), JaniĂłpolis (R$ 21,7 mil), Rancho Alegre D’Oeste (R$ 21,4 mil), HonĂłrio Serpa (R$ 21 mil) e Ortigueira (R$ 20,2 mil). JĂĄ em termos percentuais, os maiores crescimentos ocorreram em JaniĂłpolis e Porto Amazonas, ambos com avanço de 61%, alĂ©m de IporĂŁ (58%), Farol (57%) e Mariluz (57%). Na sequĂȘncia aparecem FĂȘnix, PĂ©rola d’Oeste e Quarto CentenĂĄrio, todos com aumento de 54%, alĂ©m de Engenheiro BeltrĂŁo (51%) e Jardim Olinda (50%). No total, 253 municĂ­pios paranaenses registraram crescimento superior a 10% no PIB per capita entre os dois anos analisados. Em 2023, os maiores PIBs per capita do Estado foram registrados em AraucĂĄria (R$ 224 mil), Saudade do Iguaçu (R$ 187 mil), IndianĂłpolis (R$ 173 mil), Ortigueira (R$ 148 mil) e CafelĂąndia (R$ 142 mil). Completam a lista Santo InĂĄcio (R$ 135 mil), Mangueirinha (R$ 112 mil), Palotina (R$ 105 mil), ParanaguĂĄ (R$ 104 mil) e Bom Sucesso do Sul (R$ 103 mil). Outro indicador relevante apontado pelo estudo Ă© a redução da desigualdade entre as economias municipais do ParanĂĄ nos Ășltimos anos. Segundo o IBGE, o Índice de Gini do Produto Interno Bruto dos municĂ­pios paranaenses atingiu 0,762 em 2023, abaixo do resultado de 0,784 registrado em 2019. As dez maiores economias do ParanĂĄ respondiam por 52,7% do PIB do Estado em 2019, percentual que caiu para 49,3% em 2023, indicando a ampliação do peso relativo das economias municipais de menor porte.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

DĂłlar tem quarta baixa consecutiva no Brasil com receio menor sobre Venezuela

O dólar emplacou na terça-feira a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, encerrando abaixo dos R$5,40, em um dia no geral positivo para os ativos brasileiros e de menor preocupação com a situação da Venezuela.

 

A moeda norte-americana Ă  vista fechou o dia em baixa de 0,43%, aos R$5,3819, acumulando um recuo de 3,50% nas Ășltimas quatro sessĂ”es. Às 17h03, o contrato de dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais lĂ­quido no Brasil -- cedia 0,60% na B3, aos R$5,4155. Na segunda-feira, o dĂłlar chegou a ser impulsionado ante o real pelo ataque dos Estados Unidos Ă  Venezuela, em meio a preocupaçÔes quanto aos desdobramentos econĂŽmicos da operação que prendeu o lĂ­der venezuelano NicolĂĄs Maduro. Mas na mesma sessĂŁo a divisa jĂĄ virou para o negativo ante o real, com os temores sobre o ataque diminuindo. Na terça-feira, apĂłs chegar a exibir leves altas no inĂ­cio do dia, o dĂłlar se firmou em baixa no fim da manhĂŁ, replicando o movimento da vĂ©spera. “Depois do ataque dos EUA (Ă  Venezuela), eu imaginava uma aversĂŁo a risco entre as moedas da AmĂ©rica do Sul, com investidores saindo de divisas como o real”, pontuou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em cĂąmbio da Manchester Investimentos, acrescentando que aparentemente o mercado absorveu a ação norte-americana. No exterior, o dĂłlar sustentava durante a tarde ganhos ante as divisas fortes, mas tinha sinais mistos em relação a moedas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. Às 17h07 o Ă­ndice do dĂłlar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,565. Para o restante da semana, a expectativa gira em torno da divulgação de dados de inflação no Brasil, na sexta-feira, e de nĂșmeros do mercado de trabalho norte-americano, na quarta e na quinta-feira. Durante a tarde da terça-feira, o MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC) informou que o Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$68,293 bilhĂ”es na balança comercial, terceiro melhor resultado anual jĂĄ registrado, com recorde de exportaçÔes e crescimento mais forte de importaçÔes. A projeção do MDIC para a balança comercial em 2026 Ă© de superĂĄvit de US$70 bilhĂ”es a US$90 bilhĂ”es.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com maior apetite ao risco; Vale e bancos avançam

O Ibovespa fechou em alta firme na terça-feira, impulsionado pelo ambiente global mais favoråvel a ativos de risco, tendo também como suporte ganhos de açÔes de peso do índice, como Vale e papéis do setor financeiro, que tiveram mais uma sessão positiva.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 163.665,56 pontos, de acordo com dados preliminares, apĂłs marcar 161.869,76 na mĂ­nima e 164.135,03 na mĂĄxima do dia. O volume financeiro no pregĂŁo da terça-feira somava R$22 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.

REUTERS


Brasil tem superĂĄvit comercial de US$68,3 bi em 2025 e governo vĂȘ saldo de atĂ© US$90 bi em 2026

O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$68,293 bilhĂ”es na balança comercial, terceiro melhor resultado anual jĂĄ registrado, com recorde de exportaçÔes e crescimento mais forte das importaçÔes, conforme dados do MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC) divulgados na terça-feira.

 

TambĂ©m na terça, o MDIC apresentou sua projeção para o saldo comercial em 2026, prevendo um resultado positivo de US$70 bilhĂ”es a US$90 bilhĂ”es. Pela estimativa do MDIC, este ano deve ser encerrado com exportaçÔes entre US$340 bilhĂ”es e US$380 bilhĂ”es, enquanto as importaçÔes ficariam entre US$270 bilhĂ”es e US$290 bilhĂ”es. O superĂĄvit de US$68,3 bilhĂ”es da balança comercial brasileira em 2025 ficou acima das previsĂ”es do governo. O MDIC previa um saldo positivo de US$60,9 bilhĂ”es para o ano, em estimativa informada em outubro. O resultado comercial do ano passado reflete um valor de US$348,7 bilhĂ”es em exportaçÔes -- patamar mais alto da sĂ©rie histĂłrica -- e de US$280,4 bilhĂ”es em importaçÔes, nĂ­vel tambĂ©m recorde. As exportaçÔes em 2025 ficaram 3,5% acima do resultado do ano anterior, consequĂȘncia de aumento do volume vendido, mais do que compensando um recuo nos preços mĂ©dios dos produtos. JĂĄ as importaçÔes subiram com mais força, alta de 6,7% em relação ao verificado em 2024. Em meio ao tarifaço implementado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, houve recuo nos embarques para o paĂ­s norte-americano, uma queda de 6,6% no ano, segundo o MDIC. A participação do paĂ­s norte-americano no total das exportaçÔes brasileiras caiu de 12,0% em 2024 para 10,8% em 2025. Por outro lado, as vendas para China cresceram 6% no perĂ­odo, levando o paĂ­s asiĂĄtico a responder por uma fatia de 28,7% das exportaçÔes brasileiras no ano passado, ante 28,0% em 2024. A China Ă© o maior comprador de produtos do paĂ­s. Os Estados Unidos impuseram em agosto do ano passado uma tarifa de 50% sobre uma sĂ©rie de produtos brasileiros, provocando alarme em setores produtivos e levando o governo a anunciar medidas emergenciais de crĂ©dito e alĂ­vio tributĂĄrio.

Enquanto produtores buscavam mercados alternativos para direcionamento dos produtos, negociaçÔes levaram os Estados Unidos a ampliarem exceçÔes Ă  tarifa ao longo do ano, aumentando a lista de itens poupados da cobrança. Em novembro o governo estimou que 22% das exportaçÔes para os EUA seguiam sujeitas Ă  taxa de 50%. No recorte por setores, as vendas do Brasil ao exterior cresceram com mais força na agropecuĂĄria (+7,1%), seguida da indĂșstria de transformação (+3,8%). Por outro lado, as exportaçÔes da indĂșstria extrativa caĂ­ram 0,7%. O saldo anual foi incrementado pelo resultado de dezembro, um superĂĄvit de US$9,633 bilhĂ”es, com US$31,037 bilhĂ”es em exportaçÔes e US$21,405 bilhĂ”es em importaçÔes.

REUTERS

 

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