CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1023 DE 09 DE JANEIRO DE 2025
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1023 | 09 de janeiro de 2025
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços da arroba seguem firmes, refletindo boa demanda pela carne e escassez de boiadas gordas
Nas principais praças pecuárias, escalas de abate dos frigoríficos seguem curtas, entre sete e oito dias úteis, informou a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
Sustentados pelo bom ritmo das vendas de carne bovina nos mercados interno e externo, além da atual escassez de oferta de animais terminados, os preços da arroba do boi gordo seguiram estáveis na quinta-feira (8/1) na maioria das praças brasileiras, informaram as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Em São Paulo, o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 318/@, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 322/@ (valores brutos, no prazo), segundo apuração da Scot Consultoria. Pelo levantamento da Agrifatto, das 17 praças monitoradas, 3 delas registraram queda diária nos preços da arroba nesta quinta-feira: Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. No restante das regiões monitoradas pela consultoria, as cotações da arroba ficaram estáveis, acrescenta a consultoria.
Segundo a Agrifatto, alguns frigoríficos tentam pressionar os preços dos lotes de boiadas gordas, mas sem força suficiente para mudar o rumo do mercado, que mantém o viés de alta apesar de algumas baixas pontuais. Nas principais praças, observa a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos seguem curtas, entre sete e oito dias úteis. As indústrias de menor porte, complementa a Agrifatto, enfrentam mais dificuldade para alongar as programações. Por sua vez, o consumo interno de carne bovina ainda se mantém aquecido, puxado pelo crédito oriundo de benefícios sociais a pensionistas e aposentados, além da entrada da massa salarial de dezembro/25. A demanda interna, detalha a Agrifatto, permanece concentrada em carnes nobres, como contrafilé, alcatra e fralda do traseiro. No mercado futuro, os contratos do boi gordo na B3 registraram queda pelo segundo pregão consecutivo na quarta-feira (27/1). O papel com vencimento em fevereiro/26 encerrou o dia cotado a R$ 319,35/@ na B3, com recuo de 0,93% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (8/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias.
MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00 Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias.
RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias.
Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (8/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 304,50/@ (à vista) R$ 308,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 279,00/@ (à vista) e R$ 282,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Setor de carne bovina pode cortar produção após cota da China
Redução de 35% do volume destinado ao país seria forma de as empresas se adequarem à quantia de 1,1 milhão de toneladas. Cotas da China à carne do Brasil podem desvalorizar a arroba do boi e influenciar os preços ao consumidor doméstico
A salvaguarda imposta pela China para suas importações de carne bovina pode levar os frigoríficos exportadores do Brasil a cortarem em 35% sua produção destinada a atender o país asiático em 2026. Essa foi a forma inicial encontrada pelas empresas para se adequarem à cota de 1,1 milhão de toneladas criada pelos chineses para os embarques da carne brasileira neste ano. Mas a medida pode desvalorizar a arroba do boi e influenciar os preços ao consumidor doméstico. A distribuição da cota chinesa deverá ser feita de forma proporcional ao que foi comercializado em 2025 pelas 64 plantas brasileiras habilitadas e que venderam regularmente no ano passado, mas a medida enfrenta resistências de algumas empresas. Fontes afirmam que poderá haver uma limitação mensal, para embarques de até 80 mil toneladas por mês à China ao longo de 2026. Em outra frente, o governo tentará evitar que cerca de 350 mil toneladas negociadas com a China até 30 de dezembro do ano passado consumam parte da cota de 1,1 milhão de toneladas, o que pode aliviar a situação dos frigoríficos. Em reunião realizada nesta semana em São Paulo, os exportadores acertaram o corte linear na produção de carne para os chineses em 35% em relação ao previsto em um cenário de normalidade, algo em torno de 500 mil toneladas, apurou a reportagem com participantes do encontro. No ano passado, o Brasil exportou 1,67 milhão de toneladas ao país asiático. O volume a ser “cortado” corresponde à exportação do último trimestre (522,7 mil toneladas) à China. As plantas habilitadas abatem o “boi China”, com idade inferior a 30 meses, seguem padrões exigidos pelo país asiático e produzem peças e cortes específicos para o gosto dos chineses. A redução nas linhas de abate, se concretizada, pode representar 4% da produção total do país em 2026, quando alcançou 12,3 milhões de toneladas. Um dono de frigorífico que esteve na reunião disse que a medida poderá gerar “queda brusca” no preço da carne para o mercado interno e para o pecuarista. “Dentro do que ficou discutido, vamos entender o que se produziu individualmente em 2025 para baixar 35%, de forma linear”, afirmou ao Valor sob reserva.
Uma pessoa a par do assunto disse que há preocupação no setor. A avaliação é que o impacto nas operações será grande. “São 500 mil toneladas. Por mais que o Brasil exporte mais para o México, para o Oriente Médio e para os Estados Unidos, que é com o que as empresas estão contando, não vai dar isso tudo. Vai ter impacto na produção no Brasil”, avaliou. A decisão da China começou a valer em 1 de janeiro. Há cobrança de tarifa de 12% para os volumes dentro da cota e sobretaxa de 55% para o excedente. Ou seja, cargas enviadas acima de 1,1 milhão de toneladas em 2026 terão taxa total de 67%. Com o comércio limitado, as indústrias podem deixar de faturar mais de US$ 3 bilhões neste ano, de acordo com estimativas das associações do setor. A China já sinalizou que a cota valerá para a carne internalizada após 1 de janeiro de 2026, independentemente da data de negociação e de envio ter sido concluído antes da decisão. O Brasil tenta reverter essa medida. No mercado, as apostas são de que a China não vai decidir isso agora para manter uma carta na manga para o desenrolar do ano. Assim, caso haja necessidade de maior importação de carne do que o previsto, pode haver “cartada política” ou “gesto de gentileza” em relação ao que já havia sido embarcado. Sem a exclusão das 350 mil toneladas da cota, restariam 750 mil toneladas para exportação sem sobretaxa. No setor, há discussão sobre escalonar os embarques, com limite de 80 mil toneladas por mês, informaram duas fontes. Outro participante da reunião entre os frigoríficos afirmou que o cenário é de “muita dúvida” e que caberá ao governo brasileiro consultar as autoridades chinesas para obter esclarecimentos. Uma das tentativas, já mencionada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, será utilizar volumes de cotas de outros países que não forem totalmente utilizadas, como a dos Estados Unidos, que não têm exportado à China ultimamente.
VALOR ECONÔMICO
Custo de confinamento registrou queda em todas as regiões em 2025
Margem das operações teve aumento no Centro-Oeste e no Sudeste, segundo Ponta Agro.
Confinamento foi favorecido por alta na oferta de grãos e outras matérias-primas para ração
Os custos de confinamento de gado encerraram 2025 em níveis historicamente baixos após sucessivas quedas ao longo do ano. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), os desembolsos do pecuarista com a alimentação dos animais ficaram 12,01% menores do que em 2024 na região Centro-Oeste e 3,84% menores no Sudeste. “Entre os principais fatores que sustentaram esse movimento estão a supersafra de grãos, especialmente milho e soja, e a maior disponibilidade de coprodutos como DDG, polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão, com preços mais competitivos”, afirmou a Ponta Agro, empresa de inteligência de mercado em seu boletim mensal de custos de produção. Apenas em dezembro, o custo médio de alimentação ficou em R$ 12,69 por cabeça ao dia no Centro-Oeste, alta de 1,28% frente a novembro. No Sudeste, o índice caiu para R$ 11,74 por cabeça ao dia, queda mensal de 4,40%, o menor valor do ano. “Mesmo com oscilações pontuais, os custos alimentares ficaram estruturalmente abaixo dos níveis de 2024, garantindo margens expressivas para os confinadores”, explicou a empresa. No Centro-Oeste, a dieta de terminação encerrou dezembro em R$ 1.092,25 por tonelada de matéria seca, com leve alta de 0,29% em relação ao trimestre anterior, enquanto no Sudeste o custo da dieta de terminação fechou dezembro em R$ 1.143,86 por tonelada de matéria seca, redução de 0,13%. “Dezembro de 2025 apresentou as melhores margens do ano para o confinamento bovino, reforçando um cenário altamente favorável para a atividade. Apesar do preço da arroba não ter superado a casa dos R$ 330,00 como era esperado pelo mercado”, destacou o boletim. Considerando os valores apontados pelo indicador, a Ponta Agro estimou que a margem de confinamento no Centro-Oeste tenha ficado em R$ 186,23 por arroba, com lucro de R$ 1.040,62 por cabeça. Para o Sudeste, a margem estimada ficou em R$ 186,36 a arroba, e o lucro eR$ 1.127,06 por cabeça. Na comparação com 2024, os resultados representam alta de 83% e 38,1% para cada região, respectivamente.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Preços estão estáveis neste começo de ano; exportação fecha 2025 com novo recorde
As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira, 6, com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período. De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024 – dados da Secex. Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025. No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
CEPEA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Boa notícia para Venezuela pode virar dor de cabeça para frigoríficos brasileiros
A possibilidade de mudança de regime na Venezuela, a partir da captura do ditador Nicolás Maduro no sábado (3) por tropas de elite norte-americanas e com a apresentação de um plano de transição rumo a um regime democrático, coloca a indústria brasileira de proteína animal em alerta.
Mais de 7 mil venezuelanos trabalham hoje em frigoríficos no país — 19% de toda a mão de obra imigrante venezuelana empregada formalmente no Brasil. Se retornarem, deixarão vagas abertas em um setor que já sofre com escassez de trabalhadores e enfrenta demanda recorde da China. Desses trabalhadores, 4 mil atuam no abate de aves, 2,2 mil em frigoríficos de suínos e 1 mil no processamento de bovinos, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A concentração é maior justamente nos segmentos que mais exportam para a China e enfrentam dificuldades crônicas de contratação. O momento não poderia ser mais crítico. Com a desqualificação de centenas de frigoríficos americanos para exportar à China em 2025, o Brasil ampliou sua participação no mercado asiático e já fornece mais da metade de toda a carne bovina importada pelo país. As exportações de carne e miudezas para a China foram de US$ 9,8 bilhões no ano passado, 25,8% a mais do que em 2024 — interrompendo dois anos de quedas e marcando o segundo melhor desempenho da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). "Novos produtos aprovados, como pato, peru e miúdos de frango, podem gerar receitas adicionais superiores a R$ 1 bilhão", afirma Theo Paul Santana, especialista em negócios Brasil-China e fundador da consultoria Destino China. Franciele Pompeo de Mattos, da Fundação Gaúcha do Trabalho e da Ação Social (FGTAS), que auxilia na contratação de imigrantes venezuelanos no Rio Grande do Sul, alerta para o risco. "Se muitos desses trabalhadores retornarem à Venezuela, a indústria enfrentará dificuldades sérias. Já há vagas sem preencher", afirma. Segundo Franciele, os venezuelanos se concentram nas regiões onde estão os frigoríficos gaúchos e têm rotatividade menor que os brasileiros, o que reduz custos das empresas com recrutamento e treinamento. A eventual saída em massa desses profissionais forçaria o setor a buscar substitutos em um mercado já escasso. O Rio Grande do Sul não é exceção. A região Sul concentra o maior número de vagas ocupadas por venezuelanos no Brasil: dos 38 mil postos de trabalho criados para essa mão de obra entre janeiro e novembro de 2025, cerca de 28 mil estão nos três estados do Sul — 73% do total. Santa Catarina lidera, com 11,7 mil vagas, seguida pelo Paraná, com 10 mil, e pelo Rio Grande do Sul, com 6 mil. Embora os frigoríficos concentrem a maior parte da mão de obra venezuelana, outros setores também dependem desses profissionais. Há 3,2 mil venezuelanos empregados em supermercados e hipermercados, 1,3 mil na construção de edifícios e 902 em restaurantes — setores que, como a indústria de abate, enfrentam dificuldades crônicas de contratação. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), há cerca de 700 mil venezuelanos vivendo no Brasil atualmente. Desse total, 155 mil foram interiorizados pela Operação Acolhida — programa do governo federal que identifica e realoca migrantes que entram pela fronteira com Roraima — e estão espalhados por mais de 1.100 municípios brasileiros. A região Sul também concentra a maior parte dos interiorizados: Santa Catarina recebeu 34,3 mil venezuelanos, o Paraná, 29,7 mil, e o Rio Grande do Sul, 23,5 mil — juntos, 87,5 mil ou 56% do total. Entre as cidades, Curitiba (PR) é a que mais conta com venezuelanos interiorizados — 8,9 mil —, seguida por São Paulo (SP), com 6,2 mil, e Chapecó (SC), com 6,1 mil. Paulo Sérgio Almeida, oficial de Meios de Vida do Acnur, explica que a realocação prioriza regiões com ofertas de emprego e melhores condições de acomodação, o que explica a concentração no Sul.
GAZETA DO POVO
Paraná atinge 2° maior patamar de exportações da história em 2025
De janeiro a dezembro, Paraná comercializou para fora US$ 23,6 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). É o segundo melhor resultado da série iniciada em 2019, atrás apenas de 2023.
As exportações paranaenses cresceram 1,2% na comparação com 2024. De janeiro a dezembro, foram comercializados US$ 23,6 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O ano de 2025 foi marcado por embargos sanitários à agropecuária brasileira após a ocorrência de casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, elevação de tarifas de importação pelos Estados Unidos e a queda das cotações internacionais de commodities. Mesmo assim, o Paraná superou o volume de mercadorias enviadas ao exterior em 2024, que alcançaram naquele ano US$ 23,3 bilhões. O aumento de um ano para o outro pode ser atribuído à ampliação das vendas de cereais, carne suína e automóveis. No primeiro produto, o incremento na balança de exportações do Paraná foi de 106%, saltando de US$ 574 milhões em 2024 para US$ 1,2 bilhão em 2025. Os cereais responderam por 5% do total enviado ao mundo pelo Estado. A venda de carne suína registrou um crescimento de 41,7%, passando de US$ 404 milhões para US$ 573 milhões, enquanto as exportações paranaenses de automóveis passaram de US$ 667 milhões para US$ 823 milhões. Juntos, eles representaram 5,9% das exportações paranaenses em 2025, crescimento de 1,3 ponto percentual em relação aos 4,6% de 2024. No topo dos produtos mais exportados pelo Paraná em 2025 estão a soja em grão e a carne de frango. O primeiro chegou a US$ 4,6 bilhões e uma participação equivalente a ⅕ de tudo o que foi comercializado com o mercado internacional. Já o segundo item representou 15% de tudo que foi vendido ao exterior, alcançando US$ 3,5 bilhões. Considerando que as importações estaduais de mercadorias produzidas no exterior atingiram US$ 20,2 bilhões, foi alcançado um superávit comercial de US$ 3,5 bilhões pelo Paraná em 2025. É o terceiro ano consecutivo de saldo comercial positivo. Os itens mais importados no Estado foram adubo e fertilizantes (US$ 3 bilhões), óleos e combustíveis (US$ 1,3 bilhão) e produtos químicos (US$ 1,3 bilhão). Em relação aos mercados que receberam os itens produzidos localmente, os principais aumentos foram do Irã, que registrou incremento de 66% em 2025, Argentina (50,5%) e Índia (24%). No caso do Irã, houve crescimento de US$ 496 milhões para US$ 823 milhões, ao passo que as exportações do Paraná para a Argentina subiram de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,8 bilhão. As vendas para a Índia contabilizaram US$ 546 milhões no ano passado, ante US$ 440 milhões em 2024. A China continua como principal parceiro comercial do Estado, chegando a US$ 5,3 bilhões e uma participação de 22,5% no total exportado em 2025. A Argentina é a segunda, com 7,7% de participação e os Estados Unidos aparecem em terceiro lugar, com US$ 1,2 bilhão comercializado e 5,1% de representatividade na lista de parceiros comerciais do Paraná.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Exportação do agronegócio do Brasil avança 3% em 2025 e tem recorde, diz ministério
O agronegócio brasileiro registrou exportações recordes de US$169,2 bilhões em 2025, alta de 3% em relação a 2024, em ano em que o Brasil teve volumes históricos nos embarques de soja, carnes e receitas elevadas de café, segundo nota publicada na quinta-feira pelo Ministério da Agricultura.
Em dezembro de 2025, as exportações somaram US$14 bilhões, recorde para o mês e crescimento de 19,8% em comparação com as exportações do mesmo mês de 2024, adicionou o ministério. O comunicado destacou o efeito da safra recorde de grãos 2024/2025, que atingiu 352,2 milhões de toneladas, representando um incremento de 17% em relação ao ciclo anterior. "Na pecuária, a produção atingiu níveis recordes para as carnes bovina, suína e de frango, permitindo a existência de excedentes exportáveis sem comprometer a oferta de produtos agropecuários para o mercado interno", completou. Entre os três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros, a China liderou o ranking com US$55,3 bilhões, 32,7% das exportações e crescimento de 11% em relação a 2024. As exportações para a União Europeia somaram US$25,2 bilhões, aumento de 8,6% em relação ao ano anterior. O bloco europeu foi seguido pelos Estados Unidos, com US$11,4 bilhões, queda de 5,6% em relação a 2024 em meio ao tarifaço de Donald Trump. Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$43,5 bilhões em receitas cambiais (+1,4%). A carne bovina teve receitas de US$17,9 bilhões (+39,9%) e incremento de 20,4% em volume. Durante o ano de 2025, foram abertos 11 mercados para a carne bovina brasileira, ressaltou o ministério. O café apresentou crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$16 bilhões, impulsionado por preços internacionais que atingiram níveis históricos.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar oscila em margens estreitas e termina sessão perto da estabilidade
Após oscilar em margens bastante estreitas, o dólar fechou a quinta-feira praticamente estável ante o real, com investidores posicionados para a divulgação na sexta-feira de novos dados econômicos no Brasil e nos EUA.
O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,04%, aos R$5,3892. Às 17h02, o contrato de dólar futuro para fevereiro atualmente o mais negociado no Brasil cedia 0,01% na B3, aos R$5,4205. A moeda norte-americana à vista oscilou durante o dia entre a cotação mínima de R$5,3753 (-0,22%) às 10h03 e a máxima de R$5,3974 (+0,19%). Da mínima para a máxima, a variação foi de apenas +0,41%, em um sinal claro de que os investidores pouco movimentaram suas posições. “O ambiente ainda é de cautela, visto que o mercado aguarda a divulgação de dados cruciais amanhã: o relatório de emprego americano (payroll) e o IPCA no Brasil”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. “Sem a presença de catalisadores relevantes no curto prazo, a moeda manteve-se em relativa estabilidade e sem uma tendência definida.” O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciará o IPCA -- o índice oficial de inflação -- de dezembro e do acumulado de 2025 às 9h de sexta-feira, enquanto o Departamento do Trabalho dos EUA publicará o relatório de empregos payroll de dezembro às 10h30. Na manhã desta quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 8.000 na semana encerrada em 3 de janeiro, para 208.000, em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana. Já o IBGE informou no início do dia que a produção industrial brasileira ficou estável em novembro ante outubro e cedeu 1,2% ante novembro de 2024. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 0,2% na comparação mensal e queda de 0,1% em base anual.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta na espera por dados; Petrobras sobe
O Ibovespa fechou em alta moderada na quinta-feira, enquanto agentes aguardam dados de emprego dos Estados Unidos e de inflação no Brasil.
Os ganhos em ações de peso, como a Petrobras, deram suporte ao índice. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,49%, a 162.761,25 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão da quinta-feira somava R$21,08 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Produção da indústria brasileira fica estagnada em novembro
A produção industrial no Brasil ficou estagnada em novembro e frustrou a expectativa de um avanço, reforçando percepção de que o setor apresentou pouco fôlego em 2025 em meio à política monetária restritiva e ao tarifaço dos Estados Unidos.
A expectativa de economistas para o resultado de novembro, divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de um avanço de 0,2%, segundo pesquisa da Reuters, depois de alta de 0,1% em outubro. Contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,2%, ante expectativa de recuo de apenas 0,1%. Assim, a produção industrial, que teve resultados próximos ou iguais a zero em quase todos os meses de 2025, ainda está 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. "A indústria mantém uma estabilidade observada nos últimos meses e no ano de 2025, mas houve desempenho predominantemente negativo em novembro", destacou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo. A indústria brasileira vem apresentando um quadro de estagnação afetada principalmente pela taxa de juros elevada, embora o mercado de trabalho aquecido ajude a impulsionar a economia. A taxa básica de juros Selic encerrou 2025 em 15% depois de o Banco Central tê-la mantido nesse patamar na última reunião do ano, em dezembro, sem sinalizar quando poderá iniciar um ciclo de cortes, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. "O resultado de novembro reafirma a tendência de desaceleração do setor industrial, que sofre de um problema duplo, a elevada taxa de juros e o tarifaço americano, que mesmo com diversos recuos, ainda mantém a sobretaxa de 50% em boa parte da produção industrial exportada aos EUA", disse André Valério, economista sênior do Inter. De acordo com o levantamento do IBGE sobre a indústria, em novembro 15 dos 25 ramos pesquisados mostraram recuo contra o mês anterior. A principal influência negativa foi dada por indústrias extrativas, com retração de 2,6% na produção. "A queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro", afirmou Macedo. Também apresentaram retração relevante os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), de produtos químicos (-1,2%), de produtos alimentícios (-0,5%) e de bebidas (-2,1%). Entre as categorias econômicas, bens de consumo duráveis tiveram queda de 2,5% em novembro, enquanto a produção de bens intermediários caiu 0,6%. Por outro lado, houve aumento de 0,7% entre bens de capital e de 0,6% nos bens de consumo semi e não duráveis.
REUTERS
Primeira queda anual do IGP-DI desde 2023 foi puxada por commodities, diz FGV
Índice acumulou queda de 1,2% de janeiro a dezembro de 2025
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acumulou queda de 1,2% de janeiro a dezembro de 2025, a primeira desde 2023, informou na quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Naquele ano, o indicador havia recuado 3,3%. O resultado é explicado pela queda das commodities minerais, metálicas e energéticas no mercado internacional, que afetaram o preço de produção no Brasil, segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que inclui as commodities, recuou 3,61% em 2025, também o primeiro resultado anual negativo desde 2023. O pesquisador aponta que as matérias-primas contribuíram de maneira generalizada para a queda anual do indicador geral, com as agrícolas também influindo na desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que fechou o ano com alta de 4%. “O Índice de Preços ao Consumidor começou o ano em patamares bem mais elevados e foi caminhando para a desaceleração. Caso a gente não tivesse essa queda das commodities agropecuárias, teríamos um IPC mais elevado”, observou. Segundo Dias, os preços finais ao consumidor refletiram as quedas para o produtor acumuladas ao longo de 2025, principalmente, em itens como soja, farelo de soja e milho. Por outro lado, segmentos de serviços e habitação permaneceram pressionados, impedindo que a queda anual do IGP-DI fosse maior. As principais influências positivas em 2025 foram a tarifa de eletricidade residencial (16,26%), plano de seguro e saúde (6,16%) e refeições em bares e restaurantes (7,76%). Na comparação mensal, o IGP-DI subiu 0,10% em dezembro, depois de registrar alta de 0,01% em novembro. De acordo com a FGV, a principal influência para o resultado mensal foi o avanço do minério de ferro (4,1%), que tem peso relevante no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O IPA subiu 0,03% em dezembro, invertendo o comportamento em relação a novembro, quando caiu 0,11%. O IPC aumentou 0,28%, repetindo a taxa de variação do mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também teve alta, de 0,21%, mas abaixo da taxa de 0,27% registrada em novembro. Dias também aponta aumentos relevantes no farelo de soja (4,28%) e no milho (1,09%) no último mês do ano. Ele diz que a alta dos alimentos deve ser observada até fevereiro, mas dentro de um patamar esperado para a época do ano. “É natural que a gente se observe um aumento de preços dos alimentos a partir de dezembro pela questão da sazonalidade, especialmente no verão. Mas tem sido uma alta comportada”, ressalta. Sobre a trajetória do índice em 2026, o pesquisador avalia que o principal desafio será o setor de serviços, que apresentou resiliência no ano passado diante do contexto de pleno emprego e aumento da renda. “Esse cenário positivo de emprego e renda tende a se manter em 2026, então esse é o grande desafio para este ano. A questão do controle da inflação de serviços é a convergência para a meta”, diz.
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