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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1223 DE 28 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 5 minutos
15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1223 | 28 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo registram estabilidade

Animal sem padrão-exportação segue cotado em R$ 380@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo), apontou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 390,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 389,00/@ (à vista) e R$ 393,00/@ (prazo)

 

Na segunda-feira (26/10) pós-Eleições do segundo turno, enquanto o mercado financeiro brasileiro foi marcado por períodos de turbulências, os preços físicos do boi gordo ficaram estáveis na maioria absoluta das praças do País, conforme apuração das consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. “O mercado seguiu parado, com poucos negócios”, resumiu a Scot Consultoria, acrescentando que a maior parte das indústrias ficou fora das compras, aguardando posição do mercado para retomar as negociações. Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 380@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo). Segundo informações da Agrifatto, o consumo doméstico de carne bovina segue enfraquecido nesta segunda quinzena do mês, limitando o escoamento no atacado e reduzindo a necessidade imediata de reposição das indústrias. A expectativa, contudo, é de recuperação gradual das vendas a partir de quinta-feira (29/10), com a proximidade da primeira semana de novembro, período em que a demanda costuma ganhar força, prevê a consultoria. Na avaliação da Agrifatto, a oferta restrita de animais terminados continua dando sustentação aos preços da arroba, mesmo diante do enfraquecimento da demanda interna. Por sua vez, continua a consultoria, os pecuaristas resistem às propostas de baixa e fracionam os lotes disponíveis, na expectativa de melhores condições de venda. “Alguns frigoríficos, com programações mais alongadas, chegaram a oferecer valores inferiores às referências, mas a maior parte dos negócios permaneceu dentro dos patamares vigentes”, ressaltou a consultoria. Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram o pregão da sexta-feira (23/10) em queda pelo quarto dia consecutivo. O vencimento de novembro/26, por exemplo, fechou a sessão a R$ 392,15/@, com recuo de 0,19% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo: conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 390,00. Boi China: R$ 390,00. Média: R$ 390,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 350,00. Novilha: R$ 360,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (20/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 368,00/@ (à vista) R$ 372,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Relação de troca boi X bezerro melhora em outubro

Levantamento da Terra Investimentos mostra avanço da reposição nas últimas semanas e chama atenção para os custos da próxima etapa de produção.

 

A valorização do boi gordo em outubro ajudou a melhorar a relação de troca para o pecuarista que vende animais terminados e precisa comprar bezerros para reposição. Mesmo assim, o custo do bezerro continua acima da média dos últimos dez anos quando medido em arrobas. Em 26 de outubro, eram necessárias 8,87 arrobas de boi gordo para comprar um bezerro em São Paulo, segundo levantamento da Terra Investimentos, com base nos indicadores do Cepea. No início do mês, a relação era de 9 arrobas. Boi e bezerro sobem, mas em ritmos diferentes. O levantamento aponta que, na parcial de outubro, o indicador do boi gordo subiu 4,7%, chegando a R$ 381,40 por arroba na referência utilizada pela Terra. O bezerro, por sua vez, valorizou 3,2%, alcançando R$ 3.384,06 por cabeça. Como a arroba avançou mais na comparação acumulada do mês, a relação caiu de 9 para 8,87 arrobas por bezerro. O movimento, porém, perdeu força nas últimas semanas. Segundo a Terra, desde 13 de outubro o bezerro vem subindo mais do que o boi gordo, limitando a aproximação da relação à sua média histórica. A média da relação em outubro, até o dia 26, era de 8,85 arrobas por bezerro, abaixo das 9,07 arrobas observadas em outubro de 2025. A comparação indica que, neste mês, o poder de compra da arroba estava melhor do que um ano antes. Por outro lado, a referência de 26 de outubro, de 8,87 arrobas, permanecia acima da média de 8,62 arrobas dos últimos dez anos. A diferença é de aproximadamente 0,25 arroba por bezerro. Para ilustrar, na cotação de R$ 381,40 por arroba usada no levantamento, uma diferença de 0,25 arroba equivale a cerca de R$ 95 por bezerro na comparação com a média histórica, e não um custo adicional fixo para toda negociação: preço, qualidade e condições de compra variam entre lotes e regiões.

TERRA INVESTIMENTOS/CEPEA

 

Na parcial de out/26, média das exportações diárias de carne bovina brasileira recua 33,7%

Mantido esse ritmo nos 5 dias úteis restantes do mês, embarques podem alcançar 202,79 mil t, volume 36,73% inferior ao registrado em igual mês do ano passado, prevê o Imea

 

No acumulado das quatro semanas de outubro/26, o Brasil exportou 154,50 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 9,66 mil toneladas, uma queda de 33,72% sobre o volume médio diário registrado em outubro/25, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em contrapartida, frente à média diária de setembro/26, houve um avanço de 4,05%, indicando melhora no ritmo mensal dos embarques, destacam os analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Mantido esse ritmo nos cinco dias úteis restantes do mês, as exportações poderão alcançar 202,79 mil toneladas, volume 36,73% inferior ao registrado em igual mês do ano passado, prevê o Imea. Essa retração, diz o instituto, reflete tanto a elevada base de comparação, uma vez que os embarques de outubro/25 atingiram recorde para o período, quanto a menor participação da China nas compras em outubro/26 – devido ao esgotamento da cota de salvaguarda, de 1,1 milhão de toneladas. A receita parcial de outubro está em US$ 970,95 milhões, com média diária de US$ 60,68 milhões, queda de 24,80% no comparativo anual. Mesmo diante do recuo no volume, a carne bovina brasileira segue sendo comercializada a preços superiores aos observados no ano anterior, com o preço médio alcançando US$ 6.284,31/t, uma valorização de 13,46% no comparativo anual.

IMEA

 

CARNES

 

Indústria de aves e suínos fecha US$ 452 milhões em negócios no Sial Paris

Projeção é de US$ 1 bilhão em exportações para os próximos 12 meses. Os negócios fechados durante a feira superaram em 256,7% os do evento de 2024

 

A indústria de aves e suínos do Brasil fechou US$ 452 milhões em negócios durante o Salão Internacional da Alimentação (Sial Paris), semana passada, na capital francesa. E encerrou a participação no evento com projeção de US$ 1 bilhão em exportações para os próximos 12 meses. As informações são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa o setor. A entidade avalia que as empresas conseguiram reafirmar o papel da indústria brasileira como importante fornecedor global de aves, suínos e ovos. Os negócios fechados durante a feira superaram em 256,7% os do evento de 2024, edição anterior do Sial Paris. E os negócios projetados em função dos contatos no evento têm um valor potencial 15,6% maior na mesma comparação. O estande da ABPA, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), reuniu 25 empresas. O investimento no espaço foi de cerca de R$ 6 milhões. Outras associadas à entidade estiverem na feira de Paris com espaços próprios. As companhias do setor marcaram presença mesmo sem poder vender para a União Europeia desde 3 de setembro. As empresas negociaram com cerca de 40 mercados, entre países da África, Ásia, América Latina e de outras regiões da Europa.

ABPA

 

FRANGOS

 

Identificado terceiro caso da Doença de Newcastle em Santa Catarina

Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado informa que a ocorrência envolve 9,6 mil aves, que não apresentaram sintomas. Nos dois focos registrados anteriormente, as granjas produziam perus

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), ligada à Secretaria de Agricultura e Pecuária, informou que identificou um terceiro foco da Doença de Newcastle no Estado, desta vez no município de Nova Erechim. De acordo com a Cidasc, o caso envolve 9,6 mil aves, que não apresentaram sintomas. Em nota, o órgão não confirma que a granja é comercial e nem informa o tipo de ave. Nos dois casos anteriores, as granjas produziam perus. “A identificação do terceiro foco ocorreu nas ações de vigilância ativa”, afirmou o órgão, em referência ao trabalho que vem sendo feito por equipes técnicas após a confirmação de dois casos de Newcastle em granjas comerciais nos municípios de Nova Itaberaba e Coronel Freitas. Com a identificação do novo caso, o raio de vigilância no oeste catarinense foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. As equipes seguirão com os procedimentos sanitários padrão no local em que foi detectado o vírus. A reportagem tentou contato com a Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. Procurado, o Ministério da Agricultura não comentou sobre o caso. A Cidasc também informou que em Nova Itaberaba, onde o primeiro foco foi confirmado, as medidas sanitárias já foram adotadas e a propriedade está em vazio sanitário, com o foco sendo considerado encerrado. O trabalho é coordenado pelo Ministério da Agricultura e pela Cidasc, com participação de instituições estaduais e federais, equipes municipais, Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e representantes do setor produtivo.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Produtores já podem participar de cadastro de estabelecimentos agropecuários para Censo

Início da coleta presencial foi adiado para junho de 2027; haverá coleta pela internet a partir de março. Censo Agro deveria ser realizado a cada cinco anos, mas por restrições no Orçamento a distância entre uma edição e outra foi de dez anos nas últimas décadas

 

Depois de quase dez anos da última edição do Censo Agro, em 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa na próxima semana o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Os produtores já podem participar do Cadastro Prévio de Estabelecimentos Agropecuários, lançado nesta terça-feira (27/10). O IBGE também informou que o início da coleta presencial foi adiado de abril de 2027 para junho de 2027. Haverá coleta pela internet a partir de março. Oficialmente, o Censo Agro deveria ser realizado a cada cinco anos, mas por restrições no Orçamento a distância entre uma edição e outra foi de dez anos nas últimas décadas. As últimas pesquisas foram feitas em 2007, 2017 e agora a próxima será em 2027. O cronograma inicial do IBGE previa os preparativos em 2025 e coleta em campo em 2026, mas foi adiado por falta das verbas demandadas no orçamento da União. O cadastramento de estabelecimentos agropecuários é feito pela internet: https://cadastroagro.ibge.gov.br e segue até agosto de 2027. O produtor deve informar seus dados pessoais e os dados do estabelecimento, incluindo nome, endereço e localização. Também será possível informar o CNPJ e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), quando existir. Produtores e instituições parceiras, como cooperativas, associações, sindicatos e escritórios de contabilidade, poderão cadastrar estabelecimentos agropecuários e contribuir para a preparação da coleta nacional. O Censo Experimental será realizado entre 3 de novembro a 4 de dezembro de 2026, nos municípios de os municípios de Rio Claro (SP), Barra do Bugres e Tangará da Serra (MT), Cururupu e Mirinzal (MA). Segundo o IBGE, é uma simulação integral da operação censitária em escala real. Além da coleta de dados, serão testadas os procedimentos operacionais, a infraestrutura tecnológica, a logística, a organização dos postos censitários, a capacitação das equipes e os mecanismos de supervisão e acompanhamento da coleta.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Exportações do agro avançam em outubro com soja, frango e suínos; carne bovina e milho perdem volume

Dados parciais da Secex mostram crescimento da receita diária da agropecuária, com diferenças importantes entre as cadeias exportadoras.

 

As exportações brasileiras da agropecuária registraram crescimento de 21% na receita média diária em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reunidos pela Terra Agro Insights. O levantamento contabiliza 11 dias úteis e aponta aumento de 7,4% no volume médio diário. O desempenho combina expansão dos embarques e valorização de produtos, mas varia entre as principais cadeias. Os embarques de soja em grão somaram 3,80 milhões de toneladas, com média diária de 345,2 mil toneladas, alta de 12,9% na comparação anual. O preço médio subiu 14,2%, para US$ 488,60 por tonelada. A receita acumulada alcançou US$ 1,86 bilhão, com crescimento de 28,9% na média diária. O farelo de soja totalizou 1,15 milhão de toneladas. O volume diário aumentou 2,6%, enquanto o preço médio avançou 25,2%, para US$ 433,30 por tonelada. As exportações de milho atingiram 2,87 milhões de toneladas, com média de 260,6 mil toneladas por dia, redução de 11,8% frente a outubro de 2025. O preço médio, entretanto, cresceu 15%, para US$ 238,20 por tonelada, permitindo aumento de 1,4% na receita média diária. Na terceira semana, os embarques aceleraram para 283,8 mil toneladas por dia. Mesmo com a melhora, o ritmo permaneceu abaixo do necessário para repetir o volume total de outubro do ano anterior. As exportações de carne de aves somaram 293 mil toneladas, com aumento de 23,6% no volume diário. O preço médio avançou 14,5%, e a receita diária cresceu 41,5%. Esses dados antecedem o foco de Newcastle confirmado em Santa Catarina em 18 de outubro e, portanto, não medem os efeitos das restrições posteriores. A carne suína alcançou 74,4 mil toneladas, com crescimento de 18,5% no volume diário. A queda de 11,1% no preço médio limitou o avanço da receita diária a 5,3%. Na carne bovina, os embarques somaram 107,8 mil toneladas. O volume diário caiu 32,7%, enquanto o preço médio subiu 12,4%, para US$ 6.226,70 por tonelada. O café não torrado totalizou 151,5 mil toneladas, equivalentes a aproximadamente 2,53 milhões de sacas de 60 quilos. O volume médio diário cresceu 30%, mas a redução de 15,6% no preço limitou a expansão da receita a 9,7%. O açúcar somou 1,74 milhão de toneladas, com queda de 16,5% no volume diário e de 28,4% na receita diária. No algodão, os embarques chegaram a 158 mil toneladas. A média diária aumentou 7,5%, acompanhada de valorização de 7,2% no preço médio. O fechamento de outubro dependerá do ritmo de embarques nas semanas restantes. No setor avícola, as próximas divulgações também permitirão avaliar os primeiros reflexos das restrições sanitárias sobre o comércio exterior.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em baixa de 1% depois de disparada pós-eleição

Após disparar na véspera mais de 8% depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar fechou a terça-feira com baixa próxima de 1%, com o mercado demonstrando maior acomodação.

 

O dólar à vista encerrou com queda de 1,07%, a R$5,3488. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 2,55%. Às 17h04, o dólar futuro para novembro cedia 0,51% na B3, aos R$5,3505. Na segunda-feira, o dólar encerrou a sessão com alta de 8,36%, aos R$5,4066, com os investidores reagindo negativamente à vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), o favorito da Faria Lima. Além do ajuste de posições, a disparada refletiu receios em torno da continuidade da atual política fiscal. Na terça-feira, porém, o dólar recuou durante todo o dia, com o mercado se ajustando ao forte movimento da véspera. Às 10h42, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3166 (-1,66%). Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda pela manhã, o ministro Dario Durigan reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal -- uma das principais preocupações do mercado financeiro. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso. O ministro pontuou ainda que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma "troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato". Para ele, já havia na terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas. Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou que a instituição atuará no mercado de câmbio quando perceber disfuncionalidades. No exterior, a moeda norte-americana também cedeu ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, a rupia indiana e o rand sul-africano. No entanto, avançou ante o euro e a libra. Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,28%, a 102,310.

REUTERS

 

Ibovespa tem queda modesta em dia de acomodação após tombo

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, em pregão de acomodação na bolsa paulista após fortes perdas na véspera com o desfecho da eleição presidencial no país, enquanto persistem incertezas sobre o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44%, a 175.831,92 pontos, de acordo com dados preliminares, mas chegou a 178.526,08 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 175.130,23 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$45,53 bilhões antes dos ajustes finais. Na segunda-feira, o Ibovespa caiu quase 14%, na maior queda desde 2020, após a reeleição de Lula contrariar expectativas no mercado de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma possível agenda mais favorável a um ajuste fiscal.

REUTERS

 

Preços ao produtor aceleram no Brasil em setembro, com alta de 1,54%

Os preços ao produtor no Brasil aceleraram em setembro, com alta de 1,54%, pressionados pelo custo dos alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira.

 

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 4,34%. Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia apresentado alta de 0,34%, após três meses de deflação, acumulando variação positiva de 2,50% em 12 meses. Segundo o IBGE, do total de 24 atividades industriais analisadas, 16 tiveram alta em setembro sobre agosto, com alimentos exercendo o maior impacto, com alta de 2,40%. Derivados da cana-de-açúcar e da soja são os quatro produtos de maior influência no resultado do setor de alimentos em setembro, respondendo por 1,66 p.p., da variação de 2,40%, segundo o IBGE. Já indústrias extrativas apresentaram alta de 11,04% e refino de petróleo e biocombustíveis, de 4,88%. Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital apresentaram alta de 0,62%, bens intermediários avançaram 1,94% e bens de consumo subiram 1,18%. O IPP mede a variação dos preços de produtos industriais na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete.

REUTERS

 

Balança comercial já tem superávit de US$ 69,8 bilhões em 2026

Agropecuária registra alta de 18,9% nas exportações

 

A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 69,8 bilhões em 2026, com exportações de US$ 314 bilhões e importações de US$ 244,1 bilhões. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), até a quarta semana de outubro, as vendas externas da agropecuária cresceram 18,9% em relação ao período de comparação considerado no levantamento, impulsionadas, entre outros produtos, por soja e café não torrado. Na quarta semana de outubro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,7 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. O resultado veio de exportações de US$ 8,5 bilhões e importações de US$ 6,8 bilhões. No acumulado do mês até a quarta semana, as exportações somaram US$ 29,31 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 21,9 bilhões. O saldo ficou positivo em US$ 7,4 bilhões, e a corrente de comércio atingiu US$ 51,17 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 314 bilhões e as importações, US$ 244,1 bilhões. Com isso, o superávit chegou a US$ 69,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 558,1 bilhões. Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as exportações da agropecuária somaram US$ 5,85 bilhões até a quarta semana de outubro, com crescimento de 18,9%. A indústria extrativa avançou 55,9%, para US$ 8,51 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 18,4%, alcançando US$ 14,70 bilhões. Entre os produtos agropecuários, o aumento das vendas externas foi puxado principalmente por centeio, aveia e outros cereais não moídos, com alta de 13.789,5%; café não torrado, com avanço de 15,6%; e soja, com crescimento de 12,6%. Apesar do resultado positivo do setor, alguns produtos registraram queda nas exportações. As vendas de produtos hortícolas frescos ou refrigerados recuaram 20,5%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 55,6%. A madeira em bruto teve retração de 40,1%. Na indústria extrativa, o crescimento das exportações foi influenciado pelo aumento das vendas de minérios de níquel e seus concentrados, que avançaram 184,5%; minérios de metais preciosos e seus concentrados, com alta de 811%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, com crescimento de 127,5%. Na indústria de transformação, os destaques foram celulose, com aumento de 41,8%; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, com alta de 222,3%; e gorduras e óleos vegetais, do tipo soft, brutos, refinados ou fracionados, que avançaram 195,9%. Entre os produtos que apresentaram retração nas exportações estão minério de ferro e seus concentrados, com queda de 24,3%; minérios de cobre e seus concentrados, com recuo de 26%; e minérios de alumínio e seus concentrados, com diminuição de 36,8%. Na indústria de transformação, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 24,8%. As exportações de açúcares e melaços recuaram 34,1%, enquanto as de outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias e suas partes diminuíram 74,4%. As importações brasileiras também avançaram até a quarta semana de outubro. Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as compras externas da agropecuária somaram US$ 440 milhões, com crescimento de 24,4%. Na indústria extrativa, as importações aumentaram 43,5%, totalizando US$ 1,12 bilhão. Já a indústria de transformação registrou alta de 19,9%, com US$ 20,16 bilhões em compras externas.

SECEX/MDIC

 

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