CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1221 DE 26 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1221 | 26 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Estabilidade nas cotações do boi gordo é mantida nas principais praças brasileiras
O mercado brasileiro do boi gordo encerrou a sexta-feira (23/10) com poucos negócios, com parte das indústrias fora das compras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 390,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 389,00/@ (à vista) e R$ 393,00/@ (prazo)
O enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina a partir da segunda quinzena do mês conteve o ritmo das compras de animais, observa a Agrifatto, que neste último dia da semana relatou estabilidade nas cotações dos animais terminados nas 17 praças monitoradas diariamente. Segundo a consultoria, a entrada dos salários no início do mês e o pagamento do vale no dia 20 não foram suficientes para sustentar a demanda doméstica pela proteína bovina, limitada pelo menor poder de compra das famílias. Nesse ambiente, parte das indústrias se afastou temporariamente das negociações, à espera de maior clareza sobre o escoamento da carne, ressaltou a Agrifatto. Segundo apuração da Scot Consultoria, alguns frigoríficos operam com programações de abate mais alongadas e, devido ao maior conforto nas escalas, ofertam preços abaixo das referências. Porém, até agora, a pressão dos frigoríficos não surtiu o efeito desejado. Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação seguiu valendo R$ 380/@ no mercado paulista, enquanto “boi-China” está apregoado em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo). Neste período de entressafra, a oferta de animais terminados, informam as consultorias, continua comedida, mesmo após as recentes valorizações da arroba. A retenção de fêmeas para reprodução, estimulada pela maior atratividade econômica da cria, contribui para restringir a disponibilidade de animais para abate e dificulta as tentativas de redução dos preços, relatou a Agrifatto. “O físico segue, portanto, com pouco espaço para novas altas diante da fraqueza do consumo, mas encontra sustentação na oferta ajustada”, ressalta a consultoria. No curto prazo, reforça a Agrifatto, esse equilíbrio favorece a manutenção das cotações, apesar das tentativas de pressão dos frigoríficos. No entanto, diz a consultoria, uma retomada mais ampla das compras para exportação poderá intensificar a disputa pelos animais disponíveis e renovar o impulso de alta da arroba. Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram o pregão de quinta-feira (22/10) em queda, marcando a terceira baixa diária consecutiva. O vencimento de novembro/26, por exemplo, fechou a R$ 392,90/@, um recuo de 0,24% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo: conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 390,00. Boi China: R$ 390,00. Média: R$ 390,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 350,00. Novilha: R$ 360,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (20/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 368,00/@ (à vista) R$ 372,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Escalas de abate dos frigoríficos avançam, aponta Agrifatto
Segundo a Agrifatto, 7 das 9 praças analisadas registraram avanço nas programações
A média nacional das programações de abate subiu ao longo desta semana e encerraram a sexta-feira (23/10) em 7 dias úteis, um aumento semanal de 1 dia útil, informou levantamento realizado pela equipe de analistas da Agrifatto. Segundo a consultoria, 7 das 9 praças analisadas registraram avanço nas programações de abate quando comparado aos números da sexta-feira anterior (16/10). Paraná e Tocantins fecharam a semana com 6 dias de programação para abate, um quadro confortável para ambas as praças, e com avanço semanal de 1 dia útil no PR e sem variação no TO. Pará e São Paulo também obtiveram alta de 1 dia, com 6 dias de programação em ambas as praças, um patamar considerado confortável no PA, porém curto em SP, observa a Agrifatto. Rondônia e Goiás finalizaram a semana com programação de abate em 7 dias úteis, com alta semanal de 1 dia útil em RO e sem variação em GO – também fechando a semana com escalas confortáveis, de acordo com a Agrifatto. Minas Gerais e Mato Grosso fecharam a semana em 8 dias de programação de abate, com avanço semanal de 1 dia, um quadro confortável em MG e considerado “longa” em MT. Por fim, com programações longas e alta semanal de 2 dias úteis, Mato Grosso do Sul fechou a 43ª semana do ano com 7 dias úteis de escala.
PORTAL DBO
China importa em set/26 o menor volume de carne bovina desde maio de 2020
Volume de compras chinesas do mês passado representou queda de 30,48% em relação ao resultado de ago/26 e um recuo de 52,37% sobre set/25, destaca a Agrifatto
As importações chinesas de carne bovina somaram 152,12 mil toneladas em setembro/26, o menor volume mensal desde maio de 2020, destaca a Agrifatto, com base em números do governo chinês. O desempenho de setembro/26 representou queda de 30,48% em relação ao volume de agosto/26 e um recuo de 52,37% sobre setembro de 2025. No acumulado do ano, as compras chinesas de carne bovina atingiram 2,16 milhões de toneladas, um ligeiro aumento de 0,37% sobre igual período de 2025. Segundo observa a Agrifatto, a cota de salvaguarda aplicada ao Brasil, de 1,1 milhão de toneladas, explica a maior parte das quedas recentes das importações da China. Como a China conta a carne na chegada e a viagem leva de 40 a 45 dias, os exportadores brasileiros frearam os embarques de carne bovina in natura perto do limite da cota, visando escapar da alta tarifa de 55% cobrada após o preenchimento da cota (além da taxa de 12% já existente). O Ministério do Comércio da China confirmou o preenchimento da cota brasileira em 29 de setembro/26, ou seja, desde 1º de outubro/26, a carne brasileira está sujeita a uma tarifa de 67% (12% mais a sobretaxa de 55%). Segundo destaca a Agrifatto, em setembro/26, a participação brasileira no mercado de importação de carne bovina da China atingiu apenas 32,9%, uma forte queda em relação à fatia registrada em setembro/25, de 53,5%. Porém, no acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Brasil ainda responde por 55,2% do total de compras chinesas, contra 48,5% em igual período de 2025. Do lado chinês, observa a Agrifatto, a salvaguarda cumpre o papel de proteger a pecuária local. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), a carne bovina no atacado chegou a 74,76 iuanes/kg em agosto/26, 7,1% acima de um ano antes e o maior valor desde março de 2024. Por sua vez, o preço do boi vivo atingiu 30,01 iuanes/kg em agosto/26, o maior desde fevereiro de 2024. Com preço interno firme e carne importada mais cara fora das cotas, a demanda chinesa tende a se concentrar nos fornecedores com cotas sobrando, diz a Agrifatto. Segundo a consultoria, a carne bovina fornecida por exportadores da Argentina e do Uruguai ganhou espaço em setembro/26. No mês passado, a China importou 40,26 mil toneladas de carne bovina da Argentina, 12,42% a mais que em agosto/26. Com isso, a participação da proteína argentina no mercado chinês subiu de 16,4%, em agosto/26, para 26,5%, em setembro/26.
Já as compras chinesas de carne bovina do Uruguai cresceram 32,02% em setembro/26, para 21,44 mil toneladas, com participação no total de importações de 14,1% (ante 7,4%. Até setembro/26, a Argentina usou 67,3% da sua cota de 511 mil toneladas e ainda tem 167,2 mil toneladas com tarifa de 12%, informa a Agrifatto. Por sua vez, o Uruguai utilizou 51,0% de sua cota, restando 158,8 mil toneladas ainda livres. Para o Brasil, a retomada dos embarques de carne bovina para a China ganhará força antes de janeiro/27, quando passará a valer a próxima cota anual de salvaguarda. Como a carne é contada na chegada, os embarques feitos a partir de meados de novembro/26 irão desembarcar na China somente em janeiro/27, ou seja, já dentro da nova cota de 1,128 milhão de toneladas, observa a Agrifatto. A tendência, prevê a consultoria, é de aceleração nos embarques brasileiros, visando o abastecimento do mercado no período que antecede o Ano Novo Chinês, em fevereiro/27.
DBO
SUÍNOS
Preço do suíno sobe no Brasil e favorece margens dos produtores
Valorização das cotações e redução dos custos com milho aproximam a relação de troca do nível considerado favorável à rentabilidade da atividade.
Após de atingirem o fundo do poço em agosto/26, as cotações do suíno vivo e da carcaça voltaram a subir em todo Brasil. Ainda não temos dados detalhados de abate do terceiro trimestre, mas dados preliminares do SIF indicam que houve uma queda no ritmo de crescimento do abate em cabeças nos últimos 3 meses e há sinais de redução do peso das carcaças que, junto com o aquecimento da demanda, determinam um aumento significativo do preço pago ao produtor. No acumulado de nove meses do ano de 2026, as exportações totais de carne suína (in natura + processada) atingiram quase 1, 18 milhão de toneladas, superando em 6,23% os volumes do mesmo período de 2.025 (tabela 1). Embora, em setembro/26, tenha havido um recuo em relação a setembro do ano passado, na comparação com agosto/26 cresceu quase 4 mil toneladas. A mesma desaceleração do crescimento da produção nacional em relação ao ano passado, observada nos últimos meses, está acontecendo com as exportações neste segundo semestre, coincidindo com a redução dos embarques para o principal destino de nossa carne suína: as Filipinas (tabela 2), que representam mais de 22% do total exportado entre janeiro e setembro/26. No tocante ao custo de produção, no boletim de setembro já havíamos atribuído a alta do milho muito mais a uma expectativa de quebra de safra para a temporada 2026/27, em função do El Niño extremo esperado, do que à oferta presente do grão, cuja disponibilidade é mais que suficiente para atender o mercado doméstico e exportações. O plantio da primeira safra (verão) começou relativamente bem, dentro do prazo, apesar do excesso de umidade no Sul e a irregularidade das chuvas em algumas regiões do Centro-oeste. O primeiro levantamento da safra 2026/27 da CONAB, publicado semana passada, projeta safra recorde de soja (181,6 milhões de toneladas) e milho (148 milhões de toneladas). Todo este cenário contribuiu para a queda das cotações do milho no mês de outubro. Com o milho em queda e o farelo de soja estabilizado, depois de praticamente um ano de queda na relação de troca entre o preço do suíno vivo e o mix destes dois insumos, em outubro/26 esta relação voltou a subir, se aproximando novamente do ponto de equilíbrio, a partir do qual as margens financeiras ficam positivas. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, “Desde setembro a chave do mercado virou. O preço pago ao produtor pegou tração e não dá sinais de recuo no curto prazo. Com o mês de novembro se aproximando e a demanda crescente, as perspectivas para este restinho de ano são boas. O recuo das cotações do milho, com a safra verão ainda em fase de plantio, já permite operar com margens positivas. Para o ano que vem ainda é cedo para prever como o mercado se comportará, mas parece que o pior desta crise já passou”, conclui.
ABCS
FRANGOS
Santa Catarina confirma segundo foco de doença de Newcastle em granja de perus
Também foi identificado o vírus da doença de Newcastle em pombos de vida livre no município de Marema (SC)
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou um segundo foco da doença de Newscastle no oeste catarinense, em um núcleo de criação de perus de corte em Coronel Freitas (SC), a cerca de 35 quilômetros de Nova Itaberaba (SC), onde o vírus foi detectado pela primeira vez na segunda-feira (19/10). Além dos casos em granjas comerciais, a companhia identificou o vírus da doença de Newscastle em pombos de vida livre no município de Marema (SC), fora da área de emergência zoossanitária. A confirmação ocorreu entre sexta-feira (23/10) e sábado (24/10). Segundo a Cidasc, mais de 70% da área de vigilância delimitada para o novo foco coincide com a região monitorada após o primeiro caso, identificado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. Com isso, grande parte das propriedades próximas já havia sido vistoriada pelas equipes de defesa sanitária. Outras 15 granjas comerciais da região tiveram resultados negativos para a doença e foram autorizadas a manter o fluxo normal de produção, incluindo o abate das aves. As equipes de defesa sanitária seguem com as ações de vigilância e contenção na região. A Cidasc orienta os produtores a manterem telas de proteção nos aviários, controlarem pragas e reforçarem a desinfecção de veículos, equipamentos e calçados. A doença de Newscastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar perdas na produção avícola.
GLOBO RURAL
Preço do frango pode cair após caso de Newcastle em SC
Itaú BBA aponta risco de queda nas cotações com aumento da oferta interna
O foco da doença de Newcastle confirmado em Santa Catarina pode provocar impactos sobre as exportações de carne de frango do estado e aumentar a pressão sobre os preços no mercado interno no primeiro trimestre de 2027. A avaliação é da Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta a duração das restrições comerciais impostas por países importadores como o principal fator de risco para a avicultura catarinense. Apesar disso, os efeitos sobre o desempenho nacional das exportações tendem a ser limitados. Segundo análise divulgada, Santa Catarina apresenta maior vulnerabilidade aos embargos devido à elevada participação das vendas externas na produção estadual. Cerca de 63% da carne de frango produzida no estado é destinada ao exterior, proporção superior à média brasileira, de 37%. Em 2025, os frigoríficos catarinenses exportaram 1,2 milhão de toneladas de carne de frango, o equivalente a 22,5% do volume nacional. A receita somou US$ 2,45 bilhões, representando 25% do faturamento brasileiro com as exportações do produto. O estado também ocupa a segunda posição na produção nacional, com 1,9 milhão de toneladas produzidas no ano passado. A preocupação está concentrada na suspensão das compras de produtos catarinenses pela China e pela Arábia Saudita. Os dois mercados estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira e adotaram restrições após a confirmação da doença em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A China, responsável por aproximadamente 10% das exportações brasileiras de frango entre janeiro e setembro de 2026, restringiu as compras de Santa Catarina, afetando 14 das 61 plantas brasileiras habilitadas a exportar para o país. A Arábia Saudita, terceiro maior comprador do produto nacional, também suspendeu as importações catarinenses. O país adquiriu 327,8 mil toneladas nos primeiros nove meses do ano, cerca de 8% dos embarques brasileiros. O Chile adotou restrições direcionadas a Santa Catarina, enquanto México e Malásia determinaram a suspensão das importações de todo o Brasil. O mercado mexicano respondeu por aproximadamente 4% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e setembro, com 171 mil toneladas embarcadas. De acordo com o Itaú BBA, a decisão chinesa de limitar o embargo ao estado representa uma mudança importante em relação às crises sanitárias anteriores. Em 2024, após a identificação de Newcastle em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, a China suspendeu inicialmente as compras de todo o Brasil e levou 26 dias para restringir a medida ao território gaúcho. Além das restrições às exportações, o Itaú BBA identifica possíveis consequências para a operação dos frigoríficos e cooperativas catarinenses. Cargas produzidas após 21 de setembro, data utilizada como referência para a certificação sanitária, não podem ser certificadas para determinados destinos, o que pode elevar a necessidade de armazenagem em câmaras frias e aumentar os custos logísticos. A dificuldade de acesso aos mercados também pode exigir o redirecionamento das vendas para compradores que remuneram menos ou para o mercado doméstico. Nesse cenário, a consultoria aponta riscos de acúmulo de estoques, descontos nos preços, renegociação de contratos e pressão sobre o fluxo de caixa das empresas.
ITAÚ BBA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro
Lavouras representam 64% do faturamento agropecuário. VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro, segundo dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O resultado reúne o faturamento bruto das principais atividades agrícolas e pecuárias do Brasil, com liderança da soja na agricultura e da carne bovina na pecuária. As lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões do VBP estimado, o equivalente a 64% do total. A pecuária representa os outros 36%, com R$ 517,9 bilhões. O indicador permite acompanhar o desempenho econômico das principais atividades do setor agropecuário brasileiro, considerando o valor bruto da produção. A soja apresenta o maior valor estimado entre os produtos agrícolas, com R$ 352,7 bilhões, cerca de 24,5% do VBP nacional. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 162 bilhões, equivalente a 11,3% do total; a cana-de-açúcar, com R$ 112,3 bilhões, ou 7,8%; e o café, com R$ 106,5 bilhões, correspondente a 7,4%. Segundo dados divulgados pelo Mapa, esses produtos estão entre os principais componentes do faturamento bruto das lavouras brasileiras. Na pecuária, a carne bovina registra o maior valor estimado, de R$ 253,4 bilhões, o equivalente a 17,6% do VBP total. A carne de frango ocupa a segunda posição, com R$ 110 bilhões, correspondente a 7,6% do indicador nacional. Os resultados mostram a participação expressiva das cadeias de grãos, café, cana-de-açúcar e proteínas animais na composição do valor bruto da produção agropecuária. O Centro-Oeste apresenta o maior VBP entre as regiões brasileiras, com estimativa de R$ 431,2 bilhões. O resultado é impulsionado principalmente por Mato Grosso, que concentra R$ 225,2 bilhões, equivalente a 15,6% do total nacional. O Sudeste ocupa a segunda posição, com R$ 367,3 bilhões. Minas Gerais se destaca na região, com VBP estimado em R$ 172,4 bilhões, correspondente a 12% do resultado brasileiro. A região Sul aparece em terceiro lugar, com valor estimado de R$ 315,7 bilhões. Os dados regionais reforçam o peso do Centro-Oeste na produção agropecuária nacional, enquanto Sudeste e Sul também concentram parcelas expressivas do faturamento do setor.
AGROLINK
Brasil conquista seis novos mercados para produtos agropecuários
Brasil conquista autorizações para exportar sementes, animais e insumos
O Brasil ampliou as oportunidades de exportação do agronegócio com a abertura de mercados para produtos agropecuários na Argentina, no Egito, no Marrocos, no Peru, no Quênia e em Singapura. As autoridades competentes desses seis países comunicaram a aprovação para a entrada de diferentes produtos brasileiros, incluindo sementes, animais vivos, insumos para alimentação animal e soro fetal bovino. As novas autorizações abrangem diferentes segmentos do agronegócio e permitem ampliar as possibilidades de comercialização de produtos brasileiros no mercado internacional. Na Argentina, foi autorizada a exportação de sementes de crotalária. Já o Peru aprovou a entrada de sementes de feijão-mungo, sementes de coentro e couro equino. As autorizações ampliam as opções de acesso para produtos agrícolas e de origem animal brasileiros nesses mercados. No Egito, a autorização contempla aves de criação destinadas a fins ornamentais. No Marrocos, a abertura de mercado permite a exportação de bubalinos vivos para abate, criando uma possibilidade de comercialização para esse segmento da pecuária brasileira. O Quênia autorizou a exportação de ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteínas de ruminantes destinados à alimentação animal. Em Singapura, a autorização contempla o soro fetal bovino, produto utilizado em aplicações específicas, inclusive em atividades de pesquisa e desenvolvimento. As seis aberturas ampliam o conjunto de produtos agropecuários brasileiros autorizados a acessar mercados estrangeiros e diversificam as oportunidades comerciais para o setor.
MAPA
ECONOMIA
Dólar encerrou abaixo de R$ 5 na sexta-feira
O dólar à vista encerrou o pregão da sexta-feira em queda firme frente ao real, abaixo do patamar técnico e psicológico de R$ 5,00, no último pregão antes do resultado da corrida presidencial brasileira deste ano.
Na sexta, trackings de partidos políticos teriam animado os investidores a reduzir o prêmio de risco e a ajustar posição, segundo relatos de operadores. Diante disso, o dólar à vista exibiu desvalorização de 0,90%, a R$ 4,9930, depois de ter tocado a mínima de R$ 4,9878 e batido na máxima de R$ 5,0558. Na semana, o dólar à vista teve queda de 1,57%. Já o euro comercial caiu 1,10%, a R$ 5,5892, tendo acumulado depreciação de 1,97% na semana. No exterior, perto das 17h15, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,20%, aos 101,811 pontos. O dólar hoje chegou a tentar uma direção algumas vezes, mas acabou voltando para perto da estabilidade em toda a parte da manhã e começo da tarde. Perto das 14h40, porém, houve uma melhora intensa nos mercados locais, em meio a relatos sobre trackings mais favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro. Estrategistas do Wells Fargo diziam, em nota, que o cenário-base do banco era de vitória de Flávio no domingo. O banco diz ver o dólar a R$ 4,75, caso Flávio vença, mas a R$ 5,30, caso Lula ganhe a disputa. “É importante destacar que, em caso de uma vitória surpreendente de Lula, recomendaríamos enfaticamente posições compradas em real e posições aplicadas em juros, caso as taxas atingissem níveis superiores aos indicados acima. Por exemplo, qualquer disparada do dólar acima de R$ 5,30 na segunda-feira representaria, em nossa avaliação, uma oportunidade para aumentar a posição comprada em real.” Essa leitura se baseia no fato de que os estrategistas veem os fundamentos dos ativos brasileiros como favoráveis mesmo sob um governo Lula, levando em consideração as contas fiscais e externas, além do carry ainda elevado.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fechou em alta à espera de desfecho da eleição
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, firmando o sinal positivo à tarde, com investidores fazendo as últimas apostas para o segundo turno da eleição presidencial.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,76%, a 205.679,81 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, marcou 205.757,04 pontos. Na mínima, registrou 203.428 pontos. Na semana, acumulou acréscimo de 0,12%. O volume financeiro no pregão somava R$40,83 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
IPCA-15 desacelera mais do que o esperado em outubro
O IPCA-15 desacelerou mais do que o esperado em outubro, com a deflação dos preços de energia e de passagens aéreas ajudando a compensar uma alta maior dos preços de alimentos e de combustíveis, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, antevéspera do segundo turno eleitoral no país.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,32% em outubro sobre o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro, acumulando alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central. Economistas esperavam avanço de 0,43% na comparação mensal e alta de 4,73% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters. O índice, que mede os preços de meados de um mês até meados do mês seguinte e compara com o período anterior, é visto como uma prévia do IPCA, usado como parâmetro para a meta inflacionária do Banco Central. O grupo alimentação e bebidas sofreu a maior alta de preços em outubro e o maior impacto no índice, avançando 0,88%, após aumento de 0,40% em setembro. O destaque foi a alimentação no domicílio, cujos preços saltaram 1,01% em outubro, ante 0,38% no mês anterior. Já os preços do grupo habitação recuaram 0,10%, após salto de 2,07% em setembro. A principal contribuição negativa veio da inflação da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%. O movimento foi impactado pela passagem da bandeira tarifária de amarela -- que impõe cobrança adicional aos consumidores de R$1,885 a cada 100 Kwh consumidos -- para verde, sem cobrança adicional. Também refletiu o fim do efeito nas contas do bônus de Itaipu, valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior. Esse pagamento se deu em agosto, contribuindo para uma deflação dos preços de energia no mês e uma alta subsequente em setembro. Já os combustíveis sofreram alta de 1,20% em outubro, acelerando frente a setembro, quando avançaram 0,22%, em meio ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. "A principal surpresa veio das passagens aéreas, que caíram 9,24% e ajudaram a conter uma alta mais forte da inflação", disse a economista Claudia Moreno, do C6 Bank. Ela ressaltou que, ainda assim, a inflação de serviços segue mostrando resistência, com alta de 5,5% em 12 meses quando excluídos os itens mais voláteis, como passagens aéreas. "Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples." O Banco Central se reunirá para deliberar sobre os juros em 3 e 4 de novembro, e a expectativa predominante no mercado é de que a instituição promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica Selic, atualmente em 13,75%. Essa será a primeira decisão de política monetária após a eleição presidencial do próximo domingo, disputada em segundo turno pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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