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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1218 DE 21 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 10 minutos
13 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1218 | 21 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: referência em São Paulo avança para R$ 390/@

Além da alta no mercado paulista, consultorias identificam valorizações na arroba nas regiões de MT, GO, PA, RO, ES, BA, PR e RJ. Com a forte pressão dos pecuaristas, o preço de referência do boi gordo (com ou sem padrão-exportação) avançou para R$ 390/@ (prazo) na praça paulista, destacou a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociações em 17 praças brasileiras. No PARANÁ: Boi: R$ 385,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 386,00/@ (à vista) e R$ 390,00/@ (prazo)

 

Pelos dados da consultoria, além de São Paulo, na terça-feira (20/10), a arroba subiu em outras quatro praças monitoradas: SP, BA, ES, PA e RJ. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na manhã desta terça-feira, o “boi-China” subiu nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Pará, Rondônia, Espírito Santo e Paraná. Pelos números da Scot, em São Paulo, o animal com perfil para exportação é negociado a R$ 385/@, enquanto o boi destinado ao mercado doméstico vale R$ 380/@ (valores brutos, no prazo). “A oferta de boiadas está contida, e os frigoríficos estão comprando apenas o necessário para manter as escalas de abate fluindo”, observa a Scot, referindo-se ao mercado paulista. Na avaliação da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo vem alternando momentos de retração dos negócios e estabilidade das cotações com retomadas pontuais de alta, refletindo a incerteza entre os agentes. “Esse cenário exige atenção dos pecuaristas às escalas de abate da região e às condições efetivas de pagamento”, relatam os analistas, que acrescentam: “Negócios pontuais em patamares superiores abrem oportunidades, mas não asseguram valores equivalentes para todos os lotes.” Até a terceira semana de outubro/26, o Brasil exportou 107,8 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária foi de 9,8 mil toneladas, 32,7% abaixo do volume médio diário de outubro de 2025, de 14,6 mil toneladas. No entanto, em relação à segunda semana do mês, a média diária subiu de 8,8 para 9,8 mil toneladas, e a queda frente a outubro de 2025 diminuiu de 39,9% para 32,7%. A cotação média da tonelada ficou em US$ 6,2 mil, com alta de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava em US$ 5,5 mil. Com 11 dias úteis, metade dos 22 dias de outubro de 2025, o volume embarcado corresponde a 33,6% das 320,5 mil toneladas exportadas no mês inteiro do ano passado, compara os analistas da Scot. Por sua vez, o faturamento obtido nesta parcial do mês, de US$ 671,5 milhões, equivale a 37,8% dos US$ 1,78 bilhão de outubro de 2025. Na B3, os contratos futuros do boi gordo registraram baixa no pregão de segunda-feira (19/10). O vencimento de curto prazo (outubro/26) fechou a sessão cotado a R$ 388,10/@, com recuo de 0,26% sobre o fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta terça-feira (20/10), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 390,00. Boi China: R$ 390,00. Média: R$ 390,00. Vaca: R$ 360,00. Novilha: R$ 370,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 350,00. Novilha: R$ 360,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (20/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 368,00/@ (à vista) R$ 372,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

SUÍNOS

 

USDA projeta queda na produção mundial de carne suína em 2027

Assim como para a carne bovina, a produção mundial de carne suína deverá recuar em 2027, com queda projetada de 0,7%. As reduções previstas para China e União Europeia deverão mais do que compensar o crescimento da produção no Brasil, Vietnã e Estados Unidos.

 

A maior queda deverá ocorrer na China, com recuo de 2,2%, em função da redução do rebanho suíno no país. A União Europeia também deverá apresentar redução na produção, de 0,5%.

Por outro lado, a expectativa é de que o Brasil aumente sua produção em 2,8%. Apesar da projeção de redução do plantel de matrizes em 2027, os ganhos de eficiência produtiva deverão contribuir para o crescimento da produção. Além do Brasil, destacam-se os aumentos projetados para Vietnã (+3,5%), México (+3,1%) e Filipinas (+4,4%). As exportações mundiais de carne suína deverão permanecer praticamente estáveis em 2027. O crescimento dos embarques do Brasil, da China, dos Estados Unidos e do México deverá compensar a redução das exportações da União Europeia. No Brasil, as exportações de carne suína deverão aumentar 2,0%. A maior produção contribui para esse cenário, embora o crescimento deva ser limitado pela menor demanda em mercados importantes. Na China, as exportações deverão crescer expressivos 21,0%, atingindo o maior volume desde 2018.

USDA

 

FRANGOS

 

China embargou apenas a carne de Santa Catarina após foco de Doença de Newcastle, diz governo

O Ministério da Agricultura afirmou na terça-feira que, após um foco de Doença de Newcastle em uma criação de perus reportado na segunda-feira em Santa Catarina, a China restringiu o embargo a importações de carnes de aves apenas ao Estado afetado pelo problema sanitário.

 

"A atuação do Mapa permitiu evitar a suspensão das importações provenientes de todo o território nacional", afirmou o ministério. O Brasil tem um acordo com a China, importante importador, para realizar um autoembargo inicial no caso de aparecimento de Doença de Newcastle ou gripe aviária, para que os chineses definam posteriormente o alcance do embargo comercial. A doença viral afeta aves, mas não causa problemas para a saúde humana.

Com a restrição localizada ao Estado, o setor pode redirecionar embarques à China por meio da produção de outros Estados. Neste ano, a China aparece como o maior importador de carne de frango do Brasil, segundo dados do governo brasileiro. Santa Catarina responde por mais de 20% das exportações de carne de frango do Brasil, o maior exportador global desse produto, conforme dados da associação do setor ABPA. Para analistas, o foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina provavelmente não causará danos econômicos duradouros ao setor avícola do país se as autoridades conseguirem contê-lo rapidamente. Já o México suspendeu importações de produtos avícolas de todo o Brasil, confirmou o ministério, após um comunicado do governo mexicano mais cedo. A nota do governo brasileiro relatou ainda que o Chile, outro importante importador, limitou embargos também ao Estado catarinense. "A situação dos demais mercados segue em monitoramento pelo ministério, que divulgará novas informações à medida que houver atualizações confirmadas", afirmou o comunicado.

REUTERS

 

Produção e exportações mundiais de carne de frango devem crescer em 2027

Segundo o USDA, a expectativa para 2027 é de crescimento de 2,2% na produção mundial de carne de frango em relação ao ano anterior. A projeção é de aumento entre os principais produtores da proteína: Estados Unidos (+0,8%), China (+5,6%), Brasil (+1,9%) e União Europeia (+2,0%).

 

No Brasil, a maior produção deverá ser favorecida pela redução dos custos de produção, pelo crescimento do consumo doméstico e pela demanda externa relativamente firme. Para 2026, a expectativa também é de crescimento, com aumento de 3,7% na produção em relação a 2025. Assim como a produção, as exportações mundiais deverão seguir em ritmo de crescimento, com expectativa de aumento de 3,3% em 2027, na comparação com 2026. A China deverá apresentar crescimento expressivo de 25,0% nos embarques, impulsionado pela competitividade dos preços e pela ampliação de sua participação em mercados da África e do Oriente Médio. Para o Brasil, a expectativa é de aumento de 1,0% nas exportações. A recente restrição aos embarques para a União Europeia contribui para um crescimento mais moderado. Entretanto, medidas estão sendo adotadas para que o Brasil volte a integrar a lista de países autorizados a exportar para o bloco. No caso da carne de frango, a expectativa é de que a retomada dos embarques ocorra mais rapidamente do que para a carne bovina. Nos Estados Unidos, apesar da expectativa de aumento na produção, as exportações deverão recuar 1,1%, em função da perda de participação de mercado para Brasil e China.

USDA


INTERNACIONAL

 

USDA projeta produção mundial de carne bovina praticamente estável em 2027 frente a 2026

Segundo o último relatório do USDA, divulgado em outubro, a expectativa para 2027 é de que a produção mundial de carne bovina permaneça praticamente estável em relação a 2026, com recuo de 0,3%.

 

Apesar da expectativa de redução na produção de importantes produtores mundiais, como Brasil (-1,6%), Austrália (-2,2%) e Estados Unidos (-0,5%), em função da fase de alta do ciclo pecuário e da menor disponibilidade de animais para abate, Índia e Argentina deverão aumentar sua produção em 2,0% e 3,0%, respectivamente. Esse crescimento deverá ser impulsionado pelo maior abate de animais e, no caso da Argentina, também pelo aumento do peso das carcaças. Na América do Sul, destaque também para o Uruguai, com expectativa de aumento de 10,0% na produção. Para 2026, a expectativa é de recuo de 3,4% na produção mundial, diante das reduções projetadas para Brasil (-3,6%), União Europeia (-0,9%), Argentina (-3,0%) e Estados Unidos (-4,6%). Na China, a produção deverá recuar 15,4%. Segundo dados preliminares dos abates sob Serviço de Inspeção Federal (SIF), de janeiro a setembro de 2026, o número de bovinos abatidos no Brasil caiu 7,6% em relação ao mesmo período de 2025. O abate de machos recuou 2,5%, enquanto o de fêmeas apresentou queda de 14,6%. Com isso, a participação de fêmeas nos abates ficou 3,2 pontos percentuais menor na comparação anual. Assim como a produção, as exportações mundiais de carne bovina deverão recuar em 2027. A expectativa do USDA é de queda de 0,6%. Segundo o relatório, a redução dos embarques da Austrália, do Brasil e dos Estados Unidos deverá mais do que compensar o crescimento das exportações da Índia, do México e do Uruguai. As exportações australianas deverão diminuir 3,0%, enquanto as brasileiras estão projetadas para recuar 1,0%. Entre os principais fatores que explicam essa redução estão as limitações impostas pela cota de importação estabelecida pela China e a maior concorrência no mercado norte-americano. No caso do Brasil, soma-se a esses fatores a restrição de acesso a parte do mercado europeu. Para 2026, o relatório estima que as exportações mundiais permaneçam próximas às de 2025, com aumento de 0,4%. As quedas previstas para Brasil, Uruguai, Paraguai e Estados Unidos deverão ser compensadas pelo crescimento dos embarques da Austrália, Índia, Argentina, Nova Zelândia, Canadá e México. Vale destacar que o USDA projeta queda de 5,3% nas exportações brasileiras em 2026. Entretanto, de janeiro a setembro, mesmo com a redução dos embarques para a China, o volume exportado ficou apenas 1,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

USDA

 

GOVERNO

 

Mdic publica portaria que estabelece regras de cotas do acordo Mercosul-Eftana Noruega

Portaria definiu como empresas brasileiras poderão acessar os quantitativos negociados para exportação de produtos como carne bovina, de frango, mel natural, batatas e farinha de soja 

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou na terça-feira (20) uma portaria que define os critérios para distribuição das cotas de exportação de produtos brasileiros destinados à Noruega. A medida faz parte do acordo de livre comércio entre o Mercosul e os Estados da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). A portaria publicada nesta terça-feira definiu como as empresas brasileiras poderão acessar os quantitativos negociados para exportação de produtos como carne bovina, carne de frango e suas preparações, mel natural, batatas, maçãs frescas, trigo duro, milho, melaço de cana, suco de maçã, farinha de soja e cavalos vivos. O Mdic disse que o acordo amplia o acesso de produtos brasileiros a mercados internacionais. "Na entrada em vigor do acordo, a Efta eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro. Considerados os universos agrícola e industrial, o acesso ao livre comércio dos produtos brasileiros alcançará quase 99% do valor exportado para o bloco", informa a nota. Os percentuais de exportações brasileiras incluídas na lista de livre comércio serão de 100% para Islândia e Liechtenstein, 99,8% para Noruega e 97,7% para Suíça. Do lado da importação, aproximadamente 97% do comércio com a EFTA será liberalizado em regime de livre comércio. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a Suíça e Liechtenstein ainda não concluíram as etapas nacionais necessárias para a entrada em vigor do instrumento. "Para os produtos sujeitos à redução gradual de tarifas, os prazos previstos variam conforme o cronograma negociado, desde a entrada em vigor do acordo até períodos de 4, 8, 10 e 15 anos", disse o Mdic. A Secex será responsável pela operacionalização e pelo controle das cotas, por meio do módulo de Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO) do Portal Único Siscomex. O exportador deverá registrar um pedido de licença no módulo LPCO, solicitação que será verificada pela Secex pela disponibilidade de saldo na cota solicitada. Após o aceite, a empresa terá 60 dias para efetuar a operação, mediante Declaração Única de Exportação (DUE). O acordo Mercosul-Efta foi assinado no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 2025, e promulgado pelo decreto nº 13.126 de setembro de 2026. O bloco europeu reúne Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein. O acordo passou a vigorar para as trocas comerciais entre Brasil e Islândia em 1º de outubro, e entrará em vigor para Brasil e Noruega a partir de 1º de novembro.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Excesso de chuva já provoca perdas localizadas na soja e afeta desenvolvimento do milho no Paraná

Soja chega a 47% semeada e milho a 86%, enquanto encharcamento, baixa luminosidade e ventos elevam preocupação com potencial produtivo e segunda safra

 

O excesso de chuvas no Paraná já começa a provocar efeitos sobre as primeiras lavouras da safra 2026/27, com registros de perdas localizadas na soja e dificuldades de desenvolvimento em áreas de milho verão. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a semeadura da soja chegou a 47% da área prevista no estado, enquanto o plantio do milho de primeira safra avançou para 86%. Na soja, o ritmo de implantação segue limitado em grande parte do Paraná pelo excesso de chuva, encharcamento do solo e dificuldade de entrada de máquinas. Nas janelas de tempo firme, porém, os trabalhos foram intensificados, inclusive com extensão do horário de operação em algumas regiões. As lavouras já implantadas apresentam, em geral, boa germinação e estande, mas o Deral registra desenvolvimento inicial lento, germinação desuniforme e apodrecimento de plantas nas áreas mais afetadas pelo excesso de água. Também foram observadas perdas localizadas por acúmulo de água, assoreamento e erosão, além de fungos associados à palhada de milho atingindo plântulas e podendo reduzir o potencial produtivo. No milho verão, o plantio está praticamente concluído em algumas regiões e segue acelerado em outras durante as janelas de tempo firme. Apesar da boa germinação de forma geral, o excesso de água, a baixa luminosidade e os ventos fortes têm retardado o desenvolvimento inicial e, em áreas pontuais, comprometido o potencial produtivo. O Deral alerta ainda que a continuidade das chuvas pode comprometer o andamento da safra e reduzir a janela disponível para implantação das culturas de segunda safra. Atualmente, 81% das lavouras de milho estão em boas condições, 18% em situação média e 1% em condição ruim. Na soja, 93% das áreas são classificadas como boas e 7% como médias. O plantio do feijão chegou a 65% da área prevista, mas o excesso de umidade também tem limitado o ritmo das operações. Nas áreas recém-implantadas, especialmente em solos de arenito e terrenos com maior declividade, as chuvas intensas provocaram rompimento de terraços, erosão e acúmulo de água, elevando o risco de perdas e problemas no estabelecimento das plantas. O Deral aponta ainda maior ocorrência de doenças associadas à elevada umidade e restrições à entrada de máquinas nas lavouras.

SEAB-PR/DERAL

 

ECONOMIA

 

Dólar cai ante o real influenciado por exterior e eleição no Brasil

O dólar fechou a terça-feira em baixa ante o real, influenciado tanto pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior quanto pelo cenário eleitoral no Brasil, a cinco dias do segundo turno.

 

Em uma sessão no geral positiva para os ativos brasileiros, o dólar à vista encerrou com queda de 0,58%, a R$5,0182%. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,58%. Às 17h02, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0280. A moeda norte-americana operou em baixa durante boa parte do dia ante divisas como o iene, a libra, o euro e o franco suíço, com os rendimentos dos Treasuries de longo prazo também em queda no exterior. Em relação às divisas de países emergentes, o dólar sustentou perdas ante o peso chileno, o sol peruano e o rand sul-africano, o que também trazia um viés de queda para as cotações no Brasil. Esse movimento foi corroborado pelo noticiário político brasileiro, marcado na véspera pela divulgação de novas pesquisas eleitorais. Ainda que a disputa pela Presidência esteja acirrada, a maior parte dos institutos segue indicando alguma vantagem numérica nas intenções de voto para o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse cenário, o Ibovespa superou os 208 mil pontos, favorecido pelo fluxo de investimentos estrangeiros, o que justificava a queda do dólar ante o real. “O dinheiro de investidores de fora que entra na bolsa dá suporte ao real, e a agenda eleitoral, com novas pesquisas, mantém as oscilações presentes”, pontuou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad. Uma nova pesquisa eleitoral da Quaest está programada para a quarta-feira, enquanto um levantamento do Datafolha deve sair na quinta-feira. No fim da manhã desta terça-feira, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 75.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro. Às 17h04, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,25%, a 101,710.

REUTERS 

 

Ibovespa fecha em alta com apoio de estrangeiros a poucos dias de eleição

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, rondando os 209 mil pontos no melhor momento, com bancos e B3 entre os principais suportes. 

 

A bolsa paulista continua em clima de expectativa para o desfecho da eleição presidencial no país, com o segundo turno no domingo, enquanto investidores estrangeiros continuam fornecendo apoio para as ações brasileiras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,57%, a 208.295,98 pontos, chegando a 208.941,57 na máxima e marcando 205.082,26 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$42,5 bilhões.

REUTERS

 

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