CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1217 DE 20 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1217 | 20 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo registram acomodação
Em São Paulo, pelos dados da Agrifatto, o animal terminado segue em R$ 385/@, no prazo, mas há alguns negócios sendo efetivados a R$ 390/@. No PARANÁ: Boi: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
Depois de alcançar preços nominais recordes nas últimas semanas, o preço físico do boi gordo abriu a segunda-feira (29/10) com estabilidade nas principais praças brasileiras, mas ainda mantendo o viés de alta, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Porém, observa a consultoria, a oferta restrita de animais terminados segue sustentando as cotações da arroba nas regiões do País. Em São Paulo, pelos dados da Agrifatto, o boi gordo segue R$ 385/@, no prazo, mas há alguns negócios sendo efetivados a R$ 390/@ – porém, o baixo volume negociado impede a consolidação desse patamar como referência. “A disponibilidade limitada de boiadas mantém o pecuarista em posição favorável nas negociações e abre espaço para novas altas, condicionadas à necessidade de compra de cada indústria”, ressaltam os analistas da Agrifatto, acrescentando que a capacidade de repasse dos custos à carne e a movimentação dos compradores chineses também devem influenciar o comportamento da arroba nas próximas semanas. Segundo levantamento diário da Scot Consultoria, na segunda-feira (19/10), os preços do boi gordo andaram de lado na praça paulista, mas a cotação da vaca terminada subiu R$ 5/@ em relação ao valor de sexta-feira (16/10), para R$ 355/@, no prazo. O valor do animal sem padrão-exportação segue cotado em R$ 380/@, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo), acrescenta a Scot. Cotações: em SÃO PAULO: Boi comum: R$ 385,00. Boi China: R$ 385,00. Média: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 361,00/@ (à vista) R$ 365,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Preço maior ameniza queda da receita da carne bovina exportada em outubro
Parcial divulgada pela Secex na segunda-feira (19) mostra valorização da tonelada bovina, mas recuo no volume embarcado
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na carne bovina, o aumento do preço médio da tonelada amenizou a perda de faturamento provocada pela redução dos embarques. O levantamento considera 11 dias úteis de outubro de 2026. As variações de volume e faturamento são calculadas pela média diária, em comparação com outubro de 2025, que teve 22 dias úteis. As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram 107,84 mil toneladas, com faturamento de US$ 671,46 milhões na parcial do mês. A média diária embarcada ficou em 9,80 mil toneladas, recuo de 32,7% frente às 14,57 mil toneladas de outubro do ano passado. Em contrapartida, o preço médio subiu 12,4%, passando de US$ 5.538,60 para US$ 6.226,70 por tonelada. A valorização não foi suficiente para compensar a redução do volume. A receita diária caiu 24,4%, de US$ 80,70 milhões para US$ 61,04 milhões. Os números mostram que a carne brasileira está sendo vendida por um valor médio maior, mas em quantidade inferior à referência de 2025.
SECEX/MDIC
SUÍNOS
Suínos: mais embarques compensam preço menor
Na carne suína fresca, refrigerada ou congelada, o Brasil exportou 74,42 mil toneladas, com receita de US$ 168,68 milhões.
O volume médio diário chegou a 6,77 mil toneladas, crescimento de 18,5% sobre outubro de 2025. Entretanto, o preço médio recuou 11,1%, de US$ 2.550,10 para US$ 2.266,70 por tonelada. O aumento dos embarques compensou a desvalorização e permitiu avanço de 5,3% no faturamento diário, que passou de US$ 14,56 milhões para US$ 15,33 milhões. O resultado mostra uma expansão apoiada no volume: a carne suína encontra maior escoamento externo, mas recebe menos por tonelada na comparação anual. Como os dados abrangem apenas parte de outubro, os resultados ainda poderão mudar até o encerramento do mês.
SECEX/MDIC
FRANGOS
Brasil registra foco de Doença de Newcastle em perus em Santa Catarina
O Ministério da Agricultura registrou um foco de Doença de Newcastle em uma criação de perus em Santa Catarina, disse na segunda-feira o ministro da Agricultura, André de Paula, acrescentando que 133 granjas da região serão afetadas por medidas sanitárias.
Autoridades disseram ainda que o ministério está informando parceiros comerciais sobre o caso da doença viral altamente contagiosa para aves, que pode resultar em embargos comerciais às exportações do Brasil, o maior exportador global de carne de frango. A China, um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango, impôs em 2024 um embargo à carne de frango brasileira após a confirmação de um caso de Doença de Newcastle em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. Outros países também chegaram a banir provisoriamente o produto brasileiro. Mas as autoridades acrescentaram que o ministério ainda não recebeu qualquer informação sobre suspensão das exportações brasileiras por conta do foco em perus, em um estabelecimento de avicultura comercial de corte no município de Nova Itaberaba. "Ainda não temos nada objetivo a informar (sobre suspensão de exportações)", afirmou o secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião. Ele disse ainda que o Brasil está analisando os protocolos para identificar quais medidas serão tomadas para um eventual "autoembargo" de exportações. "Não queremos antecipar a reação de parceiros, as discussões com a China começam agora", disse Requião. Não estava imediatamente claro se eventuais embargos poderiam atingir exportações de carne de peru ou de frango também. Requião disse ainda que o governo tem trabalhado com protocolos sanitários que permitem a "regionalização" do problema, o que evitaria embargos mais abrangentes sobre a carne brasileira. O ministro disse que nenhuma ave saiu da granja com registro da doença desde que as investigações começaram. As medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, disse o ministério. O estabelecimento Nova Itaberaba foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. Já o secretário de Defesa Agropecuária substituto, Allan Alvarenga, afirmou que a doença não representa riscos à população. Ele acrescentou que a Organização Mundial de Saúde Animal foi notificada do caso no domingo. Apesar da necessidade de adoção de "medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações", ressaltou o ministério, em nota. Associações de produtores, como ABPA, ACAV e Sindicarne, destacaram em nota que a ocorrência de Doença de Newcastle não apresentou "manifestação clínica". Ou seja, houve a detecção do vírus, mas não da doença nos animais confinados.
REUTERS
Aves: crescimento das exportações combina volume e valorização
As exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis alcançaram 292,97 mil toneladas, gerando US$ 561,73 milhões segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex)
A média diária de embarques atingiu 26,63 mil toneladas, alta de 23,6% em relação a outubro de 2025. O preço médio também aumentou: passou de US$ 1.675,20 para US$ 1.917,40 por tonelada, valorização de 14,5%. Com mais produto embarcado e melhor remuneração, o faturamento médio diário cresceu 41,5%, chegando a US$ 51,07 milhões, ante US$ 36,09 milhões no ano passado. Entre as três proteínas, as aves apresentam o maior crescimento proporcional da receita diária nesta parcial.
SECEX/MDIC
Acordo com China prevê autoembargo brasileiro em caso de Newcastle
Um acordo assinado com a China prevê que as exportações de carnes de aves brasileiras sejam suspensas no caso da ocorrência de Doença de Newcastle, como a confirmada em uma granja de perus em Santa Catarina no domingo, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, na segunda-feira.
Em entrevista à Reuters, ele afirmou que o chamado "autoembargo" das exportações faz parte do acordo com o maior mercado importador de carne de frango do Brasil, o principal exportador global desse produto. A partir daí, a China costuma definir como fica o embargo, se restrito apenas à região ou ao Estado atingido pelo foco da doença, explicou Santin. "Alguns países, como a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela definir como vai ficar a regionalização (do embargo)", disse. De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne de frango, ou 420 mil toneladas, segundo dados do governo brasileiro. O presidente da ABPA disse que poucos países têm esse acordo de "autoembargo", enquanto a maioria dos importadores deve embargar a carne da área do foco, restrita a um raio de 10 quilômetros. Um embargo restrito ao local do foco atenuaria as perdas, já que Santa Catarina responde por pouco mais de 20% das exportações brasileiras de carne de frango. Santin disse que, neste momento, é difícil fazer uma projeção de prejuízos decorrentes do foco de Doença de Newcastle.
REUTERS
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Pedidos de recuperação judicial no agro diminuem
Retração no segundo trimestre deste ano interrompe sequência de altas observada no mesmo período em 2023, 2024 e 2025. Houve queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro no segundo trimestre de 2026
Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro somaram 448 solicitações no segundo trimestre de 2026, uma queda de 20,7% se comparado com o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Serasa Experian. De acordo com a empresa, o resultado de retração interrompe a sequência de altas observada nos segundos trimestres de 2023, 2024 e 2025, na série consolidada da Serasa, iniciada em 2021. O levantamento reúne pedidos de produtores rurais pessoa física e jurídica, além de empresas relacionadas à cadeia do agronegócio. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando foram registrados 474 pedidos, também houve baixa, essa de 5,5%. Os dados sinalizam uma desaceleração dos pedidos de recuperação judicial no período analisado, após o avanço observado no trimestre anterior. Para o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, a queda nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre deve ser interpretada com cautela e não representa, necessariamente, uma reversão completa dos desafios financeiros enfrentados pelo setor. “A retração nesse segundo trimestre registrada em pelo menos dois dos três perfis analisados, pode estar relacionada a um período de maior entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e ao avanço de renegociações com credores”, disse, em nota. “Ainda assim, o ambiente segue desafiador, marcado por custos elevados, crédito mais seletivo e endividamento. Por isso, é importante acompanhar se essa redução será sustentada nos próximos trimestres. A preservação do fluxo de caixa, o planejamento financeiro e a busca por alternativas de renegociação continuam sendo fundamentais, enquanto a recuperação judicial deve permanecer como último recurso”, acrescentou Marcelo Pimenta. Entre os produtores rurais que atuam como pessoa física, foram contabilizados 197 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026. O volume representa uma queda de 10,5% em relação às 220 solicitações registradas no mesmo período de 2025. Ainda assim, esse foi o maior número de pedidos entre os três perfis analisados no período. Já a análise por porte mostrou que os produtores classificados como “sem propriedades” concentraram 70 pedidos de recuperação judicial. O grupo pode abranger, por exemplo, arrendatários ou integrantes de grupos familiares e econômicos relacionados à atividade rural. Em seguida, apareceram os grandes proprietários, com 51 solicitações; os pequenos proprietários, com 39; e os médios proprietários, com 37. Os pedidos de recuperação judicial feitos por produtores rurais pessoa jurídica recuaram 34,2% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o levantamento da Serasa, foram 160 solicitações entre abril e junho deste ano. Entre as atividades com maior número de ocorrências, o cultivo de soja respondeu por 70 pedidos, enquanto a criação de bovinos somou 28. Também aparecem entre os cinco principais subsetores o cultivo de cana-de-açúcar, com 15 registros, o cultivo de café, com 13, e o cultivo de cereais, com 12. Já as empresas relacionadas à cadeia do agronegócio contabilizaram 91 pedidos de recuperação judicial no 2º trimestre de 2026. O resultado ficou 10,8% abaixo das 102 solicitações registradas no mesmo período de 2025. Entre os segmentos analisados, os serviços de apoio à agropecuária concentraram o maior número de pedidos, com 26 registros. A agroindústria da transformação primária veio na sequência, com 20, seguida pelo comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 18. Os revendedores de insumos agropecuários, exceto máquinas, contabilizaram outros dez pedidos. Considerando os pedidos de recuperação judicial realizados por produtores rurais pessoa física e jurídica e por empresas relacionadas à cadeia do agronegócio, o Mato Grosso liderou o ranking estadual no segundo trimestre de 2026, com 107 registros — o equivalente a 23,9% do total. Na sequência, aparecem Goiás, com 84 pedidos (18,8%), São Paulo, com 72 (16,1%), Minas Gerais, com 54 (12,1%) e Paraná, com 42 (9,4%).
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar fecha em baixa com eleição no Brasil e exterior no foco
O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, influenciado por um lado pela disputa eleitoral no Brasil e por outro pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,50%, a R$5,0476%. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,04%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,33% na B3, aos R$5,0630. Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou redução de 2,8 pontos percentuais para 0,6 ponto percentual da diferença entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Flávio tem 46,5% das intenções de voto e Lula soma 45,9%. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 4,7%, enquanto 2,9% não sabem. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão em empate técnico, conforme a pesquisa. Já novo levantamento da Atlas revelou uma queda de 5,4 para 2,2 pontos percentuais da vantagem de Flávio, com o senador com 49,8% das intenções de voto e o presidente com 47,6%. O percentual de indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo é de 2,6%. Como neste caso a margem de erro é de 1 ponto percentual, Flávio está na liderança para além da margem de erro. O diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, pontuou que as pesquisas eleitorais mostraram uma diferença mínima entre os candidatos, mas com Flávio Bolsonaro ainda à frente. “Então não me parece que (as pesquisas) mudem o humor do mercado ou as apostas -- apenas vem com um pouco mais de tensão e adrenalina”, afirmou, ao justificar a movimentação do câmbio ao longo do dia. “Se alguma pesquisa indicar com contundência uma direção no sentido de uma virada... talvez o mercado reaja”, acrescentou. Em debate entre Flávio e Lula na noite de domingo na Band, o senador responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar demais. O presidente, por sua vez, perguntou se Flávio adotaria, se eleito, o modelo econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, e destacou o aumento da pobreza no país vizinho. A maior parte do debate foi marcada por acusações de lado a lado. No exterior, às 17h11 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,18%, a 101,980. Por outro lado, o dólar cedia ante divisas de emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.
REUTERS
Ibovespa tem queda discreta com ajuste em Petrobras e eleição em foco
O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta segunda-feira, pressionado principalmente pelo ajuste negativo na Petrobras, enquanto a reta final da eleição presidencial no país concentrando os holofotes.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,15%, a 205.126,35 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 207.387,56 pontos. No pior momento, marcou 204.268,99 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$29,12 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Economia cresce 0,5% em agosto após dois meses de recuo, estima FGV
Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.
A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19). A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial. Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento: Agosto: 0,5% Julho: -0,3% Junho: -0,9% Maio: 0,6% Abril: 0,3% Março: 0,1% Fevereiro: 0,5% Janeiro: 0,6%. O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços. O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços. “Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa. Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”. No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis. Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões. O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses. O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano. O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano. Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano. O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027. A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
AGÊNCIA BRASIL
Economistas elevam projeção para IPCA em 2027 e reduzem cálculos para crescimento econômico no Focus
Economistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções para a inflação para o ano que vem e reduziram seus cálculos para o crescimento econômico, mostrou boletim Focus divulgado pela autoridade monetária na segunda-feira.
O levantamento feito pelo BC junto a cerca de 100 instituições financeiras apontou manutenção na previsão para a inflação medida pelo IPCA em 5,22% neste ano, mas uma elevação para 4,32% em 2027, ante 4,30%. Para 2028, os cálculos foram revisados para baixo, para 3,75%, ante 3,79% uma semana atrás. A meta de inflação é de 3,00% ao ano com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os agentes revisaram, ainda, suas contas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,83% neste ano, ante 1,85% há uma semana, e para 1,32% no ano que vem, ante 1,40%. Também foram revisadas para baixo as previsões do mercado para a taxa de câmbio neste ano -- para R$5,13, ante R$5,15 -- e para 2027 -- para R$5,22, ante R$5,26 uma semana atrás. Os economistas mantiveram suas projeções para a taxa básica de juro em 13,25% ao ano neste ano e em 12,00% ao final de 2027 e continuaram a enxergar dois cortes de 0,25 ponto percentual nos juros nas duas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcadas para novembro e dezembro. Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano.
REUTERS
IGP-10 sobe acima do esperado em outubro e tem alta de 1,76%, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu acima das expectativas em outubro, registrando alta de 1,76% no mês, ante elevação de 1,47% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira.
A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de uma alta de 1,44%. Com o resultado, o índice registra alta de 5,02% em 12 meses. "A aceleração do IGP-10 em outubro foi puxada principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para os avanços da gasolina automotiva", disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice, teve alta de 2,36%, acelerando a alta de setembro que foi de 1,90%. "A alta também observada em produtos da cadeia da soja e em bovinos reforçou a alta do IPA", disse Dias. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta para 0,39% em outubro, ante 0,44% em setembro. "No índice ao consumidor, a aceleração de alimentos in natura, como tomate, batata-inglesa e cebola, contribuiu para elevar o índice. Embora itens como café em grão e tarifa de eletricidade residencial tenham registrado recuos, suas quedas não foram suficientes para compensar as pressões altistas disseminadas entre produtos agropecuários, industriais e combustíveis", disse o economista. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) registrou alta de 0,28%, inferior à elevação de 0,50% registrada em setembro. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
REUTERS
Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027, prevê FMI
O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália. A projeção faz parte do documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado semana passada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem. Em 2026, o país termina na décima posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões. Para 2027, a lista mantém os Estados Unidos como maior potência econômica, seguida pela China. Confira o Top 10 das economias mundiais, segundo a projeção do FMI, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas. Estados Unidos: US$ 34,44 trilhões. China: US$ 22,94 trilhões. Alemanha: US$ 5,66 trilhões. Índia: US$ 4,52 trilhões. Reino Unido: US$ 4,49 trilhões. Japão: US$ 4,47 trilhões. França: US$ 3,65 trilhões. Brasil: US$ 2,80 trilhões. Itália: US$ 2,77 trilhões. Rússia: US$ 2,68 trilhões. A última vez em que o Brasil ficou no oitavo lugar foi em 2017. De acordo com a estimativa do FMI, o país segue na oitava posição até 2031, último ano projetado. A melhor posição já ocupada pelo Brasil no ranking global de PIB foi a sétima posição, alcançada em 1995 e de 2010 a 2014.
AGÊNCIA BRASIL
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