CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1215 DE 16 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1215 | 16 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo seguem subindo
A Scot Consultoria identificou algumas valorizações nos preços da arroba nas praças do Centro-Oeste (MT, MS e GO) e em outras importantes regiões do País. No PARANÁ: Boi: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
Na quinta-feira (15/10), os preços físicos do boi gordo continuaram firmes, seguindo tendência de alta nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. “A oferta curta de bovinos, a menor disponibilidade de negócios e o escoamento favorável de carne bovina contribuem para o movimento de alta na arroba, mas os compradores estão cautelosos e negociam apenas para cumprir as escalas de abate, o que limita avanços mais acentuados”, observa a equipe de analistas da Scot Consultoria. Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 380/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 385/@ (valores brutos, no prazo). Porém, a mesma consultoria identificou valorizações nos preços da arroba nas praças do Centro-Oeste (MT, MS e GO) e em outras importantes regiões do País. Além disso, conforme a Scot, os preços das fêmeas terminadas subiram em São Paulo nesta quinta-feira, para R$ 350/@ (vaca gorda) e R$ 368/@ (novilha). Segundo levantamento da Agrifatto, no mercado paulista, já há negócios pontuais envolvendo boiadas gordas a R$ 390/@, mas o baixo volume negociado nesse patamar ainda impede sua consolidação como referência. Na avaliação da consultoria, a alta do preço físico vem confirmando parte da valorização antecipada pelos contratos futuros do boi gordo. “Entre o fim de setembro e 13 de outubro, a referência Datagro avançou mais que o vencimento de outubro na B3, reduzindo o prêmio do contrato sobre o mercado à vista”, relata a Agrifatto. Porém, os vencimentos de novembro e dezembro mantiveram valores superiores, sinalizando expectativa de preços firmes no último trimestre do ano. Cotações: em SÃO PAULO: Boi comum: R$ 385,00. Boi China: R$ 385,00. Média: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 361,00/@ (à vista) R$ 365,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
FUNRURAL não é devido pelos frigoríficos 2018, define STF
Em sessão de 15 de outubro de 2026, o Supremo Tribunal Federal finalmente proclamou o resultado da votação, finalizada em dezembro de 2022, que, por 6 votos a 5, deu provimento à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4395, da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), no sentido de que o FUNRURAL não é devido, seja pelos produtores como pelos frigoríficos adquirentes da produção, cuja responsabilidade pela retenção e recolhimento, chamada de sub-rogação, é determinada pelo artigo 30, IV, da Lei nº 8.212/91, e foi igualmente declarada inconstitucional no julgamento do STF.
No entanto, a declaração de inconstitucionalidade foi definida para atingir somente fatos geradores anteriores a janeiro de 2018, sendo que, com a edição da Lei nº 13.606/2018, teria havido, na visão do STF, a instituição válida da cobrança do tributo, bem como da sub-rogação. A discussão, que se arrastava por mais de 16 anos, reforçou o respeito aos precedentes qualificados do STF, contribuindo para a segurança jurídica que se espera da Corte Suprema. Os efeitos da decisão se estendem não só às partes do processo, mas a todos os contribuintes do País que estiveram ou ainda estão sendo chamados a recolher esse tributo relativamente a fatos geradores ocorridos anteriormente à Lei nº 13.606/2018. Para Paulo Mustefaga, presidente executivo da ABRAFRIGO, autora da ação, “a decisão representa a sagração da luta desta Entidade em prol de seus Associados e de todo o setor, coroando um trabalho de décadas. A decisão restaura a justiça em um momento especialmente importante de dificuldades financeiras por que passam muitas empresas do setor frigorífico brasileiro, possibilitando a continuidade da produção, geração de empregos e renda para o País”. Na avaliação do advogado da ABRAFRIGO, Fabriccio Petreli Tarosso, do escritório Tarosso Advogados, que patrocinou a causa, o Supremo Tribunal Federal restaurou a justiça ao agronegócio do País, garantindo ao setor agropecuário — em especial às indústrias frigoríficas — a segurança jurídica aguardada pelo segmento. Ainda não houve decisão quanto a modulação de efeitos temporais da decisão aplicada pelo STF, de modo que, caso prevaleça a decisão tal como proferida, os contribuintes que possuem execução fiscal em curso, depósitos judiciais realizados em processos que versem sobre o tema ou que, de qualquer forma, estejam discutindo a matéria, no Judiciário ou mesmo na esfera administrativa, podem apresentar pedido nos autos para cancelar a cobrança. Resta agora aguardar a publicação do acórdão e o trânsito em julgado da decisão.
ABRAFRIGO
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Alta do vivo favorece recuperação do poder de compra
Alta menos expressiva do farelo de soja e recuo dos preços do milho contribuem
O poder de compra do suinocultor paulista vem se recuperando nesta parcial de outubro, após três meses consecutivos de queda. Segundo o Cepea, esse movimento é resultado da valorização mais intensa do suíno vivo, combinada à alta menos expressiva do farelo de soja e ao recuo nos preços do milho. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes têm relatado expansão na demanda das famílias pela carne suína, o que, consequentemente, aumenta a procura da indústria por novos lotes de animais. Além disso, como o Cepea vem reportando nas últimas semanas, produtores, diante do cenário de sobreoferta, têm se esforçado para diminuir o peso médio dos animais, visando reduzir a produção de carne por cabeça, o que tem fortalecido as cotações do vivo desde o mês passado.
CEPEA
INTERNACIONAL
Relatório do USDA reduz pela 8ª vez seguida a estimativa de produção de carne bovina dos EUA
A nova projeção para 2026 foi reduzida em 75 milhões de libras (34 mil toneladas), para 24,8 bilhões de libras (11,25 milhões de toneladas), o menor oferta anual desde 2015
O relatório de outubro/26 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo novamente as estimativas de produção de carne bovina norte-americana para 2026 e 2027. A projeção para 2026 foi reduzida em 75 milhões de libras (34 mil toneladas), para 24,8 bilhões de libras (11,25 milhões de toneladas), o que representa uma queda de 4,6% sobre o resultado de 2025 e o menor patamar anual desde 2015. Por sua vez, a previsão para 2027 sofreu queda de 160 milhões de libras (72,57 mil toneladas), para 24,7 bilhões de libras (11,20 milhões de toneladas), uma retração de 0,5% em relação à estimativa de 2026. O relatório de outubro/26 marcou o oitavo mês consecutivo em que o USDA reduziu a previsão de produção de carne bovina para 2026, que agora está cerca de um bilhão de libras abaixo da estimativa do início de 2026. Segundo o analista Josh Maples, professor da Universidade Estadual do Mississippi, a estimativa mais baixa para 2026 deve-se à menor expectativa de abate de novilhos e novilhas e ao menor peso das carcaças neste segundo semestre, o que mais do que compensa o ligeiro aumento esperado no abate de vacas. A escassez de gado nos últimos anos está levando a uma escassez ainda maior de carne bovina”, observou Maples, acrescentando: “Os declínios ano a ano estão diminuindo, o que é consistente com um rebanho que parou de encolher, mas ainda não começou a crescer.” A produção de carne bovina do quarto trimestre de 2026 está projetada em 6,4 bilhões de libras (2,90 milhões de toneladas), o que representa uma queda de 3,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para o primeiro trimestre de 2027, a previsão de oferta é de 6,1 bilhões de libras (2,77 milhões de toneladas), 1% abaixo do primeiro trimestre de 2026. De acordo com o professor, os dados de abate mostram com mais precisão o que está impulsionando a queda na oferta total de carne bovina em 2026. No período de janeiro a agosto deste ano, o abate de novilhos inspecionados pelo governo federal caiu cerca de 6% em relação ao ano anterior, enquanto abate de novilhas e de vacas de corte recuaram 11% e 14%, respectivamente. Por sua vez, o abate de vacas leiteiras aumentou 4% no acumulado até agosto/26, o que compensou parcialmente a queda no abate de vacas de corte, mas o abate total de bovinos ainda ficou cerca de 5% abaixo do esperado, ressalta Maples, completando: “O maior peso das carcaças impediu que a produção de carne bovina caísse ainda mais.”
USDA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Previsão para safra de grãos de 2026 sobe para 354,5 milhões de toneladas, diz IBGE
Em relação a 2025, o número representa uma alta de 2,4%. Para a soja, a estimativa de produção foi de 175 milhões de toneladas
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para cima em 0,4% sua previsão para a safra de 2026. O aumento corresponde a uma diferença de 1,5 milhão de toneladas na comparação com a previsão do mês passado, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado na quinta-feira (15/10). De acordo com o instituto, a safra brasileira vai alcançar 354,5 milhões de toneladas em 2026. Em relação a 2025, o número representa uma alta de 2,4%, ou 8,4 milhões de toneladas a mais. A estimativa para a área a ser colhida é de 83,2 milhões de hectares, crescimento de 2% na comparação com 2025, com aumento de 1,6 milhão de hectares. Em relação ao mês de agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143,6 mil hectares (0,2%). Principais culturas da safra brasileira, soja, milho e arroz representam, somadas, 93% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção foi de 175 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 143,3 milhões de toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 113,6 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2 milhões de toneladas. Para o trigo, a estimativa de produção foi de 5,9 milhões de toneladas, queda de 24% em relação a 2025. A produção do algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 9,5 milhões de toneladas, e a do sorgo em 6 milhões de toneladas. Frente a agosto, houve aumentos nas estimativas da produção de soja (0,1%), do milho segunda safra (1,4%), do algodão herbáceo – em caroço (3%), do sorgo (2,6%), do café canephora (0,7%), do café arábica (4,1%), da cana-de-açúcar (4,8%) e da uva (2,3%). Por outro lado, apresentaram recuos o trigo (-6,2%), a laranja (-5,7%), o tomate (-5,5%), a cevada (-2,2%) e a aveia (-0,5%).
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar acelera alta com mercado ansioso antes de pesquisa Datafolha
O dólar ganhou força ante o real na reta final da quinta-feira e fechou a sessão com alta superior a 1%, em meio à preocupação de investidores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa eleitoral do Datafolha.
O novo levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto no segundo turno será divulgado no início da noite. Durante o dia, o dólar também reagiu em alta à pesquisa Quaest mostrando empate técnico entre os dois candidatos na disputa presidencial. O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 1,17%, a R$5,0885, o maior valor de fechamento desde 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, quando era cotado a R$5,2173. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,30%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,79% na B3, aos R$5,1040. Pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão. O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%. Esse cenário de empate técnico trazido pela Quaest, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, voltou a impulsionar as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real na quinta-feira. Isso porque no mercado boa parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste. Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral. Flávio, que não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado, votou pelo fim da escala, em uma mudança de posição sobre a proposta. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso. O avanço do dólar ante o real contrastou com o cenário visto no exterior, onde a moeda norte-americana sustentou perdas ante outras divisas fortes e ante boa parte das divisas de países emergentes.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com pesquisas eleitorais no foco
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda, com investidores aguardando a publicação de nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, após sondagens recentes mostrarem o estreitamento da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,13%, a 204.167,75 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 203.110,43 na mínima e 206.520,28 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da quinta-feira somava R$36,91 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Economistas pioram previsões para déficit fiscal e dívida pública em 2026, mostra Prisma
Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda pioraram as projeções para o déficit primário do governo central e a dívida pública em 2026, uma deterioração que não foi refletida nas estimativas para 2027, mostrou o relatório Prisma divulgado na terça-feira.
A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou para R$53,048 bilhões no relatório de outubro, de R$52,271 bilhões em setembro. Para 2027, a previsão é de déficit de R$44,000 bilhões, rombo menor que a estimativa anterior de R$45,350 bilhões. O governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto em 2026 (R$34,3 bilhões) e de 0,50% em 2027 (R$73,2 bilhões), mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O Prisma estimou que a dívida bruta do governo ficará em 83,40% do PIB em 2026, contra previsão de 83,20% apontada em setembro. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 87,00% do PIB, mesmo patamar estimado no mês anterior. A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos por conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública. A Selic está atualmente em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião, que ocorre no início de novembro. Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano apontada no Prisma caiu ligeiramente para R$2,580 trilhões, de R$2,581 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a projeção ficou praticamente estável em R$2,750 trilhões. Na frente dos gastos, foi mantida em R$2,625 trilhões a previsão para as despesas do governo central neste ano. No caso de 2027, a projeção das despesas é de R$2,793 trilhões, pouco acima dos R$2,792 trilhões apontados um mês antes.
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