CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1216 DE 19 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1216 | 19 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Mercado do boi gordo fechou a semana firme
O mercado brasileiro do boi gordo encerrou a semana firme, com estabilidade nos preços da arroba nas principais praças do País, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
Na avaliação de Felipe Fabbri, depois bater R$ 380-R$385/@ em São Paulo, a expectativa é de continuidade no movimento de alta da arroba nas próximas semanas, puxada sobretudo pela oferta restrita de animais terminados neste pico da entressafra. “As escalas estão curtas, principalmente para os compradores que não possuem parceiros para a entrega de boiadas”, destaca Fabbri. Segundo ele, no mercado interno, progressivos repasses ao longo da cadeia têm acontecido, o que tem, mesmo com alta no preço do boi gordo, ajudado a margem da indústria frigorífica, que está “em seu melhor momento dentro de 2026”. Fabbri também aposta na força da demanda interna nesta reta final do ano. “A competição com as bets deu trégua momentânea, o fundo eleitoral segue em cena e a renda per capita ainda mantém o poderio de compra favorável, mesmo para uma segunda quinzena do mês”, destaca o analista. Na avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, a baixa oferta de animais gordos e a necessidade de alongar as escalas de abate seguem sustentando as cotações da arroba nas principais regiões do País. “A dificuldade de adquirir boiadas para entrega imediata mantém as propostas dos frigoríficos em patamares elevados, que buscam recompor as programações de abate, que, na média nacional, não ultrapassam seis dias úteis”, relatou a Agrifatto. Na B3, os contratos futuros do boi gordo fecharam o pregão de quinta-feira (15/10) em alta, com destaque foi o vencimento de novembro/26, que encerrou a R$ 396,60/@, com valorização de 0,46% em relação ao fechamento anterior. Segundo observa a Agrifatto, os contratos futuros de novembro/26 e dezembro/26 permanecem acima da referência física (indicador Datagro), sinalizando expectativa de preços firmes no último bimestre do ano. A exportação segue como “ponto negativo” para o setor. Até a segunda semana de outubro/26, o Brasil exportou 61,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 8,8 mil toneladas, volume 39,9% menor do que o de outubro de 2025, quando a média era de 14,6 mil toneladas diárias. No entanto, ressalta Fabbri, os compradores já indicam a busca de lotes visando atender os pedidos para a cota chinesa de 2027, enquanto os Estados Unidos seguem elevando as aquisições de carne bovina brasileira. Cotações: em SÃO PAULO: Boi comum: R$ 385,00. Boi China: R$ 385,00. Média: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 361,00/@ (à vista) R$ 365,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
SUÍNOS
Preço do suíno vivo sobe 16,56% na semana no Paraná
Quilo chega a R$ 6,27, enquanto carcaça registra alta de 1,52%. No varejo, preços variam conforme o corte e o município.
O preço do suíno vivo no Paraná subiu 16,56% na semana de 08 de outubro a quarta-feira (14), alcançando média de R$ 6,27 por quilo, segundo o levantamento do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura da Universidade Federal do Paraná (Lapesui/UFPR). A valorização foi mais intensa que a da carcaça, cujo indicador aumentou 1,52%, para R$ 8,24 por quilo. Na comparação com a semana de referência de 16 de setembro, o suíno vivo acumula alta de 36,86%, enquanto a carcaça registra aumento de 10,36%. A diferença mostra que os preços nas duas etapas da comercialização se movimentam em ritmos distintos. No varejo pesquisado, o comportamento também é desigual: há cortes com valorização superior a 20% e outros com queda próxima desse percentual. O boletim apresenta as cotações, mas não detalha os fatores responsáveis pelas oscilações. Por isso, os resultados não permitem atribuir a alta do animal vivo a uma eventual redução da oferta ou ao aumento da demanda. O Norte do Paraná registrou o maior preço do suíno vivo entre as regiões acompanhadas, com R$ 6,64 por quilo na referência de 14 de outubro. Uma semana antes, a cotação era de R$ 5,30. No comparativo com 16 de setembro, a alta chega a 37,55%. No Oeste, o preço passou de R$ 5,60 para R$ 5,76 por quilo na semana, acumulando valorização de 27,48% no intervalo mensal. No Centro, permaneceu em R$ 5,40, com aumento de 20% sobre setembro. Já no Sul, a cotação ficou em R$ 4,75 durante toda a série apresentada. Na comercialização da carcaça, o Oeste teve o maior valor, de R$ 9,20 por quilo, seguido pelo Centro, com R$ 9,00, e pelo Sul, com R$ 8,30. No Norte, o preço chegou a R$ 7,86: embora tenha aumentado em relação à semana anterior, ainda ficou 4,14% abaixo da referência de setembro. Nos supermercados de Curitiba, o pernil apresentou a maior redução mensal entre os cortes pesquisados. O preço passou de R$ 19,43 para R$ 15,70 por quilo entre 14 de setembro e 12 de outubro, recuo de 19,22%. A paleta caiu 1,83%, para R$ 14,32, e a costela teve redução de 4,18%, para R$ 25,59. Na mesma comparação, o lombo subiu 21,28%, atingindo R$ 29,35 por quilo. A bisteca aumentou 13,25%, para R$ 19,93. O comportamento do pernil foi diferente nos açougues e casas de carnes da capital: o corte registrou alta mensal de 5,44%, para R$ 27,11 por quilo. Nesses estabelecimentos, a paleta caiu 11,92%, para R$ 23,99, enquanto o lombo subiu 2,51%, para R$ 34,33. Bisteca e costela permaneceram estáveis, em R$ 24,89 e R$ 40,71, respectivamente. Em Londrina, o pernil teve a maior valorização mensal entre os cortes acompanhados, com aumento de 28,92%, para R$ 20,24 por quilo. O lombo subiu 21,28%, chegando a R$ 29,35, e a bisteca avançou 9,11%, para R$ 21,55. Na direção contrária, a paleta recuou 7,90%, para R$ 16,85, e a costela caiu 3,52%, para R$ 26,56. As diferenças entre cortes, municípios e tipos de estabelecimento mostram que a alta do suíno vivo ainda não corresponde a um encarecimento uniforme da carne nas amostras de varejo acompanhadas pela UFPR.
O PRESENTE RURAL
Valorização do suíno vivo melhora relação de troca
Demanda por carne suína estimula procura por animais
O poder de compra do suinocultor paulista voltou a se recuperar na primeira quinzena de outubro, após três meses consecutivos de queda. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é impulsionado pela valorização mais intensa do suíno vivo, pela alta menos expressiva do farelo de soja e pelo recuo nos preços do milho. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a recuperação do poder de compra dos suinocultores está relacionada ao comportamento dos preços dos animais e dos principais insumos utilizados na alimentação. Enquanto as cotações do suíno vivo apresentam alta mais expressiva, os preços do farelo de soja avançam em ritmo menos intenso e os do milho recuam. Essa combinação favorece a relação de troca para os produtores paulistas. Pesquisadores do Cepea relatam que agentes do setor têm observado expansão na demanda das famílias por carne suína. Esse movimento aumenta, consequentemente, a procura da indústria por novos lotes de animais. O aquecimento da demanda contribui para sustentar o mercado e favorece a valorização do suíno vivo, com reflexos positivos sobre o poder de compra dos produtores. Outro fator que influencia os preços é a estratégia adotada pelos suinocultores diante do cenário de sobreoferta. Segundo informações divulgadas pelo Cepea nas últimas semanas, os produtores têm buscado reduzir o peso médio dos animais para diminuir a quantidade de carne produzida por cabeça. A medida contribui para limitar a oferta de carne e tem fortalecido as cotações do suíno vivo desde setembro. Com a valorização dos animais e o comportamento dos preços dos principais insumos, o poder de compra do suinocultor paulista apresenta recuperação nesta parcial de outubro.
AGROLINK
FRANGOS
Frango/Cepea: Valorização das carnes concorrentes favorece competitividade do frango
O frango resfriado ganhou competitividade frente às carnes suína e bovina nesta parcial de outubro (até o dia 14), diante da valorização mais intensa das proteínas concorrentes. Segundo o Cepea, a carcaça especial suína apresentou a maior alta entre os três produtos, enquanto a bovina também registrou avanço superior ao do frango.
Na Grande São Paulo, o frango resfriado se valorizou frente a setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a alta dá continuidade ao movimento observado no fim de setembro e reforçado neste início de outubro pelo recebimento de salários e o consequente aumento da demanda pelas famílias. Já a valorização da carcaça especial suína, também negociada no atacado da Grande São Paulo, reflete a recuperação do mercado suinícola iniciada em setembro, com cotações elevadas para todos os produtos da cadeia, segundo o Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, a carcaça casada bovina também se valorizou na parcial de outubro, devido ao aumento da procura pela proteína pelas famílias no período de recebimento de salários.
CEPEA
UE deve decidir até novembro se libera aves e mel do Brasil
Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, para tratar do assunto
O governo brasileiro espera a liberação das exportações de carne de aves e de mel para a União Europeia até novembro. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, onde tratou do assunto, e avalia de forma positiva as negociações com autoridades do bloco. A União Europeia suspendeu as compras de produtos de origem animal do Brasil desde 3 de setembro alegando que o país não conseguiu comprovar o controle sobre o uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas. A reinclusão do Brasil na lista de fornecedores aptos a exportar ao bloco depende do aval do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff), que se reúne entre amanhã (20) e quarta (21) e em novembro. O Brasil já obteve um parecer favorável de autoridades europeias, após uma missão técnica inspecionar unidades de produção e o sistema sanitário no país em agosto. A conclusão foi a de que os segmentos de aves e mel brasileiros demonstraram ter condições de garantir a não utilização de antimicrobianos. É esse parecer que passará pela validação do Scopaff. “O relatório favorável ao Brasil será apresentado. Eles vão tomar conhecimento para decidir na reunião de novembro. Não souberam me precisar a data, mas estamos crendo que para dezembro essa decisão já esteja publicada e o Brasil poderia retomar as exportações”, disse Billi, no sábado (17), ao participar de cerimônia de abertura do espaço brasileiro no Sial Paris, feira internacional do setor de alimentos que vai até a próxima quarta-feira (21), na capital francesa. Também no Sial Paris, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse considerar que a situação com os europeus é burocrática e está resolvida. “O Brasil não tem nenhuma violação de nada para a Europa. Vamos continuar essa parceria de muito tempo”, afirmou no sábado.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Agro bate recorde histórico de empregos no 2° trimestre de 2026
População ocupada somou 28,4 milhões de pessoas no período
A População Ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2026, o maior valor registrado para o período, desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são do Boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, elaborado pelo Cepea, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o documento, a participação do setor no total de trabalhadores no país foi de 26,0%. A análise revela que o resultado ocorre em um contexto de expansão do mercado de trabalho brasileiro, que registrou crescimento da população ocupada e taxa de desocupação de 5,4% no período, a menor já observada para um segundo trimestre. Na comparação entre os períodos seguintes, a ocupação no agronegócio registrou aumento de 0,1%, o equivalente a 27 mil trabalhadores, enquanto o mercado de trabalho brasileiro apresentou crescimento de 1,0%, um total de 1,08 milhão de pessoas. Entre os segmentos do agro, o primário teve destaque, com alta de 145.795 trabalhadores ou 1,9% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado foi determinado pelo avanço observado nas atividades ligadas à agricultura e floresta, como cafeicultura, milho e cereais. Entretanto, foi constatado um recuo nos setores de agrosserviços (-101.732) e insumos agropecuários (-15.270). Já a agroindústria, permaneceu estável, com leve redução de 1.793 trabalhadores. O Boletim CNA/Cepea apresenta ainda o perfil da mão de obra do agronegócio. A População Ocupada de trabalhadores por conta própria aumentou 2,4%, correspondendo a um acréscimo de 160.833 pessoas, enquanto a de empregadores cresceu 3,5% ou 35.689 pessoas. Na análise por gênero, o boletim apontou crescimento da PO feminina de 0,7% ou 76.055 trabalhadoras, na comparação com o segundo trimestre de 2025. Já a mão de obra masculina aumentou 0,6% (112.495 trabalhadores).
CNA/CEPEA
ECONOMIA
Dólar tem leve baixa na sexta, mas fecha semana com alta de 1,75%
O dólar oscilou em margens estreitas na sexta-feira e fechou a sessão com leve baixa no Brasil, influenciado por um lado pelas novas pesquisas eleitorais, mostrando empate técnico na disputa pela Presidência, e por outro pelo recuo da moeda norte-americana no exterior. O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,30%, a R$5,0730. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,75% e, no ano, recuo de 7,58%.
Às 17h04, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0895. No fim da manhã da sexta-feira a pesquisa CNT/MDA mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,9%, uma diferença de apenas 0,9 ponto percentual. Brancos e nulos somam 4,9% e indecisos são 2,4%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. O levantamento somou-se a outros divulgados na semana que também apontaram para uma disputa indefinida. Na noite de quinta-feira, a pesquisa Datafolha mostrou que a vantagem de Flávio sobre Lula caiu de 4 para 2 pontos percentuais. O senador tem agora 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os indecisos somam 2% e os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar são 6%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados. Assim como em sessões anteriores, a reação de Lula nas pesquisas deu força às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e ao dólar ante o real. Após ter marcado a mínima intradia de R$5,0686 (-0,39%) às 10h30, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0958 (+0,14%) às 11h53, após a divulgação dos números da CNT/MDA. Enquanto as pesquisas trouxeram um viés de alta para as cotações, o cenário externo exerceu pressão contrária, em função da baixa da moeda norte-americana ante outras divisas na esteira da redução das apostas de nova alta de juros nos EUA este mês. Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,27%, a 101,770.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta moderada em mais um pregão marcado por pesquisas eleitorais
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta moderada, após novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial mostrarem uma diminuição da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,41%, a 205.156,74 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 204.164,17 na mínima e 206.305,26 na máxima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou 3,97% de alta. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$36,39 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Índice de atividade econômica do BC sobe 0,34% em agosto
Resultado do IBC-Br ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,34% em agosto, na comparação com o mês anterior, conforme o Banco Central (BC) na sexta-feira (16). Em julho, o indicador apresentou queda de 0,31% (dado revisado de queda de 0,22%). O resultado de agosto veio acima da mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data, de alta de 0,05%. O dado também ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de queda de 0,3% a crescimento de 0,7%. Em relação ao mesmo mês de 2025, houve alta de 1,2%. Nos 12 meses encerrados em agosto, o indicador apresentou avanço de 1,6%. Devido às constantes revisões, o indicador acumulado em 12 meses é mais estável do que a medição mensal. No ano, a variação também foi de 1,6%. Por fim, na média móvel trimestral, usada para captar tendências, o IBC-Br recuou 0,6% em relação aos três meses encerrados em julho. O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB), de frequência trimestral, descreve um quadro mais abrangente da economia. O Banco Central também publicou as aberturas setoriais do indicador. O IBC-Br Agropecuária caiu 1,8% em agosto ante julho, o IBC-Br Impostos subiu 0,1% e o IBC-BR Ex-Agropecuária aumentou 0,3%. Já o IBC-Br Indústria teve alta de 0,9% e o IBC-Br Serviços avançou 0,2%. Segundo o BC, por conta das diferenças metodológicas, é esperado que as diferenças entre o IBC-Br e as contas nacionais do IBGE sejam maiores nas aberturas setoriais do que nos agregados.
VALOR ECONÔMICO
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 999368886 (whatsapp)


Comentários