CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1214 DE 15 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1214 | 15 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo sobe em 10 das 17 praças monitoradas pela Agrifatto
No mercado paulista, o valor de tabela do animal terminado (sem ou com padrão-exportação) avançou para R$ 385/@ (prazo), com algumas negociações pontuais fechadas em R$ 390/@. No PARANÁ: Boi: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
A oferta restrita de animais terminados, a necessidade de alongar as escalas de abate e a demanda ainda consistente no varejo de carnes seguem sustentando a firmeza do mercado físico do boi gordo nesta primeira quinzena de outubro/26, observam os analistas da Agrifatto.
“A dificuldade de adquirir boiadas para entrega imediata leva os frigoríficos a elevar as propostas para recompor as programações, dando continuidade à valorização gradual da arroba”, ressalta a consultoria. Esse quadro fortalece a posição dos pecuaristas na queda de braços com as indústrias, embora os reajustes ocorram em ritmos distintos entre as regiões brasileiras. Nesta quarta-feira (14/10), os preços do boi gordo subiram em 10 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto: SP, AL, ES, GO, MG, MS, MT, PR, RJ e SC. Nas demais regiões (AC, BA, MA, PA, RO, RS e TO), a arroba ficou estável. Em São Paulo, de acordo com a apuração da Agrifatto, o valor de tabela do boi gordo (sem ou com padrão-exportação) avançou para R$ 385/@, no prazo, e a consultoria identificou negócios pontuais a R$ 390/@, mas o baixo volume impediu a consolidação desse patamar como referência. “Os pecuaristas de São Paulo já buscam esse valor (R$ 390/@) nas regiões com maior pressão para recompor as escalas, sustentando o viés de alta”, relata a consultoria, acrescentando que as compras de boiadas nas últimas semanas ainda foram insuficientes para estender as programações de abate para além de cinco dias úteis, na média nacional. Pelos dados da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 380@, enquanto a cotação do “boi-China” permaneceu em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo). Por sua vez, a Scot apurou um avanço de R$ 3/@ no preço da vaca gorda abatida no mercado paulista, agora negociada em R$ 348/@, além de uma alta diária de R$ 5/@ na cotação da novilha gorda, comercializada em R$ 365/@. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam em alta no pregão de terça-feira (13/10) da B3. O papel com vencimento de novembro/26, por exemplo, encerrou a R$ 397,75/@, com leve valorização de 0,26% em relação ao fechamento anterior. Em SÃO PAULO: Boi comum: R$ 385,00. Boi China: R$ 385,00. Média: R$ 385,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 370,00. Boi China/Europa: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 361,00/@ (à vista) R$ 365,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Em dólar, boi brasileiro segue o mais barato entre 9 países analisados, além da UE
Na 2ª semana de out/26, a arroba brasileira se estabeleceu em US$ 75,30, valor 15% abaixo da média ponderada global, destaca a Agrifatto
Na segunda semana de outubro/26, o preço em dólar do boi gordo brasileiro (base SP) se estabeleceu em US$ 75,30/@, a menor valor entre os 9 países, além da União Europeia, informa boletim da Agrifatto enviado nesta quarta-feira (14/10) pela Agrifatto. Segundo a consultoria, o preço da arroba no Brasil ficou 15% abaixo da média ponderada global, de US$ 88,61/@. “Mesmo com a maior alta em 12 meses (+32%), o boi brasileiro segue abaixo da arroba da Argentina (US$ 81,90), do Paraguai (US$ 81,75) e do Uruguai (US$ 90,00)”, comparou a Agrifatto. Com uma queda de 4,6% em 12 meses, a arroba dos Estados Unidos é o mais caro do grupo, cotado em US$ 114,30/@, observa a consultoria. Preços do boi gordo (US$/@). Brasil (SP): 75,3. Nova Zelândia: 81,3. Chile: 81,6. Paraguai: 81,8. Argentina: 81,9. Austrália: 89,0. Uruguai: 90,0. Colômbia: 101,6. União Europeia: 111,2. EUA: 114,3
AGRIFATTO
SUÍNOS
Suíno vivo sobe quase 19% no Paraná, enquanto carne fica até 28,8% mais barata no varejo
Indicador da UFPR revela valorização do animal vivo e da carcaça em um mês, mas aponta movimento contrário nos preços ao consumidor, especialmente em Londrina (PR), onde todos os cortes pesquisados registraram queda.
O mercado de carne suína do Paraná apresentou movimentos distintos entre a produção e o varejo no início de outubro. Enquanto o preço médio do suíno vivo acumulou valorização de 18,94% em quatro semanas, chegando a R$ 5,36 por quilo, e a carcaça registrou alta de 10,82%, os preços pagos pelos consumidores seguiram trajetórias diferentes. Em Londrina, todos os cinco cortes pesquisados ficaram mais baratos, com redução de até 28,80%. Já em Curitiba, as oscilações variaram conforme o produto e o canal de comercialização. Os dados integram o Indicador da Suinocultura Paranaense, divulgado pelo Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui), vinculado ao Centro de Informação do Agronegócio (CIA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O levantamento acompanha semanalmente as cotações do suíno vivo, da carcaça e de cortes comercializados em supermercados, açougues e casas de carne. Entre 09 de setembro e 07 de outubro, o preço médio do suíno vivo no Paraná passou de R$ 4,51 para R$ 5,36 por quilo, uma valorização de 18,94%, equivalente a R$ 0,85 por quilo. A trajetória das médias semanais mostra elevação gradual ao longo de setembro, seguida de um aumento mais expressivo no início de outubro. O indicador registrou R$ 4,51 em 9 de setembro, R$ 4,58 no dia 16, R$ 4,59 no dia 23 e R$ 4,78 no dia 30, antes de alcançar R$ 5,36 em 07 de outubro. A valorização, entretanto, não ocorreu de maneira uniforme entre as regiões produtoras. O Oeste apresentou o maior aumento percentual, de 21,70%, com a cotação passando de R$ 4,60 para R$ 5,60 por quilo. Na região Central, a alta foi de 20%, de R$ 4,50 para R$ 5,40. No Norte, o preço passou de R$ 4,50 para R$ 5,21, crescimento de 15,81%. O Sul foi a única região sem variação no período, mantendo o preço do suíno vivo em R$ 4,75 por quilo. O levantamento apresenta, porém, uma inconsistência que exige cautela na interpretação da variação semanal. Embora a série histórica indique elevação da média estadual de R$ 4,78 para R$ 5,36 entre 30 de setembro e 07 de outubro, o texto do relatório informa queda de 15,76% no período. Considerando os valores apresentados na tabela, o movimento corresponde, na realidade, a uma alta de aproximadamente 12,13%. A diferença não altera a valorização mensal de 18,94% informada pelo indicador, mas impede considerar correta a queda semanal mencionada no documento sem esclarecimento da instituição. O mercado de carcaças também apresentou valorização na média estadual. O preço passou de R$ 7,28 por quilo, em 09 de setembro, para R$ 8,07 em 07 de outubro, crescimento de 10,82%. Na comparação com a semana anterior, quando a cotação estava em R$ 7,76, a alta foi de 3,91%. A evolução das médias semanais mostra que a carcaça foi negociada a R$ 7,28 em 09 de setembro, R$ 7,46 no dia 16, R$ 7,44 no dia 23, R$ 7,76 no dia 30 e R$ 8,07 no início de outubro. Apesar do resultado positivo na média estadual, as diferenças regionais foram expressivas. A região Central apresentou a maior valorização, de 25%, com o preço passando de R$ 7,20 para R$ 9 por quilo. No Oeste, a cotação subiu de R$ 7,40 para R$ 8,83, aumento de 19,33%. No Sul, o preço permaneceu estável em R$ 8,30. Em sentido contrário, o Norte registrou queda de 37,31%, passando de R$ 8,80 para R$ 5,52 por quilo. A redução de R$ 3,28 por quilo contrasta com o comportamento das demais regiões e representa a maior oscilação negativa do levantamento para a carcaça. Preços da carcaça suína por região. Para a semana seguinte à divulgação, o Lapesui projeta cotação de R$ 5,30 por quilo para o suíno vivo. Embora o relatório descreva a expectativa como continuidade da alta, o valor projetado é inferior aos R$ 5,36 registrados na última apuração, indicando uma possível redução de aproximadamente 1,12% caso a estimativa se confirme. No varejo de Curitiba, os preços dos cortes suínos apresentaram movimentos diferentes entre setembro e outubro. Nos supermercados pesquisados, o lombo registrou a maior redução percentual, de 15,15%, passando de R$ 28,70 para R$ 24,35 por quilo. A costela também ficou mais barata, com queda de 2,96%, de R$ 25,79 para R$ 25,03. Por outro lado, a bisteca apresentou valorização de 14,10%, passando de R$ 15,54 para R$ 17,73 por quilo. A paleta teve aumento de 8,60%, alcançando R$ 15,99, enquanto o pernil apresentou estabilidade relativa, com alta de 0,19%, chegando a R$ 16,90. Os dados mostram que a valorização registrada na comercialização de animais vivos e carcaças não se refletiu de maneira uniforme nos preços dos cortes vendidos ao consumidor. Nos açougues e casas de carne de Curitiba, as oscilações foram menores do que as observadas nos supermercados. O lombo apresentou a principal redução, de 2,45%, passando de R$ 34,33 para R$ 33,49 por quilo. A bisteca registrou alta de 1,63%, de R$ 24,49 para R$ 24,89, enquanto o pernil subiu 1,50%, passando de R$ 26,71 para R$ 27,11. A costela permaneceu em R$ 40,71 por quilo, enquanto a paleta manteve cotação de R$ 27,24. A comparação entre os dois canais de comercialização revela diferenças importantes de preços na capital. O lombo, por exemplo, foi encontrado a R$ 24,35 nos supermercados, contra R$ 33,49 nos açougues, uma diferença de R$ 9,14 por quilo.
O PRESENTE RURAL
GOVERNO
Senado aprova PEC do fim da escala 6x1 em vitória política de Lula
Por 75 votos a 1, o Senado aprovou na noite de quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. Apesar de se opor ao texto durante toda a tramitação, a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou a bancada para votar como quisesse.
Assim que o resultado foi decretado, parlamentares governistas entoaram cantos em homenagem a Lula. O avanço da matéria representa uma vitória política do presidente, que tem no projeto uma de suas principais apostas para reverter a desvantagem nas pesquisas para a disputa pela reeleição. Após o resultado, Lula se manifestou nas redes sociais: "Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O fim da 6x1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida. Quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver", afirmou o presidente. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e chegou a ter a votação pelo Senado ameaçada pelo calendário eleitoral. O projeto só voltou a ganhar força após uma trégua política entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que romperam relações após a rejeição do nome do ministro da AGU, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Também pesou para o avanço da matéria a derrota da Alcolumbre nas eleições de 4 de outubro. Todos os seus aliados fracassaram no Amapá, e ele conta com uma vitória de Lula para ter alguma chance de se reeleger para a presidência do Senado em 2027. A tramitação da PEC também foi marcada por uma mudança drástica do posicionamento da oposição. Flávio Bolsonaro, que sempre se manifestou contra o projeto, mudou de lado com receio de prejuízo na disputa presidencial. A maior parte dos senadores de oposição também votou a favor, mas sobraram críticas ao projeto durante a fase de discussão em plenário. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente na gestão de Jair Bolsonaro. Governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL-PR) marcou presença, mas não votou. Nos últimos dias, diante da expectativa de votação, aliados aconselharam Lula a comparecer ao Congresso para celebrar a aprovação da PEC e capitalizar politicamente a vitória do governo. Ao longo da tarde, o presidente se reuniu com senadores e acompanhou o andamento da votação. A avaliação era de que, como Flávio não foi ao plenário, o presidente não seria alvo de críticas e constrangimentos no, caso comparecesse ao Senado. Ao final, contudo, a decisão foi de não comparecer. A PEC reduz a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário e com manutenção do teto de oito horas diárias. A regra valerá também para os contratos em vigor, com transição em duas etapas: 60 dias após a publicação da emenda constitucional, o limite semanal cai para 42 horas; depois de mais 12 meses, chegará a 40 horas semanais. Com isso, os trabalhadores terão direito à escala “5x2”, que prevê dois dias de descanso remunerado durante a semana, sendo um preferencialmente aos domingos. Atualmente, parte dos trabalhadores têm direito a apenas um dia de descanso. A compensação de horários e a redução da jornada por acordo ou convenção coletiva continuam permitidas. Uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para mitigação de impacto para microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte, todas cadastradas no Simples Nacional. Contratos públicos em vigor que envolvam emprego direto de mão de obra poderão passar por um reequilíbrio econômico-financeiro para compensar a redução da jornada. A proposta prevê que essa revisão precisa ser formalizada em até um ano após a publicação da emenda constitucional do fim da escala 6x1. Ao longo da tramitação, representantes de entidade e empresários se colocaram contra a proposta. A avaliação é que o fim da escala 6x1 vai aumentar os custos da mão de obra e pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica. Especialistas também afirmam que o projeto ignora a baixa produtividade, levando ao fechamento de vagas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) emitiu nota lamentando a decisão. "Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a CNI, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional", diz a nota.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Diante de restrições, carne bovina brasileira ganhou 38 mercados em 4 anos
O Brasil conquistou 38 novos mercados para carne bovina e derivados de 2023 a outubro de 2026, segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). O levantamento leva em conta novas autorizações de importação de um produto brasileiro depois do cumprimento de exigências comerciais e sanitárias em um novo país ou território
A diversificação de mercados tem sido uma das estratégias do governo de tentar lidar com restrições impostas à pecuária brasileira em mercados importantes. Na China, a carne bovina brasileira passou a enfrentar uma tarifa total de 67% depois do esgotamento da cota anual de importação, em 1º de outubro. Já a União Europeia suspendeu, em 3 de setembro, a entrada de carnes brasileiras por considerar insuficientes as garantias sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. O maior número de aberturas foi registrado em 2025, com 19 novos mercados. Em 2026, até outubro, foram 9. Outros 7 haviam sido conquistados em 2023 e 3 em 2024. A Ásia concentrou a maior parte das aberturas, com 16, incluindo autorizações para produtos brasileiros em Japão, Vietnã, Filipinas, Indonésia e Malásia. As Américas aparecem em seguida, com 11 mercados abertos, em países como México, Chile, Cuba, Guatemala e El Salvador. Na 3ª feira (13.out.2026), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou estar “otimista” em relação às negociações comerciais com a China, apesar das restrições à carne bovina. Ele destacou a recente habilitação de 4 frigoríficos brasileiros pelo país asiático, sendo 2 de carne bovina e 2 de aves, além da abertura do mercado chinês para miúdos suínos. Em relação à União Europeia, o ministro afirmou que o governo brasileiro mantém negociações constantes para reverter as restrições. O bloco sinalizou a possibilidade de retomar as compras de carne de frango e mel, mas a situação da carne bovina permanece mais complexa por causa das exigências de rastreabilidade e controle sanitário ao longo da vida dos animais.
PODER 360
ECONOMIA
Dólar fecha com variação modesta ante o real apesar de avanço no exterior
O dólar fechou a quarta-feira com uma variação pequena ante o real, com investidores no Brasil à espera da divulgação de nova pesquisa eleitoral, enquanto no exterior a moeda norte-americana subiu ante boa parte das demais divisas.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação positiva de 0,14%, a R$5,0298. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,37%. Às 17h11, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,08% na B3, aos R$5,0485. Os EUA informaram que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters. Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries subiram e o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, em meio ao aumento das apostas de que o Federal Reserve poderá subir novamente os juros no curto prazo. No campo político, a expectativa girava em torno da nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência, a ser divulgada após as 18h. Na terça-feira, outras pesquisas -- entre elas uma do BTG/Nexus -- mostraram empate técnico no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pela manhã, Flávio disse que participará do debate eleitoral promovido pela Band no próximo domingo, após ter afirmado na terça-feira que não iria ao evento. Lula já havia confirmado sua participação. Pela manhã, sem efeitos no câmbio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de serviços recuou 0,1% em agosto ante julho e teve alta de 0,6% ante agosto do ano passado. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,4% na margem e elevação de 1,1% na comparação anual. À tarde, o Banco Central informou que o Brasil teve um fluxo cambial total positivo de US$3,214 bilhões em outubro até o dia 9, sendo que apenas na semana passada entraram no país US$2,415 bilhões líquidos, na esteira do resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Entre 5 e 9 de outubro, entraram no país US$4,127 bilhões pelo canal financeiro, que contabiliza investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com exterior e de olho em pesquisas eleitorais
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda, em linha com as perdas das bolsas de Nova York, após dados de inflação dos Estados Unidos elevarem os temores de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve ao mesmo tempo que, localmente, os agentes aguardam a divulgação de nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,23%, a 206.401,67 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 203.463,77 na mínima e 207.220,81 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da quarta-feira somava R$41,10 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Confiança da indústria sobe em outubro, mas setor segue pessimista
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 1,3 ponto em outubro, para 46,2 pontos, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apesar da melhora, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, faixa que separa a confiança da falta de confiança. Com isso, a indústria brasileira completa 22 meses consecutivos sem confiança. O avanço foi impulsionado pela melhora nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Em contrapartida, a avaliação sobre as condições atuais das empresas e da economia piorou, atingindo o menor nível desde julho de 2020, durante a pandemia de covid-19. O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas para os próximos seis meses, subiu 2,1 pontos em outubro, alcançando 49,3 pontos. O resultado aproxima o indicador da linha dos 50 pontos e sinaliza uma redução do pessimismo dos empresários nos próximos 180 dias. O índice considera as perspectivas para o desempenho das próprias empresas e para a economia brasileira. Embora tenha apresentado avanço, ainda permanece abaixo do patamar que indica confiança. Na contramão das expectativas, o Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto em outubro, passando para 40 pontos. Esse é o menor resultado desde julho de 2020. A queda foi influenciada principalmente pela avaliação negativa dos empresários sobre a situação de suas próprias empresas. Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a percepção desfavorável está relacionada à redução da demanda por produtos industriais, à pressão dos custos e às incertezas no cenário internacional. “Esse patamar bastante negativo é explicado por uma série de fatores. Alguns elementos já vêm de algum tempo, como a queda da demanda por produtos industriais, mas outros, mais recentes, agravaram o quadro”, explicou Azevedo em nota. A CNI também destacou que os custos elevados têm pressionado a saúde financeira das empresas, agravando as dificuldades enfrentadas pelo setor. Confira os principais resultados do levantamento de outubro: Icei: 46,2 pontos, alta de 1,3 ponto; Índice de Expectativas: 49,3 pontos, avanço de 2,1 pontos; Índice de Condições Atuais: 40 pontos, recuo de 0,2 ponto; Período sem confiança: 22 meses consecutivos. A pesquisa da CNI foi realizada entre 1º e 7 de outubro, com 1.103 empresas industriais de diferentes portes em todo o país. A amostra foi composta por 456 pequenas empresas, 414 médias e 233 grandes empresas. O Icei reúne a percepção dos empresários sobre a situação atual da indústria e as perspectivas para os seis meses seguintes. Resultados abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança no setor.
AGÊNCIA BRASIL
Setor de serviços volta a decepcionar no Brasil com retração em agosto
O desempenho do setor de serviços voltou a decepcionar em agosto, evidenciando a desaceleração gradual da atividade econômica no país poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira.
O volume do setor caiu 0,1% frente a julho e teve alta de 0,6% sobre o mesmo mês do ano anterior. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e uma alta de 1,1% na comparação anual. Em julho, o setor de serviços já havia frustrado expectativas de crescimento, mantendo-se estável sobre o mês anterior. Os novos dados do IBGE mostraram que três das cinco atividades acompanhadas apresentaram retração em agosto sobre julho: transportes (-0,2%), profissionais, administrativos e complementares (-0,2%) e outros serviços (-1,0%). Já os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%, enquanto o segmento de informação e comunicação ficou estável. Parte superior do formulário "Não é uma virada de chave ou trajetória, o que se vê é uma acomodação do segmento de serviços, visto que mesmo com taxas perto de zero o setor segue perto do pico", afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo. Para Lobo, o setor foi contido no mês principalmente pela pressão dos preços mais altos de combustíveis sobre transporte de cargas e aéreos. O setor de serviços está 19,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do auge da série histórica (outubro de 2025), segundo o IBGE. A economia brasileira vem mostrando desaquecimento em meio a um cenário de juros elevados, ainda que em queda, e incertezas geopolíticas globais. Em julho, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou retração de 0,5% sobre junho, no terceiro recuo mensal consecutivo do índice. A economista Claudia Moreno, do C6 Bank, ponderou que, a despeito da retração dos serviços em agosto, o setor ainda mostrou "boa composição". Ela destacou a alta de 2,1% nos serviços prestados às famílias, que têm peso importante no cálculo do PIB. "O setor de serviços vem mostrando certa estabilidade nos últimos meses, mas continua mostrando alguma expansão em relação a 2025. Nossa expectativa é que esse ritmo mais moderado continue até o fim do ano", afirmou, em nota, projetando alta de cerca de 1% do setor no ano. O Banco Central voltará a se reunir em 3 e 4 de novembro para deliberar sobre os juros, e a expectativa de economistas e analistas de mercado é que promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 13,75%. Antes da decisão do BC, em 25 de outubro, ocorrerá o segundo turno das eleições, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputando a Presidência.
REUTERS
FMI prevê crescimento de 2,2% do PIB do Brasil em 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou o crescimento da economia brasileira em 2,2% em 2026, no documento Perspectivas da Economia Mundial, divulgado na noite de segunda-feira (12/10).Na versão anterior do estudo, publicada em julho, a estimativa era de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) em 2,4%. Para 2027, a previsão de avanço passou de 2,2% para 1,9%.
Apesar da redução para 2026, a projeção do FMI se mantém acima do esperado pelo próprio governo brasileiro. O Boletim Macrofiscal da Secretaria da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, baixou a estimativa de crescimento do PIB de 2,3% para 2,0%. Já o Focus, sondagem do Banco Central (BC) brasileiro com instituições do mercado financeiro, prevê avanço de 1,85% em 2026 e 1,40% em 2027. O FMI é uma instituição multilateral vinculada às Nações Unidas e tem entre as missões manter a estabilidade do sistema financeiro global. A previsão do comportamento do PIB brasileiro é uma das perspectivas tratadas no relatório global, que aponta ainda diminuição de crescimento na América Latina e aumento da estimativa de crescimento mundial. Ao comentar os dados do Brasil, maior economia da América Latina, os técnicos do FMI apontam como motivo para desaceleração as condições monetárias ainda restritivas, ou seja, os juros altos, além da retirada de estímulos fiscais e as incertezas internacionais. Os juros altos citados pelo FMI se referem à taxa Selic, principal instrumento do BC para conter a inflação. Quanto maior a Selic, mais caro o crédito, fazendo com que haja desestímulo para o consumo e investimentos produtivos, de forma a esfriar a economia. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o que representa uma trajetória descendente iniciada em março de 2026, quando estava em 15% ao ano. O relatório do FMI traz projeções para a inflação. Os técnicos acreditam que o Brasil terminará 2026 com taxa de 4,4% e, em 2027, 4,1%. Ambas as estimativas estão dentro da meta do governo brasileiro, que tolera até 4,5% (3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). O estudo comenta que diversos países enfrentam riscos de novas pressões inflacionárias provocadas pelo encarecimento internacional da energia e dos alimentos. De acordo com o Ministério da Fazenda, a inflação no país deve atingir 4,9% em 2026 e 3,8% em 2027. Já o Focus estima 5,22% este ano e 4,30% no ano que vem. O boletim do FMI faz duas citações ao Brasil quando analisa o cenário de commodities (matérias-primas negociadas com preços internacionais). Em relação ao petróleo, o FMI frisa que os preços estão com grande oscilação, por causa do conflito no Golfo Pérsico, onde fica o Estreito de Ormuz, que antes da guerra iniciada no primeiro trimestre, era caminho para 20% da produção global de petróleo e derivados. O FMI aponta que o mercado fez o ajuste de aumentar a produção em países fora da região, notadamente no Brasil, Cazaquistão, Estados Unidos e Venezuela. O documento cita ainda que os preços agrícolas subiram devido ao aumento nos preços de cereais e bebidas. No caso do café, aponta aumento de 8% de março para agosto, depois de fortes chuvas no estado de Minas Gerais, que atrasaram a colheita e aumentaram as preocupações com a qualidade da safra. Para o mercado de trabalho, o FMI aponta que 2026 deve terminar com taxa de desemprego em 6,2%. Para 2027, a projeção é 6,8%. O dado interno mais recente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta 5,3%.
AGÊNCIA BRASIL
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