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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1213 DE 14 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 11 minutos
17 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1213 | 14 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços da arroba do boi gordo registram estabilidade

Animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 380/@ em SP, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 385/@ (valores no prazo), informou a Scot Consultoria. . No PARANÁ: Boi: R$ 380,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)

 

Na terça-feira (13/10), os preços do boi gordo ficaram firmes, mantendo a tendência de alta nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Pelos dados da Scot Consultoria, no interior de São Paulo, o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 380/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 385/@ (valores brutos, no prazo). Os preços das fêmeas terminadas também ficaram estáveis na praça paulista, a R$ 345/@ (vaca) e R$ 360/@ (novilha), acrescentou a Scot. Neste primeiro dia após o feriado nacional, a consultoria detectou avanços diários nos preços da arroba nas praças de Mato Grosso, Pará, Tocantins, entre outras. Segundo destaca boletim diário da Agrifatto, as cotações da arroba registraram valorizações graduais nas últimas semanas, com frigoríficos elevando propostas para recompor as escalas de abate. “A dificuldade de aquisição para entrega imediata fortalece a posição dos pecuaristas e mantém a disputa por lotes, preservando o viés de alta”, afirmam os analistas da Agrifatto, acrescentando que os reajustes ocorrem em ritmos distintos entre as regiões do País. Na avaliação da Agrifatto, a oferta limitada de animais terminados, a necessidade de alongar as programações de abate e a demanda consistente no varejo de carnes sustentaram a firmeza do mercado físico do boi gordo nesta primeira quinzena de outubro/26. Na B3, os contratos futuros do boi gordo fecharam em alta no pregão de sexta-feira (9/10). Pela terceira sessão consecutiva, o destaque ficou para o vencimento de novembro/26, que encerrou a sessão a R$ 396,70/@, com valorização de 0,54% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 380,00. Boi China: R$ 380,00. Média: R$ 380,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China/Europa: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (9/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 358,00/@ (à vista) R$ 362,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Exportação de carne bovina começa outubro com ritmo quase 40% menor

Preço da tonelada bovina sobe 11,3% frente a outubro de 2025, mas não compensa o menor volume embarcado

 

As exportações brasileiras de carnes apresentam resultados distintos nos primeiros sete dias úteis de outubro. A carne bovina registrou queda de 39,9% no volume médio diário embarcado e de 33,1% na receita por dia útil.  O preço mais elevado da tonelada bovina ameniza a perda de faturamento, mas não compensou a redução dos embarques. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e abrangem o acumulado até a segunda semana de outubro. As variações comparam as médias diárias desta parcial com as de outubro completo de 2025, que teve 22 dias úteis. O Brasil exportou 61,32 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada na parcial de outubro, com faturamento de US$ 377,94 milhões. A média diária foi de 8,76 mil toneladas, abaixo das 14,57 mil toneladas de outubro do ano passado. Já o preço médio passou de US$ 5.538,60 para US$ 6.163,30 por tonelada, valorização de 11,3%. Com isso, a receita diária caiu menos que o volume: passou de US$ 80,70 milhões para US$ 53,99 milhões, retração de 33,1%.

SECEX/MDIC

 

O desempenho da exportação de couro caiu em setembro, mas a cotação é a maior do ano

Na comparação entre setembro e agosto, o volume exportado e o faturamento caíram. Já para o acumulado do ano, o volume exportado até setembro foi recorde. A indústria brasileira esteve e voltou de Milão com boas perspectivas.

 

Seis curtumes nacionais expuseram na Lineapelle, uma das principais vitrines internacionais de couros para a moda, e projetam US$11,7 milhões em negócios nos próximos 12 meses, 10,0% a mais que na edição de 2025. A exportação, em setembro, foi de 48,3 mil toneladas de peles e couros bovinos, 9,7% menos que em agosto e 19,9% abaixo de setembro de 2025. Mesmo com a queda, foi o terceiro melhor volume para setembro desde 2015, atrás apenas de 2025 e 2024. O faturamento também caiu. Em setembro o faturamento foi de US$91,3 milhões, queda de 1,8% frente a agosto (US$93,0 milhões) e de 5,1% na comparação feita ano a ano (US$96,3 milhões). De janeiro a setembro, os embarques somaram 472,5 mil toneladas, 3,7% acima do mesmo período de 2025 (455,8 mil toneladas) e recorde para o intervalo. O faturamento, por outro lado, caiu 3,0%, para US$806,8 milhões, o menor para o período desde 2020. O preço médio subiu para US$1,89/kg, alta de 8,7% sobre agosto e de 18,4% sobre setembro do ano passado. A alta se deve, principalmente, à mudança na composição dos embarques. Com a queda no volume de couro salgado, o de menor valor, e a estabilidade nos embarques do acabado e crust, os produtos de maior valor agregado ganharam espaço e passaram de 8,3% para 9,1% do volume exportado. Na análise por tipo, o wet blue manteve a liderança em volume, com 68,2% do total, e alcançou US$1,03/kg, o maior preço do ano para o produto. O couro salgado, caiu 21,7% em volume e perdeu 3,4 pontos percentuais de participação. Na comparação feita ano a ano, porém, sua receita cresceu 19,2%, com o preço passando de US$0,44/kg para US$0,59/kg. Na outra ponta, o couro acabado respondeu por 6,9% do volume, mas por 44,5% do faturamento, com US$12,21/kg, também a maior cotação de 2026.

Já o crust faturou 41,1% mais que em setembro do ano passado. Entre os destinos, a China (incluindo Hong Kong) ficou na liderança em setembro, com 19,4 mil toneladas (40,2% do volume) e US$27 milhões. Em receita, o destaque foram os Estados Unidos: com apenas 989 toneladas, geraram o segundo maior faturamento, US$13,2 milhões, 87,4% dele em couro acabado. A Itália foi o segundo destino em volume, com 7,6 mil toneladas (15,7%) e alta de 48,6% no mês, seguido pela Nigéria, com 6,2 mil toneladas, todas de couro salgado. O México, também comprador de acabado, proporcionou uma receita 54,8% maior, para US$5,4 milhões. A JBS assinou em 15 de setembro o acordo definitivo para criar a JBS Viva, empreendimento em conjunto de couros com a Viva Holding, com 50,0% de participação para cada sócio. A empresa terá capacidade para processar mais de 20 milhões de couros por ano em cerca de 31 fábricas, distribuídas em seis países. O Brasil, para comparar, produz 40 milhões de couros bovinos por ano. Além disso, em 17 de setembro, a União Europeia publicou o Regulamento Delegado (UE) 2026/2102, que retira os couros e peles bovinos do regulamento europeu contra o desmatamento (EUDR). A exportação para o bloco ficou livre das exigências de diligência e georreferenciamento previstas na norma. Em setembro o padrão observado ao longo do ano foi interrompido: o volume caiu, mas a receita quase se manteve, por causa da participação do couro acabado e a preços em alta em todas as categorias. No ano o Brasil está exportando mais e faturando menos. Para o último trimestre, a retenção de fêmeas, reduz os abates. Menos abate significa menos couro, o que tende a limitar os embarques, sobretudo de salgado e wet blue, e a dar sustentação aos preços. Chamada: “Em setembro, o Brasil exportou menos couro, mas o preço médio subiu 8,7% e chegou a US$1,89/kg, o maior de 2026.”

SCOT CONSULTORIA

 

SUÍNOS

 

Exportações de Suínos crescem em outubro, mas preço menor limita receita

As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada somaram 48,14 mil toneladas nos primeiros sete dias úteis de outubro, com faturamento de US$ 109,80 milhões, segundo a Secex.

 

A média diária embarcada alcançou 6,88 mil toneladas, crescimento de 20,5% frente às 5,71 mil toneladas de outubro de 2025. Entretanto, o preço médio caiu de US$ 2.550,10 para US$ 2.280,60 por tonelada, recuo de 10,6%. A receita média diária passou de US$ 14,56 milhões para US$ 15,69 milhões, avanço de 7,8%. Para o suinocultor, o resultado tem duas faces: o mercado externo absorve mais produto e ajuda a escoar a produção, mas a queda do preço internacional limita a receita obtida por tonelada. O reflexo sobre a rentabilidade da cadeia depende também do câmbio e dos custos, especialmente de alimentação.

SECEX/MDIC

 

FRANGOS

 

UE deve cumprir 'formalidade' e reabrir mercado de aves e mel para o Brasil, diz ministro

Na próxima semana, comitê técnico vai avaliar resultados da auditoria nessas duas cadeias produtivas

 

Expectativa é que as exportações de carne de aves possam ser retomadas em novembro. O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou na terça-feira (13/10) que está confiante na reabertura do mercado europeu para as exportações de carne de aves e mel do Brasil. Na próxima semana, o comitê técnico responsável pelo tema (Scopaff, na sigla em inglês) vai avaliar os resultados da auditoria realizada recentemente nessas duas cadeias produtivas no Brasil. Segundo o ministro, a avaliação deverá ser uma mera "formalidade a ser cumprida", já que o relatório preliminar da DG Santé, autoridade sanitária da União Europeia, divulgado no fim de setembro não fez ressalvas ou apontamentos de melhorias necessárias no sistema sanitário brasileiro. "A expectativa para aves e mel é a mais positiva possível", disse a jornalistas após evento no ministério. Segundo o ministro, o relatório europeu aponta que os importadores estão "satisfeitos" com a forma que os produtos são processados. Uma fonte da indústria reforçou que a expectativa é que as exportações de carne de aves possam ser retomadas em novembro. André de Paula afirmou ainda que a Pasta segue "permanentemente vigilante" com os demais produtos que continuam com as vendas bloqueadas para a UE, como a carne bovina. "O caminho para essa discussão passa necessariamente por cumprir eventuais critérios que sejam estabelecidos pelo mercado que nós queremos fornecer, mas também com uma ampla negociação. E se tem algo que esse governo tem feito é não sair da mesa de negociação, por mais até que sejam injustas algumas das questões suscitadas, mesmo assim, a nossa missão é a de negociar, é a do convencimento, é a de encontrar formas para que a gente possa atender as exigências e, consequentemente, avançar, seguir avançando na abertura de mercados", completou. O ministro também demonstrou otimismo com a possibilidade de novas habilitações de frigoríficos para a China e de avanços para a abertura do mercado de miúdos bovinos para lá. Após auditoria no início de setembro, os chineses habilitaram quatro unidades, duas de carne bovina e duas de carne de aves, e abriram seu mercado para os miúdos internos suínos.

GLOBO RURAL

 

Exportações de aves crescem em volume e preço em outubro

Nas carnes de aves e suas miudezas, categoria do relatório que inclui o frango, o desempenho foi positivo tanto em quantidade quanto em valor.

 

Os embarques somaram 193,21 mil toneladas, com receita de US$ 370,98 milhões segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A média diária alcançou 27,60 mil toneladas, crescimento de 28,1% frente às 21,54 mil toneladas de outubro de 2025. O preço médio também avançou: passou de US$ 1.675,20 para US$ 1.920 por tonelada, alta de 14,6%. A combinação de maior volume e valorização elevou a receita diária em 46,8%, de US$ 36,09 milhões para US$ 53 milhões.

SECEX/MDIC

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Construção e serviços puxam geração de empregos no Paraná em agosto.

Setor de serviços amplia em 101,3% a geração de empregos e cria mais de 5 mil vagas no Paraná

 

O Paraná apresentou saldo positivo de 8.009 empregos formais em agosto, resultado 24,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Foram 173.438 admissões e 165.429 desligamentos, segundo levantamento da Fecomércio PR elaborado a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto de 2025, o estado havia criado 6.453 postos de trabalho. O crescimento foi sustentado principalmente pelos setores de serviços e construção. Serviços respondeu pela criação de 5.076 empregos, mais da metade do saldo estadual e praticamente o dobro das 2.521 vagas geradas em agosto do ano passado. Na comparação anual, o crescimento foi de 101,3%. Dentro do setor, o maior saldo veio do grupo que reúne administração pública, educação, saúde humana e serviços sociais, com 3.100 vagas. Transporte, armazenagem e correio também tiveram participação relevante, com saldo de 1.299 postos de trabalho. Nem todas as atividades de serviços, entretanto, acompanharam o desempenho positivo. As atividades administrativas e os serviços complementares fecharam agosto com saldo negativo de 710 vagas. A construção apresentou o maior crescimento proporcional entre os principais setores da economia paranaense. O segmento criou 1.067 empregos em agosto, ante 420 no mesmo mês de 2025, uma expansão de 154%. Setores de serviços e construção impulsionaram a geração de empregos formais no Paraná em agosto de 2026, segundo dados do Caged analisados pela Fecomércio PR. Comércio e indústria encerraram o mês de agosto com mais admissões do que desligamentos, mas apresentaram saldos menores na comparação com o ano anterior. O comércio abriu 1.809 vagas, resultado, 19,2% inferior comparado aos 2.239 registrado em agosto de 2025. O comércio varejista concentrou 1.439 novos empregos, embora seu saldo tenha recuado 31,8% na comparação anual. Na indústria geral foram criados 130 postos de trabalho, ante 1.397 no mesmo período do ano passado, o que corresponde a uma redução de 90,7% no saldo. A distribuição dos empregos pelo estado também mostra resultados expressivos fora da capital. Foz do Iguaçu liderou a criação de postos de trabalho em agosto, com saldo de 1.028 vagas, seguida por Curitiba (906), Toledo (759), Londrina (559) e São José dos Pinhais (524). Outros municípios também apresentaram forte expansão na comparação anual. Cambará passou de saldo de dez empregos em agosto de 2025 para 234 neste ano, alta de 2.240%. Em Mangueirinha, o saldo avançou de nove para 116 vagas, crescimento de 1.188,9%. Pato Branco (144,3%), Francisco Beltrão (213,9%) e Telêmaco Borba (301,9%) também tiveram aumento expressivo. No Brasil, agosto também terminou com crescimento do emprego formal, mas em intensidade menor que a observada no Paraná. Foram criados 165.827 postos de trabalho no país, 7,2% acima do saldo de 154.683 registrado em agosto de 2025. Assim como no Paraná, os serviços lideraram a abertura de vagas no cenário nacional, com saldo de 110.346 empregos e crescimento de 31,2% na comparação anual.

GAZETA DO POVO

 

Brasil alcança marca de 700 mercados abertos para produtos agropecuários

Novos negócios já geraram mais de US$ 4 bilhões para as empresas exportadoras brasileiras. O valor de negócios deve crescer nos próximos anos à medida que a abertura comercial se transforma em comercialização

 

O Ministério da Agricultura anunciou, nesta terça-feira (13/10), que o Brasil alcançou a marca de 700 mercados abertos para produtos do setor agropecuário brasileiro desde o início de 2023 para mais de 100 países. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais substituto da Pasta, Rafael Requião, os negócios dos novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões para as empresas exportadoras brasileiras. O valor deve crescer nos próximos anos à medida que a abertura comercial se transforma, efetivamente, em comercialização. “Cada uma das novas aberturas significa que a autoridade sanitária autorizou a entrada de produto brasileiro, demonstra confiança na robustez da nossa defesa agropecuária”, disse Requião. O secretário salientou que as aberturas de mercado ganham mais relevância “diante do cenário de incertezas geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas no comércio mundial”.

Segundo ele, o dado de 700 aberturas desde janeiro de 2023 significa “uma nova oportunidade a cada dois dias”. Ele ressaltou também que foram abertos mercados para produtos não convencionais, como açaí e erva-mate. “Uma em cada cinco aberturas contempla produtos não convencionais”, disse Requião. Países que contam com posto de adido agrícola concentram dois terços das aberturas de mercado no período. O Brasil tem 40 adidos atualmente. “Essa marca reflete a mudança de estratégia da atual gestão de buscar ativamente novos mercados e não esperar demandas que chegam até nós”, completou. Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), afirmou que já foram gerados US$ 5,8 bilhões em negócios, desde 2023, nos 700 mercados abertos pelo agro brasileiro no período. Segundo cálculos, o potencial de exportação é de US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em alta com pesquisas mostrando empate técnico entre Flávio e Lula

O dólar fechou a terça-feira pós-feriado no Brasil em alta, depois de novos dados da corrida presidencial indicarem empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto no exterior a moeda norte-americana cedeu ante boa parte das demais divisas.

 

O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 0,74%, a R$5,0227. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,50%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,56% na B3, aos R$5,0400. A nova pesquisa BTG/Nexus mostrou pela manhã Flávio com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 5%. O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de outubro. Essa foi a primeira pesquisa realizada pela Nexus após o primeiro turno, quando Flávio ficou 1,87 ponto percentual à frente de Lula. Na pesquisa PoderData/Aya, também divulgada na terça-feira, Flávio obteve 51% e Lula somou 49%, empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. O segundo turno eleitoral acontece em 25 de outubro.  Na terça-feira o dólar se manteve em alta, na esteira dos números sobre a corrida eleitoral. “Ontem o dólar subiu lá fora, então hoje houve um ajuste técnico de alta na abertura da sessão no Brasil. Mas depois também surgiram as pesquisas, que assustaram o mercado”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Então, foi mais o ‘trade eleitoral’ que fez com que o dólar subisse ante o real”, acrescentou. O movimento esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana recuou ante divisas fortes como o iene, o euro e a libra. O dólar também cedeu ante divisas de emergentes como a rupia indiana, o peso colombiano e o rand sul-africano, mas avançou ante o peso mexicano. Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,34%, a 102,190.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com correção e pesquisas eleitorais no radar

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda firme, após uma sessão marcada por realização de lucros depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que investidores avaliaram as últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08%, a 206.804,23 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 206.146,15 na mínima e 209.071,98 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da terça-feira somava R$40,53 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Mercado reduz previsão de Selic ao final do ano para 13,25% e eleva projeção de inflação no Focus

Economistas consultados pelo Banco Central veem agora a taxa básica de juros em 13,25% ao ano ao final de 2026, ao mesmo tempo que revisaram para cima seus cálculos para inflação medida pelo IPCA ao final deste ano, mostrou o Boletim Focus divulgado pelo BC na terça-feira, a primeira versão da pesquisa feita após o primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 4 de outubro.

 

De acordo com o levantamento do BC junto a cerca de 100 instituições financeiras, os agentes veem agora dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro e dezembro. Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano. Na semana passada, em pesquisa concluída na sexta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial, os agentes viam a Selic em 13,50% ao ano ao término de 2026. Para o fim de 2027, os economistas mantiveram a previsão da Selic em 12,00%. Os economistas ouvidos pelo BC também estimaram uma alta para 5,22% no IPCA ao final deste ano, ante 5,01% na semana passada, o que representa a quarta semana seguida de elevação na projeção da inflação. Para o ano que vem, a estimativa do IPCA se manteve em 4,30%, enquanto para 2028 foi reajustada para 3,79%, ante 3,80%. A meta de inflação é de 3,00% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os agentes também alteraram suas estimativas para a cotação do real ante o dólar, vendo agora a moeda norte-americana valendo R$5,15 ao final deste ano, ante R$5,20 na semana anterior, e R$5,26 ao término do ano que vem, ante R$5,28. As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foram mantidas em 1,85% para este ano e em 1,40% para o próximo.

REUTERS

 

Exportações acumulam US$ 297,65 bilhões em 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,48 bilhões até a segunda semana de outubro de 2026, com crescimento de 63,8% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (13), as exportações somaram US$ 12,99 bilhões, alta de 29,6%, impulsionadas pelo avanço das vendas da agropecuária, da indústria extrativa e da indústria de transformação.

 

Até a segunda semana de outubro, as exportações brasileiras cresceram 29,6% na comparação com outubro de 2025, alcançando US$ 12,99 bilhões. As importações também avançaram, com alta de 20,4%, totalizando US$ 9,51 bilhões. Com esses resultados, o saldo comercial ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, enquanto a corrente de comércio — soma das exportações e importações — aumentou 25,5%, chegando a US$ 22,50 bilhões. No acumulado de janeiro até a segunda semana de outubro de 2026, as exportações somaram US$ 297,65 bilhões, crescimento de 11,3% em relação ao período correspondente de 2025. As importações atingiram US$ 231,77 bilhões, alta de 6,1%. Segundo dados divulgados pelo MDIC, o superávit acumulado chegou a US$ 65,88 bilhões, avanço de 34,6%. A corrente de comércio cresceu 9,0%, alcançando US$ 529,41 bilhões. Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de 21,7% até a segunda semana de outubro, com vendas de US$ 2,62 bilhões. A indústria extrativa avançou 51,7%, para US$ 3,62 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 21,3%, alcançando US$ 6,59 bilhões. Na agropecuária, a expansão foi influenciada principalmente pelo aumento das vendas de animais vivos, exceto pescados e crustáceos, com alta de 311,2%. As exportações de centeio, aveias e outros cereais não moídos avançaram 21.244,0%, enquanto as de soja cresceram 26,0%. Apesar do desempenho positivo do setor, alguns produtos registraram queda nas exportações. As vendas de milho não moído, exceto milho doce, recuaram 6,6%; as de café não torrado caíram 6,5%; e as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 61,3%. Na indústria extrativa, o crescimento das exportações foi acompanhado pelo avanço das vendas de minérios de níquel e seus concentrados, com alta de 240,5%. Os minérios de metais preciosos e seus concentrados registraram aumento de 1.869,8%, enquanto as exportações de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos cresceram 117,7%. Nem todos os produtos do setor tiveram resultados positivos. As exportações de pedra, areia e cascalho caíram 75,5%; as de minério de ferro e seus concentrados recuaram 20,9%; e as de minérios de cobre e seus concentrados diminuíram 52,8%. Na indústria de transformação, a celulose teve alta de 69,7% nas vendas externas. Os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, avançaram 227,7%, enquanto o ouro não monetário, excluídos minérios de ouro e seus concentrados, cresceu 64,1%. Em contrapartida, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 33,1%. As vendas de açúcares e melaços recuaram 35,8%, e as de outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias e suas partes diminuíram 69,6%. As importações avançaram nos três grandes setores da economia até a segunda semana de outubro. A agropecuária registrou alta de 26,7%, com compras de US$ 0,19 bilhão. Na indústria extrativa, o crescimento foi de 57,5%, para US$ 0,54 bilhão. Já a indústria de transformação avançou 18,4%, alcançando US$ 8,71 bilhões. Na agropecuária, o aumento das compras externas foi influenciado pelo trigo e centeio não moídos, com alta de 32,8%; pelos produtos hortícolas frescos ou refrigerados, que avançaram 194,6%; e pela soja, com crescimento de 82,3%. Apesar da expansão geral, houve recuos em algumas categorias. As importações de cevada não moída diminuíram 54,0%, enquanto as de centeio, aveia e outros cereais não moídos caíram 54,1%. As compras de tabaco em bruto recuaram 98,4%. Na indústria extrativa, as importações de outros minerais em bruto cresceram 60,0%, enquanto as de outros minérios e concentrados dos metais de base avançaram 173,4%. As compras de petróleo bruto ou de minerais betuminosos também aumentaram, com alta de 129,9%. Por outro lado, as importações de fertilizantes brutos, exceto adubos, caíram 88,8%. As compras de carvão não aglomerado recuaram 16,4%, e as de gás natural, liquefeito ou não, diminuíram 68,2%. Na indústria de transformação, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, registraram crescimento de 86,9% nas importações. Os geradores elétricos giratórios e suas partes tiveram alta de 607,5%, enquanto as partes e acessórios de veículos automotivos avançaram 50,0%. Entre os produtos com queda nas compras externas, os adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, recuaram 7,5%. As importações de motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores, diminuíram 75,2%. Já os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, registraram queda de 16,2%. Os dados divulgados pelo MDIC mostram que, até a segunda semana de outubro, o crescimento das exportações superou o das importações, ampliando o superávit comercial brasileiro tanto no resultado parcial do mês quanto no acumulado de 2026.

MDIC

 

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