CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1212 DE 13 DE OUTUBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1212 | 13 de outubro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Nova tabela de preços em SP: boi gordo a R$ 381/@ e lotes-China a R$ 385/@, aponta Scot
Na sexta-feira (9/10), o mercado do boi gordo fechou a semana com uma nova tabela de preços: o animal sem padrão-exportação saltou para R$ 380/@ no interior de São Paulo, enquanto os lotes com perfil para atender o mercado chinês foram negociados por R$ 385/@ (valores brutos, no prazo), destacaram os analistas da Scot Consultoria, que acompanham diariamente os negócios em mais de 30 praças brasileiras. No PARANÁ: Boi: R$ 380,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 374,00/@ (à vista) e R$ 378,00/@ (prazo)
“Os fundamentos do mercado não mudaram e o viés positivo persiste”, relatou o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, acrescentando que, apesar da desaceleração das exportações in natura, a oferta comedida de animais para abate segue como principal vetor de alta da arroba.
Segundo avaliação dos analistas da Agrifatto, a dificuldade de adquirir boiadas para abate imediato fortalece a posição dos pecuaristas, mantendo a tendência altista, embora os reajustes avancem em ritmos distintos entre as regiões brasileiras. “A arroba acumula valorização gradual nas últimas semanas, com frigoríficos elevando propostas para recompor as programações de abate em importantes regiões pecuárias do País”, ressaltou a Agrifatto.
Na sexta-feira, pelos dados apurados pela consultoria, foram registradas altas nos preços do boi gordo em 7 das 17 regiões monitoradas diariamente: AC, GO, MA, MG, MT, RO e TO.
Na quinta-feira (8/10), a Agrifatto havia identificado valorizações em seis praças do País: SP, BA, PA, PR, RO e SC. No entanto, diz a consultoria, o volume de boiadas negociadas durante a semana foi insuficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, mantidas em seis dias úteis na média nacional. No mercado futuro do boi gordo, os contratos da B3 fecharam o pregão da quinta-feira (8/10) em baixa, com destaque para o vencimento de novembro/26, cotado a R$ 394,55/@, um recuo de 0,55% no comparativo diário. Impulsionadas pela entrada da massa salarial de setembro na economia, as vendas de carne bovina ao consumidor estabelecido em São Paulo começaram a semana em ritmo lento, melhoraram entre terça e quarta-feira e ganharam consistência na quinta-feira (8/10), relata a Agrifatto. Desde o início de setembro, diz a consultoria, a oferta de boi castrado segue equilibrada e suficiente para atender à demanda, enquanto a disponibilidade de boi inteiro, vaca e novilha permanece limitada. Esse quadro, somado à valorização da arroba diante da oferta restrita de animais terminados, sustentou reajustes moderados em todos os produtos destinados ao consumo in natura e às indústrias de desossa e charque, relatou a Agrifatto. O dianteiro para consumo in natura foi negociado entre R$ 22,00 kg e R$ 22,50/kg no Estado de São Paulo, com o maior valor consolidado como referência, informa a consultoria. Cotações do boi gordo desta sexta-feira (9/10), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 380,00. Boi China: R$ 380,00. Média: R$ 380,00. Vaca: R$ 355,00. Novilha: R$ 365,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China/Europa: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (9/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 381,00/@ (à vista) e R$ 385,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 358,00/@ (à vista) R$ 362,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo) ESPÍRITO SANTO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Arroba do boi gordo chega a R$ 380 com apetite para mais
Cenário para a valorização continua favorável, com frigoríficos ativos nas compras e elevando gradualmente suas indicações
O mercado físico do boi gordo registrou mais uma semana de preços em alta, com reajustes disseminados pelas principais regiões produtoras do país. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, destaca que a oferta restrita de animais e o posicionamento desconfortável das escalas de abate por parte dos frigoríficos, concentradas entre cinco e sete dias úteis, continuam dificultando a composição das programações. Nesse ambiente, o especialista sinaliza que frigoríficos de diferentes portes permanecem ativos nas compras e elevam gradualmente suas indicações. “A perspectiva de curto prazo continua favorável à valorização da arroba, embora a intensidade dos avanços varie entre as diferentes praças”, pontua. Variação de preços da arroba. Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 9 de outubro: São Paulo (Capital): R$ 380, avanço de 4,11% frente aos R$ 3650 praticados no encerramento da última semana. Goiás (Goiânia): R$ 360, aumento de 2,86% ante os R$ 350 registrados no encerramento da semana anterior. Minas Gerais (Uberaba): R$ 365, alta de 4,29% em relação aos R$ 350 do fechamento da semana passada
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 370, incremento de 4,23% frente aos R$ 355 registrados no encerramento da última semana. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 345, inalterados frente ao fechamento da semana passada. Rondônia (Vilhena): R$ 355, alta de 2,90% em relação aos R$ 345,00 registrados no final da semana passada. No mercado atacadista, a boa reposição observada na semana marcada pela entrada dos salários na economia ofereceu sustentação às cotações. Segundo Iglesias, ainda assim, o potencial para novas altas permanece limitado pela menor competitividade da carne bovina diante dos cortes de frango e suíno, que continuam oferecendo alternativas mais acessíveis ao consumidor. O quarto do traseiro bovino foi precificado a R$ 28,50 por quilo, aumento de 1,29% ante os R$ 28,00 registrados no encerramento da semana passada. Já o corte do quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 21,50 por quilo, sem mudanças ante o encerramento da última semana.
SAFRAS NEWS
Preço do boi gordo bate recorde com volta da China ao mercado e cota adicional americana
Menor oferta de animais devido ao ciclo de baixa da pecuária também influencia cotações
Preços do boi ganharam impulso extra com a alta dos custos de produção e com a cota adicional de importação anunciada pelos EUA
Os preços do boi gordo têm batido sucessivos recordes nominais nos últimos dias no país, em um movimento mais intenso do que o esperado para esta época do ano, quando costuma haver valorização devido ao período seco que reduz a oferta de pastagem para o gado. Na quinta-feira (8), o Indicador do Boi Datagro em São Paulo bateu em R$ 376,13 a arroba. Uma semana antes estava em R$ 367,02. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq confirma o cenário: fechou em R$ 376,30 por arroba, alta de 3,29% no mês. A gradual retomada dos abates de bovinos para atender a cota da China de 2027 e uma menor oferta decorrente do ciclo de baixa na oferta da pecuária no Brasil explicam parte da alta. Mas os preços ganharam impulso extra com a alta dos custos de produção e com a cota adicional de importação anunciada pelo governo Trump, que vem turbinando as exportações ao país. “Desde o início do ano tínhamos a expectativa de que haveria, sim, essa alta de preços a partir de agosto e setembro, por causa do ciclo pecuário. O que não prevíamos era o custo de produção tão alto e a cota adicional dos Estados Unidos, que é um fator a mais para a alta dos preços”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga. Em 1 de setembro, entrou em vigor uma cota adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra, sem aplicação de tarifas, anunciada pelo governo americano em agosto para países que já são fornecedores, como o Brasil. Nesse cenário, os exportadores brasileiros já ampliaram os embarques de carne bovina aos EUA. Em setembro, as vendas somaram 48,3 mil toneladas, volume 389% maior do que no mesmo mês de 2025. Foi o maior embarque mensal em ao menos três anos — o mais próximo havia sido registrado em abril de 2025, 47,8 mil toneladas.
“Já é um reflexo dessa cota e deve continuar assim até o começo do ano que vem”, afirmou Felipe Fabbri, analista de mercado da Scot Consultoria. O retorno da demanda chinesa, após quase três meses sem negócios em virtude do preenchimento da cota de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa adicional de 55% estabelecida por Pequim, ocorre como previsto por entidades e empresas. No fim de agosto, o diretor financeiro da Minerva Foods, Edison Ticle, já havia mencionado a expectativa de que os preços do boi se recuperassem com a volta da demanda chinesa. “Os abates ‘China” estão começando a ser retomados”, disse o líder da área de pecuária da consultoria Datagro, João Otávio Figueiredo. Segundo Lygia Pimentel, CEO da consultoria Agrifatto, já há informações sobre cargueiros com carne bovina para desembarque na China em janeiro. Em julho, frigoríficos do Brasil interromperam abates e deram férias coletivas por causa do preenchimento da cota chinesa. Agora, começam a preparar novamente a carne a ser embarcada à China neste trimestre, para chegar ao país no início de 2027, para contabilização na cota do ano que vem. Em setembro, o Brasil exportou só 12,9 mil toneladas ao mercado chinês, 93,2% menos do que em setembro de 2025. A fase atual do ciclo pecuário brasileiro também sustenta o cenário de alta, de acordo com Fabbri, da Scot Consultoria. O analista disse que um estímulo à estação de monta [por meio de acasalamento ou inseminação artificial], com mais fêmeas sendo retidas. Isso porque o preço do bezerro está valorizado, refletindo abates dos últimos três anos que levam agora a uma recomposição do rebanho. Segundo o Cepea/Esalq, o bezerro está em R$ 3,3 mil no Estado de São Paulo — alta de 17% em relação a um ano atrás. O cenário indica menor presença das fêmeas nos abates dos últimos meses do ano. O confinamento é um recurso importante para abastecer o mercado no segundo semestre, principalmente com a piora sazonal das pastagens, mas o volume de gado sob engorda intensiva em agosto e setembro deste ano caiu em relação a 2025, segundo Fabbri. Afora a demanda maior para abate, o câmbio também pode influenciar na precificação do boi gordo neste trimestre, segundo Figueiredo, da Datagro. A queda do dólar ante o real nos últimos dias — após o primeiro turno das eleições, em que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — reduz o valor em reais da carne bovina exportada. Atualmente, a arroba do boi gordo do Brasil está em torno de US$ 74, a mais barata na comparação com outros países exportadores. Com o dólar em queda e frigoríficos recebendo menos reais pela arroba, empresas tendem a ter “menos margem de lucro para pagar na arroba”, disse Figueiredo. “Em situações com o câmbio mais competitivo [dólar em alta], o frigorífico pode pagar um pouco mais [pela arroba]. Exportar com câmbio de R$ 4,80 e de R$ 5,50 é bem diferente”, afirmou. Mustefaga, da Abrafrigo, ponderou que empresas exportadoras tendem a cobrar mais pela arroba em dólar no mercado internacional, aproveitando que a carne brasileira ainda é a mais barata do mercado, como forma de compensar a queda do dólar. “A tendência é a indústria reajustar o preço cobrado em dólar para receber o mesmo em real”, afirmou. Outro fator que pode limitar a alta da arroba é o mercado doméstico, que consome cerca de 65% do que é produzido no país. “Há expectativa de um crescimento econômico baixo, tem o endividamento, fatores que prejudicam um pouco o consumo interno”, disse.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS
Frango/Cepea: Exportações atingem recorde trimestral
As exportações brasileiras de carne de frango atingiram o maior volume trimestral da série histórica da Secex, iniciada em 1997.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, entre julho e setembro, o volume embarcado foi de 1,51 milhão de toneladas, avanço de 2,2% frente ao trimestre anterior.
Em setembro, especificamente, os embarques nacionais de carne de frango totalizaram 500,3 mil toneladas, o quarto maior volume do ano, com avanços de 1,6% frente a agosto e de 3,7% na comparação com setembro/25. Pesquisadores do Cepea destacam que em setembro de 2025 as exportações estavam voltando ao seu ritmo tradicional após quatro meses de vendas limitadas por conta do caso de gripe aviária registrada em uma granja comercial de Montenegro (RS) em maio daquele ano.
CEPEA
Sem novos casos suspeitos após vistoria em 70 propriedades, foco de gripe aviária é encerrado no Rio Grande do Sul
Equipes de defesa sanitária inspecionaram estabelecimentos rurais em um raio de três quilômetros da ocorrência em Selbach, no Alto Jacuí. Vigilância será mantida na região para prevenir a disseminação da doença.
O foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) identificado em aves de subsistência no município de Selbach, na região do Alto Jacuí, no Rio Grande do Sul, foi considerado encerrado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após a conclusão das ações de vigilância sanitária nas propriedades próximas ao local da ocorrência. Ao todo, 70 estabelecimentos rurais foram vistoriados em um raio de três quilômetros, sem identificação de novos casos suspeitos da doença. O trabalho foi conduzido por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), que realizaram inspeções clínicas nas aves, entrevistas com produtores e avaliações das condições sanitárias das propriedades. Também foi identificada uma granja comercial no raio de dez quilômetros do foco, mas o estabelecimento estava sem aves alojadas. Segundo a diretora do DDA, Rosane Collares, a ausência de novas suspeitas nas propriedades inspecionadas permitiu concluir essa etapa das ações sanitárias. “No raio de três quilômetros, em todas as propriedades vistoriadas, não houve nenhuma suspeita, nenhum registro, assim podemos dizer que o foco está encerrado”, afirmou. As equipes do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul concluíram as inspeções nas 70 propriedades localizadas no raio de três quilômetros em menos de 24 horas. Além das avaliações sanitárias, os profissionais realizaram ações de orientação em estabelecimentos agropecuários e junto à comunidade, reforçando a importância da identificação precoce e da notificação de aves com sinais suspeitos da doença. O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, atribuiu a rapidez da resposta à experiência acumulada pelo Estado desde 2023, quando foi confirmado o primeiro foco de Influenza aviária no território gaúcho, na Reserva Ecológica do Taim. “A agilidade na condução dos trabalhos é resultado da experiência que acumulamos ao longo dos últimos anos, desde o primeiro foco de gripe aviária no Estado, em 2023, na Reserva do Taim”, destacou. Segundo o secretário, a capacidade de mobilização das equipes é determinante para reduzir o risco de disseminação do vírus e proteger a produção avícola comercial.
O Presente Rural
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Endividamento desacelera em setembro no Paraná
Trajetória de alta iniciada em abril foi interrompida no mês passado, quando o índice de inadimplência ficou em 87,7%, aponta Fecomércio PR
Após meses em elevação contínua desde abril, o volume de famílias endividadas no Paraná registrou desacelerou em setembro. Os dados da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomércio PR e pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), apontam que 87,7% dos lares paranaenses possuíam algum débito no período, um recuo pontual frente aos 88% de agosto. Apesar da queda, o nível de endividamento no Estado está 2,1 pontos percentuais acima do observado em 2025, quando o índice apurado era de 85,6%. O ritmo de crescimento paranaense supera a média do país. Em todo o Brasil, a proporção de endividados ficou em 81,7% em setembro, mantendo um comportamento mais estável ao longo do ano. Com isso, o Paraná saltou no ranking nacional do endividamento, passando da 14ª posição no início de 2026 para a quarta colocação em setembro, atrás apenas da Paraíba, do Rio de Janeiro e do Maranhão. A pesquisa mostrou ainda que embora tenha ocorrida a estabilização da contratação de dívidas, o não pagamento das contas seguiu o caminho oposto. A proporção de famílias com compromissos atrasados subiu para 19,3% em setembro. Em agosto, eram 18,5% e no começo do ano, 13,9%. Para efeito de comparação, a média de inadimplência no Estado durante todo o ano passado foi de 12%. Mesmo com o número de calotes maior, o Paraná ainda detém o segundo menor índice de inadimplência do país, o que indica que a maior parte dos endividados tenta manter as obrigações em dia. O alerta da pesquisa fica para o enraizamento dos atrasos. Mais da metade dos inadimplentes (51,4%), estão com as contas em atraso há mais de 90 dias. Outros 29,6% não conseguem regularizar o pagamento dos boletos entre 30 e 90 dias e 19,0% estão com dívidas de até 30 dias. O tempo médio de atraso é de 67 dias. A pesquisa também apontou o dobro de consumidores que declararam incapacidade total de quitar os débitos vencidos, na comparação entre janeiro e setembro de 2026, passando de 2,7% para 5,2%. Os lares de menor renda, na faixa de até dez salários-mínimos, são os que mais sofrem a pressão financeira. Nesse grupo, o endividamento chegou a 88,6%, pouco abaixo dos 88,9% computados em agosto. É também para essa parcela da população que a inadimplência pesa mais: 21,1% das famílias possuem contas em atraso e 5,9% afirmam não ter condições de quitá-las. Entre as famílias com renda superior a dez salários-mínimos, o endividamento cresceu caiu de 83,9% em agosto para 83,3% em setembro, mas aumentou em relação a janeiro, quando o índice era de 82,7%. A inadimplência alcança 11,3% das famílias dessa faixa de renda. Também chama atenção a evolução da dificuldade de pagamento entre os consumidores de maior renda. A parcela que declara não ter condições de pagar as contas atrasadas, praticamente nula no início do ano, chegou a 2,4% em setembro. O cartão de crédito lidera com grande folga a lista dos tipos de dívida. Entre as famílias que se declararam inadimplentes, 88,2% estão em atraso com o pagamento de suas faturas. Em segundo lugar estão os financiamentos de veículos (9,8%), seguidos por carnês (8,4%) e financiamentos imobiliários (7,4%). Com índices abaixo de 5%, estão o crédito consignado (4,2%), o crédito pessoal (3,7%) e o cheque especial (2,1%).
FOLHA DE LONDRINA
Carne bovina: analista do Rabobank diz que os frigoríficos brasileiros vão continuar priorizando o mercado externo
Valor médio da carcaça bovina no mercado interno brasileiro girou em torno de R$ 30.000 por tonelada em 2025, em comparação com R$ 37.000 para o produto de exportação, compara Wagner Yanaguizawa
Em reportagem publicada na sexta-feira (9/10) pelo portal australiano Beef Central, o analista Wagner Yanaguizawa, especialista em proteína animal do Rabobank Brasil, sediado em São Paulo e com matriz na Holanda, afirmou que “a indústria de carne bovina brasileira continua a se beneficiar da combinação de um enorme rebanho bovino, ganhos de produtividade e um forte foco na exportação”. Segundo ele, o rebanho bovino brasileiro atingiu o recorde de 196 milhões de cabeças em 2023 e permanece próximo a esse patamar, impulsionado por anos de recomposição do plantel, maior uso de genética e melhoria da eficiência produtiva. “Juntamente com um grande rebanho, estamos observando ganhos contínuos de produtividade por meio de carcaças mais pesadas, melhor conversão alimentar e maior adoção de sistemas de confinamento”, destacou Yanaguizawa. Na reportagem publicada pela Beef Central, o analista afirmou que, embora o Brasil tradicionalmente consuma cerca de 70% de sua produção de carne bovina internamente, essa participação caiu para 61% em 2025, com a expansão das exportações para níveis recordes. Yanaguizawa prevê que a demanda por exportações de carne bovina brasileira continuará crescendo mais rapidamente do que o consumo interno no médio prazo. “Na minha opinião, a procura do mercado externo deverá continuar a crescer mais rapidamente do que o consumo interno”, afirmou ele, acrescentando: “Nos médio e longo prazos, a cota de mercado interno deverá continuar a diminuir.” Também citado no texto da Beef Central, o analista sênior de proteínas animais do Rabobank, Angus Gidley-Baird, afirmou que, “enquanto a Austrália exporta de 65% a 70% de sua produção de carne bovina, o Brasil historicamente dependeu muito mais do consumo interno”. No entanto, destacou ele, o rápido crescimento das exportações significa que “o Brasil está se tornando um participante cada vez mais influente nos mercados globais”. Gidley-Baird acrescentou que, além dessa competitividade, os processadores brasileiros estão recebendo um prêmio nos mercados de exportação em comparação com as vendas no mercado interno. Yanaguizawa afirmou que o valor médio da carcaça bovina no mercado interno brasileiro girou em torno de R$ 30.000 por tonelada em 2025, em comparação com R$ 37.000 para o produto de exportação. “A diferença é muito clara”, disse ele, completando: “As margens de exportação são maiores do que as margens do mercado interno, então, de uma perspectiva estratégica, os frigoríficos brasileiros provavelmente continuarão aumentando a oferta para os mercados de exportação, mesmo que isso signifique reduzir o consumo interno.”
BEEF CENTRAL
INTERNACIONAL
EUA reduzem produção de carne bovina e ampliam importações
USDA projeta compras externas de 2,88 milhões de toneladas em 2026; menor oferta americana favorece países exportadores
Os Estados Unidos devem produzir menos carne bovina e importar mais em 2026 e 2027. O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na sexta-feira (9), aponta que a necessidade americana de buscar carne no exterior continuará no próximo ano. As compras americanas devem atingir 2,88 milhões de toneladas neste ano, 17,8% acima de 2025. A projeção aumentou aproximadamente 39 mil toneladas em relação a setembro. A produção americana foi reduzida para 11,28 milhões de toneladas em 2026, queda de 4,6% sobre o ano anterior. O USDA considera menor abate de machos e novilhas, além de carcaças mais leves no segundo semestre. O aumento do abate de vacas compensa apenas parte dessa perda. Na prática, os Estados Unidos enfrentam duas limitações ao mesmo tempo: menos animais de algumas categorias chegando aos frigoríficos e menos carne obtida por cabeça. A restrição de oferta deve continuar em 2027. A produção está estimada em 11,22 milhões de toneladas, mais 0,5% abaixo de 2026. Além das carcaças mais leves, a previsão considera menor entrada de animais nos confinamentos no segundo semestre deste ano. Menos gado entrando na engorda hoje tende a significar menos boi terminado disponível adiante. Nos Estados Unidos, esse movimento deve limitar as saídas dos confinamentos no primeiro trimestre de 2027. As compras externas americanas para o próximo ano foram revisadas para cima em cerca de 57 mil toneladas, para 2,80 milhões de toneladas. Embora o volume fique abaixo do previsto para 2026, a revisão mostra que o USDA espera uma necessidade de importação maior do que calculava em setembro. O departamento também prevê mais oferta global no segundo semestre de 2027. Segundo o acompanhamento do USDA, no acumulado de 2026 até a semana encerrada em 3 de outubro, foram liberadas para entrada aproximadamente 400,6 mil toneladas de carne bovina australiana não processada, ante 264,9 mil toneladas brasileiras. O levantamento reúne carne refrigerada e congelada e não inclui os produtos bovinos processados. A Austrália mantém um volume maior, mas o Brasil cresce mais rapidamente nessa comparação: as entradas brasileiras avançaram 32% sobre o mesmo período de 2025, enquanto as australianas aumentaram 15%. O próprio relatório traz um sinal de cautela: apesar do corte na produção, o USDA manteve as projeções de preço do gado americano.
USDA
ECONOMIA
IPCA sobe 0,82% em setembro e tem alta de 4,58% em 12 meses
A mediana de 32 estimativas captadas pelo Valor Data com economistas de instituições financeiras e consultorias era de uma alta de 0,74% no período
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, após cair 0,32% um mês antes. Em setembro de 2025, houve alta de 0,48%. As informações foram divulgadas na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior taxa para meses de setembro desde 2021 (1,16%). A mediana das projeções de 32 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de aumento de 0,74%. O resultado ficou dentro do intervalo das projeções, que ia de elevação de 0,57% a 0,83%. Nos 12 meses até setembro, houve aumento de 4,58%, ante 4,22% no acumulado até agosto. A mediana das estimativas do Valor Data era de 4,50%, com projeções entre 4,32% e 4,60%. O resultado do IPCA em 12 meses ficou acima do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (BC) de 3% para 2026, e fora da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.), para mais ou para menos. Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, mudaram de rumo entre agosto e setembro alimentação e bebidas (de -0,34% para 0,83%), habitação (de -1,87% para 2,31%), transportes (de -0,86% para 0,89%), e comunicação (de -0,09% para 0,64%). Vestuário subiu mais (de 0,12% para 0,71%). No caso de habitação e de transportes, segundo o IBGE, houve pressão de aumentos expressivos, respectivamente, em energia elétrica (7,98%) e em gasolina (1,21%). Segundo o instituto, energia foi influenciada pelo fim da incorporação do “Bônus de Itaipu”. Esse é um desconto automático, aplicado na conta de luz, que devolve aos consumidores excedentes financeiros gerados por operação da usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Esse contexto fez com que energia fosse principal impacto individual no IPCA do nono mês de 2026, com contribuição de 0,32 ponto percentual (p.p.) no cálculo do indicador. Com abrandamento no ritmo de alta de agosto para setembro, apareceram artigos de residência (de 0,64% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (de 0,23% para 0,08%), despesas pessoais (de 1,30% para 0,26%) e educação (de 0,47% para 0,04%). A inflação se espalhou mais pelos itens que compõem o IPCA em setembro. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, passou de 54,4% em agosto para 54,9% um mês depois, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta. Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador foi de 56% em agosto para 55,5% em setembro.
VALOR ECONÔMICO
Dólar volta a cair com exterior e fecha semana pós-primeiro turno abaixo de R$5
O dólar voltou a ceder na sexta-feira e encerrou a semana pós-primeiro turno abaixo dos R$5, depois de duas novas pesquisas eleitorais mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.
O dólar à vista fechou a sessão com queda de 0,76%, a R$4,9856. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,44% e, no ano, recuo de 9,17%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,71% na B3, aos R$5,0040. A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou Flávio com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os dois candidatos estão em empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais. Os indecisos somam apenas 1%, enquanto aqueles que dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão em nenhum candidato chegam a 5%. Já a pesquisa Atlas/Bloomberg revelou na manhã desta sexta-feira que Flávio tem 51,1%, contra 45,7% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, a liderança do senador está além da área de empate técnico. O percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu de 5,0% para 3,2%. A confirmação de que Flávio lidera a disputa no segundo turno voltou a pesar sobre o dólar e sobre a curva de juros, além de dar força ao Ibovespa. No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste. Além da questão eleitoral, o viés de baixa do dólar no Brasil esteve em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno. Por outro lado, o dólar sustentou ganhos ante outras divisas fortes. No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA -- o índice oficial de inflação -- subiu 0,82% em setembro, mais que a taxa de 0,73% projetada pelos economistas consultados pela Reuters. Em 12 meses, houve alta de 4,58%, ante projeção de 4,50%.
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Ibovespa bate novo recorde com fluxo estrangeiro e Flávio à frente de Lula em pesquisas
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,38%, a 209.066,90 pontos, maior nível de fechamento da história. Na mínima do dia, a bolsa chegou a marcar 206.237,55 pontos e, na máxima, 209.713,45, maior nível intradiário. Na semana, a bolsa acumulou alta de 11,17%. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somou R$56,08 bilhões.
Os mercados locais tiveram mais uma sessão de euforia após, na noite de quinta-feira, uma pesquisa Datafolha mostrar Flávio com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, um empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais. A tendência foi reiterada na manhã da sexta-feira, com o levantamento Atlas/Bloomberg também colocando Flávio na liderança do segundo turno, rompendo o empate técnico apontado em simulação feita em pesquisa anterior. O senador aparece com 51,1% contra 45,7% de Lula. "O trade de eleitoral invadiu o mercado. Ainda temos um fluxo estrangeiro entrando se posicionando para o segundo turno aqui no Brasil", disse Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing. Contudo, a tendência de alta da bolsa brasileira pode ser testada na próxima semana. "Não há cenário realístico para manter a bolsa nesse patamar. É simplesmente expectativa, projeção e vontade do mercado de uma alternância de poder em 2027, e posicionamento", completou Sant'Anna. "Depois da forte valorização acumulada, aumenta a possibilidade de movimentos de realização de lucros e maior volatilidade, especialmente nos setores que lideraram o rali", disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.
Com o noticiário eleitoral no foco, os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostraram que a inflação ao consumidor no Brasil subiu mais do que o esperado em setembro, ficaram em segundo plano. No exterior, as bolsas de Nova York também fecharam em alta, à medida que os investidores voltaram sua atenção para o início da temporada de resultados de empresas do terceiro trimestre na próxima semana, além da divulgação de dados sobre inflação. O S&P 500 subiu 0,60%. O preço do petróleo também subiu no exterior, a medida que o furacão Isaias avançava em direção ao norte do Golfo do México e petrolíferas interrompiam mais de 70% da produção de petróleo bruto em águas americanas. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$104,72, alta de 0,42%.
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Inadimplência e endividamento das famílias recuam em setembro, diz CNC
Confederação informou que, por outro lado, a fatia de renda para pagar dívidas subiu
A inadimplência e o endividamento das famílias brasileiras recuaram em setembro ante agosto, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgados na quinta-feira (8) na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avaliou que o movimento é um “respiro” no orçamento das famílias, mas alertou que a consolidação desse quadro nos próximos meses depende de condições macroeconômicas mais favoráveis, como, por exemplo, juros menores. Na Peic, a parcela de endividados de agosto para setembro caiu de 82% para 81,7%. No entanto, ainda ficou maior do que a de setembro do ano passado (79,2%). Já o porcentual de endividados que admitiram inadimplência recuou de 29,9% para 29,6%, percentual inferior à fatia de setembro de 2025 (30,5%). Já a fatia dos que reconheceram ser inadimplentes, sem condições de quitar dívida, permaneceu em 12,5%. Em igual mês em 2025, era de 13%. Para a confederação, o cenário atual reflete arrefecimento da inadimplência e composição mais favorável da estrutura do orçamento doméstico. No entanto, no mesmo estudo, a organização alertou que a fatia de renda das famílias, comprometida com o pagamento de dívidas que atingiu, no mês passado, a maior parcela em sete meses. Essa proporção subiu de 29,5% para 29,6% de agosto para setembro, a maior taxa desde fevereiro (29,7%). Além disso, a melhora no patamar de endividamento não ocorreu em todas as faixas de renda, sendo impulsionada por famílias de menor poder aquisitivo. Entre famílias com ganhos mensais até três salários-mínimos, a fatia de endividados caiu de 85,1% para 84,6% de agosto para setembro, sendo, no entanto, superior à de setembro de 2025 (82%). Nas com renda mensal entre três e cinco salários-mínimos, a proporção de endividados recuou de 83,7% para 83,3%, superior também à de setembro de 2025 (81,4%). Em contrapartida, a parcela de endividados de agosto para setembro cresceu de 77,2% para 77,9% entre os com ganhos mensais entre cinco e dez salários-mínimos, e ficou acima da de setembro de 2025 (77,3%). Outro aspecto levantado pela pesquisa foi que, embora a fatia de inadimplentes tenha recuado, o tempo médio de atraso de dívidas avançou pelo segundo mês consecutivo, de 65 dias para 65,3 dias, patamar mais longo desde novembro de 2024 (65,5 dias). A piora ocorreu impulsionada por dívidas com mais de 90 dias de atraso, que hoje representam 48,9% do total de contas vencidas. “A redução do endividamento e da inadimplência dá um pequeno respiro para as famílias”, reiterou Tadros, em comunicado. “No entanto, a continuidade dessa trajetória exige medidas que favoreçam o acesso ao crédito em condições mais adequadas, com juros mais compatíveis com a realidade das famílias e das empresas”, recomendou.
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Durigan: Inflação em 12 meses até setembro atinge 4,58%, ante 7,17% no governo BolsonARO
O ministro da Fazenda destacou que a inflação acumulada em 12 meses da alimentação no domicílio foi de 4,21% até setembro, contra 13,28% no mesmo período de 2022, governo de Jair Bolsonaro
Ao anunciar medidas para reduzir o impacto da alta dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou os dados de inflação da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os do último ano do governo Jair Bolsonaro (PL). Segundo Durigan, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até setembro ficou em 4,58%, ante 7,17% no mesmo período de 2022, quando também havia uma guerra em curso. No caso dos alimentos, o ministro destacou que a inflação acumulada em 12 meses da alimentação no domicílio foi de 4,21% até setembro, contra 13,28% no mesmo período de 2022. Para Durigan, a desaceleração dos preços dos alimentos demonstra o efeito das medidas adotadas pelo governo sobre o orçamento das famílias. “É uma prova real de quanto as medidas que a gente tem adotado acabam mitigando e surtindo efeito na renda das famílias”, afirmou.
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Inflação de serviços acelerou entre agosto e setembro, diz IBGE
A inflação de serviços acelerou de 0,03% para 0,61% entre agosto e setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Um dos fatores que mais contribuíram para tal aceleração, informou Fernando Gonçalves, pesquisador do instituto, foi a comida mais cara, no período. Isso fez com que a alta de preços em alimentação fora do domicílio passasse de 0,36% para 0,48% entre agosto e setembro. Ao ser questionado se a inflação de serviços teria sido influenciada majoritariamente por alimentos, Gonçalves foi cauteloso. Ele ponderou que outros aspectos levaram ao cenário de serviços com preços em alta. “Além de alimentação, teve a pressão de passagem aérea”, afirmou. O item passagem aérea passou de queda de 13,17% em agosto para aumento de 9,66% em setembro. O especialista disse que o mês de setembro contou com feriados e com o Rock in Rio, festival de música e entretenimento. Isso ajuda a movimentar preços de componentes da economia do turismo, como de passagens aéreas, como de outros itens relevantes na inflação de serviços no IPCA. É o caso de hospedagem, que foi de 0,43% para 2,42% entre agosto e setembro; e pacote turístico, que passou de queda de 0,88% para aumento de 0,68% em setembro.
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Poupança tem saída líquida de R$ 9,35 bilhões em setembro
No período, os brasileiros depositaram R$ 339,0 bilhões e sacaram R$ 348,3 bilhões da poupança
Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 9,35 bilhões em setembro, como divulgado na sexta-feira (9) pelo Banco Central (BC). A saída líquida diminuiu 37,7% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando totalizou R$ 15,0 bilhões. No nono mês de 2026, os brasileiros depositaram R$ 339,0 bilhões e sacaram R$ 348,3 bilhões da poupança. O rendimento do período foi de R$ 6,5 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, a saída líquida foi de R$ 66,4 bilhões. O resgate líquido havia sido de R$ 78,5 bilhões no mesmo período do ano passado. Os depósitos somaram R$ 3,203 trilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2026, enquanto os saques foram de R$ 3,27 trilhões no período. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou saída líquida em setembro de R$ 6,19 bilhão, enquanto a poupança rural teve saída de R$ 3,16 bilhão. No ano de 2026, o SBPE teve resgate líquido de R$ 53,2 bilhões e a poupança rural de R$ 13,2 bilhões. O estoque da poupança caiu de R$ 1,016 trilhão em agosto para R$ 1,013 trilhão em setembro. Os números não são corrigidos pela inflação.
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