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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1210 DE 08 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 8 minutos
18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1210 | 08 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços da arroba continuam subindo 

Nas principais praças brasileiras, a alta é um reflexo da oferta restrita neste período de entressafra e de escalas pouco favoráveis dos frigoríficos, que giram em 6 dias, na média nacional. No PARANÁ: Boi: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 371,00/@ (à vista) e R$ 375,00/@ (prazo)

 

Na quarta-feira (7/10), o mercado do boi gordo manteve a tendência de alta nas principais praças, com avanços em algumas regiões, segundo apuração das consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Pelos dados da Scot, na manhã da quarta-feira, o boi gordo sem padrão-exportação e a vaca gorda subiram R$ 2/@ em São Paulo, enquanto a novilha terminada e o “boi-China” registraram acréscimo de R$ 3/@ sobre os preços de terça-feira (6/10). Com isso, conforme os dados da Scot, o animal destinado ao mercado interno passou a valer R$ 369/@, o bovino que atende o mercado chinês avançou para 375/@, e as fêmeas fecharam o dia cotadas em R$ 345/@ (vaca) e R$ 360/@ (novilha) – valores brutos, no prazo. Além de São Paulo, a Scot apurou alta nos preços do boi gordo em várias outras praças do País, como em MT, MS, MG, PA e RO. “A oferta de boiadas está reduzida, e há negócios pontuais acima desse patamar, chegando a R$ 380/@”, relatou a Scot, ainda referindo-se ao mercado paulista. Segundo apuração da Agrifatto, os frigoríficos brasileiros elevam propostas para recompor suas programações de abate, um movimento que alcança importantes regiões pecuárias do País. “O cenário é favorável ao pecuarista, que encontra ambiente de negociação fortalecido para animais terminados, ainda que os preços variem conforme a praça, o padrão do lote e as condições de pagamento”, observa a consultoria, que também identificou negócios a R$ 380/@ em São Paulo, mas ainda sem volume suficiente para consolidar esse patamar como referência. De acordo com avaliação da Agrifatto, o principal combustível os avanços da arroba nas últimas duas semanas é a dificuldade de encontrar boiadas disponíveis para abate imediato, o que mantém as indústrias ativas nas compras. “A oferta restrita, a necessidade de alongar as programações de abate e a demanda consistente no varejo de carnes sustentaram a firmeza do mercado físico do boi gordo, com a arroba valorizando de forma gradual e constante nas duas últimas semanas”, resume a consultoria, acrescentando que as escalas, contudo, não se alongaram, uma vez que o volume negociado não bastou para estender o atendimento além de seis dias de abate, na média nacional. No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a subir no pregão de terça-feira (6/10) da B3, com destaque para o papel com vencimento em novembro de 2026, que encerrou a sessão cotado a R$ 395,75/@, com aumento de 0,27% no comparativo diário. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 375,00. Boi China: R$ 375,00. Média: R$ 375,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 360,00. Boi China/Europa: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (6/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 368,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 356,00/@ (à vista) R$ 360,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

SUÍNOS

 

Exportações de carne suína se aproximam de 1,2 milhão de toneladas no acumulado de 2026

Volume embarcado entre janeiro e setembro cresce 6,2%; em setembro, vendas totalizaram 135 mil toneladas

 

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) chegaram a 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 6,2% em relação às 1,122 milhão de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mesmo período comparativo, a receita acumulada atingiu US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% sobre os US$ 2,703 bilhões registrados no ano anterior. Considerando apenas o mês de setembro, foram embarcadas 135 mil toneladas, volume 11% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 151,6 mil toneladas. A receita alcançou US$ 289,3 milhões, resultado 21,5% inferior aos US$ 368,4 milhões registrados em setembro do ano passado. As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, volume 47,7% inferior às 49,078 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 15,916 mil toneladas (+38,9%, ante 11,458 mil toneladas); Chile, com 14,431 mil toneladas (+72%, ante 8,392 mil toneladas); China, com 11,418 mil toneladas (-16,4%, ante 13,665 mil toneladas); e Vietnã, com 7,392 mil toneladas (-23,2%, ante 9,627 mil toneladas). Entre os destaques do mês também estão os embarques para a Argentina, que cresceram 73,8%, alcançando 7,312 mil toneladas; República Dominicana, com alta de 53,6%, para 2,129 mil toneladas; Peru, com avanço de 104,6%, para 1,054 mil toneladas; e África do Sul, com crescimento de 99,4%, totalizando 822 toneladas. A Malásia, mercado recentemente aberto para a carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas em setembro. No levantamento das exportações por Estado, Santa Catarina manteve a liderança em setembro, com 64,479 mil toneladas, volume 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 33,779 mil toneladas (-5,5%, ante 35,763 mil toneladas); Paraná, com 22,737 mil toneladas (-10,1%, ante 25,305 mil toneladas); Mato Grosso, com 3,762 mil toneladas (-3,7%, ante 3,906 mil toneladas); e Minas Gerais, com 3,477 mil toneladas (+19,4%, ante 2,912 mil toneladas).

ABPA

 

FRANGOS

 

Exportações de carne de frango cresceram 3,7% em setembro

A receita chegou a US$ 984,2 milhões, aumento de 14,7% na comparação anual. De janeiro a setembro, os embarques somaram 4,421 milhões de toneladas, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2025

 

As exportações brasileiras de carne de frango, incluindo produtos in natura e processados, totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, alta de 3,7% em relação às 482,3 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita chegou a US$ 984,2 milhões, aumento de 14,7% ante os US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado. De janeiro a setembro, os embarques somaram 4,421 milhões de toneladas, alta de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 8,673 bilhões, aumento de 21% ante os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior. Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira no mês passado, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% maior do que as 37,2 mil toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo mês de 2025. Em seguida, a União Europeia recebeu 43,5 mil toneladas, que contrastam com as 3,9 mil toneladas do ano anterior. A China importou 40,9 mil toneladas, muito acima das 51 toneladas de setembro de 2025. Na sequência, ficaram Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas, e o Japão, com 33,6 mil toneladas no período. Segundo a ABPA, as variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem a baixa base de comparação de setembro de 2025, quando as exportações estavam suspensas em razão do único registro de gripe aviária em uma granja comercial do Brasil. No caso da União Europeia, a entidade afirma que o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. Desde aquela data, as exportações brasileiras de carne de frango e outros produtos derivados de animais para a Europa estão bloqueadas em razão de exigências do bloco quanto a controles do uso de antimicrobianos na cadeia produtiva. A interrupção temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor em 3 de setembro, sem impedir o embarque de produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida. No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, alta de 9,5% em relação as 182,3 mil toneladas exportadas no mesmo mês de 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 111 mil toneladas, queda de 4,8% ante as 116,7 mil toneladas anteriores. Em seguida, aparecem o Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas, São Paulo, com 28,3 mil toneladas, e Goiás, com 27,2 mil toneladas.

GLOBO RURAL

 

Rio Grande do Sul registra caso de gripe aviária em aves de subsistência

Serviço Veterinário está realizando visitas nas 68 propriedades no raio de três quilômetros do caso registrado em Selbach (RS). Mortes de animais foram notificadas no dia 1º de outubro

 

Um novo caso de Influenza Aviária de Alto Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência foi registrado no município de Selbach, no norte do Rio Grande do Sul. O laudo foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP) na segunda-feira (5/10). Uma equipe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) do governo gaúcho atendeu a notificação de mortalidade de animais no dia 1º de outubro, e as amostras coletadas foram enviadas ao laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) está realizando visitas nas 68 propriedades no raio de três quilômetros do caso registrado, além de ações de educação sanitária e conscientização na comunidade.

GLOBO RURAL

 

EMPRESAS

 

Frimesa consolida modelo de certificação na suinocultura com auditoria internacional

A Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do país e quarta maior indústria de carne suína do Brasil, alcançou um marco histórico ao submeter sua cadeia produtiva de suínos à auditoria de terceira parte da certificadora global QIMA.

 

O processo inspecionou Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), Crechários e Unidades Terminadoras, atestando o cumprimento de mais de 110 critérios técnicos e sanitários em propriedades rurais integradas no Oeste do Paraná. A iniciativa é mais um passo estratégico na consolidação de plano de crescimento de longo prazo, que projeta alcançar R$ 15 bilhões em faturamento até 2032. Criado em 2012 para normatizar a atividade suinícola, que responde por 76% do faturamento total da cooperativa, o programa Suíno Certificado Frimesa agora conta com a chancela independente de uma das maiores certificadoras de segurança alimentar do mundo. A avaliação externa abrangeu os cinco pilares fundamentais do programa: Segurança do Alimento e Biosseguridade, Proteção Ambiental, Saúde e Segurança dos Trabalhadores, Bem-Estar Animal e Rastreabilidade. Para o Gerente de Suprimentos Suínos da Frimesa, Marlon Vanderlei Pappen, o processo valida a maturidade sanitária e organizacional do modelo cooperativo. “O programa demonstra o nível de organização, controle sanitário e compromisso com a qualidade de toda a nossa cadeia produtiva. Esse resultado contribui diretamente para a redução dos riscos sanitários, maior estabilidade na produção, diminuição de perdas e maior previsibilidade no fornecimento de animais à indústria”, aponta. A auditoria externa atua como uma ferramenta contínua de diagnóstico. As avaliações identificam oportunidades de adequação técnica na infraestrutura das granjas, nos sistemas de transporte e no fluxo fabril, estabelecendo planos de ação com datas e responsáveis definidos. Nas propriedades, a consolidação dos padrões exigiu investimentos em barreiras sanitárias com cercamento periférico, telas antipássaros, arcos de desinfecção, vazio sanitário e prescrição de medicamentos estritamente veterinária. Além disso, a rastreabilidade digital monitora todas as etapas do ciclo produtivo. O presidente-executivo da Frimesa, Elias José Zydek, reforça que o fortalecimento da produção certificada deriva do ecossistema integrado. “O fortalecimento da cadeia produtiva certificada vem da cooperação, da garantia de mercado, da qualidade e da satisfação do consumidor. O Programa Suíno Certificado Frimesa, é a assinatura que garante e premia um processo de produção sustentável e seguro para os consumidores”, destaca Zydek. Com a validação da QIMA, o padrão aplicado no campo paranaense deixa de ser apenas uma diretriz interna da cooperativa e se consolida como um modelo de produção sustentável reconhecido internacionalmente. A certificação de bem-estar animal em unidades industriais da Frimesa, consolida ainda o alcance de uma das metas centrais de seu Roadmap ESG 2040, atestando por meio das auditorias conduzidas pela QIMA WQS do Brasil, o cumprimento de rígidos parâmetros internacionais nas plantas frigoríficas de Assis Chateaubriand, Medianeira e Marechal Cândido Rondon. Nas propriedades integradas, o programa impulsionou a transição do sistema de alojamento individual para o de gestação coletiva de matrizes, além do controle rigoroso de densidade animal, climatização dos barracões e adoção de ferramentas de enriquecimento ambiental para a redução do estresse dos animais. Nas fábricas, parâmetros como iluminação, ventilação, higiene e controle de temperatura também são monitorados continuamente. Além do bem-estar animal, o pilar socioambiental do programa abrange a gestão e destinação correta de efluentes, a preservação de áreas do ecossistema local, a padronização no uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e o treinamento obrigatório para os trabalhadores do campo.

OCEPAR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Novos mercados puxam alta de 10,4% nas exportações brasileiras

Vendas para a Índia quase dobram no ano, Europa cresce 20% e África, América Central e Oceania ganham espaço. Total exportado chega a US$ 284,6 bilhões entre janeiro e setembro

 

A diversificação de destinos sustentou o crescimento das exportações brasileiras em 2026. Entre janeiro e setembro, as vendas para a Índia subiram 85,5%, para a Europa, 20,2%, para a Oceania, 20,8%, para a América Central e Caribe, 14,9%, e para a África, 9,7%. No mesmo período, os embarques para os Estados Unidos recuaram 6,5% e para a Argentina, 18,5%. O resultado ajudou a levar as exportações a US$ 284,65 bilhões no acumulado do ano, alta de 10,4% sobre 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado reforça a importância da busca por novos parceiros comerciais para reduzir a exposição do país a oscilações em mercados tradicionais. "Os números mostram que o exportador brasileiro está ocupando mais espaço no mundo. Crescemos na Índia, na Europa, na África, no Oriente Médio e na América Central. Abrir e diversificar mercados é a melhor forma de proteger o Brasil de oscilações em parceiros específicos, e é nisso que a ApexBrasil vem trabalhando", afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. A balança comercial acumula superávit de US$ 62,4 bilhões no ano. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 506,9 bilhões, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. O maior avanço proporcional entre os principais destinos foi registrado na Índia. As exportações brasileiras para o país asiático passaram de US$ 4,44 bilhões para US$ 8,23 bilhões entre janeiro e setembro, um acréscimo de US$ 3,8 bilhões. Com isso, a Índia já está entre os mercados que mais contribuíram para o crescimento das vendas externas do Brasil no ano. "O crescimento de mais de 85% nas vendas para a Índia não é por acaso. É um mercado de 1,4 bilhão de pessoas que vê o Brasil como parceiro confiável", diz Müller. Ainda na Ásia, a China segue como principal destino das exportações brasileiras. As vendas para o país somaram US$ 84,68 bilhões no acumulado do ano, alta de 12%. Japão (+14,2%), Singapura (+12,1%) e Bangladesh (+25,8%) também ampliaram as compras de produtos brasileiros. Na Europa, o crescimento foi distribuído entre vários países. Os Países Baixos ampliaram as compras em 16,6%, a Itália em 31,7%, a Turquia em 37,3%, a Polônia em 73,5% e a Alemanha em 15,8%. Minérios de cobre, soja, ouro, petróleo e carne bovina estão entre os produtos que puxaram a alta no continente. Na África, os destaques foram o Egito, com aumento de 25,2%, e a África do Sul, com 28%. Soja, minério de ferro, milho e animais vivos lideraram o avanço na região. Na América Central e Caribe, o Panamá ampliou as compras em 47,9%, e República Dominicana, Honduras e El Salvador também registraram crescimento expressivo. No Oriente Médio, as vendas subiram para Arábia Saudita (+13,8%), Jordânia (+54,9%) e Emirados Árabes Unidos (+7,4%). Embora o acumulado do ano mostre retração nas vendas para os Estados Unidos, setembro trouxe uma recuperação. As exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 3,52 bilhões no mês, alta de 31,9% em relação a setembro de 2025. Carne bovina, aeronaves e café foram os principais responsáveis pelo resultado. No total, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,42 bilhões em setembro, 12,9% a mais que no mesmo mês do ano anterior, com saldo comercial positivo de US$ 7,74 bilhões. Indústria extrativa (+39,8%), indústria de transformação (+5,3%) e agropecuária (+4,8%) cresceram no período. A pauta exportadora também se ampliou no ano. Na indústria de transformação, as vendas de carne bovina cresceram 14,1%, um acréscimo de US$ 1,6 bilhão. As de carne de aves subiram 20,7%, as de farelo de soja, 21,3%, e as de óleos combustíveis, 32,6%. Em setembro, as exportações de aeronaves e partes avançaram 41,9% e as de celulose, 27,4%. Na agropecuária, soja (+14,9%), algodão (+15%), frutas (+20,9%) e animais vivos (+71,7%) se destacaram no acumulado. O petróleo bruto também teve papel relevante, com alta de 28,6% no ano.

APEX BRASIL

 

ECONOMIA

 

Dólar à vista fecha em alta de 0,83%, a R$5,0156 na venda

Após o forte rali do real visto depois do primeiro turno da eleição presidencial, o dólar fechou a quarta-feira em alta no Brasil e novamente acima dos R$5, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior. 

 

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,83%, a R$5,0156, depois de ter atingido na véspera a menor cotação em quase 5 meses. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,62%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,60% na B3, aos R$5,0365. Nas duas sessões anteriores o dólar acumulou uma queda de 4,65%, refletindo o entusiasmo dos investidores com a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. Por trás do movimento está a percepção de boa parte do mercado de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste. O fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa foi forte no dia seguinte à eleição, como destacou Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine. “O movimento reflete a percepção de que Flávio Bolsonaro teria maior disposição para enfrentar o desequilíbrio fiscal e implementar uma agenda econômica mais favorável ao mercado”, afirmou, acrescentando que a sustentação do movimento dependerá do detalhamento das propostas econômicas. Passado o primeiro impacto eleitoral, na quarta-feira o dólar exibiu ganhos no Brasil, em sintonia com o sinal positivo da moeda norte-americana ante outras divisas emergentes no exterior, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h37, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,36%, a 102,280, em uma sessão também marcada pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda com exterior e eleições no foco

O Ibovespa encerrou o pregão da quarta-feira em queda, com o mercado local refletindo o ambiente negativo externo e realizando lucros depois do rali eleitoral após o primeiro turno das eleições presidenciais.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,74%, a 204.302,33 pontos, após marcar 204.176,12 na mínima e 206.877,47 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da quarta-feira somou R$57,2 bilhões antes dos ajustes finais. A bolsa brasileira acompanhou a tendência das principais praças acionárias globais, que fecharam no campo negativo diante da alta dos preços do petróleo para mais de US$100 em meio a novas tensões no Oriente Médio. O S&P 500 encerrou o dia em queda de 0,22%. Os agentes também avaliaram a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve realizada em setembro, divulgada na tarde desta quarta-feira. O documento mostrou que os formuladores de política monetária do Fed estavam divididos no mês passado quanto aos fundamentos para o aumento das taxas de juros, com “alguns participantes” considerando o aumento necessário para conter o impacto dos choques nos preços do petróleo e outros choques, enquanto um grupo via a medida como necessária para proteção contra a inflação impulsionada pela demanda. Localmente, o destaque continuou sendo o cenário eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu apoio dos partidos Novo, União e PP para o segundo turno e participa de reunião da bancada do PL. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve reunião com jovens deputados eleitos e pode participar de encontro do diretório do PT. O diretor de análises da ZERO Markets Brasil, Marcos Praça, avalia que, para os próximos dias, a expectativa é de volatilidade elevada no mercado brasileiro, com o cenário político novamente no centro das atenções. Pesquisas eleitorais podem "provocar ajustes importantes nas posições construídas desde o primeiro turno, especialmente em dólar, juros e ações domésticas mais sensíveis à percepção fiscal", afirmou. "Depois da forte valorização recente, o mercado deverá exigir sinais mais concretos sobre alianças, propostas econômicas e capacidade de implementação de uma eventual agenda fiscal mais restritiva", disse Praça.

REUTERS

 

Brasil tem fluxo cambial negativo de US$5,090 bilhões em setembro, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$5,090 bilhões em setembro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.

 

Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$7,371 bilhões em setembro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de setembro foi positivo em US$2,281 bilhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 28 de setembro a 2 de outubro, saíram do país US$267 milhões líquidos. O período corresponde à semana imediatamente anterior ao primeiro turno das eleições no Brasil. Nos dois primeiros dias úteis de outubro, houve entradas de US$799 milhões. No acumulado do ano até 2 de outubro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$11,500 bilhões.

REUTERS

 

Faturamento da indústria cai 3,5% em agosto, aponta CNI

No acumulado entre janeiro e agosto, o faturamento das empresas industriais caiu 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado

 

O faturamento da indústria de transformação recuou pelo segundo mês consecutivo. Após queda de 2,2% em julho, o índice encolheu 3,5% em agosto, revelam os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (7). Com o resultado, o faturamento das empresas industriais acumula retração de 0,2% nos oito primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, as horas trabalhadas na produção caíram 1% em agosto e teve queda de 0,8% no acumulado dos oito primeiros meses do ano. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cedeu 0,6 ponto percentual, passando de 77,5% em julho para 76,9% em agosto. Ainda assim, a UCI fechou os oito primeiros meses de 2026 1,5% acima do patamar registrado de janeiro a agosto de 2025. “Entre as principais causas para esse desempenho negativo da indústria de transformação estão a elevada carga tributária, a falta ou o alto custo de insumos e matérias-primas e os juros altos, que impactam a demanda por produtos industriais e o endividamento das famílias”, afirmou Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI. O indicador que mede o emprego industrial, por sua vez, manteve a tendência de estabilidade observada há alguns meses. Apesar disso, entre janeiro e agosto deste ano, o mercado de trabalho da indústria recuou 0,5% frente a igual período de 2025. Já a massa salarial e o rendimento médio pago aos trabalhadores continuaram a trajetória de alta. A massa salarial subiu 0,5% em agosto e acumulou crescimento de 0,9% nos oito primeiros meses de 2026 na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O rendimento médio também avançou 0,5% e, agora, acumula alta de 1,5% no período compreendido entre janeiro e agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2025.

VALOR ECONÔMICO

 

IGP-DI sobe 1,50% em setembro e acumula 3,80% em 12meses, informa FGV

"Aceleração do IGP-DI em setembro foi impulsionada principalmente pelos avanços dos preços ao produtor e ao consumidor", afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias

 

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,50% em setembro, depois de avançar 0,06% em agosto, segundo informações da Fundação Getulio Vargas. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,72% no ano e de 3,80% em 12 meses. Em setembro de 2025, o IGP-DI havia tido alta de 0,36% e acumulava elevação de 2,31% em 12 meses. O resultado ficou abaixo da mediana de 1,53% das projeções dos economistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções de 1,35% a 1,82%. No acumulado em 12 meses, a mediana era de 3,83%, com intervalo de 3,65% a 4,11%. “A aceleração do IGP-DI em setembro foi impulsionada principalmente pelos avanços dos preços ao produtor e ao consumidor. No IPA, destacou-se a alta das commodities agrícolas, além do reajuste da gasolina automotiva. No IPC, a pressão partiu sobretudo da habitação, refletindo o aumento da tarifa de eletricidade residencial após o fim dos efeitos de descontos concedidos por conta do Bônus de Itaipu, e dos alimentos in natura”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,95% em setembro, ante taxa de 0,10% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais aumentou 1,53% em setembro, ante 0,07% em agosto. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, acelerou de 0,61% em agosto para 0,78% em setembro. Já o grupo de Bens Intermediários registrou alta de 1,00% em setembro, após cair 1,66% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,87%, registrando uma inversão em sua taxa em comparação à queda de 0,09%. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 2,94% em setembro, de 1,43% no mês anterior. Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,67%, depois de ter caído 0,37% em agosto. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Comunicação (-2,19% para -0,02%), Habitação (-1,21% para 1,99%), Alimentação (-0,47% para 1,00%), Educação, Leitura e Recreação (-1,44% para -0,23%), e Vestuário (-0,58% para 0,30%). Em contrapartida, três classes apresentaram recuo: Despesas Diversas (3,38% para 0,08%), Transportes (0,08% para -0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,27% para 0,17%). O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em setembro, abaixo do apurado no mês anterior, de 0,27%. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 17 apresentaram taxas abaixo de -0,15%, linha de corte inferior, e 23 registraram variações acima de 0,44%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 59,68%, 4,52 pontos percentuais acima do registrado em agosto, quando o índice foi de 55,16%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,22%, ante 0,66% em agosto. Analisando os três grupos componentes do INCC, o grupo Materiais e Equipamentos recuou de 0,33% para 0,14%; o grupo Serviços reduziu de 0,18% para 0,15%; e o grupo Mão de Obra desacelerou de 1,12% para 0,32%.

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