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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1207 DE 05 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 1 hora
18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1207 | 05 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Arroba deve seguir em alta no curto prazo. Boi gordo registra altas em 10 regiões.

Em apenas 5 dias úteis, o preço do “boi-China” subiu R$ 10/@ em SP, fechando a sexta-feira a R$ 370/@ no prazo, informa a Scot; analistas da Agrifatto já identificam alguns negócios a R$ 375/@ no interior paulista. No PARANÁ: Boi: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 368,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo)

 

“O mercado é comprador”, destacou o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. Na avaliação de Fabbri, a oferta de animais terminados segue mais contida em relação ao quadro observado em igual período do ano passado e a trajetória, para outubro/26, indica preços firmes, com tendência de alta. Na sexta-feira (2/10), pelo levantamento da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação fechou valendo R$ 362/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” registrou nova valorização, subindo mais R$ 3/@, para R$ 370/@ (valores brutos, no prazo). Em 5 dias úteis, a arroba do animal com perfil para atender o mercado chinês (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) subiu R$ 10/@ em São Paulo, saltando de R$ 360/@, no dia 25/9 (sexta-feira), para os atuais R$ 370/@, de acordo com os dados da Scot. No mesmo comparativo, o animal destinado ao mercado interno paulista teve ganho de R$ 6/@, avançando de R$ 356/@, no dia 25/9, para os atuais R$ 362/@. Durante a última semana, o mesmo comportamento de alta na arroba foi registrado em outras importantes praças brasileiras, em regiões de grande população de bovinos de corte, como no Centro-Oeste e no Norte do País. De acordo com apuração da sexta-feira da Agrifatto, em São Paulo, já há negócios fechados a R$ 375/@, no prazo, enquanto na praça de Mato Grosso do Sul foram registradas vendas pontuais a R$ 370/@. Levantamento da Agrifatto realizado entre a tarde de quinta-feira (1/10) e sexta-feira apontou valorizações nos preços do boi gordo em 10 das 17 regiões monitoradas diariamente pela consultoria: SP, AC, BA, MS, MT, PA, PR, RO, SC e TO. Nas demais (AL, ES, GO, MA, MG, RJ e RS), as cotações ficaram estáveis. “A dificuldade de recomposição das escalas é maior entre frigoríficos de pequeno e médio porte”, informam os analistas. Segundo Fabbri, do lado da demanda, espera-se uma recuperação consistente no consumo de carne bovina, suportada pela verba do fundo eleitoral, pela geração de empregos temporários em setores como o de serviços, pelo décimo terceiro salário e bonificações e, mais recentemente, pela medida provisória relativa às bets, que deixam de “concorrer” com outros setores da economia brasileira. No setor de exportação, relata o analista da Scot, já há negócios envolvendo a venda de carne bovina à China, que se enquadram dentro da cota brasileira de 2027, já que a cota de salvaguarda de 2026 foi totalmente preenchida, conforme dado oficial divulgado nesta semana pelo governo de Pequim. Até a última semana de setembro/26, o Brasil exportou 176,2 mil toneladas, com média diária de 9,7 mil toneladas, um recuo de 31,5% em relação aos embarques diários do melhor setembro da história, em 2025. “Mantido o ritmo atual até o fechamento oficial de setembro, 205,6 mil toneladas de carne in natura deve ser exportadas, volume melhor que as 195,7 mil de agosto/26, podendo indicar certo alento e melhora para o setor exportador para o fim deste ano”, projeta Fabbri. Cotações do boi gordo da sexta-feira (2/10), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China/Europa: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (2/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA

 

Churrasco vai ficar mais barato? Veja o que muda após Brasil esgotar cota de carne para a China

Demanda doméstica, exportações e menor oferta de animais podem sustentar alta dos preços no país. Consumo brasileiro de carne costuma ganhar força no último trimestre do ano

 

O anúncio da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) sobre as medidas de salvaguarda, que atingiram 100% da cota prevista para 2026, de 1,106 milhão de toneladas, levantou dúvidas sobre um possível ajuste dos preços da carne no mercado interno. Embora o esgotamento da cota possa aumentar a disponibilidade da proteína no Brasil, já que a China é a maior compradora da carne brasileira e as novas remessas que chegarem ao país neste ano terão sobretaxa de 55%, o cenário não deve resultar em queda das cotações no mercado doméstico, segundo João Figueiredo, analista da Datagro Pecuária. Para Figueiredo, o movimento pode ter efeito contrário. A menor oferta de gado, a retomada das compras chinesas e o aumento do consumo doméstico no fim do ano tendem a sustentar os preços. Segundo o analista, apesar do anúncio recente da GACC, o Brasil já havia completado virtualmente a cota entre o fim de julho e o início de agosto, considerando o tempo necessário para os últimos embarques chegarem à China e serem internalizados. Com isso, o mercado passou a acompanhar a próxima janela de compras do país asiático. “Todo mundo vai começar a mandar essas carnes para lá agora em outubro e novembro mais firme, para a carne ser internalizada no dia primeiro de janeiro de 2027”, afirmou, apontando que o movimento já influencia as cotações do boi gordo. No início de outubro, a arroba do boi estava próxima de R$ 365,40, patamar próximo da máxima histórica de R$ 367 registrada em maio, durante o auge das compras chinesas, segundo Figueiredo. A expectativa é que o pico da demanda chinesa ocorra por volta de meados de novembro. Apesar disso, o preço pago pela China será um fator-chave para definir a intensidade da valorização. Além do cenário externo, o mercado brasileiro enfrenta um ciclo de menor oferta de animais. O aumento histórico dos abates de fêmeas ao longo dos anos abriu espaço para um movimento de retenção, reduzindo a disponibilidade de gado nos próximos períodos. De acordo com Figueiredo, a projeção aponta queda de 5,3% na oferta de gado neste ano e de 8% em 2027. “Então, nós estamos em um ciclo de alta, porque vamos ter menos oferta para esse ano e para o próximo”, disse. A menor disponibilidade de animais também pode pressionar a oferta de carne no mercado doméstico. “À medida que as indústrias exportadoras começarem a mandar mais carne para a China, o mercado interno vai ficando potencialmente menos abastecido”. Além da oferta e da demanda, o câmbio também entra na formação do preço da arroba. “Um dos pontos de pressão também é o dólar. Mesmo em um cenário hipotético, em que o boi chega a 400, o brasileiro já será penalizado”, afirmou, ao relembrar o período em que a arroba atingiu 250, em 2022, provocando uma forte retração no consumo. Figueiredo também considera que o consumo brasileiro costuma ganhar força no último trimestre do ano. Com isso, a combinação entre demanda doméstica, exportações e menor oferta de animais pode limitar o espaço para uma queda dos preços, mesmo com a cota chinesa temporariamente preenchida.

GLOBO RURAL

 

SUÍNOS

 

Custo de R$ 6,29/kg contrasta com suíno abaixo de R$ 5/kg

Com alimentação responsável por 72,5% do custo, produtor enfrenta queda das cotações enquanto oferta de animais cresce acima da capacidade de absorção do mercado. A suinocultura brasileira atravessa um período de forte pressão sobre as margens do produtor.

 

O aumento da produção e dos abates elevou a oferta de carne suína em um ritmo superior à capacidade de absorção do mercado, mantendo as cotações do suíno vivo em níveis que, em algumas regiões, não cobrem o custo de produção. No Paraná, o preço chegou a R$ 4,58 por quilo na semana de 25 de setembro até a sexta-feira (02), segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O movimento ocorre mesmo com o crescimento das exportações. O Brasil exportou cerca de 915 mil toneladas de carne suína entre janeiro e julho de 2026, considerando produtos in natura e processados, alta de 9,12% sobre o mesmo período de 2025. O aumento das vendas externas, porém, não foi suficiente para retirar do mercado interno todo o volume adicional produzido. O principal fator de pressão está na oferta. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil abateu 15,27 milhões de suínos, alta de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado e recorde para um primeiro trimestre, conforme o IBGE. No segundo trimestre, foram outros 15,58 milhões de animais abatidos. Segundo levantamento da ABCS, entre março de 2025 e junho de 2026, a produção de carne suína cresceu 6,3%, enquanto a disponibilidade interna aumentou 4,9%. A entidade avalia que, mesmo com o avanço das exportações, o mercado doméstico recebeu volume adicional de carne equivalente a quase um quilo por habitante ao ano. As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a pressão sobre a oferta não deve desaparecer rapidamente. Para 2026, a companhia estima produção de 5,93 milhões de toneladas de carne suína, crescimento de 4,79%. As exportações devem alcançar 1,58 milhão de toneladas, alta estimada em 6,49%, enquanto a disponibilidade interna deve crescer 4,28%, chegando a 4,36 milhões de toneladas. Para 2027, a Conab projeta nova expansão da produção, para 6,15 milhões de toneladas, aumento de 3,7%. Os números ajudam a explicar a dificuldade de recuperação das cotações. O crescimento das vendas externas reduz parte da pressão sobre o mercado doméstico, mas não elimina o excedente quando a produção total continua aumentando. A consequência aparece diretamente na remuneração do produtor. No início de setembro, o suíno vivo chegou a R$ 4,83/kg em São Paulo, segundo indicador do Cepea. O valor representava uma queda de quase 50% em relação aos R$ 8,91/kg registrados no encerramento de 2025. No Paraná, a cotação chegou a R$ 4,58/kg na última semana de setembro. Em outras praças, os valores também permaneceram pressionados: R$ 5,23/kg no Rio Grande do Sul, R$ 5,57/kg em Santa Catarina, R$ 6,13/kg em São Paulo e R$ 6,20/kg em Minas Gerais. O problema se agrava porque o produtor não enfrenta apenas uma queda de preço. O custo de produção continua elevado e começa a sofrer nova pressão dos principais componentes da alimentação animal. Em Santa Catarina, referência para os custos calculados pela Embrapa Suínos e Aves, o custo de produção do suíno vivo chegou a R$ 6,29/kg em julho. A alimentação respondeu por 72,52% do custo total. A relação entre preço recebido e custo ajuda a dimensionar a situação. Em algumas regiões, a ABCS estima que o prejuízo do produtor independente tenha se aproximado de R$ 2 por quilo produzido. A ABCS identificou alguma recuperação nos preços do suíno vivo e da carcaça na segunda metade de setembro. O movimento, entretanto, ainda não alterou a estrutura de custos e oferta que levou o produtor a operar com margens negativas.

O PRESENTE RURAL

 

FRANGOS

 

Preços da carne de frango em SP têm maiores altas mensais desde 2022

A demanda firme e a oferta controlada influenciaram as elevações em setembro. O consumo de carne de frango se manteve aquecido no mês passado

 

Os preços das carnes de frango congelada e resfriada negociadas no atacado da Grande São Paulo registraram, em setembro, os aumentos mensais mais expressivos desde março de 2022, em termos reais, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A demanda firme e a oferta controlada influenciaram as altas. Na média mensal, o frango congelado registrou, em setembro, a cotação de R$ 8,30 o quilo, uma alta de 3,75% em relação a agosto. Já o frango resfriado apresentou o preço médio de R$ 8,31 o quilo, elevação de 3,87% na mesma comparação. De acordo com o Cepea, o consumo de carne de frango se manteve aquecido no mês passado, especialmente na primeira quinzena, como tipicamente ocorre por causa do maior poder de compra da população e devido ao feriado de Dia da Independência. A oferta, por sua vez, esteve ajustada, contribuindo para os aumentos. Para este início de outubro, a perspectiva de agentes do setor é de novos elevações do produtor no mercado.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Mapa disponibiliza 14,5 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em setembro

Do total, 9,76 milhões de doses foram importadas e 4,82 milhões produzidas no país

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, durante o mês de setembro de 2026, foram disponibilizadas 14.578.612 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total disponibilizado no período, 9.757.872 doses (66,93%) correspondem a vacinas importadas e 4.820.740 doses (33,07%) são de fabricação nacional. O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas, contribuindo para o abastecimento do mercado nacional.

MAPA

 

Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro

Votação da segunda fase será no dia 25 de outubro em todo o Brasil 

 

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições de 2026. Com 99,45% de urnas apuradas, o candidato do PL contabiliza 47,14% dos votos válidos, com pouco mais de 55,9 milhões de eleitores manifestando sua preferência por ele. Lula tem 45,03% dos votos, reunindo a preferência de 53,4 milhões de pessoas. O segundo turno será no dia 25 de outubro. Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e com uma bancada bastante representativa no Congresso Nacional, o agro é parte integrante dos planos de governo. Saiba o que os dois concorrentes à Presidência da República prometem para o setor. As informações são dos documentos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidenciável do PL fala na ampliação da política de seguro rural. Promete colocar também ferramentas de securitização e de reorganização de dívidas de produtores rurais. O plano de governo do candidato tem também a promessa de ampliar a capacidade de armazenagem das safras, com a finalidade de garantir melhores preços para o produtor rural. Além de apoiar a produção nacional de fertilizantes, com o uso de reservar minerais do país. Bolsonaro promete ainda aumento da segurança jurídica no campo, sem o que ele chama de relativização do direito de propriedade. Além de retomar a política de titulação de terras e regularização de propriedades rurais, especialmente dos pequenos agricultores. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro promete ainda ampliar a área irrigada no país, implantar as metas de adoção de combustíveis sustentáveis de aviação, incluir incentivos à produção de biomassa no Plano Safra e consolidar o Cadastro Ambiental Rural e o pagamento por serviços ambientais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Entre as propostas da candidatura à reeleição de Lula, estão a expansão do Plano Safra da Agricultura Familiar, "com juros compatíveis ao perfil do agricultor e ao tipo de produto". O programa de governo fala também em reforço no crédito para agroecologia, produção orgânica e sociobiodiversidade. Lula promete ainda avanço na reforma agrária, na política de regularização fundiária e na demarcação de territórios indígenas e remanescente de quilombos no Brasil. Além de promover o acesso à estrutura nesses locais, como água, saneamento e energia. Ao agronegócio voltado à exportação, o candidato à reeleição defende agregar valor à pauta de comércio exterior e políticas que integrem a ciência e a capacidade produtiva. Promete também ampliar os recursos do Plano Safra com juros compatíveis e diversificar as fontes de financiamento. Lula também promete fortalecer a política de seguro rural, que tem sido alvo de críticas durante boa parte do atual mandado. A ideia é integrar a política de seguro a outros instrumentos de comercialização e de proteção financeira para o setor.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Conheça a tecnologia que reduz em até 99% a presença de Salmonella em carnes

Criada no Biopark de Toledo (PR), solução foi testada no processamento de aves e suínos. Solução foi desenvolvida a partir de uma demanda da indústria e de cooperativas do setor agropecuário

 

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores do Biopark, em Toledo, no Oeste do Paraná, reduziu em até 99,8% a presença de Salmonella em testes realizados durante o processamento de carcaças de frango. Nos ensaios com suínos, a redução atingiu 95,4%. A solução foi desenvolvida a partir de uma demanda da indústria e de cooperativas do setor agropecuário e passou por testes laboratoriais e em condições que simulam características reais do processamento. A pesquisa integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi) Alimentos Saudáveis, iniciativa do governo estadual em parceria com universidades e empresas, e avança agora para as etapas de proteção intelectual e de regulamentação necessárias à aplicação comercial. A Salmonella está entre os agentes bacterianos associados a surtos de doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHA) e pode estar presente, entre outros alimentos, em carnes cruas de aves e suínos. Os pesquisadores destacam que a bactéria é um dos principais desafios microbiológicos da indústria de alimentos. “O resultado mostra que é possível atuar diretamente em uma etapa crítica do processamento, reduzindo significativamente a presença da bactéria sem comprometer as características da carne. É uma solução que nasceu de uma necessidade real da indústria e foi desenvolvida para aplicação em escala”, afirma Fernanda Heloisa Simch, supervisora de PD&I no Biopark. A equipe explica que, nos testes com frango, a aplicação da tecnologia levou a população de Salmonella ao limite de detecção dos métodos analíticos utilizados. A solução também foi avaliada contra diferentes sorovares e cepas isoladas de ambientes de produção. Nos ensaios realizados, não foram observados sinais de adaptação da bactéria ao tratamento. Foi avaliada, ainda, a segurança da aplicação. As análises químicas não detectaram resíduos do princípio ativo nas carcaças após a lavagem, enquanto os testes com consumidores não identificaram alterações nos atributos sensoriais da carne, como aparência, aroma, sabor e textura. A avaliação de segurança ocupacional também indicou condições adequadas de exposição dos trabalhadores nos ambientes testados, conforme os envolvidos.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha com queda modesta, aos R$5,2173, antes do primeiro turno eleitoral

O dólar fechou a sexta-feira com variação modesta ante o real, influenciado por um lado pela queda da moeda norte-americana no exterior, após dados fracos do mercado de trabalho norte-americano, e por outro pela cautela que antecede o primeiro turno eleitoral no Brasil.

 

Investidores reagiram, na última sessão antes das eleições de domingo, à nova pesquisa do Datafolha, divulgada na noite de quinta-feira, e ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo. O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,13%, a R$5,2173. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,65% e, no ano, queda de 4,95%. Às 17h05, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,34% na B3, aos R$5,2425. Pela manhã, os EUA informaram que foram criados 29 mil postos de trabalho no país em setembro, bem menos que os 90 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Já a taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%. Logo após os números, o dólar perdeu força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, e os rendimentos dos Treasuries despencaram, em meio à percepção de que o resultado do relatório payroll reforça a possibilidade de manutenção de juros pelo Federal Reserve neste mês.  Na maior cotação do dia, às 12h08, o dólar à vista marcou R$5,2404 (+0,32%). No restante da tarde, as cotações se movimentaram mais próximas da estabilidade, com os investidores à espera da votação no fim de semana. No exterior, o dólar seguia em baixa ante boa parte das demais divisas. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,08%, a 101,900.

REUTERS

 

Ibovespa acelera no final do pregão e fecha acima de 190 mil pontos

A bolsa de valores de São Paulo encerrou a sexta-feira em forte alta, avançando além dos 190 mil pontos, com os investidores ajustando posições antes do primeiro turno das eleições presidenciais no fim de semana.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,63%, a 192.114,55 pontos, após marcar 186.144,24 na mínima e 192.118,70 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somou R$43,7 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 5,81%. Os ganhos do índice se deram após uma sessão volátil, marcada por ganhos expressivos pela manhã na abertura e desempenho negativo no início da tarde, enquanto os agentes digeriam o noticiário eleitoral doméstico e os últimos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. "Estamos vendo um reposicionamento dos investidores para segunda-feira. Estamos vendo montagem de posição, com investidores comprando opções para se posicionar para um boom do mercado na semana que vem, apostando na alta do Ibovespa", disse o especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, Felipe Sant'Anna. Uma pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno da disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marcava 45%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que coloca os dois candidatos em empate técnico. Enquanto isso, no exterior, as bolsas de Nova York fecharam em alta depois que dados sobre o mercado de trabalho dos EUA abaixo do esperado diminuíram as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve na reunião deste mês. O número de empregos não agrícolas aumentou em 29 mil no mês passado, ficando bem abaixo da estimativa de 90 mil feita por economistas consultados pela Reuters. O S&P 500 fechou em alta de 0,73%.

REUTERS

 

Produção industrial no Brasil frustra expectativa e volta a cair em agosto

A produção industrial no Brasil voltou a registrar contração em agosto após mostrar algum fôlego no mês anterior, frustrando a expectativa de ganho com o resultado mais fraco para o mês em quatro anos e dando continuidade a uma perda de tração.

 

Em agosto, a indústria registrou queda de 0,6% na produção em comparação com o mês anterior, marcando ainda recuo de 1,2% ante o mesmo mês de 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. O resultado mensal, o mais fraco para meses de agosto desde 2022 (-1,4%), eliminou o ganho de 0,1% registrado em julho, em dado revisado para baixo de 0,2% informado anteriormente. A queda de agosto foi a terceira no ano, depois de perdas em maio e junho. Os resultados foram piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de altas de 0,1% no mês e de 0,4% na base anual. A política monetária restritiva, com a taxa básica de juros Selic atualmente em 13,75%, vem afetando o desempenho da indústria brasileira, em meio a uma desaceleração da economia, ainda que o mercado de trabalho resiliente amenize o cenário. "Claro que há uma perda de intensidade da indústria brasileira, e como pano de fundo você tem a restrição da política monetária", destacou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo. "Os juros altos afetam o nível de endividamento de empresas, famílias, poder de compra, e isso faz com que as companhias adiem seus investimentos", completou Macedo, destacando ainda fatores externos como o impacto da guerra no Oriente Médio sobre combustíveis, adubos e fertilizantes; as tarifas dos Estados Unidos e cotas para produtos como carnes. Em agosto, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção, sendo que as influências negativas mais importantes vieram de produtos do fumo (-23,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%). Entre as atividades que tiveram avanço na produção a principal influência positiva foi exercida por produtos alimentícios (1,0%). Entre as grandes categorias econômicas, todas apresentaram perdas em agosto em relação a julho -- bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%), bens de consumo duráveis (-1,0%), bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%). De acordo com Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, os dados corroboraram sua expectativa de continuidade do processo de arrefecimento da economia no terceiro trimestre do ano, com crescimento de 0,1% sobre os três meses anteriores. "Contudo, avaliamos que os números de hoje impõem um certo viés baixista para tal projeção e contribuem para que o Banco Central possa dar continuidade ao atual ciclo de calibração, promovendo um novo ajuste na reunião de novembro", afirmou.

REUTERS


Índice de preços de alimentos da FAO sobe 5,8%em um ano 

Interrupções na logística de transporte, como no Estreito de Ormuz e preocupações com o clima que restringiram a oferta explicam a alta de 1,5% em setembro 

 

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,5% em setembro, para 136 pontos, 2 pontos acima de agosto, impulsionado por interrupções na logística de transporte, preocupações com o clima que restringiram a oferta de produtos e cotações mais altas de commodities agrícolas. O dado foi divulgado pela Agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) na sexta-feira (2). Na comparação com setembro de 2025, o indicador teve alta de 5,8%. “Estamos observando uma alta persistente e cada vez mais generalizada nos preços globais das commodities, à medida que perturbações no Estreito de Ormuz e no Mar Negro se somam a choques climáticos, pressionando os setores de energia e transporte e commodities alimentares essenciais’, afirmou o economista-chefe da FAO, Maximo Torero, em comunicado com os dados. “Se persistirem, essas pressões logo serão repassadas aos preços dos alimentos ao consumidor (...),” acrescentou. O índice de preços dos cereais subiu 5,1% em setembro e ficou 17,2% acima do indicador registrado um ano antes. O trigo avançou 6,3%, com restrições logísticas no Mar Negro e seca em partes da América do Norte antes do plantio. Já o milho teve alta de 5,6%, influenciado por preocupações com a produtividade nos Estados Unidos, menor disponibilidade para exportação no Brasil e interrupções no comércio no Mar Negro. A incerteza sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz também sustentou as matérias-primas para biocombustíveis, como o milho. O arroz teve alta de 1,4%, decorrente de preocupações com o clima e com uma menor oferta sazonal. Os óleos vegetais subiram 0,9%, reflexo da alta do óleo de palma, sustentada pela forte demanda global. O índice de preços das carnes caiu 1,1%, com a queda dos preços da carne suína e de aves, em razão da ampla oferta. No sentido contrário, a carne bovina brasileira ficou mais cara, impulsionada pela maior importação dos Estados Unidos. Os preços da carne ovina ficaram praticamente estáveis. O indicador para os lácteos caiu 0,1%, com o recuo nas cotações do queijo compensando parcialmente a alta do leite em pó. No caso do açúcar, o índice de preços subiu 6,1% em setembro, diante das expectativas de menor oferta global na safra 2026/27, em parte por causa do El Niño.

VALOR ECONÔMICO

 

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