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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1208 DE 06 DE OUTUBRO DE 2026

prcarne
há 12 horas
13 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1208 | 06 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

“Boi-China” abre a semana a R$ 370/@ no mercado paulista

Preço do animal com padrão-exportação registrou aumento diário de R$ 2/@ em SP, chegando a R$ 372/@, no prazo, destacou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 368,00/@ (à vista) e R$ 372,00/@ (prazo)

 

No Paraná, os números também mostram um mercado bastante firme. O levantamento do Deral/Seab, atualizado na segunda-feira, mostra o boi em: Toledo: R$ 375/@. Londrina: R$ 370/@. Laranjeiras do Sul: R$ 370/@. Apucarana: R$ 365/@. Ponta Grossa: R$ 365/@. Curitiba: R$ 364/@. Cascavel: R$ 360/@. Paranavaí: R$ 365/@. Na segunda-feira (5/10), o preço do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” subiram R$ 5/@ e R$ 2/@ no mercado de São Paulo, para R$ 367/@ e R$ 372/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), segundo dados apurados pela Scot Consultoria. O movimento de alta da arroba reflete sobretudo a escassez de animais terminados neste pico de entressafra de animais terminados a pasto, além do encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos brasileiros. Segundo levantamento semanal da Agrifatto, a média nacional das escalas de abate segue em 6 dias úteis, com programações pouco confortáveis na maioria das praças monitoradas. Enquanto isso, observa a Agrifatto, os preços da arroba seguem variando conforme a região, a categoria, as condições de pagamento e o volume dos lotes, com entregas “pingadas” geralmente menos remuneradas. “O cenário mantém espaço para novos reajustes, mas a continuidade das altas dependerá do ritmo das compras e do repasse do aumento da arroba aos preços da carne”, disse a consultoria. Nas últimas semanas, continua a Agrifatto, o movimento de alta da arroba ganhou força diante da oferta enxuta de animais terminados, da necessidade de alongar as escalas de abate e da demanda consistente no início da primeira quinzena de outubro. “Os compradores acabam aceitando os preços pedidos pelos pecuaristas para manter o ritmo das exportações e garantir estoques neste período de crescimento sazonal do consumo”, destaca a Agrifatto. No mercado futuro, os contratos do boi gordo seguem subindo. Na sexta-feira (2/10), o papel com vencimento em setembro/26 registrou aumento semanal de 0,44%, encerrou o pregão da B3 a R$ 361,25/@, enquanto o contrato de novembro/26) subiu 0,61%, para R$ 387,40/@. Destaque também para o contrato de dezembro/26, que teve alta semanal de 0,63%, fechando a sessão de sexta-feira cotado a R$ 388,35/@. A única exceção na variação semanal foi o vencimento de outubro/26, que passou por um leve reajuste de -0,29%, mas ainda se manteve em patamares elevados, a R$ 378,30/@. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 345,00. Novilha: R$ 355,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China/Europa: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (2/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 366,00/@ (à vista) e R$ 370,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 361,00/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

EVENTOS

 

ExpoFrísia 2026 acontece entre os dias 12 e 14 de novembro

A ExpoFrísia 2026 será realizada entre os dias 12 e 14 de novembro, em Carambeí (PR), com melhorias na estrutura do Pavilhão de Exposições. Realizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, a 19ª edição também passa por uma mudança no calendário. A partir deste ano, a feira deixou o mês de abril e passou a ocorrer em novembro.

 

“Estamos preparando o Pavilhão de Exposições Frísia para uma nova etapa da feira. As melhorias foram pensadas a partir da experiência acumulada ao longo das edições e das necessidades de quem participa do evento, desde cooperados até expositores e visitantes. A ideia é que a estrutura acompanhe a evolução do evento e ofereça mais conforto e melhores condições para as atividades realizadas durante os três dias”, afirma o especialista em Eventos da Frísia, Luciano Tonon. A alteração de data atende a uma demanda dos expositores de animais e permite ampliar o intervalo entre as principais exposições de pecuária leiteira dos Campos Gerais, além de favorecer o planejamento dos criadores e a disponibilidade de animais em período de maior concentração de partos no inverno. Além da área destinada à exposição e aos julgamentos, o Pavilhão de Exposições Frísia recebe espaços voltados a palestras, encontros e atividades técnicas. Com entrada e estacionamento gratuitos, a programação da ExpoFrísia 2026 reúne atividades técnicas, julgamentos, palestras e momentos de integração entre os participantes. Ao longo dos três dias, produtores, especialistas, empresas e lideranças do setor estarão reunidos para discutir temas relacionados às cadeias agrícola, leiteira e suinícola, além de acompanhar novidades e práticas aplicadas ao agronegócio. Serviço. 19a ExpoFrísia 2026. 12 a 14 de novembro. Pavilhão de Exposições Frísia. Anexo ao Museu Parque Histórico de Carambeí (PR). Avenida dos Pioneiros, 4.050

ASSESSORIA DE IMPRENSA FRÍSIA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Criador de aves e suínos busca driblar a alta de custos no Paraná

Boletim do Departamento de Economia Rural mostra que avicultores e suinocultores vivem um momento de margens negativas no Estado. Um dos principais fatores de pressão sobre as margens é o encarecimento da ração dos animais

 

Suspender investimentos na propriedade é a saída que o avicultor Marcelo Teles, de Palotina, no oeste do Paraná, encontrou para driblar a conjuntura difícil em decorrência do aumento dos custos de produção. “Há quatro anos só faço manutenção preventiva, não há como aplicar recursos em equipamentos novos”, afirma. Ele mantém quatro aviários na propriedade, onde aloja 33 mil aves e, mesmo sendo integrado a uma cooperativa da região, tem visto dificuldades para dentro da porteira: “Há uma fatia do negócio diminuindo”. Boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná, mostra que avicultores e suinocultores vivem um momento de margens negativas no Estado. Na avicultura de corte, o produtor recebeu em agosto R$ 4,73 por quilo de frango vivo, abaixo do seu custo total de produção, de R$ 4,85 por quilo, gerando margem negativa de 2,47%. Cenário ainda mais apertado é observado na suinocultura no Paraná. O preço nominal médio do suíno vivo ficou em R$ 5,31 quilo enquanto o custo operacional foi de R$ 5,96 por quilo, levando a uma margem negativa de 10,91%. Um dos principais fatores de pressão sobre as margens é o encarecimento da ração dos animais no Estado que é o segundo no ranking nacional de produção de suínos e primeiro na avicultura. Milho e farelo de soja, os principais ingredientes da ração, subiram 6,9% e 17% em 12 meses, respectivamente, de acordo com o Deral. Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir José Dariva, a margem negativa, em alguns casos, pode ser até maior, chegando a 30%. “A alimentação corresponde a mais de 70% do custo de produção, mas outros insumos como energia elétrica, material de construção e mão de obra têm impactado o bolso do produtor e reduzido ainda mais as margens”, afirma. Segundo ele, o custo de produção pesa mais para os produtores independentes de suínos, que representam cerca de 25% dos criadores paranaenses. O restante está dividido entre os integrados a agroindústrias e às cooperativas. Suinocultor em Itapejara do Oeste (PR), Dariva é integrado e mantém dois galpões de unidade produtora de desmamados com 3,2 mil cabeças. Em sua visão, para que as margens retornem a níveis positivos para os criadores é fundamental que haja aumento no consumo interno da carne suína. O dirigente diz que o excedente de produção no país gira em torno de 280 mil toneladas de carne suína atualmente, por isso uma nova campanha lançada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos busca estimular o consumo. De acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), enquanto o custo de produção de suínos aumentou 2,58% em agosto, em relação a julho, o preço recebido pelo produtor caiu 4,15%. “Essa diferença aumenta a pressão sobre as margens e dificulta a recuperação da rentabilidade da atividade”, ressalta Roberto Carlos Andrade e Silva, analista do Deral. Na avicultura paranaense, o custo de produção acumula altas de 5,61% no ano e 5,30% em 12 meses, segundo o Deral. O Estado é o maior produtor nacional, com 34% dos abates de aves. Na atividade, a alimentação representa quase 64% dos custos, por isso a alta de milho e da soja acende um alerta. Num cenário de retração no preço do frango vivo, a relação de troca está se deteriorando, observa o Deral. O avicultor Marcelo Teles observa que no modelo de integração o produtor não é impactado diretamente pela oscilação do preço da ração, que é fornecida pela indústria. No entanto, outros custos de manutenção da propriedade pesam no bolso do produtor. Entre eles, Teles elenca o custo da energia elétrica e do óleo diesel, utilizado em geradores, aquecedores de aviários e maquinários agrícolas. “A manutenção da propriedade está cara, enquanto isso o valor do frango não subiu”, lamenta. Dalton Auri Ludewig, avicultor em Maripá, no oeste do Paraná, cria 180 mil aves em oito aviários na propriedade familiar que toca com o pai e o irmão. Ele também cita entre os insumos que mais pesam nos custos de produção a energia elétrica e o óleo diesel, além do gás (GLP). “São itens essenciais para a atividade. Não há alternativa para economizar”. Mesmo com a cooperativa absorvendo parte dos custos, o produtor afirma que a rentabilidade está cerca de 20% menor este ano. Os investimentos, diz ele, também estão parados, tendo em vista a redução das margens e as taxas de juros das linhas de crédito. “Nessa atividade, fazemos investimentos a longo prazo e o juro alto deixa o produtor amarrado por muitos anos, fica inviável”, avalia.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar tem maior queda diária em 8 anos após resultado do 1º turno das eleições 

No mercado futuro, chamou atenção dos agentes financeiros o giro elevado do dia, com a negociação total dos contratos futuros mais líquidos (com vencimento em novembro) chegando quase no dobro da mediana dos últimos três anos, de US$ 38 bilhões negociados 

 

O dólar à vista exibiu intensa desvalorização frente ao real na segunda-feira, na maior queda diária da moeda americana no Brasil desde junho de 2018. O movimento se deu no primeiro dia de negociação do mercado depois do primeiro turno da eleição presidencial. Ainda que sem nenhum projeto fiscal apresentado pelo eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - favorito a vencer a disputa no segundo turno - os agentes seguiram otimistas com as chances de mudança na condução da política fiscal, em especial pelo fato de o PL ter se fortalecido no Congresso. Isso, em tese, facilitaria a aprovação de medidas e reformas em um eventual governo bolsonarista. No mercado futuro, chamou atenção dos agentes financeiros o giro elevado do dia, com a negociação total dos contratos mais líquidos (com vencimento em novembro) chegando quase no dobro da mediana dos últimos três anos, de US$ 38 bilhões negociados. Até as 17h25, haviam sido negociados US$ 73 bilhões, mas o mercado futuro segue aberto até 18h30. No fim do pregão do mercado à vista, o dólar registrou queda de 4,12%, cotado a R$ 5,0010. Essa foi a maior queda diária desde 8 de junho de 2018, quando o Banco Central anunciou uma injeção de liquidez no mercado. Diante disso, hoje o dólar voltou a testar níveis próximos das mínimas do ano, tendo encostado em R$ 4,9530 na parte da manhã. Com essa dinâmica de hoje, o real tornou-se, de longe, a moeda mais valorizada do dia entre as 33 mais líquidas. Para se ter como referência, o segundo melhor desempenho veio do peso chileno, com a moeda americana caindo 0,65% ante a divisa do Chile. Perto das 17h25, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,22%, aos 102,157 pontos.

VALOR ECONÔMICO

 

Ibovespa encerra acima dos 206 mil pontos pela 1ª vez na história

Volume financeiro negociado pela principal referência acionária local também surpreendeu e chegou a R$ 79,3 bilhões — no maior valor desde o começo da série acompanhada pelo VALOR DATA, que teve início em outubro de 2000

 

O favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) para vencer o segundo turno da eleição presidencial provocou uma reação expressiva nos ativos domésticos na segunda-feira. Na máxima do pregão, o índice chegou a tocar os 209.606 pontos, renovando o recorde intradiário, com agentes financeiros vendo a probabilidade de uma vitória do candidato bolsonarista. Durante a tarde, o índice perdeu um pouco de força, mas ainda assim conseguiu fechar acima dos 206 mil pontos pela 1ª vez na história. No fim, o Ibovespa avançou 7,70%, aos 206.912 pontos, distante dos 192.138 pontos vistos na mínima intradiária. Já o giro financeiro na bateu R$ 102,7 bilhões. Entre as blue chips, bancos foram destaque de alta, especialmente as units do BTG Pactual, que subiram 22,52%. O dia também foi positivo para papéis de estatais: as PN da Petrobras ganharam 8,19%, ao passo que as ON do Banco do Brasil exibiram alta de 11,00%. Apenas sete ações terminaram em queda no pregão. Dentre elas a Vale, que perdeu 0,97%, em um dia negativo para papéis de exportadoras diante da forte queda do dólar frente ao real. O movimento de hoje reflete a performance de Flávio no primeiro turno, que alcançou 47,03% dos votos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vantagem de 2.224.965 votos. A força da direita no Congresso também chamou atenção, uma vez que o PL elegeu 19 senadores e terá 28 representantes, a maior bancada da Casa. A composição tende a favorecer a aprovação de reformas fiscais, o que impulsiona o otimismo dos investidores. A disparada da bolsa após o primeiro turno pode ser explicada por uma combinação de fatores, na avaliação do chefe da mesa de ações e derivativos do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi. Além da surpresa com a vantagem de Flávio Bolsonaro e da vitória da direita em alguns Estados, a baixa exposição dos investidores à renda variável contribuiu para a forte alta do índice, acompanhada de um volume financeiro recorde. "São praticamente cinco anos de mercado bastante deprimido, de baixíssimo posicionamento de clientes e resgate da indústria de fundos. O técnico estava muito leve", destaca Zanlorenzi. "Nos últimos anos, nós procurávamos os clientes, mas hoje os clientes nos procuraram, voltando a mostrar interesse, em um momento em que encontram empresas muito baratas e de muita qualidade", diz o profissional do BTG, que relatou surpresa com o número de contatos recebidos na segunda-feira, principalmente de investidores pessoas físicas.

VALOR ECONÔMICO

 

Mercado volta a ver inflação este ano acima de 5% no Focus

A expectativa para a inflação neste ano voltou a ficar acima de 5% na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, na terceira semana seguida de aumento.

 

Os analistas consultados passaram a ver alta de 5,01% do IPCA em 2026, de 4,99% na pesquisa anterior. Para 2027 a conta caiu a 4,30%, de 4,31%, enquanto para 2028 seguiu em 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda que a expectativa de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,01 ponto percentual tanto para este ano quanto para o próximo, respectivamente a 1,85% e 1,40%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros, vista em 13,50% ao final de 2026 e em 12,00% em 2027. Com a Selic atualmente em 13,75%, a expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro do BC. A pesquisa foi fechada na sexta-feira, portanto antes do primeiro turno da eleição presidencial no domingo, que determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno. O senador terminou o primeiro turno na liderança.

REUTERS

 

Setor de serviços do Brasil volta a contrair em setembro com demanda menor, aponta PMI

O setor de serviços no Brasil voltou a registrar contração em setembro, no ritmo mais forte em quase um ano, conforme a retração da demanda provocou novas quedas na atividade, no emprego e em novos pedidos, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado na segunda-feira.

 

Ainda assim, as empresas se tornaram mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento, devido à expectativa de condições econômicas melhores após a eleição presidencial deste mês. O PMI de serviços do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu a 49,2 em setembro, de 50,5 em agosto, marcando o ritmo mais forte de retração desde outubro de 2025. A marca de 50 separa crescimento de contração. Os participantes da pesquisa mencionaram desafios políticos e econômicos, bem como a falta de investimentos e o impacto de greves. "Se for necessário um segundo turno da eleição, como muitos esperam, pode levar mais tempo para que a confiança seja restaurada e os investimentos sejam retomados. As próprias empresas, porém, mostraram-se mais otimistas em relação às perspectivas de crescimento de médio prazo da demanda e da produção", disse Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence. Segundo o levantamento, restrições orçamentárias entre os clientes, condições competitivas, fraqueza da demanda e cancelamentos de projetos levaram as vendas a território de contração em setembro. O ritmo de queda, no entanto, foi apenas leve, assim como na produção. Mas a redução dos novos pedidos foi a quarta em sete meses e levou os fornecedores de serviços a reduzir o número de funcionários no mês em ritmo moderado, mas o mais rápido em três meses. Com isso, o número de empregados recuou em três dos últimos quatro meses. Em relação à inflação, preços mais altos de produtos químicos, materiais elétricos, alimentos, combustíveis, metais, embalagens, papel e madeira foram apontados como fatores de mais um aumento dos custos operacionais, mas ainda assim a taxa de inflação de custos desacelerou para o menor nível em seis meses em setembro. Os preços cobrados pelos serviços subiram no ritmo mais fraco em oito meses, com os participantes da pesquisa que disseram ter aumentado suas tarifas citando repasse parcial do aumento dos custos aos clientes. "Os aspectos positivos do PMI vieram dos indicadores de preços, que mostraram que a redução das pressões de custos limitou a inflação dos preços cobrados. Isso aumenta as esperanças de que a medida de inflação usada como meta da política monetária (IPCA) fique abaixo de sua estimativa preliminar e, consequentemente, permaneça abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelo banco central", disse De Lima. Com retração tanto na atividade de serviços quanto na de indústria, o PMI Composto do Brasil caiu a 47,4 em setembro, de 49,1 em agosto, na maior queda da produção do setor privado em um ano.

REUTERS

 

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