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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1199 DE 23 DE SETEMBRO DE 2026

prcarne
há 13 horas
16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1199 | 23 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

BOI GORDO: PREÇOS FIRMES

Na terça-feira (22/9), os preços físicos do boi gordo seguiram firmes, com a tendência de alta nas principais praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)

 

Segundo a Scot Consultoria, na região Noroeste do Paraná, na comparação diária, alta de R$2,00/@ para a cotação da vaca e de R$3,00/@ para a do “boi China”. Para as demais categorias, estabilidade. No mercado futuro, os contratos futuros mantêm ágio sobre as cotações de balcão, com o vencimento para dezembro/26 superando o valor de R$ 390/@ ao longo do pregão de segunda-feira da B3 (21/9). Pelos dados da consultoria Agrifatto, na terça-feira (22/9), a arroba dos machos (com ou sem padrão-exportação) terminados seguiu valendo R$ 360 (prazo) no interior paulista, enquanto a média da cotação nas outras 16 praças monitoradas se manteve em R$ 346,50. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi China” é negociado por R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). De acordo com avaliação da Agrifatto, neste momento, os frigoríficos brasileiros de menor porte, com programações mais curtas, continuaram enfrentando dificuldades para adquirir boiadas e precisaram atuar de forma mais agressiva nas compras. Por sua vez, diz a consultoria, as grandes indústrias permaneceram em situação mais confortável, amparadas por animais de confinamentos próprios e contratos de parceria. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (18/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Cota do Uruguai pode abrir espaço para mais 80 mil toneladas de carne brasileira na China

Volume equivale a até 400 mil cabeças e poderia reaquecer as compras de boi China, mas Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, alerta que operação ainda depende do aval de Pequim 

 

O possível uso pelo Brasil de parte da cota uruguaia de carne bovina para a China ganhou um novo desdobramento. Depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar que o Uruguai autorizou o aproveitamento de seu excedente, estimativas da Safras & Mercado apontam que cerca de 80 mil toneladas estão em discussão. O volume, porém, ainda não está disponível aos frigoríficos brasileiros: falta a autorização das autoridades chinesas. A dimensão é relevante para a pecuária. Segundo a consultoria, 80 mil toneladas poderiam representar aproximadamente 320 mil a 400 mil cabeças de gado. Se a autorização sair rapidamente, o movimento poderá provocar uma recomposição das compras de animais habilitados para a China já em outubro, justamente quando as indústrias começam a preparar cargas para 2027. Apesar da sinalização positiva do Uruguai, o ponto central permanece o mesmo: Pequim precisa concordar com a operação. Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, destaca que a gestão das cotas é responsabilidade das autoridades chinesas e que o Brasil já buscou anteriormente uma flexibilização das regras sem sucesso. O alerta atualizado da Safras & Mercado reforça essa cautela. Além da anuência chinesa, seria necessário estabelecer um mecanismo que permita contabilizar carne de origem brasileira dentro do volume originalmente destinado ao Uruguai. Por isso, a consultoria recomenda tratar as 80 mil toneladas como uma possibilidade, e não como oferta adicional já garantida ao Brasil. Mesmo que a autorização chinesa seja concedida, existe outro desafio: o tempo. O trânsito marítimo entre Brasil e China leva aproximadamente 45 a 60 dias. Dessa forma, outubro seria praticamente a única janela segura para concentrar embarques com possibilidade de internalização da carne ainda em 2026. A partir de novembro, cresce consideravelmente o risco de a mercadoria chegar apenas em 2027. Quanto mais tarde vier uma eventual autorização chinesa, menor será a possibilidade de utilização integral das 80 mil toneladas ainda neste ano.

COMPRE RURAL

 

SUÍNOS

 

Queda mensal do suíno vivo chega a 3,97% no Paraná

Indicador LAPESUI/UFPR registra alta de 1,53% no suíno vivo e de 2,56% na carcaça, mas ambos permanecem abaixo dos níveis de um mês atrás. Varejo tem movimentos distintos entre cortes e cidades.

 

O preço do suíno vivo no Paraná apresentou reação na semana de 10 a 16 de setembro, segundo o Indicador de Preço do Suíno LAPESUI/UFPR. A média semanal subiu 1,53% e fechou em R$ 4,58 por quilo vivo. Apesar da recuperação no curto prazo, a cotação ainda acumula queda de 3,97% na comparação com a semana de 19 de agosto. O movimento também apareceu no mercado de carcaças. O indicador registrou alta de 2,56% na semana, para R$ 7,46 por quilo. No comparativo mensal, entretanto, o preço da carcaça permanece 4,94% abaixo do registrado na semana de 19 de agosto. Os dados apontam, portanto, para uma recuperação das cotações na segunda semana de setembro, mas ainda sem reversão das perdas observadas no intervalo de um mês. Para a próxima semana, o LAPESUI/UFPR projeta nova alta e indica possibilidade de o preço do suíno chegar a R$ 5,60 por quilo. No varejo, os preços apresentaram movimentos distintos conforme o corte e o canal de comercialização. Nos supermercados de Curitiba, o pernil teve a maior variação na semana, com alta de 15,45%. O preço médio chegou a R$ 19,43 por quilo. A bisteca, por outro lado, apresentou queda na comparação com o mês anterior e foi cotada, em média, a R$ 17,60 por quilo. Nos açougues e casas de carne da capital, a costela registrou alta de 5,71% no último mês, alcançando preço médio de R$ 40,71 por quilo na última semana. Já a bisteca apresentou queda em relação ao mês anterior, com cotação média de R$ 24,89 por quilo na semana de 14 de setembro. Em Londrina, o destaque ficou com a paleta. O corte foi comercializado, em média, a R$ 18,29 por quilo, alta de 44,47% em relação ao mês anterior. O levantamento do LAPESUI/UFPR mostra, assim, uma recuperação recente dos preços do suíno vivo e da carcaça, enquanto o comportamento dos cortes no varejo permanece desigual entre produtos e localidades. O indicador não aponta, nesta edição, as causas específicas para as oscilações registradas nos diferentes mercados.

O PRESENTE RURAL

 

INTERNACIONAL

 

Carne bovina da Argentina supera em US$ 1.000 o preço obtido pelo Brasil no exterior

Em agosto/26, a proteína in natura argentina atingiu valor médio de US$ 7.114/t no mercado internacional, 15,4% acima da cotação média de exportação do produto brasileiro, de US$ 6.166/t

 

O preço médio de exportação de carne bovina in natura da Argentina tem registrado avanços significativos ao longo de 2026, bem superiores aos observados para a carne bovina brasileira no mesmo período. Em agosto/26, a carne bovina resfriada e congelada exportada pela Argentina atingiu um valor médio de US$ 7.114 por tonelada, 28,5% acima do preço médio alcançado em igual mês de 2025, de US$ 5.537 por tonelada, de acordo com dados do Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas (ABC). Por sua vez, a cotação média da carne bovina in natura embarcada pelo Brasil em agosto/26 ficou em US$ 6.166/tonelada, com acréscimo de 10,1% em relação ao resultado médio de agosto/25, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Portanto, na comparação entre os preços obtidos pelos dois países no mercado internacional de carne bovina, os frigoríficos argentinos recebem 15,4% (ou quase US$ 1.000/tonelada a mais) pela mercadoria exportada. Ambos os países têm, historicamente, a China como o principal comprador mundial de carne bovina. Em agosto/26, a China pagou, em média, US$ 5.960 pela tonelada da carne in natura argentina, enquanto o Brasil recebeu US$ 5.725/tonelada. Segundo o Consórcio ABC, ao longo de 2025, iniciou-se uma recuperação gradual nos preços da carne bovina argentina, que levou a um pico de quase US$ 7.300 por tonelada em maio de 2026. No entanto, após o pico de aproximadamente US$ 6.300 por tonelada registrado em abril de 2022, os valores iniciaram uma tendência de queda até atingirem um patamar mínimo próximo a US$ 3.740 em meados de 2024. Em agosto/26, a Argentina embarcou 72.900 toneladas de carne bovina resfriada e congelada, totalizando um valor próximo a US$ 518,4 milhões, segundo dados do Consórcio ABC. Em relação a agosto de 2025, os embarques cresceram apenas 0,4%, mas a receita em divisas aumentou 29,1%, refletindo justamente a forte recuperação dos preços internacionais da carne argentina. A China mantém uma participação determinante no comércio exterior de carne bovina argentina. Durante o mês de agosto, foram enviadas ao país asiático 18.100 toneladas de carne com osso e ossos bovinos provenientes da desossa; no total, a China concentrou 59,1% dos volumes exportados no último mês. Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações de carne bovina resfriada e congelada da Argentina totalizaram 476.700 toneladas, gerando receita de US$ 3.290,8 milhões. Em comparação com os primeiros oito meses de 2025, os volumes cresceram 5,9%, enquanto o valor obtido aumentou 39,8%.

CONSÓRCIO ABC

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Inadimplência no Paraná cresce quase 5% em agosto, mas desacelera

Apesar da alta na comparação com agosto de 2025, em relação a julho, número de devedores no Estado recuou 1,52%

 

O número de consumidores inadimplentes no Paraná registrou um crescimento de 4,84% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço, o desempenho do Estado ficou abaixo da média de crescimento da Região Sul (8,32%) e do país (5,02%). Na passagem de julho para agosto, o resultado aponta para uma desaceleração, com recuo de 1,52% no total de devedores paranaenses. Os dados, divulgados pela Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), mostram que o perfil do devedor paranaense é concentrado na população adulta. A faixa etária de 30 a 39 anos representa a maior fatia dos negativados no Estado, respondendo por 26,11% do total, seguida de perto pelos consumidores de 40 a 49 anos (22,17%). Quanto ao gênero, o levantamento aponta equilíbrio: 50,51% dos inadimplentes são do sexo feminino e 49,49%, do sexo masculino. O levantamento da Faciap também calculou o valor médio das dívidas dos paranaenses, de R$ 6.262,57 em agosto, considerando o somatório de todos os boletos em atraso. No entanto, grande parte dos débitos refere-se a valores mais baixos. Do total de endividados, 23,75% têm dívidas somadas de até R$ 500, enquanto 35,33% possuem pendências de até R$ 1 mil. O tempo médio de atraso das contas no Estado é de 30,3 meses, sendo que 34,37% dos consumidores permanecem com restrição no nome por um período entre um e três anos. O setor financeiro é o principal gerador de pendências no Estado. Os bancos concentram 61,14% de todas as dívidas em atraso no Paraná e, segundo a Faciap, a maior parte dessas dívidas resultam do não pagamento de financiamentos de carros e casas e empréstimos pessoais. Na sequência aparecem o comércio (10,83%), o segmento de comunicação (8,32%) e as contas de água e luz (6,41%), enquanto a categoria "outros" responde por 13,31% dos débitos registrados. Em agosto, cada consumidor negativado do Estado devia, em média, R$ 6.262,57 na soma de todas as contas em atraso. Os dados mostram também que 23,75% dos consumidores paranaenses tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 35,33% quando se fala de dívidas de até R$ 1 mil. O tempo médio de atraso dos devedores negativados no Estado é de 30,3 meses, sendo que 34,37% dos devedores possuem tempo de inadimplência maior, entre um e três anos. Gerente de Negócios da Faciap, Raphael Siqueira observou que os levantamentos da inadimplência no Estado vêm apontando, mês a mês, um aumento no número de consumidores que quitam suas dívidas em até 90 dias. São débitos em valores mais baixos. “O índice de recuperação em até 30 dias é de quase 77%. Quando a gente traz para 90 dias, aumenta quase 80%.” Para reduzir ainda mais a inadimplência no Estado, desde julho a Faciap desenvolve ações com os empresários paranaenses. Uma delas, é orientar os credores a enviarem mensagens informando os devedores sobre as pendências financeiras antes que ele seja negativado. “Hoje, dentro do Estado, tem um período de hibernação de 30 dias antes de o consumidor ser negativado. Nesse período, o empresário envia mensagens via WhatsApp, SMS ou e-mail ‘lembrando’ do atraso no pagamento. Essa relação ajudou a reduzir a inadimplência”, afirmou Siqueira.

FOLHA DE LONDRINA

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável ante real em meio à expectativa de acordo entre EUA e Irã

Após oscilar em margens estreitas, o dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de que EUA e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

 

O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,08%, a R$5,1040. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,01%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,21% na B3, aos R$5,1115. O Copom defendeu na ata a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, ainda que se observe um arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação. “Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, afirmou o BC. Ao analisar o documento, a economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, citou um “ganho de convicção na desaceleração da atividade". Para Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, a ata indicou que o Copom está confiante no processo de desinflação da economia. “Apesar do nosso cenário base ser de manutenção da taxa de juros no patamar atual de 13,75% até o final do ano, entendemos que a ata de hoje aponta para uma maior inclinação do Copom seguir afrouxando a Selic nas próximas reuniões, impondo um viés baixista para a nossa projeção”, disse Lin em comentário escrito. Durante o restante da manhã e à tarde, porém, a moeda norte-americana perdeu força gradativamente, virando para o negativo, ainda que as oscilações fossem limitadas. O movimento ocorreu em meio à expectativa de que EUA e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar em um acordo com o Irã apenas depois das eleições legislativas norte-americanas, em novembro. Ao mesmo tempo, afirmou que pode “aniquilar a República Islâmica” se um acordo de paz não for alcançado. Após o discurso, Trump disse a repórteres que autoridades dos dois países tiveram uma reunião “muito boa”, de três horas, na terça-feira. Às 16h35, já após os comentários de Trump, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,0976 (-0,20%), para depois retornar para perto da estabilidade. “O dólar passou por oscilações durante o dia, mas manteve-se em um patamar comportado e refletindo a menor aversão ao risco por parte dos investidores frente ao cenário externo”, disse à tarde Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, em comentário escrito.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta após dia volátil, com melhora externa

Indicação do presidente americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos estão avançando em direção a um acordo com o Irã ajuda a alimentar maior apetite por risco 

 

Depois de passar a metade do pregão no campo negativo, o Ibovespa mudou de direção durante a tarde após a indicação do presidente americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos estão avançando em direção a um acordo com o Irã, o que ajudou a alimentar um maior apetite por risco nos mercados acionários. A melhora no ambiente externo ocorreu mesmo depois de Trump ter ameaçado "aniquilar" o Irã e "empurrá-lo para o inferno" durante a manhã. Com a virada no humor dos mercados durante a tarde, as blue chips também ganharam força, o que ajudou a intensificar os ganhos do índice. Com isso, após variar entre os 184.977 pontos e os 187.672 pontos, o Ibovespa fechou em alta de 0,44%, aos 187.423 pontos. Entre as blue chips, as PN do Bradesco foram destaque de alta, ao subir 1,49%. Da mesma forma, as preferenciais da Petrobras avançaram 0,73%, ao passo que as ON da Vale ganharam 0,39%. Na ponta contrária, as ordinárias do Banco do Brasil lideraram as perdas, com recuo de 1,39%. Ações de petroleiras chegaram a liderar as maiores perdas do Ibovespa ao longo da sessão, mas viraram e passaram a ficar entre os maiores ganhos, caso da Brava. No fim, as ON da companhia subiram 2,82%, na contramão do recuo nos contratos futuros do Brent para novembro, que voltaram a fechar abaixo de US$ 100 por barril. "Uma normalização mais consistente do fluxo por [Estreito de] Ormuz reduziria a pressão sobre a inflação e poderia permitir uma descompressão adicional das curvas de juros, especialmente após a forte alta observada nas últimas semanas", destacou a Monte Bravo, em nota. O dia também foi marcado pelas declarações de Lula na abertura da Assembleia da ONU, de que não cederá a pressões de multinacionais sobre o Pix e endurecerá o tom contra as bets. Ainda assim, a reação dos mercados ao discurso de Lula e ao de Trump foi bastante tímida. Embora o cenário externo tenha pesado mais sobre o cenário local hoje, as eleições permaneceram no foco dos agentes, com apenas nove pregões antes do pleito, em 4 de outubro. Para a Monte Bravo, a disputa segue extremamente apertada.

VALOR ECONÔMICO

 

Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados na terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

 

Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação. De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas. Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados. Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

AGÊNCIA BRASIL


Governo reduz para 2% o crescimento do PIB e espera inflação menor em 2026

O Ministério da Fazenda reduziu sua projeção oficial para o crescimento da economia em 2026, de 2,3% para 2%, e cortou a estimativa de inflação de 5,1% para 4,9%. As novas projeções, divulgadas na terça-feira (22) no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), indicam desaceleração da atividade econômica nos setores de serviços e indústria. A inflação, apesar da melhora, deva continuar acima do teto da meta. 

 

A atividade econômica de 2026 deve crescer 2%, abaixo do esperado. A revisão na estimativa do PIB (Produto Interno Bruto), de 2,3% para 2,0%, foi motivada por uma piora nas projeções para os setores de serviços (de 2,4% para 1,8%) e indústria (de 2,1% para 1,7%), parcialmente compensada por melhora na agropecuária (de 1,8% para 2,8%). A desaceleração é resultado da "transmissão defasada da política monetária sobre a demanda doméstica". O boletim indica que o efeito dos juros altos sobre o consumo e o investimento está sendo mais sentido. O comprometimento da renda das famílias "atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo", diz o texto. A projeção de inflação para 2026 recuou para 4,9%, mas ainda supera a meta. A revisão para baixo reflete resultados melhores que o esperado para os preços de alimentos no domicílio e de alguns serviços até julho. Mesmo com a melhora, a estimativa do governo para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) continua acima do limite máximo de 4,5% perseguido pelo Banco Central (meta de 3% com tolerância de 1,5 ponto). Para o INPC, usado no reajuste do salário-mínimo, a projeção caiu de 5,3% para 5,1%. A Fazenda, no entanto, alerta para fatores de risco que podem pressionar os preços, como o fenômeno El Niño e a alta do petróleo devido a conflitos internacionais, que "elevou as incertezas quanto aos efeitos de segunda ordem da alta do preço do petróleo sobre outras cadeias produtivas", diz a SPE. Para 2027, o governo projeta um crescimento menor, com inflação maior. O boletim também ajustou as expectativas para o ano que vem, revisando o crescimento do PIB de 2,5% para 2,3% e elevando a projeção de inflação de 3,6% para 3,8%. A piora no cenário de preços de 2027 é justificada "refletindo os efeitos de um El Niño mais intenso sobre a safra do próximo ano". O documento também projeta possível reversão no ciclo pecuário que pode encarecer as carnes. A atividade econômica mais fraca, por sua vez, reflete um ciclo de queda de juros "marginalmente mais gradual do que o previsto anteriormente", o que adia parte da recuperação da economia para os anos seguintes. A alta internacional do petróleo deixou de ser um movimento pontual para se tornar persistente. De acordo com Débora Freire, secretária de Política Econômica, o preço do barril de Brent superou os US$ 100, bem acima da média anual de US$ 79 prevista anteriormente. A queda rápida nos estoques de petróleo eleva o prêmio de risco e pressiona juros de longo prazo. A secretária explicou que o cenário global é de incerteza e exige o monitoramento constante das decisões econômicas. A forte emissão de dívidas ligadas à IA nos EUA gera uma expressiva concorrência por poupança. Esse ciclo de investimentos na área de tecnologia pressiona os custos e as taxas de juros de longo prazo americanas. A política do Fed (Federal Reserve) de elevar as taxas de juros reflete diretamente no custo do dinheiro de outros países. A expectativa do banco central norte-americano é que ocorra mais um aumento de juros ainda este ano. A perda de ritmo da economia da China causa uma reação no mercado do Brasil. "Para nós o efeito é misto: deve tornar mais barata a importação de máquinas e equipamentos, mas o crescimento concentrado nesses setores na China desaquece a exportação de commodities", afirmou Freire. A desaceleração da economia do país deve continuar ao longo do terceiro trimestre. Freire avaliou o resultado do segundo trimestre como "uma atividade no segundo trimestre em desaceleração em razão dos efeitos defasados da política monetária". A produção agropecuária nacional começa a dar sinais de estabilização. "A gente está esperando, portanto, desaceleração [do setor] no terceiro trimestre", projetou a secretária de Política Econômica.

MINISTÉRIO DA FAZENDA

 

Varejo brasileiro cresce 7% em agosto, diz Stone

As vendas no varejo brasileiro em agosto foram 7% maiores do que o registrado no mesmo mês do ano passado, e cresceram 0,5% na comparação com julho, segundo dados divulgados pela empresa de meios de pagamento Stone na terça-feira (22).

 

De acordo com o levantamento mensal da empresa, cinco dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento de vendas em agosto. O maior avanço foi observado na categoria de Combustíveis e Lubrificantes (2,7%), seguido por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,6%). Já no comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram alta. Assim como na base mensal, os maiores avanços foram observados em Combustíveis e Lubrificantes (15,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (8,5%). Olhando para as regiões do país, 25 estados apresentaram crescimento em agosto, na comparação anual, sendo o maior avanço no Amazonas (21,8%). Ao mesmo tempo, dois estados registraram queda, sendo eles: Espírito Santo (0,4%) e Rio Grande do Sul (1,6%).

REUTERS

 

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