CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1196 DE 18 DE SETEMBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1196 | 18 de setembro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: preços dos machos subiram R$ 5/@ em apenas 2 dias em SP, aponta Scot
No mercado paulista, cotações do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China” subiram para R$ 350 e R$ 355/@, respectivamente; No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 358,00/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo).
Com o arrefecimento da demanda doméstica por carne bovina a partir desta segunda quinzena do mês, a oferta enxuta de animais terminados sustentou o movimento de alta nos preços do boi gordo nas praças de São Paulo, informou a Scot Consultoria, que identificou um novo acréscimo da arroba na quinta-feira (17/9), após o avanço registrado no dia anterior. Pelos dados da consultoria, o animal sem padrão-exportação subiu R$ 2/@ no mercado paulista, para R$ 350/@, enquanto o “boi-China” registro valorização diária de R$ 3/@, batendo R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). Em apenas dois dias, os preços dos machos terminados subiram R$ 5/@ em São Paulo, de acordo com o levantamento da Scot. Na mesma praça, a cotação da vaca gorda avançou R$ 5/@ na quinta-feira, enquanto a da novilha terminada, após alta de R$ 5/@ ontem (16/9), fechou o dia com estabilidade. “Vale destacar que há negócios pontuais a R$ 360/@ para o boi gordo e a R$ 350/@ para a novilha”, informa a Scot, ainda referindo-se ao mercado de São Paulo. A Agrifatto também apurou negociações nos mesmos patamares na praça paulista: “Foram registrados negócios pontuais a R$ 360/@, sinalizando a possibilidade de um novo patamar para o período”. No entanto, diz a consultoria, o baixo volume negociado ainda impede a consolidação desse valor como referência em SP. Segundo a Agrifatto, no geral, as indústrias brasileiras conduzem as compras de boiadas gordas de forma cadenciada, mas frigoríficos menores, com escalas mais apertadas, encontraram mais dificuldade para adquirir os lotes prontos e, por isso, precisaram pagar melhor pelos lotes disponíveis. De acordo com os analistas da Scot, neste momento, “os pecuaristas mantêm o ritmo de venda ajustado às necessidades de caixa, limitando a disponibilidade de bovinos terminados”. Em relação às fêmeas, continua a consultoria, a oferta é ainda menor que a dos machos, o que contribui para a alta nas cotações e para a redução do ágio entre as categorias, acrescenta a consultoria. Do lado comprador, a postura é de cautela nas negociações, com foco no controle dos estoques, disse a Scot: “Ainda assim, os frigoríficos que querem manter escalas confortáveis pagam o que é pedido.” Na quarta-feira (16/9), os contratos futuros do boi gordo encerraram a sessão da B3 em alta. O destaque ficou para o vencimento para outubro/26, pico da entressafra de animais terminados a pasto, que fechou o pregão cotado a R$ 381,30 a arroba, com avanço diário de 1,57%. Porém, observa a Agrifatto, a recente desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina limita movimentos de alta mais consistentes no curto prazo. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 339,50/@ (à vista) e R$ 343,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Abate de bovinos atinge recorde no segundo trimestre
O volume de bovinos abatidos no Brasil foi recorde no segundo trimestre de 2026. De acordo com dados do IBGE, 10,72 milhões de cabeças foram abatidas de abril a junho deste ano, o maior resultado para um segundo trimestre desde o início da série histórica do Instituto, em 1997.
Segundo análise do Cepea, o aumento do número de animais abatidos também foi acompanhado por uma expansão da produção de carne. No primeiro trimestre de 2026, o peso das carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas, enquanto, no segundo trimestre, chegou a 2,75 milhões de toneladas, alta de 4,4%. De acordo com o Centro de Pesquisas, o resultado reforça o cenário de maior oferta de carne bovina pela indústria frigorífica e acompanha o elevado ritmo de abate observado no País. Pesquisadores do Cepea ressaltam, ainda, que esse movimento pode estar associado não apenas ao maior número de animais encaminhados aos frigoríficos, mas também à composição do rebanho abatido, ao peso das carcaças e aos ganhos de produtividade nos sistemas de produção, resultado de investimentos em genética, nutrição, manejo e qualidade das pastagens.
CEPEA
China deve retomar compras de carne bovina para a cota de 2027, diz Datagro
Analista vê intensificação dos negócios entre o fim de setembro e o início de outubro, com embarques voltados à entrada da nova cota chinesa em janeiro
A China deve voltar a intensificar as compras de carne bovina brasileira entre o fim de setembro e o início de outubro, para que as cargas cheguem ao país a partir de janeiro de 2027. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (16) pelo analista de pecuária da Datagro, Guilherme Jank, durante o 6º Fórum Pecuária Brasil, em São Paulo. Segundo ele, a retomada é esperada após a desaceleração provocada pelo limite de importação estabelecido por Pequim para 2026. Jank afirmou que a cota chinesa foi cumprida em praticamente sete meses e que, por isso, a dinâmica de compras mudou ao longo do ano. A cota brasileira em 2026 é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa normal de importação de 12%. Sobre o volume que exceder esse limite, incide tarifa adicional de 55%. Em 2027, a cota sobe para 1,128 milhão de toneladas. No mercado brasileiro, a leitura é de que o limite de 2026 já foi atingido ao considerar cargas embarcadas e ainda em trânsito. Pela regra chinesa, a contabilização ocorre na entrada do produto no país. O recuo das compras ficou mais evidente em agosto, quando a China importou 18,9 mil toneladas de carne bovina brasileira, queda de 88,2% ante igual mês de 2025. A desaceleração também apareceu nas cotações do boi gordo. De acordo com a Datagro, a arroba chegou à faixa de R$ 325 com a redução da demanda chinesa, mas recuperou cerca de R$ 25 em menos de duas semanas e voltou para perto de R$ 350. Na terça-feira (15), o Indicador do Boi Datagro em São Paulo fechou a R$ 352,37 por arroba. Na B3, os contratos futuros permaneceram acima do mercado físico. Outubro encerrou a R$ 375,85 por arroba; novembro, a R$ 383,20; dezembro, a R$ 383,35; e janeiro de 2027, a R$ 386,15. O Indicador do Boi Datagro é usado pela B3 como referência para a liquidação dos contratos futuros da commodity. Segundo Jank, a China não será o único fator na formação dos preços do boi. A demanda dos Estados Unidos, o consumo brasileiro e o câmbio também devem influenciar o comportamento do mercado. A expectativa de retomada das compras chinesas também aparece entre exportadores e compradores que já negociam cargas com chegada prevista para janeiro, dentro da cota de importação de 2027.
ESTADÃO CONTEÚDO
Carne bovina: volume exportado recua 25,56% em agosto; receita cai 16,11%
As exportações brasileiras de carnes e subprodutos do abate de bovinos (incluindo carne in natura, industrializada, miúdos comestíveis e outros subprodutos) caíram 16,11% em receita em agosto de 2026, ante igual mês de 2025, para US$ 1,399 bilhão. O volume embarcado recuou 25,56% no mesmo comparativo, para 267,34 mil toneladas.
O desempenho refletiu principalmente o esgotamento da cota de exportações da carne bovina brasileira para a China, de 1,106 milhão de toneladas, com vendas acima desse volume sujeitas a sobretaxa de 55%. As informações foram compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações do setor alcançaram US$ 12,957 bilhões, alta de 19,55% ante igual período de 2025. Em volume, houve queda de 1,14%, para 2,387 milhões de toneladas. A China manteve-se como principal compradora da carne bovina brasileira nos oito primeiros meses do ano, com aquisições de US$ 5,438 bilhões, aumento de 9,43%. Em volume, as vendas ao país asiático recuaram 7,9%, para 873 mil toneladas. Considerando apenas agosto, as exportações de carne bovina in natura para a China caíram 89,62% em receita, para US$ 92 milhões, e 89,82% em volume, para 16 mil toneladas, ante agosto de 2025. Com o preenchimento da cota, a expectativa é de retomada das vendas para o país asiático a partir de novembro, para enquadramento na cota do ano seguinte. Os Estados Unidos, que se consolidaram como o 2º maior importador da carne bovina brasileira, ganham impulso extra com a nova cota, de até 300 mil toneladas, destinada ao grupo de "outros países" (sem cota específica no mercado norte-americano) e livre da alíquota de 26,4% aplicável fora da cota. A medida vale a partir de setembro e será dividida em três parcelas mensais de até 100 mil toneladas, entre setembro e novembro de 2026, por ordem de chegada. Segundo a Abrafrigo, o Brasil deve ser o maior beneficiário, o que pode atenuar os efeitos do esgotamento da cota chinesa no período. De acordo com informações do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), compiladas pela adidância do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nos Estados Unidos, até 14 de setembro de 2026 havia sido preenchido 22,16% do volume de 100 mil toneladas alocado para setembro. A associação ressalta que, pelas normas divulgadas, o volume não preenchido em um mês não é automaticamente realocado para o mês seguinte. A cota se destina às exportações de aparas magras de carne bovina (beef trimmings) descritas nos códigos de classificação (Sistema HS) 0201.30.5091, 0201.30.5097, 0202.30.5091 e 0202.30. 5097.De janeiro a agosto de 2026, as vendas totais de carne bovina aos Estados Unidos somaram US$ 2 bilhões, alta de 24,75% ante igual período de 2025. Considerando apenas carne bovina in natura, a receita cresceu 62,16%, para US$ 1,458 bilhão. Em volume, houve alta de 37,24%, para 241 mil toneladas. Em agosto de 2026, antes da entrada em vigor da nova cota, as vendas de carne bovina in natura aos EUA alcançaram US$ 182,2 milhões (+385%), com embarque de 31,33 mil toneladas (+390%). A Abrafrigo destaca ainda que, em agosto de 2025, entrou em vigor tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo a carne bovina, o que pode favorecer o desempenho das vendas aos EUA nos três meses seguintes. A União Europeia foi o 3º maior destino das exportações brasileiras de carne bovina de janeiro a agosto. As vendas totais ao bloco somaram US$ 791,3 milhões, alta de 44,4% ante igual período de 2025. As exportações de carne bovina in natura cresceram 38,54%, para US$ 659 milhões, com volume 26,36% maior, a 72,95 mil toneladas. Segundo a Abrafrigo, com a barreira imposta pela UE à carne bovina brasileira - relacionada a dificuldades para o reconhecimento do protocolo de produção livre de antimicrobianos, apresentado por entidades da cadeia produtiva e homologado pelo Mapa -, a estimativa é que o Brasil deixe de embarcar cerca de 70 mil toneladas de produtos cárneos bovinos para o bloco, com impacto em torno de US$ 700 milhões para o setor entre setembro Deixe seu comentário Seu time Seu signo Eleições 2026 Dólar 5,139 Entre Assine UOL 18/09/26, 06:50 Carne bovina: volume exportado recua 25,56% em agosto; receita cai 16,11% https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2026/09/17/carne-bovina-volume-exportado-recua-2556-em-agosto-receita-cai-1611.htm 1/5 e dezembro de 2026. Pelas informações disponíveis, o governo brasileiro ainda negocia com as autoridades europeias a possibilidade de reversão da barreira. Entre outros mercados estratégicos, o Chile manteve forte ritmo de expansão, com 106,8 mil toneladas embarcadas, alta de 32,4%, e receita de US$ 650 milhões, crescimento de 47,6%. A Rússia também ampliou as compras para cerca de 96 mil toneladas, avanço de 29,4%, enquanto a receita cresceu 46,4%, para aproximadamente US$ 454 milhões. O México, por sua vez, foi o único dos cinco mercados a registrar retração: as compras caíram 18,8%, para 65,8 mil toneladas, e a receita recuou 9,4%, para US$ 399 milhões. Hong Kong apresentou recuperação, com 71 mil toneladas importadas, alta de 9,9%, e faturamento de US$ 301 milhões, avanço de 34,7%. A Arábia Saudita registrou um dos desempenhos mais expressivos, com crescimento de 24,9% em volume, para 49,7 mil toneladas, e de 56,8% em receita, para US$ 297,5 milhões. No total, o Brasil passou de 164 para 171 países compradores na comparação entre janeiro e agosto de 2025 e de 2026. Desse total, 126 aumentaram suas aquisições, enquanto 55 reduziram.
UO NOTÍCIAS/ESTADÃO CONTEÚDO
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Maior demanda impulsiona preços da carcaça e do vivo
As cotações da carcaça suína e do animal vivo avançaram de forma expressiva no atacado da Grande São Paulo nos últimos dias.
De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes da indústria relatam maior demanda por produtos suinícolas na ponta final do mercado, o que aumentou o ritmo de negócios frente ao observado na semana anterior. Consequentemente, a procura por novos lotes de suíno vivo também se aqueceu, cenário que impulsionou os preços do animal.
CEPEA
EMPRESAS
Sem vendas de carne bovina à China, frigoríficos têm custos mais elevados
Sem vender carne bovina para a China atualmente, uma vez que a cota de importação estabelecida pelo país asiático já foi preenchida, os frigoríficos brasileiros passaram a ter custos mais elevados, afirmou Luciano Pascon, CEO da Frigol, durante evento da Datagro em São Paulo dia 16. A razão é que tiveram que ajustar seu processo industrial de carne bovina para atender outros destinos.
“Mesmo tendo outros destinos para fazer [venda de carne bovina], isso encarece o processo industrial. Uma coisa é ter dez clientes na China e produzir no mesmo padrão, outro é ter dez a 15 clientes de outros países e produzir coisas diferentes”, disse o executivo. “Isso aumenta o custo, e o repasse de preços é muito menor. A China é de longe o carro-chefe das nossas margens”, acrescentou. O país asiático implantou desde o início do ano uma política de cotas de importação de carne com tarifa reduzida. O Brasil preencheu ainda em julho sua cota de 1,106 milhão de toneladas para todo o ano de 2026. Pascon disse que, a partir do momento em que os importadores chineses voltarem a comprar carne do Brasil para ser contabilizada na cota de 2027, o ideal seria fechar vendas de forma gradual, para “não encharcar o mercado chinês”. A expectativa é que a China volte a fazer compras em outubro, para que o produto chegue aos portos chineses em janeiro. “Se fizermos isso, haverá uma pressão sobre os preços. Pode até ter uma reação no [preço do] boi, mas seis meses depois a cota se esgota”, afirmou. “O melhor cenário seria distribuir os volumes [de venda] ao longo do ano. Assim conseguiríamos dar segurança ao produtor de que não haveria período de baixa e conseguiríamos preços relativamente elevados com a China”, acrescentou. O CEO da Plena Alimentos, Paulo Emilio, disse no evento que está preocupado com a demanda doméstica em virtude do endividamento da população. Segundo ele, 60% dos funcionários da empresa contrataram crédito consignado. “É uma preocupação grande para o ano que vem, pode trazer uma surpresa negativa”, disse.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná recupera 4ª posição entre maiores produtores agrícolas
Estado alcançou R$ 87,7 bilhões em valor da produção em 2025, alta de 21,9% após queda provocada pelo El Niño; Brasil também teve resultado recorde
O Paraná recuperou em 2025 a quarta posição entre as unidades da Federação em valor da produção agrícola, com R$ 87,7 bilhões, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento de 21,9% em relação a 2024 e devolve o Estado ao grupo dos quatro maiores produtores agrícolas do país. A recuperação ocorre depois de uma forte retração. Em 2023, o Paraná ocupava a terceira posição nacional. Em 2024, o valor da produção caiu 20,3%, para R$ 71,9 bilhões, e o Estado recuou para o quinto lugar em consequência principalmente da estiagem provocada pelo fenômeno El Niño, que atingiu as lavouras de verão. Em 2025, foram recuperados cerca de R$ 16 bilhões em valor de produção em apenas um ano. O avanço ocorreu em um cenário nacional favorável, marcado pelo aumento da produtividade das lavouras de verão e pela recuperação dos preços de commodities como soja e milho. A irregularidade climática, porém, ainda afetou a produtividade em partes do Estado, especialmente no Oeste e no Norte, regiões que concentram pouco mais de 43% da área plantada. As demais regiões tiveram ganhos de produtividade que contribuíram para o resultado consolidado. A força paranaense está principalmente na diversidade. No grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, o Estado foi o segundo que mais gerou valor no país em 2025, com participação de 12,8%, atrás apenas de Mato Grosso, com 30,7%. Em quantidade produzida, o Paraná manteve a segunda posição nacional em soja, com 21,3 milhões de toneladas, e milho, com 20,4 milhões de toneladas, atrás apenas de Mato Grosso nos dois produtos. Também foi o segundo maior produtor de trigo, com 2,8 milhões de toneladas, e mandioca, com 4 milhões de toneladas, além de se destacar em batata-inglesa, cenoura, repolho, aveia e abóbora. No Trigo, Tibagi e Londrina aparecem entre os municípios paranaenses com maior produção, seguidos por Guarapuava. Cascavel e Toledo lideram a produção de milho, à frente de Assis Chateaubriand, São Miguel do Iguaçu e Terra Roxa. Guarapuava também é o maior produtor estadual de cevada, triticale e batata-inglesa. O Paraná lidera ainda a produção nacional de feijão, com 865,7 mil toneladas em 2025, cevada, com 377,3 mil toneladas, triticale, com 19,7 mil toneladas, e erva-mate em folha verde, com 494,7 mil toneladas. Feijão e mandioca têm forte relação com o abastecimento interno e a agricultura familiar, enquanto cevada e triticale integram cadeias industriais. A erva-mate tem importância especialmente para municípios do Centro-Sul. Na fruticultura, o Estado é o terceiro maior produtor nacional de alface, fumo em folha, goiaba, laranja, maçã e pera. Também ocupa a quarta posição em morango, tomate, abacate, figo, palmito e tangerina. A PAM 2025 passou a incluir o morango entre os produtos pesquisados. O Paraná é o quarto maior produtor nacional da fruta e, com a inclusão da cultura, o valor da produção de frutas cresceu 38,5% em relação a 2024. O morango passou a representar a segunda maior parcela do valor da fruticultura estadual, atrás da laranja e à frente de uva e banana. No ranking nacional, o Paraná ficou atrás de Mato Grosso, com R$ 165,6 bilhões; São Paulo, com R$ 124 bilhões; e Minas Gerais, com R$ 109,4 bilhões. Goiás somou R$ 72,7 bilhões e ficou em quinto, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 71,3 bilhões. Em 2024, o Estado gaúcho havia ficado à frente do Paraná, com R$ 75,7 bilhões.
FOLHA DE LONDRINA
Valor bruto da produção agropecuária atingiu R$ 1,4 trilhão em agosto
Indicador considera o desempenho das lavouras e da pecuária. Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP
O Ministério da Agricultura informou que a estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para agosto ficou em R$ 1,403 trilhão. O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária. Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária, por sua vez, representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total.
Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%). Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%). No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%).
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em leve baixa apesar de reação negativa ao reajuste do Bolsa Família
O dólar fechou a quinta-feira em leve baixa no Brasil, após ter subido mais cedo com o mercado reagindo negativamente ao anúncio de reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal para este ano e o próximo estimado pelo governo em um total de R$27,8 bilhões.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,25%, a R$5,1392. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,37%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,29% na B3, aos R$5,1515. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou pela manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes. Segundo a equipe econômica, o aumento assegura reposição da inflação no valor do benefício, que ainda não tinha sido reajustado no governo Lula. O custo estimado da medida é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força e atingindo a máxima de R$5,1785 (+0,52%) às 10h41. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas. O anúncio do governo é mais um fator com potencial para impactar a disputa pela Presidência, em um momento em que Lula tem se enfraquecido nas pesquisas em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No início do dia, a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%. Passado o primeiro impacto do anúncio do reajuste do Bolsa Família, o dólar perdeu força e se reaproximou da estabilidade. No exterior, a tarde também foi de baixa do dólar ante divisas pares do real como o rand sul-africano e o peso mexicano. Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,04%, a 100,220.
REUTERS
Ibovespa avança com Vale em pregão com fiscal e eleição no radar
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, assegurada principalmente pelo avanço de 2% da blue chip Vale, após reação negativa no pregão ao anúncio de reajuste do Bolsa Família e seus potenciais efeitos nas contas públicas e no cenário eleitoral.
Nova pesquisa eleitoral também ocupou as atenções, reforçando o cenário de disputa acirrada pelo Palácio do Planalto, assim como a decisão de política monetária do Banco Central, que reduziu a Selic a 13,75% na véspera e deixou em aberto os próximos movimentos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,24%, a 185.992,03 pontos, após chegar a 186.740,72 pontos na máxima do dia (+0,72%). O volume financeiro no pregão somou R$26,81 bilhões, em sessão ainda marcada por desempenho robusto de Wall Street e queda dos preços do petróleo no mercado internacional. A menos de 20 dias das eleições, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca novo mandato, anunciou aumento de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, estimando um custo fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027. De acordo com profissionais do mercado financeiro, embora a iniciativa tenha efeitos positivos sobre renda e inclusão social, o momento de sua divulgação e a ampliação dos gastos voltaram a alimentar questionamentos sobre a trajetória fiscal do país e a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos. Estrategistas do BTG Pactual mantiveram a classificação neutra para as ações brasileiras em seu portfólio para a América Latina, ressaltando que a corrida eleitoral está totalmente indefinida. "Acreditamos que a eleição está acirrada demais para permitir previsões confiáveis e, por isso, continuamos favorecendo empresas de alta qualidade e elevada liquidez, que, em nossa avaliação, tendem a apresentar bom desempenho sob qualquer um dos cenários, seja uma vitória do atual governo ou da oposição", afirmaram em relatório a clientes. "Temos evitado recomendações de ações cuja tese de investimento dependa excessivamente de uma melhora fiscal. Podemos mudar essa abordagem se houver razões para isso, mas acreditamos que a classificação atual para o país, Neutra, com foco em qualidade e liquidez, continua sendo a melhor forma de navegar o cenário que está por vir." De acordo com Villela, o corte de 0,25 ponto já vinha sendo desenhado há algumas semanas e era praticamente consenso, "então sobrou pouco para o mercado reprecificar". Ele destacou que a magnitude do corte não muda a conta de ninguém nem deixa a bolsa mais atrativa, uma vez que o investidor continua muito bem remunerado na renda fixa a 13,75%. De acordo com a B3, a bolsa voltou a registrar entrada líquida de estrangeiros no último dia 15, após duas sessões com saída, passando a acumular em setembro saldo positivo de R$7,25 bilhões até a última terça-feira. Até o dia 14, eram R$7 bilhões.
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'Prévia do PIB' do Banco Central tem retração de 0,2% em julho
Números mostram que agropecuária puxou queda da atividade em julho. Na parcial do ano e em doze meses até julho, indicador avançou 1,5%. Agropecuária teve retração e puxou a atividade econômica para baixo em julho
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) na quarta-feira (16), mostrou recuo de 0,2% em julho, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado representa melhora em relação a junho, quando houve contração de 0,9% no indicador. Esse foi o segundo mês de queda do indicador, segundo o Banco Central: Agropecuária: recuou de 1,2%; indústria: queda de 0,4%; serviços: estabilidade. Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, o indicador avançou 1,5% e, em 12 meses até julho, teve aumento também de 1,5%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. Na ata da última reunião do Copom, divulgada em agosto, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação. O mercado financeiro acredita em desaceleração da economia no ano de 2026 fechado.
G1/O GLOBO
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