CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1153 DE 20 DE JULHO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1153 | 20 de julho de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Oferta restrita garante sustentação nas cotações da arroba
Na sexta-feira (17/7), a Scot Consultoria apurou valorização de R$ 2/@ no preço do “boi-China” negociado no interior de São Paulo, agora cotado a R$ 335/@, no prazo. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo)
Os preços do bovino abatido mais jovem (com até 30 meses de idade) também subiram em outras importantes praças, como em Mato do Grosso do Sul, nas regiões de Redenção e Marabá (PA), em Rondônia e Tocantins, de acordo com os dados da Scot. Por sua vez, o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 332/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 310/@ e R$ 322/@ (todos os preços com prazo), respectivamente. “A alta reflete uma oferta curta de bovinos, que permite sustentação na cotação, mesmo em um cenário de compradores pressionando para pagar menos pela arroba e de escoamento de carne bovina devagar no mercado interno”, relataram os analistas da Scot. Segundo a consultoria, é importante notar que a fluidez do mercado está baixa e que os frigoríficos exportadores têm anunciado férias coletivas, devido ao quase esgotamento da cota de salvaguarda chinesa para 2026, de 1,1 milhão de toneladas. Pelos dados levantados pela Agrifatto, as cotações dos animais terminados fecharam a semana com estabilidade, após o registro de altas na quinta-feira (16/7), quando 9 das 17 praças monitoradas diariamente pela consultoria sofreram reajustes positivos na arroba: SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO.
Segundo levantamento da Agrifatto, a média nacional das programações de abate fechou a semana com recuo de 1 dia útil em relação ao quadro registrado na sexta-feira anterior (10/7), encerrando em 6 dias úteis. Mato Grosso do Sul e Pará fecharam a semana com 5 e 4 dias de abates agendados, respectivamente, com variação negativa de 2 dias no PA e sem variação no MS, estando em patamar de programações curtas. Por sua vez, as programações de abate em Tocantins e no Paraná finalizaram a semana confortáveis e sem alteração no comparativo semanal, encerrando em 6 dias úteis de abates agendados em ambas as praças. Em Rondônia e São Paulo, de acordo com a Agrifatto, as programações finalizaram a semana encurtadas, sem alteração em SP e recuo de 1 dia em RO no comparativo semanal, encerrando em 6 dias úteis de abates agendados em ambas as praças. Já Mato Grosso e Goiás fecharam a semana em 7 dias úteis, sem variação semanal, encerrando o período com patamar confortável em GO e longo no MT. Por fim, em patamar de escalas confortáveis e sem variação semanal, Minas Gerais fechou a 29ª semana do ano com 8 dias úteis de escala. No mercado futuro, o pregão de quinta-feira (16/7) foi marcado pela continuidade do movimento de valorização observado nos três pregões anteriores, reforçando o viés positivo das cotações, informou a Agrifatto, com base nos dados disponíveis pela B3. Cotações do boi gordo da quinta-feira (16/7), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (16/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 329,50/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 317,50/@ (à vista) e R$ 321,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 326,50/@ (à vista) R$ 330,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/ /AGRIFATTO/ PORTAL DBO
Reino Unido decide manter compras de carnes do Brasil, informa associação
Depois da suspensão da União Europeia, havia a possibilidade de os britânicos adotarem a mesma medida, por causa da regulamentação de uso de antimicrobianos no ciclo de vida das criações
O Reino Unido decidiu não suspender suas importações de carnes provenientes do Brasil a partir de 3 setembro, diferentemente do que se espera da União Europeia, em virtude dos controles do uso de antimicrobianos na produção de carnes apresentados pelo Brasil. Em documento obtido pelo Valor, a Associação Internacional de Comércio de Carne (IMTA) informa que, após reunião na manhã da sexta-feira (17/07) com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra, na sigla em inglês), foi informada de que o Reino Unido fará sua própria avaliação dos sistemas de controle de antimicrobianos adotados pelo Brasil, de forma independente do bloco europeu. A IMTA também diz que o Reino Unido concluirá sua avaliação do novo sistema brasileiro de controle de antimicrobianos, anunciado em 1º de julho, até dezembro de 2026, quando tomará uma decisão sobre considerar o sistema brasileiro capaz ou não de garantir a rastreabilidade de antibióticos nas cadeias produtivas de frangos e bovinos. A decisão deve levar a indústria de carnes do Brasil a intensificar a cobrança junto ao Ministério da Agricultura para que reforce as conversas com autoridades europeias, segundo uma fonte do setor.
VALOR ECONÔMICO
CARNES
Custo de produção do frango sobe no Paraná e do suíno recua em Santa Catarina em junho
Os custos de produção do frango de corte e do suíno vivo registraram trajetórias distintas em junho nos principais estados de referência da avicultura e da suinocultura brasileiras. No Paraná, o custo do frango aumentou 0,55%, enquanto em Santa Catarina, o custo do suíno recuou 0,36%, de acordo com o levantamento mensal divulgado na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).
No Paraná, o custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,71 por quilo em junho, alta de 0,55%, com o ICPFrango atingindo 364,12 pontos. No acumulado do ano (janeiro a junho), o índice registra alta de 1,09%, enquanto, em 12 meses, a variação é negativa em 0,35%. Os custos com ração, que representaram 62,34% do total em junho, recuaram 0,55% no mês e acumulam queda de 3,78% em 12 meses. Os custos de aquisição dos pintainhos de 1 dia (19,83% do total) subiram 4,53% no mês e acumulam 10,82% nos últimos 12 meses. Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,23 em maio para R$ 6,21 em junho, redução de 0,36%, com o ICPSuíno em 355,05 pontos. No acumulado do ano (janeiro a junho), o índice apresenta queda de 4,22% e, em 12 meses, de 0,74%. A ração, responsável por 72,60% do custo total em junho, caiu 0,14% no mês e acumula redução de 2,97% no ano. Santa Catarina e Paraná são os estados de referência utilizados no cálculo dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS por concentrarem a maior produção nacional de suínos e frangos de corte. A CIAS também disponibiliza estimativas para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul para o acompanhamento dos custos dos sistemas produtivos.
EMBRAPA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
IBGE aponta crescimento do Paraná em todos os setores
Os novos indicadores divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o Paraná manteve ritmo de crescimento em segmentos importantes da economia ao longo dos últimos doze meses. A última previsão nacional da safra também aponta para expansão da produtividade do campo.
A Pesquisa Mensal de Serviços registrou expansão de 2% no período, frente aos doze meses anteriores. Foi a maior expansão da região Sul, enquanto Santa Catarina cresceu 1,4% e o Rio Grande do Sul, 0,5%. Esse segmento é representativo porque é um dos que mais empregam no Estado. Os maiores crescimentos no período foram na contratação de serviços de comunicação e informação (3%), transporte e serviços auxiliares (2,5%), serviços profissionais e administrativos (0,8%) e outros serviços (6,3%), área que engloba por exemplo lavanderias, cabeleireiros, estética, além de serviços de manutenção e reparo de objetos pessoais e domiciliares. Já no recorte específico do turismo a expansão foi de 1,8% nos últimos doze meses. Esse valor está acima de estados que também têm o segmento como essencial na economia, como Santa Catarina (-4,3%), Pernambuco (-0,5%), Ceará (1,3%), São Paulo (1,6%) e Alagoas (0,4%). Já a Pesquisa Mensal do Comércio aponta expansão de 3,3% no período analisado, no recorte do varejo simples, sem os segmentos de automóveis e construção civil, o dobro da média nacional de 1,4%. Além disso, houve expansão de 0,6% no registro ampliado, com todos os segmentos, número cinco vezes superior ao do Brasil. Os maiores crescimentos nos últimos doze meses foram nas vendas de eletrodomésticos (10,6%), artigos de uso pessoal e doméstico (10,3%), livros e papelaria (8%), móveis e eletrodomésticos (7,8%), hipermercados e supermercados (3,5%), artigos farmacêuticos e médicos (2,5%) e tecido, vestuário e roupas (1,5%). Na estratificação apenas de 2026, o Paraná cresceu ainda mais, 4% no varejo simples e 2,4% no varejo ampliado. As maiores expansões setoriais foram em móveis (6,1%) e artigos de uso pessoal e doméstico (10,7%). Também foi publicada nesta semana a nova previsão nacional da safra. O Paraná está entre os estados com as principais variações absolutas positivas em junho em relação ao mês anterior, com acréscimo de 93.600 t. As principais evoluções foram na primeira safra de milho (15.600 t) e cevada, que teve crescimentos de 2,5% em relação a maio. Na distribuição da produção total pelas Unidades da Federação, o Paraná segue como segundo maior produtor nacional de grãos, com 13,7% do mercado, atrás de Mato Grosso (31,3%), e a frente de Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%).
FOLHA DE LONDRINA
Exportações paranaenses somam US$ 8,9 bilhões
Soja e carnes sustentam avanço das exportações. As exportações do Paraná somaram US$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultado 5% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (16), e mostram que o desempenho foi impulsionado principalmente pelo Complexo Soja e pelo setor de carnes. Segundo o Deral, o Complexo Soja foi o principal responsável pelo avanço das receitas externas, com crescimento de 18% na comparação anual. O faturamento passou de US$ 3,05 bilhões, no primeiro semestre de 2025, para US$ 3,6 bilhões em igual período deste ano. O grupo de carnes, segundo maior segmento exportador do Estado, também apresentou expansão, com alta de 16% na receita. Juntos, os dois setores responderam por mais de 70% de toda a receita obtida com as exportações paranaenses. O boletim aponta que o Complexo Soja, sozinho, representou 40,4% da receita total das exportações do Paraná entre janeiro e junho. A soja em grão liderou o desempenho, com US$ 2,43 bilhões em receitas, resultado 12,5% superior ao observado no mesmo período do ano passado. O farelo de soja ocupou a segunda posição entre os produtos do complexo, acumulando US$ 659,4 milhões em exportações, também com crescimento superior a 12%. Já o óleo bruto de soja apresentou o maior avanço proporcional entre os principais itens exportados. A receita alcançou US$ 461,5 milhões no semestre, aumento superior a 73% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Apesar da elevação no faturamento, o volume total embarcado pelo Paraná registrou retração de 3%. Conforme o Deral, a redução está relacionada principalmente à menor quantidade exportada de milho que permaneceu no mercado interno, além da queda nas exportações de produtos florestais e de açúcar.
AGROLINK
ECONOMIA
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
O dólar fechou a sexta-feira em alta leve ante o real, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, após Estados Unidos e Irã intensificarem ataques no Oriente Médio.
A queda das ações de fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar. O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com alta de 0,25%, aos R$5,1109. No acumulado da semana, a moeda ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,06%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 6,89%. Às 17h06, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha variação negativa de 0,04% na B3, aos R$5,1260. A sexta-feira foi um típico dia de "risk-off" (fuga do risco), com os índices de ações em queda ao redor do mundo, os rendimentos dos Treasuries em baixa e o dólar avançando ante boa parte das demais divisas. O petróleo Brent também voltou a subir, para a faixa dos US$87 o barril. Um dos fatores de pressão foi novamente a guerra no Oriente Médio, com os EUA intensificando a campanha de bombardeios contra o Irã, tendo atingido pontes e um aeroporto. Nos mercados de moedas, esse cenário se traduziu na alta do dólar ante várias divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. “O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, resumiu Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad. No Brasil, destaque ainda para os desdobramentos do anúncio de que os EUA cobrarão tarifa de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros. Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que somente falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o assunto. “Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira", disse Lula.
REUTERS
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
O Ibovespa fechou quase estável na sexta-feira, com Petrobras atenuando a pressão negativa principalmente dos bancos, mas confirmou a primeira perda semanal em um mês.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,06%, a 173.714,08 pontos, acumulando declínio de 2,33% na semana. Na máxima do dia, chegou a 174.504,63 pontos. Na mínima, a 173.285,28 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$23,86 bilhões, em sessão ainda marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
A última sessão da semana na B3 teve como pano de fundo o desempenho negativo de praças acionárias no exterior, onde o norte-americano S&P 500 recuou 1%, pressionado por nova queda de ações de fabricantes de chips. O petróleo também voltou a subir com a intensificação dos ataques entre EUA e Irã, além de ameaça de fechamento do Mar Vermelho e restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, o que ajuda petrolíferas, mas adiciona volatilidade e traz receios sobre inflação. Na pauta local, o IBC-Br, sinalizador do desempenho do PIB calculado pelo Banco Central, mostrou uma desaceleração na atividade econômica brasileira em maio um pouco menor do que as expectativas. Economistas do Bank of America destacaram que, de acordo com o IBC-Br, a atividade econômica vem oscilando desde fevereiro de 2026, após uma expansão mais acentuada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. "O efeito de algumas das medidas de estímulo implementadas pelo governo ainda pode sustentar algum crescimento nos próximos meses, já que elas só recentemente começaram a produzir efeitos", afirmaram em relatório a clientes. Os economistas do BofA afirmaram que continuam projetando crescimento do PIB de 2,3% em 2026 e que o IBC-Br de maio é consistente com a expectativa do banco de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em agosto.
REUTERS
Índice de atividade econômica do BC sobe 0,1% em maio e supera expectativas
A atividade econômica no Brasil teve um desempenho melhor do que o esperado em maio, mesmo em meio a um cenário de perdas na agropecuária e expectativa de desaceleração da economia no restante do ano diante de uma política monetária ainda restritiva.
Em maio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,1% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados. O resultado de maio foi melhor do que a expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters de estagnação. No entanto, o indicador mostrou enfraquecimento em relação à taxa de crescimento de 0,4% de abril, em dado revisado pelo BC depois de ter informado anteriormente ganho de 0,5%. "O cenário observado até aqui no segundo trimestre deve ditar a tônica do ritmo de expansão da atividade no decorrer dos próximos períodos, com ganho de tração apenas gradual após o crescimento mais tímido entre abril e junho, estimado por nós em 0,4%", disse Matheus Pizzani, economista do PicPay. Os dados do BC apontam que em maio a agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1,0% sobre abril. Já a indústria e os serviços tiveram altas modestas, de 0,4% e 0,1%, respectivamente. Dados separados do IBGE já haviam mostrado que tanto a indústria quanto varejo e serviços apresentaram resultados fracos em maio. A produção industrial recuou 0,2% sobre abril, segundo o instituto, contra expectativa de alta. O volume de serviços, de acordo com o IBGE, também frustrou a expectativa de ganhos, com queda de 0,4% no mês, enquanto as vendas no varejo voltaram a crescer, mas abaixo do esperado, com alta de 0,1%.
"O avanço de apenas 0,1% do IBC-Br no mês, somado aos resultados mais moderados observados no comércio e nos serviços, reforça a percepção de perda de fôlego da economia após o desempenho mais forte registrado no início do ano", avaliou Leonardo Costa, economista do ASA, calculando expansão de 0,5% do PIB no segundo trimestre. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%, de acordo com números não dessazonalizados.
REUTERS
IPPA/Cepea: Índice registra pequena queda em junho, influenciado por IPPA Cana-Café
Em junho, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) registrou queda nominal de 0,58% em relação a maio.
O resultado mensal refletiu, sobretudo, a retração do IPPA-Cana-Café (-4,71%), que mais do que compensou as variações positivas observadas no IPPA-Hortifrutícolas (1,16%), no IPPA-Grãos (0,08%) e no IPPA-Pecuária (0,08%). O IPA-OG-DI caiu 1,66% no mês, indicando que, em junho, os preços agropecuários tiveram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares recuaram 0,34%. Contudo, a desvalorização de 2,89% do Real frente ao dólar resultou em alta de 2,54% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais. No acumulado do ano (de janeiro a junho/26), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 9,52%, com retrações em todos os grupos: IPPA-Cana-Café (-22,51%), IPPA-Grãos (-8,60%), IPPA-Hortifrutícolas (-4,65%) e IPPA-Pecuária (-4,34%). Em termos comparativos, o IPA-OG-DI acumula alta de 0,69%, enquanto os preços internacionais de alimentos registram queda, de 10,64% em Reais e de apenas 0,03% em dólares no acumulado do ano, refletindo também a valorização de 10,51% do real frente à moeda norte-americana no período.
CEPEA
IGP-10 cai 1,13% em julho e acumula alta de 2,68% em 12 meses, diz FGV
Resultado é consequência direta da redução das tensões entre os EUA e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para o recuo dos preços do petróleo e de seus derivados, informou a fundação
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 1,13% em julho, depois de ter recuado 0,30% em junho, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Com este resultado, o índice acumula alta de 2% no ano e 2,68% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-10 havia caído 1,65% e acumulava alta de % em 12 meses. “O IGP-10 intensificou seu recuo em relação a junho. Esse resultado foi consequência direta da redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a queda dos preços do petróleo e de seus derivados, sobretudo dos combustíveis. Diante da recente escalada das tensões entre os países e da persistência de seus impactos sobre os preços do petróleo, a expectativa é de manutenção da pressão sobre os óleos derivados ao longo do mês, com consequente repasse de custos em diferentes etapas da cadeia produtiva”, afirmou o economista do FGV Ibre Matheus Dias. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,76%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação à registrada no mês anterior, de 0,71%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,44% em julho, ante alta de 0,49% no mês anterior. O índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de -0,14% em junho para -0,07% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,78% em julho, de 0,57% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, desacelerou de 0,24% em junho para 0,11% em julho. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda para 4,47% em julho, após cair 2,39% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,23% em julho, ante elevação de 0,56% em junho. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco classes apresentaram recuo: Alimentação (1,23% para -0,22%), Habitação (0,93% para 0,38%), Vestuário (0,74% para -0,65%), Despesas Diversas (1,29% para 0,80%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para 0,40%). Em contrapartida, três classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Transportes (-0,49% para 0,12%), Educação, Leitura e Recreação (0,23% para 0,61%) e Comunicação (0,12% para 0,85%). Em julho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,65%, porém inferior à taxa de 0,92% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 1,08% para 0,46%; Serviços retrocedeu de 0,45% para 0,17%; e Mão de Obra teve alta de 0,80% para 0,96%.
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