CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1152 DE 17 DE JULHO DE 2026
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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1152 | 17 de julho de 2026
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NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
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Boi gordo: pressão de baixa começa a perder força nas praças brasileiras
A Agrifatto apurou valorização nos preços da arroba em 9 das 17 regiĂ”es monitoradas diariamente: SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO. No PARANĂ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANĂ: R$ 333,00/@ (Ă vista) e R$ 337,00/@ (prazo)
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Em SĂŁo Paulo, conforme os dados da consultoria, as cotaçÔes do animal sem padrĂŁo-exportação e do âboi-Chinaâ avançaram R$ 5/@ na quinta-feira, para R$ 335/@, no prazo (porĂ©m, ainda sem o registro de ĂĄgio para o bovino com perfil para atender o mercado chinĂȘs).
âDas 17 praças acompanhadas diariamente, 9 registraram valorização na arroba (SP, BA, GO, MG, MS, PA, PR, SC e TO)â, destaca a consultoria. Nas demais regiĂ”es (AC, AL, ES, MA, MT, RJ, RO e RS), os preços ficaram estĂĄveis. Segundo os analistas da Agrifatto, mesmo diante de uma demanda domĂ©stica ainda em estado de dormĂȘncia, a oferta restrita de animais terminados neste perĂodo de entressafra tem inibido a pressĂŁo de baixa. No entanto, diz a consultoria, apesar do ambiente mais favorĂĄvel Ă s cotaçÔes do boi gordo, as negociaçÔes continuam lentas, com baixa liquidez no mercado fĂsico. Pelo levantamento da quinta-feira da Scot, que utiliza metodologia de apuração dos preços diferente do modelo da Agrifatto, as cotaçÔes do boi gordo andaram de lado na maioria das mais de 30 praças monitoradas diariamente pela consultoria. âOs pecuaristas resistem Ă s ofertas de compra a preços menores e restringem a comercialização dos lotesâ, dizem os analistas da Scot, acrescentando: âA estratĂ©gia Ă© aguardar oportunidades de venda a preços melhores, reduzindo a fluidez dos negĂłcios e deixando o mercado em compasso de esperaâ. Com isso, segundo os dados da Scot, o boi gordo direcionado ao mercado domĂ©stico de SĂŁo Paulo segue cotado em R$ 330/@, o âboi-Chinaâ em R$ 333/@, a vaca gorda em R$ 310/@ e a novilha terminada em R$ 322/@ (valores brutos, no prazo). No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram novamente no pregĂŁo de quarta-feira (15/7) da B3, repetindo o mesmo comportamento registrado nas duas sessĂ”es anteriores. O destaque ficou para o papel com vencimento em agosto/26, que encerrou o dia cotado a R$ 345/@, com valorização de 1,43% em relação ao fechamento anterior. CotaçÔes do boi gordo da quinta-feira (16/7), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARĂ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. RONDĂNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: nove dias. MARANHĂO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis. Preços brutos do âboi-Chinaâ na quinta-feira (16/7), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 329,50/@ (Ă vista) e R$ 333,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 317,50/@ (Ă vista) e R$ 321,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,00/@ (Ă vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 326,50/@ (Ă vista) R$ 330,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 311,50/@ (Ă vista) e R$ 315,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 313,50/@ (Ă vista) e R$ 317,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/ /AGRIFATTO/Â PORTAL DBO
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SUĂNOS
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SuĂno/Cepea: Poder de compra do suinocultor paulista recua
O poder de compra do suinocultor paulista diante dos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) recuou na parcial de julho (atĂ© o dia 14) frente ao mĂȘs anterior.
Dados do Cepea mostram que, frente ao derivado de soja, Ă© a quarta baixa consecutiva e o menor patamar desde janeiro de 2024. Na comparação com o milho, o poder de compra Ă© o mais baixo desde janeiro de 2023. Os preços do suĂno vivo, do milho e do farelo registraram pequenos aumentos neste mĂȘs em SĂŁo Paulo, mas as altas foram um pouco mais intensas para os insumos, pressionando o poder de compra, destacam pesquisadores do Cepea. Assim, o suinocultor paulista pode adquirir, neste mĂȘs, 4,92 quilos de milho ou 3,13 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo do suĂno vivo, recuos de 0,6% e de 0,4% frente a junho. De acordo com o Centro de Pesquisas, enquanto a oferta de animais segue elevada neste mĂȘs â o que tem impossibilitado valorizaçÔes mais significativas â, a demanda pela carne suĂna na ponta final do mercado estĂĄ mais aquecida nesta primeira quinzena. Para a segunda metade de julho, contudo, o Cepea espera retração na procura pela proteĂna, tendo em vista o menor poder de compra da população.
CEPEA
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EMPRESAS
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Prima Foods, de JĂșnior Friboi, confirma compra de planta da Frialto
Negócio foi confirmado pela empresa do grupo JBJ Investimentos. Fechamento do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores
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A Prima Foods, frigorĂfico do grupo JBJ Investimentos, de JĂșnior Friboi, confirmou que adquiriu a operação da Frialto em Ji-ParanĂĄ (RO). âA negociação de aquisição da unidade foi concluĂda entre as partes. Entretanto, o efetivo fechamento do negĂłcio depende da aprovação prĂ©via dos ĂłrgĂŁos reguladores. AtĂ© esta aprovação, a operação da unidade continua sendo conduzida de forma totalmente independente pela Frialto", informou a companhia Ă reportagem, por nota.
O negĂłcio havia sido reportado primeiramente pelo The Agribiz. JĂșnior Friboi, ou JosĂ© Batista JĂșnior, Ă© irmĂŁo mais velho dos tambĂ©m empresĂĄrios Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. AlĂ©m da planta de RondĂŽnia adquirida pela Prima Foods, a Frialto tem outras trĂȘs plantas em Mato Grosso, nos municĂpios de Sinop, MatupĂĄ e Nova CanaĂŁ. JĂĄ a Prima Foods, fundada em 1949, foi adquirida pela JBJ em 2014. AtĂ© entĂŁo, se chamava Mataboi Alimentos. A Prima Foods tem plantas em Araguari (MG), Santa FĂ© de GoiĂĄs (GO) e CassilĂąndia (MS). No primeiro semestre, a JBJ AgropecuĂĄria, uma das empresas da JBJ Investimentos e que atua na criação de gado, tentou comprar a Fazenda Conforto, de Nova CrixĂĄs (GO), que tambĂ©m fornece gado para a JBS. A operação precisava da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa EconĂŽmica (Cade), e as empresas chegaram a solicitar a adoção do rito sumĂĄrio, mais rĂĄpido, o que foi negado pela autarquia. Em junho, as duas empresas informaram que desistiram de ir adiante com o acordo. A reportagem tambĂ©m procurou a Frialto, mas nĂŁo obteve retorno atĂ© a publicação.
VALOR ECONĂMICO
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INTERNACIONAL
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ExportaçÔes de carne bovina do Uruguai recuam 16,6% no 1Âș semestre/26
Em receita, os embarques uruguaios nos primeiros seis meses do ano somaram US$ 1,33 bilhĂŁo, com queda anual de 1,3%
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No primeiro semestre de 2026, as exportaçÔes de carne bovina do Uruguai atingiram 233,1 mil toneladas, com redução de 16,6% em relação ao resultado de igual perĂodo do ano passado, o Instituto Nacional da Carne (INAC). Em receita, os embarques nos primeiros seis meses do ano somaram US$ 1,33 bilhĂŁo, com recuo anual de 1,3%. Entre os produtos de exportação do Uruguai que mais geraram divisas atĂ© o momento em 2026, a carne bovina Ă© a primeira do ranking, Ă frente da celulose e laticĂnios. Entre todas as carnes exportadas pelo paĂs, a carne bovina representou 84% do faturamento total registrado no primeiro semestre deste ano.
Na comparação com o mesmo semestre do ano passado, o preço da carne bovina uruguaia embarcada teve forte aumento de 18,4% no perĂodo de janeiro a junho de 2026, alcançando valor mĂ©dio de US$ 5.718 por tonelada. Entre os principais compradores, destaque para a China e o bloco EUA-CanadĂĄ-MĂ©xico e a UniĂŁo Europeia, que representaram 28%, 38% e 17%, respectivamente, da receita total obtida nos primeiros seis meses do ano. Em 2025, o Uruguai obteve receita recorde de US$ 2,75 bilhĂ”es com as exportaçÔes de carne bovina, com avanço de 23,7% sobre o resultado de 2024. Em volume, as vendas externas do ano passado alcançaram 398,4 mil toneladas, com aumento anual de 8,78%. Em 2025, o preço mĂ©dio da carne bovina foi de US$ 6.900 por tonelada, com acrĂ©scimo de 19,6% em comparação com 2024.
INAC
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NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
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Governo publica MP 1376, que trata da renegociação das dĂvidas rurais
O governo federal publicou a MP 1.376/2026 para renegociar dĂvidas rurais, visando mais de R$ 100 bilhĂ”es em dĂ©bitos de produtores entre 2019 e 2025.
O governo federal publicou a medida provisĂłria 1.376/2026, que trata da renegociação das dĂvidas rurais. A estimativa Ă© alcançar mais de R$ 100 bilhĂ”es em dĂ©bitos de produtores afetados por adversidades climĂĄticas e movimentos de mercado entre 2019 e 2025. O custo para o Tesouro Nacional Ă© estimado em R$ 3,6 bilhĂ”es por ano. A MP vai contemplar apenas dĂvidas bancĂĄrias, terĂĄ juros entre 5% e 12% ao ano e prazos que chegam a dez anos, com dois de carĂȘncia. A MP autoriza a criação de linhas de crĂ©dito rural para âcomposição de dĂvidasâ com a finalidade de âapoiar açÔes de mitigação e adaptação Ă s mudanças climĂĄticas, de enfrentamento das consequĂȘncias sociais e econĂŽmicas de calamidades pĂșblicas, bem como dos impactos econĂŽmicos negativos decorrentes dos conflitos geopolĂticos internacionaisâ. As perdas precisarĂŁo ser comprovadas por laudo emitido por profissional habilitado. Ao contrĂĄrio de medidas recentes, o texto nĂŁo exige a publicação de decretos de emergĂȘncia ou situação de calamidade pelos municĂpios afetados por adversidades climĂĄticas.
O prazo de contratação do crĂ©dito serĂĄ de atĂ© 120 dias apĂłs a data de publicação da MP. A renegociação serĂĄ feita em trĂȘs frentes diferentes, com prazos, limites e taxas de juros distintas. O crĂ©dito para repactuação das dĂvidas poderĂĄ ser acessado por produtores rurais e cooperativas de produção. HĂĄ autorização para criação de linhas especiais de financiamento com recursos controlados e livres. Produtores que tiveram duas perdas de safra entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mĂnimo, 30%, por motivos climĂĄticos ou de mercado, terĂŁo acesso Ă renegociação com prazo total de oito anos, incluĂdos dois de carĂȘncia, sem a necessidade de pagamento de entrada, mas com o pagamento dos juros nesse perĂodo. Os juros para esse pĂșblico serĂŁo de 6% para pequenos produtores, 9% para mĂ©dios e 12% para grandes. Os limites de financiamento serĂŁo de R$ 400 mil para agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), podendo chegar a R$ 1 milhĂŁo; de R$ 2 milhĂ”es para quem se enquadra no Programa Nacional de Apoio ao MĂ©dio Produtor Rural (Pronamp), podendo chegar a R$ 4 milhĂ”es; e de atĂ© R$ 4 milhĂ”es para os demais. Produtores que tiveram perdas mais severas, exclusivamente por motivos climĂĄticos, terĂŁo juros menores e prazos maiores. A MP cita eventos climĂĄticos extremos, como enxurradas, alagamentos, inundaçÔes, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendaval, secas ou estiagens. Para quem comprovar prejuĂzos em trĂȘs safras entre 2019 e 2025, com redução da renda bruta de, no mĂnimo, 40%, o prazo serĂĄ de dez anos, incluĂdos dois de carĂȘncia. Os juros serĂŁo de 5%, 8% e 11% para pequenos, mĂ©dios e grandes produtores, respectivamente. Os limites de financiamento serĂŁo de R$ 500 mil para agricultores enquadrados no Pronaf, podendo chegar a R$ 1 milhĂŁo; de R$ 2,5 milhĂ”es para quem se enquadra no Pronamp, podendo chegar a R$ 4 milhĂ”es; e de atĂ© R$ 8 milhĂ”es para os demais. As CĂ©dulas de Produto Rural (CPRs) emitidas em favor das instituiçÔes financeiras tambĂ©m poderĂŁo ser renegociadas. O texto da MP prevĂȘ a possibilidade de substituição dos tĂtulos inadimplentes por novos, com prazo de alongado atĂ© oito anos para pagamento, apenas com juros livres. As instituiçÔes financeiras tambĂ©m poderĂŁo oferecer uma linha de crĂ©dito para renegociação com juros livres para produtores que tiveram duas perdas de, no mĂnimo, 30% entre 2019 e 2025. A MP vai atender operaçÔes de crĂ©dito rural que foram jĂĄ foram prorrogadas e estavam adimplentes atĂ© 31 de maio de 2026, inclusive aquelas renegociadas pela MP 1.314/2025, e as que estĂŁo inadimplentes entre 1Âș de janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026. A MP vai permitir que as instituiçÔes financeiras prorroguem automaticamente por 30 dias o vencimento de parcelas que estavam em situação de adimplĂȘncia em 14 de julho de 2026. A MP 1.376/2026 prevĂȘ que o governo poderĂĄ participar de um fundo garantidor para operaçÔes de crĂ©dito rural. A expectativa Ă© que a uniĂŁo aporte atĂ© R$ 2 bilhĂ”es. A medida Ă© vista como essencial para destravar o acesso ao Plano Safra e para dar mais estabilidade ao financiamento do setor nos prĂłximos anos. O texto ainda dĂĄ um comando para que as instituiçÔes financeiras revejam e reaproveitem as garantias dadas em operaçÔes anteriores. A intenção Ă© adequar essas garantias de forma proporcional ao valor do novo financiamento, sem comprometer todo o bem vinculado ou exigir mais garantias. Em algumas situaçÔes, o governo prevĂȘ que poderĂĄ haver redução das exigĂȘncias feitas atĂ© entĂŁo. O governo manteve no texto a possibilidade de uso de "outras fontes" nas quais estĂŁo abrangidos o Fundo Social do PrĂ©-Sal e demais fundos pĂșblicos supervisionados pelo MinistĂ©rio da Fazenda. A intenção, no entanto, nĂŁo Ă© usar esse dinheiro. A renegociação das dĂvidas serĂĄ feita com os recursos prĂłprios dos bancos, inclusive aqueles oriundos de direcionamento do crĂ©dito rural, como percentual dos depĂłsitos Ă vista, da poupança rural e das Letras de CrĂ©dito do AgronegĂłcio (LCAs). A MP deixa claro que a contratação do financiamento para renegociação de dĂvidas nĂŁo constituirĂĄ âimpedimento para a contratação de novas operaçÔes de crĂ©dito rural nem motivo para o registro do produtor rural ou da cooperativa de produção em cadastros restritivosâ. O texto aponta ainda que as novas operaçÔes ânĂŁo abrangerĂŁo valores liquidados ou amortizados antes da data de publicação da MP, inclusive mediante indenização pelo Programa de Garantia da Atividade AgropecuĂĄria (Proagro) ou cobertura por apĂłlices de seguro ruralâ.
GLOBO RURAL
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ECONOMIA
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DĂłlar sobe para perto dos R$5,10 com influĂȘncia de exterior e tarifa dos EUA
O dólar fechou a quinta-feira em alta no Brasil, pouco abaixo dos R$5,10, refletindo o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior e as preocupaçÔes em torno da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
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O dĂłlar Ă vista encerrou o dia com alta de 0,40%, aos R$5,0984. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,12% ante o real. Ăs 17h08, o dĂłlar futuro para agosto -- atualmente o mais lĂquido no mercado brasileiro â subia 0,35% na B3, aos R$5,1170. Pela manhĂŁ, os EUA informaram que foram feitos 208 mil pedidos de auxĂlio-desemprego no paĂs na semana passada, menos que os 217 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Em outra divulgação, os EUA informaram que as vendas no varejo subiram 0,2% em junho, em linha com o esperado. ApĂłs os nĂșmeros, que sugerem uma economia resiliente nos EUA, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, atingindo os picos do dia, e o dĂłlar avançou ante as demais divisas, incluindo o real. No Brasil, este movimento teve respaldo ainda das preocupaçÔes do mercado em torno da tarifa de 25% dos EUA sobre uma sĂ©rie de produtos brasileiros a partir de 22 de julho, conforme anunciado pelo EscritĂłrio do Representante de ComĂ©rcio dos EUA (USTR na sigla em inglĂȘs). Ainda que a lista de exceçÔes seja mais ampla que o esperado, a tarifação de produtos como etanol, mĂĄquinas agrĂcolas, papel e aço tem potencial para afetar setores especĂficos da economia brasileira, impactando o fluxo de dĂłlares para o paĂs. âMas a movimentação (do dĂłlar ante o real) hoje Ă© mais por conta do fator externo do que qualquer outra coisaâ, pontuou Jonathan Joo Lee, head da mesa de internacional e cĂąmbio da Mirae Asset. âCom certeza (a tarifação) Ă© uma pressĂŁo para eventual piora do real, mas o movimento de hoje nĂŁo se resume a isso. O DXY (Ăndice do dĂłlar) estĂĄ com tendĂȘncia de altaâ, reforçou. âPor mais que os EUA tenham isentado da tarifa vĂĄrios produtos, ter tarifa nunca Ă© bomâ, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. âMas este anĂșncio dos EUA jĂĄ era esperado. EntĂŁo, (a tarifa) tem importĂąncia na composição da cotação de hoje, mas nĂŁo foi um efeito tĂŁo forte nĂŁoâ, avaliou Jefferson, acrescentando que o exterior foi, de fato, o principal vetor para o avanço do dĂłlar.
REUTERS
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Ibovespa fecha em queda de mais de 1% pressionado por Vale e ItaĂș
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, pressionado principalmente pelas açÔes das blue chips Vale e ItaĂș Unibanco, com a penĂșltima sessĂŁo da semana tambĂ©m marcada pela repercussĂŁo do anĂșncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos para o Brasil.
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Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa recuou 1,35%, a 173.627,07 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 173.536,57 na mĂnima e 176.011,31 na mĂĄxima do dia. O volume financeiro somava R$16,83 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.
REUTERS
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Em junho, Valor Bruto da Produção Agropecuåria é estimado em R$ 1,4 trilhão
Soja, bovinos, milho, cana-de-açĂșcar e frangos concentram a maior participação no indicador.
O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuåria (VBP) aponta que, em junho, o indicador foi estimado em R$ 1,4 trilhão.
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Do total, R$ 893,1 bilhÔes correspondem ao faturamento da lavoura, segmento responsåvel por 64% do VBP. A pecuåria representa R$ 511,1 bilhÔes, equivalente a 36% do valor estimado. O VBP mede o faturamento da produção agropecuåria dentro dos estabelecimentos rurais.
Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja apresenta valor estimado de R$ 335,8 bilhĂ”es. Na sequĂȘncia, estĂŁo bovinos (R$ 249,5 bilhĂ”es), milho (R$ 155,3 bilhĂ”es), cana-de-açĂșcar (R$ 108,7 bilhĂ”es) e frangos (R$ 107,3 bilhĂ”es). Em conjunto, esses itens correspondem a 68,3% do VBP nacional. A soja representa 23,9% do valor total estimado, enquanto a bovinocultura responde por aproximadamente 17,5% do indicador. No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhĂ”es, o equivalente a 15,2% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 167,8 bilhĂ”es (12%), e SĂŁo Paulo, com R$ 158,4 bilhĂ”es (11,3%). O Valor Bruto da Produção AgropecuĂĄria (VBP) Ă© calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 sĂŁo preliminares e consideram as informaçÔes disponĂveis atĂ© maio de 2026.
MAPA
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Copa impulsiona varejo no Brasil em maio, mas vendas ficam abaixo do esperado
As vendas varejistas no Brasil voltaram a avançar em maio apĂłs um tropeço no mĂȘs anterior, impulsionadas pela venda de artigos relacionados Ă Copa do Mundo, com destaque para ĂĄlbuns e figurinhas, mas ainda ficaram abaixo do esperado.
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Na comparação com o mĂȘs anterior, as vendas do varejo subiram 0,1% em maio, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE). Em abril, as vendas tiveram queda mensal de 1,6%, em dado revisado de contração de 1,5% informada antes, sendo o Ășnico resultado negativo no ano atĂ© maio. Na comparação com o mesmo perĂodo do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 0,4%, segundo o IBGE. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,5% na comparação mensal e de 1,15% na base anual...
Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estĂmulo ao consumo tĂȘm ajudado a compensar o peso da polĂtica monetĂĄria ainda restritiva apesar dos cortes recentes na taxa de juros, mas uma moderação da economia Ă© esperada, com o consumo sentindo tambĂ©m o peso da inflação elevada, alĂ©m de restriçÔes de crĂ©dito. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram ganhos em maio, com destaque para o aumento de 15,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%). TambĂ©m tiveram ganhos Tecidos, vestuĂĄrio e calçados (3,1%), MĂłveis e eletrodomĂ©sticos (2,7%), todos os trĂȘs com desempenho relacionado Ă Copa do Mundo, que começou em 11 de junho. "Todos esses setores aqui jĂĄ antecipando, lĂĄ em maio, a Copa do Mundo, com alta nas vendas de ĂĄlbuns de figurinhas, roupas e de televisores", disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Apresentaram ainda resultados positivos Artigos farmacĂȘuticos, mĂ©dicos, ortopĂ©dicos e de perfumaria (1,4%) e CombustĂveis e lubrificantes (1,1%). Na outra ponta, tiveram quedas Equipamentos e material para escritĂłrio, informĂĄtica e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentĂcios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e domĂ©stico (-0,3%). No comĂ©rcio varejista ampliado, que inclui as atividades de veĂculos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentĂcios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio caiu 0,2% frente a abril.
REUTERS
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