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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1151 DE 16 DE JULHO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1151 | 16 de julho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Estabilidade no mercado do boi gordo, com arroba a R$ 330 em SP

No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram no pregão de terça-feira (14/7) da B3, mantendo o viés observado na sessão anterior. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo)


Na quarta-feira (15/7), as negociações envolvendo lotes de boi gordo continuaram em ritmo lento nas principais praças brasileiras, segundo informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário nacional e internacional. “Parte dos frigoríficos permanece afastada das compras e, entre os que atuaram, prevalece a tentativa de captação de boiadas em valores mais baixos, alimentando a queda de braços entre as pretensões de vendedores e compradores”, relatou a Agrifatto. Ao mesmo tempo, diz a consultoria, a oferta restrita de animais terminados segue sustentando os preços em diversas regiões do País, enquanto a demanda doméstica enfraquecida ao longo desta segunda quinzena do mês e as incertezas em torno da suspensão temporária dos embarques para a China limitam as negociações.

“Em contraposição ao viés baixista, foram registrados negócios pontuais acima das referências em algumas regiões, principalmente em São Paulo e Mato Grosso do Sul, porém sem volume suficiente para consolidar novos preços referenciais”, observou a Agrifatto. Pelos dados da consultoria, a referência da arroba permanece em R$ 330, no prazo, em São Paulo. Nas outras 16 demais regiões monitoradas pela Agrifatto, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na quarta-feira, com valor médio de R$ 322,60/@. Segundo apuração da Scot Consultoria, o mercado paulista abriu o dia com alta de R$ 3/@ na cotação da vaca gorda, agora negociada a R$ 310/@, enquanto as demais categorias registraram estabilidade (o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 330/@, “boi-China” em R$ 333/@ e a novilha terminada em R$ 322/@) – valores brutos, no prazo. “Os negócios ocorrem de forma pontual; parte da indústria está fora das compras, enquanto outras oferecem as mesmas referências”, relatou a Scot. Por sua vez, continua a consultoria de Bebedouro, a ponta vendedora segue segurando a oferta em busca de melhores preços, principalmente para as fêmeas, o que sustentou a alta da vaca na quarta-feira. No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram no pregão de terça-feira (14/7) da B3, mantendo o viés observado na sessão anterior. O papel com vencimento em agosto/26 encerrou o dia cotado a R$ 340,15/@, com valorização de 0,96% sobre o pregão de segunda-feira (13/7).

PORTAL DBO

 

Boi-China” perde mais R$ 2/@ na praça paulista, apura a Scot Consultoria

 

 Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 329,50/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/ /AGRIFATTO/ PORTAL DBO


INTERNACIONAL

 

EUA aplicam tarifa de 25% sobre importação de produtos brasileiros a partir de 22 de julho

A tarifa, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, entrará em vigor na próxima quarta-feira (22). Como publicou o Valor na quarta-feira, ainda que considerasse praticamente inevitável um novo tarifaço e veja contaminação ideológica no processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o governo Lula avalia que há chances de os EUA ampliarem a lista de exceções à nova alíquota de 25%.

 

A disposição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido demonstrar à Casa Branca que permanecerá na mesa de negociação. Existem na medida do USTR, porém, mais de 2 mil itens isentos do tarifaço, que se somarão a outros que já estavam fora do alcance da taxação, como certos tipos de carnes, café, frutas, ferro e partes de aeronaves. Agora se somam às exceções ferro-gusa, café solúvel sem adição de sabor, mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, determinados frutos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos, além de antiguidades, obras de arte e roupas usadas. A justificativa é que esses itens são insumos importantes para a indústria americana, têm pouca oferta doméstica ou são difíceis de substituir por fornecedores de outros países, de modo que a sobretaxa poderia provocar aumento de custos e desorganizar cadeias produtivas nos EUA. Em vários casos, o USTR argumenta que os Estados Unidos dependem do fornecimento brasileiro ou que a aplicação da tarifa traria prejuízos maiores à economia americana do que pressão efetiva sobre o Brasil. Nem todos os pedidos de isenção foram aceitos. O governo americano rejeitou solicitações apresentadas por setores como máquinas agrícolas, máquinas industriais, vestuário, calçados, equipamentos elétricos, ferramentas de jardinagem, papel, açúcar orgânico e diversos produtos manufaturados. Embora empresas tenham alegado aumento de custos e dificuldade para substituir fornecedores brasileiros, o USTR concluiu que esses bens podem ser obtidos em outros mercados ou que as consequências econômicas não justificam uma exceção à tarifa. O texto final também endureceu a proposta inicial em alguns pontos. A agência retirou da lista de isentos a celulose de alta pureza, após receber manifestações de que produtores brasileiros do insumo seriam beneficiados por práticas ligadas ao desmatamento ilegal. Além disso, restringiu a isenção de determinados produtos químicos apenas às aplicações farmacêuticas, mantendo a cobrança da tarifa quando destinados a outros usos industriais. Representantes da indústria brasileira se manifestaram após os Estados Unidos divulgarem o tarifaço. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota em que informa acompanhar com preocupação o anúncio sobre nova tarifa de 25%, confirmada na quarta-feira pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo a nota, a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países. "Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban. Os impactos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos, desde 2025, já são percebidos no comércio bilateral. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço. Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período. Os efeitos das tarifas em vigor desde 2025 também já aparecem nas exportações dos estados brasileiros. No primeiro semestre deste ano, 20 das 27 unidades da Federação registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período de 2025.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Inadimplência no campo alcançou 8,8% no primeiro trimestre

Incapacidade de pagar dívidas se concentra em produtores pessoas físicas mais economicamente ativas. Segundo Serasa, produtores sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares/econômicos — apresentam o maior nível de inadimplência

 

Produtores brasileiros estão cada vez mais endividados. Diante de fatores como margens apertadas e restrições de crédito, a inadimplência alcançou 8,8% da população rural no primeiro trimestre deste ano, 1,2 ponto percentual a mais que no mesmo período de 2025, de acordo com levantamento que a Serasa Experian divulga hoje. O indicador, que já apontou crescimento durante todo o ano passado, considera dívidas de pessoas físicas vencidas há mais de 180 dias, contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. “A alta gradual da inadimplência mostra que, no início de 2026, os produtores rurais ainda enfrentam desafios para recompor sua capacidade financeira. Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Segundo o levantamento, os produtores sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares/econômicos — apresentam o maior nível de inadimplência, de 11%. Os grandes proprietários rurais aparecem com 9,9% de endividamento. Já os médios (8,6%) e os pequenos (8,3%) vêm em seguida, como os menos endividados na avaliação por porte. Entre as regiões do Brasil, o Norte contabilizou a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas no primeiro trimestre de 2026, com 13,2%. Na sequência aparecem o Nordeste (10,2%) e o Centro-Oeste (10,1%). Já o Sudeste (7,3%) e o Sul (6,2%) apresentaram os menores índices do país. A Serasa também destaca que há diferenças relevantes nos níveis de inadimplência, se considerada a divisão por faixa etária.

“A inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas se concentra na população que podemos chamar de economicamente mais ativa. No primeiro trimestre de 2026, os maiores índices foram registrados entre aqueles de 30 a 39 anos, seguidos pelos de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos”, informa a empresa. Entre os com idade a partir dos 50 anos, os percentuais passam a apresentar queda gradual, de 8,7% para baixo, indicando menor incidência de inadimplência entre os produtores de faixas etárias mais elevadas.

GLOBO RURAL

 

Produção é recorde, mas queda de preço reduz receita no agro

Valor bruto de produção nacional recua para R$ 1,4 trilhão no ano, 5% a menos. Soja, com receita de R$ 366 bilhões, e o setor de bovinos, com R$ 250 bi, lideram

 

A safra de grãos e a produção de carnes deste ano são recordes, mas as receitas caem. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção nacional de grãos sobe para 360 milhões de toneladas, mas o VBP (Valor Bruto da Produção) do setor recua para R$ 893 bilhões, com queda real de 5%. O VBP é resultado do volume produzido, multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores dentro da porteira. Os dados são compilados pelo Ministério da Agricultura e se referem ao levantamento de junho. Culturas agrícolas e pecuária vão render R$ 1,4 trilhão neste ano, abaixo do recorde de R$ 1,48 trilhão de 2025.

No caso das lavouras, são incluídos 17 produtos, e apenas cinco deles estão com previsão de aumento no valor bruto de produção neste ano. Esses cinco produtos representam 7% do total das receitas com as lavouras. A pecuária inclui o desempenho de bovinos, frango, suínos, leite e ovos. Neste setor, que atinge receitas de R$ 511 bilhões, apenas a bovinocultura deverá apresentar evolução nas receitas. Os produtos que tiveram forte aceleração de preço no ano passado são os que mais recuam neste ano. O cacau lidera as quedas. Após um VBP de R$ 12 bilhões em 2025, o montante cai para R$ 5 bilhões neste ano, 58% a menos. A laranja tem queda de 40%, e o café, que chegou a um valor bruto de produção de R$ 118 bilhões no ano passado, cai para R$ 104 bilhões neste. O arroz, com uma prolongada temporada de queda de preços, também tem forte retração nas receitas. Após ter atingido um VBP de R$ 26 bilhões em 2024, o cereal renderá apenas 15 bilhões neste ano. A retração, em relação a 2025, será de 30%. O trigo, por conta de uma área menor de plantio e safra reduzida, terá R$ 8,2 bilhões de receitas, após ter atingido R$ 19,4 bilhões em 2022. Os produtores de soja e de milho, devido ao grande volume de produção, são os que lideram os valores de produção. A soja, com a safra recorde de 181 milhões de toneladas, gerará receitas de R$ 336 bilhões, e o milho, de R$ 155 bilhões. Esses valores, em relação aos do ano passado, registram queda de 1% e 9%, respectivamente. No setor de carnes, que deverá ultrapassar produção de 32 milhões de toneladas no ano, o VBP recua para R$ 511 bilhões, mas tem aumento na bovinocultura, setor que chegará ao recorde de R$ 250 bilhões, 10% a mais do que em 2025, segundo o Ministério da Agricultura. Os demais itens da pecuária terão queda, com as maiores sendo em suínos (22%) e frango (9%). O setor de ovos, após o aumento acelerado nos preços no mercado mundial no ano passado, apresenta retração de 8%, e o de leite, de 3% nas receitas. A

competitividade no setor mudou e hoje depende de fatores que ultrapassam os limites da porteira, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Os mercados são exigentes, os consumidores estão mais bem informados, o setor tem novas regras sanitárias e os desafios logísticos e as oscilações comerciais exigem muito mais. Nesse cenário, os desafios aumentam e cresce a importância das instituições que são capazes de conectar produtores, empresas, pesquisa e poder público, afirmam os pesquisadores do setor de hortifrútis do Cepea.

FOLHA DE SP

 

ECONOMIA

 

Dólar fica estável no Brasil com política doméstica e tarifa dos EUA no foco dos investidores

O dólar fechou a quarta-feira praticamente estável ante o real, com investidores atentos ao noticiário político e à espera de nova tarifa comercial dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

 

A estabilidade do câmbio no Brasil esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana se firmou em baixa durante a sessão ante a maior parte das demais divisas. O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com variação positiva de 0,08%, aos R$5,0782. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,48% ante o real. Às 17h07, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,03% na B3, aos R$5,0965.

Na terça-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com baixa superior a 1% e no menor nível em um mês, após dados de inflação nos EUA reduzirem as apostas de que o Federal Reserve subirá juros no curto prazo. Na sessão de quarta-feira, novos números nos EUA reforçaram essa percepção. O índice de preços ao produtor para a demanda final caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados esperavam estabilidade.  O resultado pesou sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre o dólar, que se firmou em queda ante as divisas fortes em relação a moedas de emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso mexicano. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que a moeda se sustentou próxima da estabilidade, na contramão da queda no exterior, sob influência do cenário político e da expectativa com a possível tarifação dos EUA. No início do dia, uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% de Flávio. O resultado, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais, amplia para 8 pontos percentuais a vantagem de Lula sobre Flávio, contra 6 pontos percentuais do levantamento anterior. Durante a tarde, um novo fator negativo para a candidatura de Flávio veio à tona na imprensa: uma foto do senador com Luiz Philippi Mourão, conhecido como “Sicário”. Mourão, que morreu em março após ser preso pela Polícia Federal, teria ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e envolvido em suposto financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio.

Em vídeo, Flávio argumentou que, como figura pública, recebe diariamente dezenas de pedidos de fotos pelas ruas, procurando desvincular sua imagem do Sicário. O noticiário político desfavorável a Flávio acabou dando sustentação às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e mantendo a cautela entre os agentes no mercado de câmbio, em meio aos receios quanto a um possível novo mandato de Lula -- cuja política fiscal é vista com desconfiança. Além disso, o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas, disseram à Reuters quatro fontes que acompanham as discussões.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda descolado de NY com investidor à espera de decisão dos EUA sobre tarifas

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, descolado de Wall Street, com Engie Brasil Energia entre as maiores quedas após precificar oferta de ações, enquanto B3 figurou entre os destaques positivos endossada por "upgrade" do Bank of America.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,36%, a 176.010,90 pontos, marcando 176.662,60 na máxima e 175.288,17 na mínima. O volume financeiro somou R$39,85 bilhões, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,38%, mesmo viés registrado em praças acionárias na Europa, com novos dados de preços sob os holofotes e um início robusto da temporada de resultados do segundo trimestre nos Estados Unidos. De acordo com o sócio fundador da Private Investimento Gustavo Silva, a bolsa brasileira teve um dia "de lado", com investidores na expectativa da decisão dos Estados Unidos envolvendo nova tarifa comercial para produtos brasileiros. Fontes que acompanham as discussões afirmaram à Reuters que o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas. O país deve ser o primeiro alvo em uma nova rodada de tarifas a serem adotadas pelo governo norte-americano contra vários países, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária original do presidente Donald Trump, em fevereiro deste ano. "E ainda tem o lado fiscal pesando, depois que o Senado aprovou aposentadoria especial pra agente de saúde", acrescentou Silva, referindo-se à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece aposentadoria especial para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

REUTERS

 

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$54 milhões em julho até dia 10, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$54 milhões em julho até o dia 10, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.

 

Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$817 milhões em julho até o dia 10. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de julho até o dia 10 foi positivo em US$871 milhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 6 a 10 de julho, entraram no país US$1,012 bilhão.

No acumulado do ano até 10 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$17,811 bilhões.

REUTERS 

 

Governo passa a ver inflação acima de 5% em 2026

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda voltou a elevar sua estimativa para a inflação neste ano, que agora supera o teto da meta contínua do Banco Central, citando o impacto dos choques recentes do petróleo e maior probabilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño, entre outros fatores.

 

Em seu Boletim Macroeconômico, publicação trimestral, a SPE estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 5,1%, contra 4,5% previstos em maio. Em 2027, a previsão é de inflação de 3,6%, ante previsão anterior de 3,5%. A taxa de inflação perseguida pelo BC é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para o Produto Interno Bruto, a SPE manteve projeção de crescimento de 2,3% este ano.

REUTERS

 

Volume de serviços no país recua 0,4% em maio com surpresa negativa em transportes

Analistas avaliaram que o resultado não representa “grande decepção”, pois a queda concentrou-se em poucas atividades, e não altera a visão de que a economia segue em desaceleração gradual 

 

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na quarta-feira (15), o setor teve queda de 0,4% em maio ante abril. O resultado veio abaixo da mediana de 18 projeções de economistas de consultorias, entidades e instituições financeiras captadas pelo Valor Data, que apontava recuo de 0,1%. Com o resultado do mês, o setor de serviços está 19,6% acima do nível de fevereiro de 2020 e, em maio de 2026, ficou 0,5% abaixo do pico da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em relação a maio do ano passado, o indicador cresceu 0,4%, o 26º resultado positivo consecutivo nessa comparação. A mediana do Valor Data apontava alta de 0,7%, com projeções que variaram de 0,1% a 1,7%. O recuo de serviços em maio foi acompanhado por apenas duas das cinco atividades pesquisadas: transportes (-1,0%) e outros serviços (-1,9%). As atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares (1,9%) e os serviços prestados às famílias (0,2%) registraram avanço. O segmento de informação e comunicação ficou estável. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa e economista do IBGE, explica que transportes tiveram a maior influência na queda do setor de serviços. A atividade tem o maior peso na composição da PMS e, sozinha, representa 33,67% do desempenho total. Lobo afirmou ainda que os serviços prestados às famílias atingiram o maior patamar desde dezembro de 2014. Boas performances em restaurantes e em hotelaria, ao longo do ano, ajudaram a compor resultado favorável em maio, afirmou ainda o especialista. No resultado geral, a queda veio mais forte do que o esperado, com transportes como principal surpresa negativa. Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), afirma que a instituição esperava um resultado mais favorável (0,6%), mas ainda próximo da estabilidade. Claudia Moreno, do C6 Bank, afirmou que a instituição projetava alta de 0,3%. Já a XP esperava queda de 0,2%. Tobler avalia que o resultado geral não chega a ser uma “grande decepção” porque não veio disseminado. "Se todas as atividades tivessem caído, a gente poderia ligar um pouco mais o sinal de alerta e talvez ter uma trajetória mais negativa à frente. Como está concentrado em duas atividades, com as outras próximas de zero, eu acho que realmente é uma demonstração de uma economia um pouco mais fraca", afirma. Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, economistas da XP, também avaliam que a composição geral foi benigna para o PIB do setor. Eles destacaram que transportes e armazenagem têm peso menor nas Contas Nacionais Trimestrais. Em contrapartida, os serviços prestados às famílias, segmento de maior peso no PIB, registraram crescimento. Margato e Maluf destacaram também que os serviços prestados às famílias continuam sendo sustentados pela resiliência do mercado de trabalho e pelos ganhos de renda real das famílias. Dentro desse grupo, o principal destaque foi o avanço dos serviços de alimentação (+5,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior). Tobler aponta que a queda em outros serviços teve influência do segmento de serviços financeiros auxiliares, mas acredita que se trate apenas de uma questão pontual do mês de maio. Já em transportes, Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, avalia que a queda pode ser explicada pela retração de 5,1% no transporte aéreo em relação a abril, causada pelo aumento do preço do querosene de aviação, que encarece as passagens. 

VALOR ECONÔMICO

 

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