CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1150 DE 15 DE JULHO DE 2026
- prcarne
- hĂĄ 2 horas
- 15 min de leitura

Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1150 | 15 de julho de 2026
Â
NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
Â
Boi-Chinaâ perde mais R$ 2/@ na praça paulista, apura a Scot Consultoria
 Animal com padrĂŁo-exportação agora Ă© negociado a R$ 333/@ em SP (prazo); Agrifatto identifica desvalorização da arroba no MA, PA e TO. No PARANĂ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas seis dias. Boi China: PARANĂ: R$ 333,00/@ (Ă vista) e R$ 337,00/@ (prazo)
Na terça-feira (14/7), as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuĂĄrio identificaram novas quedas nos preços do boi gordo em algumas importantes praças brasileiras, um reflexo da posição de cautela das indĂșstrias exportadoras diante do paralisaçÔes das exportaçÔes de carne bovina ao me4rcado chinĂȘs â devido ao quase esgotamento da cota anual de salvaguarda, de 1,1 milhĂŁo de toneladas. O estado de âdormĂȘnciaâ da demanda interna, afetada pelo menor poder aquisitivo nesta etapa final de mĂȘs, tambĂ©m contribui para o menor interesse dos frigorĂficos em fechar negĂłcios.
No interior de SĂŁo Paulo, parte das indĂșstrias aguarda uma posição mais clara do escoamento da carne no mercado interno antes de lançar as ordens de compra, relatou a Scot. âHouve tentativas de negociar abaixo dos preços de referĂȘnciaâ, afirmam os analistas da consultoria, que, na terça-feira, apuraram redução de R$ 2/@ nos preços do âboi-Chinaâ, agora negociado a R$ 333/@ (a prazo) no mercado paulista, com ĂĄgio de apenas R$ 3/@ em relação ao valor do animal sem padrĂŁo-exportação. A Agrifatto identificou quedas diĂĄrias nas cotaçÔes da arroba em trĂȘs praças do PaĂs â MaranhĂŁo, ParĂĄ e Tocantins â e valorização em uma regiĂŁo (no boi do Rio Grande do Sul). Nas demais regiĂ”es monitoradas diariamente pela consultoria, os preços ficaram estĂĄveis. No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram no pregĂŁo de segunda-feira (13/7) da B3. O papel com vencimento em setembro/26, por exemplo, encerrou a sessĂŁo cotado a R$ 343,05/@, com aumento de 0,62% em relação ao fechamento anterior.
Na avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, os fundamentos para este segundo semestre do ano permanecem positivos, sobretudo para o Ășltimo trimestre. âA menor disponibilidade de animais terminados, associada Ă retomada da demanda externa e ao fortalecimento do consumo interno, tende a sustentar uma recuperação das cotaçÔes da arrobaâ, aposta a consultoria. CotaçÔes do boi gordo conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$
305,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. PARĂ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: sete dias. RONDĂNIA: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MARANHĂO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ, de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 329,50/@ (Ă vista) e R$ 333,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 321,50/@ (Ă vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 328,50/@ (Ă vista) e R$ 332,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (Ă vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 318,50/@ (Ă vista) e R$ 322,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 313,50/@ (Ă vista) e R$ 317,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/ /AGRIFATTO/Â PORTAL DBO
Â
A exportação de couro bovino foi recorde no primeiro semestre, mas o faturamento caiu
Apesar do volume recorde a mudança nas categorias de couro exportado prejudicou o faturamento.
Â
A exportação no primeiro semestre de 2026, em volume, foi recorde. O embarque foi de 324 mil toneladas de peles e couros. Esse volume foi 6,1% maior na comparação com o primeiro semestre de 2025, cujo desempenho fora de 305,3 mil toneladas, e 9,1% acima do primeiro semestre de 2024, cujo desempenho fora de 297,1 mil toneladas. Somente em junho, o embarque foi de 49,8 mil toneladas, alta de 23,8% ante junho de 2025 (40,2 mil toneladas), o que reforçou o desempenho do semestre.
SCOT CONSULTORIA
Â
SUĂNOS
Â
SuĂno vivo atinge menor valor real desde 2006 em SP-5
CotaçÔes caem pelo sexto mĂȘs seguido, enquanto exportaçÔes batem recorde no semestre e ajudam a escoar a oferta.
Â
O suĂno vivo foi negociado, em mĂ©dia, a R$ 5,25/kg na regiĂŁo SP-5 em junho. O preço recuou 2,9% frente a maio e 41,2% na comparação anual. Em termos reais, a cotação foi a menor desde julho de 2006. As exportaçÔes somaram o recorde de 785,4 mil toneladas no primeiro semestre. A queda dos insumos estabilizou a relação de troca do produtor paulista. A carcaça suĂna perdeu competitividade frente Ă s carnes bovina e de frango. Os preços do suĂno vivo posto na indĂșstria recuaram pelo sexto mĂȘs consecutivo em junho de 2026. Na regiĂŁo SP-5, que reĂșne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, SĂŁo Paulo e Sorocaba, a mĂ©dia mensal ficou em R$ 5,25/kg, queda de 2,9% frente a maio e de 41,2% na comparação com junho de 2025. Em termos reais, foi o menor valor desde julho de 2006. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento estĂĄ relacionado ao crescimento do plantel de matrizes nos Ășltimos quatro anos, enquanto a demanda domĂ©stica nĂŁo avançou na mesma proporção. As exportaçÔes contribuĂram para o escoamento, mas ainda nĂŁo foram suficientes para absorver o excedente de oferta. No primeiro semestre, o Brasil exportou 785,4 mil toneladas de carne suĂna, maior volume da sĂ©rie da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex) para o perĂodo. O resultado representa alta de 10% frente aos seis primeiros meses de 2025. Pela primeira vez, todos os meses do semestre registraram embarques superiores a 110 mil toneladas. Em junho, foram exportadas 131,1 mil toneladas, avanço de 2,5% sobre maio, mas recuo de 3,3% na comparação anual. As Filipinas lideraram os destinos, com 214 mil toneladas no semestre, crescimento de 32%. O volume ficou prĂłximo da soma adquirida por JapĂŁo, China e Chile, que totalizou 217 mil toneladas. Em junho, o milho e o farelo de soja recuaram 2,8%, enquanto o suĂno vivo em SP-5 caiu 2,9%. Com isso, foi interrompida a sequĂȘncia de oito meses de piora na relação de troca com o milho. O produtor paulista conseguiu adquirir 4,95 quilos de milho ou 3,15 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo do animal vivo, resultados praticamente estĂĄveis frente a maio. A carcaça suĂna especial teve mĂ©dia de R$ 8,58/kg na Grande SĂŁo Paulo, queda de 1% frente a maio e menor valor real desde setembro de 2018. Mesmo com o aumento sazonal da demanda, os estoques da indĂșstria permaneceram elevados. Como o frango resfriado e a carcaça bovina recuaram com maior intensidade, a carne suĂna perdeu competitividade diante das duas proteĂnas. O movimento interrompeu oito meses de ganhos frente Ă carne bovina e dois meses frente ao frango.
FEED&FOOD
Â
INTERNACIONAL
Â
ImportaçÔes de carne bovina pelos EUA desaceleram, mas Brasil continua na liderança
No perĂodo de janeiro a maio deste ano (Ășltimos dados oficiais), os importadores norte-americanos elevaram as compras da AustrĂĄlia e reduziram as aquisiçÔes da proteĂna brasileira
Â
Segundo dados do analista e professor da Derrell Peel, da Universidade Estadual de Oklahoma, no perĂodo acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, as importaçÔes totais de carne bovina dos EUA aumentaram 9,9% em relação ao mesmo perĂodo do ano anterior. Trata-se do menor aumento para o perĂodo desde 2023. Por sua vez, em maio/26, as importaçÔes de carne bovina caĂram 5% em comparação com igual mĂȘs de 2025, a primeira queda mensal anual desde novembro de 2025 e a maior baixa mensal desde março de 2023, relata Peel. Segundo o analista, a queda nas importaçÔes norte-americanas em maio foi liderada por uma redução de 41,5% nas compras da proteĂna brasileira em comparação com o mesmo perĂodo do ano anterior. No acumulado de janeiro a maio de 2026, as importaçÔes do Brasil caĂram 6,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. No entanto, o Brasil continua sendo o principal fornecedor de carne bovina ao mercado dos EUA, com participação de 22,3% no ranking. A AustrĂĄlia Ă© a segunda maior fonte de importação de carne bovina dos EUA, que elevou em 11,8% as compras do paĂs em maio/26, na comparação com maio/25, enquanto no acumulado do ano o avanço foi de 12% (em relação ao mesmo perĂodo de 2025). Com isso, a participação australiana no total das importaçÔes norte-americanas subiu para 20,3%, reduzindo a diferença para o Brasil. Considerando a mesma base de comparação, o Uruguai, sexto maior exportador de carne bovina aos EUA, registrou queda de 45,7% em maio/26, mas acumulou alta de 5,2% no acumulado do ano. Simultaneamente, as importaçÔes de carne bovina da Argentina aumentaram devido ao aumento da Cota TarifĂĄria EconĂŽmica (CTE) especĂfica para o paĂs. As importaçÔes de carne bovina da Argentina subiram 113,8% em relação ao mesmo perĂodo do ano anterior, representando atualmente 4,3% do total das importaçÔes. Isso coloca a Argentina em sĂ©timo lugar, subindo da oitava posição no ano passado entre as fontes de importação de carne bovina. (A Argentina representa 32,5% da categoria âOutrosâ em 2026). âComo esperado, o aumento das importaçÔes de carne bovina da Argentina foi significativamente compensado pela diminuição das importaçÔes de outras origens â neste caso, Brasil e Uruguaiâ, observa Peel. Com 15% do total das importaçÔes, o CanadĂĄ ocupa a terceira posição no ranking, com um aumento de 12,3% em maio/26 em comparação com maio/25 e avanço de 4% no acumulado do ano. O MĂ©xico Ă© a quarta maior fonte de importação de carne bovina dos EUA, com um aumento de 27,4% no acumulado do ano, representando 11,9% do total.
Segundo o analista norte-americano, o aumento na quantidade da proteĂna importada do MĂ©xico no acumulado do ano foi o maior entre todas as fontes, colocando o paĂs vizinho Ă frente da Nova ZelĂąndia nos primeiros cinco meses do ano. Com isso, a Nova ZelĂąndia agora Ă© a quinta maior fonte de importação de carne bovina, com uma queda de 3,6% no acumulado de 2026 e representando 10,3% do total das importaçÔes. Na avaliação de Peel, as importaçÔes de carne bovina dos EUA representam uma importante contribuição para o abastecimento total da proteĂna no paĂs, sobretudo para o mercado de carne moĂda.
BEEF CENTRAL
Â
NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
Â
ApĂłs duas altas, produção da agroindĂșstria recua
Dados do FGV Agro mostram reversĂŁo de tendĂȘncia em maio e queda na atividade em 2026.
Para FGV, âĂ© preciso observar se o nĂșmero de maio Ă© um ponto fora da curva ou uma reversĂŁo da resiliĂȘncia que a agroindĂșstria vinha apresentando ao longo dos mesesâ.
Â
Maio foi um mĂȘs âcomplicadoâ para a agroindĂșstria do Brasil. A conclusĂŁo Ă© do NĂșcleo de AgronegĂłcios da Fundação GetĂșlio Vargas (FGV Agro). O PIMAgro, indicador que mede a atividade do setor, caiu 2,8% em comparação com maio do ano passado e 0,2% em relação a abril. âNas prĂłximas divulgaçÔes, Ă© preciso observar se o nĂșmero de maio Ă© um ponto fora da curva ou uma reversĂŁo da resiliĂȘncia que a agroindĂșstria vinha apresentando ao longo dos mesesâ, observa o FGV Agro em nota. No comparativo anual, a agroindĂșstria de produtos alimentĂcios e bebidas teve queda de 3,5%, com desempenho negativo tanto na categoria de alimentos (-3,7%) quanto na de bebidas (-2,6%), mostra o indicador. Entre os alimentos, os de origem vegetal tiveram queda de 6,9%, a primeira desde julho de 2025. Segundo o FGV Agro, houve baixa na produção de itens como Ăłleos e gorduras, arroz, trigo e refino de açĂșcar. O aumento da produção de cafĂ© evitou uma retração ainda maior. A produção de alimentos de origem animal caiu 1,5% na comparação com maio do ano passado, efeito da redução de abates de bovinos, suĂnos, aves e pescados no perĂodo. A agroindĂșstria de itens nĂŁo alimentĂcios diminuiu sua atividade em 1,8%. O segmento de produtos tĂȘxteis teve baixa de 5,6%, com tendĂȘncia negativa desde outubro de 2025. O de insumos agropecuĂĄrios caiu 4,5%.
âFoi o sĂ©timo mĂȘs consecutivo de contração interanual. Em maio, o resultado foi influenciado, principalmente, pela redução da produção de intermediĂĄrios para fertilizantes, tratores e mĂĄquinas e adubos e fertilizantesâ, diz o FGV Agro. A indĂșstria de produtos florestais tambĂ©m registrou retração (-3,5%). Por outro lado, as de biocombustĂveis cresceram 9,6% e a de fumo, 0,8%. O desempenho da agroindĂșstria em maio deixou o acumulado de 2026 negativo em 0,1% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Ă uma reversĂŁo de tendĂȘncia. No primeiro quadrimestre do ano, o setor apontou uma expansĂŁo de 0,7% em relação ao intervalo de janeiro a abril de 2025. A categoria de produtos nĂŁo alimentĂcios foi determinante para o resultado acumulado de janeiro a maio. A retração de 1,9% pesou mais do que o crescimento da atividade industrial dos produtos alimentĂcios e bebidas, de 1,3%. A categoria de alimentos sozinha teve alta de 1,3% no perĂodo e a de bebidas, de 1,2%.
VALOR ECONĂMICO
Â
ECONOMIA
Â
DĂłlar fecha no menor nĂvel em um mĂȘs sob influĂȘncia da inflação dos EUA
O dólar fechou a terça-feira em queda no Brasil e novamente abaixo dos R$5,10, na esteira do recuo da moeda norte-americana também no exterior, após dados de inflação dos Estados Unidos em junho ficarem abaixo do esperado.
Â
O dĂłlar Ă vista encerrou a sessĂŁo com queda de 1,12%, aos R$5,0739. Essa Ă© a menor cotação de fechamento desde 15 de junho, quando o dĂłlar atingiu R$5,0666. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,56% ante o real. Ăs 17h04, o dĂłlar futuro para agosto -- atualmente o mais lĂquido no mercado brasileiro -- cedia 1,15% na B3, aos R$5,1000. O Ăndice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglĂȘs) dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, conforme o Departamento do Trabalho, mais que a projeção de queda de 0,1% dos economistas consultados em pesquisa da Reuters. Nos 12 meses atĂ© junho, o CPI subiu 3,5%, menos que os 3,8% projetados. O nĂșcleo de inflação, que exclui componentes volĂĄteis como alimentos e energia, ficou estĂĄvel em junho e subiu 2,6% na base anual -- menos que os 2,9% anteriores. O CPI foi bem recebido pelos investidores, que reduziram as apostas de que o Federal Reserve subirĂĄ sua taxa de referĂȘncia, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, no fim deste mĂȘs. Em reação, o dĂłlar cedeu ante as demais divisas globais, incluindo o real. âO resultado reduz a expectativa de que o Federal Reserve precise elevar os juros no curto prazo. Com uma inflação mais comportada, diminui tambĂ©m a perspectiva de maiores retornos dos tĂtulos do Tesouro americano, o que tende a enfraquecer o dĂłlar frente Ă s demais moedasâ, avaliou Lucca Bezzon, analista de InteligĂȘncia de Mercado da Stonex. âMas nĂŁo vejo fatores para o dĂłlar se manter abaixo de R$5,10. O prĂłprio (boletim) Focus continua projetando um dĂłlar a R$5,20 no fim do ano, e o Focus costuma ser otimistaâ, opinou Matheus Massote, especialista em cĂąmbio da One Investimentos. Na segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeçÔes dos economistas do mercado para o dĂłlar no fim de 2026 estĂĄ em R$5,20 e no final de 2027 em R$5,28.
REUTERS
Â
Ibovespa fecha em alta com maior apetite a risco apĂłs dados fracos de inflação nos EUAÂ
Queda nos juros futuros domĂ©sticos impulsiona principal Ăndice da B3
Â
NĂșmeros abaixo do esperado para o Ăndice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos promoveram um alĂvio na curva de Treasuries, o que teve reflexo nos juros futuros domĂ©sticos e impulsionou a bolsa local. Diante do maior apetite por risco global, os novos ataques entre EUA e IrĂŁ ficaram em segundo plano. Na mĂĄxima intradiĂĄria, o Ibovespa chegou a tocar os 177.179 pontos, mas perdeu força no começo da tarde, em virtude da forte volatilidade de blue chips. No fim do dia, o Ăndice encerrou com ganho de 0,51%, aos 176.641 pontos, distante da mĂnima de 175.743 pontos. Depois de ultrapassar os US$ 87 o barril na mĂĄxima do dia, os preços de petrĂłleo fecharam em alta, mas longe das mĂĄximas apĂłs o anĂșncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que nĂŁo irĂĄ mais aplicar a taxa de 20% sobre a escolta de navios no Estreito de Ormuz. A forte volatilidade nos preços de petrĂłleo ajudou a incrementar as oscilaçÔes de açÔes de petroleiras. ApĂłs começar o dia em alta, os papĂ©is da Petrobras terminaram mistos: as PN fecharam no zero a zero, enquanto as ON cederam 0,50%, o que pode indicar venda do papel por parte de investidores estrangeiros. Bancos tambĂ©m encerraram em direçÔes opostas: as ON do Banco do Brasil ficaram no topo das maiores valorizaçÔes entre as blue chips, com uma alta de 1,73%. JĂĄ as ON da Vale ganharam 1,59%, em um dia de alta forte dos preços de minĂ©rio de ferro em Dalian, na China. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 16,8 bilhĂ”es e de R$ 21,8 bilhĂ”es na B3. Em Wall Street, o dia tambĂ©m foi de ganhos. No fim, o Nasdaq subiu 0,90%; o S&P 500 avançou 0,38%; e o Dow Jones fechou estĂĄvel (+0,02%).
VALOR ECONĂMICO
Â
Safra de 2026 deve alcançar 347,4 milhÔes de toneladas, diz IBGE
Arroz, o milho e a soja representam 92,8% da estimativa da produção nacional de grĂŁos. Ărea a ser colhida para a safra de 2026 ficou em 83,2 milhĂ”es de hectares
Â
A safra brasileira de grĂŁos, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 347,4 milhĂ”es de toneladas em 2026, alta de 0,4% ante 2025. A estimativa Ă© do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE), que divulgou na terça-feira (14/7) o Levantamento SistemĂĄtico da Produção AgrĂcola (LSPA) de junho. Ainda segundo o instituto, no entanto, na comparação com a LSPA de maio de 2026, a previsĂŁo Ă© 0,8% inferior, um decrĂ©scimo de 3 milhĂ”es de toneladas. O IBGE informou ainda que a ĂĄrea a ser colhida para a safra de 2026 ficou em 83,2 milhĂ”es de hectares, na projeção de junho. Isso significa aumento de 1,9% frente Ă ĂĄrea colhida em 2025 (crescimento de 1,6 milhĂŁo de hectares ante ano anterior); mas sendo 0,1% inferior (decrĂ©scimo de 60.985 hectares) ante projeção de maio. O arroz, o milho e a soja, os trĂȘs principais produtos deste grupo, representam 92,8% da estimativa da produção nacional de grĂŁos, e respondem por 87,4% da ĂĄrea a ser colhida na safra desse ano. Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8 milhĂ”es de toneladas. Esse patamar serĂĄ recorde, caso alcançado, detalhou o instituto, e representa alta de 0,1% ante estimativa anterior, do IBGE, referente a maio. O acrĂ©scimo Ă© de 5,3% ante a safra anterior, que foi de 166,1 milhĂ”es de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa Ă© de 136,5 milhĂ”es de toneladas (29,7 milhĂ”es de toneladas na 1ÂȘ safra e 106,8 milhĂ”es de toneladas na 2ÂȘ safra). A projeção total Ă© 2,1% inferior Ă de estimativa anterior, de maio, e 3,7% menor que a safra passada. Para o milho primeira safra, a estimativa Ă© 0,2% abaixo de estimativa anterior, referente a maio, mas 15,6% acima de safra de 2025. Para o milho segunda safra, a projeção Ă© 2,6% inferior, ante LSPA anterior, de maio. Ante a safra passada, a produção do item para esse ano Ă© 7,9% menor, resultado do declĂnio de 9% no rendimento mĂ©dio - jĂĄ que a ĂĄrea, para o milho segunda safra, apresenta crescimento de 1,2%, em 2026, ante safra anterior, detalhou o IBGE. O instituto detalhou ainda que, na safra 2026 ante safra 2025, estĂŁo previstos acrĂ©scimos, na ĂĄrea a ser colhida, de 1,3% na da soja; de 2,7% na do milho (aumentos de 9,1% no milho 1ÂȘ safra e o jĂĄ mencionado aumento de 1,2% no milho 2ÂȘ safra) e de 15,6% na do sorgo. Em contrapartida, estĂŁo previstas reduçÔes de ĂĄrea de 5% na do algodĂŁo herbĂĄceo (em caroço); de 12,3% na do arroz em casca; e de 3,9% na do feijĂŁo.
VALOR ECONĂMICOÂ
Â
Produção de grãos no Brasil é estimada em 360,1 milhÔes de toneladas, diz Conab
Volume representa um acréscimo de 7,8 milhÔes de toneladas em relação à temporada passada. Soja tem produção estimada em 180,6 milhÔes de toneladas, avanço de 5,3%
Â
A produção de grĂŁos da safra 2025/26 estĂĄ estimada em 360,1 milhĂ”es de toneladas, alta de 2,2% em relação ao registrado no ciclo anterior, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira (14/7). O nĂșmero representa um recorde para o paĂs, com 7,8 milhĂ”es de toneladas a mais do que a temporada passada. Em relação ao levantamento divulgado em junho, houve uma revisĂŁo para cima de 0,4%, motivada principalmente por incrementos nas colheitas de soja e de milho. De acordo com a Conab, o resultado reflete o aumento da ĂĄrea destinada para o cultivo de grĂŁos no paĂs, projetada em 83,5 milhĂ”es de hectares. JĂĄ a produtividade mĂ©dia nacional das lavouras deve se manter estĂĄvel, prevista em 4.311 quilos por hectare. Segundo o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o clima em junho apresentou chuvas nas cinco regiĂ”es do paĂs, porĂ©m em menor volume no Nordeste, o que compromete em certa medida os nĂveis de umidade no solo. Principal cultura agrĂcola do paĂs, a soja tem produção estimada em 180,6 milhĂ”es de toneladas, avanço de 5,3% em relação Ă safra passada. O desempenho Ă© resultado do aumento de 2,7% na ĂĄrea cultivada, aliado ao pacote tecnolĂłgico utilizado pelos produtores e Ă s condiçÔes climĂĄticas favorĂĄveis, segundo a Conab. "Temos alguns Estados com cultivo ainda acontecendo, em Roraima, Tocantins e Alagoas. Essas lavouras vĂŁo ter colheitas a partir de agosto, mas no geral esses nĂșmeros nĂŁo devem se alterar tanto", afirma Vasconcellos. A colheita das trĂȘs safras de milho estĂĄ estimada em 141,7 milhĂ”es de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal jĂĄ estĂĄ quase toda colhida, e a produção estĂĄ estimada em 29,6 milhĂ”es de toneladas. JĂĄ na segunda safra do grĂŁo, a colheita atinge 38,9% da ĂĄrea destinada e deve totalizar 109,43 milhĂ”es de toneladas. "Devemos observar no prĂłximo mĂȘs um avanço substancial da colheita do milho segunda safra", ressalta Vasconcellos. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhĂ”es de toneladas. A colheita do arroz tambĂ©m estĂĄ encerrada, e o cereal apresenta uma produção de 11,1 milhĂ”es de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor ĂĄrea destinada ao produto. No caso do feijĂŁo, a produção total estimada Ă© de 3 milhĂ”es de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. O volume colhido de arroz e feijĂŁo garante o abastecimento no mercado domĂ©stico, segundo a Conab. O algodĂŁo tem produção prevista em 4,06 milhĂ”es de toneladas de pluma, com 8,1% da ĂĄrea jĂĄ colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. O trigo, que ainda estĂĄ sendo semeado, deve ter uma redução de 23,5% no volume, segundo a Conab. O resultado reflete tanto a menor ĂĄrea como a expectativa de uma menor produtividade.
GLOBO RURAL
Â
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 999368886 (whatsapp)
Â
Â
Â
