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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1134 DE 23 DE JUNHO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1134 | 23 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: queda na arroba em SP e em outras praças do País

Posição de cautela dos frigoríficos em relação ao mercado chinês faz preços do boi sem padrão-exportação e do “boi-China” recuarem R$ 3/@ no mercado paulista.

No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. PARANÁ: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

Na segunda-feira (22/6), a Scot Consultoria detectou quedas importantes nos preços físicos do boi gordo negociado nas principais praças brasileiras, a começar por São Paulo, região de referência para o setor. Pelos dados da consultoria, tanto o boi sem padrão-exportação quanto o “boi-China” abriu a semana com desvalorização de R$ 3/@ no mercado paulista, agora cotados em R$ 345/@ e R$ 350/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Segundo os analistas de mercado, as indústrias frigoríficas operam com bastante cautela, reduzindo o apetite comprador diante das incertezas no mercado externo. “No encerramento da semana, a decisão de grandes frigoríficos de suspender a produção destinada à China passou a acender um sinal de alerta entre os agentes”, afirmam os especialistas da Agrifatto, referindo-se ao esgotamento iminente da cota anual chinesa de importação de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina, previsto para ocorrer em algum momento do próximo mês. Segundo observam os analistas, com o limite próximo de ser atingido, as indústrias buscam evitar que embarques adicionais cheguem à China e sejam submetidos à cobrança de tarifa adicional de 55% (além da alíquota de 12% já existente), o que impactará fortemente a competitividade das operações. Oficialmente, o Brasil preencheu 78% de sua cota anual de exportação de carne bovina ao mercado da China, estima a Agrifatto, que divulgou, nesta segunda-feira (22/6), um relatório especial sobre mercado chinês de importação. Cotações do boi gordo da segunda-feira (22/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00.Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00.Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na segunda-feira (22/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

Carne bovina: Brasil preenche quase 80% da cota chinesa e deve esgotá-la em julho/26, prevê Agrifatto

Frigoríficos brasileiros buscam evitar que embarques adicionais cheguem ao mercado chinês e sejam submetidos à cobrança de tarifa adicional de 55%

 

Oficialmente, o Brasil preencheu quase 80% (78%) de sua cota anual de exportação de carne bovina ao mercado da China, que foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas neste primeiro ano de salvaguarda, estimou a Agrifatto, que divulgou, na segunda-feira (22/6), um relatório especial sobre mercado chinês de importação. Segundo a consultoria, com o limite da cota próximo de ser atingido, os frigoríficos brasileiros buscam evitar que embarques adicionais cheguem à China fora do volume autorizado e sejam submetidos à cobrança de tarifas adicionais. Atualmente, as importações enquadradas na cota estão sujeitas a uma alíquota de 12%, enquanto os volumes excedentes enfrentarão uma sobretaxa de 55%, o que reduz drasticamente competitividade das operações, relatam os analistas. “Considerando o ritmo médio das exportações brasileiras, próximo de 122,8 mil toneladas mensais no acumulado de janeiro a maio deste ano, a estimativa é de que o preenchimento total da cota brasileira ocorra em meados de julho”, apostam os analistas da Agrifatto. No ano passado, o Brasil exportou 1,64 milhão de toneladas de carne bovina para a China, representando 45,4% do total embarcado pelo país. Em 2025, o Brasil teve uma participação de 52% no total de carne bovina importado pela China, com um recorde mensal histórico registrado em novembro/25, quando essa fatia brasileira subiu para 61%. A Austrália já esgotou a sua cota de exportação para o mercado chinês, de 205 mil toneladas. Diferentemente do Brasil, os vizinhos da América do Sul foram favorecidos com cotas que superam suas exportações recentes, relembrou o relatório da Agrifatto. A Argentina, que exportou 471,89 mil toneladas para a China em 2025, recebeu uma cota de 511 mil toneladas para 2026. Já o Uruguai, que embarcou 216,14 mil toneladas para os chineses em 2025, foi beneficiado com uma cota de 324 mil toneladas.

AGRIFATTO

 

SUÍNOS

 

Dois em cada três suínos abatidos no Brasil saem da Região Sul

Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul concentraram 66,8% do abate nacional no primeiro trimestre de 2026, quando o país superou 15 milhões de cabeças.

 

A suinocultura brasileira segue fortemente concentrada na Região Sul. No primeiro trimestre de 2026, os três estados do Sul responderam por 66,8% de todos os suínos abatidos no país, reforçando a posição da região como principal polo produtor nacional. Segundo as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, foram abatidos 15,27 milhões de suínos entre janeiro e março deste ano. O volume representa crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve estabilidade, com leve redução de 0,1%. A liderança nacional permanece com Santa Catarina, responsável por 28,1% do abate brasileiro. O estado abateu mais de um em cada quatro suínos produzidos no país no período. Na segunda posição aparece o Paraná, com participação de 20,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 17,8%. Juntos, os três estados concentram praticamente dois terços da produção nacional, resultado de uma cadeia produtiva estruturada, com forte presença de cooperativas e agroindústrias integradoras. Além do aumento no número de animais abatidos, a produção de carne suína registrou crescimento ainda maior no início deste ano. O peso acumulado das carcaças chegou a 1,43 milhão de toneladas no primeiro trimestre, volume 6,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 1% acima do observado no trimestre imediatamente anterior. O desempenho indica que a produção de carne cresceu em ritmo mais acelerado que o abate de animais, reflexo de ganhos de produtividade e de melhorias nos índices zootécnicos das granjas. A expansão da produção ocorre em um momento em que a cadeia busca ampliar mercados e manter a competitividade internacional. O Brasil figura entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne suína, e a Região Sul exerce papel central nessa estratégia, concentrando desde a produção de grãos para ração até a industrialização e a exportação da proteína. Os números divulgados pelo IBGE mostram que, embora a suinocultura esteja presente em praticamente todo o território nacional, a atividade permanece fortemente ancorada no Sul do país, região que continua sendo a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno e pelo atendimento da demanda externa.

O PRESENTE RURAL

 

GOVERNO

 

Ministério informa que 8,4 milhões de doses de vacinas contra clostridioses estão disponíveis

Em Mato Grosso, pecuaristas ainda enfrentam dificuldades para acessar os imunizantes.

Vacina previne doenças infecciosas graves em animais, como botulismo, tétano, carbúnculo sintomático e gangrena gasosa

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou em nota que foram disponibilizadas 8,4 milhões de doses de vacina contra clostridioses no mercado nacional entre os dias 15 e 19 de junho. O imunizante previne doenças infecciosas graves em animais, como botulismo, tétano, carbúnculo sintomático e gangrena gasosa. Do total disponibilizado no período, 2,7 milhões de doses (32,25%) são de fabricação nacional e 5,7 milhões correspondem a vacinas importadas, informou o Mapa. "O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas", completou o ministério.

Na semana passada, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) mostrou preocupação com o anúncio sobre a disponibilização de 3,1 milhões de doses de vacinas contra clostridioses no mercado brasileiro, que havia sido anunciada no último dia 15 de junho pelo Mapa. Em comunicado, a Famato disse que embora a medida seja considerada importante para ampliar a oferta do imunizante, pecuaristas do Estado ainda enfrentam dificuldades para acessar as doses, que continuam chegando de forma limitada, com preços maiores que o usualmente praticados. O problema com a oferta dos medicamentos começou no ano passado, após o relato de mortes em animais que utilizaram a vacina.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

VBP Agropecuário do Paraná cresce 13% e alcança R$ 212,6 bilhões em 2025

O VBP de 2024 totalizou R$ 188,3 bilhões. Ao considerar a inflação do período, o resultado foi 9% superior no ano passado. Os dados são levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural, da Seab, ao longo do ano com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios.

 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 212,6 bilhões em 2025, de acordo com a análise preliminar da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 13% em relação ao VBP de 2024 (R$ 188,3 bilhões). Ao considerar a inflação do período, o resultado foi 9% superior. Os dados são levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, ao longo do ano, com pesquisas de preços e das condições das lavouras nos municípios. O VBP contempla aproximadamente 350 itens diversificados, incluindo grãos, proteínas animais, fruticultura, floricultura, silvicultura e uma ampla gama de produtos da agropecuária paranaense. A coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, economista Larissa Nahirny, explica que, pela quarta vez consecutiva, a pecuária liderou a geração de renda da agropecuária paranaense, respondendo por 53% do VBP estadual. O setor movimentou R$ 111,7 bilhões em 2025, com crescimento nominal de 14% em relação ao ano anterior, e expansão real de 10%. “As principais cadeias registraram expansão, tanto pelo aumento do abate de animais quanto pela maior produção de derivados”, afirmou Larissa Nahirny. Outro ponto relevante da análise é que a safra 2024/25 apresentou recuperação da produção das principais culturas de verão e de inverno do Estado. Soja, milho e trigo registraram aumento de produtividade, contribuindo para a recomposição do valor gerado pela agropecuária paranaense. Entre as principais lavouras, apenas o feijão 2.ª safra teve retração na produção.

“Depois de adversidades climáticas da safra anterior, em 2025, vale ressaltar que a agricultura respondeu por 43% do VBP estadual, movimentando R$ 91,2 bilhões. O principal impulso veio dos grãos e grandes culturas, que alcançaram R$ 81,4 bilhões e avançaram 12% em termos reais”, diz a economista do Deral. Já o setor florestal teve participação próxima de 5% no VBP estadual, movimentando R$ 9,7 bilhões em 2025, registrando retração de 1% em termos nominais e de 5% em termos reais. Entre os destaques do setor, a avicultura manteve três atividades entre os dez principais produtos do VBP paranaense em 2025. O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior importância econômica do Estado, respondendo por 17% do faturamento agropecuário. O VBP da atividade alcançou R$ 35,5 bilhões, com expansão real de 8%. O segmento de recria para engorda apresentou um dos maiores avanços da avicultura em 2025. Foram comercializados cerca de 2,4 bilhões de pintinhos, enquanto os preços dos principais animais destinados à reprodução e ao corte registraram elevações expressivas. Como resultado, o VBP da atividade alcançou R$ 7,1 bilhões, com crescimento real de 37%. Na bovinocultura leiteira houve crescimento em 2025. A produção superou 4,7 bilhões de litros, aumento de 3% em relação ao ano anterior, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 2,61 para R$ 2,67 por litro.  Na bovinocultura de corte, o aumento do VBP em 2025 foi sustentado principalmente pela valorização dos animais comercializados. Como resultado, o VBP da atividade atingiu R$ 8,7 bilhões, com expansão real de 21%. Segundo a análise do Deral, a soja permaneceu como a principal cultura do Paraná em 2025, respondendo por R$ 42,3 bilhões do VBP estadual. A produção alcançou 21,4 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação ao ano anterior. Com isso, o VBP da cultura apresentou expansão real de 10%, impulsionada principalmente pela recuperação do volume produzido. Já o milho teve um dos melhores desempenhos entre as principais culturas do Estado em 2025. A produção conjunta das duas safras atingiu 21 milhões de toneladas, crescimento de 34% frente ao ano anterior. O preço médio do milho 2.ª safra se manteve próximo ao observado em 2024, oscilou de R$ 54,90 para R$ 53,89 por saca, de modo que a expansão real de 30% do VBP, que totalizou R$ 19,1 bilhões, decorreu do aumento da oferta do cereal. E a cana-de-açúcar passou a integrar o grupo das dez principais atividades do VBP paranaense em 2025, ocupando a décima posição no ranking estadual. A cultura movimentou R$ 4,8 bilhões, com expansão real de 4% em relação ao ano anterior. A produção alcançou 36,7 milhões de toneladas, crescimento de 5%, enquanto o preço médio recebido pelos produtores passou de R$ 127,60 para R$ 131,79 por tonelada, contribuindo para o aumento do valor gerado pela atividade. 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS 

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em baixa em dia de "casadão" do BC no câmbio

O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, em sessão que contou com duas operações cambiais simultâneas do Banco Central, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das demais divisas.

 

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,45%, aos R$5,1413. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,33% ante o real. Às 17h12, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,15% na B3, aos R$5,1565. Os EUA e o Irã concordaram, conforme os mediadores Catar e Paquistão, com um roteiro para um acordo final que ponha fim ao conflito em até 60 dias. Ainda assim, investidores se mostravam preocupados com as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomada da guerra e com o anúncio de que Teerã havia fechado novamente o Estreito de Ormuz. No fim da tarde, com o mercado à vista já fechado, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto.

Neste cenário, o dólar sustentou ganhos ante divisas fortes como o euro e o iene, mas recuou ante a libra. Em relação aos países emergentes, o dólar caiu ante o peso colombiano e o real -- neste caso, após os fortes avanços da semana passada --, mas a moeda dos EUA se manteve em alta ante boa parte das demais divisas. No Brasil, destaque para os dois leilões simultâneos realizados pelo Banco Central no início da sessão, em que foram vendidos US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e visam oferecer liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. “Nossos modelos de previsão econométrica para o câmbio capturaram a mudança no humor em relação aos ativos brasileiros, com o BRL (real) sendo visto no patamar R$5,16, entre R$5,06 e R$5,25 (por dólar)”, afirmou Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, em relatório publicado pela manhã. “O casadão de hoje deve aliviar um pouco a pressão, mas o ambiente segue adverso para o risco Brasil”, acrescentou. No fim da manhã, o BC fez uma terceira operação, na qual vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. No fim de semana, uma nova pesquisa Datafolha apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida para o Planalto, com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 43%. O resultado indicou estabilidade em relação à pesquisa anterior, publicada há um mês. Os brancos e nulos somaram 8%, enquanto 1% não sabe em quem votar. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com apoio de bancos

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, recuperando o patamar dos 170 mil pontos, com as ações da Azzas 2154 em destaque após a companhia confirmar que avalia alternativa para a marca Farm. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,21%, a 170.370,38 pontos, com bancos entre os principais suportes, após marcar 170.749,76 pontos na máxima e 168.326,26 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$23,99 bilhões. 

A bolsa paulista descolou de Wall Street, que teve um fechamento mais fraco, pressionado pelo setor de tecnologia. O índice Nasdaq caiu 1,33% e o S&P 500 recuou 0,37%, enquanto o Dow Jones subiu 0,29%. Na cena geopolítica, mediadores relataram que autoridades dos Estados Unidos e do Irã alcançaram “avanços encorajadores” na primeira rodada de negociações na Suíça, o que endossou novo alívio nos preços do petróleo. Paquistão e Catar afirmaram que as partes concordaram com um roteiro para um acordo final sobre o fim da guerra em 60 dias. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou a repórteres no final da tarde que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto. Mas acrescentou: "se o Irã não cumprir o acordo, ou se não se comportar adequadamente, farei o que for preciso". No Brasil, a semana começou com nova piora nas previsões de inflação do mercado compiladas na pesquisa Focus do Banco Central, bem como nova alta na expectativa para a Selic ao final de 2026, para 14% ao ano. Ainda assim, as taxas dos DIs recuaram, em especial entre os contratos de longo prazo, após o Tesouro anunciar o cancelamento do leilão de títulos indexados à inflação programado para terça-feira. Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de baixa no curto prazo. "Para sair dessa tendência de baixa e retornar a um cenário neutro, o Ibovespa precisará superar a região dos 174.900 pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista enviado a clientes na segunda-feira. 

REUTERS

 

Mercado passa a ver apenas mais um corte na Selic este ano com inflação mais alta

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver apenas mais um corte na taxa básica de juros Selic este ano, encerrando 2026 a 14,0%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada n segunda-feira.

 

Na semana anterior a pesquisa apontava Selic a 13,75% este ano, antes de o BC cortar a taxa em 0,25 ponto percentual na quarta-feira passada, a 14,25% ao ano. Os especialistas consultados veem agora apenas mais uma redução de 0,25 ponto percentual em agosto, com a Selic sendo mantida em 14,0% em cada reunião seguinte de 2026. A autoridade monetária deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avalia trajetórias de juros "alternativas" para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante. Investidores reagiram negativamente ao comunicado "dovish" (suave com a inflação) do BC, e avaliarão a ata desse encontro na terça em busca de mais pistas. Uma das avaliações foi a de que o texto foi confuso, gerou ruídos e pareceu sugerir que o BC quer cortar novamente a Selic em agosto, a despeito da piora das expectativas de inflação. De acordo com o Focus, a expectativa é de que a taxa básica volte a ser reduzida em 0,25 na primeira reunião de 2027, chegando a 12,0% ao final do ano que vem, sem alteração em relação à semana anterior. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou deterioração na expectativa para a inflação em 2026 pela 15ª vez seguida, com a alta do IPCA agora calculada em 5,33%, de 5,30% antes. Para 2027 a conta subiu a 4,15%, de 4,10%, e para 2028 foi a 3,70%, de 3,68%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano melhorou em 0,02 ponto percentual, a 1,98%, permanecendo em 1,70% para o ano que vem.

REUTERS

 

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