top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1132 DE 19 DE JUNHO DE 2026

  • prcarne
  • há 2 dias
  • 10 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1132 | 19 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo mantém viés de baixa

“Embora o mercado físico do boi gordo ainda mostre resistência, a pressão baixista sobre a arroba vem ganhando espaço, facilitando negócios abaixo das referências médias”, dizem os especialistas. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

Na quinta-feira (18/6), as cotações da arroba caíram em 3 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto: Goiás, Minas Gerais e Maranhão. No dia anterior (17/6), a mesma consultoria identificou retração em seis das praças acompanhadas: MS, MT, PR, RJ, RS e SC. Pelos dados da Agrifatto, em São Paulo, o boi gordo com destino ao mercado interno segue valendo R$ 350/@, o mesmo valor do “boi-China” (negócios a prazo). Segundo a Agrifatto, porém, o volume negociado não foi suficiente para alongar as escalas dos frigoríficos, que continuam em oito abates, na média nacional, o que reforça que a oferta de animais terminados segue ajustada, sem sobra relevante. Segundo avaliação da Scot Consultoria, no mercado paulista, alguns frigoríficos estão fora das compras de boiadas gordas, pois se abasteceram para a semana e agora aguardam os resultados das vendas de carne bovina para se reposicionar.

“A oferta de boiadas não aumentou e atende à demanda, embora sem folga”, diz a Scot.

Sem aumento na disponibilidade de bovinos e com o ritmo de compras menor, o mercado do boi gordo ficou estável em São Paulo, disse a Scot. Dessa maneira, pelos dados da consultoria, o boi gordo com destino ao mercado interno paulista segue em R$ 348/@, a vaca gorda em R$ 322/@, a novilha terminada em R$ 335/@ e boi padrão-exportação em R$ 353/@ (preços brutos, com prazo). O mercado futuro, cujos contratos do boi gordo haviam operado em leve alta na terça-feira (16/6), voltou a ceder na sessão de quarta (17/6) da B3, o que reforça o ritmo de cautela entre os agentes envolvidos no mercado pecuário brasileiro. O destaque do pregão de quarta-feira ficou para o vencimento de junho/26, que encerrou a R$ 340,95/@, com queda de 0,99% em relação ao fechamento anterior. Cotações segundo a Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (17/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 349,00/@ (à vista) R$ 353,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Suíno vivo registra primeira valorização desde o Dia das Mães

As cotações do suíno vivo avançaram em algumas praças acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias, influenciadas pela maior demanda.

 

Segundo o Centro de Pesquisas, é a primeira vez desde o Dia das Mães, em 10 de maio, que os preços sobem. Essa alta, no entanto, não foi acompanhada pela carne. De acordo com pesquisadores do Cepea, a procura pelo suíno vivo esteve firme, especialmente na região Sul do País. A indústria esteve mais ativa na demanda por lotes extras de animais, movimento que permitiu aos produtores realizar ajustes positivos nas cotações.

CEPEA

 

INTERNACIONAL

 

Austrália atinge cota de exportação de carne bovina para a China

No Brasil, expectativa é que o governo chinês anuncie em breve a marca de 80% do volume autorizado aos abatedouros brasileiros, de 1,1 milhão de toneladas. Avanço do preenchimento da cota chinesa de carne bovina também mexe com as operações dos frigoríficos e da cadeia pecuária no Brasil

 

A Austrália atingiu a sua cota de exportação de carne bovina para a China de 2026 nessa quinta-feira (18/6). Em comunicado emitido há pouco, já manhã de sexta-feira (19/6) no país asiático, o governo chinês informou que as novas remessas da proteína australiana serão taxadas com uma tarifa adicional de 55%, prevista na salvaguarda comercial, a partir de meia noite de 20 de junho. A cota de carne bovina da Austrália é de 205 mil toneladas em 2026. As exportações australianas para a China haviam atingido 80% em 16 de maio e 90%, em 2 de junho. A taxação total sobre as novas cargas será de 67%. "A carne bovina importada da Austrália sob as medidas de salvaguarda atingiu 100% da quantidade estipulada pelo Ministério do Comércio no Anúncio nº 87 de 2025 em 18 de junho de 2026. De acordo com o Anúncio nº 87 de 2025, a partir de três dias após a quantidade de importações de carne bovina australiana atingir 100% (a partir da meia-noite de 20 de junho), será imposta uma tarifa de 55% sobre a carne bovina importada da Austrália, além da tarifa aplicável já existente". No Brasil, o avanço do preenchimento da cota também mexe com as operações dos frigoríficos e da cadeia pecuária. A expectativa é que a China anuncie em breve a marca de 80% do volume autorizado aos abatedouros brasileiros, de 1,1 milhão de toneladas. As empresas têm programado produzir os cortes específicos para o mercado chinês até o fim dessa semana. Depois, serão mantidas apenas as operações de embarques, até o fim de junho. O diretor-executivo de Originação da JBS, Eduardo Pedroso, disse que a salvaguarda chinesa vai gerar um impacto de restrição de volume de exportação ao país e que isso pode gerar acomodação do preço da arroba do boi no mercado interno nos próximos meses. "Se nós vamos passar alguns meses, devido às altas tarifas, praticamente impossibilitados de exportar para lá, certamente tem um impacto de volume, e esse volume deve ter alguma consequência de acomodação de preço. Ainda é prematuro para dizer qual será, mas é uma situação que, honestamente, a cadeia já esperava por isso", afirmou a jornalistas nos bastidores do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap). Segundo ele, apesar das mudanças e adaptações nas estratégias comerciais das plantas habilitadas para a China (a JBS tem 18 unidades com o aval), há oportunidades de busca de outros mercados para redirecionar cargas. O cenário de déficit global de oferta da proteína favorece o Brasil, disse. "Existe uma grande oportunidade na mesa, de o Brasil seguir buscando a abertura de novos canais de escoamento, novos canais de venda, porque o déficit global é estrutural e é bem maior do que o volume reduzido pela China durante o período da salvaguarda", opinou. Ele ressaltou que as negociações para alcançar novos mercados dependem de acordos sanitárias e não são medidas instantâneas, mas demonstrou otimismo com o futuro próximo para a cadeia pecuária brasileira. Segundo ele, o pecuarista não pode "esmorecer" diante da "pequena turbulência" vivida atualmente com as restrições de volume para exportações para a China. "O horizonte é muito próspero, o cenário da pecuária brasileira para os próximos anos é fantástico. Podemos afirmar que estamos na atividade certa, no país certo, na proteína certa. A mensagem ao produtor é para não esmorecer nesse momento, nesse ato que dá uma pequena turbulência, mas logo em seguida a gente acredita que tudo se reestabeleça como deve ser", completou. Pedroso disse que a forma de contabilização da cota pela China, pela data de entrada da carne lá, e o período de 30 a 60 dias do transporte marítimo dos contêineres com a proteína, geram incertezas no mercado local. "Estamos fazendo conta por estimativa, ninguém tem certeza exatamente de qual será a data cravada de que o volume será completado", disse o diretor da JBS. Segundo ele, essa incerteza deixa exportadores e importadores mais cauteloso, porque ninguém quer assumir o ônus das sobretaxas de 55%, se aplicada. "Fica o impasse e aí, naturalmente, a coisa vai desacelerando, dado que a progressão da entrada da China, mais do que está em trânsito e o que está produzido, por estimativa, a gente já calcula que realmente estejamos terminando a cota do ano vigente", concluiu.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Complexo soja impulsiona agronegócio do Paraná com faturamento de US$ 2,94 bilhões até maio

De acordo com o Boletim Conjuntural do Deral, as exportações do complexo soja (composto por grão, farelo e óleo) atingiram 6,72 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses de 2026, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025 (6,2 milhões de toneladas).

O Boletim Conjuntural do Deral, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (18), destaca o desempenho do complexo soja (composto por grão, farelo e óleo), cujas exportações nos primeiros cinco meses de 2026 atingiram 6,72 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025 (6,2 milhões de toneladas). Essa movimentação expressiva acelerou a comercialização da oleaginosa para liberar espaço nos armazéns para a safra de milho. Em termos financeiros, a soja injetou cerca de US$ 2,94 bilhões na balança comercial do Paraná, um expressivo avanço de 18% em relação ao ano anterior, com US$ 2,50 bilhões. De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, o destaque ficou para o óleo de soja, que alcançou 338 mil toneladas exportadas, um crescimento expressivo de 59% em receita. "No cenário nacional, o desempenho também é positivo. As exportações do complexo soja somaram 66,2 milhões de toneladas, um crescimento de 7% em volume e de 15% em valor, totalizando mais de US$ 27 bilhões para a balança comercial nacional". A produção de ovos de galinha mantém o Paraná em posição de destaque no ranking nacional, ocupando o terceiro lugar geral com 119,350 milhões de dúzias produzidas no primeiro trimestre (9,8% do total do país). O volume é 1,9% superior ao registrado em igual período de 2025. O grande trunfo paranaense, contudo, está na liderança isolada da produção de ovos férteis para incubação. O Estado respondeu por 67,882 milhões de dúzias, o que equivale a 30,9% de toda a produção nacional de ovos férteis, reforçando o papel estratégico do Paraná no abastecimento e na genética da cadeia avícola brasileira. Na avicultura de corte, o cenário de maio trouxe um alívio técnico nos custos de produção, motivado pela queda nos preços de insumos essenciais como o milho e o farelo de soja. Segundo o Deral, o custo do frango vivo no Paraná recuou para R$ 4,68/kg, ficando ligeiramente abaixo do preço nominal médio recebido pelo produtor, que fechou o mês em R$ 4,69/kg. Na relação de troca anual, em maio de 2026 foram necessários 225 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada de milho (alta de 5,6% frente a 2025) e pesados 401 kg de frango para a compra de uma tonelada de farelo de soja, exigindo um esforço de compra 15,2% maior. O Deral aponta que o Paraná lidera o crescimento nacional de captação de leite. Entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, o Estado registrou uma alta de 8,8% no volume de leite adquirido pelas indústrias, totalizando quase 1,1 bilhão de litros captados nos três primeiros meses do ano. Esse avanço, conforme os dados analisados, reduziu a distância em relação a Minas Gerais, o maior produtor do país.

DERAL/SEAB-PR

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe a R$5,1745 com Fed vendo alta de juros e Copom sugerindo nova baixa

O dólar emplacou na quinta-feira a quarta sessão consecutiva de ganhos ante o real, com as decisões sobre juros da véspera, nos Estados Unidos e no Brasil, justificando o aumento das cotações.

 

Enquanto o Federal Reserve passou indicações de que sua taxa de referência vai subir ainda em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou terreno para mais cortes de juros. O dólar à vista fechou o dia com alta de 1,25%, aos R$5,1745. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,73% ante o real. Às 17h06, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,17% na B3, aos R$5,1820. As decisões de política monetária do Fed e do BC na véspera, cada uma a sua maneira, atuaram para o avanço do dólar ante o real. No caso do Fed, a instituição manteve na tarde de quarta-feira sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, mas passou indicações de que um aumento pode ocorrer até o fim do ano. Com isso, os investidores globais elevaram as apostas de pelo menos um aumento de juros pelo Fed, possivelmente já em agosto. Em reação, o dólar exibiu ganhos ante a maior parte das demais divisas na quinta-feira, incluindo divisas de países emergentes como o real, o peso chileno, a lira turca e o peso mexicano. O real esteve durante todo o dia entre as moedas que mais perdiam valor, com o mercado também reagindo negativamente ao anúncio da véspera do Copom. O colegiado cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, e adotou na visão de alguns analistas uma postura “dovish” (mais suave no combate à inflação), ao estender o horizonte relevante para que a inflação possa convergir à meta de 3%. Na prática, o BC "adiou" o atingimento da meta de 3% do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028, reforçando a percepção de que pode haver novo corte da Selic em agosto. “O grande destaque ficou por conta justamente da rolagem do horizonte relevante em um trimestre à frente, sinalizando que o comitê... opta por buscar uma justificativa que sustente um corte de juros, mostrando uma postura mais propensa a riscos inflacionários”, avaliou a equipe da Genial Investimentos em análise publicada após a decisão. Assim, a perspectiva de juros mais altos nos EUA, somada à possibilidade de novo corte no Brasil, torna o diferencial de juros brasileiro menos atrativo ao investimento estrangeiro, o que em tese pode prejudicar o fluxo de dólares para o país.

Em reação, o dólar à vista se reaproximou dos R$5,20 durante a sessão desta quinta-feira. Às 13h19, a divisa atingiu a cotação máxima de R$5,1909 (+1,58%). “Recentemente, a moeda americana vinha acumulando quedas impulsionadas pelo diferencial de juros favorável ao Brasil. Agora, com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, ocorre uma pequena realocação de recursos”, comentou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain. “Parte do capital deixa a bolsa brasileira e até mesmo a renda fixa local para buscar oportunidades no mercado americano”, acrescentou.

REUTERS 

 

Ibovespa fecha com variação modesta após BC deixar em aberto próximas decisões sobre a Selic

O Ibovespa fechou com uma variação modesta na quinta-feira, um dia após o Banco Central cortar a taxa Selic para 14,25% e deixar em aberto os próximos movimentos de política monetária. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,07%, a 168.328,44 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 169.542,37 pontos na máxima e 167.910,63 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$22,84 bilhões antes dos ajustes finais. 

REUTERS

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (whatsapp)

 

 

 

 
 
 

Comentários


bottom of page