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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1133 DE 22 DE JUNHO DE 2026

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  • há 4 horas
  • 18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1133 | 22 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Viés de baixa na arroba segue forte

Segundo a Agrifatto, o mercado doméstico já sente a redução dos embarques brasileiros de carne bovina em razão da proximidade do esgotamento da cota chinesa. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

Na sexta-feira (19/6), o mercado físico do boi gordo ficou estável, embora a pressão baixista sobre a arroba tenha ganhado certo espaço e permitido negócios abaixo das referências médias durante alguns dias desta semana, informou a Agrifatto. Pelos dados da consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação e o “boi-China” valem o mesmo preço no interior de São Paulo: R$ 350/@, no prazo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, que monitora diariamente os negócios em mais de 30 regiões do País, no mercado paulista, o boi gordo “comum” segue cotado em R$ 348/@, a vaca gorda em R$ 322/@, a novilha terminada em R$ 335/@ e “boi-China” em R$ 353/@ (valores brutos, no prazo). De acordo com os analistas da Agrifatto, nos últimos dias, o volume negociado de boiadas gordas ainda não foi suficiente para ampliar as escalas além de oito dias, em média nacional, o que confirma a oferta ajustada de animais terminados, sem excedente relevante. “Os frigoríficos compram apenas o necessário para atender suas programações de abate, sem pressa por novas aquisições”, disse a equipe de analistas da Scot. Do lado da ponta vendedora, ressaltou a Scot, os donos de boiadas gordas mantêm uma postura firme nas negociações e comercializam seus lotes de maneira compassada, mantendo a oferta ajustada, o que ajuda a sustentar as cotações do boi gordo, apesar da forte pressão de baixa imposta pela indústria. Contudo, continua a Scot, há produtores com mais apetite nas negociações, que buscam garantir suas margens e já aceitam preços abaixo das referências vigentes, motivados principalmente pelo receio de quedas mais acentuadas nos curto e médio prazos. No mercado futuro, os contratos futuros do boi gordo voltaram a operar em alta na sessão de quinta-feira (18/6) da B3. O destaque ficou para o vencimento de agosto/26, que encerrou o pregão a R$ 335,35/@, com avanço de 0,37% em relação ao fechamento anterior. Cotações segundo a Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (17/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 349,00/@ (à vista) R$ 353,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO 

 

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos brasileiros

Menos de um ano após a abertura do mercado, a Indonésia já se consolidou como o segundo principal destino dos miúdos bovinos brasileiros, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou mais de 12 mil toneladas do produto para o país asiático, em operações que somaram US$ 19,5 milhões.

 

A dimensão do mercado indonésio ajuda a explicar esse desempenho. Com mais de 284 milhões de habitantes, o país importou, somente em 2025, mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diferentes origens, movimentando mais de US$ 150 milhões. A presença brasileira nesse segmento também é expressiva. Entre janeiro e maio de 2026, o país exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 destinos, com receita de US$ 256 milhões. Em 2025, os embarques superaram 267 mil toneladas e geraram US$ 605 milhões em receitas. A abertura do mercado indonésio para os miúdos bovinos brasileiros ocorreu em agosto de 2025. No mês seguinte, 17 frigoríficos de carne bovina foram incluídos na lista de exportadores habilitados, elevando o total para 38 estabelecimentos autorizados. Em janeiro deste ano, outras 14 unidades foram habilitadas, ampliando para 52 o número de estabelecimentos aptos a exportar carne bovina ao país. A ampliação das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Indonésia. Atualmente, o país asiático ocupa a 11ª posição entre os principais destinos do agronegócio brasileiro. Nos cinco primeiros meses deste ano, as importações de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e seus produtos. Com menor demanda no mercado interno, mas amplamente consumidos em diversos países, os miúdos bovinos encontram no comércio internacional uma importante alternativa para ampliar o aproveitamento econômico do animal, reduzir desperdícios e gerar receita adicional para a cadeia produtiva da carne bovina.

MAPA 

 

Preocupação com o El Niño trava mercado do boi gordo e amplia cautela no setor

Pecuaristas estão apreensivos com os possíveis efeitos do fenômeno climático sobre as pastagens e a disponibilidade de água

 

As preocupações com os efeitos do El Niño sobre a disponibilidade de pastagens e de água seguem influenciando o mercado do boi gordo no Brasil. Somadas às incertezas do mercado externo, elas mantêm compradores e vendedores cautelosos, resultando em negociações sem uma tendência definida, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na quinta-feira (18), o ritmo de comercialização permaneceu lento, embora algumas regiões tenham registrado melhora pontual na liquidez. De acordo com o Cepea, parte dos agentes ainda permaneceu fora das negociações, mantendo o mercado em busca de um ponto de equilíbrio. No Pará, os frigoríficos deixaram de pagar bonificação por animais jovens e passaram a adotar um preço único para o boi gordo. Com isso, a arroba recuou R$ 5, com negócios entre R$ 330 e R$ 335. As escalas de abate permaneceram entre cinco e oito dias. As fêmeas também perderam o prêmio por categoria e foram negociadas entre R$ 310 e R$ 315.Já no Rio Grande do Sul, a oferta restrita de animais terminados sustentou as cotações. As negociações ocorreram entre R$ 23,33 e R$ 24,77 por quilo de carcaça, enquanto as escalas de abate seguiram entre cinco e oito dias. Em Três Lagoas (MS), a melhora na oferta de animais pressionou os preços. Segundo compradores consultados pelo Cepea, houve queda de até R$ 10 na arroba do boi gordo, com negociações entre R$ 335 e R$ 340. Apesar disso, as escalas de abate permaneceram entre cinco e oito dias. No mercado de reposição, o preço do bezerro permaneceu estável. O Indicador do Bezerro de Mato Grosso do Sul registrou média à vista de R$ 3.402,42. Na avaliação do Cepea, o mercado do boi gordo deve seguir operando com cautela no curto prazo, refletindo a combinação de incertezas externas, preocupações climáticas e ajustes regionais na oferta de animais.

CEPEA 

 

Brasil se aproxima do limite de exportação de carne à China e pode redirecionar fluxos

Limite chinês para carne bovina já pressiona cadeia no Brasil e leva frigoríficos a buscar novos destinos; consultoria Datagro indica que cota de exportação ao país deve ser atingida em junho. Restrição da China à carne bovina pressiona setor no Brasil e leva frigoríficos a buscar novos destinos

 

O Brasil está próximo de atingir sua cota anual de embarques para seu maior comprador, a China, o que poderá redesenhar os fluxos comerciais em um momento em que os consumidores globais enfrentam preços mais altos da carne. A China procurou proteger seus fazendeiros e produtores domésticos no início de 2026 ao impor cotas de importação de carne bovina. Isso fez com que os frigoríficos brasileiros apressassem o envio de mercadorias para os portos do país asiático, e o limite agora deve ser atingido antes da metade do ano, de acordo com analistas e dados do setor. Com uma tarifa de 55% sobre quaisquer volumes adicionais, a iminência do cumprimento da cota provavelmente fará com que o comércio do Brasil com a China seja interrompido. O cenário representa um desafio para o setor de carnes do Brasil, com expectativas de uma desaceleração nos abates. “Isso é algo com que a cadeia de suprimentos nunca teve que lidar antes e está causando estresse no mercado”, disse João Otávio Figueiredo, analista da consultoria Datagro. No entanto, pode ser uma boa notícia para os consumidores fora da China, já que os frigoríficos estão em busca de outros mercados. Isso poderia aumentar a oferta e, potencialmente, diminuir os preços que subiram a níveis recordes em meio à forte demanda e à oferta limitada. Os embarques do Brasil para os EUA serão fundamentais. A demanda tem sido forte devido à escassez maciça de gado e aos preços elevados da carne bovina na América do Norte. Como pode levar cerca de 60 dias entre o abate de animais no Brasil e a chegada de uma carga de carne bovina na China, o grupo brasileiro de exportadores de carne bovina, a Abiec, sinalizou que, a partir de meados de maio, as fábricas locais poderão deixar de processar a carne bovina destinada aos mercados chineses. Outras previsões mais conservadoras, como a da Datagro, indicam que isso acontecerá em junho. A China importou mais de 510.000 toneladas de carne bovina do Brasil nos primeiros três meses do ano, de acordo com dados da alfândega. Isso equivale a 46% da cota. Até o final de abril, essa porcentagem teria chegado a 65%, de acordo com pessoas familiarizadas com o ritmo dos embarques do Brasil. As pessoas não quiseram ser identificadas porque os dados oficiais da alfândega chinesa para abril ainda não estão disponíveis. Isso já está pressionando os preços do gado vivo no Brasil, com os futuros negociados em São Paulo reduzindo os ganhos após uma alta no início do ano. Os pecuaristas ainda estão retendo novilhas em um movimento cíclico que tende a limitar a oferta de gado, mas a perspectiva de uma interrupção nas exportações de carne bovina para a China está aliviando parte da pressão.

BLOOMBERG LÍNEA

 

CARNES

 

Custos de suínos e frangos a cair em maio nos principais estados produtores

 

Levantamento da Embrapa aponta recuo nos índices de produção e nova redução no custo da ração

Os custos de produção de suínos e frangos de corte registraram nova queda em maio nos principais estados produtores, segundo levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), na sexta-feira (19). Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,25 em abril para R$ 6,23 em maio, redução de 0,37%, com o ICPSuíno em 356,33 pontos. No acumulado do ano (jan–mai), o índice apresenta queda de 3,87% e, em 12 meses, recuo de 1,51%. A ração, responsável por 72,45% do custo total em maio, caiu 0,36% no mês e acumula redução de 2,83% no ano. No Paraná, o custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,68 por quilo em maio, queda de 0,38%, com o ICPFrango atingindo 362,13 pontos. No acumulado do ano (jan–mai), o índice registra alta de 0,53%, enquanto, em 12 meses, a variação é negativa em 2,05%. Os custos com ração, que representaram 63,03% do total em maio, recuaram 1,15% no mês e acumulam queda de 6,63% em 12 meses. Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, oferecendo subsídios à gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos.

EMBRAPA 

 

GOVERNO

 

Brasil completa 20 anos sem focos de febre aftosa

País recebeu status de livre da doença sem vacinação no ano passado, reforçando importância da prevenção e do controle de fronteiras. A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido

 

Reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação no ano passado, o Brasil comemora em 2026 o marco de duas décadas sem registro de focos da doença. O país não apresenta casos desde 2006, quando foram identificados focos no Paraná e em Mato Grosso do Sul. “A febre aftosa continua sendo uma preocupação em diversos países. Mesmo nações que já haviam controlado a doença voltaram a registrar surtos nos últimos anos. Isso demonstra que a vigilância não pode ser relaxada”, observa o auditor fiscal federal agropecuário João Cavallero.

É o caso do Uruguai, país que faz fronteira com a região Sul do Brasil. Lá, a febre aftosa chegou a ser erradicada, com a obtenção do certificado de livre sem vacinação assim como o Brasil obteve, mas voltou a ocorrer levando à retomada da imunização – mantida até hoje. Mais recentemente, em abril deste ano, a China anunciou a detecção de dois focos de febre aftosa em duas províncias do país envolvendo mais de seis mil bovinos dos quais 219 apresentaram sintomas da doença. Na Europa, a Eslováquia identificou em março do ano passado o primeiro foco depois de 50 anos livre da doença em uma fazenda com 1,4 mil animais. Na Ásia, a Coreia do Sul também identificou casos de febre aftosa no último ano. "O status sanitário brasileiro não é permanente nem acontece por acaso. Ele depende de um sistema estruturado, baseado em vigilância ativa e análise de risco para impedir a entrada de enfermidades que possam comprometer a pecuária nacional", explica Cavallero. A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido. Com rápida disseminação, a sua identificação gera impactos econômicos importantes devido aos custos de contenção e ao impedimento das exportações.

GLOBO RURAL

 

MEIO AMBIENTE

 

Economia verde ultrapassa US$ 10 trilhões com crescimento acelerado da receita

Aumento ocorre momento de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões em 2025. Índice da S&P voltado para transição energética global subiu mais de 80% desde o final de 2024

 

A economia verde —as linhas de negócios de empresas globais listadas em Bolsa que geram receita com soluções climáticas— agora ostenta um valor de mercado recorde de US$ 10 trilhões. O aumento ocorre em um contexto de receita ligada a produtos e serviços ambientais, que atingiu US$ 5,5 trilhões no ano passado, expandindo-se no ritmo mais acelerado desde 2022, segundo relatório divulgado na semana passada pela LSEG (Bolsa de Valores de Londres).

Os investidores recompensaram esse crescimento: empresas que obtêm mais de 20% de sua receita com atividades verdes têm apresentado desempenho superior ao do mercado de ações em geral, afirmou a LSEG. O índice S&P Global Clean Energy Transition subiu mais de 80% desde o final de 2024, mais que o dobro do retorno do S&P 500. Apesar das crescentes tensões geopolíticas e do recuo das prioridades climáticas em algumas das principais economias, lideradas pelos Estados Unidos, as indústrias verdes têm demonstrado uma resiliência notável.

Isso se deve, em parte, ao fato de a transição energética estar entrando em uma nova fase, impulsionada tanto pela segurança e competitividade econômica quanto pela descarbonização, segundo a LSEG. Para os investidores que perderam o interesse em ações verdes, o crescimento recente do setor deve criar "uma urgência em reavaliar" e repensar sua exposição, disse Jaakko Kooroshy, chefe global de pesquisa de investimentos sustentáveis da LSEG, em entrevista. A LSEG define a economia verde como a proporção da receita das empresas gerada por soluções ambientais, que vão desde energias renováveis e água potável até eficiência energética e reciclagem. A empresa avaliou a exposição da receita a atividades comerciais verdes de mais de 21 mil empresas em todo o mundo. O crescimento da receita foi generalizado no último ano, com 99 das 133 categorias de produtos e serviços verdes registrando ganhos. Veículos elétricos e as chamadas baterias avançadas foram "um destaque particularmente positivo", adicionando US$ 62 bilhões à receita, afirmou a LSEG. A LSEG também analisou fusões e aquisições, que, segundo a organização, estão "se tornando um mecanismo cada vez mais crucial para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono". Fusões e aquisições relacionadas a energias verdes totalizaram US$ 4,1 trilhões na última década, representando quase 13% do valor total das transações globais, de acordo com a LSEG. As negociações continuaram neste ano, lideradas pelo acordo da NextEra Energy para pagar cerca de US$ 67 bilhões em ações pela Dominion Energy. A transação proposta criaria "um dos maiores gigantes da energia verde na América do Norte", disse Kooroshy. "Não é uma empresa focada exclusivamente em energia verde, mas é uma enorme empresa de energia verde que está se formando." A LSEG afirmou que, juntas, a NextEra e a Dominion gerariam mais de US$ 15,9 bilhões em receitas relacionadas a energia verde, provenientes de fontes eólicas, solares, nucleares e de armazenamento em baterias. Isso representaria cerca de 36% da receita total da empresa combinada. Mesmo com uma política que "mudou o foco para a produção doméstica de petróleo e gás", os EUA continuam sendo a maior economia verde em capitalização de mercado, representando 57% do total global, afirmou a LSEG.

FOLHA DE SP 

 

INTERNACIONAL

 

Austrália atinge cota de exportação de carne à China e passa a enfrentar tarifa de 55%

A medida de salvaguarda pode redirecionar fluxos globais de carne bovina e aumenta a atenção sobre o Brasil, que também se aproxima do limite de exportação para o mercado chinês. País atingiu o teto de 205 mil toneladas definido pela China antes da metade do ano

 

As exportações de carne bovina australiana para a China enfrentarão uma tarifa adicional de 55% a partir do fim da semana, após atingirem o limite da cota anual estabelecida por Pequim, o que poderá afetar os fluxos comerciais e levar os produtores a buscar novos mercados para a carne vermelha. Em dezembro, o governo chinês impôs uma cota de 205.000 toneladas para as importações de carne bovina da Austrália, como parte de uma série de restrições comerciais impostas aos principais países produtores de carne vermelha, incluindo o Brasil e a Argentina, em uma iniciativa que busca proteger os agricultores locais. Os embarques atingiram esse nível na quinta-feira — antes mesmo de se completar a metade do ano — e a tarifa adicional, somada aos impostos já existentes, passará a vigorar a partir de 20 de junho, informou o Ministério do Comércio da China na sexta-feira em um comunicado. As exportações de carne bovina australiana para a China vêm aumentando constantemente nos últimos anos, ultrapassando 300.000 toneladas em 2025 e atingindo o maior nível em seis anos. Esse crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento do consumo na China quanto pela forte produção na Austrália, que atingiu um recorde em 2025. A China é o maior importador mundial de carne bovina. A capital australiana Canberra vem pressionando o governo chinês para que aumente a cota, mas há poucos sinais de que Pequim vá remover o limite. Os produtores de carne bovina e analistas comerciais da Austrália estão cautelosamente otimistas quanto à possibilidade de encontrar novos mercados para as exportações, já que o rebanho dos EUA está atualmente em seu nível mais baixo em décadas e a demanda por carne vermelha é forte em toda a Ásia. O Brasil também poderia atingir sua cota de exportação para a China antes mesmo de chegar à metade do ano, informou a Bloomberg no mês passado.

BLOOMBERG LÍNEA 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Atualização de rebanhos chega a 67% no Paraná; prazo encerra em 30 de junho

Todos os produtores e proprietários de animais de produção, sejam estes de corte, leite ou postura, destinados ao comércio ou à subsistência, devem ser contabilizados junto à Adapar. O prazo final para atualizar as informações é 30 de junho.

 

A campanha de atualização de rebanhos está na reta final. Há apenas 11 dias da finalização da ação, o número de explorações com o cadastro atualizado no Estado chegou a 67%. Todos os produtores e proprietários de animais de produção, sejam estes de corte, leite ou postura, destinados ao comércio ou à subsistência, devem ser contabilizados junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O prazo final para atualizar as informações é 30 de junho.

A iniciativa é da Adapar, mas conta com a parceria de diversas instituições relacionadas à agropecuária paranaense. Os produtores e proprietários de rebanhos das mais de 182 mil propriedades rurais com cadastro ativo na Adapar que não fizerem a atualização estão sujeitos a autuações, multas e não poderão movimentar seus animais, uma vez que ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA). A guia é um documento oficial e federal obrigatório para o trânsito intra e interestadual de ovos férteis e embrionados e de animais destinados à cria, recria, engorda, reprodução, abate e participação em eventos de concentração. É por meio da documentação que os serviços de defesa agropecuária fazem o controle e o rastreio de animais no Estado. Isso evita a introdução de doenças que colocam em risco a população – por serem zoonoses, podendo atingir humanos –, além de causar prejuízos aos produtores, afetando diretamente a economia e o acesso a mercados internacionais. O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, afirma que a adesão dos produtores é crucial para a manutenção de um trabalho efetivo no combate a estas doenças. “Essa atualização dos cadastros é importante para que a Adapar possa desenvolver políticas públicas para vigilância e prevenção das principais doenças que estão ocorrendo dentro e fora do Brasil”, diz o veterinário. Segundo ele, é preciso saber onde os animais estão e a distribuição deles no Estado, o que contribui para um trabalho preventivo em relação às principais doenças com impacto tanto na saúde pública quanto na economia do Paraná. “Entre elas, a febre aftosa, a peste clássica africana e própria influenza viária”, acrescenta. Além da divulgação dos prazos em veículos de comunicação especializados e nas redes sociais, a Adapar desenvolveu ações de contato direto com o produtor com as famílias que possuem animais destinados à subsistência. Estão sendo feitas visitas nas propriedades em diversas regiões do Estado. Além disso, ações voltadas à educação sanitária estão sendo desenvolvidas de forma frequente pelos fiscais e assistentes de fiscalização agropecuária dos escritórios locais da agência espalhados por todo o território paranaense. Os servidores, além das visitas nas propriedades, também ministraram palestras em escolas da rede pública de ensino localizadas em assentamentos e regiões rurais.

ADAPAR

 

Terminal de Paranaguá aumentou exportação de carnes em 13% até maio 

No acumulado de 2026, foram embarcadas 1,7 milhão de toneladas 

 

Principal produto exportado pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, o segmento de carnes e congelados alcançou 1,7 milhão de toneladas embarcadas no acumulado de 2026 até maio. O volume representa alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a TCP, empresa que administra o terminal.  “A retomada dos embarques de carne de frango após a queda de restrições impostas ao Brasil em 2025 fez com que as exportações disparassem. As exportações de carne suína também tiveram alta", disse Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, em nota. No ano passado, um caso de influenza aviária de alta patogenicidade ocorrido em uma granja comercial no Rio Grande do Sul em maio levou a suspensões temporárias de embarques de frango do Brasil para diversos compradores internacionais, como China e União Europeia. Com a normalização do fluxo comercial e firme demanda externa, as exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde em maio deste ano e superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez na história em um mês, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o volume de frango enviado ao exterior alcançou 2,453 milhões de toneladas, alta de 8,7% no comparativo anual. O porto de Paranaguá (PR) é a maior rota de escoamento do produto. No terminal de Paranaguá, a operação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados para transportar carnes e congelados movimentou 64.470 unidades de janeiro a maio, volume 9% acima das 59.054 unidades de 2025. De acordo com Mattos, “a infraestrutura, o alto volume de serviços marítimos e o atendimento especializado aos exportadores de carne colocam a TCP como o principal parceiro nacional no embarque de cargas refrigeradas”. O Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área para armazenagem de contêineres refrigerados do país, com 5.280 tomadas, e que terá a capacidade expandida ainda este ano, segundo a TCP. A movimentação total do terminal foi equivalente a 690 mil contêineres de 20 pés (TEU) no período entre janeiro e maio de 2026, alta de 2% em comparação ao desempenho de 2025.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar à vista fecha em baixa de 0,20%, a R$5,1643 na venda

Após subir nas quatro sessões anteriores, o dólar fechou a sexta-feira em leve baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, com investidores atentos às articulações de paz no Oriente Médio.

 

O dólar à vista fechou o dia com baixa de 0,20%, aos R$5,1643. Na semana, a divisa acumulou alta de 2,04% e, no ano, queda de 5,92%. Às 17h06, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,06% na B3, aos R$5,1780, mas com apenas cerca de 130 mil contratos negociados até esse horário. Em função do feriado de Juneteenth, não houve negociações nas bolsas dos Estados Unidos na sexta-feira, o que reduziu a liquidez nos mercados globais de moedas, incluindo o brasileiro.

REUTERS 

 

Ibovespa oscila bastante e termina estável com movimento de blue chip, em dia de vencimento de opções 

Na semana, principal índice da bolsa cedeu 1,64% 

 

Uma forte volatilidade marcou a sexta-feira na bolsa local. Diante do vencimento de opções sobre ações e da menor liquidez nos mercados locais devido ao feriado de “Juneteenth” nos Estados Unidos, o Ibovespa teve dificuldade de adotar uma tendência única e variou entre perdas e ganhos ao longo da sessão até encerrar estável (+0,03%), aos 168.334 pontos. Na semana, o índice cedeu 1,64%. Durante a tarde, o Ibovespa chegou a tocar os 168.787 pontos, mas devolveu parte do avanço perto do fechamento. A nova rodada de deterioração dos juros futuros, que ampliaram a alta após o comunicado considerado mais “dovish” (inclinado ao afrouxamento monetário) do Comitê de Política Monetária (Copom) da última quarta-feira, ajudou a afastar o índice do melhor momento do dia, juntamente com o desempenho misto de blue chips. Após oscilar bastante durante o pregão, ações de bancos terminaram a sessão em direções opostas: as units do Santander responderam pelas maiores altas, de 0,60%; já as PN do Itaú Unibanco lideraram as perdas, com queda de 0,80%. Blue chips de commodities também fecharam mistas. As ações da Vale subiram 1,01%; as PN da Petrobras recuaram 0,13%, enquanto as ON subiram 0,49%, o que pode indicar compra do papel por parte de investidores estrangeiros. As cotações do petróleo chegaram a cair após a notícia de que Israel e Hezbollah concordaram com um cessar-fogo a partir das 16h de sexta, mas voltaram a subir em meio às dúvidas sobre as próximas. Em meio a um cenário de incertezas sobre os desdobramentos no Oriente Médio e de manutenção das pressões inflacionárias, um dos setores preferidos de analistas para se posicionar neste momento é o de seguradoras brasileiras. Na sexta-feira, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa chegou a R$ 20,2 bilhões e a R$ 27,4 bilhões na B3. Embora o feriado nos Estados Unidos tenha mantido os mercados por lá fechados e ajudado a reduzir a liquidez dos ativos domésticos, o vencimento de opções sobre ações na bolsa local fez com o giro não fosse tão pequeno.

VALOR ECONÔMICO

 

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