CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1130 DE 17 DE JUNHO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1130 | 17 de junho de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: mercado físico registra queda em importantes praças brasileiras
Das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto, 10 registraram desvalorização na arroba: SP, AL, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO e SC. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo)
Na terça-feira (16/6), o “boi-China” recuou R$ 10/@ no interior de São Paulo, para R$ 350/@ (no prazo), se igualando ao preço do animal sem padrão-exportação, segundo apuração da Agrifatto. Das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto, 10 registraram desvalorização na arroba: SP, AL, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO e SC. Nas demais regiões (AC, BA, ES, MA, RJ, RS e TO), as cotações ficaram estáveis. “O mercado atravessa um momento decisivo, em que fatores externos podem determinar o comportamento da arroba no curtíssimo prazo”, observa a Agrifatto. A consultoria se refere principalmente ao esgotamento da cota de salvaguarda da China, prevista para ocorrer entre junho/26 e junho/26, quando os exportadores terão de conviver com uma tarifa de importação adicional de 55%, o que praticamente inviabiliza qualquer negociação entre os dois países. Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo com destino ao mercado doméstico está cotado em R$ 350/@, o “boi-China” vale R$ 355/@, a vaca gorda é negociada a R$ 322/@ e a novilha terminada sai por R$ 335/@ (valores brutos, no prazo). Na avaliação da Scot, nesta terceira semana do mês, o mercado está incerto. “As indústrias que estão abastecidas amanheceram ativas nas negociações, mas ofertando menos pelas boiadas, reflexo de uma oferta que atende à demanda, mas sem excedentes, dos receios em relação à cota chinesa, que está perto de se completar, e das vendas de carne, que não se mostraram tão fortes quanto o esperado”, ressaltou a Scot. Segundo a Agrifatto, no mercado paulista, as vendas de carne bovina ao consumidor, que haviam apresentado bom desempenho na sexta-feira (12/6) e no sábado (13/6) e resultado apenas razoável no domingo (14/6), perderam força no início desta semana. “A expectativa é de que esse comportamento irregular se mantenha ao longo da segunda quinzena de junho/26”, prevê a Agrifatto. No mercado futuro, os contratos do boi gordo seguem caindo na B3, registrando na sessão de segunda-feira (15/6) a terceira baixa consecutiva. O destaque ficou para o vencimento de julho/26, que fechou cotado a R$ 333,95/@, com desvalorização de 1,05% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta terça-feira (16/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias.
MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (15/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO
Bovinos jovens ganham participação nos ganchos dos frigoríficos brasileiros
Na categoria de fêmeas, novilhas registraram participação de 32,94% nos abates totais do 1º trim./26, o maior nível da história, destacou a Agrifatto
O IBGE divulgou na terça-feira (16/6) os dados oficiais dos abates brasileiros de bovinos referentes ao primeiro trimestre de 2026, e um ponto que chamou atenção dos analistas da Agrifatto: o perfil mais jovem (novilhos e novilhas) dos animais levados aos ganchos, puxado especialmente pelas novilhas. Essa categoria representou 16,45% do total abatido no trimestre, com alta de 0,42 ponto percentual sobre a participação registrada em igual período de 2025 e 5,17 pontos percentuais acima da média da última década. “Olhando apenas para a categoria de fêmeas, essa participação sobe para 32,94%, o maior nível da história e 8,77 pontos percentuais acima da média dos últimos 15 anos”, destacou a Agrifatto. Entre os machos, os novilhos seguiram o mesmo movimento, com 4,18% de participação no total abatido (+0,12 ponto percentual na comparação anual). Segundo os cálculos da Agrifatto, somando novilhas e novilhos, a categoria atingiu 2,12 milhões de cabeças e 20,62% do total, maior volume e participação já registrados na história. Tal desempenho, dizem os analistas da consultoria, deve-se ao aumento da demanda externa, sobretudo da China, em meio à corrida dos importadores para preencher as cotas de salvaguarda. Para os próximos meses de 2026, prevê a consultoria, a expectativa é de desaceleração no ritmo de abates, à medida que o descarte de fêmeas tende a perder força ao longo do ano. “O total abatido no ano deve fechar em 40,93 milhões de cabeças, recuo de 4,4% sobre o volume de 2025, mas ainda 3,1% acima da quantidade registrada em 2024”, estimou a Agrifatto.
PORTAL DBO
Medicamentos antimicrobianos opõem indústria a pecuaristas
Produtores criticam frigoríficos por lista de moléculas proibidas para vendas de carne à EU. Governo federal solicitou às indústrias de carnes que aumentem as restrições para atender exigência da União Europeia
O nível de restrição ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira colocou frigoríficos e setor produtivo em lados opostos. O governo federal solicitou às indústrias de carnes que aumentem as restrições para atender exigência da União Europeia. No entanto, pecuaristas e membros da cadeia ouvidos pelo Valor acreditam que proibir determinados medicamentos vai aumentar os custos de produção e pode comprometer a produtividade do rebanho. A solicitação do governo foi uma das respostas à decisão da UE de retirar o Brasil da lista de países aptos a exportar proteínas animais e derivados para o bloco — anunciada em maio, a medida valerá a partir de setembro. Os brasileiros deixaram a lista por não terem enviado garantias de que as carnes que exportam para a UE seriam de animais que não tiveram contato com antimicrobianos proibidos no bloco. “A gente estranhou a publicação daquele documento (da indústria)”, disse Emílio Salani, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). “Não tem como o produtor manter os níveis de produtividade, a sustentação do negócio, se o acesso a esse tipo de produto for banida ou cerceada”. Segundo ele, a União Europeia não é totalmente contrária ao uso de antimicrobianos no tratamento contra doenças, e outros países importadores de carnes, como China e Estados Unidos, permitem o uso. A principal exigência europeia, afirma Salani, é de que não se faça uso preventivo desses produtos e de que haja garantias disso. “O Sindan defende é que essa discussão seja técnica, e não política”, afirmou. Segundo o dirigente, o sindicato reuniu um grupo técnico, elaborou um documento para explicar o funcionamento, a importância e a segurança de cada molécula e encaminhou o material ao Ministério da Agricultura. Entidades que representam pecuaristas e confinadores, como a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Estado com o maior rebanho do país, e a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), também se opõem à proposta. Para Francisco Manzi, diretor técnico da Acrimat, exigências de um mercado consumidor específico — nesse caso, o europeu — não devem se estender a todo o país. Manzi disse que o Brasil segue “absolutamente à risca” o “Codex Alimentarius”, um conjunto de padrões, códigos de conduta e orientações reconhecidos internacionalmente sobre produção de alimentos e segurança alimentar. “Quando a Europa pede algo a mais, entendemos que isso tem de ser resolvido pontualmente. O Brasil tem condições de segregar o que fornece à Europa, temos interesse em atender aquele mercado, mas não podemos aceitar que se exija que o país inteiro cumpra uma exigência que só um consumidor faz”, disse Manzi. O presidente da Assocon, Maurício Velloso, argumentou que não houve debate na Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo ligado ao Ministério da Agricultura que reúne 42 entidades do segmento. Segundo ele, o produtor brasileiro dispensa os antimicrobianos “há bastante tempo” e prefere, em vez disso, produtos que melhoram a absorção de alimento no organismo dos animais. Velloso afirmou ainda as moléculas que a apresentadas na ampliação da lista de restrições não são consideradas antimicrobianos. O veto ao uso desses produtos, continuou, afetaria a produtividade, já que sistemas mais intensivos de criação de bezerros e bois utilizam essas moléculas. Por trás das exigências europeias, opina o dirigente, estaria um trabalho do bloco para criar barreiras comerciais capazes de “cercear” a produtividade brasileira. “Os produtos que eles (UE) não querem que se use já não estão sendo usados. O que eles querem é uma comprovação à maneira deles, um sistema de rastreabilidade atrelado ao tal desmatamento zero”, opinou Velloso. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também é contra a solicitação da indústria. Segundo a entidade, a UE não pediu a proibição desses produtos, e outros países utilizam essas moléculas. Para a CNA, o Brasil deveria centrar seus esforços na comprovação de que segrega os animais que fornecem a carne que vai para a Europa. “Ao invés de sentar-se com o produtor para discutir quais seriam as bonificações, as premiações pagas por esse ‘boi Europa’, e como nós vamos trazer mais propriedades para o protocolo, a indústria pediu para proibir a molécula”, disse João Paulo Franco, coordenador de Produção Animal da CNA. “E aí essa conta fica exclusivamente para o produtor pagar”.
GLOBO RURAL
CARNES
Abates de bovinos, suínos e frangos tem o melhor resultado para um 1º trimestre
A produção de 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, foi 5,1% maior do que o produzido no mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 10,3%.
No 1° trimestre de 2026 foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, alta de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Já na relação com o 4º trimestre de 2025, houve redução de 6,9%. O abate de suínos foi de 15,27 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, com aumento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4° trimestre de 2025. Em relação ao abate de frangos, foram 1,71 bilhão de cabeças, resultado 3,6% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior, mas 0,5% menor em relação ao verificado no 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado do abate de bovinos, suínos e frangos para um 1° trimestre na série histórica (iniciada em 1997). Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha para o 1º trimestre de 2026, divulgados ontem (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o abate de fêmeas teve destaque neste trimestre de 2026. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda.”, explicou. A produção de 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, foi 5,1% maior do que o produzido no mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação trimestral, a queda foi de 10,3%. Já o peso acumulado das carcaças de suínos registrou 1,43 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026, aumento de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 1,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Em relação ao abate de frangos, o peso acumulado das carcaças foi de 3,73 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2026, com acréscimo de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%). Santa Catarina lidera o abate de suínos, com 28,1% da participação nacional, seguido por Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%). Sobre a produção de frangos, Paraná é responsável pela maior parte, com 35,0% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e logo em seguida São Paulo (10,9%).
IBGE
Aquisição de couro apresenta estabilidade em relação ao 1º trimestre de 2025
Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 1º trimestre de 2026.
Essa quantidade representa estabilidade em comparação à registrada no 1º trimestre de 2025 e uma queda de 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Goiás lidera entre as de Unidades da Federação que receberam peças de couro cru para processamento, com 19,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso (16,8%) e Mato Grosso do Sul (12,1%).
IBGE
SUÍNOS
Comissão Europeia descarta proibição do uso de CO2 no abate de suínos
Apesar de reconhecer impactos negativos ao bem-estar animal, bloco afirma que alternativas já são permitidas e não prevê mudanças na legislação.
A Comissão Europeia não pretende, neste momento, proibir o uso de dióxido de carbono em altas concentrações no atordoamento de suínos em matadouros. A posição foi apresentada pelo comissário responsável pela saúde e bem-estar animal, Olivér Várhelyi, em resposta a organizações não governamentais que pedem a retirada do método da lista de práticas autorizadas na União Europeia. As entidades de proteção animal argumentam que a técnica provoca dor, medo e dificuldades respiratórias nos animais, além de apontarem falta de avanços na revisão da legislação considerada desatualizada. O tema ganhou força após resultados do projeto PigStun, financiado pela própria Comissão Europeia, que avaliou métodos alternativos de abate mais compatíveis com o bem-estar animal. Em sua resposta, Várhelyi reconheceu as conclusões da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que classifica o uso de CO2 em altas concentrações como altamente aversivo. Ainda assim, ressaltou que as alternativas identificadas já estão previstas na regulamentação atual e podem ser adotadas pelos operadores sem necessidade de mudanças legais. Segundo a Comissão, embora existam opções consideradas menos prejudiciais, a adoção em larga escala ainda enfrenta obstáculos, como custos elevados, necessidade de novos equipamentos e possíveis impactos na produtividade dos frigoríficos. Por isso, a instituição avalia que não há, por ora, justificativa para uma intervenção legislativa. Um representante do órgão afirmou que os dados científicos disponíveis podem servir de base para sistemas de certificação, mas reiterou que não há previsão de revisão imediata das regras vigentes. Enquanto isso, o Reino Unido segue caminho diferente. Em estratégia divulgada no fim de 2025, o governo britânico manifestou intenção de proibir o uso do CO2 no abate de suínos, condicionando a medida à realização de consulta pública. O documento destaca a urgência de enfrentar os problemas associados ao método. Estudos econômicos indicam, no entanto, que a substituição do sistema atual pode gerar custos significativos e causar impactos operacionais relevantes para a indústria, especialmente na adaptação de frigoríficos a novas tecnologias de atordoamento.
PIG-WORLD
Abate de suínos cresce no 1º trimestre e registra melhor resultado da série histórica
Entre janeiro e março, foram abatidas 15,27 milhões de cabeças de suínos no país
O abate de suínos no Brasil somou 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2026, estabelecendo o melhor resultado para o período em toda a série histórica. O volume representa crescimento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e leve recuo de 0,1% na comparação com o quarto trimestre do ano passado. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo IBGE, nesta terça-feira (16) e indicam continuidade no ritmo de produção da suinocultura brasileira, ainda que com sinais de estabilidade no curto prazo. Em termos de produção, o peso acumulado das carcaças atingiu 1,43 milhão de toneladas no período, avanço de 6,9% frente ao primeiro trimestre de 2025 e aumento de 1,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Entre os estados, Santa Catarina segue na liderança nacional no abate de suínos, com 28,1% de participação, seguido pelo Paraná, com 20,9%, e pelo Rio Grande do Sul, com 17,8%.
AGRIMIDIA
INTERNACIONAL
Frigoríficos brasileiros negociam para retomar embarques à Venezuela
Delegação multissetorial, organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, está em Caracas nesta semana para reuniões com autoridades e importadores. Exportações de carne à Venezuela estão virtualmente paralisadas desde meados de 2015
O Brasil quer retomar as exportações de carne bovina à Venezuela, que já foi um dos principais destinos do produto brasileiro no mercado externo. Nesta semana, uma delegação multissetorial, organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, está em Caracas para discutir o assunto com autoridades e importadores locais. As exportações de carne à Venezuela estão virtualmente paralisadas desde meados de 2015, quando o forte declínio dos preços do petróleo e o início das sanções dos Estados Unidos acentuaram a crise da economia venezuelana. No auge, em 2014, os embarques de carne brasileira à Venezuela somaram 160 mil toneladas e renderam US$ 852 milhões. A agenda, que começou ontem, prevê reuniões de negócios entre empresas dos dois países, nas quais os participantes vão discutir oportunidades comerciais e de investimentos. A indústria brasileira avalia que a retomada gradual da atividade econômica na Venezuela pode criar condições para a demanda por carne bovina recuperar ao longo dos próximos anos. A persistência da crise econômica e o baixo consumo de carne no país são duas barreiras que a indústria brasileira terá que enfrentar para voltar a ganhar espaço. Antes de 2015, cada venezuelano consumia 21 quilos de carne bovina por ano, em média. O consumo per capita despencou nos anos seguintes, e, em 2019, era de apenas três quilos por pessoa. A média cresceu desde então, mas ainda é de apenas nove quilos per capita. No Brasil, para efeito de comparação, a média anual é de 35 quilos. Quase 80 frigoríficos brasileiros têm habilitação para exportar carne bovina para a Venezuela. Segundo o Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura que reúne estatísticas sobre comércio exterior, entre 2016 e 2026, a Venezuela importou 25,3 mil toneladas de carne brasileira.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Comércio varejista paranaense cresce 4,1% de janeiro a maio
Resultado mostra a continuidade do crescimento das vendas no Estado e foi impulsionado principalmente pelos segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico, que registraram alta de 12,5% no acumulado do ano em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.
O comércio varejista do Paraná cresceu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, ritmo duas vezes superior à média nacional, que ficou em 2% no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dizem respeito aos índices da receita nominal e vendas no comércio varejista. O resultado mostra a continuidade do crescimento das vendas no Estado e foi impulsionado principalmente pelos segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico, que registraram alta de 12,5% no acumulado do ano em comparação com os cinco primeiros meses de 2025. Também contribuíram para o desempenho positivo o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 5,7%, e o comércio de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que avançou 5%. Outro setor que também apresentou expansão no período foi o de móveis e eletrodomésticos, com alta de 4,8%. Na outra ponta, o segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou retração de 9,3%. A pesquisa também apontou crescimento das vendas de materiais de construção no Paraná. O segmento acumulou alta de 2,5% entre janeiro e maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a média nacional registrou queda de 0,7%. O resultado é o quarto melhor entre os estados brasileiros, atrás apenas de Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás, refletindo o aquecimento da construção civil e dos investimentos realizados no Estado. Na comparação entre abril de 2026 e o mesmo mês do ano passado, tanto a receita nominal como o volume de vendas do comércio paranaense cresceram acima da média nacional, com alta de 4,6% e 1,7%, respectivamente, ante 4,2% e 1,7% do País. Já no comparativo com março deste ano, considerando os dados com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista recuou 2% no Paraná. O movimento acompanhou a tendência nacional, que registrou queda de 1,5% no período. Entre os fatores que influenciaram o resultado mensal estão oscilações pontuais em segmentos como combustíveis e artigos de uso pessoal.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Propostas de ministérios pedem R$ 652 bilhões para Plano Safra 2026/27
Valor para médios e grandes produtores seria de R$ 570 bilhões; agricultura familiar teria R$ 82 bilhões. Os números do Plano Safra 2026/27 deverão ser divulgados em 1º de julho
A proposta inicial do Ministério da Agricultura para a construção do Plano Safra 2026/27 foi aumentar em 10% o montante total de recursos disponíveis para financiamentos em relação ao ciclo atual, para cerca de R$ 570 bilhões, e um corte de até dois pontos percentuais nos juros para médios e grandes produtores. Já o Ministério do Desenvolvimento Agrário espera a manutenção das taxas para os agricultores familiares e quer aumento de 5% nos valores, para R$ 82 bilhões na safra 2026/27. Os números deverão ser divulgados em 1º de julho. Os pedidos, se atendidos na integralidade, alcançam um valor total de R$ 652 bilhões no Plano Safra 2026/27, cerca de 10% superior aos R$ 594,4 bilhões dos montantes disponibilizados para pequenos, médios e grandes produtores na temporada atual. As informações do Ministério da Agricultura foram confirmadas pelo secretário-executivo da Pasta, Cléber Soares, e pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos. Os dados fazem parte da proposta inicial apresentada pelo ministério à equipe econômica. Os secretários ressaltam que os números seguem em debate. Reuniões governamentais agendadas para esta semana poderão dar um horizonte mais claro de como ficará o Plano Safra. A principal questão é a redução dos juros, movimento que implica aumento de gastos orçamentários para equalização. A expectativa é que o Tesouro Nacional apresente nesta semana o espaço fiscal disponível para a subvenção do crédito rural. Se o ministério for atendido, as taxas para médios e grandes cairiam para cerca de 8% e 12% ao ano no custeio e até 6,5% em alguns programas de investimentos. Na safra 2025/26, os juros do custeio da agricultura empresarial ficaram entre 10% e 14%. Algumas linhas estratégicas, como armazenagem e recuperação de pastagens, tiveram taxas menores, de 8,5% ao ano. Para outros investimentos, como Proirriga e Moderfrota, as alíquotas foram de 12,5% e 13,5%. Nesta temporada, que termina em 30 de junho, foram disponibilizados R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial. O pedido do ministério é para aumentar o montante em 10%, para perto de R$ 570 bilhões. O incremento, no entanto, depende da disponibilidade de recursos das exigibilidades bancárias (depósitos à vista, poupança rural e Letras de Crédito do Agronegócio). A possibilidade é crescer em recursos livres e Cédulas de Produto Rural (CPRs), que apresentam bom desempenho neste ciclo. Foram cerca de R$ 170 bilhões desembolsados entre julho de 2025 e maio de 2026 por meio desses títulos, que passaram a ser contabilizados no Plano Safra há pouco tempo. As negociações seguem também com o Ministério do Desenvolvimento Agrário para a construção do Plano Safra da Agricultura Familiar. A proposta é manter os juros para os agricultores familiares entre 2% e 6% ao ano. Itens específicos têm taxas mais altas, de 6,5% e 8%. O início da trajetória de queda da Selic pode tornar a conta mais barata que a atual e abrir espaço para essa manutenção, avaliou a ministra Fernanda Machiaveli, em abril. Ao contrário de médios e grandes produtores, cuja contratação expandiu em CPRs e caiu nas linhas tradicionais de crédito, o desembolso do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), está acima do registrado na safra anterior. Até maio, foram R$ 60,9 bilhões acessados, quase 80% dos R$ 78,2 bilhões disponibilizados. Com isso, há espaço e demanda para aumentar o montante total para R$ 82 bilhões em 2026/27, segundo fonte a par das negociações.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar sobe a R$5,0894 após nova pesquisa eleitoral e antes de decisões sobre juros
O dólar fechou a terça-feira em alta ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha cedido ante outras divisas de países emergentes, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA e repercutindo nova pesquisa eleitoral CNT/MDA.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,45%, aos R$5,0894. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,28% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,56% na B3, aos R$5,1040. O acordo preliminar assinado por Estados Unidos e Irã na segunda-feira seguiu permeando os negócios na terça-feira, mas não foi suficiente para segurar o dólar no território negativo no Brasil. O viés de alta para a moeda norte-americana foi reforçado no fim da manhã, após divulgação de pesquisa mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu vantagem de 12,5 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de outubro. Lula tem 49,3% das intenções de voto, ao passo que Flávio soma 36,8%, conforme pesquisa do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). No levantamento anterior, de abril, o atual presidente tinha 44,9%, ante 40,2% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda que a campanha eleitoral não tenha começado oficialmente, os mercados no Brasil têm reagido negativamente a algumas pesquisas que indicam chances maiores de Lula vencer a eleição. Por trás disso está a leitura de uma parcela dos agentes de que o controle fiscal seria mais frouxo em um novo governo Lula. Na terça-feira, investidores também se prepararam para a decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira à tarde, e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início da noite.
Enquanto a expectativa no caso do Fed é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, os agentes estão divididos em relação ao Copom, entre novo corte de 25 pontos-base da Selic ou manutenção da taxa em 14,50%.
REUTERS
Ibovespa recua e fecha abaixo de 170 mil pontos pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou com declínio modesto na terça-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Petrobras, em mais uma sessão de recuo dos preços do petróleo no exterior. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,45%, a 169.648,47 pontos, após marcar 169.121,31 pontos na mínima e 170.415,52 pontos na máxima do dia.
O volume financeiro no pregão somou R$27,94 bilhões. Na visão do sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, a performance do Ibovespa refletiu uma combinação de cautela antes das decisões de juros nos Estados Unidos e Brasil na quarta-feira com a queda dos preços do petróleo. O barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 5,1%, a US$78,96, em meio a expectativas para a normalização do transporte no Estreito de Ormuz, após acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. Os EUA também permitirão que o Irã comece a vender petróleo e combustível imediatamente após a assinatura da versão final do acordo, de acordo com uma autoridade norte-americana de alto escalão. O Banco Central também anuncia decisão sobre juros na quarta-feira, com a maioria das apostas na direção de mais um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa Selic para 14,25% ao ano. O cenário base da equipe de pesquisa macroeconômica do BTG Pactual é de um último corte de 0,25 pontos, seguido de estabilidade até o fim de 2026. Em relação à comunicação, equipe do BTG disse esperar que o Comitê de Política Monetária (Copom) preserve a opcionalidade para as próximas reuniões, mas aumente a barra para a continuidade do ciclo. "A semana começou com o Ibovespa novamente pressionado e cada vez mais perto do suporte de 168.100 pontos", destacaram analistas do Itaú BBA no relatório Diário do Grafista. "Esse é um patamar perigoso para o índice, pois, abaixo dele, a tendência de médio prazo para o Ibovespa ficará ameaçada, o que trará um viés mais negativo para o segundo semestre de 2026." De acordo com os analistas do Itaú BBA, para sair dessa tendência de baixa e retornar a um cenário neutro, o Ibovespa precisará superar a região dos 174.900 pontos
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IGP-10 tem queda de 0,3% em junho impulsionado por deflação para produtor, mostra FGV
O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) registrou queda inesperada de 0,30% em junho, depois de ter avançado 0,89% no mês anterior, influenciado principalmente pela deflação nos preços ao produtor.
Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 2,15%, de acordo com os dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na terça-feira (16). A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,34% no mês. O IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,71% em junho, depois de avançar 0,95% no mês anterior. O IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,56% no mês, e o INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, subiu 0,92% em junho. Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, destacaram-se quedas dos preços de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, "refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta", disse. "Por outro lado, houve pressões pontuais de alta em itens agrícolas como batata-inglesa e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta", completou.
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Varejo recua mais que o esperado, mas expectativa ainda é de desaceleração lenta, dizem economistas
Disseminação de variações negativas entre os segmentos varejistas em abril indicou, segundo os especialistas, a já esperada perda de fôlego da atividade no segundo trimestre
O volume de vendas do varejo no país teve queda maior que a esperada em abril, ante março, mas tem base de comparação alta, após atingir nível recorde no primeiro trimestre do ano. A disseminação de variações negativas entre os segmentos varejistas mostra, para economistas, a já esperada perda de fôlego da atividade no segundo trimestre. A perspectiva de desaceleração gradual, sem movimentos bruscos, está mantida, com um comércio que deve ter comportamento oscilante nos próximos meses, sob o embate de fatores como juros, inflação, incertezas domésticas e externas, mercado de trabalho ainda relativamente aquecido e estímulos do governo em ano de eleições. O volume de vendas no varejo restrito caiu 1,5% em abril, ante março, com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (16). Em março, o comércio restrito tinha avançado 0,7%, em dado revisado após divulgação de alta de 0,5%. O resultado de abril ante março veio menor que a mediana estimada pelo Valor Data, apurada junto a 18 consultorias e instituições financeiras, que era de queda de 0,6%. O intervalo das projeções ia de queda de 1,6% a alta de 0,3%. O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo, também teve queda em abril ante março, de 0,7%. Os analistas de 18 bancos e consultorias esperavam alta de 0,2%, segundo a mediana do Valor Data. O desempenho do volume de vendas do varejo no país em abril interrompe um ciclo de três meses de crescimento que havia levado o índice a nível recorde, e devolve o patamar dessazonalizado ao nível de janeiro, indicando desaceleração no começo do segundo trimestre para o comércio, diz Leonardo Costa, economista do ASA. “A queda disseminada entre atividades e regiões aponta para uma perda de fôlego do consumo doméstico.” Pela PMC, as vendas do comércio recuaram em abril, na variação mensal, em seis das oito atividades pesquisadas no varejo restrito. Os destaques negativos foram combustíveis e lubrificantes (-6,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%); móveis e eletrodomésticos (-0,8%); tecidos, vestuário e calçados (-0,1%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%). Registraram crescimento hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e livros, jornais, revistas e papelarias (1,1%). No comércio varejista ampliado, o grupo de veículos e motos, partes e peças registrou queda (-0,7%) assim como material de construção (-3,6%). Cristiano Santos, gerente do IBGE responsável pela PMC, destaca que, além da base de comparação elevada, o resultado de abril também tem influência de estabilidade em renda e crédito. “Não há crescimento nem no crédito nem no rendimento e nem no número de pessoas ocupadas. Esses são os três fatores principais”, completou.
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