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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1129 DE 16 DE JUNHO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1129 | 16 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

No mercado físico, cotações da arroba estáveis

Na segunda-feira (15/6), os preços do boi gordo ficaram estáveis na maioria das regiões produtoras, com escalas de abate atendendo, em média, apenas sete dias úteis em âmbito nacional, de acordo com apuração da Agrifatto. Contratos futuros têm queda generalizada na B3. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

Entre os fatores de preocupação das indústrias, diz a Agrifatto, estão a possibilidade de suspensão das compras de produtos de origem animal do Brasil pela União Europeia (EU) e, principalmente, o iminente esgotamento da cota de importação (1,1 milhão de toneladas) da China, previsto para ocorrer entre meados de junho e início de julho. “Diante desse cenário, diversas indústrias brasileiras habilitadas a exportar para o mercado chinês interromperam as aquisições e suspenderam temporariamente a produção destinada àquele destino”, relata a Agrifatto, acrescentando: “O momento requer muita atenção”. Pelos dados da Agrifatto, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação permaneceu em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” está cotado a R$ 360/@ (valores a prazo). Nas outras 16 regiões monitoradas pela Agrifatto, a média da arroba se manteve em R$ 342,40. Segundo os números da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado doméstico segue negociado por R$ 350/@, a vaca gorda vale R$ 322/@, a novilha terminada está cotada em R$ 335/@ e o animal-China sai por R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). Na comparação semanal (12/6 versus 5/6), o indicador Datagro (praça SP) mostrou estabilidade nominal, registrando uma variação quase imperceptível de -0,04%, encerrando a semana em R$353,39/@. No entanto, relata a Agrifatto, essa calmaria no spot não foi suficiente para sustentar o otimismo recente dos contratos futuros, que desmoronaram em bloco na comparação entre as últimas duas sextas-feiras. O vencimento de junho/26 registrou recuo semanal de 1,67%, ficando cotado a R$ 346,85/@, enquanto o contrato com entrega em julho/@ liderou as perdas semanais na bolsa, com retração severa de 1,99%, cotado a R$ 337,15/@. Esse movimento de liquidação estendeu-se com força pelos meses seguintes da curva, com o contrato de agosto/26 cedendo 1,59%, para R$ 337,20/@, e o contrato de setembro/26 registrando queda de 1,91% encerrando em R$ 339,30/@. “Com a chegada do período seco e o consequente esgotamento da capacidade nutricional das pastagens, há uma convicção de que os pecuaristas perderão completamente o poder de retenção das boiadas no pasto, sendo forçados a colocar volumes expressivos de gado de safra nas próximas semanas para evitar perda de peso das carcaças”, diz a Agrifatto, que completa: “A melhora de preços vista no final de maio/26 pode ter sido apenas um respiro técnico e pontual”. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (11/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (11/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO 

 

SUÍNOS

 

Exportações: Carne suína registra retração

As exportações de carne suína alcançaram US$ 135,892 milhões até a segunda semana de junho de 2026.

 

Em junho de 2025, o faturamento total do segmento somou US$ 320,7 milhões. Os embarques atingiram 54.717 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo período do ano anterior, o volume exportado havia alcançado 122.132 mil toneladas. A média diária embarcada ficou em 6.079 toneladas, abaixo das 6.106 toneladas registradas em junho de 2025. A variação foi de -0,4%. O preço médio recuou de US$ 2.626 para US$ 2.483 por tonelada, diferença de -5,4%.

SECEX/MDIC

 

Exportações: movimentação de Carnes de aves cresce

As exportações de carnes de aves acumularam US$ 452.344 milhões até a segunda semana de junho de 2026. Em junho de 2025, o faturamento total do segmento havia alcançado US$ 562.040 milhões.

 

O volume embarcado somou 226.983 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo mês do ano passado, os embarques totalizaram 312.889 mil toneladas. Na média diária, o volume exportado passou de 15.644 mil toneladas para 25.220 mil toneladas. O crescimento registrado foi de 61,2%. O preço médio avançou de US$ 1.796 para US$ 1.992 por tonelada, alta de 10,9%.

SECEX/MDIC

 

GOVERNO

 

Mapa informa disponibilização de mais de 3,1 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em junho

Volume disponibilizado entre os dias 1º e 12 de junho corresponde a produtos importados

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, foram disponibilizadas 3.133.524 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total disponibilizado no período, 100% correspondem a vacinas importadas. O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas.

MAPA

 

EMPRESAS

 

Frimesa inaugura filial logística no Distrito Federal

Centro de distribuição tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês.

Frimesa é a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos no Brasil

 

A paranaense Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (15/6) o início das operações de sua nova filial logística em Brasília (DF). A unidade foi projetada para otimizar a cadeia de suprimentos e acelerar o escoamento de produtos na região central do país, informou a cooperativa. O centro de distribuição tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês. A estrutura dispõe de quatro docas otimizadas para carga e descarga rápida. A operação logística nasce com uma frota de dez veículos, e a equipe conta com 27 colaboradores diretos. O anúncio ocorre após a inauguração do novo escritório comercial da marca em São Paulo, em março, que visa estreitar o relacionamento com o varejo e consolidar a presença da marca no maior mercado do país.

Segundo a cooperativa, o avanço logístico no Centro-Oeste complementa um ciclo de grandes investimentos estruturais focado em aproximação de mercado e capacidade produtiva.

Em 2025, a Frimesa registrou um faturamento bruto de R$ 7 bilhões. A marca é hoje a quarta maior empresa de abate e processamento de suínos no Brasil.

GLOBO RURAL 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Adapar marca presença na 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária

A Adapar será representada por 19 servidores, entre fiscais, assistentes de fiscalização, chefes de divisão e departamentos e representantes da diretoria executiva. Três servidores darão suas falas em quatro temáticas durante a conferência.

 

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participará da 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA), que será entre os dias 16 e 18 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT). O evento tem como público-alvo engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas, técnicos em agropecuária, auditores e fiscais agropecuários, produtores rurais, professores universitários, estudantes de ciências agrárias, representantes de órgãos públicos, empresários e profissionais do setor agropecuário. Ao reunir instituições públicas e privadas, além de profissionais que atuam diretamente no segmento da defesa agropecuária em todo o Brasil, a conferência tem o objetivo de promover a troca de experiências e o fortalecimento institucional do setor. A participação da Adapar na conferência mantém o compromisso da agência com a atualização técnica e com o aprimoramento das ações de defesa agropecuária no Paraná. A participação da autarquia não está resumida apenas ao papel de espectadora, uma vez que três servidores darão suas falas em quatro temáticas durante a conferência. A chefe da divisão de Sementes e Mudas, Camila Ueno, será responsável por falar sobre as estratégias utilizadas pela Adapar na fiscalização de trânsito de materiais propagativos, na tarde do primeiro dia de evento e na quinta-feira, será responsável por uma palestra sobre Amostragem oficial de sementes e combate a plantas invasoras no Paraná. O chefe da divisão de Controle de Agrotóxicos, Leandro Dadalt, será o responsável por falar sobre o processo de fiscalização do uso de agrotóxicos no Paraná, dando ênfase nas tecnologias utilizadas durante a aplicação, na manhã do segundo dia de evento. Durante a tarde, o chefe do departamento de Laboratórios, Rubens Chaguri, também irá ministrar uma palestra durante o evento. Em sua fala, o médico veterinário irá abordar a Importância dos laboratórios estaduais nas ações de defesa agropecuária. A programação da 9ª CNDA contempla mais de 201 agendas técnicas com com palestras, mesas-redondas e miniconferências distribuídas nos 28 eixos temáticos: agricultura tropical regenerativa, agrotóxicos, aplicação segura de insumos agrícolas, bem-estar animal, biocombustíveis, bioinsumos, conectividade rural, educação sanitária, exercício profissional, inspeção animal, inspeção vegetal, inteligência artificial na agropecuária, material propagativo, mercado internacional, miniconferência, palestra magna, pesquisa e desenvolvimento, picts universitários, rastreabilidade agropecuária, rede laboratorial, sanidade vegetal, saúde animal, segurança fitossanitária, segurança zoossanitária e tecnologias de ponta. A agenda também contempla ações sobre saúde e inspeção animal, sanidade e inspeção vegetal, material propagativo, sustentabilidade na agropecuária e mercado internacional. Os debates também irão abranger inovações tecnológicas e as mais recentes normas e regulamentos adotados na área.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha perto da estabilidade ante real apesar de acordo entre EUA e Irã

Após recuar durante a manhã em meio às notícias sobre o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o dólar se recuperou ante o real e terminou a segunda-feira próximo da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha se mantido em baixa ante a maior parte das demais divisas.

 

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,11%, aos R$5,0666. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,70% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,02% na B3, aos R$5,0855. As notícias sobre um acordo entre EUA e Irã foram bem recebidas pelo mercado. No fim de semana, autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um entendimento para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, assinaram um memorando de entendimento para encerrar a guerra. Uma cerimônia formal de assinatura deve ocorrer na sexta-feira, e a expectativa é de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumente de forma gradual. Neste cenário, o petróleo Brent voltou a ceder, para a faixa dos US$83 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram. Nos mercados de moedas, o dólar emplacou perdas ante boa parte das divisas de países emergentes, marcando a cotação mínima de R$5,0267 (-0,68%) às 10h42 no Brasil. No início da tarde, porém, a moeda norte-americana já havia zerado as perdas ante o real, em paralelo à virada do Ibovespa para o território negativo, em uma aparente mudança de humor no Brasil.

“O câmbio está acompanhando a bolsa nessa virada”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. “O petróleo está desabando de forma consistente... Esse tombo de 5% no Brent derrubou como de costume a Petrobras, que puxa o índice (Ibovespa) inteiro”, acrescentou. Pela manhã, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado reportadas até a semana passada para o dólar no fim de 2026 foi de R$5,15 para R$5,20. Já a inflação projetada para este ano saltou de 5,11% para 5,30% e para o próximo ano foi de 4,03% para 4,10%. Também houve nova elevação da projeção de inflação para 2028, de 3,65% para 3,68%, com o Focus traduzindo uma deterioração das expectativas já percebida nos preços dos ativos nas últimas semanas. Com isso, a taxa básica Selic esperada para o fim de 2026 foi de 13,50% para 13,75% e para o encerramento de 2027 passou de 11,50% para 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano.

REUTERS

 

Ibovespa encerra em queda mesmo após acordo entre EUA e Irã 

Petrobras cede mais de 5% com tombo do petróleo e pesa sobre o índice, em meio à rotação dos investidores para ações tech nos EUA 

 

Depois de tocar os 174.228 pontos na máxima do dia, logo após a abertura dos negócios, o Ibovespa devolveu a alta e virou para o negativo - dinâmica que se manteve até o término da sessão. Embora o anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz tenha impulsionado o apetite ao risco inicialmente por aqui, a rotação para ações de tecnologia americanas, somada à divulgação de pesquisas eleitorais impediu um movimento mais positivo do índice. O tombo de quase 5% nos preços de petróleo também pesou sobre as ações da Petrobraas, o que atuou como mais um vento contrário ao Ibovespa na sessão. Com isso, o índice fechou em queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, perto da mínima de 170.351 pontos. O movimento na bolsa local ocorreu na contramão da disparada dos principais índices americanos. O acordo entre EUA e Irã foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na noite de domingo (14, madrugada de segunda no Oriente Médio) em uma publicação no X. No texto, ele afirmou que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”. Em seguida, as tratativas foram confirmadas pelo presidente americano, Donald Trump, que disse ter assinado o acordo preliminar com o Irã e que determinou a liberação do Estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágios ou taxas. O acordo provocou uma reprecificação do risco geopolítico sobre o petróleo, o que fez o preço da commodity tombar e afetou em cheio as ações da Petrobras, que terminaram nas mínimas do dia. No fim, as PNs da petroleira cederam 5,15% enquanto as ON recuaram 5,30%. Bancos também fecharam em sua maioria no negativo, especialmente as PN do Bradesco, que tiveram baixa de 0,84%. Apenas as units do BTG Pactual terminaram com ganhos de 0,97%, juntamente com as ON da Vale, que avançaram 2,51%. “Foi mais uma rodada de notícias negativas para o campo da direita, principalmente para Flávio Bolsonaro, que perdeu ainda mais momentum”, diz Mamede. “Com Lula abrindo cerca de seis pontos de vantagem, aumenta a incerteza sobre a adoção de uma agenda mais reformista, enquanto a expectativa de ajuste fiscal fica mais distante diante da elevação das chances de reeleição do presidente”, acrescenta. Embora o turbilhão eleitoral possa ajudar a trazer volatilidade para a bolsa local, há quem veja que o acordo de paz entre EUA e Irã possa desencadear uma redistribuição nos fluxos de capital dentro de países emergentes, o que pode favorecer o Brasil. “A resolução do conflito e a consequente melhora no apetite por risco podem ser um gatilho mais imediato para a redistribuição de fluxos dentro de mercado emergentes”, diz o diretor de investimentos em ações para América Latina da Aberdeen PLC, Ivan Kleimann. “O Brasil tende a capturar parte relevante desse movimento pelo fato de ser um fornecedor de commodities, além de negociar a um ‘valuation’ relativamente descontado”, acrescenta. Embora avalie que o “trade de inteligência artificial” permaneça um importante direcionador de fluxos para mercados desenvolvidos e para alguns emergentes, como Taiwan e Coreia do Sul, o executivo avalia que investidores globais seguem estruturalmente sublocados em emergentes como um todo, mesmo após a alta expressiva observada nos últimos meses. Ontem, o volume de negociações do Ibovespa foi de R$ 21,1 bilhões e de R$ 29,2 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices dispararam: o Nasdaq subiu 3,07%, o S&P 500 avançou 1,65%, e o Dow Jones ganhou 0,92%.

REUTERS

 

Relatório Focus eleva projeções da Selic e indica juros mais altos por mais tempo

O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) na segunda-feira, 15 de junho, revisou para cima as estimativas do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, tanto para o fim deste ano quanto para o encerramento de 2027.

 

Para dezembro de 2026, a projeção passou a 13,75%, superior aos 13,50% apontados na semana anterior e aos 13,25% registrados há quatro semanas. A previsão para dezembro de 2027 também foi elevada, alcançando 12,00%, ante 11,50% da semana anterior e 11,25% um mês antes. O BC volta a se reunir nesta semana, após ter reduzido a Selic para 14,50% em abril. Na ocasião, a autoridade monetária adotou uma postura mais cautelosa quanto aos próximos passos da política monetária, citando incertezas como as tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para o encontro atual, o mercado mantém expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual, o que colocaria a Selic em 14,25%. As estimativas para a reunião de agosto apontam outra redução de mesma magnitude, com a taxa básica encerrando o período em 14%. As projeções para a inflação também foram revistas para cima no Relatório Focus. A expectativa para 2026 subiu de 5,10% para 5,30%, enquanto a previsão para 2027 passou de 4,03% para 4,10%. A meta oficial de inflação tem centro em 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O boletim foi finalizado na sexta-feira anterior, antes do anúncio, no fim de semana, de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã destinado a reduzir as tensões na região do Oriente Médio. Dados divulgados na semana passada mostraram que a inflação perdeu força em maio, embora em ritmo ligeiramente inferior ao projetado pelo mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês, e a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,72%, permanecendo acima do limite superior da meta do BC. Em relação à atividade econômica, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) apresentaram leve melhora. A previsão de crescimento para 2026 foi elevada de 1,91% para 1,96%, enquanto a projeção para 2027 se manteve em 1,70%. A publicação do Relatório Focus traz, portanto, revisões tanto para a trajetória da Selic quanto para as expectativas de inflação e de crescimento econômico nos próximos anos.

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