CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1128 DE 15 DE JUNHO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1128 | 15 de junho de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: negociações travadas no País
Oferta segue restrita, com os pecuaristas segurando a venda dos lotes, enquanto os frigoríficos mantêm postura cautelosa diante das incertezas ligadas ao setor de exportação, afirma a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)
Na sexta-feira (12/6), no interior de São Paulo, o boi gordo sem padrão exportação seguiu valendo R$ 350/@, enquanto o animal-China está cotado em R$ 360/@ (valores no prazo), de acordo com levantamento da Agrifatto, que monitora diariamente os negócios em 17 praças brasileiras. “Todas as praças acompanhadas mantiveram suas cotações estáveis”, informou a Agrifatto. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, os preços das fêmeas terminadas subiram na sexta-feira, em São Paulo, com alta de R$ 3/@ para a novilha e ganho diário de R 2/@ para a vaca — fecharam o dia cotadas a R$ 335/@ e R$ 322/@, respectivamente (valores com prazo). Por sua vez, segundo a Scot, os machos apresentaram estabilidade no mercado paulista, com o boi gordo destinado ao mercado interno valendo R$ 350/@ e “boi China” cotado em R$ 355/@ (prazo). Segundo apuração da Scot, as escalas de abate das indústrias frigoríficas paulistas estão, em média, para 7 dias. Na avaliação dos analistas da Scot, há distinção entre as estratégias dos frigoríficos. Alguns deles, diz a consultoria, sentiram necessidade de alongar as escalas de abate, e outros preferem maneirar o abastecimento, comprando de maneira compassada, sem exagerar no volume. Essa prudência, avalia Scot, está relacionada ao comportamento do consumo interno, já que o varejo ainda absorve as mercadorias adquiridas recentemente e a proximidade da segunda quinzena do mês costuma trazer um ritmo mais lento para o mercado. “Muito se espera do final de semana, já que o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo traz a expectativa de bom desempenho nas vendas de carne bovina”, observou a Scot, que faz uma ressalva: “Se o escoamento ficar abaixo do esperado, isso pode acabar limitando pedidos para recompor estoques, ditando o comportamento do mercado na próxima semana, com um arrefecimento da demanda”. No âmbito externo, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo forte, sustentadas pela forte demanda de importantes países importadores, como os Estados Unidos e a própria China. “Devemos bater recordes conforme o ano vai passando”, prevê o engenheiro agrônomo Pedro Gonçalves, analista da Scot. Segundo ele, as estatísticas relacionadas à primeira semana de junho ainda mostram uma China ainda com o pé no acelerador. No geral, considerando todos os países compradores, a média diária embarcada de carne bovina in natura pelo Brasil superou 15 mil toneladas na primeira semana do mês, com preços médios próximos dos US$ 6,6 mil. Gonçalves lembra que, devido à drástica redução de seu rebanho bovino — que atingiu o menor patamar em mais de 75 anos —, os Estados Unidos precisam, com urgência, aumentar as compras externas de carne bovina e, por isso, estudam formas de retirada da tarifa de importação extracota. Caso seja colocada em prática, a retirada de taxas igualaria a disputa entre Brasil e Austrália pelo mercado de carne bovina norte-americano, favorecendo a proteína brasileira, mais competitiva no mercado internacional. “A expectativa é que os estadunidenses levem 400 mil toneladas de carne bovina brasileira ao longo de 2026, um volume pequeno no comparativo com a China, mas mostra uma necessidade crescente de um país com um rebanho que está diminuindo e passando por problemas”, ressalta Gonçalves. No mercado futuro, pela primeira vez na semana, os contratos futuros do boi gordo na B3 encerraram o pregão de quinta-feira (11/6) em alta. O principal destaque ficou para o vencimento de julho/26, que fechou cotado a R$ 337,90/@, com valorização de 0,61% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (11/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (11/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO
Mundial de 2026 deve impulsionar encontros em casa e ampliar ocasiões de consumo de carne bovina, avalia Minerva Foods
Com mais seleções, maior número de partidas e jogos da Seleção Brasileira em horário nobre, torneio reforça tradição de reunir amigos e familiares ao redor da mesa.
A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar não apenas os torcedores, mas também os hábitos de consumo dos brasileiros. Com um formato inédito de 48 seleções, aumento no número de partidas e jogos da Seleção Brasileira previstos para o período da noite, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e familiares para assistir ao futebol acompanhado de boa comida. Mais do que um evento esportivo, a Copa representa um importante momento de consumo para o setor de alimentos. Os horários das partidas da primeira fase, entre 19h e 21h30, favorecem encontros após o expediente e criam oportunidades para diferentes experiências gastronômicas, desde o tradicional churrasco até preparos mais práticos, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais. Para a Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e detentora das marcas Cabaña Las Lilas, Estância 92 e PUL, o torneio reforça a conexão entre alimentação e celebração. A expectativa é que os consumidores busquem opções que combinem conveniência, sabor e qualidade para transformar cada partida em uma experiência compartilhada. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da Minerva Foods. Segundo a executiva, o comportamento do consumidor também vem evoluindo. Embora o churrasco continue sendo uma das principais escolhas para acompanhar os jogos, cresce o interesse por alternativas que permitam praticidade sem renunciar à experiência gastronômica. Por meio das marcas Cabaña Las Lilas, Estância 92 e PUL, a Minerva Foods oferece opções para diferentes perfis de consumidores e ocasiões de consumo. Enquanto a Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium, com cortes de elevado marmoreio e sabor marcante, a Estância 92 aposta em cortes selecionados para momentos especiais. Já a PUL oferece praticidade e qualidade para o dia a dia, atendendo consumidores que buscam conveniência sem renunciar ao sabor. Para quem pretende manter a tradição do churrasco, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora que auxilia no planejamento das compras. Em uma simulação para um grupo de 15 pessoas — sendo dez adultos e cinco crianças — reunidas durante mais de quatro horas para acompanhar uma partida, a recomendação é de aproximadamente 5,6 kg de carne, considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.
MINERVA FOODS
SUÍNOS
Mercado de carne suína atinge estabilidade diante de oferta confortável
A semana registrou preços estáveis a mais baixos no quilo vivo e nos principais cortes de carne suína do atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, há uma oferta considerada confortável e uma postura cautelosa por parte dos frigoríficos nas compras.
“Ao mesmo tempo, a dinâmica do atacado também não favorece avanços, já que os preços dos cortes permanecem praticamente estáveis, andando de lado. Embora exista a expectativa de melhora no consumo, impulsionada pela reposição ao longo da cadeia, pela maior atratividade relativa dos cortes suínos frente a proteínas concorrentes — especialmente a carne bovina —, além de fatores como maior capitalização das famílias e eventos como a Copa do Mundo, esse avanço ainda ocorre em ritmo aquém do esperado”, disse. Diante desse cenário, os suinocultores seguem apreensivos, principalmente em relação à evolução dos preços e à pressão sobre as margens da atividade. Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 5,36 para R$ 5,33 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado ficou em R$ 8,85 e a média do pernil foi de R$ 11,40. A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo permaneceu em R$ 101,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,70 e no interior do estado em R$ 5,10. Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70 e no interior catarinense decaiu de R$ 5,00 para R$ 4,95. No Paraná, o preço do quilo vivo teve queda de R$ 5,00 para R$ 4,90 no mercado livre e, na integração, seguiu em R$ 5,75. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande continuou em R$ 5,10 e, na integração, em R$ 5,65. Em Goiânia, os preços seguiram em R$ 5,25. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram estabilidade de R$ 5,60 e, no mercado independente, de R$ 5,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis seguiu em R$ 5,50 e, na integração do estado, em R$ 5,70. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 57,767 milhões em maio (4 dias úteis), com média diária de US$ 14,441 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 23,464 mil toneladas, com média diária de 5,866 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.461,9 por tonelada.
Em relação a maio de 2025, houve recuo de 10% no valor médio diário, baixa de 3,9% na quantidade média diária e queda de 6,3% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
SAFRAS NEWS
Preços globais do suíno mostram Brasil entre os menores patamares em junho
O relatório mundial de preços do mercado de suínos, com dados atualizados até 12 de junho de 2026, revela um cenário de forte desigualdade entre os principais países produtores. O Brasil aparece com uma das menores remunerações ao produtor, enquanto mercados como México e Reino Unido operam em patamares significativamente mais elevados.
Na região Sul do Brasil, o preço do suíno vivo está em 5,42 reais por quilo, considerando o animal em peso vivo. Convertido, esse valor corresponde a 49,18 centavos de dólar por libra-peso, o menor entre todos os países analisados no levantamento. Nos Estados Unidos, o preço do suíno, baseado na cotação do CME, está em 92,87 dólares por 100 libras de carcaça, equivalente a 68,72 centavos de dólar por libra-peso. No Canadá, a referência de Ontário aponta 234,23 dólares canadenses por 100 quilos de carcaça, com equivalência de 61,21 centavos de dólar por libra. O México lidera o ranking, com preço de 37,17 pesos por quilo de animal vivo, alcançando 97,82 centavos de dólar por libra-peso. O Reino Unido também se destaca, com 180,20 libras por 100 quilos de carcaça, equivalente a 87,65 centavos de dólar por libra. Na Europa, os preços se mantêm em níveis intermediários. A Espanha registra 1,310 euro por quilo de suíno vivo, com equivalência de 68,95 centavos de dólar por libra. Já a França apresenta 1,434 euro por quilo de carcaça, resultando em 64,19 centavos de dólar por libra.
Outros mercados relevantes incluem a Rússia, com 108 rublos por quilo vivo, equivalente a 68,60 centavos de dólar por libra, e a China, onde o preço está em 9,50 yuans por quilo vivo, correspondendo a 64,66 centavos de dólar por libra. Na Ásia, os dados mostram diferenças importantes conforme o tipo de comercialização. O Vietnã registra 67.400 dongs por quilo vivo, com equivalência de 1,16 dólar por quilo. A Coreia do Sul apresenta 6.488 won por quilo de carcaça, equivalente a 1,94 dólar por quilo. Nas Filipinas, o valor é de 180 pesos por quilo vivo, com equivalência de 1,31 dólar por quilo. No segmento de leitões, os preços também variam significativamente. Nos Estados Unidos, o valor está em 96,76 dólares por animal de 40 libras. Na Espanha, o preço é de 37 euros por 20 quilos, equivalente a 42,82 dólares. A Alemanha registra 38,40 euros por 20 quilos, com equivalência de 44,44 dólares, enquanto a Holanda apresenta 32,40 euros, ou 37,50 dólares. Na China, o leitão é cotado a 468,80 yuans por 20 quilos, o que corresponde a 69,18 dólares. O conjunto dos dados evidencia a posição competitiva do Brasil no mercado internacional em termos de preço, ao mesmo tempo em que reforça os desafios de rentabilidade enfrentados pelos produtores diante de valores mais baixos em comparação com outros países. No caso da China, maior produtor e consumidor global de carne suína, o cenário segue marcado por desequilíbrios estruturais. O país enfrenta um período prolongado de perdas no setor, com produtores operando no prejuízo e pressionados pelo excesso de oferta. A redução nos preços ao longo dos últimos anos levou a ajustes na produção, incluindo cortes no plantel de matrizes, em uma tentativa de reequilibrar o mercado. Ainda assim, a liquidação de rebanhos mantém a oferta elevada no curto prazo, dificultando a recuperação das cotações. Esse movimento ocorre em um ambiente econômico mais amplo de demanda enfraquecida, o que limita o consumo mesmo diante de preços mais baixos. Como principal referência mundial, o comportamento do mercado chinês segue determinante para a dinâmica global da suinocultura.
AGRIMIDIA
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina dos EUA ficam abaixo do nível do ano passado
As exportações de carne bovina dos Estados Unidos totalizaram 89.783 toneladas em abril, uma queda de 11% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em valor, as vendas externas somaram US$ 780,6 milhões, recuo de 5%.
Embora as perspectivas para a retomada das exportações americanas para a China estejam melhorando, os resultados de abril ainda refletiram um bloqueio quase total do mercado chinês. Por outro lado, os embarques cresceram para destinos como Taiwan e Egito e registraram forte avanço para os países do Caribe, da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e para o Peru. Já outros mercados importantes apresentaram desempenho inferior ao observado há um ano. As exportações de miúdos bovinos voltaram a ser um dos principais destaques. Em abril, os embarques alcançaram 25.314 toneladas, aumento de 20% em relação ao ano anterior. O México, principal destino em volume, importou US$ 114,7 milhões em miúdos bovinos norte-americanos, crescimento de 40%. No acumulado de janeiro a abril, as exportações de carne bovina e miúdos bovinos dos Estados Unidos somaram 365.138 toneladas, volume 11% menor que o registrado no mesmo período de 2025. Em valor, as vendas atingiram US$ 3,13 bilhões, queda de 5%. No entanto, quando a China é retirada da conta, o cenário muda significativamente: o volume exportado apresenta leve alta de 0,3% e o valor cresce 7%. Segundo Dan Halstrom, presidente e CEO da U.S. Meat Export Federation (USMEF), a demanda global pela carne bovina americana continua demonstrando grande resiliência, mesmo diante da oferta mais restrita e dos preços mais elevados. Ele ressalta, entretanto, que persistem desafios importantes, como o enfraquecimento das moedas da Coreia do Sul, Japão e países do Sudeste Asiático, além dos custos mais altos de energia, fatores que afetam a confiança dos consumidores e reduzem a renda disponível para gastos.
Entre os mercados de destaque, Taiwan manteve forte desempenho. Em abril, as exportações para o país atingiram 4.892 toneladas, crescimento de 9% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto o valor aumentou 3%, chegando a US$ 55,8 milhões. No acumulado do ano, os embarques para Taiwan somam 19.801 toneladas, alta de 19%, com receita de US$ 224,2 milhões, avanço de 11%. Os Estados Unidos seguem como principal fornecedor de carne bovina resfriada para o mercado taiwanês, detendo aproximadamente dois terços desse segmento.
USMEF
EMPRESAS
Agroceres Multimix inaugura nova fábrica no Oeste do Paraná e amplia presença no Sul do país
Unidade recebeu mais de R$ 100 milhões em investimentos e aposta em tecnologia, rastreabilidade e eficiência produtiva.
A Agroceres Multimix inaugurou, no dia 10 de junho de 2026, sua nona unidade fabril no município de Quatro Pontes, no Oeste do Paraná. Com investimento superior a R$ 100 milhões, a nova planta marca a chegada da empresa à região e reforça a estratégia de expansão no mercado do Sul do Brasil. A escolha da localidade está diretamente ligada à relevância do Oeste paranaense no agronegócio nacional. A região concentra uma forte base agroindustrial, com destaque para as cadeias de aves, suínos, leite e grãos, além de ampla oferta de insumos como milho, soja e trigo, fundamentais para a produção de proteína animal.
Segundo o diretor superintendente da Agroceres Multimix, Ricardo Ribeiral, a instalação da unidade acompanha o planejamento estratégico da companhia e o dinamismo produtivo regional. “É com muita satisfação que anunciamos a chegada da Agroceres Multimix ao Oeste do Paraná, mais precisamente em Quatro Pontes. Essa é uma região estratégica, que abriga algumas das maiores e mais eficientes cooperativas do Brasil. Um verdadeiro celeiro de proteína animal, formado por empresas e produtores altamente diferenciados”, afirma.
“Escolhemos essa região porque acreditamos no seu potencial e queremos estar cada vez mais próximos dos produtores e parceiros locais. Nossa chegada também representa geração de empregos, renda e desenvolvimento para o município e para toda a cadeia do agronegócio regional”, complementa. Com 65 mil metros quadrados de área construída, o complexo industrial foi projetado com alto nível de automação, inteligência operacional e foco em biossegurança. A capacidade de produção ultrapassa 10 mil toneladas mensais. O projeto foi estruturado em duas fases. Inicialmente, a unidade atuará na fabricação de rações e concentrados para aves e suínos. Em uma etapa futura, está prevista a ampliação para atender também a nutrição de ruminantes, além da produção de núcleos e premixes. “Investimos em equipamentos modernos e tecnologia de ponta para criar um ambiente de produção saudável, seguro e altamente eficiente. Nossa prioridade é garantir qualidade, rastreabilidade e segurança em todas as etapas do processo produtivo”, explica Ribeiral. Entre os diferenciais da planta está o uso de transportadores de arraste, sistema que permite o deslocamento contínuo e controlado dos ingredientes, reduzindo o contato direto e os riscos de contaminação cruzada. A tecnologia conta ainda com mecanismo autolimpante, contribuindo para maior eficiência e segurança no fluxo produtivo. Outro destaque é o sistema avançado de rastreabilidade, que possibilita o acompanhamento completo de cada lote, desde a origem da matéria-prima até a entrega ao cliente final. Recentemente, a companhia lançou a agCare, divisão voltada a produtos de especialidades, com o objetivo de ampliar o portfólio tecnológico e atender às demandas por maior eficiência e desempenho na produção animal.
AGROCERES MULTIMIX
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
El Niño em 2026 eleva incertezas para a produção pecuária no Brasil
Em partes do Centro-Oeste e do Sudeste, fenômeno climático tende a ocasionar irregularidade das chuvas, maior frequência de períodos secos e temperaturas elevadas, aponta relatório do Cepea
A atuação do El Niño em 2026 – confirmada pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) – deve causar choque climático desuniforme nas regiões pecuárias do Brasil, alerta relatório divulgado na sexta-feira (12/6) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo os pesquisadores do Cepea, o fenômeno tende a aumentar o risco de seca na faixa norte do Norte e Nordeste e favorecer maiores volumes de chuva no Sul. Por sua vez, continua o Cepea, em partes do Centro-Oeste e do Sudeste, os efeitos tendem a aparecer mais como irregularidade das chuvas, maior frequência de períodos secos e temperaturas elevadas. “A leitura mais adequada é tratar o El Niño 2026 como um fator de aumento da volatilidade climática e produtiva, com impactos regionais bastante distintos”, ressaltam os pesquisadores do centro de estudos. Segundo os pesquisadores, para bovinos de corte, os efeitos do El Niño tendem a se concentrar em quatro pontos: qualidade das pastagens, disponibilidade de água, estresse térmico e aumento dos custos de suplementação. Para a produção leiteira, o impacto tende a aparecer de forma combinada sobre produção de volumosos, custo do concentrado e conforto térmico dos animais. Em relação aos ovinos e caprinos, no Nordeste, o principal risco é a redução da disponibilidade de água e forragem, exigindo maior uso de reservas alimentares e suplementação. Já no Sul, o excesso de chuvas pode aumentar problemas sanitários, dificultar o manejo e comprometer a qualidade das forragens. Para as cadeias de suínos e aves, os maiores impactos tendem a ocorrer por meio do aumento dos custos da ração, do consumo de energia e do estresse térmico. Temperaturas elevadas podem reduzir o desempenho produtivo, afetar a fertilidade e pressionar ainda mais as margens dos produtores.
CEPEA
Paraná conclui ciclo 2025/2026 de vigilância ativa para Influenza Aviária e Doença de Newcastle
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) concluiu na segunda-feira (8) o envio da última remessa de amostras referente ao ciclo 2025/2026 da Vigilância Ativa de Aves no Estado. As amostras foram encaminhadas aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) e Porto Alegre (RS).
Os estabelecimentos são responsáveis pela realização das análises laboratoriais para detecção de enfermidades de importância sanitária, com destaque para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A vigilância ativa é uma das principais estratégias do Programa de Sanidade Avícola. O objetivo é monitorar de forma continuada a população de aves, permitindo a detecção precoce de possíveis enfermidades e comprovar a ausência de circulação de agentes causadores de doenças de grande impacto econômico e sanitário. Ao longo deste ciclo, fiscais de Defesa Agropecuária médicos veterinários e assistentes de fiscalização da Adapar realizaram fiscalizações em 488 propriedades avícolas distribuídas por diversas regiões do Paraná. Durante as visitas, foram promovidas coletas de amostras e levantadas informações epidemiológicas essenciais para a manutenção do status sanitário do Paraná. Segundo a chefe da divisão de Sanidade Avícola (Disav), Pauline Sperka, os resultados obtidos por meio da vigilância ativa fortalecem a capacidade de resposta do Serviço Veterinário Oficial e contribuem diretamente para a proteção da avicultura paranaense, um dos principais segmentos do agronegócio estadual. “Além de garantir a segurança sanitária da produção, as ações de vigilância são fundamentais para assegurar a confiança dos mercados consumidores nacionais e internacionais, contribuindo para a manutenção das exportações e da competitividade do setor avícola paranaense”, afirma. Os objetivos atingidos durante as ações referentes ao ciclo 2025/2026 foi resultado da integração entre as equipes técnicas dos Escritórios Regionais, dos Escritórios Locais, dos servidores da Sede e do Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME). O apoio dos produtores rurais que participaram das ações de monitoramento também faz parte do planejamento, sendo uma parte importante para manter as medidas preventivas apresentadas ao longo de todo o ano. Os resultados laboratoriais serão consolidados e analisados pela equipe técnica da Agência. As amostras são parte do conjunto de evidências sanitárias que subsidiam as ações de defesa agropecuária e a manutenção dos programas de certificação sanitária. O trabalho integrado entre produtores, agroindústrias, entidades representativas do setor e o Serviço Veterinário Oficial é fundamental para manter os padrões sanitários e garantir a sustentabilidade da avicultura paranaense.
ADAPAR
ECONOMIA
Dólar cai a R$5,10 após Trump cancelar ataques e falar em acordo com o Irã
O dólar fechou a quinta-feira com baixa firme ante o real, superior a 1%, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar ataques contra o Irã programados para a noite e falar em acordo entre os países.
O enfraquecimento do dólar no Brasil esteve em sintonia com a queda da divisa norte-americana ante outras moedas de países emergentes no exterior, com o mercado de modo geral reagindo positivamente às falas de Trump. O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 1,40%, aos R$5,1000. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,09% ante o real.
Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,62% na B3, aos R$5,1240. Na noite de quarta-feira os EUA voltaram a atingir alguns alvos no Irã, mas ainda assim a moeda norte-americana recuava ante outras divisas de países emergentes durante a manhã da quinta, em meio à expectativa de que os países pudessem chegar a um acordo. "Algumas moedas ligadas a commodities estão ganhando do dólar, e aqui o câmbio segue o mesmo ritmo", comentou mais cedo o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, acrescentando que havia "certo cansaço" no mercado com as ameaças de Trump ao Irã. Depois de afirmar pela manhã que os EUA atacariam o Irã “com muita força esta noite”, à tarde Trump anunciou o cancelamento das ações, o que fez o dólar acelerar as perdas ante as demais divisas. O movimento se intensificou no fim da tarde, após Trump afirmar que os EUA fizeram “um ótimo acordo” com o Irã. Segundo ele, o vice-presidente JD Vance participará da assinatura, que deve ocorrer na Europa no fim de semana. No exterior, o anúncio também ampliou as perdas da moeda norte-americana. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,40%, a 99,654. No mesmo horário, o euro era negociado a US$1,15825, em alta de 0,41% no dia, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado mais cedo suas taxas de juros pela primeira vez em quase três anos, buscando conter a inflação gerada pela guerra no Oriente Médio.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com alívio no cenário geopolítico
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 172 mil pontos no melhor momento, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar cancelamento de ataques planejados contra o Irã e citar um acordo que deve ser finalizado nos próximos dias.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,71%, a 171.497,24 pontos, tendo alcançado 171.926,72 a máxima, após recuar. Na mínima do dia, chegou a recuar a 168.280,39 pontos. O volume financeiro somou R$30,88 bilhões. Trump ameaçou mais cedo atingir o Irã "com muita força" na quinta-feira, mas fontes iranianas e autoridades ocidentais afirmaram que as negociações indiretas para um acordo de paz preliminar entre os dois lados se intensificaram. À tarde, o presidente norte-americano disse que cancelou os ataques e afirmou que um "grande acordo" sobre a guerra no Irã deve ser assinado em poucos dias.
"Acabamos de chegar a um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã", disse Trump a jornalistas no Salão Oval. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,92%, a US$90,38. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,75%. Os preços mais elevados do petróleo desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro têm pressionado a inflação global e adicionado preocupações sobre o rumo das taxas de juros no mundo. O Banco Central Europeu elevou na quinta-feira a taxa de juros pela primeira vez em quase três anos, citando que a guerra está gerando pressões inflacionárias. A penúltima sessão da semana também foi marcada por expectativa para a precificação da oferta inicial de ações (IPO) da SpaceX com os números sendo conhecidos no final da tarde, antes do fechamento da B3. A fabricante de foguetes e espaçonaves de Elon Musk precificou o maior IPO já realizado nos EUA a US$135 por ação, movimentando US$75 bilhões com a venda de 555,56 milhões de ações. A operação avaliou a empresa em US$1,77 trilhão. "O fluxo estrangeiro (para a bolsa paulista) perdeu força nas últimas semanas e a grande oferta de ações da SpaceX tem contribuído para a realocação de capital em escala global", afirmou o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora. A B3 irá disponibilizar na sexta-feira BDRs da SpaceX, com paridade de 1 para 15 - cada ação da companhia no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3.
REUTERS
Banco Mundial reduz projeção para crescimento do PIB do Brasil a 1,9% em 2026 e 2% em 2027
Instituição diz que a economia deve desacelerar em 2026 com o menor avanço do consumo e aponta que o processo de desinflação perdeu força devido a novas pressões ao setor de energia em decorrência do Oriente Médio
O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 2% para 1,9%, em relação às estimativas de janeiro. Para 2027, a previsão também foi reduzida, de 2,3% para 2%. Já em 2028, projeta-se um PIB em 2,2%. Os novos dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) no relatório sobre as perspectivas econômicas globais. A instituição destacou que a economia brasileira deve desacelerar em 2026 em meio ao menor crescimento do consumo. O relatório também aponta que o processo de desinflação perdeu força no país devido a novas pressões relacionadas ao setor de energia em decorrência do conflito no Oriente Médio. O Banco Mundial destaca, porém, que o Brasil tem sido beneficiado pela resiliência das exportações observada entre os países exportadores de commodities e energia da região. Além disso, a redução de tarifas americanas melhorou as perspectivas de curto prazo para as exportações regionais, enquanto a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul fortaleceu o acesso a mercados e reduziu as incertezas para os exportadores. Apesar da revisão para baixo das projeções, a instituição prevê uma melhora gradual da atividade econômica nos anos seguintes. A expectativa é que o crescimento brasileiro se fortaleça e atinja uma média de 2,1% entre 2027 e 2028, à medida que a continuidade da desinflação permita o afrouxamento da política monetária. No relatório, o Banco Mundial projeta que o crescimento da América Latina e do Caribe desacelere para 2,2% em 2026, em meio à demanda interna ainda fraca e ao menor dinamismo da economia global. Segundo a instituição, a desaceleração da região reflete o avanço mais moderado do consumo privado e das exportações em relação a 2025, em um contexto de crescimento global mais fraco e condições monetárias mais restritivas. “Ao longo de 2027–2028, à medida que a política monetária se tornar mais flexível e as condições globais melhorarem, o crescimento deve se fortalecer gradualmente até atingir uma média de 2,5%”, cita o Banco Mundial.
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