top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1127 DE 12 DE JUNHO DE 2026

  • prcarne
  • há 7 horas
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1127 | 12 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preço do boi gordo sobe em 8 das 17 praças monitoradas pela Agrifatto

Na quarta-feira (11/6), os preços do boi gordo subiram em 8 das 17 praças monitoradas pela Agrifatto – SP, BA, GO, MG, MS, MT, PR e SC. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

Em São Paulo, informa a consultoria, o animal destinado ao mercado doméstico paulista vale agora R$ 350/@, enquanto o “boi-China” subiu para R$ 360/@ (valores no prazo). Nas demais regiões (AC, AL, ES, MA, PA, RJ, RO, RS e TO), as cotações ficaram estáveis”, acrescentou a Agrifatto. A Scot Consultoria, que acompanha diariamente os negócios em mais de 30 praças, também apurou valorização nos preços da arroba em algumas regiões, como em São Paulo, onde o boi gordo sem padrão-exportação teve alta diária de R$ 1/@, fechando o dia cotado em R$ 350/@. Por sua vez, nas demais categorias, os preços andaram de lado no mercado paulista, segundo a Scot: o “boi-China” segue cotado a R$ 355/@, a vaca gorda a R$ 320/@ e a novilha terminada a R$ 332/@. Na avaliação dos analistas da Scot, a parte da ponta compradora segue cautelosa, especialmente em função da preocupação com a demanda externa por carne bovina. Do lado de dentro das porteiras, diz a Scot, a oferta escalonada de bovinos oferece sustentação às cotações. Em linha com as análises da Scot, os analistas da Agrifatto confirmam o ritmo lento das negociações de boiadas gordas nas principais praças brasileiras, “com vendas contidas e lotes fracionados”. “As incertezas ligadas às exportações pesam sobre o mercado, sobretudo diante da possibilidade de esgotamento da cota chinesa de importação em junho/início de julho”, afirmou a Agrifatto. Ainda assim, continua a consultoria, o desempenho das vendas externas de carne bovina in natura permanece firme.

No mercado futuro, os contratos futuros do boi gordo encerraram a sessão de quarta-feira (10/6) da B3 em queda pelo terceiro pregão consecutivo. O papel com vencimento em julho/26 fechou cotado a R$ 335,85/@, com recuo de 1,18% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (11/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias.

MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias.

GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias.

PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (11/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo) PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

Vietnã habilita mais duas plantas de carne bovina do Brasil

Agora, Brasil possui 12 unidades autorizadas a embarcar cortes bovinos ao mercado vietnamita

O mercado potencial do Vietnã para a carne bovina brasileira é de 300 mil toneladas por ano

 

O Vietnã habilitou mais duas plantas de carne bovina do Brasil para exportar para lá. Os frigoríficos da Naturafrig em Pirapozinho (SP) e da Sulbeef em Aparecida do Taboado (MS) receberam o aval do governo vietnamita. Agora, o Brasil possui 12 unidades com autorização para embarcar cortes bovinos ao país asiático de cinco grupos empresariais. São quatro plantas da JBS, duas da MBRF e quatro da Minerva, além das duas anunciadas agora. O mercado do Vietnã foi aberto em março de 2025. Quase 100 plantas em todo o país apresentaram a documentação necessária para requerer a habilitação e ainda aguardam o aval vietnamita. O mercado potencial é de 300 mil toneladas por ano. Também aumentou o número de plantas habilitadas para exportar carne de aves para a Coreia do Sul. A lista passou de 45 para 54 frigoríficos. Além disso, passou de nove para dez as unidades de armazéns frigorificados autorizadas a exportar para os sul-coreanos.

VALOR ECONÔMICO

 

CARNES

 

Rússia reconhece Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação

Expectativa é que as plantas habilitadas possam exportar também carne bovina com osso

A Rússia já foi a maior importadora de carne bovina do Brasil

 

A Rússia reconheceu o Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação. A confirmação oficial foi transmitida pelo Rosselkhoznadzor, o serviço veterinário russo, ao governo brasileiro na quarta-feira (10/6), disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua. Com isso, a expectativa é que as plantas habilitadas possam exportar também carne bovina com osso para lá e ampliar as vendas, que voltaram a crescer nos últimos anos. Recentemente, a China também reconheceu o status sanitário brasileiro. “Estamos vendo se será automático ou não a exportação de carne com osso, estamos fazendo uma consulta para entender se temos que fazer algum processo adicional”, afirmou Rua à reportagem. Segundo ele, o reconhecimento representa uma vitória para o país em um momento delicado comercialmente com a União Europeia, que questiona os controles brasileiros para antimicrobianos e retirou o Brasil da lista de exportadores a partir de setembro. “É importante em momento que a UE coloca questões para serem discutidas”, destacou o secretário. A Rússia já foi a maior importadora de carne bovina do Brasil. Entre 2007 e 2017, as vendas eram em torno de US$ 1 bilhão por ano. Os frigoríficos brasileiros chegaram a exportar 455 mil toneladas para lá em um ano, segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura. O comércio praticamente zerou em 2018 e voltou a crescer recentemente. No ano passado, os russos importaram 126,4 mil toneladas da proteína brasileira, negócios que renderam mais de US$ 537 milhões. Atualmente, esse é o quarto maior mercado para a carne bovina nacional. Neste ano, até maio, foram exportadas 40,2 mil toneladas de carne in natura, com receita de US$ 178,4 milhões. Ao considerar miúdos e tripas, as vendas chegaram a 54,1 mil toneladas e US$ 245,2 milhões em negócios. “Já foi nosso maior mercado e com o reconhecimento do status sanitário é mais um passo [para ampliar o comércio]. Começamos, efetivamente, a destravar a pauta de reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), começamos a ter resultados práticos disso”, completou Rua.

Com a melhoria na relação comercial, o Brasil tenta ampliar o acesso dos frigoríficos ao mercado russo. Atualmente, 39 plantas estão habilitadas. O secretário Luis Rua também esteve na Rússia nas últimas semanas. Ele se reuniu com o chefe do Rosselkhoznadzor, Sergei Dankvert, e com a ministra da Agricultura, Oksana Lut. Ele tratou sobre as habilitações e disse que o tema é prioritário. O governo russo disse que avaliará o pleito brasileiro, mas não deu prazo para resposta. Em agendas com os CEOs das quatro maiores empresas de fertilizantes do país (Uralchem Group, PhosAgro, EuroChem e Acron Group), Rua recebeu garantias de que o fornecimento de insumos russos para o Brasil seguirá regular e que os preços de alguns produtos podem, inclusive, cair. O abastecimento de adubos é um dos pontos de atenção para a próxima safra, já que a logística de entrega dos produtos enfrenta problemas por causa da guerra no Oriente Médio. “As empresas demonstraram comprometimento no fornecimento contínuo de fertilizantes ao mercado brasileiro e destacaram o caráter prioritário do Brasil em seus planos. Deve haver acomodação de preços de alguns produtos nos próximos meses”, concluiu Rua.

GLOBO RURAL

 

SUÍNOS

 

Exportações de carne suína registram recorde histórico para maio, aponta Cepea

Volume embarcado supera resultado do ano passado e reforça desempenho positivo do setor em 2026.

 

As exportações brasileiras de carne suína, tanto in natura quanto processada, atingiram em maio o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior, iniciada em 1997. Os dados foram divulgados pelo Cepea na quinta-feira (11). Ao todo, o país embarcou 127,9 mil toneladas no mês. O volume representa recuo de 7,5% em relação a abril, mas avanço de 8,8% na comparação com maio de 2025, evidenciando a consistência das vendas externas ao longo do ano. De acordo com o Cepea, o ritmo de exportações tem se mantido firme em 2026. Apesar de oscilações pontuais entre os meses, os resultados seguem positivos na comparação anual. O desempenho reflete a estratégia do setor de ampliar a presença no mercado internacional, especialmente no primeiro semestre, período em que a demanda global costuma ser mais moderada.

CEPEA

 

INTERNACIONAL

 

URUGUAI: Mercado internacional da carne segue firme e abre perspectivas positivas para o segundo semestre

A demanda global por carne bovina continua sustentando um cenário favorável para os exportadores, mesmo após os preços internacionais atingirem patamares historicamente elevados. A avaliação é de lideranças do setor e analistas de mercado que acompanham o desempenho dos principais países importadores e exportadores de carne bovina.

 

Segundo Gastón Escayola, presidente do Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai, a expectativa é de que a oferta global permaneça relativamente restrita nos próximos meses, enquanto a demanda segue consistente nos principais mercados consumidores. “Temos os Estados Unidos muito firmes, a Europa abrindo novas oportunidades com as cotas vinculadas ao acordo de livre comércio e a China mantendo sua demanda”, destacou Escayola. Apesar do ambiente favorável, o dirigente não acredita em novas altas expressivas dos preços internacionais. Na sua avaliação, os valores atuais já estão em níveis muito elevados e a capacidade de absorção do mercado chinês encontra limites. Caso ocorra redução na disponibilidade de carne bovina de grandes exportadores como Brasil ou Austrália, a tendência seria uma substituição parcial por outras proteínas, como carne suína e carne de frango, em vez de uma escalada significativa dos preços. Outro fator que contribui para a firmeza do mercado é a expectativa de redução na oferta de animais para abate em alguns países produtores. De acordo com Escayola, a indústria uruguaia trabalha com a perspectiva de uma faena inferior à registrada no ano passado. Em um contexto de demanda internacional estável, essa menor disponibilidade de matéria-prima tende a sustentar os preços da carne nos atuais patamares. O cenário é especialmente relevante para os Estados Unidos, que continuam enfrentando o menor rebanho bovino das últimas décadas, o que aumenta a necessidade de importações para abastecer o mercado interno. A China continua sendo o principal destino da carne bovina exportada pelos países da América do Sul. Mesmo sem perspectivas de impulsionar novas altas nos preços, o país segue exercendo forte influência sobre o mercado internacional devido ao seu volume de compras. Analistas observam que qualquer alteração na oferta de grandes exportadores, como Brasil e Austrália, pode provocar rearranjos comerciais importantes. Entretanto, a expectativa predominante é de manutenção dos preços em níveis próximos aos atuais ao longo do segundo semestre. Enquanto o mercado global permanece aquecido, algumas preocupações surgem para os exportadores brasileiros. Uma delas envolve as restrições impostas pela União Europeia relacionadas aos sistemas de rastreabilidade e ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Análise da consultoria Genial Investimentos apontou que empresas como Minerva, JBS e BRF podem sofrer impactos caso o bloqueio europeu seja mantido. No caso da Minerva, a exposição direta representaria cerca de 3,4% da receita bruta dos últimos 12 meses. Por outro lado, a forte diversificação geográfica das operações da companhia, com unidades em países como Uruguai, Argentina, Paraguai e Colômbia, reduz os riscos e permite redirecionar parte dos embarques para outros mercados.

Novos mercados seguem ampliando oportunidades. Na América do Sul, outra notícia importante veio do Paraguai, que recebeu habilitação para exportar carne bovina para a Turquia. O país também avançou nas negociações para exportação de gado vivo, ampliando suas alternativas comerciais e fortalecendo sua estratégia de diversificação de mercados.

A expectativa das autoridades paraguaias é aproveitar acordos governamentais que possibilitem acesso ao mercado turco com tarifas reduzidas, aumentando a competitividade da carne produzida no país. A combinação entre oferta limitada, demanda consistente e abertura de novos mercados mantém uma visão positiva para o setor pecuário global. Embora não sejam esperadas valorizações expressivas adicionais, o consenso entre especialistas é de que os preços internacionais da carne bovina devem permanecer em níveis historicamente elevados durante o restante do ano.

VALOR AGREGADO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Exportações crescem 28,8% nos portos do Paraná e impulsionam movimentação em maio

Portos do Paraná movimentou 6,12 milhões de toneladas em maio, volume 14,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram movimentadas 5,35 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a maio, a movimentação total alcançou 28,87 milhões de toneladas, resultado 2,4% maior que mesmo período do ano passado, que somou 28,19 milhões de toneladas.

 

Impulsionada pelo crescimento das exportações, a Portos do Paraná movimentou 6,12 milhões de toneladas em maio, volume 14,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram movimentadas 5,35 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a maio, a movimentação total alcançou 28,87 milhões de toneladas, resultado 2,4% maior que mesmo período do ano passado, que somou 28,19 milhões de toneladas. Nas exportações, a Portos do Paraná alcançou 4,04 milhões de toneladas em maio, cerca de 900 mil toneladas a mais do que no mesmo período de 2025, crescimento de 28,8%. Já as importações somaram 2,07 milhões de toneladas, volume aproximadamente 140 mil toneladas inferior ao registrado no ano anterior. O principal produto impulsionador do comércio exterior foi a soja. As 831,8 mil toneladas exportadas em maio de 2025 saltaram para 1,58 milhão de toneladas em maio de 2026, um crescimento de 91%. No acumulado do ano, a commodity registra alta de 29%.

O Porto de Paranaguá é responsável pelo embarque de 14,2% de toda a soja exportada pelo Brasil, com destino principalmente aos mercados da Ásia e do Oriente Médio. O farelo de soja foi o segundo grande destaque do mês. O volume exportado passou de 628,3 mil toneladas em maio de 2025 para 796 mil toneladas em maio deste ano, aumento de 27%. O Porto de Paranaguá é o segundo maior exportador de farelo de soja do Brasil, com participação de 26,5% nas exportações nacionais registradas nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná. As cargas exportadas por contêineres registraram aumento de aproximadamente 30 mil toneladas, alcançando 824,3 mil toneladas em maio, crescimento de 4%. Grande parte desse volume é composto por proteínas animais congeladas. De janeiro até o fim de maio, cerca de 1,5 milhão de toneladas de carnes foram enviadas para mercados como China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão, entre outros países. Também houve crescimento nas exportações de óleos vegetais, com alta de 53% em maio e de 40% no acumulado do ano. Já a celulose registrou aumento de 5% no quinto mês de 2026. As importações por contêineres, segundo principal segmento movimentado nos portos paranaenses, cresceram de 582,1 mil toneladas para 651 mil toneladas em maio, avanço de 12%. Os fertilizantes, principal produto desembarcado pelos portos paranaenses, somaram 825 mil toneladas em maio. O volume representa uma redução de 14% em comparação ao mesmo mês de 2025.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Governador sanciona lei que reestrutura carreiras e fortalece atuação da Adapar

Nova legislação reorganiza as carreiras de fiscalização e assistência da defesa agropecuária, cria mecanismos de promoção profissional, atualiza a estrutura remuneratória e inclui zootecnistas entre os cargos de fiscalização da agência.

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quinta-feira (11) a Lei 23.257/2026, que reestrutura o Quadro Próprio das carreiras, cargos e subsídios dos servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A medida moderniza a estrutura funcional da autarquia, valoriza os servidores e fortalece a capacidade técnica responsável pela defesa sanitária animal e vegetal no Estado. A nova legislação reorganiza as carreiras ligadas à fiscalização e à assistência da defesa agropecuária, atualiza as regras de desenvolvimento profissional e estabelece uma estrutura remuneratória baseada em subsídios. A lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos funcionais e financeiros retroativos a 1º de junho de 2026. A legislação consolida duas carreiras dentro do Quadro Próprio da Adapar. A primeira é a Carreira de Fiscalização da Defesa Agropecuária, composta pelo cargo de Fiscal da Defesa Agropecuária, nas funções de engenheiro agrônomo, médico veterinário e zootecnista. A segunda é a Carreira de Assistência à Fiscalização da Defesa Agropecuária, formada pelo cargo de Assistente de Fiscalização da Defesa Agropecuária, nas funções de técnico agrícola ou agropecuário e técnico de laboratório. As duas carreiras passam a ser estruturadas em 17 classes de desenvolvimento profissional. O novo modelo prevê mecanismos de promoção vinculados à estabilidade, ao aperfeiçoamento profissional e à qualificação acadêmica, com critérios relacionados ao tempo de serviço, avaliações de desempenho e capacitação. Entre as mudanças está a possibilidade de promoção funcional por aperfeiçoamento contínuo ou por qualificação acadêmica, reconhecendo a formação dos servidores ao longo da carreira. Para os fiscais, por exemplo, a promoção poderá considerar cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. Já para os assistentes, serão considerados cursos de especialização profissional técnica, graduação e pós-graduação relacionados à área de atuação. A lei também institui uma nova estrutura remuneratória para os servidores da Adapar. Os subsídios da carreira de Assistente de Fiscalização da Defesa Agropecuária variam de R$ 5.800,00 a R$ 18.325,12 ao longo das 17 classes. Na carreira de Fiscal da Defesa Agropecuária, os valores vão de R$ 9.800,00 a R$ 30.541,86. A legislação cria ainda a Gratificação de Risco Ocupacional (GRO), destinada aos servidores que desempenham atividades consideradas insalubres ou perigosas. O benefício tem valor fixo de R$ 971,45 e será concedido mediante avaliação das condições de trabalho e emissão de laudo técnico.

A nova estrutura preserva integralmente os direitos adquiridos dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, sem redução de remuneração ou prejuízo ao tempo de serviço.

A Adapar é responsável pela execução das políticas de defesa agropecuária do Paraná, atuando na fiscalização da sanidade animal e vegetal, inspeção de produtos de origem agropecuária, certificações sanitárias, controle do trânsito de animais e vegetais, fiscalização de insumos agropecuários e rastreabilidade da produção. A lei reconhece os cargos de Fiscal da Defesa Agropecuária e de Assistente de Fiscalização da Defesa Agropecuária como atividades exclusivas de Estado, exercidas com poder de polícia administrativa. Entre as prerrogativas previstas estão o acesso a estabelecimentos e documentos relacionados à produção agropecuária, a realização de ações de fiscalização e a adoção de medidas necessárias à proteção da sanidade animal e vegetal.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Conab revisa para cima estimativa de safra, e Brasil deve confirmar recorde na produção de grãos

A projeção é de que sejam colhidas 358,6 milhões de toneladas, acréscimo de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção de soja está estimada em 180,3 milhões de toneladas

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a sua projeção para a safra de grãos 2025/26. Conforme levantamento divulgado na quinta-feira (11/6), a estimativa é de que sejam colhidas 358,6 milhões de toneladas - acréscimo de 600 mil toneladas em relação ao boletim anterior. Em relação à safra anterior, o incremento é de 1,8%. De acordo com a companhia, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional. "Nesse levantamento, a safra 2025/26 vem confirmando o bom desempenho apesar das reduções de produtividade no milho segunda safra nessa estimativa, mas ainda assim se mantém a perspectiva da maior safra de safra de grãos já registrada na série histórica da Conab", afirmou o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. Principal cultura agrícola do país, a soja também registrou um desempenho maior em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção está estimada em 180,3 milhões de toneladas - no boletim anterior, eram 180,1 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, o acréscimo é de 5,1%, o que também representa um recorde. O resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, segundo a Conab.

"Apesar do que aconteceu lá no início da implantação da lavoura, quando houve uma certa irregularidade nas precipitações, o desenvolvimento da cultura foi considerado satisfatório na maior parte dos Estados", explicou Vasconcellos. Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). O desempenho representa uma queda de 0,5% em relação ao ciclo passado. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita. No caso do algodão, a produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. O arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada - reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. A produtividade, no entanto, foi considerada satisfatória.

Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas - queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada.

De acordo com Vasconcellos, tanto no caso do arroz quando do feijão a produção será suficiente para abastecer o mercado interno e até possibilitar algum volume de exportação.

No caso do trigo, principal cultura semeada no inverno, há queda estimada de 20% na produção nacional, com volume previsto em 6,3 milhões de toneladas. A semeadura da safra 2026 já alcança 45,3% no país. Segundo Vasconcellos, o número reflete a menor área cultivada especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, os dois principais produtores do cereal no país. A queda na intenção de plantio é influenciada por questões de mercado e pela perspectiva de El Niño no segundo semestre.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar cai a R$5,10 após Trump cancelar ataques e falar em acordo com o Irã

O dólar fechou a quinta-feira com baixa firme ante o real, superior a 1%, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelar ataques contra o Irã programados para a noite e falar em acordo entre os países.

 

O enfraquecimento do dólar no Brasil esteve em sintonia com a queda da divisa norte-americana ante outras moedas de países emergentes no exterior, com o mercado de modo geral reagindo positivamente às falas de Trump. O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 1,40%, aos R$5,1000. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,09% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,62% na B3, aos R$5,1240. Na noite de quarta-feira os EUA voltaram a atingir alguns alvos no Irã, mas ainda assim a moeda norte-americana recuava ante outras divisas de países emergentes durante a manhã da quinta, em meio à expectativa de que os países pudessem chegar a um acordo. "Algumas moedas ligadas a commodities estão ganhando do dólar, e aqui o câmbio segue o mesmo ritmo", comentou mais cedo o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, acrescentando que havia "certo cansaço" no mercado com as ameaças de Trump ao Irã. Depois de afirmar pela manhã que os EUA atacariam o Irã “com muita força esta noite”, à tarde Trump anunciou o cancelamento das ações, o que fez o dólar acelerar as perdas ante as demais divisas. O movimento se intensificou no fim da tarde, após Trump afirmar que os EUA fizeram “um ótimo acordo” com o Irã. Segundo ele, o vice-presidente JD Vance participará da assinatura, que deve ocorrer na Europa no fim de semana. No exterior, o anúncio também ampliou as perdas da moeda norte-americana. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,40%, a 99,654. No mesmo horário, o euro era negociado a US$1,15825, em alta de 0,41% no dia, após o Banco Central Europeu (BCE) ter elevado mais cedo suas taxas de juros pela primeira vez em quase três anos, buscando conter a inflação gerada pela guerra no Oriente Médio.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta com alívio no cenário geopolítico

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, orbitando os 172 mil pontos no melhor momento, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar cancelamento de ataques planejados contra o Irã e citar um acordo que deve ser finalizado nos próximos dias.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,71%, a 171.497,24 pontos, tendo alcançado 171.926,72 a máxima, após recuar. Na mínima do dia, chegou a recuar a 168.280,39 pontos. O volume financeiro somou R$30,88 bilhões. Trump ameaçou mais cedo atingir o Irã "com muita força" na quinta-feira, mas fontes iranianas e autoridades ocidentais afirmaram que as negociações indiretas para um acordo de paz preliminar entre os dois lados se intensificaram. À tarde, o presidente norte-americano disse que cancelou os ataques e afirmou que um "grande acordo" sobre a guerra no Irã deve ser assinado em poucos dias.

"Acabamos de chegar a um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã", disse Trump a jornalistas no Salão Oval. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,92%, a US$90,38. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,75%. Os preços mais elevados do petróleo desde o início do conflito dos EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro têm pressionado a inflação global e adicionado preocupações sobre o rumo das taxas de juros no mundo. O Banco Central Europeu elevou na quinta-feira a taxa de juros pela primeira vez em quase três anos, citando que a guerra está gerando pressões inflacionárias. A penúltima sessão da semana também foi marcada por expectativa para a precificação da oferta inicial de ações (IPO) da SpaceX com os números sendo conhecidos no final da tarde, antes do fechamento da B3. A fabricante de foguetes e espaçonaves de Elon Musk precificou o maior IPO já realizado nos EUA a US$135 por ação, movimentando US$75 bilhões com a venda de 555,56 milhões de ações. A operação avaliou a empresa em US$1,77 trilhão. "O fluxo estrangeiro (para a bolsa paulista) perdeu força nas últimas semanas e a grande oferta de ações da SpaceX tem contribuído para a realocação de capital em escala global", afirmou o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora.  A B3 irá disponibilizar na sexta-feira BDRs da SpaceX, com paridade de 1 para 15 - cada ação da companhia no exterior corresponderá a 15 BDRs negociados na B3.  

REUTERS

 

Banco Mundial reduz projeção para crescimento do PIB do Brasil a 1,9% em 2026 e 2% em 2027

Instituição diz que a economia deve desacelerar em 2026 com o menor avanço do consumo e aponta que o processo de desinflação perdeu força devido a novas pressões ao setor de energia em decorrência do Oriente Médio

 

O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 2% para 1,9%, em relação às estimativas de janeiro. Para 2027, a previsão também foi reduzida, de 2,3% para 2%. Já em 2028, projeta-se um PIB em 2,2%. Os novos dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) no relatório sobre as perspectivas econômicas globais. A instituição destacou que a economia brasileira deve desacelerar em 2026 em meio ao menor crescimento do consumo. O relatório também aponta que o processo de desinflação perdeu força no país devido a novas pressões relacionadas ao setor de energia em decorrência do conflito no Oriente Médio. O Banco Mundial destaca, porém, que o Brasil tem sido beneficiado pela resiliência das exportações observada entre os países exportadores de commodities e energia da região. Além disso, a redução de tarifas americanas melhorou as perspectivas de curto prazo para as exportações regionais, enquanto a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul fortaleceu o acesso a mercados e reduziu as incertezas para os exportadores. Apesar da revisão para baixo das projeções, a instituição prevê uma melhora gradual da atividade econômica nos anos seguintes. A expectativa é que o crescimento brasileiro se fortaleça e atinja uma média de 2,1% entre 2027 e 2028, à medida que a continuidade da desinflação permita o afrouxamento da política monetária. No relatório, o Banco Mundial projeta que o crescimento da América Latina e do Caribe desacelere para 2,2% em 2026, em meio à demanda interna ainda fraca e ao menor dinamismo da economia global. Segundo a instituição, a desaceleração da região reflete o avanço mais moderado do consumo privado e das exportações em relação a 2025, em um contexto de crescimento global mais fraco e condições monetárias mais restritivas. “Ao longo de 2027–2028, à medida que a política monetária se tornar mais flexível e as condições globais melhorarem, o crescimento deve se fortalecer gradualmente até atingir uma média de 2,5%”, cita o Banco Mundial.

VALOR ECONÔMICO

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (whatsapp)

 

 

 

 
 
 

Comentários


bottom of page