CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1085 DE 10 DE ABRIL DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1085 | 10 de abril de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preço do boi gordo segue estável em patamares elevados
Analistas da Scot Consultoria reforçam que a pouca oferta de boiadas gordas e o avanço da demanda têm sustentado a tendência de alta da arroba. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)
Na quinta-feira (9/4), o preço do boi gordo permaneceu em R$ 370/@, no prazo, em São Paulo, informou a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 praças pecuárias do País. Nas 16 outras regiões monitoradas, as cotações também ficaram estáveis, perfazendo uma média de R$ 343,90/@, acrescentou a Agrifatto. Pelos dados da Scot Consultoria, que métodos diferentes da Agrifatto de apuração dos preços do mercado pecuário, o boi gordo paulista sem padrão-exportação subiu R$ 3/@ nesta quinta-feira, agora negociado em R$ 365/@, enquanto o “boi-China” registrou valorização diária de R$ 2/@, apregoado em R$ 367/@ (valores brutos, no prazo). “Já há negócios pontuais a R$ 370/@, mas ainda não o suficiente para se tornar referência”, relata a Scot. Na avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, o atual movimento de alta os preços da arroba “é um dos mais consistentes dos últimos anos”, e segue sustentado “pela escassez de animais terminados, em desequilíbrio com a demanda aquecida nos mercados interno e externo”. Segundo a consultoria, o volume negociado tem sido insuficiente para alongar as escalas de abate das indústrias brasileiras, que seguem, na média nacional, em 5 dias. “Isso tem levado os frigoríficos a ajustarem suas operações, com redução no ritmo dos abates e, em alguns casos, adoção temporária de férias coletivas”, observou a Agrifatto. Analistas da Scot reforçam que a pouca oferta de boiadas gordas e o avanço da demanda têm sustentado a tendência de alta da arroba. “Os frigoríficos, sobretudo os menores, não conseguem preencher adequadamente as suas escalas e, por isso, oferecem mais pela arroba”, relatou a Scot. No mercado futuro, os contratos do boi gordo registraram forte queda na sessão de quarta-feira (9/4) da B3. O principal destaque ficou para o papel com vencimento em maio/26, que fechou o pregão cotado a R$ 357,10/@, o que representou um recuo diário de 2,04%. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China/Europa: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (8/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Exportações no 1º trimestre são recordes
O ritmo intenso das exportações de carne bovina in natura observado ao longo de 2025 permanece neste início de 2026.
Segundo a série histórica da Secex, o volume embarcado no primeiro trimestre deste ano é recorde para o período. De janeiro a março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 19,7% superior ao do mesmo período de 2025 e 36,6% acima do registrado em 2024, segundo dados da Secex. Além do aumento nos volumes, pesquisadores do Cepea chamam atenção para a valorização da carne brasileira no mercado internacional. Em março, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 5.814,80, alta de 3,1% em relação a fevereiro e de 18,7% frente a março de 2025. Esse cenário externo favorável contribuiu diretamente para a sustentação dos preços do boi gordo no mercado interno ao longo de março, aponta o Centro de Pesquisas. MERCADO INTERNO – Neste início de abril, os preços do boi gordo, do bezerro e da carne seguem em trajetória de alta, sustentados pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.
CEPEA
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Carne suína atinge maior vantagem sobre a de boi em quatro anos
Enquanto os preços da carne suína recuaram em março, os da bovina subiram. Esse movimento elevou a competitividade da carcaça suína perante o boi ao seu maior nível desde abril de 2022, em termos reais (IPCA – fev/26).
A cotação da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 10,06/kg em março, baixa de 2,8% frente à de fevereiro. Segundo o Cepea, a desvalorização esteve atrelada à baixa liquidez tanto no mercado do animal vivo quanto no da carne, devido ao período da Quaresma, encerrado no início de abril. Quanto à carne bovina, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, os preços avançaram em março devido à baixa oferta de animais prontos para abate e à forte demanda internacional pela carne brasileira. A carcaça casada bovina negociada na Grande São Paulo registrou valorização de 2,6% entre fevereiro e março, com média de R$ 24,32/kg no último mês. Nesse cenário, o diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína chegou a 14,26 Reais/kg em março, forte alta de 6,8% frente ao registrado em fevereiro. Essa é a relação mais elevada em quatro anos, visto que, em abril de 2022, havia sido de 14,66 Reais/kg.
CEPEA
EMPRESAS
JBS e MBRF darão férias coletivas em unidades de Mato Grosso
Segundo fontes do setor, no caso da JBS, a razão é a alta do boi gordo, que vem elevando os custos de produção; já a MBRF deve fazer manutenções na linha de produção. Preço do boi gordo atingiu recorde nominal histórico
A JBS dará férias coletivas de cerca de 20 dias a funcionários de duas unidades da empresa em Mato Grosso a partir da próxima segunda-feira (13/04), segundo fonte do setor. A razão, de acordo com a fonte, é a alta do boi gordo no Estado, que vem elevando os custos de produção.
A MBRF também dará férias coletivas a funcionários de uma de suas linhas de produção da unidade de Várzea Grande (MT), conforme uma segunda fonte. No caso da JBS, as férias coletivas entrarão em vigor nas unidades de Água Boa (MT) e Pedra Preta (MT), plantas que não são as maiores da companhia, mas precisarão passar por ajustes operacionais dada a alta dos custos. Já a MBRF deve conceder as férias coletivas para fazer manutenções da linha, segundo uma das fontes. Procuradas, JBS e MBRF não comentaram sobre as informações até a publicação da notícia. O ritmo acelerado do preenchimento da cota de exportação de carne bovina do Brasil para a China, num momento de oferta restrita de animais para abate, fez o preço do boi gordo atingir recorde nominal histórico. Nesta quarta-feira (8/4) o indicador do boi gordo Cepea/Esalq, uma referência para o mercado, alcançou R$ 365 por arroba, alta de 2,53% no mês. Em 12 meses, a valorização é de 12,5%. Em Mato Grosso, os preços do boi gordo também subiram de forma expressiva desde o início do ano. Segundo dados da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo no sudeste do Estado saiu de cerca de R$ 302 no início de janeiro para R$ 361 hoje. Em outras regiões do Estado, a alta foi semelhante, com um aumento da ordem de R$ 60 por arroba, para cerca de R$ 360.
VALOR ECONÔMICO
JBS levanta US$ 500 milhões com reabertura de bonds emitidos em março, dizem fontes
Títulos reabertos vencem em 2037 e 2057 e a captação envolveu US$ 250 milhões em cada tranche
A JBS conseguiu levantar US$ 500 milhões com a reabertura de bonds emitidos no fim de março. Os títulos reabertos vencem em 2037 e 2057 e a captação envolveu US$ 250 milhões em cada tranche, segundo fontes. A taxa do papel mais curto ficou em 1,28 ponto percentual acima do Tnote (título do Tesouro americano) de mesmo vencimento. No mais longo, de 1,53 ponto percentual. No fim de março, a empresa levantou R$ 1,25 bilhão com os papéis que vencem em 11 anos. O spread foi de 1,3 ponto percentual acima do T-note (título do Tesouro americano) de mesmo vencimento (cupom de 5,625%). Na segunda tranche, de 31 anos, foram captados US$ 750 milhões com taxa de 1,55 ponto acima do T-note (cupom de 6,400%). Na época, a companhia informou que usaria parte do dinheiro na recompra de outros bonds e o restante para fins corporativos gerais. Com a reabertura da JBS hoje, o volume captado por empresas brasileiras com bonds chega a US$ 11,87 bilhões. O Bradesco puxou a fila das emissões em janeiro, captando US$ 750 milhões. O mesmo volume foi emitido em seguida pelo BTG Pactual. No fim daquele mês, a FS Bio fez uma oferta de US$ 500 milhões, a Sabesp levantou US$ 1,5 bilhão e a Azul emitiu US$ 1,35 bilhão. Em fevereiro, foi registrada uma única operação, do Tesouro, de US$ 4,5 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
Minerva pretende emitir R$ 165 milhões em CRA lastreado em debêntures
Os recursos serão utilizados para investimentos junto a produtores rurais
A Minerva pretende emitir até R$ 165 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) lastreados em debêntures. O valor poderá ser maior se houver exercício de lote adicional ou pode ser reduzido em caso de distribuição parcial. A securitizadora Habitasec poderá aumentar a quantidade de CRA originalmente ofertados em até 25%, ou seja, em até R$ 41,25 milhões. O valor mínimo, por sua vez, deverá ser de R$ 100 milhões. Os recursos serão utilizados para investimentos junto a produtores rurais relacionados à criação de gado e produção de carnes.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná lidera fornecimento de carne suína para o mercado nacional pelo 8º ano seguido
Do total de 1,23 milhão de toneladas (t) produzidas no Estado, aproximadamente 990,48 mil t foram destinadas ao consumo interno. O desempenho do Paraná como principal fornecedor pode ser atribuído a um conjunto de fatores. Entre eles, destaca-se o fato de o Estado ser o segundo maior produtor de carne suína do País.
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (DERAL), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado na quinta-feira (9), destacou que em 2025 o Paraná destacou-se como principal fornecedor de carne suína para o mercado interno brasileiro pelo oitavo ano consecutivo, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate do IBGE e do Agrostat/Mapa. Do total de 1,23 milhão de toneladas (t) produzidas no Estado, aproximadamente 990,48 mil t foram destinadas ao consumo interno. Esse montante representa 23,7% do comércio interno de carne suína no Brasil, que alcançou 4,18 milhões de t. Santa Catarina manteve-se na segunda colocação, com 851,91 mil t comercializadas internamente, equivalentes a 20,4% do total. Na sequência vieram Rio Grande do Sul, com 676,96 mil t (16,2%), Minas Gerais, com 642,31 mil t (15,3%), e Mato Grosso do Sul, com 263,59 mil t (6,3%). O desempenho do Paraná como principal fornecedor pode ser atribuído a um conjunto de fatores. Entre eles, destaca-se o fato de o Estado ser o segundo maior produtor de carne suína do País e o terceiro maior exportador, tendo destinado apenas 19,2% de sua produção ao mercado externo no último ano. Em comparação, Santa Catarina, líder em produção e exportação, direcionou 46,8% de sua produção às exportações, enquanto o Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor e segundo maior exportador, destinou 33,5% ao mercado externo. Na pecuária de corte, o cenário para os bovinos é de cotações firmes no atacado, ao longo de março, impulsionadas pela oferta restrita de animais prontos e pela demanda externa aquecida. Dados do Deral apontam valorização de 4% e 4,3% no dianteiro e traseiro, respectivamente, no atacado. Vale ressaltar que, mesmo durante a Quaresma, quando o consumo tende a enfraquecer, não houve pressão relevante de queda nas cotações.
A resiliência do setor agropecuário paranaense diante dos desafios ocasionados pela falta de chuvas em algumas regiões do Estado também é destaque do boletim. No Paraná, as lavouras de milho e feijão da segunda safra enfrentam um período de atenção devido à irregularidade das chuvas e ondas de calor. Mas, segundo o Deral, o retorno recente das precipitações em algumas regiões trouxe um alívio momentâneo ao estresse hídrico, mantendo a perspectiva de recuperação produtiva caso o clima se estabilize. “No campo do feijão, por exemplo, os produtores viram uma valorização expressiva do tipo carioca, que acumulou alta de 48% em 12 meses, incentivando um aumento de 3% na área deste cultivar”, explica o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho.
SEAB-PR/DERAL
China vai rever cota à carne bovina brasileira, aposta pecuarista
Consumidor chinês vai pagar mais caro pelo produtor, explica especialista Umberto Paulinelli, gestor do Confinamento JP e diretor do frigorífico Rio Maria
A cota imposta pelos chineses à importação de carne bovina brasileira, que deverá reduzir neste ano em 35% os embarques do produto para o país asiático, deverá ser derrubada em 2027 e 2028. A aposta é de Umberto Paulinelli, gestor do Confinamento JP e diretor do frigorífico Rio Maria, no Pará. Anunciada em dezembro do ano passado pelo governo chinês, a medida tem duração prevista até 31 de dezembro de 2028. Segundo Paulinelli, desde a implantação da cota o preço da tonelada do dianteiro vendida pelo Brasil aos chineses subiu 21%. Com isso, o consumidor chinês vai pagar mais caro pela carne. Na opinião do pecuarista Roberto Paulinelli, sobrinho do ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, a cota brasileira deve ser preenchida até junho ou julho. “Depois disso, vai ter um aumento de preço da carne chinesa, porque a nossa carne, que é a mais barata do mundo, não vai chegar. Então, eles terão de reavaliar a salvaguarda imposta ao Brasil para conter a inflação.” Em entrevista à durante o Encontro de Confinamento e Recriadores realizado pela Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP), Umberto afirmou, no entanto, que a questão da cota chinesa será positiva para o Brasil. “Precisamos ser mais independentes da China, fortalecer nossa produção e abrir mercado em outros países para a nossa carne”, diz o pecuarista, que acompanha bem de perto a produção no frigorífico Rio Maria, única planta da família com certificação para exportar para a China. Nos últimos anos, os Paulinelli, que chegaram ao Pará em 2006, investiram R$ 60 milhões na compra e reforma de um frigorífico em Goiás, primeira expansão dos negócios para outro Estado fora do bioma amazônico, além de outros R$ 20 milhões na planta de Canaã dos Carajás, também no Pará, para conseguir algumas habilitações de exportação. “Neste ano e no próximo, a lógica é baixar os custos porque vai ter menos gado no mercado, menos boi disponível para abate. Se você abate menos dentro de uma planta, você tem um custo operacional maior. Então você já começa a reduzir investimentos, arruma a casa para passar esse ciclo para surfar a onda de novo no próximo ciclo.” Formado há 20 anos em medicina veterinária e focado na produção de carne premium com a grife Bella Black, Umberto disse que 2026 deve ser um bom ano para os negócios da família porque a tendência é o preço da arroba se manter sustentado ao longo do ano. Ele calcula uma rentabilidade de 3,5% neste ano ante a média de 20 anos de 2,5% e trabalha com travamento de custos. O que pode atrapalhar, segundo ele, é a exportação de gado vivo, já que houve uma explosão nos embarques de bezerros no Pará com a virada de ciclo pecuário. No confinamento, Umberto investe em tecnologia para ser cada vez mais eficiente, inspirado no modelo americano. Ele diz que todos os índices do JP estão no top 10% dos melhores confinadores do Brasil no ranking da Cargill. Uma das tecnologias adotadas no confinamento foi a adição de DDG na dieta dos animais no lugar do farelo de soja. Ele conheceu o produto em 2018, em uma visita aos Estados Unidos e, por estar próximo de indústrias de etanol de milho, consegue negociar bons preços.
Embora seja fã do sistema de produção americano, o pecuarista diz que não dá para copiar tudo no Brasil. “Lá eles desmamam o bezerro e já mandam para o confinamento. Cerca de 95% do abate vem de confinamento, que é um processo de alto custo. Aqui estamos intensificando e chegamos a 18% no ano passado, mas nunca iremos chegar ao patamar americano de boi confinado."
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar cai ao menor valor desde abril de 2024 com cessar-fogo entre EUA e Irã
O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, no menor valor desde abril de 2024, novamente impactado pelo acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, com a moeda norte-americana também registrando queda ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,80%, aos R$5,0626, o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$5,0067. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 7,77%. Às 17h05, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,71% na B3, aos R$5,0860. Na quarta-feira, o dólar já havia exibido quedas firmes ante o real, em meio à euforia dos investidores com o acordo entre EUA e Irã. Nesta quinta-feira, porém, as dúvidas sobre a aplicação do cessar-fogo e a normalização do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz contiveram o otimismo. O tráfego por Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume normal, enquanto Teerã reafirmou seu controle sobre a área, alertando os navios para que se mantivessem em suas águas territoriais. Já Israel lançou novos ataques contra alvos no Líbano, enquanto em outra frente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu instruções para que o país inicie negociações de paz que incluiriam o desarmamento do Hezbollah. Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que em tese sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo desmonte de posições defensivas”, comentou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “No Brasil, o movimento foi amplificado por fluxo estrangeiro consistente, direcionado à renda fixa e à bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros mesmo diante da possibilidade de corte (da Selic) pelo Copom”, acrescentou. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, houve uma "coerência interna" no movimento do câmbio na quinta-feira no Brasil, "com bolsa subindo e dólar caindo". No exterior, às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,24%, a 98,829.
REUTERS
Ibovespa fecha acima de 195 mil pontos pela 1ª vez com trégua em aversão a risco global
O Ibovespa avançou 1,5% na quinta-feira, fechando acima dos 195 mil pontos pela primeira vez na sua história, endossado pela relativa trégua na aversão a risco no cenário internacional, mesmo com a visão de um cessar-fogo ainda frágil entre Estados Unidos e Irã.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,52%, a 195.129,25 pontos, após marcar 195.513,91 na máxima e 192.206,22 na mínima. O volume financeiro no pregão somou R$37,2 bilhões. No mercado externo, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 1,23%, a US$95,92, arrefecendo ante as máximas do dia, após tombo de mais de 13% na véspera. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,62%. "Há ainda muita tensão envolvendo a situação no Oriente Médio, mas hoje o mundo está um pouco mais calmo", afirmou o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli Siqueira, acrescentando que o cenário mais negativo sinalizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, não se confirmou. Além disso, destacou, segue o fluxo estrangeiro para as ações brasileiras. A bolsa paulista tem apresentado uma certa resiliência desde o começo da guerra no final de fevereiro. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril, com saldo positivo de R$1,6 bilhão até o dia 6. De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, o anúncio sobre o cessar-fogo abriu espaço para uma recuperação nos mercados, bem como um alívio de volatilidade, mesmo que ainda existam alguns riscos, com recursos militares de prontidão no Oriente Médio. Mas, acrescentou, a perspectiva de um fim para a guerra "trouxe a calmaria que o Ibovespa precisava para continuar batendo máximas históricas".
REUTERS
Poupança registra saída de R$ 11,118 bilhões em março
No primeiro trimestre, houve saída líquida de R$ 41,246 bilhões
Os saques em caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 11,118 bilhões em março, como divulgado na quinta-feira pelo Banco Central (BC). Em fevereiro, a captação líquida - diferença entre entradas e saídas - foi negativa em R$ 6,616 bilhões. No terceiro mês de 2026, os brasileiros depositaram R$ 369,594 bilhões e sacaram R$ 380,712 bilhões da poupança. O rendimento no período foi de R$ 6,263 bilhões e o saldo da caderneta ficou em R$ 999,787 bilhões. Em março de 2025, a modalidade teve saída líquida de R$ 11,459 bilhões. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou saída líquida em março de R$ 9,089 bilhões enquanto a poupança rural teve saída de R$ 2,029 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, a poupança registrou saída líquida de R$ 41,246 bilhões. No mesmo período do ano anterior, a saída havia sido de R$ 45,692 bilhões. Em 2025 como um todo, a saída líquida foi de R$ 85,568 bilhões.
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