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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1083 DE 08 DE ABRIL DE 2026

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  • há 9 horas
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1083 | 08 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado físico do boi gordo num dos momentos mais firmes dos últimos anos

No mercado do boi gordo de São Paulo, segundo apuração da Agrifatto, há registros pontuais de negócios a R$ 370/@, mas ainda sem volume suficiente para consolidar esse patamar como referência. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)

 

Na terça-feira (7/4), a consultoria identificou valorizações nos preços da arroba em 9 das 17 praças monitoradas diariamente – AC, AL, ES, MA, MS, MT, PA, RO e TO. Nas demais regiões (SP, BA, GO, MG, PR, RJ, RS e SC), as cotações ficaram estáveis. Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 362/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada estão cotados em R$ 365/@, R$ 330/@ e R$ 342/@, respectivamente. Na avaliação dos analistas da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo atravessa um dos momentos mais firmes dos últimos anos, refletindo a escassez de animais terminados, o bom desempenho das exportações, o escoamento firme da carne bovina no mercado interno no início de abril e a tensão sanitária envolvendo focos de febre aftosa na China. “Os frigoríficos brasileiros seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, o que os leva a elevar as ofertas na tentativa de garantir a matéria-prima”, disse a Agrifatto. No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram o pregão de segunda-feira (6/4) em alta. Destaque para o papel com vencimento em junho/26, que fechou cotado a R$ 359,15/@, com valorização de 1,43% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo da terça-feira (7/4), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias.

MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (7/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Exportações brasileiras de carne bovina in natura em março registram novo recorde para o mês

Nos 22 dias úteis de março, os embarques de carne bovina in natura brasileira somaram 233,951 mil toneladas, segundo dados da Secex divulgados ontem à tarde, configurando um recorde de exportação para um mês de março. A média diária embarcada foi de 10,634 mil toneladas.

 

O desempenho das exportações supera em 8,6% os embarques de março de 2025 e em 40,7% os registrados no mesmo mês de 2024, mas apresentou queda de 0,8% em relação a fevereiro de 2026. O preço médio pago por tonelada segue em patamar elevado, em US$ 5.814,80. Em março do ano passado, o valor foi de US$ 4.898,60/t. Em termos financeiros, os embarques de março trouxeram ao Brasil US$ 1,36 bilhão. 

CEPEA 

 

FRANGOS

 

Exportações de carne de frango ao Oriente Médio caíram em março

Guerra na região afetou embarques de produtos brasileiros. Os embarques brasileiros de carnes de aves e miudezas em geral para o mundo cresceram 6,9% em março

 

O volume de carne de frango exportado para os países do Oriente Médio em março, quando estourou o conflito na região, sofreu uma queda na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas a quantidade de milho embarcado para a mesma região teve aumento. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou na terça-feira (7/4) dados da balança comercial de março. A reportagem compilou os dados de embarques para Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Catar, Omã, Bahrein, Israel, Iêmen, Síria, Líbano, Jordânia, Turquia e Egito. O volume de 40 tipos carnes de aves e miudezas exportado para esses países em março teve queda de 21% na comparação com o mesmo mês de 2025, caindo de 138 mil toneladas para 108 mil toneladas. Não houve embarques de nenhum desses cortes para o Irã nem em março de 2025, nem em março de 2026. Já a quantidade de milho exportada para os 15 países do Oriente Médio teve aumento de 24%, para 907 mil toneladas. Especificamente para o Irã, os embarques praticamente cessaram, caindo de 304 mil toneladas em março de 2025 para pouco mais de 1 mil toneladas em março deste ano. Em compensação, houve um forte incremento nos volumes embarcados para o Egito (alta de 1.171,5%), além de embarques de 26 mil toneladas para o Iraque, país para o qual o Brasil não havia exportado nenhuma carga de milho um ano atrás. Os embarques brasileiros de carnes de aves e miudezas em geral para o mundo cresceram 6,9%, para 468,7 mil toneladas, enquanto as exportações de milho em geral para o mundo avançaram 12,8%, para 983 mil toneladas.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Brasil abre mercado da Etiópia para 17 produtos agropecuários

Ministério deve anunciar o início dos embarques de DDG para as Filipinas e de sementes de pimenta para o Peru. A expectativa do secretário Luis Rua é seguir com a agenda de aberturas de mercado para o agronegócio

 

As autoridades da Etiópia oficializaram a abertura de seu mercado para a compra de 17 tipos de produtos agropecuários do Brasil, de origem animal, de acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. "Foram 17 novos mercados de uma única vez para um único país. Abriu carne bovina, carne suína, carne de aves, pescado de cultivo, pescado extrativo, sêmen caprino e outros de origem animal", afirmou Rua ao Valor, durante evento da Amcham Brasil realizado na terça-feira (07/04) em São Paulo. "A Etiópia é um mercado de 180 milhões de pessoas. Foi uma grande abertura", acrescentou.

Segundo ele, a pasta também deve anunciar o início das exportações de sementes de pimenta para o Peru e DDG para as Filipinas, marcando as 19 primeiras aberturas de mercado sob a gestão do novo ministro da Agricultura brasileiro, André de Paula. Vindo do Ministério da Pesca, André de Paula assumiu na semana passada o cargo até então ocupado por Carlos Fávaro, que deixou a Agricultura para concorrer às eleições deste ano. Rua conta que atendeu ao pedido de Fávaro e seguirá no Ministério da Agricultura durante a gestão de André de Paula.

"Com muito prazer, já tenho trabalhado com o ministro André de Paula. É uma pessoa muito serena, com muita capacidade, uma interlocução muito grande com o Congresso, que teve uma experiência no Ministério da Pesca e que chega para somar", comentou o secretário. A expectativa de Rua é seguir com a agenda de aberturas de mercado para o agronegócio e há algumas viagens já marcadas para novas negociações. O secretário não revelou os destinos.

Outra bandeira do Ministério da Agricultura é a atração de capital estrangeiro para investimento no Caminho Verde Brasil, projeto da pasta que visa a recuperação de 40 milhões de hectares em pastagens degradadas. "A gente está pensando em outras formas também de financiamento estrangeiro (para o projeto), como o caso da JICA do Japão, de outros fundos de investimento ou de agências de cooperação pelo mundo", disse Rua. De acordo com o secretário, o Caminho Verde Brasil é uma das iniciativas de sustentabilidade que o governo federal tem apresentado ao mundo e aos Estados Unidos, país onde o Brasil é alvo de investigações sobre questões ambientais. "A gente precisa mostrar o que são práticas sustentáveis de produção. Desde 2023 reduzimos 50% o desmatamento na Amazônia e o agronegócio progressista vinha sofrendo com essa imagem (negativa). São várias ações que a gente tem feito para mostrar para o mundo que somos cada vez mais sustentáveis", completou.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Com o Tecpar, Paraná será polo de produção de insumos para a saúde animal do Brasil

Previsão é que até o início de 2027 sejam disponibilizados os lotes-piloto fabricados no Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV) do Tecpar, que está em construção. A unidade produzirá insumos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina.

O Paraná caminha para se consolidar como um polo estratégico na produção de insumos para a saúde animal no Brasil. Isso porque avançam as obras do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV) do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A unidade, que está em construção em Curitiba, produzirá insumos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina – doenças infecciosas que afetam o gado e são um risco à saúde pública e ao agronegócio. A previsão é que os lotes-piloto sejam produzidos até o início de 2027. A entrega da obra atende a uma antiga solicitação do segmento. Atualmente, parte da demanda brasileira pelos insumos é atendida com importação.  Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, “a retomada da produção de insumos veterinários vai beneficiar toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira, contribuindo para o fim da dependência dos insumos importados, e promovendo a independência tecnológica do país. Além disso, os consumidores de produtos de origem animal também serão beneficiados, já que o custo da importação é repassado para o valor final do produto na prateleira”, ressalta Marafon. Referência em saúde animal desde a sua fundação, o Tecpar produziu testes sorológicos que abasteceram a demanda nacional por três décadas, porém, para atender a novos requisitos de biossegurança, a planta iniciou um projeto de atualização das práticas de fabricação. Segundo o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, os diagnósticos de brucelose e tuberculose serão o próximo desafio para a sanidade animal no Brasil, e isso exige a produção dos antígenos para o diagnóstico dos rebanhos. “Esse novo laboratório vai trazer para todos nós, que trabalhamos com sanidade animal, uma tranquilidade em relação à produção de antígenos, que estarão à disposição dos profissionais que fazem o diagnóstico em todo o Paraná". O médico veterinário e superintendente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Altair Valloto, confirma que existe uma grande expectativa do setor pecuário, principalmente da cadeia produtiva do leite, para a retomada da produção dos insumos para kit diagnóstico. O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, com uma produção anual de 4,5 bilhões de litros, além de possuir uma grande população de animais da pecuária leiteira e ser um grande exportador de genética para os outros estados. Para Valotto, os kits diagnósticos são a base para animais saudáveis, para que produzam alimentos seguros e de qualidade. “A retomada da produção pelo Tecpar é muito importante, porque temos uma necessidade muito grande, e precisamos exportar leite e animais para os outros países. E como vamos exportar se não tivermos como comprovar sanidade de nossos rebanhos? A associação tem trabalhado intensamente, monitorando a tuberculose e a brucelose, duas doenças que têm um impacto significativo na produção. Sem os kits, isso não é possível, por isso eles são o grande pilar da sanidade animal”, ressalta. Ao todo, sete insumos serão produzidos pelo Tecpar: tuberculina PPD bovina, tuberculina PPD aviária, antígeno acidificado tamponado (AAT), prova lenta (PL) em tubos, anel do leite Ring Test (RT), kit para diagnóstico da brucelose ovina e kit para diagnóstico da leucose bovina. Esses produtos integram o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além de abastecer o Paraná, o foco é a comercialização destes insumos junto aos demais estados que possuem maior rebanho leiteiro do País: Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A área total do CIV será de 3 mil metros quadrados e a capacidade produtiva prevista da planta é de 40 milhões de doses ao ano. O investimento do Governo do Estado na construção é de R$ 41,5 milhões, e mais R$ 30 milhões em equipamentos técnicos. Os recursos são do Fundo Paraná, dotação de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar tem alta, mas distante da máxima após Paquistão propor cessar-fogo 

Dólar à vista encerrou a sessão da terça-feira em leve alta frente ao real

 

O dólar à vista encerrou a sessão da terça-feira em leve alta frente ao real, distante da máxima observada no dia, por conta do alívio observado no fim das negociações. O movimento se deu após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, compartilhar nas redes sociais um apelo para um cessar-fogo de duas semanas. Apesar da melhora, o real terminou o dia entre as piores moedas, no ranking diário das 33 mais líquidas. A moeda brasileira esteve ao lado de outras divisas emergentes, como peso colombiano, peso chileno, rupia da Indonésia. Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar comercial registrou valorização de 0,17%, cotado a R$ 5,1549, depois de ter tocado a mínima de R$ 5,1370 e encostado na máxima de R$ 5,1730. Já o euro comercial avançou 0,62%, a R$ 5,9772. No exterior, perto das 17h15, o dólar avançava 0,19% ante o peso colombiano, 0,10% contra a rupia da Indonésia e 0,07% ante o peso chileno. Já o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis outras moedas fortes, exibia queda de 0,36%, aos 99,626 pontos. Desde o começo da sessão o dólar exibiu um viés de valorização frente ao real. Na primeira hora, a divisa americana rondava a estabilidade, testando pequena apreciação. No fim do pregão o dólar voltou a perder força diante da notícia sobre o Paquistão apelar para um cessar-fogo no Oriente Médio de duas semanas, com reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar de o real ter ficado entre as piores moedas do dia, a XP aponta, em relatório que, no ano, a moeda brasileira apresenta a melhor performance entre as emergentes. “O real também supera a média dos pares nas janelas de 30 e de 60 dias úteis indicada por esse monitor”, afirmam os estrategistas Victor Scalet e André Buzzini. “A correlação do real com as moedas emergentes também tem estado acima da correlação dos pares entre si.” Considerando janelas de 6 e de 12 meses, os estrategistas apontam que o real está 5,5% e 5,9% mais apreciado do que seria esperado de acordo com o modelo de médio prazo da casa, respectivamente. O banco ING, em análise diária sobre o mercado de câmbio, diz que o fracasso em um acordo de cessar-fogo poderia levar a intensos bombardeios dos EUA e de Israel contra a infraestrutura civil iraniana e a uma provável retaliação do Irã contra alvos equivalentes em seus vizinhos do Golfo, o que faria os preços da energia sofrerem uma nova alta. “Ninguém sabe se o prazo final representa mais uma demonstração de pressão máxima por parte da Casa Branca, mas até que haja notícias de um cessar-fogo, ou talvez um adiamento prolongado do prazo atual, é provável que o dólar continue valorizado”, diz em nota o chefe de mercados do banco, Chris Turner.

VALOR ECONÔMICO

 

Ibovespa fecha em queda com cautela antes de fim de ultimato dos EUA ao Irã

O Ibovespa fechou em queda, em meio ao sentimento de cautela que dominou os mercados globais ao longo da terça-feira antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,17%, a 187.838,13 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 188.170,92 na máxima e 185.885,25 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$23,7 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Brasil tem superávit comercial de US$6,4 bi em março e MDIC vê saldo de US$72,1 bi em 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit abaixo do esperado em março, segundo dados divulgados na terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que passou a prever um saldo positivo de US$72,1 bilhões em 2026, próximo ao piso da projeção feita em janeiro.

 

A nova estimativa do ministério aponta para exportações de US$364,2 bilhões neste ano, ante previsão feita em janeiro de uma banda entre US$340 bilhões e US$380 bilhões. Para as importações, o MDIC espera um valor de US$292,1 bilhões, contra intervalo de US$270 bilhões a US$290 bilhões antes. O aumento no patamar previsto para as importações levou a previsão de saldo no ano para US$72,1 bilhões, contra estimativa feita em janeiro de US$70 bilhões a US$90 bilhões. Em 2025, o país registrou um superávit comercial de US$68,1 bilhões. De acordo com o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, as projeções de importações são afetadas pelo nível da atividade econômica -- que tem apresentado resiliência -- e os preços internacionais. Segundo ele, eventual permanência de choques de preços de produtos por conta da guerra no Irã pode levar a novas revisões de projeções para a balança. "Sabemos que o cenário internacional tem desafios... mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado", disse. "E por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar (da projeção), observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises." O resultado do mês de março, um superávit de US$6,405 bilhões, ficou abaixo do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que apontava para um superávit de US$7,350 bilhões. O desempenho do mês foi fruto de US$31,603 bilhões em exportações, 10% acima de março de 2025, e US$25,199 bilhões em importações, alta de 20,1% na mesma comparação. Nas exportações, houve alta dos embarques de todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, com aumento de 36,4% puxado por alta expressiva na venda de petróleo. Os ganhos foram de 5,4% na indústria de transformação, com vendas maiores de carnes e combustíveis, e de 1,1% na agropecuária, com maiores vendas de soja. Do lado das importações, houve alta de 54,4% na chegada ao país de bens de consumo, 26,5% para bens de capital, 16,2% para combustíveis e 10,4% para bens intermediários. No primeiro trimestre, o país acumulou um superávit comercial de US$14,175 bilhões, acima do saldo positivo de US$9,606 bilhões dos três primeiros meses de 2025.

REUTERS

 

Exportações de alimentos para países islâmicos crescem mais de 60% e redesenham mapa do comércio exterior brasileiro

O avanço das exportações brasileiras de alimentos industrializados para países islâmicos vem promovendo uma mudança estrutural na geografia do comércio exterior do setor. Mercados como Liga Árabe e Sudeste Asiático registram crescimento acima da média global e já figuram entre os principais destinos da indústria nacional, superando, em dinamismo, mercados tradicionais como União Europeia e Estados Unidos.

 

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) mostram que, entre 2020 e 2025, as exportações de alimentos industrializados ampliaram sua participação no faturamento do setor de 19% para 27%. Esse avanço consolida o Brasil como um dos grandes fornecedores globais de alimentos, o chamado “supermercado do mundo”. Os mercados islâmicos estão entre os principais vetores desse avanço. As vendas para a Liga Árabe cresceram 68,6% nos últimos cinco anos, alcançando US$ 10,3 bilhões, enquanto Indonésia (+78,8%), Malásia (+64,9%) e Bangladesh (+64,8%) apresentaram altas expressivas. Em 2025, a Liga Árabe respondeu por 15,4% das exportações brasileiras de alimentos industrializados, consolidando-se como o segundo principal destino do setor, atrás apenas da China. O desempenho reflete a crescente internacionalização da indústria brasileira de alimentos, que passa a produzir desde a origem com foco em exigências, padrões técnicos e demandas do mercado global. Segundo Cleber Sabonaro, gerente de Economia e Inteligência Competitiva da ABIA, o mercado halal se insere nesse movimento como uma plataforma estratégica de acesso a economias em expansão. “Os países islâmicos combinam crescimento populacional, aumento de renda e forte dependência de importações. A indústria brasileira de alimentos reúne escala, eficiência e sistemas sanitários reconhecidos, o que fortalece sua competitividade e amplia oportunidades de longo prazo”, afirma. Sabonaro participa do 1º Fórum Halal Anuga Select Brazil, que acontece de 7 a 9 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne líderes e especialistas do mercado halal em painéis e minicursos gratuitos, com certificação e tradução simultânea em Libras, abordando temas como comércio exterior, inovação e tendências globais. A iniciativa se posiciona como uma plataforma estratégica para profissionais e empresas que buscam atualização e inserção em um dos setores que mais crescem no mundo.

ABIA

 

Brasil vendeu US$ 700 milhões à UE em produtos do agro com isenção imediata

Em 1º de maio, quando acordo provisório com Mercosul entrar em vigor, bloco europeu vai zerar as tarifas sobre itens como óleo de soja e derivados de couro. “Essa desoneração é um avanço significativo para o acesso do produto brasileiro à UE”, disse Daniel Amaral

 

O acordo comercial provisório entre o Mercosul e da União Europeia (UE), previsto para entrar em vigor em 1 de maio, representa uma oportunidade de expansão gradativa das exportações do agronegócio — e os primeiros itens a se beneficiar das novas regras serão os produtos de valor agregado da agroindústria, como o óleo de soja. Segundo cálculo do Insper Agro Global, o Brasil exportou ao bloco europeu o equivalente a cerca de US$ 700 milhões em produtos agropecuários que terão isenção imediata. Ao todo, o agronegócio brasileiro exportou US$ 170 bilhões em 2025, sendo cerca de US$ 25 bilhões para a União Europeia. Bruno Capuzzi, pesquisador do Insper Agro Global, estima que US$ 17 bilhões em produtos que o Brasil vendeu aos europeus já são isentos de tarifas, como é o caso da soja em grão e do café verde.

“Sobram US$ 8 bilhões em produtos do agronegócio que serão beneficiados pelo acordo entre União Europeia e Mercosul, a maioria com redução de taxas (no período) entre quatro e dez anos. Mas, desse total, cerca de US$ 700 milhões terão desgravação tarifária imediata, ou seja, ficarão isentos assim que o acordo começar”, diz o especialista. Além do óleo de soja, ficarão isentos produtos como derivados de couro, vinagres, proteínas de farelo de osso e vinhos, entre outros, afirma Capuzzi. Itens como café solúvel e carnes bovina e de frango, por exemplo, terão redução gradativa das tarifas. Todas as mudanças valerão para todos os país que integram o Mercosul, e não somente o Brasil. “Ainda não sabemos como vai se comportar a demanda, mas o potencial incremento de embarques pode representar uma margem melhor para o produtor rural, sim”, avalia o pesquisador. No segmento de carnes, assim que o acordo entrar em vigor, com licenças e certificados de uso da cota estabelecidos, o Mercosul terá uma cota de 15 mil toneladas de carne de frango com osso e 15 mil sem osso isentas de tarifas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume da cota com isenção vai aumentar gradativamente por seis anos, até chegar a 90 mil toneladas de frango com osso e 90 mil sem osso. “O quanto o Brasil vai ter da cota, estamos conversando entre os países. E o Brasil tem a tendência de ser quem vai ter o maior benefício (em volume)”, afirma Santin. “(A UE) é um mercado com boa precificação e isso ajuda as margens das empresas. O que não se sabe ainda é o tamanho do benefício”. No caso da carne bovina, a expectativa do segmento é que o acordo leve a um crescimento gradual e moderado, de cerca de 5% ao ano, das vendas brasileiras à Europa. Para o setor, o acordo Mercosul-União Europeia é positivo para a carne bovina brasileira, principalmente por melhorar as condições de acesso a um mercado que remunera melhor, com foco em cortes de maior valor agregado, como os do traseiro, já exportados para países como Itália, Espanha, Alemanha e Países Baixos. Na cota Hilton, a retirada da tarifa de 20% tende a aumentar a competitividade e facilitar o preenchimento integral desse volume. A nova cota de 99 mil toneladas será dividida entre os países do Mercosul, de forma escalonada ao longo de cinco anos, mas isso não representa um aumento automático nas exportações, porque parte desse volume já é comercializado hoje e passará apenas a ter uma condição tarifária mais favorável.

GLOBO RURAL

 

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