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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1082 DE 07 DE ABRIL DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1082 | 07 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo abrem a semana firmes

Em SP, a Scot Consultoria identificou alta de R$ 2/@ nas cotações do boi gordo e da vaca gorda, agora negociados a R$ 362/@ e R$ 330/@, respectivamente. . No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)

 

Na segunda-feira (6/4), em um mercado calmo, típico do retorno após o feriado prolongado do Domingo de Páscoa, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, relatou a Agrifatto, que acompanha diariamente os negócios em 17 regiões brasileiras. No mercado paulista, a arroba seguiu valendo R$ 365, enquanto, nas outras 16 regiões monitoradas, a média ficou em R$ 339,20, informou a consultoria. Escalas de abate curtas, em torno de cinco dias. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, na segunda-feira, o boi gordo sem padrão-exportação e a vaca gorda subiram R$ 2/@ em São Paulo, para R$ 362/@ e R$ 330/@, respectivamente, enquanto as cotações do “boi-China” e da novilha gorda andaram de lado, fechando o dia valendo R$ 365/@ e R$ 342/@, respectivamente. Na semana passada, o indicador Datagro continuou recuperando fôlego, fechando a sexta-feira a R$ 360,75/@, com valorização de 1,6% em relação ao preço da sexta-feira anterior. Segundo a Agrifatto, o mercado futuro do boi gordo passou a olhar para a inevitável transição do ciclo climático. Após o encerramento do contrato spot de março a R$ 355,50/@, o vencimento de abril/26 interrompeu sua trajetória de ganhos e passou por um pequeno ajuste técnico, com recuo diário de 0,04%, fechando a sessão da última sexta-feira da B3 a R$ 367/@, informa a consultoria. Por sua vez, o contrato com vencimento em julho/26 liderou as perdas da última semana, com uma queda diária de 1,11%, encerrando a sexta-feira a R$ 348,75/@. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum:  R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (2/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Missão técnica japonesa pode abrir mercado para carne bovina do Brasil

Técnicos japoneses vão avaliar o sistema sanitário dos três Estados do Sul do Brasil

Auditoria in loco é uma etapa decisiva no longo processo de validação sanitária para aval aos embarques de carne, aguardada há décadas pelo Brasil.

 

A missão técnica do Japão que avaliará o sistema sanitário brasileiro para uma possível abertura de mercado do país asiático à carne bovina nacional chegou ao Brasil no fim de semana e terá agendas até 13 de abril. Apesar dos pedidos do governo brasileiro para ampliar a área avaliada, a auditoria será focada nos três Estados do Sul, os primeiros a obter certificado de livres de febre aftosa sem vacinação. A auditoria in loco é uma etapa decisiva no longo processo de validação sanitária para aval aos embarques de carne, aguardada há décadas pelo Brasil. Depois da visita dos técnicos japoneses, o trâmite para autorização para o início das exportações é apenas documental. Ainda assim, há cautela no setor privado, e a demora na abertura não está descartada. O Japão importa cerca de 700 mil toneladas de carne bovina por ano, 60% do consumo local anual, sobretudo dos Estados Unidos e da Austrália, com negócios que rondam US$ 4 bilhões anuais. Canadá, México, Nova Zelândia e Uruguai também exportam ao país. O Brasil quer entrar nesse mercado, devido ao alto valor pago pelos japoneses pela carne — os preços médios variam entre US$ 4,5 mil e US$ 6,8 mil por tonelada — e para diversificar a pauta exportadora, ainda mais após a imposição de cotas pela China, principal cliente. A comitiva é formada por auditores do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca e da Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentos do Japão. Os resultados da auditoria serão analisados por um comitê de saúde animal japonês antes da tomada de

A reportagem apurou que o objetivo da inspeção será avaliar a consistência e confiabilidade do dossiê técnico — enviado pelo Brasil a partir do questionário feito pelos japoneses — e a aplicação efetiva da legislação e dos procedimentos sanitários pelos atores envolvidos. Os inspetores também vão analisar a efetividade das ações de vigilância e controle da febre aftosa em níveis nacional, regional e local. A intenção é comprovar a capacidade do país de prevenir, detectar e controlar a doença. A avaliação do sistema sanitário pelos japoneses valerá para uma eventual abertura de mercado para os três Estados do Sul, apesar de pedidos do Brasil para incluir ao menos Rondônia e Acre, que também já tinham o reconhecimento de zonas livres de aftosa sem vacinação. O itinerário inclui visitas a fazendas de gado bovino, frigoríficos, laboratório federal agropecuário, estruturas de vigilância em aeroportos e divisas estaduais e agências de defesa agropecuária. Uma vez vencida a barreira sanitária existente, apesar do status brasileiro e da presença da carne bovina nacional em mais de 160 países, o Brasil deverá tentar melhorar as condições comerciais de acesso ao Japão. Atualmente, exportadores enfrentam tarifas de até 38,5%, consideradas altas no mercado internacional. Os Estados Unidos, por exemplo, cobram 26,4% e a China, 12% dentro da cota definida no começo do ano.

Os técnicos que chegaram no último fim de semana vão visitar autoridades em saúde animal do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Como parte da avaliação de risco, eles vão analisar o arcabouço legal brasileiro e sua aplicação, as condições de produção e distribuição pecuária, dos estabelecimentos, a rastreabilidade e o controle da movimentação animal, a quarentena, o diagnóstico laboratorial, a vigilância e a resposta a uma eventual emergência em aftosa. Há um termo de confidencialidade firmado entre os governos brasileiro e japonês para não divulgar informações sobre os cronogramas, locais a serem visitados, os preparativos para a inspeção in loco e demais detalhes operacionais relacionados, sob pena de cancelamento da missão. Uma comitiva de especialistas sanitários japoneses já esteve no Brasil em 2025 para uma avaliação prévia, mas não oficial e definitiva, em itinerário semelhante ao de agora. As negociações para a abertura do mercado foram destravadas depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão, em março do ano passado, quando houve compromisso do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, de envio da missão. Logo depois, em junho de 2025, o Brasil recebeu o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de país livre da febre aftosa sem vacinação, uma das exigências feitas pelo Japão para adquirir carne de seus fornecedores. Na semana passada, Yasushi Noguchi, embaixador do Japão em Brasília, afirmou em entrevista a um veículo de imprensa brasileiro que o país vive uma fase de expansão econômica e busca de maior resiliência na sua cadeia de suprimentos. Ele disse que, nesse cenário, as parcerias com o Brasil se tornam estratégicas e citou o processo de abertura para a carne bovina. “Estamos dando passos para entrar na próxima etapa e esperamos que esse processo se acelere, e possamos decidir sobre a abertura do mercado de carne bovina”, disse em entrevista ao Poder360. Questionado sobre outros Estados que poderão ser avaliados, ele disse que a medida depende do resultado da inspeção no Sul e que, posteriormente, poderão conversar com as autoridades brasileiras para “ver qual será a próxima etapa”.

VALOR ECONÔMICO

 

FRANGOS

 

Primeiras cargas de DDGS chegam à China, e Brasil envia farinha de vísceras de aves ao país asiático

Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês

 

O Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático. O DDGS, coproduto do etanol de milho, teve sua exportação viabilizada a partir de demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para abertura do mercado chinês. Após a conclusão das tratativas sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi autorizado em maio de 2025. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país. Como resultado, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China. Já o envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, decorre da abertura do mercado, concretizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). A operação amplia as oportunidades para a indústria nacional nesse segmento. As iniciativas evidenciam como a atuação conjunta entre governo e setor produtivo pode se transformar em novas frentes de comércio e em ampliação da pauta exportadora brasileira. Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

MAPA

 

GOVERNO

 

Ministério e CVM vão desenvolver mercado de capitais para o agro

Objetivo é a ampliação das fontes de financiamento do setor agropecuário. Acordo visa a expandir o acesso do setor agropecuário ao mercado de capitais

 

O Ministério da Agricultura assinou um acordo de cooperação técnica com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para expandir o acesso do setor agropecuário ao mercado de capitais. Em nota, a Pasta disse que o convênio visa o compartilhamento de conhecimento técnico, o aperfeiçoamento de diagnósticos e análises, bem como a formulação e disseminação de ações de promoção do acesso ao financiamento de atividades agropecuárias por meio do mercado de capitais. A coordenação do convênio ficará a cargo da Secretaria de Política Agrícola, apoiada pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário e da Superintendência de Securitização e Agronegócio da CVM. "Atualmente, parte relevante dos recursos financeiros destinados ao agro já provém de operações realizadas no mercado de títulos e valores mobiliários, tornando a parceria estratégica para um setor agropecuário", escreveu o Ministério da Agricultura, na nota. O acordo de cooperação técnica tem duração de dois anos e pode ser prorrogado mediante celebração de aditivo. Em uma rede social, o diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Tiago Dahdah, escreveu que a ampliação das fontes de financiamento "é um passo importante para fortalecer a competitividade, a inovação e a sustentabilidade do setor". Para ele, o acordo representa um movimento estratégico para aproximar ainda mais o agronegócio do mercado de capitais, "aperfeiçoando capacidades de diagnóstico, análise, formulação e disseminação de ações voltadas ao financiamento privado das atividades agropecuárias". Ele ressaltou que a construção de instrumentos complementares de financiamento ganha ainda mais importância em um cenário "em que as restrições fiscais impõem limites ao crédito oficial". "A agenda de fortalecimento do financiamento privado não substitui a importância da política de crédito rural. Ao contrário, ela a complementa e contribui para um ecossistema mais moderno, diversificado e aderente à dimensão e ao dinamismo do agro brasileiro", completou.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Reforma Tributária: entenda o que muda no sistema de impostos e como isso afeta o produtor rural

A Reforma Tributária já entrou em vigor e marca a maior mudança no sistema de cobrança de impostos no Brasil em décadas. O novo modelo altera a forma como os tributos sobre o consumo são cobrados, com impactos diretos para a economia e, de maneira especial, para o agronegócio e os produtores rurais.

Na prática, a reforma tem como principal objetivo simplificar o sistema tributário, reduzir a complexidade das regras atuais e tornar a cobrança de impostos mais transparente ao longo das cadeias produtivas. Para isso, ela substitui diversos tributos hoje existentes por um modelo baseado no chamado Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O que muda no sistema de impostos. Cinco tributos atualmente cobrados sobre bens e serviços deixam de existir gradualmente: ICMS, ISS, PIS, Cofins, IPI. No lugar deles, passam a vigorar dois novos impostos:

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência dos estados e municípios, que substitui o ICMS e o ISS; CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, que substitui o PIS e a Cofins. Esses novos tributos incidem sobre praticamente todas as operações de venda de bens e prestação de serviços no país, inclusive no meio rural. A principal característica do novo modelo é a não cumulatividade plena, ou seja, o imposto pago na compra de insumos pode ser compensado na venda do produto, evitando a cobrança em cascata que hoje encarece a produção.  O que muda para o produtor rural. No agronegócio, a reforma cria regras específicas. Produtores rurais passam a ser enquadrados de acordo com sua receita bruta anual: Quem faturar até R$ 3,6 milhões no ano anterior não será contribuinte obrigatório do IBS e da CBS, podendo optar ou não pelo regime; Produtores acima desse limite passam a ser contribuintes regulares dos novos tributos. A legislação também prevê tratamento diferenciado para o agro, com redução de alíquotas para produtos agropecuários, insumos e alimentos. Itens da Cesta Básica Nacional terão alíquota zero, enquanto outros alimentos e insumos contarão com redução de 60% da alíquota padrão, preservando a competitividade do setor e o acesso da população aos alimentos.  Quando as mudanças entram em vigor. Embora a reforma já esteja em vigor, a implantação do novo sistema será gradual, permitindo adaptação de produtores, empresas e governos. O cronograma prevê:

2026: fase de transição, com testes; 2027: Fim do PIS/COFINS/IPI e início da cobrança da CBS;

2029 a 2032: redução progressiva dos tributos atuais ICMS e ISSQN; 2033: conclusão da transição e vigência plena do novo sistema tributário. Durante esse período, convivem regras antigas e novas, exigindo atenção redobrada na emissão de documentos fiscais e na organização contábil.  Informação e planejamento são essenciais. A Reforma Tributária representa desafios, mas também oportunidades. A simplificação do sistema, a recuperação de créditos tributários e a previsibilidade das regras tendem a beneficiar produtores bem-organizados e que se planejam com antecedência.

OCEPAR

 

ECONOMIA

 

Dólar atinge menor valor ante real desde o fim de fevereiro, antes da guerra

O dólar fechou a segunda-feira em leve baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com as movimentações dos EUA em busca de um desfecho para a guerra com o Irã novamente conduzindo as operações.

 

Após oscilar em margens bastante estreitas ao longo da sessão, o dólar à vista encerrou o dia com leve baixa de 0,26%, aos R$5,1467 -- menor cotação de fechamento desde os R$5,1344 de 27 de fevereiro, véspera do início da guerra. No ano, a divisa norte-americana passou a acumular recuo de 6,24%. Às 17h03, o dólar futuro para maio -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,33% na B3, aos R$5,1750. Assim como em sessões anteriores, as esperanças de um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra voltaram a influenciar as cotações, com o dólar sustentando baixas ante a maior parte das demais divisas desde cedo.

Ainda pela manhã o Irã transmitiu ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a necessidade de um fim permanente para o conflito, disse à agência de notícias oficial iraniana Irna. EUA e Irã avaliavam um plano intermediado pelo Paquistão para encerrar a guerra, que já dura cinco semanas, enquanto se aproxima o prazo final dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que Teerã feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, sob pena de ataques à sua infraestrutura.

Trump deu até as 20h de terça-feira (21h de Brasília) para que o Irã feche um acordo. Durante a tarde da segunda-feira, o presidente norte-americano reiterou suas ameaças e disse que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, sendo que “essa noite pode ser amanhã à noite".

No exterior, em um dia de liquidez reduzida em função de feriados em várias praças da Europa, o dólar se mantinha em queda no fim da tarde. Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,25%, a 100,010.

REUTERS

 

Ibovespa tem alta tímida apoiada em Petrobras com investidor atento a ultimato dos EUA ao Irã

O Ibovespa fechou com um acréscimo modesto na segunda-feira, sustentado principalmente pelo avanço da Petrobras, em mais um dia de alta dos preços do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros aguardam o desfecho do ultimato dado pelos Estados Unidos ao Irã envolvendo um acordo de cessar-fogo.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,12%, a 188.279,30 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.219,50 na máxima e 187.811,25 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$16,67 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Mercado eleva previsão do IPCA de 2026 pela 4ª semana, apura Focus 

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2026 subiu pela quarta semana seguida, de 4,31% para 4,36%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (6) com estimativas coletadas até a última sexta-feira.

 

Para 2027, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou de 3,84% para 3,85% e, para 2028, subiu de 3,57% para 3,60%. O IPCA 12 meses suavizado caiu de 4,10% para 4,09%. A mediana das previsões para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,85%. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas se manteve em 12,50% em 2026, seguiu em 10,50% em 2027 pela 60ª semana e, para 2028, se manteve em 10% pela 11ª semana seguida. Para 2027, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80% pela 14ª semana, e, para 2028, seguiu em 2% pela 108ª semana seguida. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,40.  Para 2027, a mediana das expectativas para a moeda americana seguiu em R$ 5,45, e, para 2028, permaneceu em R$ 5,50 pela oitava semana seguida.

VALOR ECONÔMICO


FAO: Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março

 

O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado. De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano. Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda. Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

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