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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1084 DE 09 DE ABRIL DE 2026

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  • há 2 dias
  • 17 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1084 | 09 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Lotes de boi gordo saem por R$ 370/@ na praça paulista

Na quarta-feira (8/4), além do mercado de SP, a Agrifatto identificou avanços nas cotações da arroba em 6 regiões brasileiras – BA, GO, MG, MS, MT e PR. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)

 

Pelos dados apurados na quarta-feira (8/4) pela Agrifatto, o mercado do boi gordo em São Paulo já consolidou o valor de R$ 370/@ como referência para os negócios. “Hoje, reforçando a tendência de alta no curtíssimo prazo, a arroba em SP avançou para R$ 370”, informa a consultoria em relatório diário enviado aos seus assinantes. Além do mercado paulista, a Agrifatto, que acompanha diariamente 17 praças brasileiras, identificou alta diária em mais 6 regiões: BA, GO, MG, MS, MT e PR. Nas demais, as cotações ficaram estáveis. Segundo avaliação dos analistas da Scot Consultoria, para os frigoríficos voltados à exportação, as negociações ocorrem com maior regularidade, visando assegurar o cumprimento dos compromissos. Pelos números da Scot, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 362/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada estão cotada em R$ 365/@, R$ 330/@ e R$ 342/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).

Os fatores de alta da arroba seguem sendo os mesmos das últimas semanas: oferta limitada de animais prontos para abate; demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo, e dificuldade dos frigoríficos em alongar as escalas de abate (em torno de 5 dias, na média nacional, de acordo com levantamento da Agrifatto). De acordo com apuração da Agrifatto, diante da atual conjuntura, alguns frigoríficos brasileiros estão ajustando as suas operações, com redução no ritmo de abates e, em alguns casos, adoção de férias coletivas temporárias. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam a sessão de terça-feira (8/4) em baixa. O papel com vencimento em junho/26, por exemplo, fechou o pregão cotado a R$ 355,55/@, com desvalorização de 1% sobre o dia anterior. Cotações do boi gordo da quarta-feira (8/4), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China/Europa: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00.Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00.Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias.

MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias.

Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (8/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo)

TOCANTINS: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Corrida para exportar carne à China faz preço do boi bater recorde

Frigoríficos ampliaram demanda por animais para abate para preencher cota para o país asiático em momento de oferta restrita

 

O ritmo acelerado do preenchimento da cota de exportação de carne bovina para a China, num momento de oferta restrita de animais para abate, fez o preço do boi gordo atingir recorde nominal histórico. Ontem, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq, uma referência para o mercado, alcançou R$ 365 por arroba, alta de 2,53% no mês. Em 12 meses, a valorização é de 12,5%. A demanda por bovinos está aquecida porque os frigoríficos estão correndo para ampliar as exportações para a China, principal cliente do Brasil, enquanto ainda há espaço na cota com tarifa reduzida. Como resultado, a expectativa da indústria é de que a cota estará toda preenchida já em maio. Desde o início do ano, a China impôs salvaguardas a importações de carne bovina de diferentes fornecedores e estabeleceu para o Brasil uma cota de 1,1 milhão de toneladas, com tarifa de 12%. Fora da cota, a taxa é de 55%. Especialistas ouvidos pelo Valor acreditam que as cotações tendem a se manter em níveis elevados até o preenchimento da cota chinesa. “Pode haver uma volatilidade de preços sim [com o fim da cota]”, disse Thiago Bernardino, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Ele observou, porém, que a oferta de carne está restrita em países importantes para o suprimento global, como os Estados Unidos, onde há o menor rebanho bovino em décadas. Isso limitaria o espaço para quedas na arroba do boi e dos preços da proteína no mundo. No Brasil, a disponibilidade de gado também continua ajustada por ora, forçando a formação de preços maiores, disse. Para Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, a cota chinesa foi o principal fator de mudança na dinâmica do mercado, pois acelerou as compras de gado para abate e posterior exportação da carne. Como resultado, os embarques totais atingiram a máxima histórica para o mês de março neste ano. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados na terça-feira (7) mostram que os embarques de carne bovina in natura brasileira somaram 233,95 mil toneladas em março, alta de 8,6% na comparação anual. O preço médio também subiu, 18,7%, para US$ 5.814,80 por tonelada. A cota chinesa, na prática, reduziu o mercado para a carne brasileira na China, uma vez que em 2025 o país asiático havia importado um total de 1,68 milhão de toneladas. Apesar das mudanças na dinâmica de vendas externas de carne bovina, não há sinais de alteração nas intenções de confinamento de gado bovino em 2026, de acordo com Alcides Torres, da Scot. “Segundo a nossa própria estimativa, este ano devemos ter entre nove e dez milhões de cabeças confinadas, mas não tem a ver com essa dinâmica provocada pela imposição do tarifaço chinês”, afirmou. Ele observou que eventos como a Copa do Mundo e as eleições tendem a dar suporte ao consumo interno, o que contribui para a continuidade dos planos do setor de investir em terminação intensiva de gado.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Exportações de carne suína registram recorde histórico em março

Embarques superam 150 mil toneladas, e crescem 32,2%

 

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram recorde histórico em março, com total de 153,8 mil toneladas embarcadas, número que supera em 32,2% o registrado no mesmo período do ano passado, com 116,3 mil toneladas. A receita dos embarques de março também é recorde, com US$ 361,6 milhões registrados no período, saldo 30,1% maior em relação aos US$ 278 milhões no terceiro mês de 2025. No ano (janeiro a março), o crescimento em volumes é de 16,5% em volumes, com 392,2 mil toneladas embarcadas no primeiro trimestre deste ano, contra 336,8 mil toneladas no mesmo período do ano passado. A receita registrada no período chegou a US$ 916 milhões, saldo 16,1% maior em relação ao ano anterior, com US$ 788,9 milhões.

Principal destino das exportações de carne suína, as Filipinas foram destino de 48,9 mil toneladas em março (volume 80,7% maior em relação ao mesmo período do ano anterior), seguido pelo Japão, com 18,2 mil toneladas (+85,8%), China, com 12,7 mil toneladas (-9,5%), Chile, com 10,6 mil toneladas (+26,1%) e Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-29,4%). Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína do Brasil, com 71 mil toneladas exportadas em março (+21,5% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 43,3 mil toneladas (+71,4%), Paraná, com 21,4 mil toneladas (+10,5%), Minas Gerais, com 4,8 mil toneladas (+69 %) e Mato Grosso, com 4,2 mil toneladas (+37,8%).

ABPA

 

FRANGOS

 

Mesmo com crise no Oriente Médio, exportações de carne de frango crescem 6% em março

Embarques para países impactados pelo Conflito do Oriente Médio seguem recebendo produtos, ainda que parcialmente, mesmo com fechamento do Estreito de Ormuz

 

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas. A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025. No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado. China retomou o ritmo das importações praticadas antes de maio de 2025 (quando ocorreu um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial do Brasil, situação que já foi superada), com total de 51,8 mil toneladas em março deste ano (+11,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior). No ranking dos principais destinos estão o Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), a Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), a África do Sul (+21,4%), com 33,1 mil toneladas e a União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%). Em uma análise dos efeitos da Guerra no Golfo Pérsico e o fechamento do estreito de Ormuz, as exportações para os países do Oriente Médio que são destinos da carne de frango do Brasil registraram queda de 18,5% nos volumes embarcados em março deste ano na comparação com o mês de fevereiro, anterior ao conflito. São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz. As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia. Principal estado exportador, o Paraná embarcou 202 mil toneladas, número 5,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%) e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).

ABPA

 

EMPRESAS

 

JBS vê queda do boi no 2º semestre com cota chinesa e confinamentos

Outros países aumentam sua demanda por carne, mas não o suficiente para preencher redução de compras da China, segundo executivos do setor. Gilberto Tomazoni: pode até ter uma acomodação do preço da arroba no segundo semestre

 

O esperado preenchimento da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China até meados do ano e a ampliação da oferta de bois para abate provenientes de confinamentos tendem a jogar para baixo as cotações da arroba do animal no segundo semestre, afirmou nesta terça-feira (7/4) o diretor executivo global da JBS, Gilberto Tomazoni. A possível redução da demanda pela carne bovina brasileira, após o preenchimento da cota anual de 1,1 milhão de toneladas sem tarifa extra de 55% estabelecida pelo governo chinês, deve gerar um excedente de volume que precisará ser direcionado aos mercados interno e externo, disse o executivo a jornalistas durante o 12 Annual Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI. Além da diferença de aproximadamente 600 mil toneladas entre a cota fixada pelos chineses e o volume exportado pelo Brasil no ano passado, o país também deixará de exportar, sem tarifação adicional, cerca de 350 mil toneladas que foram embarcadas no fim de 2025 e que serão contabilizadas pela China na cota de 2026, por terem chegado a portos chineses neste ano. Mesmo a demanda crescente por carne bovina de outros países do Sudeste Asiático e dos Estados Unidos, que passa por um longo período de oferta escassa de gado bovino para abate, não será suficiente para absorver as cerca de 950 mil toneladas que a China tende a deixar de importar do Brasil em 2026, disse Tomazoni. “É muita coisa. A China comprava perto de 50% da exportação brasileira [de carne bovina]. Os mercados estão crescendo, mas não na taxa [do que a China potencialmente deixará de comprar]”, afirmou Tomazoni. “O Brasil está buscando mercados, mas os Estados Unidos compram coisas diferentes [das compras de carne bovina da China]. O pessoal fala do ciclo [de baixa oferta de gado] mas achamos que pode até ter uma acomodação do preço da arroba no segundo semestre”, acrescentou. Demanda global Apesar das cotas chinesas e da guerra no Oriente Médio, Tomazoni e outros executivos do segmento presentes no fórum mostraram otimismo quanto à demanda global por carnes.

Se antes do conflito já se observava um aumento do consumo, sustentado por aumentos de renda e da ingestão de proteína nas dietas, a guerra reforça a preocupação com a segurança alimentar, disse o diretor presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, no evento. “Vemos no curto prazo países elevando seus estoques de segurança”, afirmou Galletti.

Assim como Minerva e JBS, a MBRF observou aumento dos custos logísticos no Oriente Médio, dada a utilização de rotas marítimas e terrestres alternativas, alta do petróleo e de taxas cobradas por seguradoras, disse o diretor presidente global da MBRF, Miguel Gularte, no fórum. Porém, com a maior demanda por diversas carnes após o início do conflito, o repasse tem sido feito com facilidade, acrescentou. Galletti, da Minerva, disse ver oportunidades de expandir vendas para mercados ainda fechados à carne brasileira, como Japão e Coreia do Sul, bem como a outras nações do Sudeste Asiático. Tomazoni mencionou potenciais incrementos em vendas à União Europeia bem como para a África. No Brasil, a Copa do Mundo e as eleições também devem estimular o consumo de carne, disse Gularte. Embora a perspectiva seja de menor oferta de gado bovino para abate no Brasil devido ao ciclo de baixa da pecuária, o país tem a seu favor um processo em curso de incremento de produtividade, com melhorias genéticas e de nutrição. “Há um espaço absurdo de crescimento. O país vai dar as cartas no mercado de carne bovina”, afirmou Gilberto Tomazoni.

VALOR ECONÔMICO 

 

INTERNACIONAL

 

Preços da carne sobem e puxam alta do índice global de alimentos da FAO

O Índice de Preços de Alimentos da FAO (FFPI) atingiu média de 128,5 pontos em março de 2026, alta de 3,0 pontos (2,4%) em relação ao nível revisado de fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de aumento.

 

Os índices de preços de todos os grupos de commodities — cereais, carne, lácteos, óleos vegetais e açúcar — subiram em diferentes intensidades, refletindo não apenas os fundamentos de mercado, mas também os impactos do aumento nos preços da energia, associados à escalada do conflito no Oriente Próximo. Na comparação anual, o FFPI ficou 1,2 ponto (1,0%) acima do registrado há um ano, mas ainda permanece 31,7 pontos (19,8%) abaixo do pico observado em março de 2022. Carne: alta puxada por suínos e bovinos. O Índice de Preços da Carne da FAO atingiu média de 127,7 pontos em março, alta de 1,2 ponto (1,0%) em relação a fevereiro e 9,4 pontos (8,0%) acima do nível de um ano atrás. O aumento foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da carne suína, acompanhada por uma elevação moderada nas cotações da carne bovina, enquanto os preços das carnes ovina e de frango recuaram. Os preços da carne suína dispararam, sustentados por aumentos nas cotações da União Europeia diante do fortalecimento da demanda sazonal. Os preços globais da carne bovina também subiram, com destaque para o Brasil, onde a menor oferta de gado reduziu a disponibilidade para exportação em um cenário de demanda internacional firme. Esse movimento foi parcialmente compensado pela estabilidade dos preços na Austrália, sustentada por uma oferta abundante. Por outro lado, os preços da carne ovina caíram devido ao aumento das exportações da Nova Zelândia. Ainda assim, preços mais firmes na Austrália — impulsionados pela demanda consistente em mercados-chave — ajudaram a limitar a queda, apesar das tarifas mais altas impostas pelos Estados Unidos e de restrições logísticas que afetaram o acesso aos mercados do Oriente Próximo. Já os preços globais da carne de frango apresentaram leve recuo, refletindo cotações mais fracas no Brasil, em meio a uma oferta abundante e demanda de importação estável. Os embarques para destinos importantes no Oriente Próximo foram redirecionados pela rota do Mar Vermelho.

FAO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%

 

No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju. Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita. Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral. No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15). Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

AGÊNCIA BRASIL

 

ECONOMIA

 

Dólar cai ao menor valor em quase dois anos após acordo entre EUA e Irã

O dólar fechou a quarta-feira em baixa ante o real, no menor patamar em quase dois anos, depois de os Estados Unidos acertarem na véspera um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que aceitou reabrir o Estreito de Ormuz.

 

Após oscilar abaixo dos R$5,10 durante boa parte da sessão, o dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,00%, aos R$5,1035, o menor valor de fechamento desde 17 de maio de 2024, quando atingiu R$5,1031. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 7,02%.  Às 17h17, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,98% na B3, aos R$5,1275. Na noite de terça-feira, menos de duas horas antes do fim do prazo final para um acordo, o presidente dos EUA, Donald Trump, aceitou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, sujeito à suspensão do bloqueio de transporte de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em um comunicado que Teerã vai interromper os contra-ataques e fornecer uma passagem segura por Ormuz. Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que a passagem pode ser aberta na quinta ou na sexta-feira, antes das negociações de paz, se os países concordarem com uma estrutura para o cessar-fogo. A expectativa de que o transporte de petróleo e gás possa ser normalizado fez o petróleo tipo Brent despencar, enquanto os ativos de maior risco dispararam ao redor do mundo. Em evento do Bradesco BBI pela manhã, em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, abordou o fato de o dólar ter avançado ante o real logo após o início da guerra que opõe EUA e Israel ao Irã. Em sua visão, o movimento de desvalorização do real "não foi tão diferente dos pares", sendo que o Brasil já enfrentou momentos de ruídos maiores no câmbio, como o visto na virada de 2024 para 2025. De acordo com David, o real tende a acompanhar os ciclos de altas e baixas das demais moedas no mundo, mas a divisa brasileira tem um "beta" elevado -- o que significa dizer que em muitos momentos sua variação é maior. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$6,335 bilhões em março, o primeiro mês da guerra no Oriente Médio.

REUTERS

 

Ibovespa renova máximas após anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã

O Ibovespa renovou recordes na quarta-feira, ultrapassando os 193 mil pontos pela primeira vez na história no melhor momento, beneficiado pela melhora do apetite a risco global após anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,09%, para 192.201,16 pontos, nova máxima de fechamento. No melhor momento, atingiu 193.759,01 pontos. Na mínima, 188.260,14 pontos. O volume financeiro no pregão somou quase R$42,5 bilhões, acima da média diária do ano, de R$35 bilhões. Os EUA e o Irã concordaram na terça-feira com um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, que, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, exige que Teerã reabra o Estreito de Ormuz. A notícia fez o preço do petróleo desabar no mercado internacional. O barril sob o contrato Brent fechou o dia em queda de 13,29%, para US$94,75. Uma autoridade iraniana envolvida nas negociações disse à Reuters que o Irã pode reabrir o estreito de forma limitada e controlada na quinta ou sexta-feira, antes de negociações previstas para começar no Paquistão no dia 10. O clima, porém, segue tenso na região. Israel atacou o Líbano e o Irã disse que estava considerando ataques contra Israel em resposta. Também foram relatados ataques de Teerã a instalações de petróleo nos países vizinhos do Golfo Pérsico. Os EUA afirmaram que interromperam seus ataques ao Irã, mas estão prontos para retomar os combates se os esforços para alcançar uma paz mais duradoura fracassarem. Ainda, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que três cláusulas-chave de uma proposta de 10 pontos foram violadas antes do início das negociações na sexta-feira, no Paquistão. Nesta sessão, porém, prevaleceu a percepção de menor risco geopolítico no curto prazo. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 2,51%. Na visão do estrategista de investimentos Nicolas Gass, sócio da GT Capital, o anúncio de Trump sobre o cessar-fogo acabou gerando uma euforia nos mercados, um clima de "risk on", principalmente após o tom "catastrófico" de Trump na véspera. Mas, ponderou Gass, o risco de fracasso nas negociações ainda existe.

REUTERS

 

IGP-DI tem alta de 1,14% em março sob efeitos de guerra no Oriente Médio, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 1,14% em março, abandonando a queda de 0,84% no mês anterior, uma vez que tanto os preços ao produtor quanto ao consumidor voltaram a subir em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira.

 

O resultado ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,12% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,30%. “O IGP-DI de março marca o primeiro mês em que os índices passam a incorporar, de forma mais clara, os efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio", destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo uma guerra de seis semanas que matou milhares de pessoas, se espalhou pelo Oriente Médio e causou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia. Em março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 1,38%, de queda de 1,21% no mês anterior. "No IPA, embora as maiores pressões ainda venham de produtos agropecuários — em geral não ligados diretamente aos choques da guerra —, itens sensíveis ao cenário geopolítico, como combustíveis e fertilizantes, já figuram entre as dez principais influências do índice, indicando a relevância crescente do conflito para os preços ao produtor", disse Dias. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao subir 0,67% em março, de queda de 0,14% em fevereiro. Segundo Dias, o principal impacto no IPC veio da gasolina, que registrou alta média de 3,85%, mas com comportamento heterogêneo entre as capitais e variações superiores a 10% em alguns locais. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,54% em março, de 0,28% antes, com itens intensivos em energia, como massa de concreto, blocos e cimento, mostrando pressão associada ao encarecimento dos insumos energéticos. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

 

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