CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1080 DE 02 DE ABRIL DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1080 | 02 de abril de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo sobem em 5 das 17 praças monitoradas pela Agrifatto
Na quarta-feira (1/4), arroba permaneceu em R$ 360/@ no mercado de SP, mas registrou valorização no AC, MA, PA, RJ e TO, segundo apuração da consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 353,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo).
Na quarta-feira (1/4), o preço do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 360/@, no prazo, mas subiu em 5 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto — Acre, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Tocantins. Nas demais regiões acompanhadas pela consultoria, as cotações da arroba ficam estáveis. Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 355/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 360/@ (valores brutos, no prazo). Na avaliação da Scot, a oferta enxuta de boiadas gordas e as escalas curtas dos frigoríficos brasileiros sustentam as cotações da arroba, apesar do escoamento mais lento da carne no mercado interno, movimento típico de fim/início de mês. “Com a semana mais curta e uma ponta vendedora firme no que pede, quem precisa formar escalas não tem alternativa senão pagar o que é pedido”, relatou a Scot. Segundo a Agrifatto, “esses avanços refletem a oferta limitada de animais terminados, o que evidencia a dificuldade dos frigoríficos em assegurar volume suficiente para alongar as escalas além de cinco dias de abate, na média nacional”, afirmou. “A combinação desse cenário com o ritmo forte das exportações brasileiras de carne bovina in natura sustenta o mercado físico e fortalece o poder de negociação do pecuarista”, acrescentou. Além disso, continua a consultoria, os produtores seguem favorecidos pelas boas condições das pastagens ao fim das chuvas de verão, o que garante a manutenção da boiada no campo e a venda gradual dos lotes. Na B3, o mercado futuro do boi gordo encerrou a sessão da terça-feira (31/3) em queda. O contrato com vencimento em abril/26, por exemplo, fechou o pregão cotado a R$ 364,95/@, com ligeiro recuo de 0,25% em relação ao fechamento anterior. No último dia útil de março (31/3), o contrato desse mês foi liquidado em R$ 355,01/@, valor em linha com o preço físico do boi no mercado paulista. Cotações do boi gordo da quarta-feira (1/4), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00.
Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00.Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00.Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00.
Vaca :R$ 305,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (1/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$351,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 348,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,50/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 320,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 317,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
SUÍNOS
Paraná registra recorde na produção de suínos
Produção de suínos avança 7,6% no Paraná
O Paraná registrou em 2025 o maior crescimento absoluto na produção de carne suína entre os estados brasileiros. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o levantamento, o estado produziu 1,226 milhão de toneladas de carne suína no ano passado, estabelecendo um novo recorde. O volume representa aumento de 86,71 mil toneladas, avanço de 7,6% em relação a 2024. Outros estados também apresentaram crescimento no período. Minas Gerais registrou o segundo maior aumento absoluto, com alta de 69,46 mil toneladas, equivalente a 11,3%. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com incremento de 67,46 mil toneladas, ou 7,1%, e Mato Grosso do Sul, que ampliou a produção em 36,97 mil toneladas, avanço de 14,4%. No país, o crescimento totalizou 297,14 mil toneladas, alta de 5,5%. Com esse resultado, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de carne suína, passando de 21,3% para 21,7%, mantendo-se como o segundo maior produtor do país. Santa Catarina segue na liderança, com 1,601 milhão de toneladas produzidas, equivalente a 28,3% do total nacional. O Rio Grande do Sul aparece na terceira posição, com 1,018 milhão de toneladas, ou 18% da produção brasileira. No número de animais abatidos, o Paraná apresentou o terceiro maior crescimento absoluto entre os estados. Em 2025, foram abatidos 12,877 milhões de suínos, também um recorde, com aumento de 457,3 mil animais, alta de 3,7% em comparação com o ano anterior. Minas Gerais liderou o crescimento nesse indicador, com acréscimo de 760,7 mil suínos, avanço de 11,3%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com aumento de 692,5 mil animais, alta de 6,8%. No Brasil, o crescimento totalizou 2,513 milhões de animais, aumento de 4,3%. De acordo com o boletim, o avanço da produção em ritmo superior ao crescimento do número de suínos abatidos indica ganhos de produtividade no estado. Esse resultado está associado ao abate de animais com maior peso médio. Em 2025, o peso médio no Paraná chegou a 95,2 quilos por cabeça, aumento de 3,8%, ou 3,5 quilos por animal, em relação ao ano anterior.
A expectativa apresentada no relatório é de continuidade desse movimento em 2026, impulsionado pela perspectiva de aumento da demanda nos mercados interno e externo, considerando o papel do Paraná no fornecimento de carne suína.
AGROLINK
CARNES
Boletim vinculado revela um cenário de ajustes no campo.
Boletim Conjuntural divulgado na quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo.
De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período. No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne "in natura", que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.
SEAB-PR/DERAL
CARNES
Exportação de carne será recorde em março, mesmo com guerra, diz ABPA
O cenário de guerra no Oriente Médio não deve atrapalhar o resultado numérico das exportações de carnes brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os volumes de março devem superar o recorde dos envios do ano passado, que foram de pouco mais de 215 mil toneladas.
Mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz e com os problemas logísticos impostos na região entre Irã e Omã, com a alta dos custos de guerra, com o frete mais caro, o Brasil deverá vender mais, mantendo o fluxo da cadeia, mantendo a “indústria saudável e continuando a produzir”. Segundo a ABPA em janeiro a exportação foi de 23 mil toneladas por dia e, nos primeiros 15 dias de março, chegaram a 24 mil toneladas diárias. Os resultados oficiais do mês serão divulgados na próxima semana. E se o Brasil tiver mantido o ritmo de 24 mil toneladas diárias, terá alcançado um total de 744 mil toneladas. O número se aproxima da marca de 1 milhão de toneladas, que seria inédito para um terceiro mês do ano. O enfrentamento do setor, porém, são os custos elevados das rotas alternativas, mas não impediram de o Brasil cumprir os contratos de exportação dos diferentes tipos de carne aos parceiros do Oriente Médio, em especial Catar, Kuwait, Bahrein que são compradores consolidados das proteínas animais brasileiras. Segundo a ABPA, a experiência do setor de carnes e a solidez dos mercados – clientes do Brasil há mais de quatro décadas – foram as variáveis essenciais para manter o patamar das exportações, além de ajudar a criar rotas alternativas e terrestres. O setor conseguiu manter a estabilidade, construir alternativas de redirecionamento ou reenvio por outros canais como levar de navio até Arábia Saudita e transportar de caminhão até o Kuwait, Catar e isso conseguiu fazer com que não se precisasse desacelerar a cadeia e nem o fornecimento de comida. No caso do frango, eram 60 mil toneladas que entravam pelo Estreito de Ormuz. Esse volume está sendo redirecionado via Arábia Saudita por terra e via Omã, o que permite entregar as mercadorias.
CNN BRASIL
GOVERNO
Novo ministro da Agricultura promete rigor técnico e visão estratégica para o setor
André de Paula substitui Carlos Fávaro, que saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições.
André de Paula, assumiu, na quarta-feira (1/4), o cargo de ministro da Agricultura, em cerimônia na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília. Ele substitui Carlos Fávaro, que retomou o mandato no Senado, e saiu do posto para cumprir o prazo que lhe permite concorrer nas próximas eleições. André de Paula elogiou o desempenho do antecessor e afirmou que dará continuidade às ações para a conclusão do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tenho a exata dimensão dessa função e do quão estratégica é para esse país”, afirmou em discurso na cerimônia de transmissão de cargo. “Estou reafirmando os compromissos que o ministro Carlos Fávaro assumiu. São compromissos que não têm CPF. Eles têm CNPJ. São do Ministério da Agricultura e do presidente Lula”, acrescentou. Ele disse que atuará com visão estratégica para garantir previsibilidade para o setor e convidou lideranças setoriais para parcerias de trabalho. O auditório estava lotado, com cerca de 350 pessoas, entre elas dirigentes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). André de Paula disse que o convite de Lula para assumir a Agricultura, há cerca de um mês, representa o maior desafio da sua vida pública de mais de 40 anos. “É o passo mais largo da minha trajetória profissional e pessoal.” No discurso, destacou a importância de políticas como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e o seguro rural. André de Paula defendeu ainda que a Embrapa precisa ser “ainda mais fortalecida”, assim como a defesa agropecuária. E indicou necessidade de o setor seguir atento às transformações tecnológicas.
O ministro ressaltou a importância do agronegócio para a economia brasileira e a pluralidade do setor. “É um setor essencial para a segurança alimentar, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável do país”, disse. “Atuaremos com rigor técnico e visão estratégica para qualidade, segurança e sustentabilidade. O espírito de diálogo vai conduzir minha atuação em plena sintonia com as diretrizes do governo Lula. O Brasil que produz com responsabilidade cresce com justiça”, acrescentou.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Governador assina decreto que regulamenta Fundo Estratégico do Paraná
Regulamentação oficializa o fundo para garantir autonomia e resiliência fiscal do Estado frente à Reforma Tributária, considerado uma peça importante para alavancar o desenvolvimento econômico paranaense para os próximos anos. O FEPR é baseado em três pilares: Desenvolvimento Socioeconômico, Sustentabilidade Fiscal e Enfrentamento de Desastres.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (1º) o Decreto 13.101/2026 que regulamenta o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR), um fundo especial de caráter soberano, estruturado e voltado à gestão fiscal, sustentabilidade, enfrentamento de desastres e investimentos a longo prazo. Com isso, o FEPR entra em execução, captando recursos e direcionando-os às reservas específicas. A regulamentação oficializa o fundo para garantir autonomia e resiliência fiscal do Estado frente à Reforma Tributária, considerado uma peça importante para alavancar o desenvolvimento econômico paranaense para os próximos anos. O objetivo é estabelecer um ambiente de negócios sólido, aliando a segurança fiscal, financeira, econômica e social com a atração e execução de investimentos. Conforme previsto na lei, o FEPR será vinculado à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e será baseado em três pilares: Desenvolvimento Socioeconômico, Sustentabilidade Fiscal e Enfrentamento de Desastres. E o decreto determina a destinação dos recursos para cada uma dessas frentes.
A Reserva de Investimento Estratégico (RIE), por exemplo, concentrará 50% das receitas do fundo. A proposta é que essa parcela seja focada no financiamento de projetos estruturantes que promovam o desenvolvimento do Estado, como investimentos de infraestrutura e logística, de inovação tecnológica, transição energética e o adensamento e diversificação da produção. Isso inclui tantas obras em estradas, por exemplo, como em iniciativas para atrair empresas para se estabelecerem no Paraná, como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “A partir de 2029, com a Reforma Tributária, os estados não poderão mais oferecer benefícios fiscais para atrair investimentos. Assim, essa reserva estratégica servirá para compensar essa perda, garantindo a continuidade de políticas de incentivo e a nossa competitividade”, diz o secretário. Já a Reserva para Sustentabilidade Fiscal (RSF) será responsável por 30% dos recursos do Fundo Estratégico do Paraná. Ela é, como o próprio nome diz, o “colchão financeiro” que o Estado terá à disposição para manter suas contas em dia, garantindo sua saúde fiscal a médio e longo prazo. Assim, um dos objetivos centrais do FEPR é garantir que o Paraná mantenha o seu Índice de Liquidez Relativa em, pelo menos, 5%. “O nosso principal objetivo com esse dispositivo é mantermos nossa nota Capag A+ junto ao Tesouro Nacional”, explica Ortigara. Por fim, a terceira “caixa” é a Reserva para Enfrentamento de Desastres (RED), que receberá os 20% restantes das receitas, até o teto de R$ 350 milhões. O objetivo é criar uma poupança para o enfrentamento de calamidades, garantindo recursos que poderão ser prontamente usados em episódios dessa natureza, especialmente nas etapas de respostas e reconstrução.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar cai ao nível pré-guerra com expectativa de acordo entre EUA e Irã
O dólar fechou a quarta-feira em baixa no Brasil, voltando a ser cotado em nível visto antes do início da guerra no Oriente Médio, em meio ao otimismo dos investidores de que Estados Unidos e Irã possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, aos R$5,1588, em patamar equivalente ao registrado na última semana de fevereiro, antes da guerra, quando variou entre R$5,1247 e R$5,1693. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,02%. Às 17h19, o dólar futuro para maio -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,47% na B3, aos R$5,1850. Na quarta-feira, Trump afirmou à Reuters que o país encerrará a guerra contra o Irã em breve e que poderá retornar para "ataques pontuais", se necessário. Em uma publicação na sua rede Truth Social, ele também afirmou que o novo líder do Irã pediu um cessar-fogo. Os comentários de Trump, que na noite desta quarta-feira fará um pronunciamento à nação sobre a guerra, animaram investidores ao redor do mundo, ainda que o Irã tenha voltado a rebater o norte-americano, afirmando que é falsa e sem fundamento a alegação de que Teerã solicitou um cessar-fogo. Ainda que o cenário siga nebuloso, investidores se apegaram à possibilidade de fim da guerra e, em especial, de reabertura do Estreito de Ormuz ao transporte, o que fez o barril do petróleo tipo Brent ceder para perto dos US$101. Nos mercados de moedas, o otimismo se traduziu na queda do dólar ante as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso chileno e o peso mexicano. “Dólar e juros futuros caem aqui muito por conta de fatores externos, principalmente, ligados à busca de Donald Trump por um acordo de que dê fim ao conflito com o Irã, aumentando o apetite ao risco e um movimento de saída de ativos de proteção”, resumiu à tarde o economista-chefe e sócio da Forum Investimentos, Bruno Perri, em comentário escrito. No exterior, o dólar seguia enfraquecido neste fim de tarde. Às 17h16, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,13%, a 99,598.
REUTERS
Ibovespa encerra com leve alta com guerra no Irã no radar
Índice chegou a superar os 189 mil pontos pela manhã, alcançando o patamar pré-conflito, mas perdeu força ao longo da sessão
Depois de tocar os 189 mil pontos pela manhã, na máxima do dia, se aproximando do patamar visto antes do período pré-guerra, o Ibovespa se afastou das máximas durante o pregão e encerrou em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos, em uma sessão em que a queda das ações da também ajudou a limitar os ganhos do índice. O dia começou com a bolsa local refletindo o forte alívio visto no exterior, em virtude da declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o conflito no Oriente Médio pode terminar em duas a três semanas, mesmo sem um acordo com Teerã. A fala ocorreu um dia antes do pronunciamento do republicano, que será feito hoje às 22h (de Brasília) com o objetivo de atualizar o cenário do embate. Durante a tarde, porém, os ativos de risco perderam fôlego em meio a relatos sobre o conteúdo do discurso de Trump e à carta apresentada pelo governo iraniano à população americana. No documento, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o povo iraniano não nutre inimizade com os Estados Unidos, Europa e os países vizinhos, e que o país “não é ameaça”. As notícias, no entanto, ajudaram a elevar a volatilidade de ações mais líquidas, que acabaram devolvendo parte dos ganhos perto do fim da sessão. Ainda que o Ibovespa tenha mostrado resiliência em março e se aproximado dos níveis pré-guerra na sessão de hoje, a visão de que o Brasil se provou um bom refúgio em um momento de maior aversão a risco precisa ser analisada com cautela, segundo o gestor de renda variável da AZ Quest, Welliam Wang. “Quando você olha para o Ibovespa, parece que o Brasil foi um refúgio, mas é perigoso dizer isso quando olhamos para empresas domésticas. O índice de small caps fechou bem negativo”, diz. “É uma história de duas partes: por um lado, empresas de petróleo se beneficiaram do aumento do preço da commodity; por outro, empresas domésticas tiveram desempenho bem negativo”, acrescenta. A título de comparação, no acumulado de março, o Ibovespa cedeu apenas 0,70%, enquanto o índice de small caps da B3 recuou 5,77%. Wang justifica que ações cíclicas domésticas tendem a sofrer mais com o aumento das pressões inflacionárias, o que leva a juros mais altos e a um menor crescimento. Nos cálculos da casa, o desempenho do Ibovespa em março foi beneficiado pelo setor de óleo e gás: segundo a gestora, as ações preferenciais e ordinárias da contribuíram com uma alta de 2,66% para o Ibovespa no mês passado. Ontem, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 26,9 bilhões e de R$ 37,4 bilhões na B3.
VALOR ECONÔMICO
Indústria do Brasil sente impacto da guerra com alta nos insumos, mostra PMI
A atividade da indústria do Brasil sentiu em março o impacto da guerra no Oriente Médio, com a inflação dos custos dos insumos atingindo o nível mais alto em 18 meses, embora a recuperação das exportações tenha ajudado a atenuar o ritmo de contração, de acordo com uma pesquisa do setor privado divulgada na quarta-feira (1°).
O PMI (índice de gerentes de compras) da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, subiu a 49 em março, contra 47,3 em fevereiro. Esse foi o 11º mês seguido em que o setor registrou contração, com o índice abaixo da marca de 50, mas o ritmo da queda foi o menor desde maio do ano passado. A intensificação das pressões sobre os custos no mês foi associada pelos participantes da pesquisa à guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro, e à alta dos preços internacionais do petróleo. "Justamente quando o Banco Central reduziu as taxas de juros pela primeira vez em quase dois anos, a alta nos preços internacionais do petróleo e a guerra em curso no Oriente Médio elevaram significativamente as pressões sobre os custos ao seu nível mais alto desde setembro de 2024", disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. A produção do setor industrial brasileiro diminuiu em março, mas foi a queda menos acentuada desde outubro passado. Alguns participantes da pesquisa indicaram que os esforços de reposição de estoques impulsionaram o crescimento em suas unidades. Os novos pedidos diminuíram no mês, enquanto os empregos em fábricas aumentaram pelo segundo mês consecutivo.
REUTERS
Preços terão alta de 6,2% em média com redução da jornada de trabalho para 40h, diz CNI
Entidade simulou impactos na economia em cenário em que redução das horas trabalhadas seria compensada pela contratação de novos empregados. Governo defende projeto de lei e redução da jornada para 40h, enquanto Câmara se debruça sobre PEC que acaba com 6x1 e reduz jornada para 36h semanais.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou na quarta-feira, 1º, que os preços aos consumidores podem ter alta de 6,2% em média caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. As compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras, segundo a CNI, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média. No caso de roupas e calçados, por exemplo, a alta de preços pode alcançar 6,6%. No setor de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%, afetando, por exemplo, preços de manicure, cabeleireiro e pintura residencial. A conta de internet poderia apresentar elevação ainda mais expressiva, de até 7,2%. A CNI fez uma simulação dos impactos na economia em um cenário em que a redução das horas trabalhadas com o limite semanal seria compensada pela contratação de novos empregados. “A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva”, explica a entidade. Para a indústria, é esse o setor que será o mais atingido com uma redução de jornada e trabalho para 40 horas, com uma possível queda de 4,34% das horas trabalhadas. Na sequência, aparecem o comércio, com redução de 4,03%; serviços (-2,44%). “A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban. A entidade defende que o debate no Legislativo precisa ser feito “de forma mais aprofundada”, só depois das eleições para evitar interferências eleitorais na análise. “A discussão da escala 6x1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala”, diz o presidente da CNI.
O ESTADO DE SÃO PAULO
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