CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1081 DE 06 DE ABRIL DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1081 | 06 de abril de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Arroba do “boi-China” sobe para R$ 365 em SP
Em meio a uma oferta de boiadas que continua enxuta e escalas de abate ainda bastante curtas, as indústrias de São Paulo elevaram em R$ 5/@ os preços do boi gordo sem padrão-exportação e do “boi-China”, para R$ 360/@ e R$ 365/@, respectivamente (valores brutos, no prazo), segundo apuração diária da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)
As fêmeas terminadas, por sua vez, registraram alta diária de R$ 2/@ na quinta-feira (2/4) no mercado paulista, e agora estão cotadas em R$ 327/@ (vaca) e R$ 342/@ (novilha), acrescentou a Scot. Pelos dados da Agrifatto na quinta-feira, o boi gordo subiu para R$ 365/@ em São Paulo, e registrou alta em outras 5 praças — em Alagoas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais e Rondônia. Nas demais regiões, os preços da arroba ficaram estáveis. “Com o baixo volume de negócios, as escalas de abate seguem apertadas, sem conseguir ultrapassar, em média, 5 dias no cenário nacional”, informou a Agrifatto, acrescentando que existem regiões em que o atendimento não passa de 2 dias úteis. No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram o pregão da quarta-feira (1/4) em alta. Destaque para o papel com vencimento em abril/26, que fechou a sessão cotado a R$ 367,20/@, com aumento de 0,62% em relação ao fechamento anterior. O mercado global da carne bovina entrou em estado de atenção após a confirmação de novos focos de febre aftosa (142 animais infectados) na China, principal parceiro comercial do Brasil, relata boletim enviado na quinta-feira pela Agrifatto aos seus assinantes. A produção bovina chinesa é majoritariamente voltada ao abastecimento do mercado interno, não se tratando de um país exportador líquido de carne bovina. “Assim, os impactos diretos concentram-se sobre a dinâmica interna de oferta e demanda”, observa a Agrifatto. Segundo informa a consultoria, antes do anúncio oficial sobre os focos de aftosa, circularam rumores no mercado indicando uma possível disposição da China em liberar volumes adicionais de importação do Brasil assim que o preenchimento das cotas atuais estivesse próximo do fim. Porém, acredita a consultoria, caso os novos focos sejam rapidamente contidos pelas autoridades chinesas, o efeito sobre os estoques internos tende a ser limitado, sem alterações relevantes no balanço de oferta do país. Cotações do boi gordo da quinta-feira (2/4), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 365,00. Boi China: R$ 365,00. Média: R$ 365,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00.Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00.
Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (2/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$355,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Mercado pecuário se manteve firme em março
Mesmo em meio às incertezas e aos impactos do atual conflito no Oriente Médio sobre o mercado brasileiro, o setor pecuário nacional se mostrou firme ao longo de março.
Segundo pesquisadores do Cepea, os preços da arroba do boi gordo iniciaram o mês bastante firmes, mantendo os patamares praticados em fevereiro, tendo como suporte a baixa oferta de animais prontos para abate e a demanda externa aquecida. Em março, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ teve média de R$ 350,18, contra R$ 342,25 em fevereiro, com a arroba negociada a R$ 356,00 no último dia do mês, o maior valor nominal da série histórica do Cepea. Em termos reais, a média mensal é a maior desde fevereiro de 2022 – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/26. Pesquisadores do Cepea apontam que as chuvas ainda favoreceram as pastagens ao longo do mês, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo. Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em março. Com as escalas curtas, compradores acabaram cedendo e, ao longo do mês, aplicaram alguns reajustes no valor pago pela arroba.
CEPEA
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Liquidez segue limitada por baixa demanda e incertezas sobre cenário externo
O período da Quaresma reduziu a demanda e manteve os preços do setor suinícola nacional enfraquecidos ao longo de março. Segundo o Cepea, o mercado nacional também foi impactado por especulações referentes ao atual cenário geopolítico.
As oscilações do dólar e a forte valorização do petróleo geraram incertezas e afastaram parte dos agentes da comercialização. Vale lembrar que o reduzido ritmo de negócios foi observado em todo o primeiro trimestre de 2026, mas acabou sendo reforçado em março. Para abril, as expectativas dos agentes consultados pelo Cepea seguem divididas. Parte deles mantém a cautela devido ao desempenho desfavorável do setor no primeiro trimestre, em termos de preços e de demanda interna. Já outros colaboradores estão com expectativa de uma possível reação, fundamentados no fim da Quaresma e no período de primeira quinzena do mês, quando geralmente parte da população tem maior poder de compra pelo recebimento de salários.
CEPEA
Quaresma manteve preços do suíno pressionados e mercado segue cauteloso em abril
Demanda enfraquecida, cenário geopolítico e incertezas econômicas impactam comercialização no primeiro trimestre de 2026
O mercado suinícola brasileiro atravessou um primeiro trimestre de 2026 marcado por baixa liquidez e pressão sobre os preços, cenário que se intensificou ao longo de março devido à menor demanda interna durante a Quaresma. De acordo com levantamento do Cepea, o consumo reduzido típico do período contribuiu para manter os valores do setor em patamares enfraquecidos. Além do fator sazonal, o desempenho do mercado também foi impactado por incertezas no cenário externo. Segundo o Cepea, especulações relacionadas ao contexto geopolítico global, aliadas às oscilações do dólar e à forte valorização do petróleo, geraram instabilidade e afastaram parte dos agentes das negociações. O enfraquecimento do mercado não se restringiu a março. Conforme o Cepea, o ritmo reduzido de negócios foi observado ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026, refletindo um ambiente de cautela tanto por parte de produtores quanto da indústria. Esse cenário contribuiu para a manutenção de preços mais baixos, mesmo diante de uma oferta relevante e de exportações ainda firmes. Para abril, o mercado apresenta perspectivas distintas entre os agentes consultados pelo Cepea. Uma parcela mantém postura cautelosa, ainda influenciada pelos resultados negativos do trimestre, especialmente no que diz respeito à demanda interna e aos preços. Por outro lado, há agentes mais otimistas que apostam em uma possível recuperação do mercado. Essa expectativa está fundamentada principalmente em dois fatores: Caso esses elementos se confirmem, o setor pode registrar uma reação gradual nos preços do suíno vivo e da carne ao longo de abril. Os dados recentes das bolsas de suínos mostram diferenças importantes entre regiões produtoras:
Em São Paulo, a Bolsa de Suínos da APCS definiu, em 25 de março, o preço do suíno vivo em R$ 7,20/kg, enquanto a carcaça variou entre R$ 10,00 e R$ 10,90/kg. Já em Mato Grosso, levantamento da Acrismat apontou cotação de aproximadamente R$ 6,30/kg para o suíno vivo no período entre 30 de março e 5 de abril. Em Minas Gerais, a referência recente indicou valores ao redor de R$ 6,80/kg, evidenciando a heterogeneidade do mercado nacional. O comportamento do mercado suinícola brasileiro nas próximas semanas deve continuar atrelado a fatores internos e externos.
SUINOCULTURA INDUSTRIAL
Peste Suína Africana leva Filipinas a suspender importações de carne suína de Taiwan
O governo das Filipinas anunciou a suspensão temporária das importações de carne suína, suínos vivos e produtos derivados provenientes de Taiwan após a confirmação de um foco de Peste Suína Africana (PSA) na cidade de Taichung. A decisão foi tomada pelo Departamento de Agricultura como medida preventiva para conter possíveis riscos à produção nacional.
A notificação do surto foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Veterinária de Taiwan à Organização Mundial de Saúde Animal, após a identificação de infecções em suínos criados em granjas. Diante da confirmação, as autoridades filipinas optaram por reforçar os protocolos sanitários e restringir a entrada de produtos potencialmente contaminados. A restrição abrange não apenas a carne suína in natura, tanto fresca quanto congelada, mas também produtos processados e insumos estratégicos, como sêmen suíno utilizado em programas de inseminação artificial. A medida amplia o controle sanitário e busca reduzir qualquer possibilidade de disseminação do vírus no território filipino. Além disso, todas as autorizações sanitárias e fitossanitárias de importação previamente concedidas para produtos de origem suína oriundos de Taiwan foram automaticamente canceladas. A decisão reforça o rigor das autoridades diante da gravidade da doença, que não possui vacina eficaz amplamente disponível e apresenta alta taxa de disseminação. Como parte das ações de contenção, agentes de quarentena veterinária foram orientados a intensificar a fiscalização nos principais portos do país. A diretriz inclui a interceptação e apreensão de cargas que não estejam em conformidade com a nova determinação, garantindo o cumprimento integral da proibição. O secretário da Agricultura, Francisco Tiu Laurel Jr., destacou que a medida é fundamental para preservar a cadeia produtiva da suinocultura filipina, considerada estratégica para a economia e para a segurança alimentar do país. O setor movimenta bilhões de pesos e emprega um contingente significativo de trabalhadores. A decisão evidencia a preocupação das autoridades com a biosseguridade e a necessidade de respostas rápidas diante de surtos internacionais de PSA.
DZRH / PHILIPPINE DEPARTMENT
FRANGOS
Frango/Cepea: Movimento de queda é interrompido no final de março
O movimento de queda nos preços da carne de frango, que vinha sendo observado desde o começo de 2026, foi interrompido nos últimos dias de março.
Segundo pesquisadores do Cepea, a reação nos valores da carne esteve atrelada sobretudo ao encarecimento dos fretes. O conflito no Oriente Médio vem resultando em forte valorização do petróleo, o que, consequentemente, tem elevado os valores do diesel no Brasil. Com os fretes mais caros, agentes da indústria de frango de corte vêm repassando esses custos. Levantamento do Cepea mostra que praticamente todos os produtos acompanhados pelo Centro de Pesquisas apresentaram forte alta de preços entre 24 e 31 de março. Assim, o frango congelado negociado no atacado de São Paulo, que chegou a registrar forte desvalorização de 6,2% até o dia 19 de março, encerrou o mês com pequena queda de 0,3%. Já o cenário baixista observado ao longo do primeiro trimestre deste ano se deve especialmente ao descompasso entre a oferta e a demanda interna. Em termos comparativos, o frango inteiro congelado negociado no atacado da Grande São Paulo acumulou expressiva desvalorização de 9,4% entre janeiro e março.
CEPEA
Chile registra caso de gripe aviária; Brasil investiga 4 suspeitas
No fim de março, governo brasileiro prorrogou o estado de emergência zoossanitária para a doença no país. Na América do Sul, Argentina e Uruguai também registraram focos. Foco de gripe aviária no Chile ocorreu em uma criação doméstica
A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) informou, na sexta-feira (3/4), a ocorrência de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade no Chile. Exames laboratoriais confirmaram a infecção pela variedade H5N1 do vírus Influenza em um plantel de aves de criação doméstica.
O relatório da Organização indica que, de 198 aves, 17 ficaram doentes e 15 morreram. As demais foram sacrificadas. O caso ocorreu na região de Magallanes. A confirmação veio no dia 22 de março e o comunicado para a entidade multilateral de saúda animal é do dia 27 do mês passado. A OMSA informou que as autoridades já estão adotando medidas de desinfecção e de vigilância na área de abrangência do foco da doença, como desinfecção do local, controle de movimentação de pessoas e animais, quarentena e zoneamento. O Chile não registrava casos da doença havia dois anos. O foco anterior foi de 3 de março de 2024. Não é o único caso recente de gripe aviária de alta patogenicidade na América do Sul. A Organização Mundial de Saúde Animal monitora também um foco identificado na Argentina no fim de março. O Uruguai também registrou um caso. No Brasil, o sistema de monitoramento do Ministério da Agricultura registrou 188 casos de gripe aviária desde a primeira detecção, em 15 de maio de 2023. Do total, 173 foram em aves silvestres, 14 em criações domésticas e um em um plantel comercial, o que motivou embargos ao país. O Ministério informa ainda que quatro investigações estão em andamento, ainda sem resultado conclusivo.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Exportações de carnes uruguaias registram crescimento duplo
As receitas em divisas para o Uruguai provenientes das exportações de todas as carnes mostraram um aumento significativo no acumulado de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, informou na semana o Instituto Nacional de Carnes (INAC).
No acumulado do ano até 21 de março, foram obtidos US$ 710,1 milhões, com alta de 7,1%.
Isso tem como base a exportação de 140.828 toneladas (peso embarque), com queda de 9,47%. O preço médio atingiu US$ 5.042 por tonelada, com crescimento de 18,24%. Com foco na carne bovina (que representa a grande maioria do exportado pela agroindústria da carne), ela continua sendo o produto mais relevante do setor de agronegócios entre os principais geradores de bens exportáveis. Com dados da Uruguay XXI fechados até o final de fevereiro, as exportações de carne bovina cresceram 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Principais mercados (todas as carnes): Estados Unidos + Canadá + México: 35% (US$ 251,2 milhões), com alta de 1,9%. China: 28% (US$ 195,7 milhões), com crescimento de 10,9%
União Europeia: 18% (US$ 127,1 milhões), com aumento de 12,5%. Israel: 5% (US$ 37,1 milhões), com alta de 0,1%. Mercosul: 3% (US$ 23,4 milhões), com crescimento de 3,1%. Considerando exclusivamente as exportações de carne bovina (que representam 84% do total de divisas geradas por todas as carnes), as receitas aumentaram de 2025 para 2026 (sempre considerando até 21 de março) em 8,8%, totalizando US$ 593,2 milhões. Em volume (peso embarque), foram exportadas 79.029 toneladas, uma queda de 6,9%. Considerando a receita média das exportações, a carne bovina apresentou, entre janeiro e março de 2026, valor de US$ 7.506 por tonelada, com alta de 17% em relação ao mesmo período de 2025. Estados Unidos, Canadá e México respondem por 41% das receitas, com US$ 243,7 milhões (+7,6%) e demanda de 46.722 toneladas (peso carcaça) (+0,3%). China: 26%, com US$ 151,3 milhões (+18,1%) e 35.503 toneladas (-5,7%). União Europeia: 17%, com US$ 100,6 milhões (+1,7%) e 10.666 toneladas (-19,5%). Israel: 5%, com US$ 32,5 milhões (+7,6%) e 4.882 toneladas (-15,9%). Mercosul: 2%, com US$ 12,9 milhões (-15,7%) e 1.941 toneladas (-25,3%). O ano de 2025 terminou com receita recorde de US$ 3,25 bilhões em exportações de carnes (dos quais US$ 2,711 bilhões correspondem à carne bovina), com aumento de 26% em relação a 2024.
Foram embarcadas 693.528 toneladas (peso embarque), com queda anual de 0,6%, e o valor médio foi de US$ 4.686 por tonelada, com crescimento de 25,1% em comparação com 2024.
EL OBSERVADOR
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Governo anuncia entrega da Ponte de Guaratuba para 29 de abril
Paraná encerra a histórica dependência da travessia por ferryboat em Guaratuba, garantindo mais agilidade, segurança e previsibilidade para moradores e turistas.
Na reta final das obras, os trabalhos avançam em ritmo acelerado e já entram nas etapas decisivas para a conclusão do empreendimento. A aplicação da última camada de asfalto no tabuleiro da ponte teve início no dia 20 de março, marcando um dos passos mais importantes da fase final da obra. Nesta semana, também avançam os serviços de revestimento em concreto asfáltico nos acessos, tanto no lado de Guaratuba quanto no de Matinhos. Uma das frentes mais recentes é a implantação do sistema de iluminação da ponte, cujos primeiros testes começaram e devem se tornar um dos diferenciais da travessia. A ativação ocorre de forma gradual, conforme os circuitos elétricos são concluídos e as luminárias instaladas. A ponte conta com 211 postes ao longo de sua extensão, incluindo os acessos. Até o momento, cerca de metade já foi implantada. Nos próximos dias, os testes devem avançar para outras áreas, incluindo o acesso de Guaratuba, na região do Morro dos Bombeiros, assim como o lado que liga o município à cidade vizinha de Matinhos. A etapa final será a iluminação do trecho estaiado, considerada a mais emblemática do projeto e que deve ser concluída mais próxima da inauguração. Além da iluminação, outras frentes seguem em ritmo acelerado para assegurar a entrega dentro do cronograma. No tabuleiro, as equipes atuam ainda na instalação dos guarda-corpos ao longo das laterais da ponte. Na sequência, será iniciada a implantação das juntas de dilatação, dispositivos essenciais para absorver os movimentos naturais da estrutura e garantir sua durabilidade ao longo dos anos. Os trabalhos na construção da Ponte de Guaratuba seguem em 24 horas por dia, com foco nas etapas finais de acabamento e na implantação dos acessos. As frentes noturnas, que ao longo dos últimos meses foram essenciais para dar suporte ao avanço da obra durante o dia, agora se concentram em intervenções específicas que exigem maior controle operacional e visibilidade. Com a conclusão da instalação dos estais – que sustentam o trecho central – e o fechamento do vão principal, etapa conhecida como o “beijo da ponte”, a estrutura entra em uma fase mais voltada à finalização dos sistemas de segurança e circulação. Entre os serviços em andamento estão a instalação das barreiras de concreto do tipo New Jersey, que fazem a separação dos sentidos de tráfego, além dos guarda-corpos e da infraestrutura de iluminação pública. Nos acessos, os trabalhos também avançam de forma consistente. No lado da região central de Guaratuba, as contenções já foram concluídas, e as equipes atuam pavimentação do trecho. Já no trecho que conecta Guaratuba com Matinhos, além dessas etapas, seguem os serviços de drenagem, pavimentação e execução do muro de solo reforçado, solução de engenharia utilizada para vencer desníveis acentuados em espaços reduzidos. Com mais de 1.240 metros de extensão sobre a baía e mais de 3 quilômetros de extensão total considerando os acessos, a Ponte de Guaratuba contará com quatro faixas de tráfego, faixas de segurança em ambos os sentidos, além de calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Com investimento superior a R$ 400 milhões, a estrutura é considerada uma das obras mais emblemáticas do Paraná. Além de eliminar a necessidade de travessia por balsa, a ponte terá papel estratégico na integração logística dos municípios do Litoral paranaense, além de melhorar o acesso à Santa Catarina a partir da região.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha o dia estável com expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz
Após subir para perto dos R$5,20 na abertura da sessão, o dólar à vista fechou a quinta-feira estável, com as cotações reagindo à atuação de exportadores na ponta de venda de moeda e às movimentações para reabertura do Estreito de Ormuz.
O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,02%, aos R$5,1599. Na semana encurtada pelo feriado da Sexta-feira Santa, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,51% e, no ano, recuo de 6,00%. Às 17h04, o dólar futuro para maio -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,01% na B3, aos R$5,1885. No início da sessão os investidores reagiram ao discurso da noite de quarta-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu em rede nacional ataques agressivos ao Irã nas próximas duas ou três semanas, para colocar o país "de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem". O discurso de Trump, que contrastou com falas anteriores de que a guerra seria encerrada em breve, deu força ao petróleo em Londres e em Nova York, impulsionando os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante as demais divisas.
Mas ao longo da manhã a moeda norte-americana perdeu força ante o real, se reaproximando da estabilidade. O movimento se intensificou após algumas notícias renovarem as esperanças em uma reabertura do Estreito de Ormuz -- por onde circulam 20% do petróleo negociado entre os países. A agência de notícias oficial IRNA, do Irã, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito, enquanto o Reino Unido disse que cerca de 40 países estão discutindo uma ação conjunta para reabrir Ormuz. Durante a tarde, a moeda norte-americana se manteve próxima da estabilidade, com o mercado já mais vazio antes do feriado. No exterior, o dólar seguiu em alta ante boa parte das demais divisas, mas abaixo dos picos do dia.
REUTERS
Ibovespa fechou quase estável com suporte de petrolíferas
O Ibovespa fechou quase estável na quinta-feira, com o desempenho das ações de petrolíferas, notadamente Petrobras, amortecendo a pressão negativa desencadeada por preocupações com uma escalada no conflito no Oriente Médio.
Notícias sobre discussões envolvendo a abertura do Estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do consumo de petróleo do mundo, também ajudaram na melhora dos mercados, após o presidente dos Estados Unidos dizer que as operações militares contra o Irã serão intensificadas nas próximas semanas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,05%, 188.052,02 pontos, após ajustes, depois de marcar uma mínima de 185.213,54 pontos (-1,46%). No melhor momento da sessão, chegou a 189.250,57 pontos (+0,69%). Na semana, acumulou alta de 3,58%. O volume financeiro no pregão da quinta-feira somou R$24,64 bilhões, abaixo do volume médio diário do ano, de R$35,58 bilhões, com agentes financeiros também considerando o feriado na sexta-feira. A notícia de que o Irã está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito de Ormuz, no final da manhã da quinta-feira, trouxe algum alento, assim como a revelação pelo Reino Unido de que cerca de 40 países também estão discutindo uma ação conjunta para reabrir o Ormuz. O barril do petróleo Brent reduziu razoavelmente a alta, mas depois retomou o fôlego, fechando com avanço de 7,78%, a US$109,03. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, afastou-se das mínimas e fechou com acréscimo de 0,11%. Na visão do sócio fundador da Ciano Investimentos Lucas Sigu, a bolsa brasileira experimentou uma acomodação após desempenho mais forte nas últimas sessões, mas o fato de ter encerrado distante da mínima mostra que há uma "alta reprimida" no pregão brasileiro, que segue como destino de estrangeiros. Dados da B3 mostram que março fechou com um saldo positivo de capital externo de quase R$11,7 bilhões, ampliando a entrada líquida no ano para cerca de R$53,4 bilhões.
REUTERS
Produção industrial no Brasil sobe mais que o esperado em fevereiro
A indústria brasileira aumentou mais do que o esperado em fevereiro, no segundo mês seguido de alta, recuperando as perdas dos últimos meses de 2025 mesmo diante da política monetária ainda restritiva.
A produção industrial avançou 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, e teve queda de 0,7% contra o mesmo período do ano anterior, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de ganho de 0,7% na comparação mensal e de queda de 1,0% na anual. Em janeiro, a produção teve alta de 2,1% em dado revisado ante o 1,8% informado originalmente pelo IBGE, acumulando nos dois primeiros meses do ano expansão de 3,0%. Em novembro e dezembro a produção havia recuado 0,1% e 2,0%, respectivamente. Apesar da recuperação, a produção industrial ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, segundo o IBGE. “Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, disse André Macedo, gerente do IBGE. O setor vem enfrentando há tempos um cenário difícil, principalmente com o nível elevado da taxa básica de juros, que restringe o crédito, e analistas não preveem uma grande retomada. No mês passado, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas pregou cautela diante da guerra no Oriente Médio. Entre as atividades, as principais influências positivas em fevereiro vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%). Entre as grandes categorias econômicas, o destaque foi bens de capital, com alta de 2,3%. A produção de bens intermediários subiu 1,1%, enquanto a de bens de consumo duráveis avançou 0,9% e de bens de consumo semi e não duráveis teve alta de 0,7%.
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