CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1077 DE 30 DE MARÇO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1077 | 30 de março de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi-China” sobe R$ 7/@ em 7 dias corridos e fica perto dos R$ 360/@ em SP
Na sexta-feira (27/3), o “boi-China” subiu mais R$ 1/@ no mercado de São Paulo, alcançando R$ 357/@, no prazo, apurou a Scot Consultoria. Em relação aos preços de uma semana atrás (R$ 350/@), o animal com padrão-exportação acumula valorização de R$ 7/@, de acordo com os dados da Scot. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 351,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo)
Na região noroeste do Paraná, a combinação entre oferta reduzida e exportações firmes contribuiu para a valorização das cotações. De acordo com a Scot Consultoria, “a pouca oferta, aliada às exportações firmes, tem sustentado as cotações na região, mesmo com o mercado interno mais fraco no período”. Nesse cenário, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba e o “boi China” avançou R$ 5,00 por arroba, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis. Neste momento, há negócios acima da referência no mercado paulista – em R$ 360/@ –, porém com baixo volume para consolidar referência. Pelos números da Scot, o boi gordo sem perfil para o mercado externo está valendo R$ 352/@ (prazo) no mercado paulista.
“Quem tem, não vende. Quem vende, está duro na queda; ao comprador, resta ofertar mais”, relata o zootecnista Felipe Fabbri, da Scot, referindo-se à estratégia bem-sucedida de negociação adotada atualmente pelos pecuaristas brasileiros. Desde o início da segunda quinzena de março, informa Fabbri, o mercado do boi gordo segue firme, com valorização nos preços da arroba em 24 praças pecuárias, recuo em apenas 3 e estabilidade em 6 delas. “A oferta menor e a demanda aquecida sustentam o mercado até então”, observa o analista.
Dados dos abates no Sistema de Inspeção Federal (SIF) apontam que o primeiro trimestre de 2026 apresenta redução no abate de fêmeas na comparação anual, destaca ele. Para o curtíssimo prazo e para o mês de abril, prevê Fabbri, a expectativa de retração da oferta de boiadas gordas, além de uma demanda que dá sinais de, ao menos, manutenção, indica mercado firme, com tendência de alta nos preços da arroba. Porém, pondera o analista, o descarte de fêmeas que não emprenharam e o avanço do outono podem aumentar a oferta – movimento historicamente sazonal – e pressionar, pontualmente, o mercado. No entanto, reforça Fabbri, em 2026, o clima tem “sido amigo do pecuarista”. Na avaliação do analista da Scot, o cenário geopolítico global conturbado (conflito no Oriente Médio e salvaguarda chinesa) requer atenção. Mas, por ora, as turbulências externas seguem tendo impacto reduzido na demanda internacional por carne bovina. Na B3, o fechamento dos contratos futuros, por enquanto, está precificando este movimento, com a curva de preços no primeiro semestre acima das referências para o segundo semestre/26, destaca o analista. Cotações do boi gordo da sexta-feira (27/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (27/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 353,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 338,50/@ (à vista) R$ 342,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 317,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
CMN reduz juros para financiamentos de cooperativas voltados à bovinocultura
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26/3), a redução da taxa de juros de 8% para 3% ao ano para financiamentos feitos por cooperativas da agricultura familiar no âmbito do Pronaf Mais Alimentos em operações destinadas à aquisição de sêmen e óvulos para melhoramento genético da pecuária bovina e embriões para melhoramento genético da pecuária de leite.
A taxa de juros de 3% ao ano já é aplicada aos financiamentos desses itens quando contratados diretamente pelos pequenos pecuaristas. Agora, a medida foi estendida para suas cooperativas. O CMN aprovou ainda o financiamento para aquisição de sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético, bem como os respectivos serviços associados de inseminação artificial e transferência de embriões, de forma isolada, no âmbito do RenovAgro. Atualmente, o financiamento desses itens pelo programa está limitado a 30% do valor do crédito de investimento.
GLOBO RURAL
Arroba valorizada desacelera escalada de margem dos frigoríficos
Apesar da retração, as margens foram positivas. Exportações e vendas de coprodutos ajudaram no resultado das indústrias. Mesmo com a arroba sustentada acima de R$ 300/@, os frigoríficos brasileiros registraram margens positivas em 2025, graças a coprodutos como o sebo e o couro, além do próprio valor agregado embutido na venda de carne desossada.
Foi o segundo ano consecutivo de bons rendimentos, que ficaram acima dos ganhos obtidos pelos outros elos da cadeia de produção. Segundo o indicador Equivalente Scot Desossa (preços da carne sem osso no atacado + couro + sebo + miúdos + derivados + subprodutos), da Scot Consultoria, os frigoríficos tiveram margens positivas, mas menores do que as registradas em 2024. “O motivo dessa desaceleração anual foi o forte aumento no valor da arroba a partir do fim de 2024 e preço de carne sem osso no atacado praticamente estável ao longo de 2025”, explica o analista Felipe Fabbri, da Scot. Lygia Pimentel, da Agrifatto, diz que, em 2025, os frigoríficos operaram em um ambiente de forte oferta de animais e pelo bom desempenho das exportações, mas isso não se traduziu em margens amplas ao longo do ano. A diferença (spread) de carcaça casada x boi gordo ilustra bem esse cenário. “Enquanto em 2024 a margem média foi de 2,4%, no acumulado de 2025 recuou para 1,3%, evidenciando uma conjuntura mais apertada na relação entre matéria-prima e atacado”, destaca ela. Lygia observa que a recuperação do preço do boi gordo para acima dos R$ 300/@, somada a um mercado interno ainda fragilizado pelo endividamento da população, reduziu o espaço para repasse de preços aos consumidores em 2025, fazendo com que tanto o atacado quanto o varejo enfrentassem dificuldades para sustentar altas ao longo do ano. Apesar de a oferta abundante de bovinos favorecer as escalas de abate, a margem operacional não acompanhou. “A indústria administrou custo crescente da arroba ante um consumo interno lento”, diz. Nesse contexto, o desempenho das exportações sustentou o setor em 2025, garantindo maior uso das plantas habilitadas e melhor escoamento da produção. Dados coletados pela Agrifatto, com a divulgação dos balanços das empresas e de outros dados disponíveis nos sites das companhias, revelam o peso dos maiores frigoríficos do País.
Somente as unidades da líder JBS e da vice Minerva abatem, juntas, cerca de 58.000 bovinos por dia no País. Os dados são estimados, portanto, não refletem com exatidão os números da atualidade.
PORTAL DBO
SUÍNOS
Abate de suínos no Brasil bate recorde com 60,7 milhões de cabeças
Alta de 4,3% é impulsionada pelas exportações e pela redução nos custos de produção, com avanço em 15 estados.
O Brasil abateu 60,69 milhões de suínos em 2025, aumento de 4,3% frente a 2024 e novo recorde da série histórica iniciada em 1997, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi observado em 15 das unidades da federação. Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 28,2% do total abatido, seguida por Paraná e Rio Grande do Sul. O desempenho foi sustentado pelo avanço das exportações, com destaque para as Filipinas, principal destino da carne suína brasileira. No mercado interno, mesmo com a oferta elevada, os preços se mantiveram firmes. A redução nos custos de produção, especialmente com ração devido à supersafra de grãos, contribuiu para o equilíbrio das margens e estimulou o setor ao longo do ano. No quarto trimestre, foram abatidas 15,29 milhões de cabeças, alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas recuo de 3,5% frente ao trimestre anterior.
AGÊNCIA IBGE
FRANGOS
Frango/Cepea: Produção recorde ajuda a explicar queda recente nos preços
O setor avícola nacional registrou produção recorde de carne em 2025, mesmo com o ano marcado por um caso de gripe aviária. O volume atingiu 14,3 milhões de toneladas, conforme dados divulgados neste mês pelo IBGE.
O crescimento foi de 4,2% frente a 2024, representando o avanço anual mais intenso desde 2021. No quarto trimestre de 2025, a produção somou 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, o maior resultado trimestral de toda a série histórica do IBGE. Em relação ao período anterior, houve uma alta de 1,5%; e, em comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de expressivos 8%. Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo acelerado de produção ampliou a oferta interna, pressionando os valores. Projeções realizadas pelo Centro de Pesquisas apontam crescimento na disponibilidade interna de carne de dezembro para janeiro (quando foi recorde), caindo levemente em fevereiro, mas voltando a subir neste mês de março. Esse cenário é verificado mesmo diante do excelente desempenho das exportações brasileiras da proteína. Para o próximo trimestre do ano, o Cepea estima que o ritmo de abates da indústria deve diminuir, o que tende a limitar a oferta. Somado a isso, o fim da Quaresma tende a fortalecer a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos dos produtos avícolas.
CEPEA
EMPRESAS
Ações da JBS fecham em máxima histórica após anúncio de lucro e dividendos
Na sexta-feira, ações da companhia ficaram em US$ 17,03 na bolsa de Nova York
Empresa anunciou nesta semana lucro de US$ 2,02 bilhões em 2025
Depois de reportar, na semana, um lucro de US$ 2,02 bilhões referente ao ano de 2025 e pagamentos de dividendos, a JBS NV alcançou a máxima histórica no pregão da bolsa de Nova York (Nyse). Na sexta-feira, as ações da companhia fecharam em US$ 17,03, com alta de 2,37% na variação diária. Até o momento, o maior valor de fechamento havia ocorrido em fevereiro, quando os papéis da empresa alcançaram US$ 16,89 por ação na Nyse. A gigante de carnes enfrenta margens apertadas na operação de bovinos nos Estados Unidos e ainda assim, no acumulado do ano passado, viu o lucro líquido avançar 15% comparado a 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado alcançou US$ 6,831 bilhões em 2025, queda de 5% em relação a 2024. Já a receita aumentou 12%, para US$ 86,184 bilhões. Neste cenário, o Conselho de Administração da JBS aprovou, em reunião realizada na quarta-feira (25/03), o pagamento de dividendos no montante de US$ 1 por ação, previsto para 17 de junho de 2026. As notícias animaram os investidores, desencadeando um forte movimento positivo na bolsa. Renata Cabral, analista do Citi, destacou em relatório que a JBS apresenta resiliência nos lucros, "melhorando a comparabilidade em relação à Tyson", uma de suas maiores concorrentes no setor. O banco reiterou sua classificação de "compra" para as ações da JBS e, segundo Cabral, a empresa é a principal escolha do Citi no setor de proteínas.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Aberturas de mercado em El Salvador, nas Filipinas e em Trinidad e Tobago
Exportações de carne suína, derivados, feno seco e sementes de coco
O governo brasileiro concluiu negociações que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. Em El Salvador, as aberturas de mercado para carne suína e seus derivados permitirão maior aproveitamento econômico da cadeia produtiva, com agregação de valor. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários o país. Nas Filipinas, a autorização para exportar feno seco criará oportunidades em mercado de grande escala. Com cerca de 112 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Em Trinidad e Tobago, a aprovação para o ingresso de sementes de coco deverá contribuir para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local. O país importou, em 2025, mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 555 aberturas de mercado desde o início de 2023.
MAPA
Exportações de miúdos bovinos de MT disparam e atingem quase US$ 100 milhões
Entre as partes menos tradicionais do boi que ganham espaço no comércio internacional está a língua bovina
A exportação de miúdos bovinos de Mato Grosso alcançou 53 países em 2025 e reforçou o papel estratégico desse segmento dentro da cadeia da carne. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, rabo, pâncreas, fígado e tripas. Segundo dados do sistema Comex Stat, a comercialização desses itens gerou uma receita de US$ 99,6 milhões, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Parte importante da rentabilidade da pecuária, a venda de miúdos deixou de ser vista como um subproduto de baixo valor e se consolidou como um negócio lucrativo, especialmente no mercado internacional. Para se ter uma ideia, apenas o fígado bovino foi exportado para 29 países, totalizando 8,5 mil toneladas, com destinos como Angola, Cabo Verde, Egito, Reino Unido, Rússia, Maldivas e Turquia. Na comparação com 2024, houve avanço significativo nos embarques. O volume exportado saltou de 41,2 mil toneladas para 53,5 mil toneladas, o que representa crescimento de 29,6%. Já a receita teve alta ainda mais expressiva, de 102%, indicando valorização do produto no mercado externo e maior disposição de pagamento por parte dos importadores. Entre as partes menos tradicionais do boi que ganham espaço no comércio internacional está a língua bovina, que chegou a 27 países em 2025, com volume de 4,6 mil toneladas. O produto mato-grossense foi consumido em mercados como Argentina, Uruguai, Aruba, Ucrânia, Angola, Gana, Cazaquistão, Singapura, Israel e Palestina. O diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o desempenho reforça a eficiência da cadeia produtiva no estado. “A comercialização de miúdos mostra como Mato Grosso consegue aproveitar integralmente o animal e transformar isso em valor. São produtos que têm alta demanda em diversos mercados e ajudam a ampliar a rentabilidade da cadeia, além de diversificar os destinos das exportações”, afirmou, em nota.
IMAC
ECONOMIA
Dólar tem leve baixa em meio a fluxo para o Brasil e esperança de acordo entre EUA e Irã
O dólar fechou a sexta-feira com leve queda, abaixo da marca de R$5,25, em meio a relatos de fluxo de entrada de recursos no Brasil e à esperança de um acordo entre EUA e Irã sobre a guerra.
O dólar à vista fechou em queda de 0,35%, aos R$5,2392. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,38% e, no ano, recuo de 4,55%. Às 17h04, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,04% na B3, aos R$5,2420. A guerra que coloca EUA e Israel contra o Irã foi novamente o condutor dos negócios nos mercados globais. Pela manhã, os mercados reagiam à pausa de dez dias dos ataques dos Estados Unidos às usinas do Irã, anunciada na véspera pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O intervalo durará até 6 de abril.
Apesar da pausa, o dólar sustentava ganhos ante boa parte das demais moedas, incluindo o real. Às 9h08, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,2805 (+0,44%). Entre o fim da manhã e o início da tarde, no entanto, os ativos brasileiros demonstraram alguma reação, com o Ibovespa virando para o positivo e o dólar para o negativo ante o real. Fonte ouvida pela Reuters afirmou que a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA, destinada a pôr fim à guerra, era esperada ainda nesta sexta-feira, o que trouxe certo alívio para as moedas de países emergentes. No Brasil, conforme três profissionais ouvidos pela Reuters, a virada ocorreu em meio ao fluxo de entrada de recursos no país, inclusive para a bolsa de valores. “A combinação de petróleo elevado, juros globais em alta e incerteza em torno do conflito no Oriente Médio sustentou a demanda por proteção ao longo da manhã, mas o movimento perdeu força com a desaceleração do dólar no exterior e sem piora adicional no cenário”, avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No início do dia, o Banco Central informou que o país teve déficit em transações correntes de US$5,614 bilhões em fevereiro, acima do déficit de US$5,4 bilhões projetado por economistas consultados pela Reuters. Na outra ponta, o Brasil recebeu US$6,754 bilhões em investimentos diretos no país em fevereiro, abaixo dos US$7,6 bilhões projetados na pesquisa.
REUTERS
Ibovespa fecha em baixa, mas acumula ganho semanal
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, mas acumulou ganho na semana, enquanto o mercado monitora os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que segue sem perspectiva de desfecho.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,82%, a 181.227,86 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 180.976,16 na mínima e 183.350,70 na máxima do dia. O volume financeiro somava R$22,9 bilhões antes dos ajustes finais. Na semana, o índice acumulou ganho de 2,84%.
REUTERS
Desemprego sobe para 5,8%no trimestre até fevereiro, mostra IBGE
No período, o país tinha 6,2 milhões de desempregados. Em fevereiro de 2025 estava em 6,8%
A taxa de desemprego no país subiu para 5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O resultado ficou acima do verificado no trimestre anterior, encerrado em novembro (5,2%), e abaixo do resultado de igual período de 2025 (6,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 5,8%, contudo, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro de toda a série histórica. No trimestre até janeiro, a taxa foi de 5,4%. O menor nível de desemprego da série histórica da pesquisa foi registrado no quarto trimestre de 2025, de 5,1%. O resultado ficou acima da mediana das expectativas de 20 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 5,7% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. O intervalo das projeções ia de 5,5% a 5,8%. O início do ano é um período tradicionalmente mais difícil para o mercado de trabalho porque costuma ocorrer dispensa de trabalhadores contratados no fim do ano por causa das festas da época. No trimestre encerrado em fevereiro, o país tinha 6,2 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta aumento de 10,6% frente ao trimestre anterior, encerrado em novembro (mais 599 mil pessoas) e queda de 14,8% frente a igual período de 2025 (menos 1,085 milhão de pessoas). O resultado do trimestre encerrado em fevereiro engloba os meses de dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026. Nesse período, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 102,1 milhões de pessoas. Isso representa um recuo de 0,84% em relação ao trimestre anterior (menos 874 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 1,45% (1,5 milhão de pessoas). Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,4 milhões no trimestre móvel encerrado em fevereiro, 0,25% a menos do que no trimestre móvel anterior, encerrado em novembro (menos 280 mil pessoas), e 0,34% acima de igual período de 2025 (mais 370 mil pessoas).
VALOR ECONÔMICO
Confiança da indústria do Brasil tem leve alta em março, diz FGV
Setor está mais otimista e índice sobe, mas em menor proporção que nos três meses anteriores. Pesquisa da FGV mostrou subida de 96,7 pontos para 96,8 pontos
A confiança da indústria no Brasil apresentou ligeira alta em março diante da queda nas avaliações sobre o momento atual e perda de força nas expectativas para os próximos meses, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) na sexta-feira (27). O ICI (Índice de Confiança da Indústria) teve avanço de 0,1 ponto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da FGV, chegando a 96,8 pontos, depois de três meses de altas mais intensas. "A estabilidade da confiança acende um alerta para os próximos meses diante de um cenário macroeconômico internacional de alta no preço do petróleo e um possível desarranjo na cadeia produtiva. Adicionalmente, o aumento da incerteza e a política monetária restritiva corroboram para o sentimento de cautela dos empresários nos próximos meses", afirmou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre. A guerra de EUA e Israel contra o Irã, prestes a completar um mês, fechou o estreito de Hormuz e elevou os preços do petróleo, provocando preocupações com a inflação e com as taxas de juros globais. O ISA (Índice de Situação Atual) do ICI, que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, recuou 0,2 ponto, a 97,2 pontos, segundo a FGV. "Nas avaliações sobre o momento atual dos negócios, observa-se alguma melhora na demanda interna, apesar dos ajustes nos estoques", comentou Pacini. O IE (Índice de Expectativas), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve ganho de 0,4 ponto, a 96,4 pontos. "Desde outubro passado, as expectativas para os próximos meses vêm se recuperando, mas apesar da alta, nota-se perda de força na evolução do índice", completou Pacini.
FOLHA DE SP
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