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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1076 DE 27 DE MARÇO DE 2026

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  • há 7 horas
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1076 | 27 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preços do boi gordo seguem firmes, com alta em importantes praças brasileiras

Agrifatto apurou avanço nas cotações da arroba em 3 das 17 regiões monitoradas – em MT, MS e RS; nas demais, as cotações ficaram estáveis. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

Na quinta-feira (26/3), a consultoria apurou avanço nos preços da arroba em três regiões – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande Sul. Nas demais, as cotações ficaram estáveis.

Na quarta-feira (25/3), das 17 praças produtoras monitoradas pela Agrifatto, 7 registraram alta nos preços do boi gordo: SP, AL, MS, MT, PR, RO e SC. Pelos dados da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 352/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado em R$ 356/@ (valores brutos, no prazo). Por sua vez, o preço da novilha gorda abatida em São Paulo subiu R$ 2/@ nesta quinta-feira, para R$ 337/@, e a cotação da vaca gorda seguiu cotada em R$ 322/@, informa a Scot. Segundo os analistas, favorecidos pelas boas condições das pastagens, os pecuaristas brasileiros continuam segurando a boiada no campo, forçando reajustes de preços por parte dos compradores. Além disso, acrescentam os especialistas, o ritmo acelerado dos embarques de carne bovina in natura aumenta a necessidade de compra de boiadas para abastecimento doméstico, pressionando ainda mais os preços da arroba. Pelo segundo dia seguido, os preços futuros do boi gordo registraram alta no pregão de quarta-feira (25/3) da B3. Destaque para o contrato com vencimento em abril/26, que encerrou a sessão cotado a R$ 365,90/@, com valorização de 1,11% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (26/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 330,00.  Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.  Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 356,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 336,50/@ (à vista) R$ 340,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 314,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 313,00/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Produção de carne suína cresce 5,5% e mercado pode reagir após a Quaresma

Alta histórica em 2025 reforça força da suinocultura brasileira, enquanto aumento da oferta pressiona preços no início de 2026.

 

O setor suinícola brasileiro atingiu um marco histórico em 2025, consolidando sua expansão e resiliência mesmo diante de oscilações de mercado. De acordo com dados do Cepea, com base no IBGE, a produção nacional de carne suína alcançou 5,65 milhões de toneladas, representando um crescimento de 5,5% em relação a 2024 — o maior volume já registrado no país. Esse desempenho reflete investimentos contínuos em tecnologia, sanidade e produtividade ao longo dos últimos anos, posicionando o Brasil como um dos principais players globais da suinocultura. Oferta elevada e demanda interna enfraquecida pressionam preços

Apesar do avanço produtivo, o início de 2026 tem sido marcado por um cenário de pressão sobre os preços no mercado interno. Segundo o Cepea, a disponibilidade interna de carne suína vem crescendo desde janeiro, atingindo volumes significativos. O setor suinícola brasileiro atingiu um marco histórico em 2025, consolidando sua expansão e resiliência mesmo diante de oscilações de mercado. De acordo com dados do Cepea, com base no IBGE, a produção nacional de carne suína alcançou 5,65 milhões de toneladas, representando um crescimento de 5,5% em relação a 2024 — o maior volume já registrado no país. Esse desempenho reflete investimentos contínuos em tecnologia, sanidade e produtividade ao longo dos últimos anos, posicionando o Brasil como um dos principais players globais da suinocultura. Oferta elevada e demanda interna enfraquecida pressionam preços. Apesar do avanço produtivo, o início de 2026 tem sido marcado por um cenário de pressão sobre os preços no mercado interno. Segundo o Cepea, a disponibilidade interna de carne suína vem crescendo desde janeiro, atingindo volumes significativos.

CEPEA

 

Suínos/Cepea: Produção de carne suína atinge recorde

O setor suinícola nacional atingiu um marco importante em 2025, evidenciando resultados de investimentos e a sua resiliência.

 

Segundo o IBGE, a produção de carne suína alcançou 5,65 milhões de toneladas no ano passado, alta de 5,5% em relação a 2024 e um recorde. Para 2026, estimativas do Cepea indicam que a disponibilidade interna de carne suína vem aumentando desde janeiro e atingindo volumes significativos, mesmo diante de um cenário com demanda externa pela carne brasileira bastante aquecida. Esse fator, alavancado ainda por uma enfraquecida demanda interna, ajuda a entender os atuais baixos valores de comercialização dos produtos suinícolas. Para abril, o Cepea estima diminuição no ritmo de abates, o que pode limitar a disponibilidade interna, caso as exportações se mantenham firmes. Além disso, o fim da Quaresma, período que costuma reduzir o consumo, tende a elevar a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos do animal e dos cortes.

CEPEA

 

FRANGOS

 

Ministério prorroga estado de emergência para gripe aviária

Brasil mantém o status desde maio de 2023, quando os primeiros focos em aves silvestres foram registrados. Desde 2023, foram realizadas mais de 5,3 mil investigações de gripe aviária e coletadas quase 1,4 mil amostras para testes

 

O Ministério da Agricultura prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país em função do risco de detecção do vírus da influenza aviária. O Brasil mantém o status desde maio de 2023, quando os primeiros focos em aves silvestres foram registrados em território nacional. Com isso, o estado de emergência ficará vigente, ao menos, até outubro deste ano. Com a prorrogação, o ministério pode manter a adoção de medidas de erradicação do foco de forma rápida, a mobilização de verbas da União e a articulação com outras Pastas, organizações governamentais - nas três instâncias: federal, estadual e municipal - e não governamentais. Em fevereiro deste ano, o governo federal sancionou a lei que abre crédito de R$ 83,5 milhões para o Ministério da Agricultura aplicar em ações sanitárias. Parte do recurso é destinado ao enfrentamento da gripe aviária no país. Atualmente, cinco casos suspeitos de infecção pelo vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade estão em investigação, mas nenhum em ave de criação comercial, única modalidade que pode gerar embargos e restrições comerciais se for detectado. Os casos em investigação são em aves silvestres ou de criação doméstica em Mato Grosso, Minas Gerais e Ceará, de acordo com o painel de acompanhamento do Ministério da Agricultura. Desde 2023, foram realizadas mais de 5,3 mil investigações e coletadas quase 1,4 mil amostras para testes. Apenas um caso de gripe aviária foi identificado em granja comercial, em maio de 2025, em uma unidade de Montenegro (RS).

Também foram confirmados 14 casos de gripe aviária em aves de criação doméstica e 173 focos em animais silvestres.

GLOBO RURAL

 

EMPRESAS

 

Castrolanda aprova investimento de R$ 150 milhões em duas novas fábricas

Recursos serão aplicados na construção de uma planta de tortilhas e da Unidade de Dietas Bovinas. O investimento faz parte do pacote de R$ 500 milhões em 2026 anunciado pela Castrolanda em fevereiro

 

A cooperativa paranaense Castrolanda aprovou um investimento de R$ 150 milhões para a instalação de duas novas unidades industriais: a implantação de uma fábrica de tortilhas e a construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB). O aporte foi aprovado por unanimidade em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quinta-feira (26/3). Segundo a cooperativa, o investimento é mais um passo na estratégia de crescimento e diversificação dos negócios.

"As iniciativas reforçam o movimento da cooperativa em avançar na industrialização de forma a gerar valor para os seus cooperados e reforçar a saúde financeira da cooperativa. A decisão integra o planejamento estratégico da Castrolanda, que vem priorizando investimentos para crescer de forma sustentável", informou em nota. O investimento faz parte do pacote de R$ 500 milhões em 2026 anunciado pela Castrolanda em fevereiro, durante o lançamento oficial das ações comemorativas dos 75 anos da cooperativa. Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, a industrialização amplia a solidez da cooperativa e gera benefícios indiretos aos associados. "Não podemos depender apenas da produção primária. Precisamos agregar valor aos produtos, trazendo mais resultados para a cooperativa e, consequentemente, para o cooperado", afirmou o executivo, em nota enviada à reportagem.

A fábrica de tortilhas e a Unidade de Dietas Bovinas serão instaladas em uma área adquirida pela cooperativa em Castro (PR), próxima à unidade da Cargill, em uma região com acesso facilitado pela rodovia PR-090 na Estrada do Cerne – Contorno Norte. De acordo com a cooperativa, o local foi planejado para abrigar um novo complexo industrial da Castrolanda, com potencial para receber diferentes unidades produtivas no futuro. A escolha da área levou em conta fatores logísticos e o apoio do poder público municipal, que sinalizou incentivos à implantação do projeto. A Castrolanda informou, na nota, que os projetos estão em fase avançada de planejamento, com estudos de terraplanagem em andamento. Com a aprovação da assembleia, a expectativa é acelerar o cronograma e iniciar as obras ainda no primeiro semestre. A fábrica de tortilhas terá investimento de R$ 100 milhões. A decisão de apostar nesse segmento surgiu após análise de mercado que identificou oportunidades comerciais no ramo. Diferentemente de categorias já consolidadas, como a batata frita, o mercado de snacks à base de milho ainda é concentrado em poucos players, explicou o gerente executivo dos Negócios Batata, Cassiano de Oliveira Carrano. "A partir dessa oportunidade a proposta é replicar, no modelo de tortilhas, a experiência já consolidada da cooperativa com a industrialização de batata frita, especialmente no formato B2B. A produção já nasce com demanda assegurada, voltada prioritariamente a um parceiro estratégico", comentou na nota.

A nova planta deve gerar ganhos de eficiência à cooperativa, com redução no consumo de água e menor tempo entre o processamento do milho e a entrega do produto. A operação será "altamente automatizada e exigirá mão de obra qualificada", explicou a Castrolanda.

A construção da Unidade de Dietas Bovinas (UDB) terá aporte estimado de R$ 49,5 milhões e previsão de início de operação em 2027. "A iniciativa surge como resposta a uma demanda histórica dos pecuaristas de leite, que buscam maior eficiência e praticidade na alimentação do rebanho", afirmou a cooperativa, na nota. Na unidade serão produzidas dietas balanceadas, formuladas com diferentes combinações de ingredientes e prontas para uso nas propriedades.

Diego Van Helvoort Alves da Cruz, especialista de Estratégia e Projetos, disse que a proposta é simplificar o manejo nutricional e elevar a eficiência produtiva. "Com a UDB, teremos uma estrutura inovadora e adequada para utilizar maior número de ingredientes disponíveis no mercado e formular dietas específicas ampliando as possibilidades técnicas e produtivas", explicou, em nota. O modelo é considerado inovador no mercado e permitirá maior aproveitamento das matérias-primas disponíveis, ampliando as possibilidades técnicas na formulação das dietas. "O sistema proporcionará maior uniformidade na dosagem dos ingredientes e, principalmente, mais precisão, resultando em menor desperdício. A UDB possibilitará dietas mais ricas, com maior diversidade de insumos e melhor aproveitamento pelos animais. Isso se reflete em aumento da produção de leite, redução da necessidade de mão de obra, economia de diesel e menor desgaste de máquinas. Além disso, há ganhos em agilidade no preparo das dietas, facilidade de armazenamento e aprimoramento no monitoramento e controle dos ingredientes", destacou, no comunicado, o consultor de Negócios Leite da Castrolanda, Huibert Pieter Janssen. O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, disse que os avanços na industrialização garantem maior estabilidade financeira, especialmente diante da volatilidade dos mercados agrícolas. "A indústria permite retornos mais consistentes e contribui para um crescimento mais sustentável. A evolução para modelos de negócios mais integrados e diversificados, capazes de gerar valor sustentável mesmo em cenários de instabilidade no setor agropecuário", concluiu.

VALOR ECONÔMICO

 

INTERNACIONAL

 

Austrália já exportou 50% de sua cota anual de carne bovina para a China

Tarifa adicional de 55% pode ser imposta às exportações australianas para o mercado chinês

Até o fim de fevereiro, a Austrália havia exportado 71,9 mil toneladas de carne bovina para a China

 

O volume de carne bovina da Austrália importado pela China já atingiu 50% da cota anual estabelecida pelos chineses para o país sem incidência de tarifa adicional de 55%, segundo comunicado do Ministério do Comércio chinês citado pela plataforma “China International Trade Single Window”, gerida pela Administração-Geral de Alfândegas (GACC, na sigla em inglês) do país. O volume considera as importações até quarta-feira (25/03). No comunicado, o governo chinês lembra que a partir do terceiro dia após a cota ter sido totalmente preenchida, a tarifa adicional de 55% será imposta às exportações de carne bovina da Austrália para a China. Até o fim de fevereiro, a Austrália havia exportado 71,9 mil toneladas de carne bovina para a China, ou cerca de 35% do volume autorizado para este ano, de 205 mil toneladas, segundo dados do Ministério do Comércio e da GACC divulgados na semana passada. O Brasil exportou 372,08 mil toneladas de carne bovina à China no primeiro bimestre, de acordo com os dados da GACC. O volume equivalia a 33,64% da cota de 1,106 milhão de toneladas imposta aos frigoríficos brasileiros em 2026. Mais cedo, a Reuters havia dito que o governo chinês aplicaria tributação extra de 55% a Austrália a partir desta sexta-feira. A informação não procede, segundo a publicação da plataforma gerida pela GACC.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Mapa conclui negociação com a Turquia para garantir rota alternativa às exportações agropecuárias brasileiras

Certificado sanitário permite trânsito e armazenamento temporário de cargas brasileiras no território turco diante das restrições no Estreito de Ormuz

 

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio. Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino. A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

MBRF investe R$ 1 bilhão no Paraná de olho no exterior

Recurso será destinado à ampliação de unidades, o que permitirá à empresa impulsionar vendas à União Europeia e China. Jose Ignacio Scoseria: relevância do Paraná em aves explica investimentos

 

A MBRF vai investir R$ 1 bilhão no Paraná, Estado líder em produção e exportação de carne de frango, para expandir sua capacidade produtiva e ampliar a base de avicultores integrados que fornecem frango à companhia. Os aportes serão estratégicos para a empresa impulsionar as vendas à União Europeia, mercado que estava fechado desde 2018 para alguns estabelecimentos exportadores de frango do Brasil — em decorrência da Operação Carne Fraca — e foi reaberto no fim de 2025. O aumento das vendas à China também está no foco da MBRF. Os investimentos ainda permitirão à companhia ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado — e as margens de lucro — no mercado interno. O Paraná lidera com folga o ranking dos maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. Em 2025, foi responsável por 42% do volume embarcado ao exterior, seguido por Santa Catarina, com quase 23%. Na produção, o Paraná teve 39% dos abates, seguido de Santa Catarina, o segundo maior, com 14%. “Dada a relevância do Paraná para a produção de frango, é natural que um valor relevante do nosso pipeline de investimentos seja destinado para crescer e aumentar eficiência no Estado”, disse ao Valor o vice-presidente de finanças da MBRF, José Ignacio Scoseria. “Estamos priorizando projetos que ou têm valor agregado relevante ou trazem acesso a mercados, enquanto os integrados permitirão atender o futuro crescimento da companhia”, acrescentou. O aporte conta com o estímulo do governo paranaense que, por meio do Programa Paraná Competitivo, de incentivo a investimentos no Estado, vai acelerar a liberação de créditos de ICMS. Do montante a ser investido pela empresa, R$ 300 milhões irão para o Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Paraná), que terá um total de R$ 375 milhões, incluindo R$ 75 milhões do governo estadual. O dinheiro será destinado à construção de novas granjas e melhorias tecnológicas em aviários existentes, que trarão aumento de produção e produtividade, segundo o executivo. Os outros R$ 700 milhões serão destinados às sete unidades industriais da companhia no Paraná, em especial ampliações de capacidade produtiva de quatro plantas. Uma delas é a de produção de perus no município de Francisco Beltrão, única da companhia no Estado autorizada a exportar ao mercado europeu. A planta ganhará um segundo turno e passará por adequações para poder exportar peito de peru aos europeus. “Estamos basicamente dobrando a produção nessa unidade”, disse Scoseria. A fábrica de Toledo terá sua produção de empanados ampliada em 40%, tendo em vista vendas tanto para o mercado interno como o externo. No local, a empresa também aplicará recursos para fortalecer a exportação de pés de frango para a China. Outra planta com produção voltada majoritariamente ao consumidor internacional, de gelatina e colágeno da Gelprime, em Ibiporã — da qual a MBRF tem 50% — terá sua capacidade duplicada. A MBRF também vai expandir em 12% a produção de processados, mais especificamente pizzas e lasanhas, na unidade de Ponta Grossa, visando reforçar a oferta ao mercado brasileiro. As ampliações nas plantas de Ponta Grossa e Francisco Beltrão, devem ser concluídas no segundo semestre, segundo o diretor financeiro da MBRF. Já os investimentos na planta de Ibiporã devem se estender até 2027, bem como a ampliação e modernização dos aviários, por meio do FIDC. Conforme a companhia, parte do R$ 1 bilhão virá do Capex (investimento) de 2026 e outra parcela, de 2027. Ao se comprometer com os investimentos, a MBRF obteve do governo do Paraná liberação de R$ 300 milhões em créditos de ICMS e o compromisso de receber mais R$ 700 milhões. Tais recursos devem ficar disponíveis em cerca de três anos, prazo mais curto do que o esperado sem o incentivo governamental, de acordo com Scoseria. Para o executivo, “programas que trazem mais competitividade e atratividade para empresas investirem em um Estado são muito importantes para incentivar o crescimento da produção no país”.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar supera R$5,25 impulsionado por preocupações com a guerra

As preocupações com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio voltaram a impulsionar o dólar ao redor do mundo na quinta-feira, com a moeda terminando a sessão no Brasil acima dos R$5,25, mesmo após o Banco Central ter injetado US$1 bilhão no mercado.

 

O dólar à vista fechou com alta de 0,70%, aos R$5,2574. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,22%. Às 17h06, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,57% na B3, aos R$5,2625. Os rendimentos dos Treasuries e o petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira no exterior, em função da continuidade dos conflitos no Oriente Médio.

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os negociadores iranianos estavam "implorando" por um acordo, o Irã disse que o plano norte-americano de cessar-fogo está sob análise, mas que não há negociações. Mais tarde, Trump afirmou que o Irã havia permitido que dez petroleiros passassem pelo Estreito de Ormuz. Neste cenário, a moeda norte-americana sustentava ganhos ante divisas de países emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. No início da tarde, o Banco Central do Brasil realizou dois leilões extraordinários de linha (venda de dólares com compromisso de recompra), com venda total de US$1 bilhão. Entre profissionais ouvidos pela Reuters, a percepção é de que o BC atuou no mercado à vista para melhorar a liquidez, em meio à demanda pela moeda para remessas ao exterior. “Está faltando dólar no mercado à vista. E na falta de liquidez, o BC faz o leilão”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Durante entrevista coletiva em Brasília, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as intervenções da instituição no mercado de câmbio estão seguindo a "orientação de sempre".

Desde que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã começou, no fim de fevereiro, o BC tem promovido algumas operações para minimizar os efeitos do conflito no mercado de câmbio. O BC fez em diferentes datas o "casadão" (venda de dólares à vista simultaneamente à negociação de contratos de swap reverso) e leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra).

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com dúvidas sobre desfecho no Oriente Médio

O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista na quinta-feira, com a aversão a risco global desencadeada por incertezas envolvendo um desfecho para o conflito no Oriente Médio voltando a derrubar o Ibovespa após três altas seguidas.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,48%, a 182.681,98 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 182.570,44 pontos na mínima e marcando 185.423,77 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somava R$23,85 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos

Em 12 meses, IPCA-15 acumula 3,9%, dentro da meta do governo

 

A prévia da inflação oficial do mês de março ficou em 0,44%, pressionada para cima pelo preço dos alimentos. O resultado mostra perda de força em relação ao 0,84% apurado em fevereiro.

A prévia fica abaixo também do índice medido em março de 225 (0,64%). Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,9%, dentro da meta do governo, que tolera até 4,5% ao ano. Os dados foram divulgados na quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta na passagem de fevereiro para março. O destaque de alta foram os alimentos e bebidas, com elevação média dos preços de 0,88%, o que representou impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no IPCA-15. Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.). Habitação: 0,24% (0,04 p.p.). Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.). Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.). Transportes: 0,21% (0,04 p.p.). Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.). Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.). Educação: 0,05% (0,00 p.p.). Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.). Dentro do grupo alimentação e bebidas, o conjunto de preços da chamada alimentação no domicílio ficou 1,10% mais caro. Em fevereiro havia sido 0,09 p.p.

Contribuíram para esse resultado as altas do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). O IBGE destaca que, em termos de peso na inflação mensal, as carnes representaram impacto de 0,04 p.p.; já o leite, 0,03 p.p.

Com os aumentos de dois dígitos, o feijão e o açaí contribuíram, cada um, com 0,02 p.p. do índice em março. A alimentação fora do domicílio subiu 0,35% em março, superando a expansão observada em fevereiro (0,46%). De todos os 377 subitens (produtos e serviços) pesquisados pelo IBGE, o que exerceu maior pressão de alta individual no IPCA-15 foram as passagens aéreas, que subiram 5,94% no mês (impacto de 0,05 p.p.). Na prévia de março, os combustíveis apresentaram deflação de 0,03%, ou seja, na média, houve redução de preço. O IBGE apontou os seguintes comportamentos: gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). Já o óleo diesel teve variação positiva de 3,77%. O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de março será divulgado em 10 de abril.

AGÊNCIA BRASIL

 

Galípolo cita "gordura" para BC analisar efeitos da guerra e diz que mercado entendeu "calibragem" da Selic

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia "gordura" para poder analisar os efeitos da guerra no Oriente Médio, acrescentando que o mercado entendeu corretamente a questão da "calibragem" da Selic, esclarecendo que o termo usado em suas últimas comunicações sobre a política monetária se refere a corte dos juros.

 

Durante coletiva de imprensa sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo avaliou que o momento atual é de "tempo para entender" os efeitos econômicos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Segundo ele, vem ganhando força a interpretação de que o choque gerado pela guerra afeta não apenas a logística, mas também a capacidade produtiva de petróleo. Galípolo disse ainda que a inflação pode ser impulsionada pelo conflito. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano, mas destacou o aumento da incerteza com a guerra. O BC afirmou que estava dando início a ciclo de "calibração" da política monetária, termo que já constava no comunicado anterior do Copom, de janeiro, quando sinalizou um corte para março. De acordo com Galípolo, o mercado entendeu corretamente que a calibragem citada pelo BC diz respeito ao processo de corte de juros.

REUTERS

 

BC vê alta de 1,6% no PIB em 2026 e inflação mais pressionada, mas cita incerteza com guerra no Irã

O Banco Central projetou na quinta-feira que o crescimento econômico do país em 2026 será de 1,6%, mesmo patamar estimado em dezembro, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Irã.

 

Em seu Relatório de Política Monetária, a autarquia previu que a inflação passará a subir a partir do primeiro trimestre deste ano sob pressão da alta do preço do petróleo. Depois, segundo o BC, o índice de preços passaria a cair, ainda se mantendo acima do centro da meta contínua de 3%. A projeção mais distante disponível aponta para uma inflação de 3,1% no terceiro trimestre de 2028. "Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções, destacam-se a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato", disse o BC, citando como fatores de baixa a valorização do real e queda marginal nas expectativas de mercado para os preços. No documento, o BC apontou um hiato do produto ligeiramente mais positivo do que o estimado em dezembro, o que indica uma atividade mais aquecida em relação à sua capacidade e pode gerar pressões inflacionárias. A autarquia afirmou que o crescimento da atividade econômica continua em trajetória de moderação, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra resiliência. “A projeção de crescimento do PIB para 2026 permanece em 1,6%, mas está sujeita a maior incerteza diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio”, disse no documento. O Ministério da Fazenda previu em novembro uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026. Já o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,84% neste ano.

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BC eleva estimativa de expansão do crédito em 2026 para 9,0%, ante 8,6%

O Banco Central prevê um crescimento do crédito no país de 9,0% este ano, ante estimativa de 8,6% feita em dezembro, conforme dados do seu Relatório de Política Monetária divulgado na quinta-feira.

 

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,5% em 2026, contra expectativa anterior de 9,0%. Para as empresas, a alta foi calculada em 8,2%, contra 7,9% previstos em dezembro.

Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 8,1% em 2026 (+7,8% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 10,2% (+9,7% antes).

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