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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1075 DE 26 DE MARÇO DE 2026

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  • há 6 horas
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1075 | 26 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: movimento de alta volta a ganhar força em SP e outras regiões do País

Com a baixa disponibilidade de lotes terminados, escalas de abate seguem encurtadas; já os pecuaristas, favorecidos pelas boas condições das pastagens, adotam postura mais firme nas negociações. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

O movimento de alta do boi gordo ganhou força na quarta-feira (25/3) em importantes regiões produtoras do País, conforme apuração dos analistas que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário. No mercado paulista, a Scot Consultoria detectou valorização diária de R$ 2/@ para o boi gordo sem padrão-exportação e um avanço de R$ 3/@ para o “boi China”, agora cotados em R$ 352/@ e R$ 356/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).

Na mesma quarta-feira, a Agrifatto apurou aumento nos preços da arroba em 6 das praças acompanhadas diariamente – em SP, AL, MS, MT, PR, RO e SC. Nas demais regiões monitoradas pela consultoria – AC, BA, ES, GO, MA, MG, PA, RJ, RS e TO –, as cotações do boi gordo ficaram estáveis, mas com o viés de alta mantido para o curto prazo. “Mesmo com o consumo doméstico de carne bovina ainda moderado na segunda metade do mês, o desequilíbrio entre oferta e demanda sustenta a tendência de alta das cotações”, ressaltam os analistas da Agrifatto. Com a baixa disponibilidade de lotes terminados, diz a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem encurtadas, em torno de 6 dias úteis, na média nacional. No mercado futuro, os contratos do boi gordo registraram alta no pregão de terça-feira (24/3) da B3. O papel com vencimento em abril/26 encerrou a sessão cotado a R$ 361,90/@, com valorização de 0,72% em relação ao fechamento anterior. cotações do boi gordo desta quarta-feira (25/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO:Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 330,00.  Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.

Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (25/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 356,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$344,50/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 336,50/@ (à vista) R$ 340,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 314,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 313,00/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Boi gordo reage, mas mercado ainda oscila com incertezas externas

Oferta restrita sustenta alta recente da arroba, enquanto risco geopolítico e tarifa chinesa seguem no radar do setor.

 

O mercado do boi gordo registrou reação recente nos preços, mas ainda apresenta sinais de instabilidade, segundo avaliação do analista de mercado da Scot Consultoria, Alcides Torres. De acordo com ele, as cotações subiram entre R$3,00 e R$5,00 por arroba, dependendo da praça, em um ambiente de oferta restrita. A sustentação dos preços está ligada, principalmente, às boas condições das pastagens, que permitem ao pecuarista segurar a boiada e negociar com maior poder de barganha. Apesar da firmeza recente, o cenário ainda é sensível a fatores externos, especialmente à instabilidade geopolítica. Segundo Torres, a guerra no Oriente Médio, até o momento, não impactou significativamente as exportações brasileiras, que após recordes em janeiro e fevereiro, registraram queda de apenas 1,0% a 2,0% na parcial de março, em relação a 2025. No entanto, uma eventual intensificação do conflito pode alterar o ambiente global e afetar a dinâmica de preços, sobretudo por envolver fluxos comerciais e moedas utilizadas nas transações. No mercado interno, os fundamentos seguem positivos. A combinação de maior renda disponível, nível elevado de emprego e estímulos econômicos contribui para sustentar o consumo de carne bovina. Além disso, eventos sazonais e fatores conjunturais, como calendário eleitoral e eventos esportivos, também tendem a favorecer a demanda. Com isso, a expectativa é de manutenção de um consumo interno robusto ao longo de 2026, o que ajuda a dar suporte às cotações. Para o médio prazo, entretanto, o setor monitora riscos relevantes, como a possibilidade de aumento das tarifas chinesas sobre a carne brasileira. Ao mesmo tempo, a pecuária nacional passa por uma transformação estrutural, com redução gradual do rebanho e aumento da produtividade, refletido no maior peso de carcaça dos animais. Nesse contexto, a recomendação para o produtor é cautela: diante de margens positivas, a orientação é realizar o lucro, já que o mercado de commodities segue sujeito a mudanças bruscas e imprevisíveis.

SCOT CONSULTORIA

 

SUÍNOS

 

Suinocultura: alta dos grãos eleva custo da ração na China e aprofunda crise de rentabilidade

A escalada do conflito envolvendo o Irã tem provocado reflexos diretos no custo de produção da suinocultura na China, maior produtora e consumidora mundial de carne suína. A valorização dos grãos e insumos utilizados na ração animal tem elevado significativamente os custos, ampliando a pressão sobre produtores já impactados por preços historicamente baixos da carne.

 

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, contratos futuros de farelo de soja e milho — principais componentes da ração — registraram altas expressivas na bolsa de Dalian. O movimento é impulsionado pelo encarecimento do petróleo, aumento dos fretes e elevação dos custos de fertilizantes, refletindo diretamente na cadeia produtiva. No mercado físico, os preços da farinha de soja e do milho subiram mais de 200 yuans e cerca de 100 yuans por tonelada, respectivamente, ao longo de março, representando aumentos de 7% e 4%. Outros insumos essenciais, como lisina, metionina, farinha de peixe e vitaminas A e E, registraram elevações entre 6% e 77%, segundo análises de mercado. Esse cenário tem impacto imediato sobre o custo da ração, principal componente do custo de produção na suinocultura intensiva, comprometendo ainda mais as margens dos produtores. Apesar da alta nos custos, o mercado enfrenta forte pressão do lado da demanda. O excesso de oferta e o consumo enfraquecido levaram os preços da carne suína a níveis mínimos em mais de uma década. O contrato futuro mais negociado no país recuou para 9.980 yuans por tonelada, enquanto o preço à vista caiu para 9,69 yuans por quilo, o menor patamar em 16 anos. O custo de produção de um suíno com peso entre 60 e 62,5 kg está estimado entre 12,2 e 12,5 yuans por kg, gerando perdas de aproximadamente 280 a 350 yuans por animal comercializado. O cenário evidencia margens negativas persistentes na atividade. Os pequenos produtores, que respondem por menos de 30% da produção total, são os mais vulneráveis à volatilidade de preços e ao aumento dos custos. A dificuldade em absorver prejuízos prolongados eleva o risco de saída desses agentes do mercado, acelerando o processo de concentração da produção. Relatos de campo indicam que produtores já acumulam perdas desde o ano anterior, agravadas pela recente disparada dos custos de alimentação animal. Diante do cenário de sobrecapacidade, as autoridades chinesas intensificaram medidas para equilibrar o mercado, incluindo incentivo à redução do plantel de matrizes e controle das taxas de abate. Além disso, o governo realizou compras de carne suína para recomposição de estoques estratégicos, com o objetivo de sustentar os preços. O rebanho de matrizes foi estimado em 39,61 milhões de cabeças ao final de dezembro, ainda acima do nível considerado adequado, de aproximadamente 39 milhões. A evolução dos preços da carne suína na China dependerá, principalmente, da velocidade de ajuste da oferta, especialmente da redução dos plantéis. Paralelamente, a estabilização dos custos de ração será determinante para a recuperação das margens da atividade.

REUTERS

 

EMPRESAS

 

Lucro da JBS cresceu 15% e chegou a US$ 2 bilhões em 2025

No quarto trimestre do ano passado, lucro líquido foi de US$ 415 milhões, incremento de quase 1% na comparação com igual intervalo de 2024. Ebitda da companhia foi de US$ 1,715 bilhão no período de outubro a dezembro de 2025

 

A JBS, uma das maiores fornecedoras de alimentos do mundo, registrou lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025, incremento de quase 1% na comparação com igual intervalo do ano anterior. No ano, o lucro líquido alcançou US$ 2,024 bilhões, alta de 15% em relação a 2024. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado — pela norma IRFS — foi de US$ 1,715 bilhão no período de outubro a dezembro de 2025, 7% abaixo do contabilizado no mesmo intervalo de 2024. Já a receita líquida cresceu 15% no último trimestre do ano, para US$ 23,063 bilhões. No ano, o Ebitda ajustado alcançou US$ 6,831 bilhões, queda de 5% em relação a 2024. Já a receita aumentou 12%, para US$ 86,184 bilhões. “Sabemos o esforço que é para chegar a um faturamento e um crescimento dessa envergadura. Esse crescimento está sendo feito com qualidade, pois estamos entregando um lucro maior e com ganho de lucro por ação”, disse à reportagem o diretor executivo global da companhia, Gilberto Tomazoni. A JBS reportou lucro por ação de US$ 1,89 em 2025, que se compara ao lucro de US$ 1,65 por ação em 2024. As operações de frango da companhia, que abrangem a Pilgrim’s Pride no Hemisfério Norte e a Seara no Brasil, foram as principais geradoras de lucro da JBS. Juntas, representaram quase 64% do Ebitda ajustado da empresa no ano passado. No caso da Seara, o Ebitda ajustado caiu 8,1% no quarto trimestre, para US$ 413 milhões, mas cresceu 1% no ano, para US$ 1,553 bilhão. A Pilgrim’s já havia reportado queda de 13,6% no Ebitda ajustado do último trimestre de 2025, para US$ 557 milhões, e aumento de 3,7% para o indicador no consolidado de ano, para US$ 2,804 bilhões. Pesaram sobre os resultados a alta dos custos da ração de animais, segundo Tomazoni. Para a Seara, com forte atuação no mercado exportador, a valorização do dólar em relação ao real no fim do ano também influenciou o resultado, segundo o diretor financeiro global, Guilherme Cavalcanti.

O caso de gripe aviária em uma grande comercial no Brasil em maio do ano passado, que levou a suspensões das exportações brasileiras de carne bovina para vários destinos, foi outro fator que orientou os lucros da Seara. “Quando olhamos para o que passamos com a gripe aviária, o resultado da Seara foi excelente, dadas as condições, com Europa fechada por um tempo, depois a China”, disse Tomazoni na entrevista. “Somos otimistas com os dois negócios de frango. A demanda na Europa está superaquecida, nos Estados Unidos também há uma migração da carne bovina para a de carne bovina e suíno”, continuou. A queda do Ebitda da companhia no trimestre e no ano decorreu, majoritariamente, da piora dos resultados da operação de carne bovina da JBS na América do Norte, segundo Tomazoni. O aumento dos preços do gado, provocado pela oferta restrita para abate nos Estados Unidos, superou as altas de preços pagos pela carne no país, informou a companhia em comunicado. No quarto trimestre, o Ebitda ajustado da JBS Beef América do Norte caiu 49,8% em relação ao mesmo período de 2024, para US$ 56 milhões. No ano, o Ebitda ajustado ficou negativo em US$ 319 milhões — em 2024, a área ainda tinha contabilizado Ebitda positivo de US$ 247 milhões. A margem Ebitda no trimestre ainda ficou positiva, em 0,7%, mas no ano ficou negativa em 1,1%. À reportagem, Tomazoni disse que 2026 continuará sendo um ano “difícil” para o segmento na América do Norte, dada a disponibilidade apertada de gado nos Estados Unidos, mas enfatizou que empresa vem buscando formas de minimizar impactos negativos dos custos. “Temos investido em gestão e dinheiro, Capex [investimento] para melhorar a operação, investido em mix [de produtos]. Temos focado em melhorar mix e eficiência operacional”, afirmou. Na Austrália, o Ebitda ajustado cresceu 54,5% no quarto trimestre, para US$ 217 milhões, e avançou 37,9% no ano, para US$ 916 milhões. No Brasil, os preços do boi gordo também aumentaram, mas a demanda firme por carne bovina mitigou a alta dos custos. As vendas líquidas aumentaram 26% no quarto trimestre, para US$ 4,383 bilhões, e 21,5% no ano, para US$ 15,294 bilhões. O Ebitda ajustado no trimestre cresceu 24,7%, para US$ 288 milhões, mas no ano caiu 1%, para US$ 955 milhões. Segundo Tomazoni, a companhia seguirá com a estratégia de expandir o modelo de negócios em que a Friboi —sua marca de carne bovina — assume a gestão de açougues de supermercados, alterando a variedade e disposição de produtos. A marca também continuará desenvolvendo canais de exportação já abertos e explorando outros novos, como a Indonésia, outras nações asiáticas e os Estados Unidos.

“Apesar do aumento dos preços do boi [no Brasil], temos todas as condições de compensar o desafio [dos custos] da carne, agregando mais valor aos produtos e buscando mercados que remunerem mais”, disse Tomazoni. A JBS tem conseguido manter o fluxo normal de abastecimento e produção de carne em países do Oriente Médio, apesar da guerra na região, de acordo com Tomazoni. Mas os custos logísticos aumentaram. Isso porque navios com produtos exportados pela companhia estão se dirigindo a outros portos mais seguros, o que gera custo adicional de transporte marítimo, explicou o diretor presidente global da JBS. Há ainda gastos extras com transporte rodoviário para levar as cargas dos portos alternativos para seu destino. “Esses custos adicionais estão sendo absorvidos pelo mercado. O trabalho mudou bastante porque tem a gestão da situação, mas em termos de impacto econômico, não tivemos até o momento”, afirmou Tomazoni. Sobre a greve iniciada há pouco mais de uma semana por colaboradores da Unidade Greeley, no Colorado (EUA), Tomazoni reiterou que a proposta apresentada ao sindicato é “competitiva e robusta” e que a companhia chegou a vários acordos em escala nacional nos últimos oito meses. Ele também disse que a empresa aguarda retorno do sindicato sobre a proposta e que a planta está operando com baixa capacidade, sendo que parte da produção foi deslocada para outras unidades.

VALOR ECONÔMICO

 

INTERNACIONAL

 

Carne bovina: Austrália prevê produção e exportações recordes em 2026

País deve produzir 2,906 milhões de toneladas este ano, com exportações ao redor de 2,3 milhões de toneladas, segundo novo relatório estimativo da Meat & Livestock Australia (MLA)

 

A indústria australiana de carne bovina caminha para mais um ano de produção recorde em 2026, com uma oferta de 2,906 milhões de toneladas, 4% acima do resultado registrado em 2025, de quase 2,8 milhões de toneladas, segundo novas projeções da Meat & Livestock Australia (MLA). “Mesmo com pesos de carcaça ligeiramente menores devido ao maior abate projetado de animais criados a pasto, o setor está posicionado para alcançar outro recorde de produção de carne bovina”, disse Stephen Bignell, gerente de informações de mercado da MLA.

Os membros da entidade, porém, esclarecem que o novo relatório estimativo da MLA foi finalizado poucos dias após o início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro, ou seja, os potenciais impactos dos eventos no Oriente Médio não foram incorporados às previsões atuais. Reportagem da Beef Central, plataforma online que cobre intensamente o setor pecuário, avaliou que, qualquer impacto do Irã, provavelmente será sentido principalmente pelo lado da demanda, por meio do aumento dos custos de combustível, que afetará a renda disponível dos consumidores. No entanto, relatou o portal, a guerra também poderá impactar fatores do lado da oferta, como o aumento dos preços dos fertilizantes. Apesar desses desafios, Bignell afirmou que os produtores australianos tendem a colher ótimos resultados em 2026. A previsão, detalhou ele, é de que 9,45 milhões de cabeças de gado sejam enviadas ao abate ao longo deste ano, o que representaria o nível mais alto registrado em quase meio século. “Isso reflete uma forte demanda global e condições de produção sólidas em grande parte do norte da Austrália”, justificou o executivo. Prevê-se que o rebanho australiano se mantenha acima de 30 milhões de cabeças (exatamente 30,78 milhões), diminuindo apenas 1% sobre o ano anterior, uma vez que o aumento do abate é compensado pelas chuvas generalizadas e pelas melhores condições de criação no Norte. Estima-se ainda que o peso médio das carcaças se mantenha ligeiramente baixo, em torno de 307,5 ​​kg, influenciado por uma maior proporção de gado criado a pasto no setor produtivo, como resultado da forte temporada no hemisfério norte. O peso das carcaças atingiu seu pico de 320 kg por volta de 2022, durante a recuperação da seca, lembrou a reportagem da Beef Central. A MLA projeta que as exportações australianas de carne bovina atinjam um recorde de 2,3 milhões de toneladas em 2026, impulsionadas por uma produção recorde e uma oferta global restrita.

“É importante ressaltar que essas projeções foram consultadas e elaboradas antes do início do conflito no Oriente Médio”, disse Bignell. No entanto, continuou ele, “os mercados de carne bovina da Austrália são bem diversificados e continua havendo uma demanda significativa por carne bovina australiana em todo o mundo”.

MEAT & LIVESTOCK AUSTRALIA (MLA)

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Agroindústria nacional teve expansão de 0,5% no primeiro mês do ano

Resultado foi impulsionado pelas indústrias de produtos alimentícios e bebidas. Na indústria de bebidas, o crescimento foi garantido pela alta de 3,5% na produção de bebidas não alcoólicas

 

A produção da agroindústria brasileira teve um crescimento de 0,5% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro). O resultado do primeiro mês do ano “escapou” das turbulências geopolíticas dos meses seguintes, e ainda não refletiu a guerra no Oriente Médio nem a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump. O comportamento do setor destoou da indústria de transformação do país, que enfrentou uma contração de 1,9% em janeiro. O resultado foi impulsionado pelas indústrias de produtos alimentícios e bebidas, que tiveram um crescimento conjunto de 1,9%, sendo uma alta de 2% na produção de alimentos e de 1,3% na fabricação de bebidas em geral. O segmento que mais cresceu em janeiro foi o de alimentos de origem vegetal, que registrou uma expansão de 5,1%. Houve aumento da fabricação de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz, trigo e de refino de açúcar. Também houve alta de 0,5% na produção de alimentos de origem animal, mas em um ritmo menor do que nos meses anteriores. O segmento tem sido impulsionado pela produção de carnes, laticínios e pescados. Na indústria de bebidas, o crescimento foi garantido pela alta de 3,5% na produção de bebidas não alcoólicas, enquanto a produção de alcoólicas manteve sua trajetória de declínio, com baixa de 0,8%. A indústria de bebidas alcoólicas tem sido afetada pela redução do consumo entre o público jovem. Já as agroindústrias não alimentícias tiveram um desempenho negativo no primeiro mês do ano, puxadas pela queda na produção de insumos agropecuários (-0,5%), produtos têxteis (-7,6%) e produtos florestais (-2,3%). Na contramão, houve alta na produção de biocombustíveis (27,6%) e fumo (12,1%). Os dois segmentos têm pesos menores na formação do índice das agroindústrias não alimentícias, e suas altas não compensaram a queda dos demais segmentos.

VALOR ECONÔMICO

 

Regulariza Paraná: contribuintes têm até a próxima semana para quitar débitos com descontos

Condições facilitadas para colocar débitos em dia encerram na sexta-feira (27) para quem optar pelo pagamento parcelado e na próxima terça (31) para quitação à vista. O programa permite a renegociação de débitos de IPVA, ICMS e outras obrigações, como multas e créditos inscritos em dívida ativa.

 

A Receita Estadual do Paraná alerta os contribuintes com débitos tributários em atraso para o prazo final de adesão ao Regulariza Paraná. O programa da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) que oferece condições facilitadas para colocar esses débitos em dia encerra nesta sexta-feira (27) para quem optar pelo pagamento parcelado e na próxima terça (31) para quitação à vista. Desde o lançamento, em dezembro de 2025, o programa já recuperou mais de R$ 606 milhões. O Regulariza Paraná funciona como um programa ampliado de recuperação fiscal, permitindo a renegociação de débitos de IPVA, ICMS e outras obrigações, como multas e créditos inscritos em dívida ativa. Entre os principais débitos incluídos está o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Podem ser negociadas dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2024, com pagamento exclusivamente à vista e redução de 95% da multa e 60% dos juros. Até agora, 115.952 proprietários de veículos já aproveitaram as condições especiais para quitar o imposto, somando quase R$ 93 milhões recuperados. “Tivemos uma adesão significativa de contribuintes que aproveitaram as condições especiais de pagamento para ficar em dia com o fisco”, informa a diretora da Receita Estadual, Suzane Gambetta. “O Renegocia Paraná foi a grande oportunidade para muita gente colocar as contas em dia e ainda há tempo para que mais gente aproveite”. O programa também contempla débitos de ICMS com fatos geradores até 28 de fevereiro de 2025, inclusive valores ainda não constituídos, inscritos em dívida ativa ou em discussão judicial. As condições variam conforme a forma de pagamento, com descontos mais elevados para a quitação à vista e reduções graduais de multa e juros nos parcelamentos em até 24 vezes. Quando a dívida já estiver judicializada, é necessário quitar os honorários advocatícios ou, ao menos, a primeira parcela para aderir ao programa. O Regulariza também abrange créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 4 de novembro de 2025, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em prazos mais longos, sempre com redução de multas. Em uma etapa posterior, o programa ainda permitirá a negociação de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), além de outros débitos vinculados a órgãos da administração pública estadual.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar cai ante o real com expectativa de acordo entre EUA e Irã

O dólar fechou a quarta-feira em baixa no Brasil, com os investidores se apegando à esperança de que EUA e Irã possam chegar a um acordo de paz no Oriente Médio, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais mistos no fim da tarde.

 

O dólar à vista fechou com queda de 0,65%, aos R$5,2209. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,88%. Às 17h07, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,35% na B3, aos R$5,2240. Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou em progresso nas negociações com o Irã, que incluiria uma importante concessão de Teerã. Uma fonte em Washington também confirmou que os EUA enviaram ao Irã uma proposta de acordo com 15 pontos, confirmando reportagem do New York Times sobre o assunto. Nesta quarta-feira, uma autoridade citada pela iraniana Press TV informou que o Irã analisou o plano dos EUA para encerrar a guerra, mas considerou suas condições excessivas. Conforme a autoridade, Teerã encerrará a guerra somente quando escolher fazer isso e se suas condições forem atendidas. Durante a tarde, foi a vez de a Casa Branca afirmar que Trump vai atacar o Irã com mais força se Teerã não aceitar que foi "derrotado militarmente". Neste cenário, o dólar recuou ante o real durante todo o dia, em sintonia com algumas outras moedas de países emergentes. “Tivemos uma valorização mais significativa do dólar ante o real ontem, mas a sinalização sobre a possibilidade de paz no Oriente Médio reduz os prêmios de risco hoje”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos. “Há uma elevada sensibilidade ao noticiário geopolítico, e a possibilidade de trégua traz um alívio pontual.” Pela manhã, sem efeitos maiores nas cotações, uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Já o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno. Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%. Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e Lula soma 46,6%. A margem de erro é de 1 ponto-percentual. À tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,724 bilhões em março até o dia 20 -- período que coincide com as três primeiras semanas da guerra no Oriente Médio.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com investidor atento a negociações para fim de guerra no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, superando os 186 mil pontos no melhor momento, com noticiário sobre negociações buscando o fim da guerra no Oriente Médio novamente sob os holofotes, embora permaneçam dúvidas sobre um desfecho de fato.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,6%, a 185.424,28 pontos, após alcançar 186.401,24 na máxima e 182.524,09 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$27,6 bilhões. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a destacar na véspera avanço nos esforços do país para negociar o fim da guerra, enquanto o noticiário na quarta-feira destacou proposta de acordo enviada por Washington ao Irã por meio do Paquistão. Publicamente, autoridades iranianas têm negado as negociações, como o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que afirmou que a troca de mensagens por meio de mediadores "não significa negociações com os Estados Unidos".

Uma autoridade iraniana citada pela Press TV do Irã disse que o país analisou um plano dos EUA para encerrar a guerra, mas considera suas condições excessivas. À Reuters, uma autoridade iraniana sênior disse que o Irã ainda está avaliando a proposta. Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o grande tema global ainda é a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que já avança pela quarta semana. Pedroso citou que o mercado tenta comprar a tese de um possível cessar-fogo no conflito. "Mas o ambiente segue pesado", ponderou, acrescentando que não está claro se o Irã aceitará os termos propostos nas negociações. Os EUA também emitiram uma severa advertência ao Irã nesta quarta-feira, dizendo que Trump vai atacar o país com mais força se Teerã não aceitar que foi "derrotado militarmente". Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,54%. No Brasil, agentes financeiros também repercutiam pesquisa mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno da disputa presidencial de outubro. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na quarta-feira, porém, apontou que o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno. O governo brasileiro também editou na quarta-feira MP com R$15 bilhões em linhas de crédito sob gestão do BNDES para empresas exportadoras e relevantes para a balança comercial por "razões geopolíticas e de instabilidade internacional".

REUTERS

 

Brasil registrou saída de US$4,724 bi em março até dia 20, diz BC

O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,724 bilhões em março até o dia 20, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.

 

Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$9,890 bilhões no período. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de março até o dia 20 foi positivo em US$5,166 bilhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Somente na semana passada, de 16 a 20 de março, saíram no país US$119 milhões. No acumulado do ano até 20 de março, apesar das saídas recentes de dólares, o Brasil ainda registra fluxo cambial total positivo de US$5,733 bilhões.

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Confiança do consumidor no Brasil tem alta em março após dois meses de queda, diz FGV

A confiança do consumidor no Brasil interrompeu uma sequência de duas quedas seguidas e registrou alta de 2 pontos em março, para 88,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2025 quando o indicador alcançou 89,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira.

 

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, a alta do indicador foi motivada pela melhora nas expectativas para os próximos meses. "Entre os quesitos, o indicador que mede a percepção financeira futura das famílias foi o que mais contribuiu para o resultado agregado, num movimento de redução do pessimismo das finanças pessoais", disse ela. "Fatores como a manutenção do emprego e da renda, controle da inflação e redução recente das taxas de juros, parecem ter influenciado positivamente a percepção sobre o horizonte futuro dos consumidores", acrescentou. O Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 3,4 pontos em março, para 92,1 pontos, impulsionando o indicador geral. Entre os quesitos do IE, o indicador de situação financeira futura da família subiu 6,5 pontos, para 89,4 pontos, seguido pelo indicador de situação econômica local futura que avançou 1,8 ponto, para 105,5 pontos. Ambos registraram o maior nível desde dezembro de 2025, quando atingiram 92,4 e 108,0 pontos, respectivamente. Por outro lado, o Indicador de Situação Atual (ISA) registrou recuo de 0,3 ponto, para 83,2 pontos. Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação econômica local atual recuou 1,4 ponto, para 94,7 pontos, enquanto o indicador de situação financeira atual da família subiu 0,8 ponto, para 72,1 pontos, disse a FGV.

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