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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1073 DE 24 DE MARÇO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1073 | 24 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo fica mais firme

O mercado físico do boi gordo voltou a dar sinais de firmeza na terceira semana de março, após uma primeira quinzena marcada por incertezas no cenário internacional. Em SP, macho terminado segue firme ao redor de R$ 350/@, informam consultorias. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)

 

Na segunda-feira, os preços da arroba ficaram estáveis nas principais praças brasileiras, de acordo com apuração das consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Em São Paulo, conforme dados da Agrifatto, o boi gordo continua valendo R$ 350, no prazo.

Pelos números da Scot Consultoria, no mercado paulista, o animal macho terminado sem padrão-exportação segue cotado em R$ 347/@, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). Na avaliação dos analistas da Agrifatto, o mercado segue sustentado pela postura defensiva do pecuarista que, com pastagens ainda em boas condições, consegue reter a oferta e ditar o ritmo das negociações. Por sua vez, a demanda pela carne bovina continua aquecida, sobretudo a internacional. “Apesar de uma leve desaceleração nas exportações na última semana, ainda são embarcados volumes relevantes de carne bovina in natura para o mercado externo”, destacou a Agrifatto. Segundo a consultoria, na semana passada, foram relatados negócios envolvendo lotes de boiadas gordas acima das cotações vigentes em diversas praças, porém, sem volume suficiente para se tornar referência. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. Pará: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: nove dias.

MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.

Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (19/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 332,50/@ (à vista) R$ 336,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 314,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Secex: Exportações de carne bovina avançam na receita em março de 2026

As exportações brasileiras de carne bovina in natura segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o país já acumulou receita de US$ 966,2 milhões nas três primeiras semanas do mês, mesmo com leve recuo no volume embarcado

 

Na comparação com março de 2025, quando o total exportado foi de US$ 1,054 bilhão ao longo de todo o mês. Outro destaque relevante é o crescimento da receita por média diária. Em março de 2026, o valor chegou a US$ 64,4 milhões nas três primeiras semanas. Esse número superou com folga os US$ 55,5 milhões registrados como média diária em março do ano passado. Nas três primeiras semanas de março de 2026, o preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.783. Esse valor representa uma alta expressiva frente aos US$ 4.900 registrados em março de 2025. Em relação ao volume, os dados mostram uma redução nas exportações em comparação ao mesmo período do ano passado. Nas três primeiras semanas de março de 2026, o Brasil embarcou 167.061 toneladas de carne bovina in natura. Já em março de 2025, o total foi de 215.249 toneladas no acumulado do mês.  A média diária apresentou leve queda: 11.137,5 toneladas nas três primeiras semanas do mês. Em março de 2025, a média diária havia sido ligeiramente maior, com 11.328,9 toneladas.

SECEX/MDIC

 

Itaú BBA: Boi gordo sobe com exportações firmes e oferta ajustada

Agro Mensal destaca avanço dos preços da arroba, demanda internacional aquecida e cenário estrutural positivo para a pecuária. Preço do Boi Gordo avança com oferta mais restrita

 

O mercado do boi gordo registrou valorização relevante ao longo de fevereiro, impulsionado por um cenário de oferta mais ajustada e demanda externa aquecida. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, a arroba no estado de São Paulo avançou mais de R$ 20 em relação a janeiro, refletindo esse equilíbrio entre oferta e consumo. A redução na oferta foi evidenciada pela queda nos abates. Dados preliminares indicam que: os abates de fêmeas recuaram 9% no comparativo anual; os abates de machos caíram 3%; o volume total abatido no primeiro bimestre foi 5% menor que no mesmo período de 2025. Esse movimento reforça a transição do ciclo pecuário para uma fase de menor disponibilidade de animais. Do lado da demanda, o destaque segue sendo o mercado externo. As exportações de carne bovina brasileira continuam em ritmo forte, com crescimento expressivo: Alta de 24% em fevereiro na comparação anual; Avanço de 26% no acumulado do primeiro bimestre. A China permanece como principal destino, com embarques elevados possivelmente ligados à antecipação de compras antes da aplicação de tarifas mais altas. Outros mercados também apresentaram crescimento relevante, como Estados Unidos, Chile, Rússia, Egito e Emirados Árabes. Apesar do bom desempenho das exportações, o relatório aponta que o spread da exportação recuou, pressionado pelo aumento do custo do boi gordo, que subiu mais que o preço da carne no mercado internacional. No mercado doméstico, a valorização também foi observada, mas em menor intensidade. A carcaça casada registrou alta de 3,7% em fevereiro, abaixo da valorização do boi gordo. Com isso, houve compressão das margens da indústria: o spread da carcaça recuou de 8% para 5%, ainda em patamar considerado satisfatório historicamente. Esse cenário indica que, embora os preços estejam firmes, a pressão de custos segue sendo um ponto de atenção para frigoríficos. O relatório também destaca que o conflito no Oriente Médio adiciona um novo fator de risco ao mercado. Os impactos são mais indiretos, principalmente sobre: Custos logísticos; Fretes internacionais; Cadeias globais de suprimento.

Apesar disso, a relevância da região para a carne bovina brasileira é menor em comparação a outras proteínas, o que limita impactos diretos mais severos. Mesmo com a volatilidade de curto prazo, o Itaú BBA avalia que o cenário estrutural para a pecuária de corte permanece favorável. O mercado deve continuar sustentado por: Oferta mais restrita de gado, em função do ciclo pecuário; Demanda global aquecida, especialmente da China; Perspectiva de preços mais firmes no médio prazo. A tendência é de que, com uma eventual redução das tensões geopolíticas, o mercado volte a se alinhar ainda mais aos seus fundamentos, reforçando o suporte aos preços do boi gordo. Um dos principais pontos de alerta destacados no relatório é o encarecimento da reposição, que deve continuar pressionando os custos da atividade. Esse cenário exige maior atenção dos pecuaristas, especialmente na gestão de risco. O Itaú BBA reforça a importância de: aproveitar oportunidades de hedge na bolsa; planejar compras de reposição com estratégia; adotar sistemas produtivos mais eficientes. Perspectivas: volatilidade no Curto Prazo e Sustentação no Longo. O mercado do boi gordo deve continuar sensível a fatores externos no curto prazo, especialmente diante das incertezas geopolíticas. No entanto, os fundamentos seguem indicando um ambiente construtivo para os preços. A combinação entre menor oferta, demanda internacional consistente e custos mais elevados tende a sustentar a valorização da arroba ao longo dos próximos ciclos, ainda que com episódios de volatilidade ao longo do caminho.

ITAÚ BBA

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno cai forte em fevereiro, enquanto exportações batem recorde

Os preços do suíno recuaram fortemente em fevereiro, pressionados pela menor demanda interna, enquanto as exportações atingiram níveis recordes e ajudaram a sustentar o setor.

 

Os preços do suíno vivo registraram forte queda em fevereiro de 2026, com retração de até 16,1% na praça SP-5, a mais intensa desde 2022. A média mensal caiu de R$ 8,24/kg em janeiro para R$ 6,91/kg em fevereiro, refletindo menor demanda da indústria e desequilíbrio na oferta interna. No atacado, o movimento foi semelhante: a carcaça especial suína teve média de R$ 10,36/kg, queda de 14,6% no mês, em um cenário de consumo ainda enfraquecido. Apesar da pressão no mercado interno, o setor exportador segue em forte ritmo. Em fevereiro, o Brasil embarcou 120,9 mil toneladas de carne suína, alta de 6,9% em relação a 2025 e o maior volume já registrado para o mês. Este é o terceiro mês consecutivo de recorde nas exportações. As Filipinas mantiveram-se como principal destino, seguidas por Japão e China.

No campo, a queda dos preços impactou diretamente o produtor: o poder de compra recuou, com o suíno equivalente a apenas 3,75 kg de farelo de soja e 6,11 kg de milho, os menores níveis em meses. Mesmo com a desvalorização, a carne suína ganhou competitividade frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne bovina, cuja diferença de preços aumentou no período. Para março, o setor monitora dois pontos-chave: a necessidade de equilibrar oferta e demanda no mercado interno e possíveis impactos logísticos do conflito no Oriente Médio, que podem elevar custos de exportação.

CEPEA - BOLETIM DO SUÍNO

 

FRANGOS

 

Itaú BBA: Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes

Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio. Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

 

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual. Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva. Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais. No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores. Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor. Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos. O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%. Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações. Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras. Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes. Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo. O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais. A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro. Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços. A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos. Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses. O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo. Entre os principais pontos de atenção estão: Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos; Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja; Ritmo de crescimento da oferta interna; diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

ITAÚ BBA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

MBRF e Governo do Paraná reafirmam R$ 375 milhões em investimentos para cadeia de alimentos

Parceria anunciada há um mês foi estruturada por meio de operação do FIDC Paraná. Recursos serão usados no fortalecimento da produção de aves e suínos e na promoção do crescimento sustentável do agronegócio nas regiões Oeste, Sudoeste e Campos Gerais.

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente do Conselho de Administração da MBRF, Marcos Molina, conversaram na segunda-feira (23) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, sobre detalhes do investimento conjunto de R$ 375 milhões direcionado ao fortalecimento da cadeia paranaense de produção de aves e suínos. O encontro ocorre praticamente um mês após o anúncio do aporte, que foi viabilizado por meio do Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Paraná). A iniciativa combina recursos públicos e privados, sendo 80% do valor (R$ 300 milhões) aportados pela MBRF e 20% (R$ 75 milhões) por meio do subsídio do Governo do Paraná, reforçando o modelo de cooperação entre setor público e iniciativa privada para fomentar a produção e o desenvolvimento regional. Cerca de 70% do montante será direcionado à expansão e fortalecimento da base de produtores integrados da MBRF. Os outros 30% deverão ser aplicados em projetos nas unidades produtivas da empresa no Paraná, impulsionando a produção de alimentos e fortalecendo a competitividade do agronegócio paranaense. O FIDC Agro Paraná foi estruturado pelo Governo do Estado, por meio da Fomento Paraná, e lançado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, em abril de 2025. De acordo com o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, o objetivo é alavancar até R$ 2 bilhões para o financiamento de projetos estruturantes no campo, impulsionando o agronegócio com apoio direto ao cooperativismo, à modernização tecnológica e ao fortalecimento da renda em regiões produtoras. Uma das primeiras parcerias do Estado no FIDC Paraná, a MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, com presença em 117 países e um portfólio que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, a companhia reúne 130 mil colaboradores em nível global e produz aproximadamente 8 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes e milhões de consumidores em todo o mundo.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

PIB do Paraná cresce 2,8% em 2025

O PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.

 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23). A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo. Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País. "O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%. Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Guerra já frustra a expectativa de queda de juros no novo Plano Safra

Recuo tímido na taxa Selic e endividamento elevado no campo dificultam ainda mais elaboração do programa de financiamento no ciclo

 

O cenário de alta do endividamento no campo e a demora para o início de um movimento de queda da Selic mais efetivo vão tornar a elaboração do Plano Safra 2026/27 ainda mais difícil para as equipes técnicas envolvidas no tema em Brasília. Os esforços serão, segundo fontes ouvidas pelo Valor, para ao menos manter o montante total de recursos perto dos R$ 600 bilhões do Plano Safra atual, mas a expectativa é de que os juros também ficarão em patamar elevado. O total considera linhas tradicionais e títulos, como as Cédulas de Produto Rural (CPRs). A avaliação é de que o aperto fiscal permanecerá e não haverá “folga” na construção da política de crédito rural para a próxima temporada, que começa em julho. A equipe técnica que elabora o Plano Safra imaginava que a Selic já teria caído mais a esta altura do campeonato. Com o corte de 0,25 ponto porcentual da semana passada e as incertezas com a guerra no Oriente Médio, o custo de captação se manterá alto e os juros deverão ficar em um patamar elevado. As sinalizações ainda não são claras para um eventual corte nas taxas finais, que variaram de 2% a 14% ao ano no ciclo atual. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, afirmou que os juros permanecerão elevados e que o cenário é “desafiador”. A guerra é um componente extra de imprevisibilidade e que deverá reforçar o foco do Plano Safra para o custeio, por conta dos reflexos do conflito nos custos da produção.

 “Será um ano de reajuste no setor para uma grande retomada depois”, completou.

Segundo ele, o corte da Selic em março, para 14,75%, e a previsão de ritmo lento em novas reduções nos próximos meses não darão espaço para juros mais baixos no crédito rural em 2026/27. “A taxa de juros vai ser tão alta quanto agora. Com a Selic em 15% ou em 14%, o efeito na ponta é o mesmo. Não dá para pensar nada muito diferente desse patamar”, afirmou.

Para o secretário, um impacto significativo só seria sentido se a taxa básica estivesse mais perto de 10%. Cálculos internos do Ministério da Agricultura indicam que a demanda potencial para custeio na safra 2026/27 chegará perto de R$ 865 bilhões, mais que o dobro de seis anos atrás, quando eram R$ 418 bilhões. A conta considera os custos de produção, que aumentaram desde a pandemia e ainda não recuaram, e a perspectiva de área plantada. Desse montante, cerca de 30% deverão ser fomentados via Plano Safra e o restante é custeado a mercado ou com recursos próprios dos produtores. Para investimentos, a previsão é de necessidade superior a R$ 200 bilhões. Ainda não houve definição do orçamento que estará disponível para equalização dos juros a partir de julho. São quase R$ 19 bilhões reservados na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a subvenção ao crédito rural, mas a maior parte está comprometida com o pagamento da equalização de operações de safras passadas, que ficam ainda mais caras por conta da alta nos juros atuais, o que aumenta a diferença para as taxas contratadas em anos anteriores. Em cenário de maior restrição, o governo poderá usar novamente uma manobra, criada em 2025, que dividiu a aplicação orçamentária do Plano Safra por semestre, um em cada ano civil. Sem esse arranjo, o Tesouro Nacional teria que reservar um valor maior em caixa para o ano inicial, mesmo que não fosse inteiramente utilizado naquele período. Essa regra foi criada às vésperas do lançamento do Plano Safra 2025/26 e abriu espaço para uma redução mais acentuada de juros para a agricultura familiar, já que a demanda orçamentária foi organizada em semestres. Agora, a meta do governo é dar mais previsibilidade aos bancos e cooperativas financeiras para se adaptarem ao mecanismo. O “leilão” de recursos equalizáveis, em que as instituições apresentam suas propostas para operacionalizar os valores que recebem a subvenção direta da União, deve ser anunciado em abril. Depois de um aumento geral das exigibilidades em 2025, o governo deve optar por manter os níveis de direcionamentos dos recursos obrigatórios (31,5%), da poupança rural (70%) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), de 60%, neste ano. Pode haver alterações pontuais nas subexigibilidades, dizem fontes. O Banco Central ainda não informou o saldo disponível nessas carteiras. Mesmo assim, vai haver o aumento programado da exigibilidade dos depósitos à vista para as cooperativas de crédito, que passará de 6% para 13%. No Plano Safra atual, quase R$ 6,5 bilhões são oriundos desse direcionamento. Como a área plantada deverá crescer e os custos aumentaram, a demanda por crédito em 2026/26 será maior. Deve haver busca por um novo “valor recorde”, disse uma fonte em Brasília.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha abaixo dos R$5,25 após Trump citar negociações entre EUA e Irã

O dólar fechou a segunda-feira com queda firme no Brasil, voltando ao patamar abaixo dos R$5,25, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar ataques contra usinas de energia do Irã e citar negociações "produtivas" com o país, o que foi negado por Teerã.

 

O dólar à vista fechou a sessão com baixa de 1,33%, aos R$5,2418, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. Com o movimento, o dólar devolveu parte da alta da sessão anterior, na sexta-feira, quando saltou 1,84% frente ao real em meio a temores relacionados à guerra no Oriente Médio. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular agora baixa de 4,50%. Às 17h21, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,95% na B3, aos R$5,2460.

Trump afirmou nesta segunda-feira que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco dias, além de citar conversas “muito boas e produtivas” entre os países. Durante o dia, ele reforçou a possibilidade de um acordo. "Com o Irã, estamos negociando há muito tempo e, desta vez, eles estão falando sério", disse.

Ainda que Teerã tenha desmentido a informação de que mantém conversas com os EUA, a possibilidade de um desfecho para a guerra no Oriente Médio disparou a busca global por ativos de risco. O barril do petróleo tipo Brent cedeu abaixo dos US$100 e os índices de ações tiveram ganhos nos EUA e no Brasil. Nos mercados de moedas, o dólar sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real. “Trata-se de um movimento que deve diminuir os temores em relação ao prolongamento do conflito e traz algum sinal, ainda que inicial, de possível conciliação entre os dois países”, disse pela manhã Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex, ao avaliar o recuo do dólar no Brasil.

REUTERS

 

Ibovespa avança mais de 3% após Trump citar conversas produtivas com Irã

O Ibovespa disparou mais de 3% na segunda-feira, encostando em 183 mil pontos na máxima, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas "produtivas" com o Irã.

A semana na bolsa brasileira também começou com noticiário corporativo movimentado, com o holofote voltado para nomes como Embraer, Fleury, CSN, Desktop, entre outros. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 3,24%, a 181.931,93 pontos, tendo alcançado 182.973,41 na máxima e 176.220,82 na mínima. O volume financeiro no pregão somou R$32,38 bilhões. Trump afirmou nesta segunda-feira que houve conversas entre EUA e Irã no último dia, nas quais os dois lados chegaram a "importantes pontos de concordância", acrescentando que um acordo para pôr fim à guerra pode ser fechado em breve. No sábado, ele alertou que as usinas de energia iranianas seriam destruídas se Teerã não abrisse totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas. Mas na segunda-feira mandou adiar qualquer ataque militar contra usinas de energia do Irã por cinco dias. A agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, informou que não há comunicações diretas ou indiretas com os EUA. Nos mercados, porém, prevaleceu o alívio com a sinalização de Trump nesta sessão.

O petróleo sob o contrato Brent desabou 10,92%, a US$99,94, enquanto o S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, avançou 1,14% e o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA caía a 4,3479%. De acordo com o analista Nícolas Mérola, da EQI Research, houve uma escalada importante no conflito no Oriente Médio no fim de semana, mas a pressão negativa registrada no começo da segunda-feira se reverteu com o anúncio de Trump.

"Ninguém sabe se isso vai realmente acontecer...mas o mercado comprou essa narrativa (de cessar-fogo de Trump)", afirmou, acrescentando que o cenário externo acabou ditando a direção na bolsa paulista.

REUTERS

 

Analistas elevam estimativa para a Selic este ano a 12,50% no Focus

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram pela terceira semana seguida a expectativa para a taxa básica de juros ao final deste ano e passaram a ver a Selic em 12,50%, de 12,25% antes, mostrou a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira.

 

A alteração ocorre na esteira das preocupações com a inflação diante do aumento dos preços do petróleo por conta da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que interrompeu o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz. Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75% ao ano, mas defendeu cautela para passos futuros da calibragem da taxa básica ao destacar "forte aumento da incerteza" em meio ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio. No Focus, os economistas consultados seguem vendo corte de 0,50 ponto percentual na Selic em abril, para 14,25%. Mas para a quarta reunião do ano, em junho, passaram a projetar uma redução de 0,50 ponto, de 0,75 ponto antes. Em seguida, a expectativa é de mais dois cortes seguidos de 0,50 e mais um de 0,25 ponto, com manutenção na última decisão do ano. Para 2027, a expectativa segue sendo taxa de juros de 10,50%.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 subiu a 4,17%, de 4,10% antes, permanecendo em 3,80% para o ano que vem. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano passou a 1,84%, de 1,83%, e segue em 1,80% para 2027.

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Acordo comercial UE-Mercosul entrará em vigor provisoriamente a partir de 1º de maio

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul entrará em vigor provisoriamente a partir de 1º de maio, informou a Comissão Europeia na segunda-feira.

 

Os principais elementos comerciais do acordo, que tem se mostrado controverso na Europa, serão aplicados a partir dessa data entre a União Europeia, composta por 27 nações, e os países do Mercosul que concluíram seus procedimentos de ratificação até o final de março.

"Argentina, Brasil e Uruguai já o fizeram. O Paraguai ratificou o acordo recentemente e espera-se que envie sua notificação em breve", afirmou a Comissão em comunicado.

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Exportações do agro somam US$ 12 bilhões em fevereiro

Alta é puxada por soja e carnes, com destaque para recorde da carne bovina no mês.

 

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12 bilhões em fevereiro de 2026, crescimento de 13% em relação a janeiro e de 7,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA com base na Secex. O desempenho foi puxado principalmente pelo complexo soja, com o avanço da colheita. Os embarques de soja em grãos chegaram a 7,1 milhões de toneladas, alta de 11% na comparação anual, enquanto o preço médio subiu 4,4%, para US$ 412,9 por tonelada. O farelo registrou 1,7 milhão de toneladas exportadas, aumento de 3%, com recuo de 3% nos preços. Já o óleo de soja teve forte alta nos embarques, que praticamente dobraram e alcançaram 221 mil toneladas, acompanhado de valorização de 13%. No segmento de proteínas, a carne bovina in natura teve destaque, com 236 mil toneladas exportadas em fevereiro, avanço de 24% e recorde para o mês. O preço médio também subiu, chegando a US$ 5.640,9 por tonelada. A carne de frango somou 427 mil toneladas, crescimento de 5,4%, com alta de 4% nos preços. Já a carne suína registrou embarques de 104 mil toneladas, aumento de 3,2%, com preço médio estável na comparação anual. No setor sucroenergético, as exportações de etanol cresceram 50% em relação a fevereiro de 2025, totalizando 60 mil metros cúbicos, com alta de 4% nos preços. O açúcar VHP teve aumento de 32% no volume embarcado, atingindo 2 milhões de toneladas, mas com queda de 23% no preço médio. Por outro lado, o açúcar refinado registrou retração de 22% nos embarques e recuo de 19% nos preços. Entre outros produtos, o café verde somou 142 mil toneladas exportadas, queda de 17% frente ao ano anterior, enquanto o preço médio avançou 20%, chegando a US$ 7.191 por tonelada.

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