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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1070 DE 19 DE MARÇO DE 2026

  • prcarne
  • há 3 horas
  • 21 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1070 | 19 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: preços andam de lado

Com as duas pontas do mercado (pecuaristas e frigoríficos) optando pela cautela, os preços do boi gordo “andaram de lado” nas principais praças brasileiras, informaram na quarta-feira (18/3) a Agrifatto a Scot Consultoria, que acompanham diariamente as movimentações do setor pecuário. No Paraná, Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)

 

Na prática, a comercialização de lotes terminados ocorre de forma gradual, sem disposição para negociar abaixo das referências de mercado. “De um lado, a indústria tenta pressionar os preços; de outro, o produtor retém a oferta e defende a arroba”, acrescentou a Agrifatto. Como reflexo, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros permaneceram encurtadas, ao redor de 6 dias, na média nacional, limitando o avanço das programações e reforçando a sustentação dos preços da arroba, enfatiza a consultoria. Com isso, insistem os analistas, o mercado do boi gordo segue com baixa liquidez, porém com preços firmes para a arroba.

“Em São Paulo, já se fala em arroba entre R$ 355 e R$ 360 no curto prazo”, destacou a Agrifatto. Neste momento, pelos dados da consultoria, o macho terminado vale R$ 350/@, no prazo, no mercado paulista, enquanto o valor médio da arroba nas outras 16 regiões monitoradas diariamente está em R$ 331,50/@. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 347/@ no mercado paulista, no prazo. O “boi-China”, por sua vez, é negociado por R$ 350/@. No mercado futuro, os contratos do boi gordo registraram queda no pregão desta terça-feira (17/3) da B3. O papel com vencimento em abril/26, por exemplo, encerrou a sessão cotado a R$ 345,25/@, com desvalorização de 0,88% em relação ao fechamento anterior. Tradicionalmente, durante a segunda quinzena do mês, as vendas de cortes bovinos perdem terreno devido ao esgotamento dos salários recebidos no começo do mês. “A concorrência de proteínas mais baratas, como aves, suínos, ovos e industrializados, segue limitando significativamente o escoamento da carne bovina”, informou a Agrifatto. No mercado atacadista, disse a consultoria, o cenário é semelhante. “A distribuição de carne com osso opera em ritmo lento desde o início da semana, e o baixo volume de reposição por parte do varejo confirma um mercado enfraquecido”. Na avaliação da consultoria, essa tendência pode se prolongar até o fim de março/26, mesmo com o crédito do vale mensal dos trabalhadores previsto para o dia 20/3. Na quarta-feira (18/3), diz a Agrifatto, a oferta dos produtos bovinos permanece restrita, com exceção do boi castrado, cuja disponibilidade é superior à das demais carcaças. “Até o dianteiro para consumo in natura, que vinha apresentando boa demanda, perdeu força”, informou a Agrifatto, ainda referindo-se ao mercado paulista. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.  Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (17/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 332,50/@ (à vista) e R$ 336,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,50/@ (à vista) e $ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 307,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 312,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 322,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Participação de fêmeas no abate de bovinos atingiu 46,83% em 2025, o maior nível da história

Em todos os meses do quarto trimestre de 2025 foram registrados recordes para a categoria, destaca a consultoria Agrifatto

 

A participação de fêmeas no abate total atingiu 46,83% em 2025, o maior nível da história, ficando 6,90 pontos percentuais acima da média dos últimos 15 anos (39,93%), informa a Agrifatto, com base nos dados do IBGE divulgados na quarta-feira (18/3). No total, foram enviados para os ganchos das indústrias brasileiras 4,60 milhões de cabeças de vacas e novilhas no último trimestre do ano passado, um avanço de 19,42% sobre igual período de 2024.

Segundo a Agrifatto, em todos os meses do quarto trimestre de 2025 foram registrados recordes para a categoria. Como consequência direta dessa composição, o peso médio das carcaças (machos e fêmeas) recuou 0,92% no comparativo anual, fechando 2025 em 258,52 kg/cabeça, observa a consultoria. Para 2026, prevê a Agrifatto, a expectativa é de redução no número total de animais abatidos no País, principalmente em relação às fêmeas, devido ao esperado movimento de desaceleração nos descartes, um reflexo da eventual mudança do ciclo pecuário – para a fase de alta nos preços. Diante desse cenário, a consultoria projeta um total de abate de 40,44 milhões de cabeças em 2026, com recuo de 5,3% sobre o desempenho de 2025. Ainda assim, diz a Agrifatto, observa-se uma mudança de padrão. “Os níveis de fêmeas no abate devem permanecer elevados, impulsionados pela maior participação de novilhas voltadas à exportação, e não necessariamente por descarte”, acreditam os analistas da consultoria.

AGRIFATTO

 

Novilhas ganham mais peso nos ganchos dos frigoríficos, marcando uma mudança de padrão no País

O peso médio desta categoria atingiu 211,83 kg de carcaça/cab. em 2025, com avanço de 6,57% no comparativo anual, destaca a Agrifatto

 

O peso médio das novilhas abatidas em 2025 pelos frigoríficos brasileiros atingiu 211,83 kg de carcaça/cab., um acréscimo de 6,57% (em kg) em relação ao resultado de 2024, relata a Agrifatto, com base em dados do IBGE divulgados na quarta-feira (18/3). “Ou seja, além do avanço em volume, houve uma mudança no perfil dos animais destinados aos ganchos”, ressalta a consultoria. Segundo a Agrifatto, outro destaque importante na linha de abate das indústrias do País é a maior presença de animais mais jovens, especialmente de novilhas.

Na avaliação da consultoria, apesar da previsão de desaceleração em relação aos anos imediatamente anteriores, “os níveis de fêmeas no total de abates no Brasil devem permanecer elevados ao longo de 2026, impulsionados pela maior participação de novilhas voltadas à exportação”.

PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Embrapa lança nova versão do aplicativo Custo Fácil e amplia gestão na suinocultura

Na versão 4.0, a ferramenta está disponível para Android e iPhone (iOS), com novo desenho de interface e funcionalidades ampliadas deste projeto que conta com o apoio da ABCS.

 

A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), reforça o apoio à gestão econômica da suinocultura com a atualização do aplicativo Custo Fácil. Agora em sua quarta versão, a ferramenta está disponível para Android e iPhone (iOS), com novo desenho de interface e funcionalidades ampliadas, tornando ainda mais prática a organização e análise dos dados das granjas. Voltado a produtores, gestores, assistência técnica e estudantes, o aplicativo permite estimar o custo de produção, a rentabilidade e a geração de caixa de granjas de suínos e frangos de corte em sistemas de integração. A proposta é oferecer uma visão clara e estruturada da atividade, facilitando a tomada de decisão em diferentes horizontes de curto e longo prazo. Entre as funcionalidades, o usuário pode cadastrar múltiplas granjas e lotes, inserir informações detalhadas sobre alojamento, desempenho produtivo, investimentos, mão de obra, receitas e despesas. A partir desses dados, o sistema gera indicadores de desempenho, gráficos e relatórios completos, que podem ser compartilhados por e-mail ou aplicativos de mensagens. O aplicativo também permite o acompanhamento detalhado dos custos, com possibilidade de ajustes e correções, além de oferecer análises e orientações que auxiliam na negociação e na gestão financeira da produção. Todos os cálculos seguem metodologias desenvolvidas pela Embrapa e por institutos de pesquisa em economia agropecuária do Brasil e do exterior, garantindo consistência técnica às informações. Outro diferencial é o acesso a estatísticas anônimas de custos de outros usuários e a integração com o Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa, o Redape, ampliando o repertório de informações disponíveis para análise. A ferramenta ainda conta com uma biblioteca de conteúdos sobre gestão, custos de produção, custo da mão de obra familiar e capital investido, baseada em cursos gratuitos oferecidos pela instituição.

EMBRAPA SUÍNOS E AVES


CARNES

 

Pecuária brasileira colecionou recordes em 2025

Relatório de abates do IBGE traz novas marcas históricas em diversos segmentos. Desde 2022, o abate de bovinos tem mostrado trajetória de crescimento

 

O abate de bovinos no país bateu recorde e registrou total de 42,94 milhões de cabeças em 2025, alta de 8,2% ante 2024. As informações são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha, divulgadas na quarta-feira (18/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2022 o abate de bovinos tem mostrado trajetória de crescimento, lembram os pesquisadores. No quarto trimestre do ano passado, foram abatidas 11,043 milhões de cabeças, queda de 2,7% em relação terceiro trimestre de 2025, mas com aumento de 14% quando comparado com mesmo trimestre de ano anterior. O abate de frangos também foi recorde. Foram 6,69 bilhões de aves no ano passado, alta de 3,1% em comparação com 2024. No quarto trimestre de 2025, foram registrados abates de 1,714 bilhão de aves, alta de 1,5% sobre o terceiro trimestre, e aumento de 5,7% em comparação com mesmo trimestre de ano anterior. Nas pesquisas, o IBGE mapeou ainda abate recorde de 60,69 milhões de cabeças de suínos no ano passado, alta de 4,3%. No último trimestre do ano passado, foram contabilizados abates de 15,286 milhões de cabeças, queda de 3,5% em comparação com o terceiro trimestre de 2025, mas com aumento de 5,8% na relação igual trimestre de ano anterior. O IBGE divulgou também dados sobre os curtumes. O número também foi recorde, com 44,03 milhões de peças inteiras de couro bovino, alta de 9,8% ante 2024. No quarto trimestre de 2025, os curtumes declararam ter obtido 11,126 milhões de peças inteiras de couro cru bovino. Essa quantidade representa decréscimo de 2,4% em comparação à registrada em igual trimestre de ano anterior, mas um aumento de 11,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Outro recorde foi o da produção de ovos de galinha, que somou 4,95 bilhões de dúzias em 2025. Esse volume é 5,7% acima de 2024. No quarto trimestre de 2025, foi contabilizado pelo IBGE produção de 1,259 bilhão de dúzias. Isso é 1,5% acima do observado no terceiro trimestre do ano passado, sendo 4,1% superior ao mesmo trimestre de ano anterior.

GLOBO RURAL

 

INTERNACIONAL

 

Argentina pode falhar na meta de exportar 1 milhão de toneladas de Carne bovina em 2026

A oferta local da proteína diminuiu a tal ponto que colocou em risco as previsões de embarques para este ano”, alerta reportagem do jornal Clarín

 

Reportagem desta semana do jornal Clarín coloca em dúvida a capacidade da Argentina – tradicional concorrente do Brasil no mercado internacional de carne bovina – de atingir a meta de exportar 1 milhão de toneladas em 2026. “Apesar do aumento da demanda global e dos preços internacionais nos primeiros meses do ano, a oferta local de carne bovina diminuiu a tal ponto que colocou em risco as previsões de exportação de 1 milhão de toneladas; a demanda existe, mas não há novilhos e vacas suficientes”, alerta a reportagem. Após anos de liquidação do rebanho bovino, a disponibilidade total na Argentina de carne bovina – indicador que mede a oferta total da proteína considerando o consumo interno e o que é exportado pelo país – bateu 62 kg/per capita, um nível muito inferior ao das décadas anteriores, informa o Clarín.

Nos primeiros anos de 1920, quando a Argentina era de longe o maior exportador mundial da commodity e conhecido globalmente como o “rei da carne”, o mesmo indicador apontava um consumo em torno de 100-120 kg por pessoa. Ao considerar o “consumo real” de carne bovina na Argentina – só o que fica no país, descontando o que vai para fora –, atualmente esse número gira em torno de 50 kg/habitante. “A diminuição do rebanho e a menor taxa de abate explicam grande parte dessa redução (do consumo), o que limita a oferta de carne e afeta tanto o mercado interno quanto a dinâmica das exportações”, ressalta a reportagem do Clarín. Atualmente, diz o jornal, há na Argentina aproximadamente 51 milhões de animais para uma população de cerca de 49 milhões, o que se traduz numa proporção de apenas 1,1 cabeça de gado por pessoa. “Há meio século, essa proporção ultrapassava 2 cabeças por habitante, refletindo uma maior disponibilidade de carne e um maior peso do setor no comércio internacional”, compara o Clarín. De acordo com dados citados pelo Clarín, o abate de bovinos projetado para 2026 poderá ficar abaixo de 13 milhões de cabeças, cerca de 600 mil animais a menos que no ano passado. “Em termos de carne disponível para abate, a oferta de carne, que caiu 9% em relação ao ano anterior nos dois primeiros meses deste ano, seria reduzida em cerca de 200.000 toneladas”, observa a reportagem, que completa: “Embora a participação de fêmeas permaneça alta – em fevereiro/26, atingiu 47,8% sobre o total abatido –, a queda na oferta em termos absolutos é de tal magnitude que se pode considerar a possibilidade de que a fase de liquidação do rebanho de 2022-2025 esteja chegando ao fim”.

O Clarín destaca que os números de abate de gado em janeiro/26 e fevereiro/26 atingiram o nível mais baixo dos últimos 10 anos. Em 2016, quando o rebanho bovino aumentou pela última vez em um milhão de cabeças, o abate caiu para apenas 11,7 milhões de cabeças e a produção de carne diminuiu para 2,65 milhões de toneladas, recorda o jornal.

CLARÍN

 

EMPRESAS

 

Lucro da MBRF caiu 92% no 4º trimestre de 2025

Aumento de despesas e custos associados ao processo de fusão entre Marfrig e BRF, que originou a companhia, pesaram no balanço do ano passado. Lucro líquido da MBRF foi de R$ 91 milhões no intervalo de outubro a dezembro de 2025

 

A MBRF registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 91,9% em comparação a igual período do ano anterior. Em seu comunicado de resultados, a empresa atribuiu o recuo ao aumento das despesas financeiras e aos custos associados à reestruturação e ao processo de fusão. Segundo a companhia, as despesas financeiras aumentaram no quarto trimestre, assim como no consolidado de 2025, em razão principalmente do crescimento da dívida média em 2025 comparada à de 2024, dada a alta da taxa básica de juros - 14,43% em 2025 versus 10,93% em 2024 - o que elevou o custo da dívida. Também houve maior participação da dívida denominada em reais, contribuindo para o aumento da despesa financeira no período, conforme o comunicado. A receita líquida no quarto trimestre somou R$ 43,915 bilhões, alta de 4,8% em relação a igual trimestre do ano anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no intervalo de outubro a dezembro do ano passado caiu 9,1%, para R$ 3,410 bilhões. Do total, 77% foram resultado da BRF, 18% da Operação América do Sul e 4% da América do Norte, disse a companhia no comunicado. No consolidado de 2025, a MBRF registrou receita líquida recorde de R$ 163,963 bilhões, crescimento de 11,9% em relação a 2024, com volume vendido de 8,2 milhões de toneladas de alimentos, 3,9% maior do que no ano anterior, segundo informações divulgadas no comunicado de resultados. Assim como no quarto trimestre, o lucro líquido da companhia diminuiu no ano de 2025, 77,9%, para R$ 358 milhões. O Ebitda ajustado também recuou, 3,2% na comparação anual, para R$ 13,151 bilhões. Com isso, a margem Ebitda ajustada caiu para 8%, de 9,3% em 2024. O diretor Vice-Presidente de Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia da companhia, José Ignácio Scoseria Rey, disse em entrevista que a distribuição de dividendos atrelada à fusão entre Marfrig e BRF também teve reflexo na maior despesa financeira. Além disso, também pesaram sobre o resultado os impactos da gripe aviária em uma granja comercial no Brasil - que manteve parte dos mercados consumidores, incluindo a China, fechados para a carne de frango brasileira por meses - e a menor rentabilidade na operação dos Estados Unidos, em razão do ciclo de baixa oferta de gado no país, segundo o executivo.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná bate recorde na produção de frangos, suínos, bovinos, leite e ovos em 2025

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças, a produção de porcos alcançou 12,9 milhões de animais.

 

A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina. O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões. Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024. O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões. Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%. Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997. O Paraná ocupa a 9ª posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024. No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025. No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado. A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%. Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%). O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas. 

GOVERNO DO PARANÁ

 

Paraná exporta frango para 150 mercados internacionais e lidera diversificação de destinos

Dados do MDIC mostram que o estado ampliou presença global e manteve liderança na produção avícola brasileira.

 

O Paraná exportou carne de frango para 150 mercados internacionais em 2025, o maior número de destinos entre os estados brasileiros. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC) foram divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo também figuram entre os principais exportadores do país, com presença em 138, 134 e 119 mercados externos, respectivamente. A diferença indica maior diversificação de destinos para a carne de frango produzida no Paraná. Emirados Árabes Unidos lidera a lista de principais compradores, seguido por China, México e Japão, entre os países que importaram volumes superiores a 100 mil toneladas. A lista também inclui mercados menores, como Palau, na Oceania, que registrou compras inferiores a uma tonelada, o que demonstra amplitude geográfica das exportações. Em 2025, o Paraná exportou cerca de 2,05 milhões de toneladas de carne de frango, com receita de aproximadamente US$3,53 bilhões. O desempenho reforça a posição do estado como principal exportador brasileiro do produto.

O ranking de compradores inclui ainda Arábia Saudita, Coreia do Sul, Iraque, África do Sul, Kuwait, Omã, Chile e Filipinas. Países europeus e do Oriente Médio também aparecem entre os destinos relevantes para a proteína avícola brasileira. O estado também lidera o abate de frangos no país, com participação próxima de 34% do total nacional. Apenas nos três primeiros trimestres de 2025 foram abatidas cerca de 1,7 bilhão de aves, o maior volume já registrado para o período. A capacidade de atender mercados que exigem certificação halal (documento que atesta que alimentos, cosméticos ou produtos farmacêuticos foram produzidos em conformidade com as leis islâmicas, garantindo que são lícitos para o consumo muçulmano) contribui para ampliar a presença do produto em países islâmicos, especialmente no Oriente Médio. A estratégia permite acessar consumidores com exigências específicas de processamento e certificação.

GOVERNO DO PARANÁ

 

ECONOMIA

 

BC reduz a Selic pela 1ª vez desde 2024 e cita incertezas sobre o preço do petróleo 

A taxa básica de juros passou de 15% para 14,75% ao ano na primeira queda após cinco reuniões seguidas de manutenção do patamar de juros

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) cumpriu sua sinalização e reduziu a taxa básica de juros nesta quarta-feira mesmo com o cenário de incerteza em relação aos preços de petróleo. A Selic passou de 15% para 14,75% ao ano na primeira queda após cinco reuniões seguidas de manutenção do patamar de juros. Em comunicação, o colegiado reafirmou a sua mensagem de “serenidade e cautela” na definição dos juros para compreender melhor os efeitos inflacionários do choque do petróleo. “No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo, diz comunicado. O Comitê informou que o ambiente externo se tornou mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, afirma o comitê. Segundo o BC, o conjunto dos indicadores do cenário doméstico segue apresentando, “conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência”. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, diz o comunicado. O colegiado informou ainda que decidiu iniciar um ciclo de corte de juros já que os juros altos estão fazendo efeito sobre a economia. “O Comitê julgou apropriado dar início ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”, disse o Banco Central. O comunicado segue afirmando que esse quadro cria “condições para que ajustes no ritmo dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis de forma a assegurar o nível compatível com a convergência da inflação à meta”. Na reunião anterior, de janeiro, o colegiado havia sinalizado que iniciaria um ciclo de redução. O colegiado mencionou que faria a redução “em se confirmando o cenário esperado”. Desde então, houve o início do conflito no Irã, com ataques dos Estados Unidos e Israel ao país islâmico e retaliações iranianas a bases militares norte-americanas na região. O Irã também promoveu o fechamento do Estreito de Ormuz, que tem impactado os preços do petróleo. A expectativa do mercado estava dividida entre um corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) e um de 0,25 p.p. Levantamento do Valor com 103 instituições do mercado financeiro mostrava que 49 casas projetavam um corte de 0,50 p.p. e outras 53 viam uma redução de 0,25 p.p. Apenas uma instituição previa uma manutenção dos juros em 15% ao ano. No comunicado, o Fed ressaltou que a incerteza para o cenário econômico continua elevada e que as implicações do cenário no Oriente Médio para a economia dos Estados Unidos são incertas. 

VALOR ECONÔMICO

 

Brasil mantém 2º lugar no ranking dos países com maiores juros reais

Com Selic a 14,75%, percentual passou de 9,23% ao ano em janeiro para 9,51% ao ano em março. Taxa brasileira só não supera a da Turquia e fica logo à frente de Rússia e Argentina

 

Apesar do corte na taxa básica de juros (Selic) de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, o Brasil segue na segunda posição no ranking mundial de juros reais (descontada a inflação), abaixo apenas da Turquia. A taxa real brasileira passou de 9,23% ao ano, dado do levantamento feito em janeiro, para 9,51% ao ano em março. Na Turquia, os juros reais subiram de 9,88% para 10,38% ao ano no mesmo período, segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence. Na quarta-feira (18), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de 15% para 14,75% ao ano. A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses (4,03%), segundo o boletim Focus, do Banco Central, e dos juros de mercado para os 12 meses à frente. O Brasil possui juros reais mais elevados do que Rússia (9,41%), Argentina (9,41%) e México (5,39%), para citar os países mais próximos no ranking, que reúne 40 economias que possuem uma taxa média de 2,18% ao ano.

Em termos nominais, a taxa brasileira permaneceu em quarto lugar, abaixo de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%), mas acima de Colômbia (10,25%), México (7%) e África do Sul (6,75%). Entre os 40 países do ranking, 82,5% mantiveram suas taxas nesse período, 10% cortaram e 7,5% elevaram. Para a consultoria, o cenário de incertezas inflacionárias locais continua, dada a questão fiscal e um mercado de trabalho apertado, que criam tensão. O conflito entre Estados Unidos e Irã eleva as incertezas e complica o cenário para as decisões de política monetária.

FOLHA DE SP

 

Dólar sobe no Brasil após decisão do Fed e antes do anúncio do Copom sobre juros

O dólar fechou a quarta-feira em alta ante o real, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, movimento que ganhou força após a decisão sobre juros do Federal Reserve, com investidores no Brasil à espera do anúncio do Copom sobre a Selic.

 

Em mais um dia de avanço dos preços do petróleo no exterior, em função da guerra no Oriente Médio, o dólar à vista fechou a sessão no Brasil com alta de 0,83%, aos R$5,2436. No ano, a divisa passou a registrar queda de 4,47%. Às 17h24, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,98% na B3, aos R$5,2660. Até o início da tarde, o dólar alternou altas e baixas ante o real, com investidores à espera das decisões sobre juros, mas após o anúncio do Fed, às 15h, a moeda norte-americana se firmou no campo positivo, renovando máximas até o fechamento. O Federal Reserve anunciou a manutenção de sua taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75% e indicou que segue projetando apenas um corte de juros em 2026, a despeito da inflação mais alta. Em entrevista após o anúncio, o chair do Fed, Jerome Powell, afirmou que as implicações da guerra no Oriente Médio são incertas, mas que os preços mais altos de energia no curto prazo vão impulsionar a inflação. Segundo ele, ainda é cedo para saber a duração dos efeitos da guerra sobre a economia. Após a decisão do Fed, os rendimentos dos Treasuries exibiram altas firmes, em especial entre os contratos de curto prazo, com investidores elevando as apostas de que a instituição não cortará juros em junho -- mês que era visto como o do possível início do ciclo de baixa. Nos mercados de moedas, isso se traduziu na alta do dólar ante as demais divisas, incluindo as de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso chileno, o peso mexicano e o próprio real. “A comunicação (do Fed) foi interpretada como mais ‘hawkish’ (dura)... com o mercado passando a ver dezembro como o momento mais provável para o primeiro corte de juros pelo Fed”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. “Como resultado, o dólar acelerou o movimento de alta no exterior, com o DXY (índice do dólar) renovando máximas próximas de 100 pontos, com o real acompanhando o movimento”, acrescentou. Dados divulgados nesta quarta-feira pelo BC mostraram que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,605 bilhões em março até o dia 13 -- período que abarca as duas primeiras semanas da guerra no Oriente Médio.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda de olho em decisões de juros e no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, enquanto os agentes avaliavam a decisão do Federal Reserve de manter os juros dos EUA inalterados na faixa entre 3,50% e 3,75%, e aguardavam o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no final do dia, ao mesmo tempo em que ainda monitoravam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,43%, a 179.639,91 pontos, após alcançar 179.575,91 pontos na mínima do dia. Na máxima, marcou 181.550,83 pontos. O volume financeiro somou R$27,5 bilhões. Destaque da agenda da semana, o Fed manteve as taxas de juros estáveis e projetou uma inflação mais alta, desemprego estável e apenas um único corte nos juros para o ano, em sua primeira reunião de política monetária desde a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Durante coletiva de imprensa após o anúncio da decisão, o chair do Fed, Jerome Powell, reiterou a incerteza que a guerra cria para as perspectivas econômicas. “No curto prazo, os preços mais altos de energia vão pressionar a inflação geral para cima, mas ainda é cedo para saber a dimensão e a duração dos efeitos potenciais sobre a economia.” Nesse contexto de guerra, os preços do petróleo chegaram a subir 5% ao longo da sessão, depois que a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar diversas instalações de energia no Oriente Médio em retaliação, aumentando o risco de novas interrupções no fornecimento de energia da região. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 3,83%, a US$107,38 por barril.  "Hoje foi um pregão mais cauteloso, de olho lá fora e no Copom", destacou Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do Grupo Axia Investing.

REUTERS

 

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