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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1120 DE 02 DE JUNHO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1120 | 02 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Estabilidade no mercado do boi gordo

Segundo a Agrifatto, o animal destinado ao mercado interno é negociado a R$ 345/@, enquanto os “lotes-China” estão cotados em R$ 355/@ (no prazo). No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

A semana começou com estabilidade nos preços do boi gordo nas principais praças brasileiras, conforme apuração da segunda-feira (1/6) da Agrifatto e Scot Consultoria. Pelos dados da Scot, no mercado paulista, o boi sem padrão-exportação segue cotado em R$ 347/@, o “boi-China” em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 318/@ e a novilha terminada em R$ 330/@ (valores brutos, no prazo). Segundo levantamento da Agrifatto, o animal destinado ao mercado interno é negociado a R$ 345/@, enquanto os “lotes-China” estão cotados em R$ 355/@ (no prazo).

Desde a última semana de maio/26, as cotações do boi gordo vêm apresentando recuperação no mercado físico, depois de um período de baixa ocasionado sobretudo pela “desova” da safra de animais terminados a pasto. O indicador Datagro (base SP) reverteu a tendência recente e avançou 1,29% na semana, encerrando a sexta-feira (29/5) em R$ 349,42/@. “Apesar da pressão sazonal, a disponibilidade de animais no balcão físico apresentou um estreitamento pontual, forçando as indústrias a validarem patamares de preços superiores para manterem o ritmo de suas escalas de abate”, observa a Agrifatto. Assim, com a pressão baixista temporariamente arrefecida, o mercado do boi gordo voltou a ganhar tração e trabalhou com preços firmes ao longo de toda a semana passada. “A leve melhora da liquidez e as compras compassadas deram sustentação às negociações”, ressaltou a Agrifatto. Na avaliação da consultoria, o consumo doméstico de carne bovina tende a ganhar força nesta primeira semana de junho, motivado pelo pagamento dos salários aos trabalhadores. Além disso, continua a consultoria, o mercado do boi gordo também segue amparado pelo bom ritmo das exportações de carne bovina in natura. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (29/5), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 345,00/@ (à vista) e R$ 349,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 349,00/@ (à vista) R$ 353,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 332,50/@ (à vista) e R$ 336,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

Copa do Mundo deve elevar preços da arroba do boi gordo e do atacado em junho

Ritmo de exportações de carne para os Estados Unidos, país sede do evento esportivo, também anima a indústria

 

O mercado físico do boi gordo registrou negócios mais aquecidos em maio, com o foco na Copa do Mundo na aposta dos frigoríficos por uma demanda interna mais firme. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve destaque também, ao longo do mês, para o bom volume de carne bovina direcionado aos Estados Unidos, país sede do evento esportivo. “Os preços da arroba do boi gordo, contudo, se mostraram de estáveis a mais baixos na maior parte das praças de comercialização do Brasil ao longo de maio, em meio a um quadro de melhor disponibilidade de oferta”, esclarece. De acordo com Iglesias, a exceção ficou por conta do Pará e de Rondônia, onde os preços da arroba subiram diante da maior retenção de oferta por parte dos pecuaristas, em meio às condições favoráveis das pastagens. Ao longo do mês, Iglesias sinaliza que o setor monitorou os embarques direcionados à China, em meio à expectativa de que possa haver um esgotamento da cota direcionada ao Brasil entre os meses de junho e julho. “Não houve, por enquanto, grandes avanços em torno do pedido feito pelo Brasil para uma ampliação das cotas na missão encerrada na última semana no país asiático”, sinaliza.

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 29 de maio em comparação ao fechamento de abril: São Paulo (Capital): R$ 355, inalterado frente ao final do mês passado. Goiás (Goiânia): R$ 330, queda de 2,94% ante aos R$ 340 registrados no término do mês anterior. Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, baixa de 4,41% perante os R$ 340 praticados no fechamento do mês passado. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, recuo de 1,39% frente aos R$ 360 registrados no fechamento do mês passado. Rondônia (Vilhena): R$ 335, avanço de 1,52% perante os R$ 330 praticados no término de abril. No mercado atacadista, Iglesias ressalta que os preços sinalizaram queda ao longo de maio, em meio à maior competitividade de proteínas concorrentes como a carne de frango e a suína. A aposta do mercado é de que possa haver uma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho por conta, justamente, da Copa do Mundo, período que amplia a expectativa de demanda para a carne bovina. Quarto do dianteiro: precificado a R$ 21,50 por quilo, recuo de 8,51% frente aos R$ 23,50 praticados no final de abril; Cortes do traseiro do boi: cotados a R$ 27,00 por quilo, queda de 5,26% ante aos R$ 28,50 registrados no final do mês anterior. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,321 bilhão em maio até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 88,072 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 203.480 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.492,40. Em relação a maio de 2025, houve alta de 63,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,8% no preço médio.

SAFRAS NEWS

 

SUÍNOS

 

O setor suíno da UE moderará sua produção em 2026

A atualização das previsões de curto prazo da Comissão Europeia antecipa uma queda de 1% na produção de carne suína em relação a 2025, com exportações em baixa e um consumo per capita que se estabiliza próximo de 32,6 kg.

 

A Comissão Europeia publicou a atualização do seu Short-Term Outlook para os mercados agrícolas da UE em 2026. O documento situa esse ajuste no contexto de um ambiente macroeconômico enfraquecido pela prolongada instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que está encarecendo a energia, o transporte e os fertilizantes e, consequentemente, o preço das rações, com impacto nos custos de produção. Segundo as previsões, a produção líquida de carne suína deverá cair cerca de 1% em relação ao ano anterior, passando das 21,98 milhões de toneladas estimadas para 2025 para 21,76 milhões de toneladas projetadas para 2026. Os dados históricos do balanço de oferta e demanda da UE confirmam que o setor vem buscando um novo equilíbrio há vários anos. Após o pico da produção bruta em 2021, quando a produção líquida superou 23,6 milhões de toneladas, o setor sofreu o duplo impacto da queda da demanda chinesa e do ciclo de redução do rebanho, atingindo o ponto mais baixo em 2023, com 20,8 milhões de toneladas. A recuperação de 2024 e 2025, com 21,3 e 22,0 milhões de toneladas brutas, respectivamente, é interrompida agora em 2026 com uma nova correção para baixo. O capítulo comercial é o que apresenta as piores perspectivas. As exportações de carne suína, que chegaram a superar 4,9 milhões de toneladas em 2020, impulsionadas pela demanda da China, continuam seu ajuste estrutural. Após encerrarem 2024 em 2,94 milhões de toneladas e se recuperarem levemente em 2025, chegando às 2,98 milhões de toneladas estimadas, a previsão para 2026 aponta para uma nova queda, de 3%, até 2,89 milhões de toneladas. A Comissão alerta que os preços elevados e o enfraquecimento do ambiente econômico podem reduzir a competitividade do produto europeu nos mercados internacionais, embora a carne suína mantenha seu saldo comercial positivo. A atualização da Comissão destaca que o consumo per capita de carne na UE deverá se manter estável em 2026, com uma demanda robusta, apesar dos preços elevados, em praticamente todos os mercados de carnes. No caso da carne suína, o indicador ficaria em torno de 32,6 kg por habitante, ligeiramente abaixo dos 32,9 kg estimados para 2025, o que representa uma estabilização após os mínimos de 2023, de 31,0 kg. A UE mantém uma taxa de autossuficiência superior a 115% no horizonte de previsão, o que confirma que o bloco produz sistematicamente mais do que consome. No entanto, a tendência é claramente decrescente: dos 126% alcançados em 2020, passou-se para 115,7% em 2024, com projeção de uma nova queda para 115,1% em 2026.

DG AGRI

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

73% dos municípios ampliaram contratações formais no 1º quadrimestre de 2026 no Paraná

Levantamento do Caged mostra que 291 cidades paranaenses registraram saldo positivo de empregos com carteira assinada entre janeiro e abril deste ano. Curitiba liderou a geração de vagas em números absolutos, enquanto municípios de menor porte se destacaram pelo crescimento proporcional do mercado de trabalho.

 

O mercado de trabalho formal avançou em todas as regiões do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do trabalho e Emprego, mostram que 291 municípios paranaenses registraram saldo positivo na geração de empregos entre janeiro e abril, o equivalente a cerca de 73% das cidades do Estado. Além das localidades com saldo positivo, outros oito municípios permaneceram em situação de estabilidade no período, com número de admissões equivalente ao de desligamentos. Em números absolutos, dez municípios ultrapassaram a marca de mil vagas formais criadas nos quatro primeiros meses do ano. A liderança foi de Curitiba, com saldo de 14.456 empregos; seguida por Maringá (3.048), Londrina (3.026), Cascavel (2.162), São José dos Pinhais (2.119), Toledo (2.085), Colombo (1.340), Araucária (1.315) e Arapongas (1.258). Os dados do Caged também mostram diferenças no perfil da geração de empregos entre os municípios. Na Capital paranaense, o setor de serviços foi o principal responsável pelo saldo positivo, com 11.223 vagas abertas entre janeiro e abril. O mesmo movimento foi observado em Londrina, onde os serviços responderam por 2.779 novos postos de trabalho, e em Maringá, com saldo de 1.376 contratações no segmento.

Já em outros polos econômicos, a indústria liderou as contratações. Em Araucária, o setor industrial gerou 521 empregos formais no primeiro quadrimestre, enquanto em Arapongas o saldo chegou a 605 vagas, impulsionado pelo aumento das atividades nas fábricas.

Enquanto os maiores centros urbanos lideram em volume de vagas, municípios de menor porte se destacaram pela expansão proporcional do emprego formal. Os indicadores mostram que a geração de empregos não ficou restrita aos grandes centros urbanos, alcançando municípios de diferentes portes e regiões do Estado, com impacto direto sobre a renda e a atividade econômica local. No acumulado de janeiro a abril, o Paraná criou 58.863 empregos com carteira assinada, o quarto melhor resultado do Brasil no período. O saldo é resultado de 750.952 admissões e 692.089 desligamentos registrados nos quatro primeiros meses do ano. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo (202.374 vagas), Minas Gerais (78.640) e Santa Catarina (63.006) na geração de empregos formais. Com o resultado, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 3.289.537 pessoas. O Paraná manteve saldo positivo em todos os meses de 2026 até agora, com 18.006 vagas abertas em janeiro, 22.703 em fevereiro, 15.819 em março e mais 2.335 em abril. Todos os setores da economia registraram resultado positivo no primeiro quadrimestre. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com 32.905 vagas abertas, seguido pela indústria (13.212), construção (8.831), comércio (2.727) e agropecuária (1.188).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil após conclusão de investigação comercial

Escritório do Representante de Comércio americano conclui processo aberto por Donald Trump, aponta práticas 'irrazoáveis' do governo brasileiro e abre consulta pública antes de eventual adoção de sanções

 

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. Conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de a974, a medida abre uma nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção de sanções comerciais. Produtos isentos: Tarifa dos EUA contra o Brasil pouparia café, carnes, aeronaves em lista com 73 páginas de exceções. Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para participação pública. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e eventual aplicação das medidas corretivas termina em 15 de julho de 2026. A proposta prevê tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, embora o documento inclua 73 páginas de exceções. Entre os produtos que permaneceriam isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes. A conclusão da investigação ocorreu dentro do prazo previsto para negociações do grupo de trabalho criado por Brasil e Estados Unidos para tratar de temas comerciais e evitar novas tarifas. Segundo integrantes das conversas citados pelo blog do jornalista Valdo Cruz, as negociações previstas para terminar em 5 de junho não registraram avanços suficientes para serem encerradas. O grupo bilateral foi instituído após encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 7 de maio, na Casa Branca. Antes da divulgação do parecer final, o USTR havia celebrado nas redes sociais o "engajamento construtivo" do governo brasileiro e manifestado expectativa de continuidade das discussões comerciais.

O GLOBO

 

Dólar fecha em baixa ante o real na contramão do exterior

O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores. 

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,47%, aos R$5,0217. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,38% na B3, aos R$5,0560. As idas e vindas do noticiário sobre a guerra no Oriente Médio mais uma vez influenciaram os negócios com moedas nesta segunda-feira. Após abrir o dia em baixa ante o real, o dólar zerou as perdas no meio da manhã, após a agência iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã está interrompendo as trocas de mensagens com os EUA através de mediadores devido a ataques de Israel no Líbano.

Após a notícia -- que reforça as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã -- os rendimentos dos Treasuries ganharam força, renovando máximas do dia, e o petróleo Brent chegou a superar os US$97 o barril. No mercado de moedas, o dólar ganhou força ante as demais divisas, mas a pressão não foi suficiente para fazer a moeda norte-americana subir no Brasil. “A gente viu um movimento de queda hoje do dólar no Brasil, destoando um pouco das outras moedas emergentes, que acabaram ficando mais pressionadas”, comentou à tarde Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank. “A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os EUA acabou deixando os investidores mais cautelosos, e isso em tese costuma favorecer o dólar. Ainda assim, o real foi uma das poucas moedas emergentes que se valorizou, impulsionado pela alta do preço do petróleo, que é positivo para o Brasil.” Durante a tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam em “ritmo acelerado” e que não havia sido informado sobre uma suspensão por parte do Irã. Trump também disse que Israel concordou em retirar as tropas que se preparavam para atacar o Hezbollah no sul do Líbano. Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,0473 (+0,04%) às 11h, já após a notícia da interrupção das mensagens pelo Irã, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0115 (-0,67%) às 16h26, na esteira das declarações de Trump. “O dólar subiu (cerca de) 2% em maio e o petróleo também está subindo (na segunda-feira). Acho que estes são os elementos que estão permitindo aqui vermos o dólar cair”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã. No setor de proteínas, MINERVA ON caiu 5,15%, no segundo pregão seguido de baixa, marcando uma mínima desde janeiro de 2019. No setor de proteínas, MBRF ON recuou 1,12% e JBS, que tem as ações listadas nos EUA, perdeu 2,97%.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões. A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã estava interrompendo as negociações indiretas com Washington após Israel ordenar que as tropas avançassem no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, que é apoiado por Teerã. A TV estatal iraniana também afirmou ser muito provável que o cessar-fogo acordado no início de abril entre o Irã e os EUA termine se os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistirem. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia sido informado sobre a suspensão e reiterou que as negociações com o Irã continuam "em ritmo acelerado". Trump também disse que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele também disse que teve uma "ligação muito boa" com o Hezbollah por meio de intermediários. A embaixada do Líbano em Washington afirmou em comunicado na segunda-feira que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para uma cessação mútua das hostilidades, que seria estendida a todo o território libanês. O barril sob o contrato Brent chegou a US$97,79 na máxima do dia, mas fechou em alta de 4,24%, a US$94,98. No Brasil, o Ibovespa manteve no primeiro pregão de junho a dinâmica negativa registrada de meados de abril, quando renovou suas máximas históricas. A correção tem sido determinada principalmente pela saída de capital externo das ações brasileiras. "O cenário para as ações brasileiras deteriorou-se claramente nas últimas seis semanas", afirmaram estrategistas do BTG Pactual, citando que a inflação está limitando a capacidade do Banco Central de reduzir a Selic de forma mais significativa. Os estrategistas do BTG também citaram que o cenário político ficou mais confuso e chamaram a atenção para o avanço de um projeto de lei que reduz a jornada semanal de trabalho, com potencial para aumentar os custos para as empresas. No cenário externo, destacaram que as ações do setor de tecnologia se valorizaram globalmente em maio, atraindo a atenção e os fluxos dos investidores. Ainda assim, a equipe do maior banco de investimentos da América Latina disse que continua a ver as ações brasileiras como relativamente atraentes. "O Brasil ainda é um dos poucos países com um caminho claro para cortes de juros no curto prazo e é um exportador líquido de petróleo, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue", afirmaram em relatório com as recomendações de ações de junho. "A tendência de diversificação para fora dos EUA deve continuar e os múltiplos estão agora ainda mais atraentes."

REUTERS

 

Boletim Focus eleva projeção de inflação para 2026 pela 12ª semana seguida

Mercado voltou a aumentar a estimativa para o IPCA de 2026, enquanto manteve as projeções para juros e crescimento econômico e reduziu a expectativa para o dólar


Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram pela 12ª semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. A estimativa para o IPCA passou de 5,04% para 5,09%. Por outro lado, os analistas reduziram a projeção para o câmbio pela segunda semana seguida. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª alta consecutiva. Para 2027, a expectativa avançou de 4,01% para 4,02%, na segunda elevação seguida. Em 2028, a previsão passou de 3,65% para 3,66%. Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50% pela 39ª semana consecutiva.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 avançou de 5,91% para 6,00%, acumulando 13 semanas consecutivas de alta. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,00% pela 15ª semana seguida. As projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 3,82% e 3,70%, respectivamente, há três e sete semanas. Já a estimativa para os preços administrados em 2026 recuou de 4,99% para 4,98%, interrompendo uma sequência de estabilidade. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,81%. As expectativas para 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%, estáveis há 27 e 46 semanas, respectivamente. A previsão de crescimento da economia brasileira em 2026 passou de 1,89% para 1,90%, registrando a segunda alta consecutiva. Para 2027, a expectativa permaneceu em 1,70%. Para 2028, os economistas mantiveram a projeção de expansão do PIB em 2,00% pela 116ª semana consecutiva. A estimativa para 2029 também seguiu em 2,00%, nível mantido há 63 semanas. A projeção para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, registrando a segunda queda consecutiva. Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25, acumulando três semanas seguidas de redução. Para 2028, a expectativa foi mantida em R$ 5,30. Já para 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.

Selic A expectativa para a taxa Selic ao fim de 2026 foi mantida em 13,25% ao ano pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a projeção também permaneceu inalterada em 11,25%, estável há três semanas. Para 2028, os economistas mantiveram a estimativa da taxa básica de juros em 10,00% pela 19ª semana consecutiva. A previsão para 2029 seguiu em 10,00%, nível mantido há quatro semanas.

INFOMONEY

 

Indústria do Brasil volta a contrair em maio com queda de encomendas e produção, mostra PMI

As condições da indústria brasileira voltaram a se deteriorar em maio, após breve melhora em abril, diante de queda nas novas encomendas e na produção em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio, mostrou pesquisa divulgada na segunda-feira.

 

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, compilado pela S&P Global, caiu a 49,1 em maio, de 52,6 em abril, quando o setor havia atingido o nível mais alto em 14 meses. A marca de 50 separa crescimento de retração. Os clientes mostraram-se em modo de contenção em maio, e a pesquisa apontou outra queda no total de novos pedidos e nova redução nas vendas internacionais da indústria. "Maio foi um mês difícil para os fabricantes no Brasil, já que o impulso antecipado observado no setor em abril desapareceu. Houve uma forte queda nos novos pedidos de exportação, o que contribuiu para mais uma retração nas vendas totais e indicou que os clientes já não buscam mais aumentar seus estoques de segurança", disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.

Houve uma queda substancial nos novos pedidos de exportação em maio, em um forte contraste com a sólida expansão de abril. Os participantes da pesquisa indicaram que as tarifas e a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no final de fevereiro, causaram a queda. As entradas totais de novos negócios diminuíram pelo 14º mês consecutivo, com a queda acelerando em relação a abril diante de pressões competitivas, fraqueza da demanda, pressões de custos e a guerra no Oriente Médio. Em resposta, os fabricantes reduziram os volumes de produção em maio depois de um forte crescimento observado em abril. O mês foi ainda marcado por aumento substancial nos preços de insumos, que nos últimos cinco anos só ficou atrás da alta vista em abril. As empresas monitoradas relataram vários itens com alta de preços, o que associaram principalmente à guerra no Oriente Médio e à disparada dos preços de energia. Os preços cobrados pelos produtos brasileiros aumentaram no segundo ritmo mais forte desde meados de 2021, superado apenas por abril. Nos casos em que os preços de venda subiram, as empresas citaram o repasse de custos. Mas o emprego aumentou pelo quarto mês consecutivo em maio, embora em um ritmo leve e mais fraco do que no mês anterior. Dados subjacentes mostraram que a atividade de contratação foi contida pela falta de pressão sobre a capacidade operacional. Os entrevistados também se mostraram otimistas quanto ao crescimento ao avaliar as perspectivas para a produção nos próximos 12 meses, com expectativas de melhores condições econômicas após as eleições presidenciais e esperança de que a guerra no Oriente Médio termine em breve.

REUTERS

 

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