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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1066 DE 13 DE MARÇO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1066 | 13 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: pressão de baixa na arroba

Cotações dos animais terminados ficaram estáveis em São Paulo e nas demais 16 praças brasileiras acompanhadas pela Agrifatto. PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)

 

As vendas de carne bovina aos consumidores brasileiros vêm perdendo ritmo ao longo da semana, refletindo o baixo poder aquisitivo da população nesta etapa do mês, quando há um maior esgotamento dos salários recebidos pelos trabalhadores, informou na quinta-feira (12/3) a Agrifatto. No atacado de carne com osso, o quadro é semelhante: após um início de semana mais aquecido, as negociações enfraqueceram nos dias seguintes, refletindo a baixa reposição de estoques pelo varejo. “Não há expectativa de melhora de demanda no curto prazo”, observa a consultoria. O mercado do boi gordo segue em ritmo lento, com pecuaristas e frigoríficos optando pela cautela no momento das negociações envolvendo lotes terminados.

Na quinta-feira (12/3), as cotações do boi gordo ficaram estáveis nas 17 praças brasileiras acompanhadas diariamente pela Agrifatto, embora os frigoríficos continuem pressionando negativamente as cotações da arroba. Pelos dados da Agrifatto, o boi gordo paulista segue valendo R$ 350/@, no prazo, enquanto a média das outras 16 regiões monitoradas se mantém em R$ 328,80/@. Segundo o levantamento diário da Scot Consultoria, na praça de São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 347/@ e o “boi-China” é vendido por R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). No mercado futuro do boi gordo, os contratos subiram na sessão de quarta-feira (11/3) da B3. O papel com vencimento em maio/26, por exemplo, encerrou o pregão cotado a R$ 342,90/@, com aumento de 0,97% em relação ao fechamento do dia anterior. Segundo a Agrifatto, em decorrência do conflito geopolítico no Oriente Médio, as transportadoras responsáveis pelo deslocamento de animais para abate e de produtos refrigerados para os centros consumidores seguem pressionadas pela forte elevação do preço do óleo diesel e, com isso, vêm suspendendo operações na ausência de reajustes no valor do frete. A alta do petróleo também repercute na cadeia de insumos, especialmente na produção de plásticos e caixas utilizadas em embalagens, o que pode resultar em aumento de custos e eventual restrição de oferta desses materiais, acrescenta a consultoria. Para a Agrifatto, o ambiente para os próximos dias tende a ser desafiador para o mercado físico do boi gordo. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (11/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Custos de confinamento caem no Centro-Oeste e sobem no Sudeste em fevereiro

Resultados do mês interromperam uma tendência de convergência entre as regiões. Desembolsos do pecuarista com a alimentação dos animais ficaram 6,04% menores na região Centro-Oeste e 2,76% mais altos no Sudeste 

Os custos de confinamento de gado tiveram comportamentos divergentes no Centro-Oeste e no Sudeste em fevereiro, interrompendo uma tendência de convergência que vinha sendo observada ao longo dos últimos meses. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), os desembolsos do pecuarista com a alimentação dos animais ficaram 6,04% menores na região Centro-Oeste e 2,76% mais altos no Sudeste quando comparados com janeiro deste ano. Na comparação anual, o custo do Centro-Oeste apresentou queda de 14,04% em relação a fevereiro de 2025, enquanto o Sudeste registrou leve alta de 0,16%. Segundo a Ponta Agro, a redução dos custos no Centro-Oeste foi puxada principalmente pela queda de 7,14% no custo com alimentos energéticos como sorgo grão seco e casca de soja com milho grão seco estável. No Sudeste, a alta de 17,3% no custo com volumoso foi o que mais impacto no custo. “Esse movimento contribuiu para elevar o custo médio da dieta no Sudeste ao longo do trimestre, ampliando novamente a diferença entre as regiões após o período de convergência observado no final de 2025”, observa a empresa em nota. Considerando os valores apontados pelo indicador, a Ponta Agro estimou que a margem de confinamento no Centro-Oeste tenha ficado em R$ 197,27 por arroba, com lucro de R$ 1.028 por cabeça. Para o Sudeste, o custo estimado ficou em R$ 215,10 a arroba, e o lucro em R$ 1.021 por cabeça.

PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Suinocultura do Paraná segue no ritmo de recordes históricos nas exportações.

Nos dois primeiros meses de 2026, o Paraná registrou os maiores volumes já embarcados para o período, com 17,02 mil toneladas em janeiro e 20,62 mil em fevereiro. O recorde mensal permanece sendo setembro de 2025, quando foram exportadas 25,18 mil t.

 

O crescimento foi impulsionado pela abertura de novos mercados em 2025, como Peru e Chile, e pelo forte apetite das Filipinas, que aumentou suas compras em 442,1% em relação ao ano anterior, totalizando 9,3 mil toneladas no acumulado de 2026. Hong Kong, com 6,5 mil t; Uruguai, com 5,1 mil t; Singapura, com 4,2 mil t; Argentina, com 3,7 mil t; Vietnã, com 1,8 mil t; Costa do Marfim, com 1,5 mil t; Peru, com 840 t; Geórgia, com 720 t; e Chile, com 642 t também são grandes compradores.

PÁGINA RURAL

 

Suínos/Cepea: Com cenário geopolítico incerto, cotações seguem estáveis

Pesquisadores do Cepea apontam que agentes do setor suinícola nacional estão em estado de atenção devido ao conflito no Oriente Médio e seus consequentes impactos sobre os valores do petróleo e do dólar, além de outras variáveis econômicas.

 

Na quarta-feira (11/3), valor médio do animal vivo negociado no Estado de São Paulo estava em R$ 6,96 o quilo, o menor patamar desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89 o quilo, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Em Santa Catarina, a cotação estava em R4 6,64 o quilo, menor valor desde junho de 2024. Agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação, pois havia uma expectativa de recuperação nos preços neste começo de março, fundamentada no aquecimento sazonal da demanda e no atual baixo patamar das cotações do suíno vivo no mercado independente. De modo geral, o Cepea observa que as especulações geradas em torno do cenário geopolítico têm limitado a liquidez no mercado independente, levando produtores e indústrias a evitarem ajustes nos preços de comercialização do suíno vivo e da carne, mantendo as cotações estáveis, mesmo diante do aumento do poder de compra da população neste início de mês. Nesse contexto, o valor médio do animal vivo negociado na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo, e Sorocaba) está em R$ 6,94/kg nesta parcial de março (até o dia 10), o menor desde abril de 2024, quando o animal foi comercializado a R$ 6,89/kg, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). Assim, agentes consultados pelo Cepea demonstram insatisfação, pois havia uma expectativa de recuperação nos preços neste começo de março, fundamentada no aquecimento sazonal da demanda e no atual baixo patamar das cotações do suíno vivo no mercado independente. 

CEPEA

 

GOVERNO

 

Carne suína brasileira conquista novo destino de alto poder aquisitivo com abertura de mercado na Nova Zelândia

Carne suína brasileira chega à Nova Zelândia e mel à Turquia ampliando exportações

 

O setor de carne suína brasileiro acaba de conquistar um avanço estratégico internacional. O governo federal concluiu negociações que autorizam, de forma inédita, a exportação de carne suína termo processada para a Nova Zelândia, abrindo as portas de um mercado de alto poder aquisitivo para a proteína nacional. A conquista suinícola é o grande destaque da nova rodada de expansão do agronegócio brasileiro, que também passou a permitir o envio de bile ovina para o país da Oceania. A entrada da carne suína tem forte potencial para alavancar a balança comercial na região, visto que, apenas em 2025, o Brasil já exportou cerca de US$ 107 milhões em produtos agropecuários para a Nova Zelândia. Além do avanço da carne suína na Oceania, o pacote de negociações garantiu a abertura do mercado da Turquia para a exportação de mel e produtos apícolas do Brasil. O país é um parceiro comercial de enorme peso: em 2025, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque histórico para soja em grãos, algodão e café. Com o impulsionamento da indústria de suínos na Nova Zelândia e o avanço apícola na Turquia, o agronegócio brasileiro atinge a expressiva marca de 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

AGROLINK

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Exportações de carne suína batem recorde no Paraná

Filipinas lideram compras de suínos do Paraná

 

O Paraná iniciou 2026 com recordes nas exportações de carne suína, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que janeiro e fevereiro registraram os maiores volumes já exportados para esses meses. Em janeiro, foram embarcadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto fevereiro somou 20,62 mil toneladas. Em relação aos mesmos meses de 2025, janeiro apresentou crescimento de 29,3%, equivalente a 3,85 mil toneladas adicionais, e fevereiro registrou aumento de 15,7%, com acréscimo de 2,8 mil toneladas. O recorde mensal permanece em setembro de 2025, quando o estado exportou 25,18 mil toneladas. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), “o desempenho obtido nos dois primeiros meses de 2026 foi impulsionado pelo aumento das exportações para importantes parceiros comerciais do Paraná, além da abertura de novos mercados”. No acumulado do ano, as Filipinas lideraram as compras de carne suína paranaense, com 9,3 mil toneladas, aumento de 442,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 7,6 mil toneladas adicionais. Em seguida aparecem Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai com 5,1 mil toneladas, Singapura com 4,2 mil toneladas e Argentina com 3,7 mil toneladas. Também figuram entre os destinos Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile. O boletim aponta que Peru e Chile abriram mercado para a carne suína do Paraná em 2025, nos meses de março e novembro, respectivamente, e já aparecem entre os dez principais destinos do produto. Outro mercado que passou a registrar aumento nas compras foi o das Filipinas, que ampliou as aquisições a partir de julho de 2024. Ainda de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), “apesar da redução das vendas para alguns parceiros tradicionais do Estado, a recente diversificação dos mercados mais do que compensou essas perdas”. O boletim acrescenta que há expectativa de novos recordes ao longo de 2026, com ampliação da participação da carne suína produzida no Paraná no mercado internacional.

AGROLINK

 

Exportações do Paraná dobram para mercados da Ásia e Europa

Diversificação de mercados e produtos ajuda a impulsionar as exportações do Paraná no início de 2026. 

 

As exportações do Paraná registraram crescimento expressivo no início de 2026, impulsionadas pelo avanço das vendas para mercados da Ásia e da Europa. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), indicam que os produtos enviados para países como Japão, Singapura, Filipinas, Noruega, Polônia e Dinamarca mais que dobraram no primeiro bimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os mercados asiáticos, o Japão apresentou aumento de 107% nas compras de produtos paranaenses. O desempenho foi puxado principalmente pelas exportações de carne de frango, um dos principais itens da pauta comercial do estado. Já as exportações do Paraná para Singapura cresceram 103%, impulsionadas sobretudo pelo petróleo, enquanto as vendas para as Filipinas avançaram 124%, com destaque para a carne suína. O avanço também foi significativo nos negócios formados com a Europa. A Noruega registrou aumento de 176% nas compras de produtos paranaenses no primeiro bimestre de 2026. A Polônia apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 282%, seguida pela Dinamarca, com expansão de 130%. Nesses mercados europeus, as exportações do Paraná foram impulsionadas principalmente pela venda de torneiras e válvulas industriais, além do farelo de soja, produto que vem ampliando presença na pauta exportadora do estado. Com o crescimento das vendas para esses países, a participação conjunta desses mercados nas exportações do Paraná aumentou significativamente. No primeiro bimestre de 2026, eles passaram a representar 10,1% das vendas externas do estado, mais que o dobro da fatia registrada no mesmo período do ano passado, quando respondiam por 4,1%. Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, um dos diferenciais está na diversificação de destinos e produtos comercializados no exterior. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, mercadorias produzidas no estado chegaram a 183 mercados internacionais diferentes, envolvendo cerca de 3 mil itens exportados. No acumulado do primeiro bimestre, as exportações do Paraná somaram US$ 3,1 bilhões. Entre os principais produtos vendidos ao exterior estão carne de frango, soja em grão, farelo de soja e papel, itens que continuam liderando a pauta exportadora paranaense e sustentando o desempenho positivo da balança comercial do estado.

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA

 

IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Resultado veio ligeiramente acima das previsões do mercado, enquanto a inflação em 12 meses ficou em 3,81%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. O dado de fevereiro veio ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava avanço de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, a inflação em 12 meses ficaria em torno de 3,77%. Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, esse movimento é comum no começo do ano, quando os reajustes educacionais entram em vigor. “Desta vez, o grupo subiu 5,21%, o maior resultado desde fevereiro de 2023, e respondeu por cerca de 44% da inflação do mês. Sem esse efeito, o IPCA de fevereiro teria ficado em torno de 0,41%.” Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Resultado dos grupos do IPCA:  Alimentação e bebida: 0,26%; Habitação: 0,30%; Artigos de residência: 0,13%; Vestuário: 0,16%; Transportes: 0,74%; Saúde e cuidados pessoais: 0,59%; Despesas pessoais: 0,33%; Educação: 5,21%; Comunicação: 0,15%. Apesar do avanço, índice de conclusão do Ensino Médio até 19 anos ainda é de 74%. E um abismo separa ricos e pobres na última etapa da educação básica.  O grupo Educação foi o principal responsável pela alta da inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e boa parte desse avanço veio dos cursos regulares, que tiveram aumento médio de 6,2%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam o valor das mensalidades. O grupo Transportes registrou alta de 0,74% em fevereiro e teve o segundo maior impacto na inflação do mês, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do índice. Um dos principais fatores por trás desse avanço foi o aumento de 11,4% nas passagens aéreas. Outros custos ligados ao uso de veículos também subiram no período. O seguro voluntário de automóveis ficou 5,62% mais caro, enquanto o conserto de veículos teve alta de 1,22%. Já as tarifas de ônibus urbano avançaram 1,14%. Esse aumento no transporte coletivo reflete reajustes aplicados em várias capitais ao longo do início do ano. Algumas capitais também registraram queda nas tarifas de transporte coletivo, o que ajudou a reduzir os preços nesse segmento. Em Curitiba, por exemplo, o valor do ônibus urbano caiu 1,27% por causa da tarifa mais baixa aplicada aos domingos e feriados.  Em Brasília, a variação foi ainda maior, com recuo de 9,54%, devido à gratuidade nesses dias. Em Belém, onde a mesma política também está em vigor, o índice ficou em 1,04%. No caso do metrô, os preços ficaram estáveis no resultado geral. Já os combustíveis, no geral, tiveram leve queda de 0,47%. O resultado foi puxado pela redução nos preços da gasolina, que recuou 0,61%, e do gás veicular, que caiu 3,10%. "No caso da gasolina, houve uma redução de cerca de 5,2% no preço repassado pelas refinarias às distribuidoras no fim de janeiro, o que pode ter contribuído para esse resultado”, explicou Gonçalves. Por outro lado, o etanol subiu 0,55% e o óleo diesel teve alta de 0,23%. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59% em fevereiro. Dentro dessa categoria, os principais aumentos vieram dos artigos de higiene pessoal, que subiram 0,92%, e dos planos de saúde, com alta de 0,49%. Já o grupo Habitação avançou 0,30% no mês, após ter apresentado queda de 0,11% em janeiro. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi o aumento nas tarifas de água e esgoto, que subiram 0,84%, refletindo reajustes aplicados em algumas cidades ao longo de janeiro e fevereiro. Ainda nessa categoria, a energia elétrica residencial teve leve alta de 0,33%, com a manutenção da bandeira tarifária verde, que indica condições mais favoráveis de geração de energia. No grupo Alimentação e bebidas, os preços passaram de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Dentro de casa, os alimentos tiveram alta de 0,23%. A alimentação fora de casa também subiu, mas em ritmo menor do que no mês anterior. O avanço foi de 0,34% em fevereiro, abaixo dos 0,55% registrados em janeiro. Economistas ouvidos pelo G1 avaliam que o resultado da inflação de fevereiro trouxe sinais mistos. Alguns fatores específicos ajudaram a pressionar os preços no mês, mas, no conjunto, o dado não muda de forma relevante as projeções para a inflação ao longo do ano nem as expectativas sobre a política de juros.

G1/O GLOBO

 

Dólar à vista fecha em alta de 1,69%, a R$5,2464 na venda

A escalada da guerra no Oriente Médio nesta quinta-feira, com o Irã intensificando o discurso e os ataques contra alvos dos EUA e de Israel, disparou a busca pela proteção do dólar em todo o mundo, fazendo a moeda norte-americana registrar alta firme no Brasil.

O dólar à vista fechou com elevação de 1,69%, aos R$5,2464, em sintonia com o avanço forte da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No ano, a divisa acumula agora queda de 4,42% ante o real. Às 17h09, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,68% na B3, aos R$5,2675.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com apreensão sobre guerra no Oriente Médio

O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista na quinta-feira, com o Ibovespa fechando abaixo de 180 mil pontos, pressionado principalmente pelas preocupações relacionadas ao conflito no Oriente Médio, depois que o preço do barril de petróleo superou US$100.

 

Uma bateria de balanços corporativos e teleconferências com empresas também ocupou as atenções dos investidores no mercado brasileiro, assim como o IPCA de fevereiro acima das previsões, além do anúncio pelo governo de medidas para amenizar o efeito da disparada do petróleo nos preços do diesel no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,55%, a 179.284,49 pontos, anulando as altas dos últimos três pregões, após marcar 178.494,99 na mínima e 183.991,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$35,46 bilhões. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou negociado a US$100,46, em alta de 9,22%, após o Irã intensificar ataques a navios no Golfo Pérsico, enquanto o líder supremo do país disse que o fechamento do Estreito de Ormuz deve continuar. Após a repercussão positiva à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no começo da semana, de que a guerra poderia acabar em breve, a apreensão sobre a duração do conflito e seu efeito no preço do petróleo voltou a prevalecer. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em queda de 1,52%. No Brasil, para amortecer o impacto da alta do petróleo, o governo zerou a cobrança de Pis/Cofins sobre importação e comercialização do diesel e anunciou subvenção ao diesel a produtores e importadores, condicionada a repasse ao consumidor. Também está prevista uma cobrança de imposto sobre a exportação de petróleo. Poucas horas antes, o IBGE divulgou que o IPCA subiu 0,70% em fevereiro, acima das previsões em pesquisa da Reuters (+0,65%). O dado marcou a taxa mais alta desde fevereiro de 2025. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,81%, contra previsão de 3,77%. Os números ainda não refletem o movimento mais recente das cotações do petróleo, uma vez que os primeiros ataques dos EUA e Israel contra Irã ocorreram em 28 de fevereiro, o que reforça a atenção para a decisão do Banco Central na próxima semana.

REUTERS

 

Receita com exportação do agro do Brasil cresce 7,4% em fevereiro, recorde para o mês

O agronegócio brasileiro obteve US$12,05 bilhões em receitas com exportações em fevereiro, o melhor resultado da série histórica para o mês, com aumento de 7,4% na comparação anual impulsionado por embarques de soja e carnes, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.

 

Os produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) registraram aumento de 16,4% no total exportado, para US$3,78 bilhões; seguidos pelas carnes, com US$2,7 bilhões, alta de 22,5%.

Os produtos florestais geraram receitas de US$1,27 bilhão, recuo de 1%; o café, US$1,12 bilhão, praticamente estável; e complexo sucroalcooleiro teve vendas externas de US$861,35 milhões, queda de 4,2%. A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$802,9 milhões (7%).

REUTERS

 

Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês, diz Mapa

Resultado foi impulsionado pelo aumento expressivo do volume exportado e gerou superávit de US$ 10,5 bilhões no período. O agronegócio brasileiro exportou US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o melhor resultado da série histórica para o mês. O valor representa 45,8% de todas as exportações brasileiras no período. 

 

Em comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que avançou 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com outras instituições governamentais e com o setor privado, voltada à ampliação e abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro.

Apesar do avanço nas vendas externas, o preço médio internacional registrou retração de 1,5%, acompanhando a tendência observada em índices globais de alimentos, como os divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No mesmo período, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% em relação a fevereiro de 2025. Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões (10,3%). A China permaneceu como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões e participação de 30,5% no total exportado. Em seguida aparecem a União Europeia, com US$ 1,8 bilhão (15,2%), e os Estados Unidos, com US$ 802,9 milhões (7%). O mês também registrou expansão das exportações para outros países da Ásia, com destaque para o Vietnã, que importou mais de US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro (alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025), e para a Índia, com embarques de US$ 357,3 milhões (crescimento de 171,1%). No ranking dos principais destinos do agronegócio brasileiro em fevereiro, Vietnã e Índia ocuparam a 4ª e a 5ª posições, respectivamente. Outros mercados também ampliaram suas compras no período, entre eles Turquia (US$ 312 milhões, +12,7%), Egito (US$ 212,6 milhões, +20,7%), México (US$ 205 milhões, +19,7%), Tailândia (US$ 201 milhões, +33,1%), Reino Unido (US$ 194,6 milhões, +61,2%), Filipinas (US$ 161,2 milhões, +80%), Rússia (US$ 109 milhões, +38%), Taiwan (US$ 99,2 milhões, +20,7%), Omã (US$ 55 milhões, +211%) e Gâmbia (US$ 36,4 milhões, +115,6%). Entre os principais setores exportadores do agro brasileiro em fevereiro destacam-se o complexo soja, com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total exportado e alta de 16,4% em relação a fevereiro de 2025), proteínas animais, com US$ 2,7 bilhões (22,5% do total e crescimento de 22,5%), produtos florestais, com US$ 1,27 bilhão (10,5% de participação e recuo de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% de participação e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%). Além dos produtos tradicionalmente mais exportados, diversos itens que não compõem esse grupo registraram crescimento em fevereiro e reforçaram o potencial de diversificação do portfólio exportador brasileiro. Entre eles, destacam-se: - Óleo essencial de laranja – recorde em valor (US$ 47,8 milhões; +28,8%) e quantidade (4,1 mil toneladas; +51,0%); - DDG de milho – recorde em valor (US$ 36,2 milhões; +164,2%) e quantidade (156,4 mil toneladas; +146,1%);

- Farinhas de carne, extratos e miudezas – recorde em valor (US$ 20,1 milhões; +10,5%) e quantidade (45,7 mil toneladas; +36,9%); - Manteiga, gordura e óleo de cacau – recorde em valor (US$ 17,2 milhões; +25,9%); - Óleo de milho – recorde em valor (US$ 15,9 milhões; +49,5%) e quantidade (12,6 mil toneladas; +24,9%).

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA (MAPA)

 

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