CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1065 DE 12 DE MARÇO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1065 | 12 de março de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Estabilidade nos preços do boi gordo
Na quarta-feira (11/3), a Agrifatto, apurou estabilidade nos preços em todas as 17 principais regiões pecuárias monitoradas diariamente pela sua equipe de analistas. PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)
Com a oferta cada vez mais restrita, o poder de negociação tende a se concentrar nas mãos dos produtores. “As escalas de abate apertadas limitam a capacidade dos frigoríficos de promover quedas mais acentuadas nos preços do boi gordo”, afirmou a consultoria. Pelos dados da Agrifatto, no mercado paulista, o boi gordo segue valendo R$ 350/@, no prazo, enquanto a média da cotação da arroba nas outras 16 praças acompanhadas permanece em R$ 328,80/@. No mercado futuro, diz a Agrifatto, a sessão de terça-feira (10/3) da B3 foi marcada pela estabilidade nas cotações dos contratos do boi gordo. O papel de curto prazo (com vencimento em março/26) encerrou o pregão cotado a R$ 344,30/@, com ligeira alta de 0,23% em relação ao dia anterior. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na quarta-feira (11/3), a cotação da vaca gorda recuou R$ 3/@ na praça paulista, para R$ 322/@, valor bruto, no prazo. Por sua vez, na mesma região, os preços do boi gordo sem padrão-exportação, do “boi-China” e da novilha gorda ficaram estáveis, em R$ 347/@, R$ 350/@, e R$ 335/@, respectivamente (valores também brutos, no prazo), informou a Scot. De acordo com os dados da consultoria, ao longo de 2025, a cotação do boi gordo ficou, em média, 9,4% acima da cotação da vaca, sendo raros os momentos em que essa diferença ficou abaixo de 7%.
Por sua vez, compara a Scot, em 2026, até 10 de março, essa diferença média caiu para 5,5%, e poucas vezes superou os 7%, comportamento oposto ao observado no ano anterior. Diante disso, diz a Scot, é possível que a pressão recente sobre a cotação da vaca esteja relacionada a um ajuste do ágio entre machos e fêmeas. “Com a forte valorização dos bovinos terminados no início do ano, os preços das fêmeas se aproximaram da cotação dos machos e agora, com a desaceleração das altas, as cotações podem estar passando por um movimento de correção para patamares mais próximos do padrão”, analisa a consultoria. De junho de 2023 a dezembro de 2025, a cotação do boi gordo ficou, em média, 10,4% acima da cotação da vaca.
No entanto, a Scot levanta uma segunda hipótese: com a redução no abate de fêmeas e o início de uma virada de ciclo, marcada pela tendência de retenção de matrizes, a oferta de vacas tende a diminuir. “Nesse contexto, um ágio menor entre o boi gordo e a vaca gorda, em relação ao que foi observado nos últimos anos, pode acabar se consolidando como um novo padrão de mercado”, avalia a Scot. cotações do boi gordo desta quarta-feira (11/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias.
MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (11/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
'Boi Fantasma': Operação investiga corrupção e fraudes em registros de bovinos no Paraná
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois municípios do Paraná. Animais só existiam no papel, com o intuito de gerar lucro ilegal
Um esquema de fraudes em transações com bovinos está sendo investigado pelo Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Na terça-feira (10/3), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Jaguariaíva, na região dos Campos Gerais, e Ibaiti, no Norte Pioneiro. A operação denominada de “Boi Fantasma” apura crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica na emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) e inserção de dados falsos em sistemas de informações da Agência de Defesa Sanitária do Paraná (Adapar). Os mandados foram expedidos pelo Juízo de Garantias da Comarca de Jaguariaíva. De acordo com o Gaeco, as investigações sobre o esquema tiveram início em julho de 2024, com base no relatório encaminhado ao MPPR pelo próprio órgão de defesa sanitária, apontando que uma funcionária pública da Prefeitura de Jaguariaíva, cedida à Adapar, realizaria cadastramentos de bovinos de forma fraudulenta. “As transações seriam feitas a pedido de uma empresa de leilões, sem documentação comprobatória e para criadores de fora de sua área de atribuições, com o registro de novos animais em rebanhos e a imediata expedição de guias de trânsito animal", explica o promotor de Justiça Antônio Juliano Albanez. Dessa maneira, os animais só existiam no papel, com o intuito de gerar lucro ilegal. O Gaeco aponta que, no curso da apuração, foram encontradas evidências das fraudes e do recebimento de vantagens indevidas pela servidora pública, que agiria no interesse de criadores e de uma empresa especializada em leilões de bovinos. Os mandados foram cumpridos na residência da servidora pública, que já foi desligada da Adapar, e na residência do leiloeiro, onde também funciona a sede da empresa de leilões. Durante a execução das ordens judiciais um dos investigados foi preso por posse irregular de armas e munições. Albanez salienta que, com a medida, buscou-se obter mais informações sobre o motivo da inserção dos dados falsos nos sistemas de informações sanitárias do Estado, bem como identificar outras pessoas que teriam participado e se beneficiado das fraudes. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo Gaeco. Por meio de nota, a Adapar informou que, até o momento, não recebeu comunicação oficial por parte do Ministério Público ou do Gaeco acerca da operação mencionada. “Esclarecemos, contudo, que a servidora citada na investigação, que se encontrava cedida à Adapar, não exerce mais atividades na agência", diz a agência. A Adapar acrescenta que assim que houver comunicação oficial às instâncias competentes do órgão, os fatos serão devidamente analisados e as medidas administrativas cabíveis serão adotadas, caso necessário.
GLOBO RURAL
Pecuária brasileira produz mais carne com menos área de pastagem
A pecuária de corte no Brasil tem passado por um processo de transformação marcado pelo aumento da produtividade e pelo uso mais eficiente da terra. Mesmo com uma redução na área destinada às pastagens nas últimas duas décadas, o setor conseguiu ampliar a produção de carne bovina por hectare.
Dados do IBGE apontam que a área de pastagens no país diminuiu cerca de 11,3% nesse período. Apesar disso, a produtividade praticamente dobrou: passou de 36,2 quilos para 65,8 quilos de carcaça por hectare ao ano. O resultado reflete o avanço de tecnologias de manejo, nutrição e gestão dentro das propriedades rurais, que têm permitido produzir mais carne em uma área menor. Essa evolução também contribui para reduzir a pressão por expansão territorial e direciona o setor para sistemas considerados mais sustentáveis. Os números mais recentes de produção reforçam essa tendência. No quarto trimestre de 2025, foram abatidas 10,9 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de 13,1% em comparação com o mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, a produção atingiu 2,9 milhões de toneladas de carcaças bovinas, aumento de 15% na comparação anual e avanço de 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Segundo especialistas, o fato de a produção crescer em ritmo superior ao aumento dos abates indica ganho de eficiência dentro das propriedades. Isso significa que, além de enviar mais animais para a indústria, o país também passou a gerar mais carne por hectare. Entre os fatores que explicam esse desempenho estão ciclos produtivos mais curtos, melhor acabamento de carcaça e maior desempenho zootécnico dos animais. Para a zootecnista Cleisy Ferreira, do Grupo Real, o planejamento nutricional é um dos pilares desse avanço. De acordo com ela, a nutrição adequada permite intensificar os sistemas de produção e melhorar o desempenho do rebanho.
“A nutrição é fundamental para tornar a produção animal eficiente e produtiva. Com um planejamento adequado, conseguimos superar as limitações de nutrientes das forragens e intensificar o sistema produtivo, colocando mais animais por área sem perder desempenho”, afirma. Ainda segundo a especialista, o progresso não está apenas no uso de suplementos, mas na estratégia aplicada à formulação das dietas. A suplementação correta permite que os animais expressem melhor seu potencial genético e ganhem peso de forma mais rápida, fatores diretamente ligados ao aumento da produtividade. “Quando ajustamos a suplementação, garantimos que o animal receba exatamente o que precisa para se desenvolver e desempenhar. Isso acelera o ganho de peso e reduz o ciclo produtivo, diminuindo o uso de recursos ao longo do tempo”, conclui.
FEED&FOOD
SUÍNOS
Registro genealógico de suínos cresce 20,8% no Brasil em 2025
Relatório do SRGS mostra avanço da base genética da suinocultura, com mais de 340 mil registros emitidos no ano.
O Serviço de Registro Genealógico dos Suínos (SRGS), vinculado à Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), publicou o Relatório 2025, documento que reúne os principais números e análises sobre a evolução do registro genealógico no país. Ao longo de 2025, foram emitidos 340.762 registros genealógicos, resultado 20,83% superior ao registrado em 2024. O resultado representa o fortalecimento da base genética da suinocultura brasileira, em um cenário cada vez mais orientado por dados, eficiência e rastreabilidade. Os animais cruzados concentraram a maior parte dos registros, representando 59,33% do total, seguidos pelos puros de origem (37,05%) e pelos puros sintéticos (3,62%). Entre as raças puras, Large White e Landrace lideraram as emissões do ano, demonstrando a importância dessas raças nos programas de melhoramento genético adotados no país. No ranking dos estados que mais importaram em 2025, Santa Catarina liderou com 32% das emissões, seguido por Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Com relação às importações de suínos, neste ano foram importados 1.063 animais. Outro dado importante é a predominância de fêmeas registradas, que representaram mais de 95% do total em 2025. Esse perfil está diretamente ligado à organização das granjas, à estrutura das pirâmides genéticas e ao uso crescente de tecnologias reprodutivas, como as centrais de sêmen. A diretora técnica da ABCS e superintendente do SRGS, Charli Ludtke, explica que ao reunir dados, tendências e análises, o Relatório SRGS 2025 reforça que “O registro genealógico é uma ferramenta estratégica para garantir transparência, confiabilidade e valorização genética. Em um mercado cada vez mais exigente, o registro se consolida como base para decisões técnicas, fortalecimento da produção e crescimento sustentável da suinocultura brasileira”.
ASSESSORIA ABCS
FRANGOS
Exportações de carne de frango do Brasil devem subir quase 4% em 2026, aponta USDA
A expectativa é de que os embarques da proteína atinjam 5,15 milhões de toneladas em 2026
A produção brasileira de carne de frango deve alcançar 15,7 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa crescimento em relação a 2025, quando a produção foi estimada em 15,45 milhões de toneladas. De acordo com o relatório, o avanço da produção acompanha a expansão da demanda internacional pela proteína brasileira. As exportações de carne de frango do Brasil também devem crescer. A expectativa é de que os embarques atinjam 5,15 milhões de toneladas em 2026, acima das 4,97 milhões de toneladas registradas no ano passado. No mercado interno, o consumo também deve apresentar leve aumento. A previsão é que o consumo total de carne de frango no país alcance 10,555 milhões de toneladas em 2026, frente às 10,485 milhões de toneladas demandadas em 2025. As projeções fazem parte de levantamento elaborado por adidos agrícolas do USDA, que acompanham o desempenho da produção e do comércio internacional de proteínas.
CANAL RURAL
Brasil está apto a redirecionar frango que ia ao Golfo, diz gerente da ABPA
O Brasil tem boas condições para redirecionar exportações de carne de frango afetadas por entraves no Golfo Pérsico, disse Estevão Carvalho, gerente-executivo de mercados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), no Poder e Mercado, do Canal UOL.
Segundo ele, a escalada do conflito no Oriente Médio complicou rotas marítimas e, na prática, fechou o Estreito de Hormuz para navios que atenderiam países do Golfo. A saída tem sido buscar alternativas e reorganizar a logística. O gerente da ABPA explicou que a principal dificuldade, neste momento, é logística, e não comercial. As empresas, segundo ele, mantêm contato constante com armadores (operadores marítimos) para receber diretrizes sobre hubs, escalas e alternativas de desembarque. Ele afirmou que, com Hormuz "fechado na prática", países como Qatar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes ficam com atendimento comprometido. Uma alternativa citada é descarregar em portos de Omã ou da Arábia Saudita e seguir por terra, mas com custos e exigências sanitárias. O Brasil tem algumas condições favoráveis relacionadas à capilaridade e capacidade de acesso ao mercado externo. O Brasil hoje exporta para cerca de 150 países todo ano. Isso permite que, em situações como essa, consigamos redirecionar a nossa produção para outros mercados”. É claro que esse redirecionamento abrupto não é o ideal e muitas vezes perde-se um pouco em preço médio, mas conseguimos dar uma destinação”. A situação muda a todo momento e as empresas têm mantido contato constante com os armadores, que são os operadores marítimos. Cada um desses tem sua abordagem própria para a situação. Essa é a principal forma que nós temos agora de saber de forma eficaz quais são as possibilidades logísticas. Carvalho disse que o impacto sobre preços no Brasil depende da duração do bloqueio e de quando o fluxo de navios se normaliza. Ele avaliou que o setor se prepara para realocar volume a outros destinos para evitar excedente no mercado interno.
UOL ECONOMIA
Brasil pode herdar mercados da Argentina após surto de gripe aviária
Com três casos de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil, Argentina trava vendas e países compradores devem direcionar demanda ao Brasil
Com três casos confirmados de gripe aviária em granjas comerciais, a Argentina perdeu oficialmente o status de país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenia (IAAP) e, para atender aos protocolos internacionais, suspenderá as exportações de produtos avícolas para pelo menos 40 mercados. Com isso, parte da demanda internacional por carne de frango, principalmente, deve ser redirecionada para os produtores brasileiros. Os produtores argentinos aguardavam para este mês a retomada das exportações de carne de frango para a União Europeia, que estava suspensa devido a casos anteriores de IAAP em granjas locais. Com os novos casos, o bloco irá bloquear por mais tempo as compras. Para o Brasil, apesar da crise sanitária no país vizinho abrir uma oportunidade de novos negócios, os casos também aumentam os riscos de contaminação em granjas brasileiras, principalmente nos estados da região Sul, que concentram a maior parte da produção nacional de proteína de frango. Em maio de 2025, o único caso de IAAP em granja comercial foi identificado em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, as exportações também foram suspensas para mais de 40 países. A crise na Argentina pode beneficiar comercialmente o Brasil nos próximos meses, com o aumento de vendas externas. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta um crescimento de até 3,4% nas exportações em 2026, podendo atingir a marca histórica de 5,5 milhões de toneladas. Com o aumento de casos na Argentina, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e entidades estaduais intensificaram as recomendações de biosseguridade. O objetivo é "blindar" o plantel comercial brasileiro e evitar que o vírus chegue às granjas de corte e postura. Entre as medidas fundamentais para os produtores estão o isolamento total dos aviários, a desinfecção rigorosa de veículos que circulam nas propriedades e a proibição de visitas técnicas ou de curiosos. Atualmente, a plataforma de monitoramento da gripe aviária no Brasil, coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o país já registrou 188 casos da doença desde 2023, mas apenas um caso ocorreu em uma granja comercial. Os demais foram identificados em aves selvagens e de criação doméstica, o que não interferem nas exportações. Atualmente, há um caso suspeito sendo investigado, proveniente da cidade de Xangrilá no Rio Grande do Sul.
AGROBAND
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Produtores e entidades do agro alertam para falta de diesel no Paraná
Federação de Agricultura do Estado (Faep) informa que produtores rurais de várias regiões relatam para risco de cobrança abusiva. Alta de preço do petróleo encarece diesel e eleva custos para o agronegócio
O agronegócio do Paraná – a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul - afirma estar sofrendo os impactos da alta dos preços do diesel e de problemas no abastecimento do combustível, por causa da guerra no Oriente Médio. A Federação de Agricultura do Estado (Faep) informa que produtores rurais de várias regiões relatam risco da falta do produto nas bombas e cobrança abusiva nos postos. Edio Luiz Chapla, presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, no extremo Oeste paranaense, comenta que ainda não há falta de diesel na região, mas há dificuldades na entrega por parte das empresas transportadoras, conhecidas como TRR - Transportador-Revendedor-Retalhista. “E, em alguns postos de combustíveis, estão restringindo o volume para compra. Se eu quiser diesel, tenho que entrar na fila, com prazo médio de dois dias para entrega, e não sei o preço que vou pagar”, revela.
Chapla, que também é produtor rural, conta que a maior preocupação na região, onde a maior parte da soja já foi colhida, é o impacto nas demais cadeias produtivas como suínos, aves e peixes. Apesar de a demanda ser menor do que a das culturas agrícolas, essas atividades dependem de combustível em várias etapas de produção. “A situação começa a preocupar pelo cenário que vem se desenhando. Mas a intenção não é incentivar filas em postos de combustíveis, temos que ter cautela quanto a isso”, pondera. “Só vale lembrar que o preço do diesel impacta no custo de produção e na gôndola, com o produto final”, diz. O Sistema Faep adverte que o conflito acendeu o sinal vermelho para o agronegócio, diante da possibilidade de consequências no fornecimento de petróleo e derivados para o mercado internacional. A entidade destaca que o diesel é essencial para a produção agropecuária, principalmente em atividades mecanizadas, e reforça que a alta do preço do combustível deve impactar a logística do setor e elevar o custo do frete rodoviário. "Estamos acompanhando os desdobramentos em tempo real porque, com o conflito, a dinâmica muda a todo momento, de forma muito rápida", salienta Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico, Econômico e Legal (DTEL) do Sistema Faep. Ferreira enfatiza que a preocupação maior se refere à possível escassez do diesel no período de escoamento da safra. “Estamos em um momento crucial da safra, com quase 50% da soja colhida, o que resulta numa operação que envolve o transporte de caminhão do grão para armazéns e para o porto, além de navios. Toda essa cadeia é permeada pelo uso do diesel", pontua.
GLOBO RURAL
Comércio do Paraná avança 3,3% em janeiro
O comércio varejista do Paraná cresceu 3,3% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado, acima da média nacional de 2,8%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é superior a estados como São Paulo (1,5%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,2%).
O comércio varejista do Paraná cresceu 3,3% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado, acima da média nacional de 2,8%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é superior a estados como São Paulo (1,5%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,2%). No acumulado de 12 meses, o avanço do Estado foi de 2,7%, também superior ao resultado brasileiro, de 1,6%. Com essa alta, o Paraná superou estados de grande peso econômico do Sul e do Sudeste, como o Rio Grande do Sul, com 1,8%; São Paulo, com 0,2%; Minas Gerais, com 1,5%; e Rio de Janeiro, com retração de 1,1%. Os números são do comércio varejista, que não incluem o setor de carros/peças e materiais de construção. No recorte ampliado, o Estado registra um crescimento de 0,4% ao longo dos últimos meses, também acima da média nacional, que ficou estável (0%). Na comparação de janeiro de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho do Paraná foi puxado por segmentos que avançaram acima da média nacional, como artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 11,4% ante 2,5% do País; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 7,4% ante 5,6%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 6,3% ante 5,1%; e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 5,3% ante 2,9%. Além da alta em segmentos ligados ao consumo das famílias e às compras do dia a dia, o comércio paranaense também avançou no setor de móveis e eletrodomésticos, com 2,9%, tecidos, vestuário e calçados, com 1,5%, e livros, jornais, revistas e papelaria, com 1,4%. Nos últimos 12 meses foram registrados crescimentos expressivos nas vendas de eletrodomésticos (13,7%), hipermercados e mercados (3,1%), tecido, vestuário e calçados (4,2%) e artigos de uso pessoal e doméstico (6,2%).
Na receita nominal, que mede o faturamento do setor em valores correntes, o comércio varejista do Paraná avançou 6,1% em janeiro, acima dos 4,7% da média nacional. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,6% no Estado, contra 6% no País.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil com guerra ainda no foco
O dólar oscilou em margens estreitas ante o real na quarta-feira, novamente conduzido pelas notícias sobre a guerra no Oriente Médio, até encerrar a sessão perto da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha avançado ante outras divisas de emergentes.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,02%, aos R$5,1591. No ano, a divisa acumula agora queda de 6,01% ante o real. Às 17h08, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,13% na B3, aos R$5,1840. No início do dia o dólar ensaiou ganhos ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante alguns de seus pares, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. Por trás do avanço das cotações estavam os receios em torno da guerra no Oriente Médio, após o Irã disparar contra Israel e outros alvos na região e prometer mirar contra interesses econômicos e bancários ligados aos norte-americanos e aos israelenses. Além disso, o Irã alertou que os preços do petróleo chegarão aos US$200 o barril em função dos ataques. No fim da manhã, a divisa chegou a ceder ante o real, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em entrevista ao site Axios que "praticamente não há mais nada" para atacar no Irã e que a guerra no país terminará em breve. Na segunda-feira, ele já havia previsto um desfecho no curto prazo. Já a Agência Internacional de Energia recomendou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história, para tentar conter a disparada dos preços da commodity. O dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,1472 (-0,21%) às 11h01, mas também não teve força para ampliar o movimento. Da máxima para a mínima a divisa variou apenas -0,70% e, durante a tarde, pouco se afastou da estabilidade. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou uma saída líquida total de US$3,897 bilhões em março até o dia 6, período correspondente à primeira semana da guerra no Oriente Médio. No início da tarde, sem efeitos maiores sobre o câmbio, uma nova pesquisa Genial/Quaest mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial. Lula registra entre 36% e 39% das intenções de voto nos diferentes cenários de primeiro turno, enquanto Flávio tem entre 30% e 35%. Na simulação de segundo turno, ambos somam 41%.
REUTERS
Ibovespa avança com apoio da Petrobras
O Ibovespa fechou com um avanço modesto na quarta-feira, assegurado pelo desempenho robusto das ações da Petrobras, em meio ao avanço do preço petróleo no exterior, enquanto o noticiário corporativo destacou acordo da Raízen buscando reestruturar dívidas de R$65 bilhões.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,28%, a 183.969,35 pontos, após marcar 182.021,14 na mínima e 185.714,27 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$26,47 bilhões. O petróleo voltou a subir, com novos ataques a navios no Estreito de Ormuz agravando temores de interrupção na oferta, enquanto analistas avaliam que a proposta da Agência Internacional de Energia para uma liberação recorde de reservas de petróleo é insuficiente para aliviar tais preocupações. O barril sob o contrato Brent fechou em alta de 4,8%, a US$91,98. Nos Estados Unidos, dados sobre os preços ao consumidor em fevereiro dentro das expectativas não conseguiram animar, uma vez que ainda não refletem a disparada recente nas cotações do petróleo desencadeada pelos ataques dos EUA e Israel contra o Irã, que começaram apenas em 28 de fevereiro. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou com declínio de 0,08%. "O principal fator que influencia tanto o mercado brasileiro quanto o exterior, sem dúvida, são as tensões envolvendo a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e todos os desdobramentos desse conflito", avaliou o estrategista de investimentos Nicolas Gass, sócio da GT Capital.
REUTERS
Vendas no varejo do Brasil têm alta inesperada de 0,4% em janeiro
As vendas no varejo brasileiro iniciaram o ano com uma força inesperada em janeiro depois de indicarem perda de fôlego no final de 2025.
Em janeiro, as vendas aumentaram 0,4% em relação a dezembro, quando houve queda de 0,4% informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas tiveram alta de 2,8%. Os resultados foram bem melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de queda mensal de 0,1% e de alta de 1,65% na base anual. “Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim", disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE. A demanda brasileira vem enfrentando um cenário desafiador, com taxa de juros elevada em contraste com um mercado de trabalho forte. O Banco Central volta a se reunir na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros Selic, atualmente em 15%. A autarquia indicou o início de um ciclo de cortes na reunião de março, mas o cenário ganhou um novo personagem com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro. A economia brasileira ficou quase estagnada no quarto trimestre com avanço de 0,1% e fechou o ano passado com crescimento de 2,3%, de acordo com dados do Produto Interno Bruto. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do varejo do IBGE, quatro tiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação com dezembro, na série com ajuste sazonal -- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,6%), Tecidos, vestuário e calçados (1,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%). Quedas foram registradas em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,3%). As vendas de Móveis e eletrodomésticos ficaram estagnadas. “Esse setor (de eletrônicos) é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma Black Friday e um Natal mais forte em vendas”, disse Santos. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 0,9% em janeiro sobre dezembro e expansão de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
REUTERS
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