CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1047 DE 12 DE FEVEREIRO DE 2026
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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1047 | 12 de fevereiro de 2026
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NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
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Boi gordo: nova alta em SP, com âlotes-Chinaâ batendo R$ 345/@, aponta Scot
Entre as 17 praças acompanhadas diariamente pela Agrifatto, 9 apresentaram valorização da arroba na quarta-feira (11/2): SP, AC, MT, PA, PR, RJ, RO, SC e TO. No PARANĂ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANĂ: R$ 336,00/@ (Ă vista) e R$ 340,00/@ (prazo)
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O mercado pecuĂĄrio abriu a quarta-feira (11/2) com as cotaçÔes do boi âcomumâ (sem padrĂŁo-exportação) e do âboi-Chinaâ subindo mais R$ 3 na praça de SĂŁo Paulo, informou a Scot Consultoria, que tambĂ©m registrou alta de R$ 5/@ no preço da novilha gorda. Pelos dados da Scot, o boi gordo estĂĄ cotado em R$ 340/@, o âboi-Chinaâ em R$ 345/@, a vaca em R$ 315/@ e a novilha em R$ 330/@ (todos os preços sĂŁo brutos e com prazo). Pelo levantamento da Agrifatto, nesta quarta-feira, entre as 17 praças acompanhadas, 9 apresentaram valorização da arroba: SP, AC, MT, PA, PR, RJ, RO, SC e TO. Nas demais regiĂ”es (AL, BA, ES, GO, MA, MG, MS e RS), os preços ficaram estĂĄveis, acrescenta a consultoria. âNovas referĂȘncias de preço se consolidaram em grande parte das regiĂ”esâ, observaram os analistas da Agrifatto. Segundo a consultoria, na praça de SĂŁo Paulo, a arroba âchegou a R$ 350 em negĂłcios pontuais, com prazo de pagamento de sete diasâ. âA recuperação das pastagens, favorecida pelas chuvas, permite aos pecuaristas reter o gado por mais tempo, escalonando vendas e fortalecendo o poder de negociaçãoâ, diz a Agrifatto. Analistas da Scot compartilham da mesma opiniĂŁo: âO mercado estĂĄ pouco ofertado, com vendedores dosando a ofertaâ. De acordo com a Scot, neste momento, as indĂșstrias sĂŁo âforçadasâ a pagar mais pela arroba para cumprir com seus contratos de fornecimento de carne. A Agrifatto ressalta que, desde meados de janeiro/26, os preços do boi gordo sĂŁo sustentados principalmente pela oferta restrita de animais terminados, o que limita as escalas dos frigorĂficos a cinco dias de abate. âA combinação de oferta reduzida e demanda firme, tanto interna quanto externa, pressiona os preços para cima nas principais praças pecuĂĄriasâ, enfatizam os analistas. O mercado futuro segue a mesma tendĂȘncia. Na sessĂŁo da terça-feira (10/2), os contratos do boi gordo negociados na bolsa paulista B3 encerraram o pregĂŁo em alta pelo terceiro dia consecutivo. O papel com vencimento em março/26, fechou a sessĂŁo a R$ 345/@, com valorização de 0,31% em relação ao dia anterior. CotaçÔes do boi gordo desta quarta-feira (11/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. MĂ©dia: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. PARĂ: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. RONDĂNIA: Boi: R$ 295,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. MARANHĂO: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ na quarta-feira (11/2), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 341,00/@ (Ă vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 326,00/@ (Ă vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (Ă vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 321,00/@ (Ă vista) e R$ 325,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 313,50/@ (Ă vista) R$ 317,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 312,50/@ (Ă vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 296,50/@ (Ă vista) e R$ 300,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 311,50/@ (Ă vista) e R$ 316,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 308,50/@ (Ă vista) e R$ 312,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
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Brasil discute cotas por empresa para exportação de carne bovina à China
O governo federal poderĂĄ âdiscutir em reuniĂŁo na quinta-feira um pedido do MinistĂ©rio da Agricultura para estabelecimento de cotas por empresa para exportação de carne bovina para a China, disse na quarta-feira o secretĂĄrio de ComĂ©rcio e RelaçÔes Internacionais da pasta, Luis Rua, Ă Reuters.
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Segundo ele, o MinistĂ©rio da Agricultura estuda com o setor privado formas de evitar uma corrida desenfreada de exportaçÔes ao seu principal mercado, â apĂłs o paĂs asiĂĄtico ter estabelecido no ano passado uma tarifa de 55% fora de uma âdeterminada cota de importação.
Rua afirmou que o ministĂ©rio fez o pedido para o ComitĂȘ Executivo de GestĂŁo (Gecex) avaliar a situação, considerando os riscos de uma desorganização do mercado brasileiro se âtodas as empresas correrem para exportar volumes dentro de âuma cota. A cota brasileira para exportaçÔes Ă China em 2026, sem a tarifa adicional, â Ă© de pouco mais de 1 milhĂŁo de toneladas. "JĂĄ encaminhamos (ao Gecex) a exposição de motivos pensando em alternativas... para uma eventual decisĂŁo de controle dos volumes... Ă uma discussĂŁo, temos conversas com o setor privado em busca de alternativas que evitem uma corrida desenfreada nos embarques", disse Rua. Conforme decisĂŁo da China em um processo sobre salvaguardas, o Brasil terĂĄ uma cota livre de âtarifa de 1,106 milhĂŁo de toneladas em 2026, com incremento de cerca de 2% nos dois anos âseguintes. Mas a cota Ă© inferior â ao total que o â Brasil exportou para a China em 2025, que somou mais de 1,6 milhĂŁo de toneladas de carne bovina â in natura, o que gerou preocupação aos frigorĂficos. Rua âdisse nĂŁo ter informação se âa solicitação do ministĂ©rio entrou na pauta em reuniĂŁo na quinta-feira do Gecex, ĂłrgĂŁo da CĂąmara de ComĂ©rcio Exterior (Camex), formada por representantes de vĂĄrios ministĂ©rios. Mas ele considerou que, quanto mais cedo houver uma decisĂŁo, melhor. "Tomaremos decisĂ”es quando as coisas tiverem clareza", disse, acrescentando que â serĂĄ necessĂĄria uma avaliação jurĂdica. JĂĄ existe sistema de cotas semelhante para a exportação de carne de frango do Brasil para a UniĂŁo Europeia, ele disse.
A informação sobre uma eventual determinação de cotas de exportação por empresa foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo. Questionado, Rua negou que o sistema seria uma interferĂȘncia no âmercado. "Ă simplesmente uma organização." Ele tambĂ©m disse que nĂŁo se trata de contra-ataque ao processo de salvaguardas chinĂȘs, acrescentando que o paĂs asiĂĄtico deu liberdade ao Brasil para organizar suas exportaçÔes. Procurado pela â Reuters, o presidente da Associação Brasileira dos FrigorĂficos (Abrafrigo), Paulo Mustefaga, disse que desde o inĂcio o setor se posicionou favorĂĄvel a uma negociação do governo brasileiro com a China para a eliminação da tarifa extracota. Caso isto nĂŁo fosse possĂvel, ele afirmou que o setor defenderia que a cota livre de tarifa fosse dividida entre as empresas, conforme o desempenho de cada uma em 2025, embora a forma de implementação da medida nĂŁo seja unanimidade entre os exportadores. Rua comentou ainda que estĂĄ "inconclusiva" a questĂŁo relacionada aos embarques de carne em trĂąnsito, quando a China anunciou suas medidas de salvaguarda. A dĂșvida Ă© se os volumes a caminho do paĂs asiĂĄtico estariam ou nĂŁo dentro da cota de 2026. Ele disse que a China nĂŁo respondeu sobre o assunto. Dados do setor privado indicam, segundo ele, que esses volumes girariam em torno de 250 mil toneladas.
REUTERS/PORTAL TERRA
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SUĂNOS
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Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Milho segue como principal vilĂŁo dos custos, enquanto eficiĂȘncia e gestĂŁo ganham ainda mais importĂąncia nas granjas
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O custo de produção da suinocultura brasileira voltou a acender um sinal de alerta para o produtor rural. ApĂłs um primeiro semestre de 2025 marcado por alĂvio nos gastos, a segunda metade do ano trouxe novamente pressĂŁo, puxada principalmente pela alta do milho, insumo que responde por mais de 70% do custo total da atividade. Esse movimento reforça a necessidade de planejamento e tomada de decisĂŁo mais estratĂ©gica dentro das granjas. Em um setor que nĂŁo define preços e depende fortemente do mercado, pequenas variaçÔes nos insumos podem fazer grande diferença no resultado do produtor. Segundo dados da Embrapa, o comportamento dos custos em 2025 foi dividido em dois momentos bem distintos. O pesquisador da Embrapa Aves e SuĂnos, Marcelo Miele, explica que a queda inicial deu lugar a uma reversĂŁo clara no segundo semestre, com impacto direto sobre a rentabilidade. âA ração representa mais de 70% do custo total e hoje Ă© o principal fator de pressĂŁo sobre o custo do suĂno vivoâ, destacou Miele. De acordo com ele, o primeiro semestre de 2025 foi marcado pela redução nos preços do milho e do farelo de soja, trazendo certo alĂvio ao caixa do produtor. No entanto, esse cenĂĄrio mudou rapidamente. âA partir do inĂcio do segundo semestre, verificamos a reversĂŁo dessa tendĂȘncia, sobretudo puxada pela questĂŁo do milhoâ, afirmou o pesquisador. O fator cĂclico da disponibilidade do grĂŁo voltou a pesar nĂŁo apenas na suinocultura, mas tambĂ©m na produção de frangos e ovos. A Embrapa trabalha com preços de mercado de cada mĂȘs para retratar a realidade mĂ©dia do setor. Isso significa que o impacto pode variar conforme a estratĂ©gia adotada por cada produtor. Mesmo assim, a pressĂŁo foi sentida de forma generalizada no segundo semestre. Marcelo Miele explica que produtores com capacidade de estocagem e gestĂŁo de risco conseguem reduzir parte desse impacto. âO valor do milho no custo vai depender muito da estratĂ©gia de aquisição e de proteção de risco de cada produtor ou cooperativaâ, afirmou. Segundo ele, quem consegue formar estoque em momentos de preços mais baixos enfrenta oscilaçÔes menos intensas. Ainda assim, mesmo esses produtores sentiram a pressĂŁo tĂpica do perĂodo de entressafra, quando a oferta do grĂŁo se torna mais restrita. Para o especialista, a orientação Ă© clara. âBuscar ter um mĂnimo de estocagem disponĂvel e capital de giro para aproveitar momentos de preços atrativos Ă© a principal forma de se proteger dessas variaçÔes cĂclicasâ, ressaltou. AlĂ©m da ração, outros itens vĂȘm ganhando peso ao longo dos Ășltimos anos. Em Santa Catarina, por exemplo, o custo de produção subiu quase 1% em dezembro, novamente impulsionado pelo milho. No entanto, hĂĄ uma tendĂȘncia estrutural de aumento em despesas menos visĂveis. âQuando olhamos outros itens, como mĂŁo de obra, energia elĂ©trica, construçÔes e equipamentos, vemos uma tendĂȘncia histĂłrica de altaâ, explicou Miele. Esses custos, embora menores que a ração, impactam a depreciação e o custo de capital. O mercado de trabalho rural tambĂ©m passa por mudanças importantes. âHoje o mercado rural e urbano sĂŁo vasos comunicantes, o que leva a uma maior equalização dos salĂĄriosâ, afirmou. Esse movimento pressiona a folha de pagamento e exige mais eficiĂȘncia da gestĂŁo. O impacto desses custos varia conforme o perfil do produtor. Para quem atua de forma independente ou no mercado spot, a atenção se concentra principalmente na ração e na genĂ©tica. âEsses sĂŁo os principais itens de gestĂŁo para esse produtorâ, destacou o pesquisador. JĂĄ no sistema de integração, onde a ração e a genĂ©tica ficam sob responsabilidade da agroindĂșstria, outros custos ganham maior relevĂąncia. âFica muito claro o impacto da mĂŁo de obra, da energia e da estruturaâ, explicou Miele. Ao longo de 2025, o custo de produção acumulou alta de 4,39%. Mesmo assim, isso nĂŁo significou, automaticamente, perda de rentabilidade. Segundo ele, atĂ© setembro e outubro, a relação entre o preço do suĂno vivo e o custo da ração foi favorĂĄvel. O avanço das exportaçÔes e o bom consumo interno sustentaram os preços pagos ao produtor. Essa relação começou a se deteriorar apenas no final do ano, com custos mais altos e recuo nos preços do suĂno. Ainda assim, os patamares seguem melhores que a mĂ©dia histĂłrica. Para 2026, a expectativa Ă© de maior estabilidade, pelo menos no curto prazo. âDevemos manter um patamar semelhante ao final de 2025 e inĂcio de 2026â, avaliou o pesquisador. Segundo Miele, o primeiro semestre tende a ser marcado por custos estĂĄveis, com pequenas oscilaçÔes ligadas ao mercado do milho. A maior incerteza estĂĄ do lado da oferta e dos preços do suĂno no mercado interno e internacional.
NOTĂCIAS AGRĂCOLAS
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GOVERNO
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Parlamentares querem salvaguardas para agro no acordo com eu. O leite e o vinho podem ser afetados pelo tratadoÂ
Ideia Ă© negociar com setores do Executivo mecanismo de garantia apĂłs aprovação da proposta de defesa da agricultura europeia. Ruralistas querem proteção a leite, vinho e outras cadeias sensĂveis no acordo Mercosul-UE
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Parlamentares querem negociar com o Executivo a adoção de salvaguardas para proteger os produtores brasileiros das importaçÔes europeias, estimuladas pelo acordo de livre-comĂ©rcio entre o Mercosul e a UniĂŁo Europeia. Na terça-feira (10), a votação do texto nesse sentido foi adiada pela comissĂŁo mista de deputados e senadores que representam o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul) para o dia 24, depois do Carnaval. Esse intervalo dĂĄ aos deputados e senadores uma janela de oportunidade para intensificar as conversas sobre possĂveis mecanismos de proteção aos produtores. O presidente da ComissĂŁo de RelaçÔes Exteriores do Senado (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), e a ex-ministra da Agricultura, senadora Tereza Cristina (PP-MS), devem ter uma reuniĂŁo com o vice-presidente e chefe do Mdic, Geraldo Alckmin, na quarta-feira (11) para falar sobre o tema. Por meio dessas conversar com o Executivo, o objetivo Ă© permitir a continuidade da tramitação cĂ©lere e o atendimento das preocupaçÔes dos produtores brasileiros. Nessa ofensiva, os parlamentares jĂĄ tiveram conversas com o MinistĂ©rio da Agricultura e PecuĂĄria (Mapa) e tĂ©cnicos do Mdic para fazer essa demanda. Na semana passada, o secretĂĄrio de ComĂ©rcio e RelaçÔes Internacionais do MinistĂ©rio da Agricultura, Luis Rua, recebeu representantes de setores exportadores inseridos no acordo para avaliar o cenĂĄrio. Em outra frente, deputados e senadores membros da Frente Parlamentar da AgropecuĂĄria (FPA) querem uma tramitação mais lenta para seguir com as negociaçÔes desses possĂveis instrumentos. âHouve uma reclamação, principalmente do setor agropecuĂĄrio, de alguns pontos delineados nesse acordo. Como ali Ă© o local em que eles se debruçaram sobre todos os tĂłpicos dessa situação, a gente entendeu por bem promover essa reuniĂŁo para justamente poder apurar as determinadas arestas que tiveram. Podemos propor compensaçÔes por parte do prĂłprio governo, porque no acordo nĂŁo dĂĄ mais [para modificar], afirmou Nelsinho ao Valor. Podemos propor compensaçÔes por parte do prĂłprio governo, porque no acordo nĂŁo dĂĄ maisâ â Nelsinho Trad. Os europeus aprovaram internamente na terça-feira salvaguardas para proteger seus produtores de importaçÔes brasileiras que possam afetar a venda interna de produtos com origem na UniĂŁo Europeia. A embaixadora da UniĂŁo Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, relatou esta aprovação aos parlamentares, que viram o movimento como positivo e como o inĂcio de um distensionamento do clima no Parlamento Europeu. Os brasileiros aguardam a baixa dos Ăąnimos dos polĂticos europeus para fazer uma missĂŁo oficial pela aprovação do acordo na Europa. âEu quero dizer que, para o agro, momentaneamente, essas salvaguardas sĂŁo muito baixas. Ter o aumento em preço ou em volume de 5% de importação para a Europa como salvaguarda deixa o acordo muito pouco atrativo para o setor de carnes, para o açĂșcar e para todos os produtos que nĂłs jĂĄ exportamos. Se passar disso, voltam as taxas nĂŁo praticadas pelo acordo, que trazem vantagens, porque muitas sĂŁo zeradas. Mas eu acho que o Brasil vai dar uma demonstração de que nĂłs temos, realmente, um agro sustentĂĄvelâ, argumentou a senadora Tereza Cristina durante a sessĂŁo. O Executivo, entretanto, tem uma avaliação divergente. Integrantes do governo acreditam que a aprovação interna de mecanismos protecionistas possa enviar uma sinalização negativa do Brasil aos europeus e fechar portas em futuras tratativas. Ainda no Congresso, durante a reuniĂŁo da comissĂŁo mista, o relator da matĂ©ria na comissĂŁo mista, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez a leitura do seu parecer na reuniĂŁo e aceitou um pedido de adiamento da votação do texto. Chinaglia sugere a aprovação do acordo assinado pelos blocos econĂŽmicos no Ășltimo dia 17. Por ser um acordo internacional, o conteĂșdo do tratado nĂŁo pode ser modificado pelos parlamentares brasileiros. Eles precisam aprovar a matĂ©ria em sua totalidade ou rejeitĂĄ-la completamente.
VALOR ECONĂMICO
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INTERNACIONAL
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Bloqueio chinĂȘs preocupa indĂșstria da carne bovina dos EUA
ImbrĂłglio com a China foi um dos temas da convenção anual realizada em Nashville,TennesseeÂ
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LĂderes da Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF) estiveram presentes na Convenção da IndĂșstria de Carne Bovina de 2026 (CattleCon), realizada de 3 a 5 de fevereiro, em Nashville, Tennessee. Durante o evento, a federação manifestou preocupação em relação Ă continuidade da proibição da entrada de carne bovina norte-americana no mercado chinĂȘs. A maior parte da produção de carne bovina dos EUA estĂĄ bloqueada na China desde março/25.Â
Erin Borror, vice-presidente de anĂĄlise econĂŽmica da USMEF, respondeu Ă s perguntas do setor sobre a retomada do acesso da carne bovina Ă China, explicou que houve pouco progresso nessa questĂŁo. âA China continua se recusando a renovar os registros para instalaçÔes de produção e armazenamento refrigerado de carne bovina dos EUAâ, relata Borror, acrescentando: âInfelizmente, para a China, nĂŁo temos nenhuma notĂcia relevanteâ. Ela explicou aos produtores presentes na convenção que, mesmo com baixos estoques de gado nos EUA, o acesso Ă China Ă© vital para manter o valor da carcaça, enfatizando: âAinda precisamos recuperar esse mercado â inclusive neste momento do ciclo pecuĂĄrio â e precisamos ser capazes de exportar, mesmo com uma oferta relativamente baixaâ. Jay Theiler, presidente da USMEF e representante da Agri Beef Co., viajou recentemente a Washington, D.C., com outros lĂderes da USMEF para conversar com representantes do USDA e do EscritĂłrio do Representante Comercial dos EUA sobre a importĂąncia de retomar o acesso ao mercado chinĂȘs. Theiler afirmou que o governo estĂĄ totalmente empenhado na questĂŁo e compreende sua importĂąncia para os produtores norte-americanos.
PORTAL DBO
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Ăndice de Preços da Carne da FAO registra queda em janeiro/26
Recuo do indicador refletiu principalmente a redução dos preços internacionais da carne suĂna; cotaçÔes das carnes bovina e ovina permaneceram estĂĄveis
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O Ăndice de Preços da Carne da FAO teve uma mĂ©dia de 123,8 pontos em janeiro/26, com queda de 0,5 pontos (ou 0,4%) em relação a dezembro/25, de acordo dados da Organização das NaçÔes Unidas para a Alimentação e a Agricultura. PorĂ©m, em comparação com janeiro/25, o indicador apresenta aumento de 7,1 pontos, ou de 6,1%. A queda do Ăndice refletiu principalmente a redução dos preços internacionais da carne suĂna, enquanto as cotaçÔes das carnes bovina e ovina permaneceram praticamente estĂĄveis. Em contrapartida, os preços mundiais da carne de aves aumentaram. Segundo reportagem do portal australiano Beef Central, os preços da carne suĂna caĂram principalmente devido Ă s cotaçÔes mais baixas na UniĂŁo Europeia, em meio Ă demanda internacional moderada e Ă oferta abundante, incluindo a liquidação de estoques atrasados ââassociados ao fechamento temporĂĄrio de matadouros durante os feriados de fim de ano. Por sua vez, relata o portal, os preços da carne bovina tambĂ©m se mantiveram amplamente estĂĄveis, em meio a mudanças nas exportaçÔes brasileiras para outros destinos, apĂłs o rĂĄpido esgotamento da cota isenta de tarifas dos Estados Unidos da AmĂ©rica e a subsequente aplicação da tarifa de 26,4% para exportaçÔes fora da cota. âOs embarques de carne bovina do Brasil foram cada vez mais redirecionados a China, onde os importadores aceleraram as compras para garantir volumes antes do anĂșncio da cota de salvaguarda para a proteĂna, compensando a potencial pressĂŁo de baixa sobre os preços brasileirosâ, detalhou a Beef Central. O Ăndice de Preços dos Alimentos da FAO (FFPI), que acompanha as variaçÔes mensais nos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentĂcios comercializados globalmente, registrou uma mĂ©dia de 123,9 pontos em janeiro/26, com queda de 0,4% em relação a dezembro/25 e 0,6% abaixo do patamar registrado hĂĄ um ano. Foi o quinto mĂȘs consecutivo de queda do indicador, que em janeiro/26 foi puxada pela retração nas cotaçÔes internacionais de laticĂnios, açĂșcar e carne. O FFPI de janeiro ficou 36,4 pontos (-22,7%) abaixo do pico atingido em março de 2022.
BEEF CENTRAL
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NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
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Paranå aumenta exportaçÔes para a União Europeia em 12,9% em janeiro
Mercados tradicionais influenciaram de forma relevante o crescimento das exportaçÔes estaduais para a UniĂŁo Europeia, com destaque para as vendas destinadas Ă Alemanha, Holanda e PolĂŽnia, que apresentaram incrementos de, respectivamente, 19,5%, 25,7% e 215,2% no primeiro mĂȘs deste ano.
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Mesmo antes do acordo comercial UniĂŁo Europeia - Mercosul entrar em vigor, as exportaçÔes paranaenses para a UniĂŁo Europeia totalizaram US$ 197,9 milhĂ”es em janeiro de 2026, o que representou aumento de 12,9% em relação ao mesmo mĂȘs de 2025, quando as vendas para o bloco econĂŽmico somaram US$ 175,3 milhĂ”es. Os dados sĂŁo do MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social e divulgados na quarta-feira (11).
Mercados tradicionais influenciaram de forma relevante o crescimento das exportaçÔes estaduais para a UniĂŁo Europeia, com destaque para as vendas destinadas Ă Alemanha, Holanda e PolĂŽnia, que apresentaram incrementos de, respectivamente, 19,5%, 25,7% e 215,2% no primeiro mĂȘs deste ano. No caso da Alemanha, houve salto de US$ 36,9 milhĂ”es para US$ 44,1 milhĂ”es, com o farelo de soja sendo o lĂder da pauta, enquanto as exportaçÔes para a Holanda passaram de US$ 31,6 milhĂ”es para US$ 39,7 milhĂ”es, puxadas principalmente pelo biodiesel. As vendas para a PolĂŽnia avançaram de US$ 5,4 milhĂ”es para US$ 17,1 milhĂ”es, refletindo tambĂ©m as vendas crescentes de farelo de soja. O maior acrĂ©scimo percentual foi registrado pelo comĂ©rcio com a EslovĂȘnia (9.952%), como resultado do aumento das exportaçÔes de US$ 143,7 mil em janeiro de 2025 para US$ 14,4 milhĂ”es no inĂcio de 2026. Novamente, o farelo de soja foi o maior responsĂĄvel pela considerĂĄvel alta. Em termos de produtos, para o total da UniĂŁo Europeia, as maiores ampliaçÔes de comĂ©rcio foram contabilizadas pelas exportaçÔes de mĂĄquinas de terraplanagem, papel, partes de motores para veĂculos, carne de frango in natura e produtos quĂmicos. Nesse Ășltimo caso, predominaram os embarques de biodiesel, mercadoria cujo peso do Estado na produção nacional Ă© significativo. Segundo estimativa do Ipardes, para cada aumento anual de 1% das exportaçÔes estaduais para o bloco serĂŁo acrescidos R$ 137,5 milhĂ”es ao PIB paranaense. AlĂ©m disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos, devido tanto ao efeito positivo sobre a atividade exportadora quanto aos desdobramentos sobre os segmentos a ela relacionados. Considerando todos os mercados, as exportaçÔes do ParanĂĄ somaram US$ 1,38 bilhĂŁo em janeiro de 2026, com elevada representatividade dos alimentos, que responderam por uma participação de 58% do total das vendas. Com isso, o Estado segue entre os principais exportadores do Brasil. AlĂ©m do bloco europeu, os principais importadores de produtos do ParanĂĄ seguem sendo a China (US$ 226 milhĂ”es), IrĂŁ (US$ 67 milhĂ”es), Argentina (US$ 55 milhĂ”es), Estados Unidos (US$ 51 milhĂ”es) e Paraguai (US$ 50 milhĂ”es). O comĂ©rcio com a China cresceu 30% em relação a janeiro de 2025, assim como com o Paraguai, com aumento de 6,6%. Os principais produtos exportados em janeiro foram carne de frango (US$ 323 bilhĂ”es), soja em grĂŁo (US$ 146 milhĂ”es), farelo de soja (US$ 107 milhĂ”es), papel (US$ 63 milhĂ”es), cereais (US$ 62 milhĂ”es), celulose (US$ 51 milhĂ”es) e carne suĂna (US$ 38 milhĂ”es).Â
AGĂNCIA ESTADUAL DE NOTĂCIAS
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Com endividamento crescente no campo, desembolso de crédito rural cai 13%
InadimplĂȘncia, recuperaçÔes judiciais e aumento da seletividade dos bancos estĂŁo restringindo a concessĂŁo dos emprĂ©stimos para a safra 2025/26. Bancos estĂŁo mais cautelosos, e produtor enfrenta dificuldades para tomar crĂ©dito
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Em uma temporada marcada por recordes de inadimplĂȘncia e de pedidos recuperaçÔes judiciais no campo, endividamento crescente e maior aversĂŁo ao risco no mercado, o crĂ©dito rural concedido pelas instituiçÔes financeiras nas linhas tradicionais de financiamento aos produtores recuou quase 13% no acumulado dos sete primeiros meses do Plano Safra 2025/26 na comparação com o mesmo perĂodo do ciclo anterior. De julho do ano passado atĂ© janeiro deste ano, os desembolsos somaram cerca de R$ 207,3 bilhĂ”es, R$ 30 bilhĂ”es a menos que em igual intervalo da temporada 2024/25, quando a concessĂŁo chegou a R$ 237,4 bilhĂ”es. Custeio e investimento tiveram recuos de 23%. Os valores para custear a produção caĂram de R$ 135,1 bilhĂ”es para R$ 117 bilhĂ”es nos sete meses terminados em janeiro. Com apetite menor para investir num cenĂĄrio de juros altos, as operaçÔes de longo prazo, sobretudo para compra de mĂĄquinas, regrediram de R$ 65 bilhĂ”es para menos de R$ 50 bilhĂ”es. Os desembolsos para comercialização caĂram 14%, para R$ 19,6 bilhĂ”es. JĂĄ os emprĂ©stimos para industrialização subiram 42%, para R$ 20,6 bilhĂ”es. A queda no acesso Ă s linhas de crĂ©dito rural Ă© concentrada nos grandes produtores, que tĂȘm recorrido ao financiamento via CĂ©dulas de Produto Rural (CPR), cuja contratação Ă© menos âburocrĂĄticaâ e sem incidĂȘncia de IOF. Segundo o MinistĂ©rio da Agricultura, os desembolsos desses tĂtulos avançaram 37% no perĂodo e saltaram para R$ 143,22 bilhĂ”es atĂ© janeiro. Pequenos e mĂ©dios produtores tiveram concessĂ”es de crĂ©dito semelhantes nos perĂodos comparados. Os dados foram compilados pela reportagem a partir do sistema do Banco Central no inĂcio desta semana e podem mudar conforme a data de consulta. O levantamento nĂŁo inclui as CPRs. As informaçÔes divergem dos valores contratados, que sĂŁo maiores, pois algumas operaçÔes ainda nĂŁo foram efetivamente liberadas nas contas bancĂĄrias dos agricultores. Mesmo assim, sĂł hĂĄ crescimento nas CPRs, que nĂŁo sĂŁo inseridas no sistema do BC. O MinistĂ©rio da Agricultura disse, em comunicado, que o ambiente estĂĄ mais restritivo por fatores de demanda e de oferta de crĂ©dito. âDo lado da demanda, os produtores rurais priorizaram o custeio, essencial para a produção imediata. Do lado da oferta, as instituiçÔes financeiras adotaram postura mais cautelosa, influenciadas pelas elevadas taxas de jurosâ. Segundo a Pasta, hĂĄ uma âmudança no perfil de captação de recursos pelos produtores rurais brasileirosâ, com preferĂȘncia pelas CPRs e retração nas linhas tradicionais.
Mesmo com a reserva de orçamento para equalização de financiamentos a juros controlados na segunda metade da safra e o inĂcio do circuito das feiras agropecuĂĄrias, a demanda pelos recursos para investimentos deverĂĄ continuar aquĂ©m do esperado, por conta do aperto com o nĂvel elevado das taxas de juros e o endividamento. O desempenho do Moderfrota, principal programa para compra de mĂĄquinas agrĂcolas do Plano Safra, estĂĄ 55% menor. AtĂ© janeiro, haviam sido concedidos R$ 2,7 bilhĂ”es em pouco mais de sete mil operaçÔes contra R$ 6,1 bilhĂ”es de 13,4 mil financiamentos no mesmo perĂodo da safra 2024/25, quando a Selic estava em 12,25%. Apenas as cooperativas de crĂ©dito apresentaram desempenho melhor nesta safra, com crescimento nos recursos concedidos. Foram R$ 51,3 bilhĂ”es contra R$ 46,4 bilhĂ”es entre julho de 2024 e janeiro de 2025. No Sicredi, por exemplo, houve crescimento de 4% nas operaçÔes de custeio expansĂ”es acima de 40% nos financiamentos de comercialização e investimentos para pequenos e mĂ©dios produtores. Bancos pĂșblicos tiveram a maior retração, de R$ 134,4 bilhĂ”es para R$ 101 bilhĂ”es. Os bancos privados mantiveram o desempenho, com pouco mais de R$ 44 bilhĂ”es nos sete meses.
GLOBO RURAL
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ECONOMIA
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DĂłlar cai ao menor valor desde maio de 2024 em meio a forte fluxo estrangeiro para a bolsa
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira foi mais uma vez decisivo para a queda do dĂłlar ante o real na quarta-feira, em movimento que esteve em sintonia com recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
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O dĂłlar Ă vista fechou o dia com queda de 0,20%, aos R$5,1872 -- o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou aos R$5,1539. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,50%. Ăs 17h03, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂquido no Brasil -- caĂa 0,17% na B3, aos R$5,2025. ApĂłs abrir a sessĂŁo em baixa, o dĂłlar Ă vista zerou as perdas no Brasil e chegou a ser cotado na mĂĄxima de R$5,2044 (+0,13%) Ă s 10h33, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior, apĂłs a divulgação do relatĂłrio de empregos payroll nos EUA. O documento mostrou que a economia norte-americana gerou 130 mil postos de trabalho em janeiro, bem acima da projeção de 70 mil vagas apontada em pesquisa da Reuters com economistas. A taxa de desemprego ficou em 4,3% em janeiro, ante projeção de 4,4%. No entanto, o forte fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa voltou a ditar o ritmo dos negĂłcios no Brasil, com o dĂłlar Ă vista atingindo a mĂnima de R$5,1697 (-0,54%) Ă s 11h09 -- em um momento em que o Ibovespa superava recordes histĂłricos. âHĂĄ um fluxo financeiro forte para emergentes, com o dĂłlar perdendo valor globalmente. No Brasil, a bolsa estĂĄ renovando recordes sequenciais, e aĂ nĂŁo tem jeito: Ă© muita oferta de dĂłlar e o preço vem para baixo mesmoâ, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. Ainda que a queda tenha desacelerado atĂ© o encerramento da sessĂŁo, o dĂłlar terminou em leve baixa ante o real, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano. Pela manhĂŁ, durante evento do BTG Pactual em SĂŁo Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel GalĂpolo, repetiu que a instituição pretende começar a "calibragem" da taxa de juros a partir de março, mas evitou dar sinais sobre o que serĂĄ feito no restante do ano. No fim de janeiro, o BC manteve a taxa bĂĄsica Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Ă tarde, a instituição informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$294 milhĂ”es na Ășltima semana.
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Ibovespa ultrapassa 190 mil pela 1ÂȘ vez embalado por estrangeiros
O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na quarta-feira, ultrapassando a marca de 190 mil pontos pela primeira vez, em movimento tracionado pelas blue chips como Vale, Petrobras e ItaĂș Unibanco, na esteira do persistente fluxo de capital externo para as açÔes brasileiras.
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O noticiĂĄrio corporativo reforçou o viĂ©s positivo, com Suzano disparando mais de 13% apĂłs resultado forte e expectativas otimistas para a demanda de celulose, enquanto TIM saltou 8%, tambĂ©m refletindo a repercussĂŁo a nĂșmeros melhores do que o previsto no Ășltimo trimestre do ano passado. Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa avançou 2,22%, a 190.058,97 pontos, segundo dados preliminares, marcando 190.561,18 no melhor momento, novo recorde intradia, apĂłs superar na sessĂŁo os 188 mil e os 189 mil pontos pela primeira vez. Na mĂnima, registrou 185.936,27 pontos. O volume financeiro no pregĂŁo somava R$34,9 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.
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Brasil tem fluxo cambial negativo de US$294 milhĂ”es na Ășltima semana, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$294 milhĂ”es em fevereiro atĂ© dia 6, perĂodo que corresponde Ă Ășltima semana, conforme dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central.
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Pelo canal financeiro, houve saĂdas lĂquidas de US$827 milhĂ”es em fevereiro atĂ© dia 6. Por este canal sĂŁo realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operaçÔes. Pelo canal comercial, que contabiliza exportaçÔes e importaçÔes, o saldo de fevereiro atĂ© dia 6 foi positivo em US$532 milhĂ”es. Os dados mais recentes sĂŁo preliminares e fazem parte das estatĂsticas referentes ao cĂąmbio contratado. No acumulado do ano atĂ© 6 de fevereiro, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$4,792 bilhĂ”es.
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Ăndice de Preços ao Produtor sobe 0,12% em dezembro, diz IBGE Segundo o instituto, o indicador que mede a inflação da indĂșstria ou de âporta de fĂĄbricaâ encerrou o ano de 2025 com queda de 4,53%; doze das 24 atividades acompanhadas tiveram alta de preços em dezembroÂ
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O Ăndice de Preços ao Produtor (IPP), conhecido como a inflação da indĂșstria ou de âporta de fĂĄbricaâ, por considerar os preços sem impostos e fretes, subiu 0,12% em dezembro, e encerrou o ano de 2025 com queda de 4,53%, mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂstica (IBGE). Dos 12 meses de 2025, a inflação da indĂșstria ficou no campo positivo apenas em janeiro (0,15%) e dezembro (0,12%). Doze das 24 atividades acompanhadas pelo IPP tiveram alta de preços em dezembro. A metalurgia e as indĂșstrias extrativas foram as principais influĂȘncias para esse resultado no campo positivo. O resultado fechado do IPP em 2025 contrasta com o observado em 2024, quando houve alta de 9,28%. Em 2023, o Ăndice recuou 4,99%. O IPP Ă© formado por dois Ăndices: o da indĂșstria de transformação e o da indĂșstria extrativa. Na indĂșstria de transformação, houve recuo de 0,01% em dezembro, ante queda de 0,21% em novembro, e retração de 4,03% em 2025. JĂĄ o IPP da indĂșstria extrativa subiu 3,13% em dezembro â frente a recuo de 3,32% em novembro â e acumulou queda de 14,39% em 2025. Esse foi o segundo recuo mais intenso da sĂ©rie histĂłrica do Ăndice, atrĂĄs apenas de 2014 (-31,60%), que foi o primeiro ano que a pesquisa acompanhou a evolução dos preços nas indĂșstrias extrativas. De acordo com o gerente do IPP, Murilo Alvim, o comportamento das indĂșstrias extrativas no ano passado estĂĄ ligado ao aumento da oferta global de Ăłleos brutos de petrĂłleo e de minĂ©rios de ferro, que ajudou a reduziu os preços. Metalurgia Os preços de metalurgia subiram 2,24%, com impacto de 0,15 ponto percentual (p.p.) na taxa de 0,12% do IPP. As indĂșstrias extrativas registraram alta de 3,13% e responderam por 0,13 p.p. do IPP. Por outro lado, as atividades de alimentos e outros produtos quĂmicos foram as que mais exerceram pressĂŁo para baixo na inflação da indĂșstria. Os preços de alimentos caĂram 0,76%, com influĂȘncia de -0,19 ponto percentual. Outros produtos quĂmicos, por sua vez, tiveram queda de 1,19%, com -0,09 ponto percentual de impacto. Na metalurgia, a alta de 2,24% em dezembro vem depois de recuo de 0,34% em novembro, ante outubro. O maior impacto veio de metais nĂŁo ferrosos, escreveu o IBGE, ao citar a relação dessa categoria com as cotaçÔes das bolsas internacionais de produtos como alumĂnio, ouro e cobre. Em dezembro, a taxa de cĂąmbio tambĂ©m influenciou o resultado, com aumento de 2,1% do dĂłlar frente ao real, a despeito da queda de 10,6% no resultado consolidado de 2025.
VALOR ECONĂMICO
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