CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1046 DE 11 DE FEVEREIRO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1046 | 11 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: Scot contabiliza mais R$ 2/@ DE aumento em SP
Pelos dados levantados pela consultoria, arroba do animal “comum” subiu para R$ 337 no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 342/@. No PARANÁ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias.
Na terça-feira (10/2), analistas da Scot Consultoria identificaram aumento de R$ 2/@ nos preços do boi gordo que é abatido em São Paulo, sem padrão-exportação, direcionado sobretudo ao mercado interno. Pelos dados da consultoria, agora os pecuaristas locais recebem R$ 337/@ pelo animal terminado, na condição a prazo, valores brutos. O “boi-China”, por sua vez, é negociado por R$ 342/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 315/@ e R$ 325/@, respectivamente. Segundo destaca a Agrifatto, o mercado físico do boi gordo mantém viés altista desde meados de janeiro, impulsionado principalmente pela restrição na oferta de animais terminados, o que resultou em escalas de abate curtas, em torno de 5 dias, na média do Brasil. “A combinação dessa oferta enxuta com a demanda sólida, tanto do mercado interno quanto das exportações, força ajustes nos preços e sustenta valores firmes nas principais praças pecuárias”, relatou a Agrifatto. Do lado de dentro das porteiras, a recuperação das pastagens, favorecida pelas chuvas, permite ao produtor reter o gado por mais tempo, escalonando as vendas e ampliando seu poder de barganha. Cotações do boi gordo da terça-feira (10/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 290,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (10/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 313,50/@ (à vista) R$ 317,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 312,50/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 291,50/@ (à vista) e R$ 295,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Censo mostra aumento de 16% nos confinamentos de gado no Brasil
Cerca de 9,25 milhões de cabeças de gado passaram pelos confinamentos brasileiros em 2025, um aumento de 16% em relação a 2024, à medida que os pecuaristas continuam a deixar o modelo de criação em grandes pastagens.
De acordo com dados do censo anual de confinamentos compilados pela empresa de nutrição animal dsm-firmenich, o gado do maior exportador mundial de carne bovina estava confinado em 2.445 propriedades em 1.095 cidades, ressaltando a expansão da produção em confinamentos como estratégia para melhorar a eficiência nutricional e o ganho de peso. Em dez anos, o número de gado confinado dobrou, segundo o censo anual. O censo da dsm-firmenich mostra a mudança na dinâmica do setor de carne bovina do Brasil em um ano em que o país ultrapassou os Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. A produção de carne bovina do Brasil, superior à estimada em 2025, ajudou a aliviar a crise global de abastecimento, uma vez que os rebanhos bovinos dos EUA caíram para níveis historicamente baixos. A eficiência do rebanho brasileiro também decorre da melhoria genética e da redução da idade de abate. O uso de confinamentos cresceu de forma constante nos últimos 10 anos no Brasil, segundo dados do censo, em linha com a modernização geral do setor. Mato Grosso, o maior Estado agrícola do Brasil, registrou o maior número de cabeças de gado que passaram por confinamentos no ano passado: 2,2 milhões de cabeças, um aumento de quase 30% em relação a 2024, segundo dados do censo. O Estado de São Paulo confinou 1,4 milhão de bovinos, um aumento de 7,7% em relação ao ano anterior, enquanto Goiás confinou a mesma quantidade, um aumento de 13,6% em relação a 2024, segundo dados do censo. A maior parte da produção de carne bovina do Brasil permanece no mercado local, enquanto a maior parte das exportações é normalmente vendida para a China.
REUTERS
China deu "sinalização favorável" sobre carne bovina, diz Fávaro
Ministro afirma que autoridades chinesas acenaram positivamente às demandas brasileiras sobre flexibilização das salvaguardas anunciadas em dezembro
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse na segunda-feira (9) que o governo brasileiro recebeu "sinalização favorável" das autoridades chinesas sobre duas demandas apresentadas a Pequim por flexibilidade na aplicação das cotas de exportação para carne bovina. Em entrevista à CNN, Fávaro relatou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, tem conduzido as conversas sobre o tema com a China. De acordo com ele, as salvaguardas devem ser debatidas no âmbito da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação), que terá um encontro no Brasil em 2026. A primeira demanda, conforme explicou Fávaro, é para a China deixar de fora da cota válida para este ano os embarques realizados até 31 de dezembro de 2025 -- mesmo chegando nos portos asiáticos antes da aplicação das salvaguardas. "Isso já está avançado", disse o ministro. O segundo pedido brasileiro é para que, em caso de não preenchimento da cota alocada para países como Uruguai e Estados Unidos, esse volume possa ser usado pelo Brasil. "O Uruguai recebeu uma cota de 300 mil toneladas, mas vendeu 140 mil toneladas no ano passado. Se expandir suas exportações, vai chegar a 150 mil ou 160 mil? Os Estados Unidos receberam 300 mil toneladas de cota, mas dificilmente vão conseguir cumprir com essa cota porque hoje estão importando carne bovina". "[Pedimos] que o Brasil possa absorver esse excedente não preenchido da cota para o Uruguai ou para os Estados Unidos", explicou Fávaro. Para o ministro, é de interesse chinês que os exportadores brasileiros possam atender a essa demanda excedente pagando a tarifa de 12% que é aplicada à carne bovina dentro da cota. O que é exportado acima da cota paga uma sobretaxa de 55%, além da tarifa convencional. Em ambos os pedidos feitos pelo governo brasileiro, segundo Fávaro, a sinalização dada por Pequim teria sido positiva. Alckmin conversou por telefone, no fim de janeiro, com o vice-presidente chinês, Han Zheng. A China anunciou, em dezembro, a aplicação de salvaguardas à carne bovina. O Brasil, principal fornecedor ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano. O volume alcançará 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Como efeito de comparação, no ano passado, o Brasil vendeu cerca de 1,7 milhão de toneladas à China. Trata-se do maior mercado para o país.
CNN BRASIL
SUÍNOS
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Missão oficial chilena habilitou o Núcleo Genético da Agroceres PIC para exportação de suínos de reprodução ao país andino. Certificação reforça posição do Brasil como fornecedor de genética suína.
O Núcleo Genético Gênesis, da Agroceres PIC, no Paraná, foi habilitado pelo Servicio Agrícola y Ganadero (SAG), do Chile, para exportar suínos de reprodução. A habilitação é resultado de uma missão técnica presencial, realizada por auditores chilenos entre novembro e dezembro de 2025. Durante a auditoria foram avaliados tanto o sistema oficial de defesa sanitária brasileiro quanto as condições específicas da unidade produtiva. O roteiro incluiu reuniões com autoridades federais e estaduais e inspeções detalhadas nas instalações e estrutura da Gênesis.
“O aval do Chile tem um peso relevante, porque reconhece o trabalho da equipe e valida a qualidade sanitária e genética dos nossos animais”, afirma Leone de Brito Silva, coordenador de Produção e Exportação da Agroceres PIC. Segundo Leone, o Chile possui um dos sistemas sanitários mais rigorosos da América Latina, é altamente seletivo na importação de material genético e atua como referência técnica para outros mercados. Para Nevton Hector Brun, gerente de Produção da Agroceres PIC, a abertura do mercado chileno é resultado direto do fortalecimento do sistema sanitário brasileiro. Segundo ele, o reconhecimento do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação foi decisivo para a habilitação. “Trata-se de uma conquista estratégica, que reflete o trabalho sério e consistente do serviço sanitário oficial”, afirma. Na avaliação de Brun, a autorização concedida pelo Chile representa mais um passo na consolidação do Brasil como exportador de material genético de suínos. “A habilitação reforça o posicionamento do país como fornecedor de genética e amplia nossas possibilidades de atuação no mercado internacional”, completa. Com a habilitação, a Agroceres PIC torna-se a primeira empresa brasileira de genética suína autorizada a exportar reprodutores vivos ao Chile. Embora o Brasil ainda não tenha realizado exportações para esse mercado, a certificação abre caminho para futuras operações, condicionadas à demanda e às negociações comerciais.
Hoje, a Agroceres PIC já exporta genética suína para países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Bolívia.
AGROMÍDIA
GOVERNO
BNDES financia com R$ 148,5 milhões usina de biometano no Paraná
Projeto em Toledo deve evitar 80 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano e fortalecer a economia circular na agroindústria. Além do biometano a partir de resíduos agroindustriais, a unidade produzirá fertilizantes orgânicos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 148,5 milhões para a construção de uma usina de biometano da Bioo Paraná Holding S.A. em Toledo (PR). O investimento total previsto é de R$ 196 milhões, dos quais R$ 101,5 milhões virão do Fundo Clima e R$ 47,1 milhões da linha Finem. Com capacidade planejada de 11 milhões de metros cúbicos de biometano por ano, a planta deve evitar cerca de 80 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente anualmente. A expectativa é de gerar 210 empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação e 90 após o início das operações. Além da produção de biometano a partir de resíduos orgânicos da agroindústria, a unidade também fabricará fertilizantes de base orgânica e CO₂ biogênico purificado para uso industrial, como na produção de bebidas. A proposta integra esforços de descarbonização e aproveitamento de resíduos agroindustriais, alinhando-se às políticas de transição energética do governo federal.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto “minimiza os impactos dos resíduos orgânicos ao transformá-los em produtos energéticos e de alto valor agregado”, reforçando a economia circular e a agenda de energia renovável no país. Já o CEO da Bioo, Maurício Cótica, destacou que o novo empreendimento “representa a consolidação do modelo de transformar resíduos em energia e bioprodutos de alto valor, ampliando o impacto positivo em descarbonização e desenvolvimento regional”. O biometano, gás natural renovável obtido por digestão anaeróbia de matéria orgânica, atua como substituto direto do gás natural fóssil, reduzindo emissões e estimulando soluções sustentáveis na cadeia produtiva rural.
AGRO ESTADÃO
INTERNACIONAL
Parlamento da UE aprova salvaguardas para proteger agro europeu no acordo com Mercosul
Medida pode "corroer" os benefícios previstos para os produtos da agropecuária brasileira. UE poderá suspender temporariamente as preferências tarifárias e as cotas estabelecidas no acordo com o Mercosul se houver um 'aumento súbito' das exportações
O Parlamento Europeu aprovou na terça-feira (10/2) salvaguardas adicionais no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia com o objetivo de proteger o setor agropecuário local. A medida permite a suspensão dos benefícios tarifários adotados no pacto para produtos "sensíveis", como carne bovina e de aves, caso o volume exportado dos países do bloco sul-americano para lá aumentem e os preços internos aos produtores caiam mais de 5% em relação à média dos três anos anteriores. Essas salvaguardas adicionais já haviam sido pactuadas informalmente antes, em um movimento que garantiu a assinatura do acordo Mercosul-UE em janeiro de 2026. O Parlamento aprovou o regulamento por 483 votos a favor e 102 contra, com 67 abstenções. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já alertou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) sobre o potencial impacto dessas salvaguardas adicionais da UE. Na avaliação do setor produtivo nacional, a medida pode "corroer amplamente" os benefícios previstos no acordo para os produtos da agropecuária brasileira. A bancada ruralista tem defendido cautela na ratificação do acordo e negocia com o Poder Executivo a adoção de contramedidas internas para evitar o esvaziamento do pacto entre os blocos. O texto aprovado pelos eurodeputados define a forma como a UE poderá suspender temporariamente as preferências tarifárias e as cotas estabelecidas no acordo com o Mercosul se houver um "aumento súbito" das exportações de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e se isso prejudicar os produtores europeus. A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, relatou esta aprovação a deputados e senadores brasileiros membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul), que viram o movimento como positivo e como o início de um distensionamento do clima no Parlamento Europeu. Segundo as regras, a Comissão Europeia poderá abrir um inquérito sobre a necessidade de adotar medidas de proteção quando as importações de produtos agrícolas sensíveis, como carne de aves, carne bovina, ovos e açúcar, aumentarem 5% e se, ao mesmo tempo, os preços de importação forem 5% inferiores ao preço médio pertinente no mercado interno. A proposta inicial era de 10%. A proposta aprovada diz que "um Estado-Membro, uma pessoa singular ou coletiva que represente a indústria ou uma associação que atue em nome da indústria pode solicitar um inquérito em caso de ameaça de prejuízo grave para a indústria em causa". A medida prevê ainda que a cada seis meses a Comissão Europeia deverá apresentar ao Parlamento um relatório de avaliação do impacto das importações de produtos sensíveis. Na visão da CNA, a medida cria um critério automático para suspender as exportações com tarifa reduzida dos produtos do agronegócio brasileiro. As regras contrariam os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo a entidade. Levantamento apresentado na semana passada à bancada ruralista mostra que quase metade dos itens exportados para a UE teve incremento superior a 5% entre 2024 e 2025, sem as preferências previstas no acordo. O ritmo normal de vendas de carne bovina, por exemplo, já seria capaz de acionar os gatilhos das salvaguardas adicionais europeias no primeiro mês de vigência do acordo. Após a aprovação formal do Conselho, o regulamento será publicado no Jornal Oficial da UE. As regras serão aplicadas assim que o Acordo Comercial Provisório do Mercosul entrar em vigor. A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou na terça-feira que o acordo Mercosul–União Europeia representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro, ao ampliar mercados e fortalecer a inserção internacional da produção brasileira.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Sob a influência de frutas e leite, preços de alimentos voltam a cair em janeiro no Paraná
O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) do Estado do Paraná caiu 0,07% em janeiro, a terceira queda consecutiva. Esse resultado ajudou o IPR acumulado em 12 meses, que agora registra queda ade 0,45%, o menor resultado para essa métrica desde novembro de 2023.
Os dados foram divulgados na terça-feira (10) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico (IPARDES). A apuração de janeiro foi influenciada pelos subgrupos frutas, leite e derivados e bebidas e infusões. Os dois primeiros impactaram o índice em -0,22 pontos percentuais (p.p.), enquanto o terceiro foi responsável por -0,11 p.p. no resultado mensal. O preço das frutas para o consumidor final caiu 4,71% em janeiro, puxado, especialmente, pelas quedas de 16,94% em banana-caturra, de 6,03% em uva e de 3,63% em melão. Já o subgrupo leite e derivados registrou, em janeiro, redução de 1,53%, com quedas de 3,60% em leite integral e de 1,10% em leite em pó. Quanto ao resultado acumulado em 12 meses, constatou-se a influência dos subgrupos leites e derivados (-1,50 p.p.), cereais (-1,32 p.p.) e ovos de galinha (-0,17 p.p.), derivando em quedas de 10,48%, 27,44% e 11,77%, respectivamente. No primeiro subgrupo destaca-se o leite integral que caiu 18,83%. Entre os cereais, o arroz parboilizado registrou queda de 36,98%, seguido pelo feijão preto (-32,37%) e arroz branco (-32,03%). O IPR caiu de maneira geral em todas as cidades analisadas. As quedas foram de 0,55% em Foz do Iguaçu, de 0,37% em Cascavel, de 0,20% em Pato Branco, de 0,17% em Maringá e de 0,10% em Londrina. Em contrapartida, foram observados aumentos de 0,59% em Curitiba e de 0,11% em Ponta Grossa e em Umuarama. Em Guarapuava, o índice manteve-se estável. Dentre os subgrupos de despesa destaca-se a queda em frutas, com variações de -5,82% em Pato Branco, de -5,56% em Maringá, de -4,80% em Foz do Iguaçu, de -4,58% em Cascavel, de -4,51% em Guarapuava, de -4,42% em Ponta Grossa, de -4,34% em Curitiba, de -4,32% em Londrina e de -4,01% em Umuarama. A banana-caturra registrou queda de 23,86% em Guarapuava, de 20,41% em Foz do Iguaçu, de 19,92% em Curitiba, de 17,66% em Pato Branco, de 15,40% em Maringá, de 14,50% em Ponta Grossa, de 14,34% em Umuarama, de 13,06 em Cascavel e de 12,64% em Londrina. Nesse contexto, o IPR acumulado nos últimos 12 meses perdeu força em todos os municípios pesquisados. Em Pato Branco e em Guarapuava o índice foi de 0,87% e 0,80%, respectivamente, valores menores que o do período anterior. Nos demais municípios a métrica anualizada apresentou quedas de 2,12% em Londrina, de 0,77% em Maringá, de 0,76% em Ponta Grossa, de 0,66% em Curitiba, de 0,54 em Umuarama, de 0,50% em Cascavel e de 0,34% em Foz do Iguaçu.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Inflação fica em 0,33% em janeiro com pressão da gasolina e alívio da conta de luz
IPCA acelera a 4,44% em 12 meses, ainda abaixo do teto da meta (4,5%). Alimentação tem menor alta para 1º mês do ano em duas décadas, diz IBGE
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,33% em janeiro, repetindo a taxa registrada em dezembro, apontam dados divulgados nesta terça (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve pressão da gasolina e alívio da conta de luz. A variação de 0,33% ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,32%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,26% a 0,40%. Com o resultado de janeiro, o IPCA acelerou a 4,44% no acumulado de 12 meses, após marcar 4,26% até dezembro, disse o IBGE. O índice continua abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. A aceleração nos 12 meses está associada ao que economistas costumam chamar de troca de taxas. Em janeiro de 2025, o IPCA havia registrado a menor inflação para o primeiro mês do ano no Plano Real (0,16%). À época, o índice teve impacto atípico do bônus de Itaipu, que entrou em vigor com atraso, reduzindo a conta de luz na ocasião. Como o IPCA foi maior em janeiro de 2026 (0,33%), o acumulado também ganhou força. Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, disse que o avanço de 0,33% não tem "nada de extraordinário" para o primeiro mês do ano. O técnico lembrou, por exemplo, que o IPCA havia subido mais em janeiro de 2024 (0,42%). De acordo com ele, o índice de 0,33% é resultado de uma "queda de braço". De um lado, a gasolina subiu 2,06% em janeiro. Com isso, gerou impacto de 0,10 ponto percentual no IPCA, o maior em termos individuais, seguido pela pressão da tarifa de ônibus urbano (0,06 p.p.), que avançou 5,14%. De outro lado, a energia elétrica residencial teve redução no mês passado (-2,73%). Assim, exerceu a maior influência do lado das baixas no IPCA (-0,11 p.p.), seguida pela passagem aérea (-0,07 p.p.), que também caiu (-8,9%). Segundo o IBGE, a diminuição da conta de luz reflete a entrada em vigor da bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores. Já a carestia da gasolina está relacionada a reajustes de ICMS (imposto estadual) no início do ano, apontou o instituto. O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do índice oficial, desacelerou o ritmo de alta. Subiu 0,23% em janeiro, após marcar 0,27% em dezembro. Por questões de oferta e demanda, os alimentos costumam ficar mais caros nos meses finais e iniciais do ano. A alta de 0,23%, contudo, é a menor para janeiro em 20 anos, desde 2006 (0,11%). Dentro de alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio (em casa) registrou variação de 0,10% no mês passado, abaixo da taxa de dezembro de 2025 (0,14%). Janeiro teve queda nos preços de produtos como leite longa vida (-5,59%) e ovo de galinha (-4,48%). Do lado das altas, o IBGE destacou a carestia do tomate (20,52%) e das carnes (0,84%), principalmente contrafilé (1,86%) e alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio, em locais com bares e restaurantes, também desacelerou em janeiro (0,55%) na comparação com o mês anterior (0,60%). Nos 12 meses de 2025, a alimentação no domicílio acumulou inflação de 1,43%. A inflação dos serviços é um dos fatores observados pelo BC em detalhes para a definição da taxa de juros. De acordo com o IBGE, o índice de serviços desacelerou o ritmo de alta para 0,10% em janeiro. É a menor inflação desde junho de 2024 (0,04%). Nos 12 meses, os serviços acumularam alta de 5,29% até janeiro, também abaixo da leitura anterior (6,01%). A variação, porém, segue acima do IPCA cheio (4,44%) e do teto de 4,5% da meta.
FOLHA DE SP
Dólar se mantém abaixo dos R$5,20 apesar do exterior
Após oscilar em alta durante boa parte da sessão, o dólar encerrou a terça-feira perto da estabilidade, abaixo dos R$5,20, enquanto no exterior a divisa norte-americana sustentou ganhos antepares da moeda brasileira, como o rand sul-africano e o peso chileno.
No Brasil, destaque no dia para os dados da inflação oficial de janeiro, divulgados pela manhã, e para as críticas do mercado à situação fiscal brasileira, durante a tarde, em evento do BTG Pactual em São Paulo. O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,17%, aos R$5,1976. No ano, a divisa acumula agora baixa de 5,31%. Às 17h18, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,03% na B3, aos R$5,2155. Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro -- uma taxa igual à de dezembro e quase em linha com a expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam 0,32% no mês passado. No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação atingiu 4,44%, também quase em linha com os 4,43% projetados, mas acima dos 4,26% de dezembro. A abertura dos dados mostrou forte desaceleração dos serviços como um todo, com a taxa passando de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro, conforme o IBGE. A inflação de serviços subjacentes -- que excluem preços mais voláteis -- passou de 0,56% para 0,57% no período, conforme cálculos do banco Bmg, enquanto a taxa de serviços intensivos em mão de obra foi de 0,77% para 0,64%. No geral, os números do IPCA não alteraram a expectativa de início do ciclo de reduções da taxa básica Selic, hoje em 15%, em março, mas ainda há dúvidas sobre qual será o tamanho do primeiro corte: 25 ou 50 pontos-base. Em evento do BTG Pactual pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil -- patamar que, segundo ele, gera efeito de alta sobre a dívida pública que o governo não consegue contrapor com “nenhum nível de superávit primário”.
REUTERS
Ibovespa tem dia volátil, mas encerra em leve queda após piora em NY
Manutenção do fluxo estrangeiro deu impulso para ações de bancos e fez o índice subir até os 186.959 pontos pela manhã
Sem um direcionador na sessão, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos durante a maior parte da terça-feira. O índice só conseguiu se firmar em queda perto do fim do pregão, com a piora registrada em Nova York após a apresentação de dados mais fracos de atividade. No fim, a principal referência acionária local recuou 0,17%, aos 185.929 pontos, ainda assim distante da mínima de 185.083 pontos. Na parte da manhã, a manutenção do fluxo estrangeiro deu impulso para ações de bancos e fez o índice subir até os 186.959 pontos, mas o recuo mais intenso do setor bancário nos Estados Unidos acabou afetando negativamente as ações de instituições financeiras por aqui. Segundo participantes do mercado, o fato de o Agibank ter reduzido o ganho e o valor da oferta de abertura de capital nos Estados Unidos também não ajudou o mercado acionário local ajudou a elevar o tom mais pessimismo no mercado acionário durante a manhã. No fim do dia, ações de bancos fecharam majoritariamente em alta: Santander Units (+1,53%); Itaú Unibanco PN (+0,23%); PN (+0,05%). Já blue chips de commodities encerraram em direções opostas: as ON da Vale cederam 0,30%, enquanto as ON da Petrobras subiram 0,50% e as PN da petroleira fecharam estáveis (+0,08%). O volume financeiro negociado pelo índice foi de R$ 21,7 bilhões e de R$ 28,1 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Nasdaq e o S&P 500 recuaram 0,59% e 0,33%, nessa ordem; já o Dow Jones subiu 0,10%.
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