CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1044 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2026
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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1044 | 09 de fevereiro de 2026
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NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
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Boi gordo: intensificação do movimento de alta
âO boi-Chinaâ bateu R$ 340/@ em SP, abrindo ĂĄgio de R$ 8/@ em relação ao bovino sem padrĂŁo-exportação, informou a Scot Consultoria. No PARANĂ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANĂ: R$ 331,00/@ (Ă vista) e R$ 335,00/@ (prazo)
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O movimento de alta nos preços do boi gordo, iniciado no fim de janeiro, continuou ativo ao longo da semana, encerrando a sexta-feira (6/2) com novas valorizaçÔes nas praças de SĂŁo Paulo e em outras regiĂ”es brasileiras. Pelos dados da Scot Consultoria, o âboi-Chinaâ negociado no mercado paulista bateu os R$ 340/@ (no prazo) no dia 6 de fevereiro, abrindo um bom ĂĄgio de R$ 8/@ sobre o animal sem padrĂŁo exportação, cotado em R$ 332/@. O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, acredita que o mercado deve seguir firme em fevereiro/26, com possibilidade de novos ajustes positivos no curto prazo. âO clima estĂĄ favorĂĄvel para que a oferta de boiadas gordas continue cadenciadaâ, afirma Fabbri, referindo-se Ă s boas condiçÔes das pastagens apĂłs perĂodos de chuvas generosas. AlĂ©m disso, continua ele, o preço da reposição, com destaque ao bezerro, tem estimulado menor abate de fĂȘmeas neste começo de ano, o que contribui para um mercado mais enxuto, dificultando a vida dos frigorĂficos que tĂȘm necessidade de preencher rapidamente as suas escalas de abate. âO abate de bovinos no Sistema de Inspeção Federal (SIF) e a participação das fĂȘmeas diminuĂram em janeiro/26, o que ajudou a sustentar os preçosâ, ressalta Fabbri. Segundo a Agrifatto, a oferta de animais terminados segue restrita, sobretudo no Centro-Norte do paĂs, onde as chuvas mantĂȘm o bom nĂvel nutricional das pastagens e favorecem a retenção do gado no campo.
Segundo Fabbri, neste momento, hĂĄ estĂmulo Ă s compras de boiadas gordas, com a perspectiva de uma demanda mais aquecida no mercado domĂ©stico na primeira quinzena deste mĂȘs e uma exportação que tende a seguir aquecida. âOs preços da carne bovina no mundo estĂŁo nas mĂĄximas e o Brasil tende a aparecer como um bom fornecedor, tanto em preço, quanto em volumeâ, destaca Fabbri. CotaçÔes do boi gordo da sexta-feira (6/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. MĂ©dia: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias.
MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARĂ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDĂNIA: Boi: R$ 290,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: sete dias.Â
MARANHĂO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ na sexta-feira (6/2), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 336,00/@ (Ă vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 318,50/@ (Ă vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$308,50/@ (Ă vista) e R$ 312,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 313,50/@ (Ă vista) e R$ 317,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 313,50/@ (Ă vista) R$ 317,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 312,50/@ (Ă vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 291,50/@ (Ă vista) e R$ 295,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 311,50/@ (Ă vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 306,50/@ (Ă vista) e R$ 310,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
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SUĂNOS
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Exportação de carne suĂna registra alta em janeiro
As exportaçÔes brasileiras de carne suĂna (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) foram recordes para o perĂodo.Â
Ao todo, foram 116,3 mil toneladas embarcadas em janeiro, nĂșmero 9,7% maior que o total embarcado no mesmo mĂȘs do ano passado, com 106 mil toneladas. A receita das exportaçÔes chegou a US$ 270,2 milhĂ”es, saldo 13,6% em relação ao mesmo perĂodo do ano passado (e recorde para o mĂȘs de janeiro), com US$ 238 milhĂ”es. Maior importadora de carne suĂna do Brasil, as Filipinas foram destino de 37,4 mil toneladas (+91%). Foram seguidas por JapĂŁo, com 12,9 mil toneladas (+58%), Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), MĂ©xico, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%). Maior estado exportador, Santa Catarina embarcou 56,5 mil toneladas (-2,3%), e foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), ParanĂĄ, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%). O movimento ocorrido ao longo de 2025 segue neste ano, com descentralização dos envios Ă China para novos destinos, incluindo Filipinas e outros mercados de alto valor agregado, como Ă© o caso do JapĂŁo. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026.
ABPA
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FRANGOS
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Exportação de carne de frango registra alta em janeiro
Resultados em volume e receita sĂŁo recordes para o perĂodo
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As exportaçÔes brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 459 mil toneladas em janeiro, informa a Associação Brasileira de ProteĂna Animal (ABPA). O nĂșmero Ă© recorde para o mĂȘs e representa uma alta de 3,6% em relação ao registrado no mesmo perĂodo do ano passado, com 443 mil toneladas. Em receita, tambĂ©m houve crescimento e registro de recorde para janeiro. O resultado chegou a US$ 874,2 milhĂ”es, saldo 5,8% superior ao alcançado no primeiro mĂȘs de 2025, com US$ 826,4 milhĂ”es. Principal destino das exportaçÔes de carne de frango do Brasil, os Emirados Ărabes Unidos importaram 44,3 mil toneladas no mĂȘs, volume 14% superior ao registrado no ano passado. Em seguida estĂŁo Ăfrica do Sul, com 36,8 mil toneladas (+34%), ArĂĄbia Saudita, com 33,5 mil toneladas (+5%), China, com 33,5 mil toneladas (-25%), JapĂŁo, com 29,2 mil toneladas (+4%), UniĂŁo Europeia, com 27,4 mil toneladas (+24%), Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+23%), Coreia do Sul, com 16,2 mil toneladas (+10%), Singapura, com 14,1 mil toneladas (resultado equivalente Ă 2025) e Chile, com 11,8 mil toneladas (+51%). Principal estado exportador, o ParanĂĄ embarcou 187,7 mil toneladas em janeiro (+3,9%), e foi seguido por Santa Catarina, com 103,1 mil toneladas (+9,3%), Rio Grande do Sul, com 58,7 mil toneladas (+0,75%), SĂŁo Paulo, com 26,7 mil toneladas (+2%) e GoiĂĄs, com 25,6 mil toneladas (+9,5%). O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um perĂodo de tĂpica demanda reduzida, como Ă© o mĂȘs de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Ărabes, na Ăfrica do Sul, nos paĂses da UniĂŁo Europeia e em determinados mercados da Ăsia com expressiva demanda.
ABPA
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Frango/Cepea: Preço cai pelo 3Âș mĂȘs seguido e opera no patamar de gripe aviĂĄria
PressĂŁo veio principalmente da baixa demanda interna
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O valor mĂ©dio de negociação do frango congelado caiu em janeiro, pelo terceiro mĂȘs consecutivo, voltando a operar nos patamares observados durante o perĂodo de caso de gripe aviĂĄria no Brasil, em maio de 2025, apontam pesquisadores do Cepea. A pressĂŁo sobre as cotaçÔes veio principalmente da baixa demanda interna, jĂĄ que as vendas externas seguiram firmes ao longo do mĂȘs. Ressalta-se que o movimento de desvalorização foi observado para praticamente todos os produtos avĂcolas acompanhados pelo Cepea. Na Grande SĂŁo Paulo, o frango inteiro congelado registrou mĂ©dia de R$ 7,36/kg em janeiro, com baixa de 4,5% frente Ă de dezembro e voltando aos patamares de junho/25, quando o produto foi negociado a R$ 7,47/kg, de acordo com dados do Cepea. O mĂȘs de janeiro Ă© tradicionalmente marcado por diminuiçÔes na demanda, devido ao menor poder de compra da população, que, vale lembrar, tem despesas extras neste perĂodo.
CEPEA
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EMPRESAS
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Castrolanda anuncia R$ 500 milhÔes em investimentos para 2026
Valor faz parte de um pacote anunciado na sexta. Investimentos superiores a R$ 100 milhÔes serão voltados a estudos para a diversificação de negócios. A cooperativa também avança no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, que contarå com investimentos superiores a R$ 80 milhÔes, em parceria com o Governo do Estado e o Senar.
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A Castrolanda irĂĄ investir aproximadamente R$ 500 milhĂ”es em 2026, o maior volume jĂĄ investido pela cooperativa em um Ășnico ano. O valor faz parte de um pacote anunciado nesta sexta-feira (6/2), durante o lançamento oficial das açÔes comemorativas dos 75 anos da cooperativa. De acordo com o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, os investimentos fazem parte do planejamento estratĂ©gico e visam preparar a cooperativa para um crescimento sustentĂĄvel. âDecidimos buscar o crescimento da Castrolanda como organização e, em 2026, teremos investimentos expressivos. Dentro do modelo de intercooperação, a produção de leite estĂĄ em constante crescimento e, para isso, nossas indĂșstrias precisam estar preparadas para receber o leite dos cooperados e proteger nossa posição no mercadoâ, explica. A cooperativa destinarĂĄ, neste ano, R$ 200 milhĂ”es para a implantação de uma torre de secagem de leite. O aporte total do projeto prevĂȘ em torno de R$ 480 milhĂ”es para a ampliação da Usina de Beneficiamento de leite, em Castro (PR). A obra civil jĂĄ foi iniciada e os equipamentos foram adquiridos, com previsĂŁo de ampliação da capacidade industrial a partir de 2028. O projeto Ă© uma parceria entre as cooperativas Castrolanda, FrĂsia e Capal, por meio da Unium. Segundo Bouwman, a produção de leite tem crescido de 8% a 10% ao ano, o que leva Ă estimativa de 3,3 milhĂ”es de litros de leite por dia, das trĂȘs cooperativas, no ano que vem. A usina jĂĄ possui uma torre de secagem de leite, com capacidade para processar 600 mil litros de leite/dia. Com o novo investimento, a meta Ă© dobrar a capacidade. SĂł a Castrolanda produz 1,5 milhĂŁo de litros/dia atualmente. A construção do Entreposto AgrĂcola em Colinas do Tocantins (TO) receberĂĄ R$ 50 milhĂ”es em investimentos em 2026, de um total previsto de R$ 124 milhĂ”es. Segundo a cooperativa, a unidade estĂĄ em fase avançada de construção, com montagem de silos, secadores e obras civis em andamento. A previsĂŁo Ă© iniciar as operaçÔes em janeiro de 2027, com recepção de grĂŁos e venda de insumos. âO Tocantins representa uma nova fronteira agrĂcola para os nossos cooperados. O ParanĂĄ jĂĄ possui ĂĄreas altamente ocupadas e com custo elevado de terras. A expansĂŁo para novas regiĂ”es permite crescimento sustentĂĄvel e geração de oportunidades para associados e produtores instalados na regiĂŁoâ, destaca o diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee. A cooperativa tambĂ©m avança no desenvolvimento do Parque TecnolĂłgico Agroleite, que contarĂĄ com investimentos superiores a R$ 80 milhĂ”es, em parceria com o Governo do Estado e o Senar. O projeto prevĂȘ a construção de laboratĂłrios, do Centro de ExcelĂȘncia do Leite e de estruturas voltadas Ă pesquisa e inovação na pecuĂĄria leiteira. Entre as iniciativas estratĂ©gicas tambĂ©m estĂĄ a implantação do curso de Medicina VeterinĂĄria em Castro, fruto de uma parceria entre Castrolanda, governo do Estado, prefeitura municipal e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). AlĂ©m disso, a Castrolanda prepara investimentos superiores a R$ 100 milhĂ”es em estudos voltados para a diversificação de negĂłcios nos segmentos de snacks, combustĂveis e nutrição animal. Segundo Seung, mesmo diante de cenĂĄrios econĂŽmicos desafiadores, a cooperativa mantĂ©m o compromisso com o crescimento. âO mercado Ă© cĂclico e sempre teremos momentos de instabilidade. Se esperarmos o cenĂĄrio ideal, deixaremos de avançar. O agronegĂłcio Ă© um setor de escala e acreditamos que o Brasil continuarĂĄ sendo o celeiro do mundo. Por isso, seguimos investindo e fortalecendo a cooperativa e nossos cooperadosâ, afirma. AlĂ©m da apresentação dos investimentos estratĂ©gicos, foi revelada a nova marca da cooperativa, que traduz os pilares que sustentam a trajetĂłria da Castrolanda: histĂłria, uniĂŁo e crescimento. Ao longo de 2026, a cooperativa promoverĂĄ uma sĂ©rie de açÔes comemorativas envolvendo cooperados, colaboradores e a comunidade, reforçando o papel social e econĂŽmico da cooperativa nos municĂpios onde atua.
GLOBO RURAL
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Faturamento da C. Vale alcançou R$ 25 bilhÔes em 2025
Recebimento de produtos teve incremento de 27% no ano passado a ajudou a impulsionar a receita. Faturamento da C. Vale cresceu mais de 14% no ano passado
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A C. Vale, cooperativa agroindustrial sediada em Palotina (PR), registrou um faturamento de R$ 25,2 bilhĂ”es em 2025, crescimento de 14,69% em relação Ă receita de 2024. As sobras (lucro) somaram R$ 274,4 milhĂ”es, com incremento de 83,21%, conforme divulgado hoje pela cooperativa. O recebimento de 6,5 milhĂ”es de toneladas de produtos, quase 27% maior que o do ano anterior, ajudou a sustentar o desempenho positivo. AlĂ©m disso, em seu primeiro ano completo de operação, a esmagadora de soja processou 16,4 milhĂ”es de sacas do grĂŁo. âMesmo com uma rara combinação de fatores negativos em um Ășnico ano, a C. Vale conseguiu ampliar o faturamento e os resultados do exercĂcio de 2025. A cooperativa precisou superar estiagens, desvalorização dos grĂŁos, juros altos, gripe aviĂĄria e o tarifaço norte-americano para melhorar seu desempenho no ano que passouâ, disse a C. Vale, em nota. Ainda segundo a cooperativa, o desempenho foi proporcionado pela agroindustrialização e a boa safra de Mato Grosso, que compensaram as estiagens, principalmente nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul. O presidente do Conselho de Administração da C. Vale, Alfredo Lang, os indicadores positivos permitem Ă cooperativa dar sequĂȘncia aos investimentos na melhoria das unidades de grĂŁos. âEsse processo terĂĄ continuidade ao longo de 2026 porque precisamos acelerar o recebimento e a expedição de produtosâ, disse. Por fim, a C. Vale informou que o pagamento das sobras começa no dia 9 de fevereiro nas unidades da cooperativa nos Estados do ParanĂĄ, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e GoiĂĄs.
GLOBO RURAL
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NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
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Show Rural começa nesta segunda e prevĂȘ R$ 6 bilhĂ”es em negĂłcios
Estimativa é 14% menor do que o ano anterior e considera queda no preço dos grãos. No ano passado, movimento chegou ao recorde de R$ 7 bilhÔes
Com previsĂŁo de gerar R$ 6 bilhĂ”es em negĂłcios, começa nesta segunda-feira (9/2) e segue atĂ© sexta (13/2), a 38ÂȘ edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). O volume estimado Ă© 14% menor do que o recorde de R$ 7 bilhĂ”es movimentados na edição anterior. Segundo Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), o cenĂĄrio atual da agricultura brasileira, com preços em queda da soja e demais grĂŁos, leva a essa estimativa conservadora. âHĂĄ um otimismo na cadeia produtiva, tendo em vista que crescemos mais do que os outros setores econĂŽmicos do paĂs. Mas temos esse norte conservador porque o dinheiro do produtor para investimentos vem dessa produçãoâ, justifica. Ainda assim, Grolli considera que o valor movimentado no evento - que abre o calendĂĄrio das principais feiras do agronegĂłcio no paĂs - pode superar as estimativas e repetir os nĂșmeros da edição de 2025.
Segundo ele, o Show Rural apresentarĂĄ motivação para isso. Com foco em inovação tecnolĂłgica e sustentabilidade, o evento concentrarĂĄ 600 expositores. âChama a atenção o investimento robusto das empresas, tanto no que diz respeito aos produtos e serviços oferecidos, quanto na estrutura dos estandes para receber os produtores, vĂĄrios deles com mais de 4 mil metros quadradosâ, observa. E destaca o grande volume de lançamentos de novas variedades de grĂŁos e de maquinĂĄrios voltados para os diversos perfis de propriedades rurais. âAs empresas do setor apostam no crescimento do agronegĂłcio e entendem que a tomada de decisĂŁo do produtor rural Ă© baseada em resultado. A produtividade vem aumentando em torno de 3% ao ano nas lavouras e isso se deve Ă aquisição de tecnologia e inovaçÔes. NĂŁo dĂĄ para ficar com o freio de mĂŁo puxadoâ, analisa. Entre os lançamentos anunciados para o Show Rural estĂŁo as cultivares de feijĂŁo da Embrapa BRS ELO FC424, BRS FC429, BRS FP426 e BRS FP327, alĂ©m da publicação sobre Tecnologia de Aplicação de Pesticidas. As inovaçÔes abrangem produção animal, grĂŁos, hortaliças, frutĂferas, forrageiras, tubĂ©rculos e bioinsumos, alĂ©m de sistemas de produção e gestĂŁo. A Embrapa participarĂĄ da feira apresentando tecnologias de dez unidades de pesquisa: Embrapa Arroz e FeijĂŁo, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Hortaliças, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Embrapa Soja e Embrapa SuĂnos e Aves.
AlĂ©m disso, haverĂĄ mais de 5,5 mil parcelas demonstrativas de empresas e instituiçÔes que apresentarĂŁo novidades voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. O local conta com 11 quilĂŽmetros de ruas cobertas, ĂĄrea da agricultura familiar e teve, para esta edição, ampliação dos pavilhĂ”es da administração e do Espaço Impulso. A expectativa de pĂșblico para esta edição, segundo os organizadores, Ă© de atĂ© 400 mil visitantes. O evento acontece no parque tecnolĂłgico da Coopavel, no Distrito Industrial de Cascavel, das 7h Ă s 18h, com acesso gratuito ao parque e estacionamento. Neste ano, serĂŁo 22 mil vagas para automĂłveis e 700 para ĂŽnibus.
GLOBO RURAL
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Adapar inicia novo ciclo de vigilùncia ativa para Influenza Aviåria e Doença de Newcastle
A iniciativa engloba a colheita de amostras biolĂłgicas, como soro sanguĂneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serĂŁo monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, alĂ©m de 136 propriedades de subsistĂȘncia.
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A AgĂȘncia de Defesa AgropecuĂĄria do ParanĂĄ (Adapar) iniciou o novo ciclo de VigilĂąncia Ativa de Influenza AviĂĄria e Doença de Newcastle (DNC). A iniciativa engloba a coleta de amostras biolĂłgicas, como soro sanguĂneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serĂŁo monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, alĂ©m de 136 propriedades de subsistĂȘncia. A previsĂŁo Ă© que os trabalhos continuem atĂ© junho de 2026. Segundo a chefe da DivisĂŁo de Sanidade AvĂcola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, a vigilĂąncia ativa Ă© fundamental para a manutenção do status sanitĂĄrio do ParanĂĄ. âAs atividades de vigilĂąncia ativa tĂȘm o objetivo de comprovar a ausĂȘncia destas enfermidades na avicultura industrial e de subsistĂȘncia e, alĂ©m disso, evidenciam a robustez do sistema de defesa sanitĂĄria, a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos e a transparĂȘncia do status sanitĂĄrio do ParanĂĄ e do Brasilâ, afirma a mĂ©dica veterinĂĄria. A presença das equipes tĂ©cnicas nas propriedades tambĂ©m fortalece a orientação aos produtores quanto Ă s boas prĂĄticas de biosseguridade, promovendo a prevenção de doenças, incentivando a participação ativa da comunidade e consolidando uma cultura de responsabilidade sanitĂĄria. A avicultura paranaense possui papel estratĂ©gico na econĂŽmica do Estado, sendo uma das principais cadeias produtivas do agronegĂłcio estadual e nacional. O ParanĂĄ Ă© destaque entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. AtĂ© o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportaçÔes, sendo responsĂĄvel por 34% da produção nacional.
A atividade apresenta forte capilaridade territorial, presente em grande parte dos municĂpios paranaenses, especialmente nas regiĂ”es Oeste, Sudoeste e Norte do Estado. Como parte do fortalecimento das açÔes de prevenção e resposta a emergĂȘncias zoossanitĂĄrias, a Adapar realizou, em outubro e novembro de 2025, capacitação especĂfica voltada Ă vigilĂąncia e ao atendimento de emergĂȘncias avĂcolas. O treinamento contou com a participação de 261 servidores da AgĂȘncia.
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ECONOMIA
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DĂłlar fecha em baixa no Brasil
O dĂłlar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessĂŁo no geral positiva para ativos de risco ao redor do mundo.
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O dĂłlar Ă vista fechou o dia com queda de 0,66%, aos R$5,2195. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,54% e, no ano, recuo de 4,91%. Ăs 17h04, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂquido no Brasil -- cedia 1,09% na B3, aos R$5,2415. As preocupaçÔes em torno dos impactos da inteligĂȘncia artificial sobre vĂĄrios setores da economia seguiram permeando os negĂłcios globais, mas os mercados de açÔes na Europa e nos Estados Unidos mostraram reação nesta sexta-feira, com os investidores voltando a buscar ativos de maior risco. âEste fluxo, principalmente estrangeiro, que entrou nos Ășltimos dias... que fez preço principalmente em bolsa, com altas recordes, parece que deu uma equalizada. A gente nĂŁo tem novas perspectivas de grandes movimentos de entrada (de recursos no Brasil)â, comentou no fim da tarde OtĂĄvio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval. âEntĂŁo, parece que o dĂłlar conseguiu um suporte um pouco mais forte nesta casa dos R$5,20. Agora ele vai ser negociado em R$5,20, R$5,21... mas nĂŁo deve ter uma queda muito bruscaâ. No inĂcio do dia, a Secretaria de PolĂtica EconĂŽmica (SPE) do MinistĂ©rio da Fazenda revisou de 2,2% para 2,3% a projeção para o Produto Interno Bruto de 2025 e de 2,4% para 2,3% o PIB de 2026. JĂĄ a inflação calculada para este ano foi de 3,5% para 3,6%. Mais do que os nĂșmeros em si, o mercado esteve atento Ă entrevista coletiva com o secretĂĄrio de PolĂtica EconĂŽmica do MinistĂ©rio da Fazenda, Guilherme Mello -- cotado para assumir a Diretoria de PolĂtica EconĂŽmica do Banco Central, mas cujo nome foi mal-recebido pelo mercado. Um dos receios Ă© o de que Mello, um economista de perfil heterodoxo, possa favorecer uma guinada "dovish" (mais branda) na diretoria do BC, que este ano passarĂĄ a ter todas as suas nove cadeiras ocupadas por indicaçÔes do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva. Na entrevista coletiva, Mello afirmou que ainda nĂŁo foi formalmente convidado para ocupar uma diretoria do BC, mas disse estar Ă disposição. Ao mesmo tempo, evitou prever os prĂłximos passos da polĂtica de juros da autarquia, apesar de dizer que vĂȘ espaço para corte na Selic, hoje em 15% ao ano.
REUTERS
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Ibovespa fecha em alta blindado por ItaĂș e B3
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, blindado pela performance robusta das açÔes do ItaĂș Unibanco e da B3, em pregĂŁo de forte queda dos papĂ©is do Bradesco, apĂłs previsĂ”es do banco para o ano frustrarem expectativas de analistas.
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Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48%, a 182.996,5 pontos, de acordo com dados preliminares, apĂłs marcar 183.262,07 pontos na mĂĄxima e 181.390,73 pontos na mĂnima do dia. Na semana, o Ibovespa assegurou uma alta de 0,9%.
O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$26,99 bilhÔes antes dos ajustes finais.
REUTERS
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IGP-DI acelera alta a 0,20% em janeiro com pressĂŁo maior sobre os consumidores, diz FGV
A alta do Ăndice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a 0,20% em janeiro, depois de avanço de 0,10% no mĂȘs anterior, resultado que ficou abaixo do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira.
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O resultado ficou aquĂ©m da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24% e levou o Ăndice a acumular em 12 meses queda de 1,11%. A leitura de janeiro foi influenciada principalmente pelo Ăndice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI. O IPC mostrou que a pressĂŁo aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,59% em janeiro, de 0,28% em dezembro. "A alta refletiu reajustes nas tarifas de ĂŽnibus urbano, nas taxas de ĂĄgua e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal", explicou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No perĂodo, o Ăndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, ficou estĂĄvel, de uma variação positiva de 0,03% no mĂȘs anterior. O Ăndice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,72% em janeiro, de 0,21% antes. "O INCC tambĂ©m apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mĂŁo de obra, associados Ă elevação do salĂĄrio-mĂnimo e Ă s condiçÔes do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte", completou Dias. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1Âș e o Ășltimo dia do mĂȘs de referĂȘncia.
REUTERS
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