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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1043 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1043 | 06 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi padrão-exportação segue subindo em SP

Na quinta-feira (5/2), entre as 17 praças acompanhadas pela consultoria Agrifatto, 12 registraram valorização nas cotaçÔes da arroba (SP, AC, AL, BA, ES, GO, PR, RJ, RO, SC e TO). No PARANÁ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

 

As indĂșstrias paulistas com escalas mais curtas tiveram que subir as ofertas de compras para conseguirem comprar boiadas gordas – especialmente, lotes do boi padrĂŁo-exportação. O “boi-China” registrou alta de R$ 2/@ na quinta-feira (5/2), para R$ 337/@, no prazo, valor bruto, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Por sua vez, segundo a consultoria, o boi gordo sem perfil para exportação estĂĄ valendo R$ 330/@ em SĂŁo Paulo (no prazo), enquanto a vaca gorda sofreu reajuste positivo de R$ 5/@ na mesma praça, batendo R$ 312/@, e novilha segue cotada em R$ 320/@. Pelo levantamento diĂĄrio da Agrifatto, que trabalha com um modelo de apuração de preços diferente ao adotado pela Scot, a cotação de referĂȘncia para o boi gordo, tanto o “comum” (sem padrĂŁo-exportação) quanto o animal enviado ao exterior, alcançou os R$ 340/@ na quinta-feira, no mercado paulista. “A oferta de animais terminados permanece restrita, refletindo o bom nĂ­vel das pastagens naturais, condição observada em grande parte do Centro-Norte do PaĂ­s”, destacou a Agrifatto. AlĂ©m disso a trajetĂłria de alta de preços da arroba no mercado fĂ­sico Ă© sustentada pelas escalas de abate curtas, que atendem de 4 a 5 dias Ășteis, na mĂ©dia nacional. Em boletim enviado na quinta-feira, a Scot Consultoria disse que “atĂ© agora, nĂŁo foi possĂ­vel confirmar de forma concreta negĂłcios realizados acima de R$ 340/@ (em SP), mas nĂŁo excluĂ­mos a possibilidade de que tenham ocorrido em indĂșstrias com extrema necessidade de compra”. Nas demais regiĂ”es de cobertura (MA, MG, MS, MT, PA e RS), as cotaçÔes da arroba ficaram estĂĄveis. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 registraram avanço na quarta-feira (4/2), repetindo o movimento do dia anterior. O contrato com vencimento em março/26 se destacou, encerrando o pregĂŁo cotado a R$ 343,55/@, com alta de 0,91% em relação ao fechamento anterior. CotaçÔes do boi gordo da quinta-feira (5/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. MĂ©dia: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 290,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (5/2), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 333,00/@ (Ă  vista) e R$ 337,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$306,50/@ (Ă  vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 313,50/@ (Ă  vista) e R$ 317,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,50/@ (Ă  vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 312,50/@ (Ă  vista) R$ 316,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 310,50/@ (Ă  vista) e R$ 314,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 288,50/@ (Ă  vista) e R$ 292,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,50/@ (Ă  vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 304,50/@ (Ă  vista) e R$ 308,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Boi/Cepea: Fevereiro se inicia com preços um pouco acima dos de janeiro

Em janeiro, os valores médios do boi gordo registraram apenas pequenas oscilaçÔes frente aos de dezembro/25, apontam pesquisas do Cepea. 

 

No entanto, agora em fevereiro, as mĂ©dias parciais jĂĄ estĂŁo acima das do mĂȘs anterior. De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de janeiro, os valores do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas internas e pelo expressivo avanço das externas. Ressalta-se que dados parciais da Secex apontam que as exportaçÔes brasileiras de carne in natura jĂĄ superam as de janeiro do ano passado, quando os embarques haviam sido recordes para o mĂȘs. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que chuvas favoreceram a recuperação de boa parte das pastagens, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo. Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate, que variaram entre 3 e 10 dias. Agora em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas.

CEPEA

 

ExportaçÔes brasileiras de carne bovina in natura crescem 28,6% em jan/26, com receita de US$ 1,29 bi

Embarques totalizaram 231,8 mil toneladas; em faturamento, vendas registraram acréscimo anual de 42,5% segundo dados da Secex


As exportaçÔes brasileiras de carne bovina in natura cresceram 28,6% em janeiro de 2026, para 231,8 mil toneladas, em comparação ao mesmo perĂ­odo de 2025, segundo informaçÔes apuradas pelo Portal DBO, a partir de dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex). Em receita, os embarques totais somaram US$ 1,292 bilhĂŁo no mĂȘs passado, um acrĂ©scimo de 42,5% em relação ao faturamento obtido em janeiro/25. Trata-se de recordes histĂłricos para o mĂȘs de janeiro. A China foi o grande destaque no mĂȘs passado, mesmo diante das novas medidas de proteção de mercado adotadas a partir de 1Âș de janeiro deste ano. O preço mĂ©dio da carne brasileira exportada ficou em US$ 5,573.2/t, uma valorização de 10,8% sobre o valor mĂ©dio de janeiro/25, de US$ 5,028.9/t. Em relatĂłrio aos seus assinantes, a Agrifatto divulgou os dados de janeiro/26 com os nĂșmeros totais do setor brasileiro de exportação de carne bovina, ou seja, alĂ©m do produto in natura, industrializados e miudezas. Pelo levantamento da consultoria, o Brasil exportou um total de 272,17 mil toneladas em janeiro/26, com queda mensal de 24,16%, “um movimento tĂ­pico apĂłs o pico sazonal de dezembro”.  Ainda assim, janeiro/26 registrou o maior volume jĂĄ exportado para o mĂȘs, superando em 23,55% o desempenho de janeiro de 2025, que atĂ© entĂŁo detinha o recorde, informa a Agrifatto. Os preços da carne bovina brasileira permaneceram sustentados no mercado externo no mĂȘs passado, destaca a consultoria. O valor mĂ©dio da tonelada exportada avançou 0,25% no comparativo mensal, alcançando US$ 5.188,52, o que impulsionou a receita total de janeiro/26 para US$ 1,41 bilhĂŁo, resultado 39,20% superior ao observado no mesmo perĂ­odo de 2025, compara a Agrifatto.

PORTAL DBO/AGRIFATTO

 

Carne bovina: Brasil exporta 119,93 mil t para China em jan/26

Embarques da proteĂ­na in natura ao mercado chinĂȘs somaram US$ 650,1 milhĂ”es no 1Âș mĂȘs do ano, alta de 44,8% em relação Ă  receita obtida em jan/25 

 

Em janeiro/26, mĂȘs que marcou o inĂ­cio das medidas de salvaguarda da China – com imposiçÔes de cotas e tarifas adicionais ao Brasil e a outros fornecedores globais de carne bovina –, as exportaçÔes brasileiras da proteĂ­na ao gigante asiĂĄtico somaram 119,93 mil toneladas, um avanço anual expressivo de 31,53%, informou a Agrifatto, com base em dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex). “O crescimento reforça a relevĂąncia do mercado chinĂȘs”, destacou a Agrifatto. Os nĂșmeros da Secex mostram que, em faturamento, os embarques para a China de carne bovina in natura somaram US$ 650,1 milhĂ”es em janeiro/26, um acrĂ©scimo de US$ 202,1 milhĂ”es (ou de 44,8%) em relação Ă  receita obtida em janeiro de 2025. Em receita, a participação do mercado chinĂȘs no ranking total dos compradores da carne bovina in natura atingiu 50,3% no primeiro mĂȘs deste ano.

Em 2025, as exportaçÔes de carne bovina in natura ao mercado chinĂȘs renderam ao Brasil o expressivo valor de US$ 18,8 bilhĂ”es, um aumento de US$ 2,9 bilhĂ”es (ou de 47,9%) em relação ao faturamento de 2024.

DBO/AGRIFATTO

 

CARNES

 

Carnes voltam a liderar as exportaçÔes do agronegócio em janeiro

Valor da venda externa da proteĂ­na bovina supera em 25% o do mesmo mĂȘs de 2025

 

As exportaçÔes do agronegĂłcio começaram 2026 com US$ 10,7 bilhĂ”es, considerando alimentos, grĂŁos e produtos derivados da agropecuĂĄria, como celulose. O inĂ­cio do ano foi incrementado pelo ritmo forte das carnes, que atingiram US$ 2,44 bilhĂ”es, 25% a mais do que em janeiro de 2025. Como sempre ocorre em janeiro, as carnes superaram a soja. SĂł que, desta vez, com uma evolução muito maior. As receitas com as exportaçÔes de proteĂ­na animal foram 194% superiores Ă s de soja, que estĂĄ em inĂ­cio de vendas externas. A liderança Ă© da carne bovina, que somou US$ 1,3 bilhĂŁo no mĂȘs passado. Cotas importas por Estados Unidos e China Ă  carne brasileira levam o exportador a acelerar as vendas no inĂ­cio do ano. A cota anual dos Estados Unidos foi preenchida logo nos primeiros dias de janeiro. As vendas externas de carne de frango "in natura" tambĂ©m avançaram neste ano, somando US$ 795 milhĂ”es, 6% a mais do que no mesmo mĂȘs de 2025. O cafĂ© ainda tem preços aquecidos, mas o volume exportado foi menor, derrubando as receitas de janeiro para US$ 1 bilhĂŁo, 24% a menos do que em igual mĂȘs do ano passado. A balança comercial do mĂȘs passado tambĂ©m teve participação menor de celulose, cujas exportaçÔes recuaram para US$ 957 milhĂ”es, 6% a menos no perĂ­odo, e do açĂșcar, que teve queda de 27%. Nas importaçÔes, o destaque vem de fertilizantes que, apĂłs o recorde do ano passado, começam 2026 com um volume de compras 4% menor em relação a janeiro de 2025. Os preços mĂ©dios, no entanto, subiram 5%, fazendo o paĂ­s gastar 1% a mais. Segundo a Secex (Secretaria de ComĂ©rcio Exterior), os gastos com as importaçÔes desse insumo somaram US$ 935 milhĂ”es no mĂȘs passado.

FOLHA DE SÃO PAULO

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Com fraca demanda, preço despenca em janeiro

Depois de atravessarem o Ășltimo trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suĂ­no vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea. 

 

A pressĂŁo sobre as cotaçÔes veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa jĂĄ Ă© tipicamente observado em janeiro, quando a demanda domĂ©stica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no perĂ­odo. Neste ano, verificou-se tambĂ©m retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a mĂ©dia de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado Ă  demanda retraĂ­da, acabou resultando em forte desequilĂ­brio entre disponibilidade e procura em janeiro. Na praça SP-5, o suĂ­no vivo posto na indĂșstria teve mĂ©dia de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente Ă  de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suĂ­no vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.

CEPEA

 

RABOBANK: Crescimento desigual da produção suína global em 2026, com incertezas sanitårias e comerciais

Entenda o crescimento desigual da produção suína global em 2026, impactado por incertezas sanitårias e comerciais

 

O ano de 2026 deverĂĄ ser marcado por um crescimento desigual da produção global de carne suĂ­na, em meio a um cenĂĄrio de incertezas sanitĂĄrias, comerciais e estruturais. A avaliação consta no relatĂłrio Global Pork Quarterly Q4 2025, divulgado pela RaboResearch, ĂĄrea de estudos do banco global de agronegĂłcio Rabobank, que aponta uma combinação de fatores limitantes e regionais capazes de impactar a oferta mundial ao longo do prĂłximo ano. De acordo com o estudo, temas como biossegurança, pressĂŁo de doenças, custos elevados de construção e restriçÔes comerciais continuarĂŁo a influenciar as decisĂ”es de investimento e expansĂŁo da suinocultura em diferentes paĂ­ses. AlĂ©m disso, mudanças nas polĂ­ticas comerciais de grandes mercados devem seguir reorganizando os fluxos globais de exportação. Nesse contexto, o foco da indĂșstria tende a permanecer na elevação da produtividade, na redução de custos e em uma expansĂŁo cautelosa da produção. A RaboResearch projeta aumento da produção global de carne suĂ­na no primeiro semestre de 2026, impulsionado principalmente pelos principais paĂ­ses produtores. Estados Unidos, UniĂŁo Europeia e China devem registrar crescimento moderado nesse perĂ­odo, enquanto o Brasil tende a apresentar estabilidade produtiva, sustentada por ganhos de eficiĂȘncia e pelo forte desempenho no mercado externo. O paĂ­s segue batendo recordes de exportação e consolidando sua posição como um dos protagonistas do comĂ©rcio global de carne suĂ­na. Segundo Chenjun Pan, analista sĂȘnior de proteĂ­na animal da RaboResearch, os vetores de crescimento variam conforme a regiĂŁo. Nos Estados Unidos, China, UniĂŁo Europeia e Brasil, os avanços em produtividade tĂȘm papel cada vez mais relevante, enquanto, no caso chinĂȘs, o tamanho do rebanho ainda exerce influĂȘncia significativa sobre o volume produzido. Para o segundo semestre de 2026, no entanto, o relatĂłrio aponta desaceleração e atĂ© possĂ­vel retração da produção global. Esse movimento deverĂĄ ser puxado principalmente pela redução dos rebanhos na China, em um esforço de reequilĂ­brio entre oferta e demanda, e pela Espanha, que enfrenta restriçÔes comerciais relacionadas Ă  Peste SuĂ­na Africana (PSA), fator que tem levado Ă  diminuição do plantel. No comĂ©rcio internacional, a avaliação do Rabobank Ă© de que a volatilidade observada em 2025 deverĂĄ se estender para 2026. Enquanto o Brasil registrou crescimento de 12% nas exportaçÔes de carne suĂ­na em 2025, outros grandes exportadores, como Estados Unidos e CanadĂĄ, apresentaram retraçÔes de um dĂ­gito. Para o prĂłximo ano, ajustes nas polĂ­ticas de importação de mercados estratĂ©gicos tendem a intensificar as incertezas. Entre os principais movimentos citados estĂŁo a introdução de cotas de importação pelo MĂ©xico para fornecedores fora de acordos de livre comĂ©rcio, alĂ©m da abertura de investigaçÔes antidumping e antissubsĂ­dios sobre a carne suĂ­na dos Estados Unidos. A China, por sua vez, impĂŽs direitos antidumping Ă s importaçÔes de carne suĂ­na da UniĂŁo Europeia. JapĂŁo e Filipinas seguem restringindo a entrada de carne suĂ­na espanhola devido a preocupaçÔes relacionadas Ă  PSA. O relatĂłrio tambĂ©m destaca o aumento da incerteza em relação Ă s exportaçÔes de miĂșdos da UniĂŁo Europeia para a China, especialmente diante do interesse do Brasil em ampliar seu acesso ao mercado chinĂȘs. Com base nos dados dos trĂȘs primeiros trimestres de 2025, a RaboResearch avalia que as exportaçÔes europeias devem perder força no quarto trimestre, pressionadas por tarifas adicionais e pela elevada oferta interna chinesa, resultante da liquidação planejada de rebanhos. No campo sanitĂĄrio, a saĂșde dos rebanhos permanece como um dos principais desafios para a suinocultura global em 2026. PaĂ­ses como VietnĂŁ e Filipinas enfrentam dificuldades para recuperar sua produção domĂ©stica diante da persistente disseminação da Peste SuĂ­na Africana. Mesmo em mercados onde a PSA nĂŁo atingiu diretamente os rebanhos, como a Espanha, o setor convive com pressĂŁo crescente devido ao endurecimento das exigĂȘncias de biossegurança e controle sanitĂĄrio. AlĂ©m da PSA, a SĂ­ndrome Reprodutiva e RespiratĂłria dos SuĂ­nos (PRRS) continua afetando a produção nos Estados Unidos e no MĂ©xico. Segundo o Rabobank, os avanços no desenvolvimento de novas ferramentas de controle da doença ainda sĂŁo lentos, com resultados limitados atĂ© o momento.

RABORESEARCH

 

Diplomacia e status sanitårio estimulam as exportaçÔes de suínos do Paranå

O setor de suínos vive um momento de transição, focando em mercados internacionais que pagam acima da média global. 

 

O ParanĂĄ começa a colher os frutos do reconhecimento como ĂĄrea livre de febre aftosa sem vacinação, o que permitiu um o avanço sobre o mercado peruano. O Estado trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e CanadĂĄ. O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral)O, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traça um panorama dos desafios e oportunidades do agronegĂłcio paranaense no mercado externo nesta semana. O documento evidencia que o desempenho do Estado, neste inĂ­cio de 2026, estĂĄ intrinsecamente ligado Ă  diplomacia comercial internacional e ao status sanitĂĄrio, fatores que hoje definem o acesso a mercados de alta remuneração e a sustentabilidade de cadeias produtivas importantes. Um exemplo disso Ă© o setor de suĂ­nos, que vive um momento de transição estratĂ©gica, focando em mercados “premium” internacionais que pagam valores acima da mĂ©dia global. O ParanĂĄ começa a colher os frutos do reconhecimento como ĂĄrea livre de febre aftosa sem vacinação. O status permitiu um o avanço recente sobre o mercado peruano e o Estado agora trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e CanadĂĄ. A estratĂ©gia Ă© importante porque esses mercados remuneraram acima da mĂ©dia de venda do produto no perĂ­odo – estabelecida em US$ 2,55/kg. Quem lidera o ranking de melhor remuneração para a carne suĂ­na brasileira Ă© o JapĂŁo, pagando cerca de US$ 3,42/kg. Contudo, o sucesso nas vendas externas nĂŁo Ă© uniforme e depende diretamente da diplomacia comercial. Dos dez paĂ­ses que melhor remuneraram o produto, observa-se que o ParanĂĄ ainda nĂŁo exporta volumes expressivos para o JapĂŁo, Estados Unidos e CanadĂĄ, que ocuparam, respectivamente, a 4ÂȘ, 18ÂȘ e 17ÂȘ posiçÔes entre os principais destinos da carne suĂ­na “in natura” brasileira. Em 2025 a carne suĂ­na foi o oitavo item mais vendido pelos produtores do ParanĂĄ para o Exterior. Foram US$ 573 milhĂ”es, crescimento de 41% em relação a 2024.

SEAB-PR/DERAL

 

EMPRESAS

 

BRF aprova R$ 532,4 milhÔes em dividendos à Marfrig

Montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação e foi pago na quarta-feira (4/2). A Marfrig se tornou Ășnica acionista da BRF apĂłs processo de fusĂŁo entre as duas empresas, que criou a MBRF

 

O conselho de administração da BRF aprovou a distribuição de R$ 532,43 milhĂ”es em dividendos Ă  Ășnica acionista da companhia, a Marfrig, conforme ata divulgada nesta quinta-feira (5/2) referente Ă  reuniĂŁo do colegiado realizada na segunda-feira (2/2). O montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação, com base no balanço levantado pela BRF em 31 de dezembro de 2025, e foi pago em parcela Ășnica na quarta-feira (4/2).

 “Os dividendos serão imputados ao dividendo obrigatório relativo ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025, nos termos da legislação aplicável e do Estatuto Social da Companhia”, informou a ata.

VALOR ECONÔMICO

 

Coamo fechou 2025 com receita eståvel de R$ 28,7 bilhÔes

As sobras distribuídas aos cooperados aumentaram 3,2%. Em 2025, a Coamo recebeu 9,6 milhÔes de toneladas de produtos, representando 2,7% da produção brasileira de grãos

 

Em um ano de preços deprimidos dos grĂŁos, a Coamo Agroindustrial, maior cooperativa agrĂ­cola do paĂ­s, com sede em Campo MourĂŁo (PR), encerrou 2025 com receita de R$ 28,7 bilhĂ”es, resultado praticamente estĂĄvel em relação ao ano anterior, quando chegou a R$ 28,8 bilhĂ”es de receita. Os resultados foram aprovados em assembleia-geral ordinĂĄria realizada na quinta-feira (5/2). A sobra lĂ­quida atingiu R$ 2,019 bilhĂ”es, ante R$ 2,028 bilhĂ”es no ano anterior, uma retração de 0,4%. As sobras distribuĂ­das aos cooperados, apĂłs a dedução dos fundos estatutĂĄrios, somaram R$ 716 milhĂ”es, representando um aumento de 3,2% em relação ao valor distribuĂ­do em 2024. O nĂșmero de cooperados atingiu 32,7 mil, contra 32 mil no ano anterior. A distribuição da segunda parcela das sobras serĂĄ realizada na sexta-feira (6/2). De acordo com o presidente do conselho de administração da Coamo, JosĂ© Aroldo Gallassini, alĂ©m das sobras de R$ 716 milhĂ”es, o valor distribuĂ­do inclui R$ 26 milhĂ”es de capital social aos cooperados com 65 anos ou mais e que completaram 10 anos de permanĂȘncia na Coamo, R$ 14,5 milhĂ”es em ICMS, e R$ 66,3 milhĂ”es do programa Fideliza em crĂ©ditos para aquisição de insumos agrĂ­colas, mĂĄquinas, peças e produtos veterinĂĄrios. “Foi um ano de dificuldade para o setor de grĂŁos, por conta da queda nos preços internacionais, mas conseguimos entregar um bom resultado aos cooperados”, afirmou o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari. Ele acrescentou que a queda nos preços dos grĂŁos foi compensada em parte pelo aumento da produção e melhoria da produtividade nas lavouras.

Em 2025, a Coamo recebeu 9,6 milhĂ”es de toneladas de produtos, representando 2,7% da produção brasileira de grĂŁos. Em relação ao volume recebido em 2024, houve aumento de 19,7%. Galinari disse que o recebimento de soja alcançou 5 milhĂ”es de toneladas, ficando acima do volume recebido em 2024, mas abaixo da expectativa para 2025, que era chegar a 6 milhĂ”es de toneladas. “No ano passado algumas ĂĄreas tiveram perdas por causa do calor, que afetou a produção de soja, mas favoreceu o milho segunda safra”, disse Galinari. A produção de milho atingiu volume recorde de 4 milhĂ”es de toneladas. A produção de trigo ficou praticamente estĂĄvel em relação ao ano anterior, ficando em torno de 370 mil toneladas.

A Coamo exportou 3,763 milhĂ”es de toneladas de commodities e produtos alimentĂ­cios, por meio dos portos de ParanaguĂĄ (PR) e SĂŁo Francisco do Sul (SC), gerando um faturamento de US$ 1,469 bilhĂŁo, contra 4,34 milhĂ”es de toneladas em 2024, com faturamento de US$ 1,878 bilhĂŁo. Para 2026, a Coamo espera receber 20% mais soja que no ano passado, chegando a algo entre 6 milhĂ”es de toneladas e 6,3 milhĂ”es de tonelada. Em relação ao milho, a previsĂŁo Ă© receber entre 3,6 milhĂ”es e 3,8 milhĂ”es de toneladas. Galinari disse que as vendas de soja estĂŁo atrasadas em relação Ă  safra passada, atingindo cerca de 16%. Ele acrescentou que o cenĂĄrio internacional apresenta estoques altos de grĂŁos e safras cheias no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos, o que deve manter os preços pressionados ao longo do ano. A Coamo informou ainda que investiu R$ 1,932 bilhĂŁo em 2025, com foco na expansĂŁo da capacidade produtiva e na modernização da infraestrutura. Na ĂĄrea industrial, a Coamo investiu na expansĂŁo de fĂĄbricas. “Um marco relevante foi o inĂ­cio da implantação da IndĂșstria de etanol de milho em Campo MourĂŁo (PR) e de biodiesel em ParanaguĂĄ (PR), iniciativas que representa um passo estratĂ©gico na diversificação da matriz produtiva e energĂ©tica”, destacou Galinari.

Para 2026, a Coamo prevĂȘ investimentos de pouco mais de R$ 1 bilhĂŁo, que serĂŁo usados na conclusĂŁo das usinas de etanol de milho e biodiesel, na renovação da frota de veĂ­culos e melhorias nas indĂșstrias existentes. A expectativa da cooperativa Ă© concluir a usina de etanol de milho atĂ© o fim de 2026 e a unidade de biodiesel atĂ© meados de 2027. Em relação ao projeto do novo porto da Coamo, em ItapoĂĄ (SC), Galinari disse que o projeto estĂĄ atualmente na fase de obtenção de licenças. As obras estĂŁo previstas para iniciar em janeiro de 2027.

O patrimÎnio líquido alcançou R$ 13,376 bilhÔes, representando um crescimento de 11,5% em relação ao exercício anterior. A cooperativa atua em 76 municípios no Paranå, em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Portaria da Adapar moderniza atividades de fiscalização de trùnsito agropecuårio

A principal medida Ă© a incorporação de tecnologia nas divisas e a implementação de fiscalização volante. JĂĄ estĂŁo em curso a integração com sistemas de cĂąmeras OCR – leitura automĂĄtica de placas – da Secretaria de Segurança PĂșblica do Estado e a Adapar jĂĄ firmou um convĂȘnio com o MinistĂ©rio da Justiça e Segurança PĂșblica (MJSP) para ter acesso a imagens de satĂ©lite.

 

A AgĂȘncia de Defesa AgropecuĂĄria do ParanĂĄ (Adapar) publicou na semana uma portaria que estabelece modernizaçÔes na fiscalização do trĂąnsito agropecuĂĄrio. A principal medida Ă© a incorporação de tecnologia nas divisas e a implementação de fiscalização volante. JĂĄ estĂŁo em curso a integração com sistemas de cĂąmeras OCR – leitura automĂĄtica de placas – da Secretaria de Segurança PĂșblica do Estado, dentro do Programa Olho Vivo, que prevĂȘ a instalação de 26.500 cĂąmeras nos prĂłximos anos. Com isso, tĂ©cnicos da Adapar vĂŁo trabalhar com mais qualidade para monitorar o comĂ©rcio de proteĂ­na animal. A Adapar tambĂ©m jĂĄ firmou um convĂȘnio com o MinistĂ©rio da Justiça e Segurança PĂșblica (MJSP) para ter acesso a imagens de satĂ©lite atualizadas diariamente com maior resolução e agilidade, alĂ©m de um alcance de visĂŁo de atĂ© dois quilĂŽmetros de distĂąncia, com o objetivo de fortalecer a precisĂŁo das açÔes de fiscalização.  AlĂ©m disso, estĂĄ em fase final de desenvolvimento o aplicativo do transportador, que vai fortalecer os mecanismos estaduais de rastreabilidade e gestĂŁo de informaçÔes sanitĂĄrias, e o ParanĂĄ vai participar do programa de identificação individual de bovinos, que jĂĄ estĂĄ em carĂĄter piloto na regiĂŁo Sudoeste. Outro modelo que serĂĄ adotado serĂĄ a fiscalização itinerante, que pode acontecer em qualquer local e contarĂĄ com apoio das forças de segurança. Com esse novo sistema, 12 Postos de Fiscalização do TrĂąnsito AgropecuĂĄrio (PFTA) serĂŁo desativados, sendo dez na divisa com Santa Catarina, um na divisa com SĂŁo Paulo e um na divisa com Mato Grosso do Sul. A desativação passa a valer a partir do dia 10. Os servidores da Adapar que atuam nos postos irĂŁo continuar a desempenhar suas atividades nos EscritĂłrios Locais. Entre os dias 3 e 4 de março serĂĄ realizado um treinamento para reintrodução dos fiscais aos postos onde foram lotados originalmente. Segundo o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a nova abordagem mantĂ©m o compromisso com a proteção da saĂșde animal e sanidade vegetal, garantindo a segurança do sistema produtivo e a competitividade do agronegĂłcio paranaense, ao mesmo tempo em que moderniza os processos de fiscalização. “NĂłs vamos aumentar a fiscalização volante e as fiscalizaçÔes com sistemas muito mais modernos. Um aplicativo do transportador, que vai nos permitir ter todo o cadastro dos transportadores de animais do ParanĂĄ, estĂĄ sendo finalizado e serĂŁo usados drones, que servirĂŁo para o apoio Ă  fiscalização. AlĂ©m disso, serĂŁo instaladas 66 novas cĂąmeras, prĂłximas aos postos desativados, para complementar a fiscalização do trĂąnsito agropecuĂĄrio no Paraná”, explica. Segundo o diretor de Defesa AgropecuĂĄria, Renato Blood, parte dos servidores que trabalham atualmente nos postos de fiscalização em processo de desativação, serĂŁo designados para compor as equipes de fiscalização volante do trĂąnsito agropecuĂĄrio e demais açÔes baseadas em risco. “O planejamento destas açÔes Ă© feito pelo cruzamento da anĂĄlise das imagens das cĂąmeras do programa Olho Vivo com os dados do aplicativo dos transportadores de cargas de origem animal e vegetal, alĂ©m de outras informaçÔes geradas dentro da Adapar. Isso contribui significativamente com a eficiĂȘncia na barreira sanitĂĄria animal e vegetal do Estado”, destaca.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha eståvel no Brasil apesar de avanço das cotaçÔes no exterior

Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada no Brasil, o dólar oscilou em margens estreitas e fechou a quinta-feira quase eståvel ante o real, apesar do avanço da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou o dia com leve alta de 0,07%, aos R$5,2540. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,28%. Às 17h03, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂ­quido no Brasil -- subia 0,27% na B3, aos R$5,2800. No exterior, o dĂłlar registrou ganhos firmes ante a libra apĂłs o Banco da Inglaterra manter sua taxa de juros de referĂȘncia em 3,75%, em votação apertada. A moeda norte-americana tambĂ©m oscilou em alta ante o euro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) manter sua taxa de depĂłsito em 2%, como esperado. Às 17h08, o Ă­ndice do dĂłlar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo a libra e o euro -- subia 0,16%, a 97,842. No grupo de divisas pares do real, o dĂłlar sustentou ganhos ante o peso chileno, o peso mexicano e o peso colombiano, entre outros, em uma sessĂŁo de maior busca por ativos de segurança nos mercados globais.

Ainda assim, a moeda norte-americana nĂŁo conseguiu se firmar em alta no Brasil. Durante a tarde, a divisa dos EUA se reaproximou da estabilidade. Investidores tambĂ©m acompanharam, no inĂ­cio da tarde, entrevista do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva ao portal UOL. Nela, Lula afirmou que sua viagem a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ocorrer na primeira semana de março. Sobre o escĂąndalo envolvendo a liquidação do Banco Master, o presidente afirmou que esta Ă© uma "chance real de pegar" os magnatas da corrupção ligada Ă  lavagem de dinheiro no paĂ­s. Lula tambĂ©m reclamou que a taxa de juros estĂĄ elevada no Brasil, mas acrescentou que a economia nĂŁo parou de crescer apesar disso. "Bons resultados da economia vĂŁo virar votos, sĂł deixar a campanha começar", disse Lula, em referĂȘncia Ă  corrida eleitoral deste ano. No fim da manhĂŁ, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. À tarde, o MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços informou que a balança comercial brasileira teve superĂĄvit de US$4,343 bilhĂ”es em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o dado do mesmo mĂȘs de 2025.

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Ibovespa fecha em alta com ItaĂș, mas Vale reduz ganho

O Ibovespa fechou com uma alta modesta na quinta-feira, assegurada pelas açÔes do ItaĂș Unibanco apĂłs resultado robusto, enquanto Vale pressionou na ponta negativa, em sessĂŁo de correção depois de forte valorização recente.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa avançou 0,18%, a 182.035,83 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mĂĄxima do dia, chegou a 184.017,44 pontos. Na mĂ­nima, marcou 181.568,98 pontos. O volume financeiro somava R$30,2 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Brasil tem superåvit comercial de US$4,3 bi em janeiro com retração das importaçÔes

A balança comercial brasileira registrou um superĂĄvit de US$4,343 bilhĂ”es em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o saldo de janeiro de 2025, diante de um recuo mais forte nas importaçÔes do que a queda observada nas exportaçÔes, apontou o MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços na quinta-feira.

 

O saldo veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam superĂĄvit de US$4,9 bilhĂ”es para o mĂȘs. As exportaçÔes somaram US$25,153 bilhĂ”es no mĂȘs passado, uma queda de 1% em relação a janeiro de 2025. O movimento de queda foi mais intenso nas importaçÔes, que caĂ­ram 9,8% no mesmo perĂ­odo, totalizando US$20,810 bilhĂ”es. No mĂȘs passado, apenas as exportaçÔes do setor agropecuĂĄrio apresentaram crescimento, uma alta de 2,1%, impulsionada por melhores desempenhos de soja e milho. Por outro lado, os embarques ao exterior da indĂșstria extrativa caĂ­ram 3,4%, impactados por vendas menores de petrĂłleo e minĂ©rio de ferro. O dado da indĂșstria de transformação teve recuo de 0,5%. No recorte por regiĂ”es, os dados seguem mostrando perda de participação dos EUA. Na comparação com o mesmo mĂȘs do ano anterior, as vendas para o paĂ­s norte-americano apresentaram recuo de 25,5%. A participação dos EUA no total das exportaçÔes brasileiras caiu de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% no mĂȘs passado. No mesmo perĂ­odo, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%. Do lado das importaçÔes, houve queda nas compras de bens intermediĂĄrios e combustĂ­veis, recuo mais relevante do que as elevaçÔes em bens de consumo e bens de capital.

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