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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1042 DE 05 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1042 | 05 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: valorização de R$ 3/@ para todas as categorias prontas para abate

Mercado interno mostra melhora no escoamento de carne bovina neste início de fevereiro, e a exportação está em bom ritmo, diz a Scot consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

 

Pelos dados apurados na quarta-feira (4/2) pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, “boi China”, vaca gorda e da novilha terminada subiram R$ 3/@ em São Paulo, para R$ 330/@, R$ 335/@, R$ 307/@ e R$ 320/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). “Foram registrados negócios acima da referência, com compras de boi gordo em R$ 340/@, mas ainda de forma pontual e em pequenos volumes”, observou a Scot. Pelo lado da demanda, o mercado interno mostra melhora no escoamento neste início de fevereiro, e a exportação está em bom ritmo, diz a consultoria, acrescentando que “a oferta de boiadas está curta, e a margem de negociação abaixo do preço de referência segue estreita”. Segundo relata a Agrifatto, o mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro com preços firmes e tendência de alta, reflexo da limitação das escalas de abate, que estão entre quatro e cinco dias úteis, na média nacional, segundo levantamento da consultoria. “A oferta de animais terminados deve continuar restrita, principalmente enquanto as pastagens naturais mantiverem boas condições de nutrição, cenário observado em grande parte do Centro-Norte do País”, antecipam os analistas da Agrifatto. Cotações do boi gordo da quarta-feira (4/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 285,00. Vaca: R$ 265,00. Novilha: R$ 270,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (4/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,50/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo)

PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 312,50/@ (à vista) R$ 316,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 310,50/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 286,50/@ (à vista) e R$ 290,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Preço do bezerro inicia 2026 acima da média

Imea aponta recuperação no preço do bezerro

 

A análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (2), informou que o preço do bezerro de 7 arrobas iniciou 2026 acima da média dos últimos cinco anos. Em janeiro, o valor médio foi de R$ 13,82 por quilo, alta de 10,00% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o instituto, o preço ficou 11,18% acima da média dos últimos cinco anos para o mês, estimada em R$ 12,43 por quilo, em valores deflacionados pelo IGP-DI, próximo dos maiores patamares da série histórica. O Imea atribui o movimento à reversão do ciclo de desvalorização observado entre 2022 e 2023, período em que a maior disponibilidade de animais jovens pressionou as cotações da reposição. A partir de 2024, o mercado iniciou um processo de recuperação, intensificado em 2025, refletindo a menor oferta de bezerros decorrente do aumento do abate de fêmeas em anos anteriores e a melhora da demanda por reposição. “Nesse contexto, a tendência é de sustentação dos preços ao longo de 2026, com reflexos positivos sobre a margem da atividade de cria”, informou o instituto.

AGROLINK


FRANGOS

 

Seara compra duas granjas da Céu Azul Alimentos em São Paulo

Empresa da JBS adquire unidades em Ipiguá e Guapiaçu. Céu Azul Alimentos atua na criação, abate e comercialização de aves

 

A Seara, do grupo JBS, fechou a aquisição de duas granjas da Céu Azul Alimentos situadas em Ipiguá (SP) e Guapiaçu (SP), uma focada na produção de ovos férteis e a outra em frangos de corte. O valor do negócio não foi divulgado. “A operação consolida ativos que já atuavam no fornecimento direto da companhia. A transação foi submetida à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, afirmou a JBS em nota à reportagem. A informação foi publicada inicialmente no jornal O Globo. Como a produção destas unidades da Céu Azul já era fornecida à Seara, não há alteração nas operações com a compra. Há doze anos, os dois grupos já haviam feito negócio juntos. Na época, a JBS comprou duas unidades de processamento de aves da Céu Azul, incluindo duas fábricas de ração e três incubatórios, localizadas em Guapiaçu e Itapetininga, ambas no Estado de São Paulo, com capacidade de abate conjunta de 330 mil aves por dia, uma transação de R$ 246 milhões. O grupo Céu Azul foi fundado em 1974 na cidade de Pereiras (SP). Seu principal ramo de negócio é a criação, abate e comercialização de aves. Suas unidades de produção estão concentradas no interior de São Paulo, com um processo verticalizado.

GLOBO RURAL

 

EMPRESAS

 

Lar Cooperativa supera R$ 23,2 bilhões em receita líquida após crescer 14,4% em 2025

O balanço oficial, apresentado durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na última sexta-feira (30), revelou um crescimento de 14,4%, elevando a receita líquida para um patamar superior a R$ 23,2 bilhões.

 

“O ano de 2025 foi espetacular, apesar da frustração parcial da lavoura de soja no Sul do Mato Grosso do Sul e da ocorrência da influenza aviária no Brasil. Com resiliência e pessoas capacitadas, a Lar superou esses desafios e apresentou na AGO um desempenho sólido, que assegura a sustentabilidade do negócio e a geração de valor e renda para associados, funcionários e comunidades”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

O resultado financeiro também avançou em relação a 2024, com um crescimento de 6,6%, a Lar atingiu a marca de R$ 983 milhões. Com esses números, a cooperativa não apenas superou metas financeiras, mas reafirmou seu papel como motor de desenvolvimento regional e exemplo de sucesso do sistema cooperativista. Conforme destaca o Relatório e Balanço 2025 da Lar Cooperativa, o último ano foi marcado por investimentos expressivos e estratégicos em infraestrutura e na diversificação do portfólio. A Lar expandiu sua capacidade de recebimento de grãos com 10 novas unidades e ampliou sua rede de atendimento com 20 novas lojas de insumos. Na pecuária, com a aquisição da Unidade Industrial de Peixes em São Miguel do Iguaçu (PR), a Lar ingressou oficialmente na piscicultura. Somada ao início das operações de abate de suínos no Paraná e a ampliação do abate de frangos para o Rio Grande do Sul, a cooperativa agora oferta as três principais proteínas animais. Para sustentar esse crescimento, a logística recebeu atenção especial, com a frota própria saltando de 1.373 para 1.600 veículos. A eficiência no transporte permitiu à Lar atender todos os estados brasileiros e exportar para 71 países somente em 2025, acessando mercados exigentes em todos os continentes através de 168 portos. A marca Lar Foods também ganhou um novo impulso com a revitalização de sua identidade visual e a contratação do apresentador Ratinho como embaixador, visando estreitar o vínculo com o consumidor final e agregar valor ao portfólio de produtos. As sobras à disposição dos associados somam mais de R$ 101 milhões, com pagamento no dia 9 de fevereiro. Na mesma data, a cooperativa também realiza a devolução de capital aos associados jubilados, totalizando mais R$ 53 milhões. Somado às bonificações de insumos, soja e milho, sobras da Lar Credi, cesta de Natal e créditos em conta capital (Lar e Lar Credi), o valor distribuído aos associados atinge R$ 335,9 milhões. O desempenho de 2025 também garantiu aos funcionários um 14º salário integral, por meio do PPR (Programa de Participação dos Resultados). O benefício foi dividido em duas parcelas, sendo que a primeira já foi paga em janeiro de 2026. O ano de 2025 marcou o maior volume de investimentos da história da Lar. Graças a uma geração de caixa robusta, a cooperativa investiu R$ 1,379 bilhão no desenvolvimento de suas cadeias produtivas e no fortalecimento de novos negócios. Esse desempenho permite projetar o futuro com confiança, conforme detalhado no planejamento estratégico 2026-2035, fruto de estudos corporativos aprofundados.

ASSESSORIA LAR COOPERATIVA

 

INTERNACIONAL


Relatório do USDA mostra que ainda não há sinais de recuperação do rebanho bovino nos EUA

O número de vacas de corte no país atualmente é de 27,61 milhões de cabeças, o menor desde 1961

O número de vacas de corte nos EUA diminuiu mais 1% em relação ao ano anterior, segundo relatório anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima o inventário bovino do país até 1º de janeiro/26, divulgado na semana passada. Tal resultado mostra que, no geral, os pecuaristas norte-americanos seguem patinando no processo de reconstrução do rebanho, que foi fortemente reduzido nos últimos anos por conta de uma severa seca e pela valorização nos preços dos alimentos direcionados aos cochos. Desde o pico cíclico em 2019, quando o rebanho bovino atingiu 31,64 milhões de cabeças, o rebanho de gado de corte dos EUA diminuiu em 4,03 milhões de cabeças, ou 12,7%, ao longo de sete anos.

O número de vacas de corte no país atualmente é de 27,61 milhões de cabeças, o menor desde 1961. A safra de bezerros para 2025 foi menor do que as projeções anteriores, com 32,9 milhões de cabeças, a menor desde 1941, comentou Derrell Peel, especialista em extensão de marketing pecuário da Universidade Estadual de Oklahoma. “Quase todas as categorias de estoque apresentaram queda em relação ao ano anterior, incluindo o total de bovinos e bezerros”, disse Peel, ao repercutir os novos números do USDA. Em janeiro/26, o estoque de novilhas de reposição para abate nos EUA aumentou apenas 0,9% em relação ao ano anterior. Este foi o primeiro aumento no número de novilhas de reposição para abate em nove anos, desde o pico anterior em 2017, informou Peel. “O pequeno aumento no número de novilhas de reposição para abate está de acordo com indícios recentes de uma pequena retenção de novilhas, mas não é suficiente para sinalizar qualquer crescimento no rebanho de vacas de corte”, afirmou ele, que acrescentou: “Na verdade, isso indica uma estabilização do rebanho norte-americano nos níveis atuais, antecipando um possível crescimento futuro.” O relatório de inventário do USDA também mostrou que todas as categorias de gado para engorda apresentaram queda em relação ao ano anterior. No entanto, os estoques totais em confinamento diminuíram 3,3% em comparação com janeiro de 2025. A oferta calculada de gado para engorda fora dos confinamentos em 1º de janeiro aumentou 0,9%. “Isso não significa que haja mais gado para engorda no país, mas simplesmente que alguns dos animais da pequena oferta do ano passado ainda não foram colocados em confinamentos”, disse Peel.

PORTAL DBO

 

GOVERNO

 

Viagem de Lula pela Ásia terá comitiva de empresários e foco no agronegócio

Governo Lula irá explorar o mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. Na Índia, expectativa é de abertura de mercado para grãos, aves e outros produtos, segundo Apex

 

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja focar em negociações do agronegócio nas próximas visitas de Estado a países da Ásia, na tentativa de viabilizar novos mercados para diminuir a dependência de grandes importadores de commodities brasileiras, como a China com a carne bovina. O movimento também ocorre em meio à tentativa do governo de ficar menos suscetível a taxações, como as impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2025. A viagem, que ocorrerá entre 17 e 24 de fevereiro, terá como destino Nova Delhi, na Índia, e Seul, na Coreia do Sul. O petista será acompanhado de uma megacomitiva de empresários que, reunidos pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), participarão da missão do governo de abertura de novos mercados nos países. Até agora, 150 estão inscritos para a passagem por Nova Delhi, e cerca de 100 para a ida a Seul. Na Coreia do Sul, o foco principal é a abertura do mercado para a carne bovina. A expectativa é que o país, que tradicionalmente importa de locais mais próximos como Austrália e Nova Zelândia, seja apresentado aos produtores brasileiros, segundo o presidente da Apex, Jorge Messias. O governo também deve apresentar o Brasil como produtor de insumos para produtos de cuidados com a pele e cabelo, indústria em bastante ascensão na Coreia do Sul. A comitiva também espera anúncios de investimentos de empresas de tecnologia sul-coreanas, afirma Messias. "A Coreia hoje tem uma das maiores indústrias [de cosméticos] do mundo. E o Brasil é, de fato, um player que pode fornecer matérias-primas. Então, a gente quer estreitar mais esse comércio nessa área", diz. Na Índia, que é vista pelo governo e por empresários como uma nação de possibilidades, são esperados acordos e abertura de mercados relacionados à exportação de grãos e aves, uma vez que o país tem baixo consumo de carne bovina, além de novas rotas de comércio de produtos brasileiros.

"Na área de segurança alimentar, a Índia tem características que são bastante distintas do Brasil e nós não vamos chegar lá com a carteira do agronegócio brasileiro, vamos chegar com o cooperativismo, com a agricultura familiar brasileira", declara. O governo deve também assinar novos acordos relacionados à indústria farmacêutica, dado que parte dos insumos para fármacos produzidos no Brasil são importados da Índia. Também são esperados diálogos sobre minerais críticos, terras raras e a produção de biocombustíveis. A viagem ocorre quatro meses após a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin ao país, quando foi assinado um acordo que visa aprofundar o comércio bilateral entre a Índia e o Mercosul. O movimento de aproximação com a Índia se intensificou após a visita do primeiro-ministro Narendra Modi ao país em julho de 2025. O governo Lula tem explorado a abertura de novos mercados com maior intensidade desde que o país se viu pressionado pelas tarifas impostas por Trump.

FOLHA DE SÃO PAULO 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Safra injeta R$ 1,42 trilhão no campo, alta real de 51% em dez anos

Valor da produção da lavoura é de R$ 930 bi em 2025; o da pecuária, de R$ 489 bi. Receitas de café e de cacau disparam devido aos recentes aumentos de preços. A pecuária também deu boa contribuição para o aumento das receitas no campo. Há dez anos, a produção das carnes de frango, bovina e suína somava 26,4 milhões de toneladas. No ano passado, atingiu 32,5 milhões, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O VBP real da pecuária subiu 56% em dez anos, e o das lavouras, 48%.

 

Nunca entrou tanto dinheiro no campo como em 2025. Foi R$ 1,42 trilhão, uma evolução real de 51% nos últimos dez anos. O setor agrícola ficou com R$ 930 bilhões, e o pecuário, com R$ 489 bilhões. Na soma dos últimos cinco anos, foram R$ 6,4 trilhões. Os dados são do VBP (Valor Bruto de Produção) do Ministério da Agricultura. Os números não englobam toda a atividade agropecuária, mas 17 setores das lavouras e 5 da pecuária. Os cálculos da pasta indicam o montante financeiro com base no volume produzido e nos preços praticados dentro da porteira. As informações não levam em consideração custos de produção, apenas estimativas de receitas com as vendas. Os números mostram que os produtos básicos perdem participação, enquanto os exportáveis ganham. Os valores de produção de feijão, batata e banana recuaram, em termos reais. Já os de soja e de milho vêm com aumentos constantes. Arroz e trigo têm evolução real de apenas 15% nos últimos dez anos. O país diversifica e aumenta a oferta de produtos antes pouco desenvolvidos, como gergelim, cevada, centeio e amendoim. Este último acumula evolução real de 176% na última década. O aumento acelerado do volume financeiro no campo ocorreu devido a eventos climáticos, guerras, demanda externa maior e redução de estoques mundiais. Os preços externos dispararam, e o Brasil conseguiu manter bom ritmo de produção e de fornecimento mundial nos anos recentes.

A pecuária também deu boa contribuição para o aumento das receitas no campo. Há dez anos, a produção das carnes de frango, bovina e suína somava 26,4 milhões de toneladas. No ano passado, atingiu 32,5 milhões, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A safra de grãos passou de 200 milhões de toneladas para 352 milhões no mesmo período. Assim como nos grãos, a produção na pecuária evoluiu graças ao aumento da demanda externa. O VBP real da pecuária subiu 56% em dez anos, e o das lavouras, 48%. A soja é a grande fonte de receita. No ano passado, foram R$ 329 bilhões, 58% a mais do que há dez anos. O forte crescimento das exportações brasileiras levou a safra nacional para 172 milhões de toneladas, 79% a mais do que há uma década. O milho tem o segundo maior valor entre as lavouras, atingindo R$ 166 bilhões, uma alta real de 55% no período. Enquanto algumas das grandes produções, como a de cana-de-açúcar e de laranja, têm receitas estáveis, culturas com volume menores de produção, como amendoim, uva, cacau e café, estão entre as mais valorizadas. Cacau e café mostraram evoluções de 238% e de 158%, respectivamente, na comparação do valor de produção de 2025 com o de há dez anos. Considerando a média dos últimos cinco anos, em relação aos cinco imediatamente anteriores, o cacau tem ganho real de 102%, e o café, de 75%. No setor de carnes, a bovina lidera, com valor de produção de R$ 211 bilhões, mas a suína é a que mais cresceu na década, com desempenho real de 142% no período. O setor de leite aumenta 48%, e o de frango, 34%. O valor de produção do setor de frango, no entanto, ao atingir R$ 112 bilhões, supera em 53% o do leite.

FOLHA DE SÃO PAULO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável ante o real apesar da forte queda do Ibovespa

Após alternar altas e baixas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a quarta-feira próximo da estabilidade no Brasil, resistindo à influência da realização de lucros na bolsa e do avanço da moeda norte-americana no exterior.

 

O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,03%, aos R$5,2501. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,35%. Às 17h03, o dólar futuro para março – atualmente o mais líquido no Brasil – subia 0,20% na B3, aos R$5,2775. O dólar à vista chegou a oscilar abaixo dos R$5,22 pela manhã, em meio à queda ante outras divisas de países emergentes, mas ao longo da sessão a moeda norte-americana ganhou força ante o real, enquanto também se fortalecia no exterior. No Brasil, investidores também aproveitaram a quarta-feira para realizar os lucros recentes na bolsa, levando o Ibovespa a cair mais de 2%, com impactos no câmbio. “Após vários pregões de forte apetite ao risco, com o real se valorizando ante o dólar e Ibovespa batendo recordes, o investidor começa a realizar lucros”, comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos. No entanto, antes do fechamento o dólar se reaproximou da estabilidade, mesmo com a bolsa se mantendo com perdas firmes até o fim da tarde. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$5,086 bilhões em janeiro, impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$4,180 bilhões.

REUTERS 

 

Ibovespa recua mais de 2% em dia de correção na bolsa paulista após recordes

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, quase perdendo os 180 mil pontos no pior momento, em dia de correção na bolsa paulista após recordes recentes, com bancos entre as maiores pressões, assim como Totvs, que desabou mais de 13%.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 2,14%, a 181.708,23 pontos, após chegar a 180.268,54 na mínima do dia. Na máxima, marcou 185.670,99 pontos. O volume financeiro somou R$36,98 bilhões. A queda ocorreu após o Ibovespa renovar recorde na véspera, ultrapassando os 187 mil pontos pela primeira vez no melhor momento. Até a terça-feira, considerando o fechamento, já acumulava uma alta de mais de 15% em 2026. Na visão do head da área de investimentos da Gravus Capital Paulo Monteiro, a queda no pregão paulista reflete um movimento global, que se observa em outros mercados emergentes também, como o México. Monteiro destacou que a bolsa brasileira ainda é muito sensível ao que acontece no exterior e, assim como forte fluxo de capital externo no mês passado sustentou uma performance robusta do Ibovespa, qualquer piora no humor acaba afetando os negócios. "O mercado sente de forma rápida, como vimos hoje", afirmou. Wall Street piorou à tarde sob pressão de ações de empresas de softwares, por receios de potencial ameaça representada pela inteligência artificial. As vendas, porém, arrefeceram e o S&P 500 encerrou com decréscimo de 0,51%. Estrategistas do Santander Brasil não descartam uma acomodação após o rali de janeiro, mas avaliam que o fluxo estrangeiro deve continuar entrando de forma acelerada em ativos de mercados emergentes - em especial, no Brasil.

REUTERS

 

Brasil tem fluxo cambial positivo de US$ 5,1 bi em janeiro após entradas fortes na Bolsa

O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$ 5,09 bilhões em janeiro, conforme dados divulgados na quarta-feira (4) pelo Banco Central, impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$ 4,18 bilhões, em especial na Bolsa.

 

Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$ 6,22 bilhões em janeiro. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de janeiro foi negativo em US$ 1,13 bilhão. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Somente na semana passada, de 26 a 30 de janeiro, entraram no país pela via financeira US$ 2,72 bilhões, com destaque para a quarta-feira, dia 28, quando o país recebeu US$ 1,24 bilhão por este canal. O resultado ocorreu em meio ao forte fluxo de investimentos de estrangeiros para a Bolsa brasileira. Apenas na quarta-feira passada (28), o Ibovespa subiu 1,52%, superando os 184 mil pontos no fechamento, em meio a demanda de estrangeiros por papéis no Brasil. No mês de janeiro, o índice acumulou alta de 12,56%. Pela via comercial, na semana passada entraram no país US$ 1,46 bilhão.

REUTERS

 

Setor de serviços do Brasil perde força em janeiro com fraqueza de novos negócios, mostra PMI

O setor de serviços do Brasil perdeu força em janeiro e seu crescimento desacelerou pressionado pela fraqueza na entrada de novos negócios e na atividade, de acordo com a pesquisa PMI divulgada na quarta-feira (4).

 

O PMI de serviços, compilado pela S&P Global, caiu a 51,3 em janeiro, de 53,7 em dezembro, permanecendo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas indicando uma expansão mais fraca. A entrada de novos negócios aumentou em janeiro no ritmo mais lento do atual período de três meses de expansão. De forma geral, os fornecedores de serviços mostraram-se menos otimistas quanto às perspectivas para 2026, e o nível geral de sentimento positivo caiu para o menor patamar em seis meses. Políticas públicas, eleições e tensões geopolíticas estão no radar das empresas. Diante disso, as contratações foram interrompidas no início de 2026, com as empresas de serviços cortando postos de trabalho pela primeira vez em cinco meses. Ainda no primeiro mês do ano, as despesas aumentaram no menor ritmo desde maio de 2024, enquanto os preços cobrados pela prestação de serviços no Brasil subiram no ritmo mais lento em sete meses.

REUTERS

 

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