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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1041 DE 04 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1041 | 04 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo paulista teve alta diĂĄria de R$ 5/@, batendo R$ 335/@

Na terça-feira (3/2), os preços do boi gordo subiram no Estado de São Paulo e em outras 11 regiÔes brasileiras (AL, MA, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SC e TO), informou a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociaçÔes em 17 praças do País. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

 

Nas demais localidades (AC, BA, ES, GO e RJ), as cotaçÔes da arroba registraram estabilidade, acrescentou a consultoria. No segundo dia da semana, o boi gordo paulista teve alta diĂĄria de R$ 5/@, batendo R$ 335/@, de acordo com apuração da Agrifatto. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrĂŁo-exportação estĂĄ valendo R$ 327/@ na praça de SĂŁo Paulo, enquanto o “boi China” Ă© negociado por R$ 332/@ (preços brutos, no prazo). 

Segundo a Scot, o atual preço do boi gordo Ă© o maior desde abril de 2025. “JĂĄ hĂĄ informaçÔes de negĂłcios fechados em R$ 335/@ para os machos, embora ainda sejam pontuais e nĂŁo configurem uma referĂȘncia de mercado”, observou a Scot. “O viĂ©s de alta Ă© sustentado pela expectativa de melhora no escoamento da carne no mercado domĂ©stico, um movimento tĂ­pico dos primeiros dias do mĂȘs e pelo encurtamento das escalas de abate, que estĂŁo menores em relação Ă  Ășltima semana de janeiro, alĂ©m das exportaçÔes em ritmo forte”, disse a Scot. Segundo a Agrifatto, o volume de boiadas nĂŁo tem sido suficiente para alongar as programaçÔes de abate, que hoje giram entre 4 e 5 dias apenas, na mĂ©dia nacional. O atacado seguiu alinhado ao varejo, acrescentam os analistas. “Com oferta restrita, a demanda para recomposição de estoques permaneceu firme, com entregas concentradas na semana, sustentando o bom escoamento e os preços”. Segundo a Agrifatto, as matĂ©rias-primas para desossa e charque mantiveram a demanda aquecida e preços firmes. CotaçÔes do boi gordo desta terça-feira (3/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 285,00. Vaca: R$ 265,00. Novilha: R$ 270,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. 

Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (3/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,50/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 312,50/@ (à vista) R$ 316,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

China nega pedido do Brasil de redistribuição de cotas remanescentes de carne bovina

Tarifa aplicada serå de 55% caso a exportação seja superior a 1,1 milhão de toneladas em 2026. Governo Lula avalia que o impacto da medida foi menor do que o esperado, mas estuda abertura de novos mercados

 

A China negou o pedido do governo brasileiro de que as cotas para carne bovina remanescentes de outros paĂ­ses fossem redistribuĂ­das entre aqueles que jĂĄ haviam estourado o prĂłprio limite. Pessoas com conhecimento das negociaçÔes ouvidas pela Folha afirmam que outros paĂ­ses fizeram o mesmo pleito e tiveram a mesma resposta. Pequim nĂŁo teria dado espaço para negociaçÔes sobre a medida de salvaguarda da carne bovina imposta no final do ano passado. A determinação impĂŽs cotas sobre a importação da commodity para diversos paĂ­ses de 2026 a 2028. A solicitação do governo brasileiro era que os paĂ­ses que usualmente exportam mais do que o determinado na cota pudesse usar os valores restantes que sobrassem de paĂ­ses que nĂŁo atingissem seu limite. O Brasil, que Ă© o principal fornecedor da commodity para a China, terĂĄ tarifa de 55% caso exceda 1,1 milhĂŁo de toneladas em 2026. Em 2025, o total exportado para o paĂ­s asiĂĄtico foi de 1,65 milhĂŁo de toneladas na categoria "Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada", segundo o MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços. A medida de salvaguarda, segundo o MinistĂ©rio do ComĂ©rcio chinĂȘs, visa ajudar os frigorĂ­ficos locais a atravessar dificuldades. Citando pesquisadores, a pasta afirmou, em nota, que o aumento da importação da categoria nos Ășltimos anos causou uma erosĂŁo da indĂșstria domĂ©stica. O governo Lula agora discute medidas para entender como evitar que grandes frigorĂ­ficos brasileiros usem toda a cota antes dos demais por terem maior capacidade de entrega e produção. A principal forma discutida levaria em consideração o volume de vendas ao paĂ­s asiĂĄtico em determinado perĂ­odo, alĂ©m de deixar parte menor da cota para novas empresas. A contabilização tambĂ©m Ă© tema sensĂ­vel, uma vez que Pequim determinou que a contagem serĂĄ feita de forma bruta na chegada ao porto chinĂȘs, ou seja, por tonelada, sem levar em consideração a empresa de origem. Uma semana apĂłs a instauração da medida, o governo brasileiro ainda tinha dĂșvidas se os carregamentos que jĂĄ haviam saĂ­do do Brasil antes de 1 de janeiro seriam incluĂ­dos na cota, mas, segundo Pequim, a medida vale para a data de chegada nos portos chineses, nĂŁo de saĂ­da dos portos de origem. A Folha questionou o MinistĂ©rio do ComĂ©rcio da China sobre a aplicação da determinação, mas nĂŁo obteve resposta atĂ© a publicação da reportagem. A avaliação em BrasĂ­lia Ă© que a aplicação da cota teve impacto menor que o esperado atĂ© agora. Ainda assim, o governo estuda a abertura de novos mercados para a diminuição da dependĂȘncia na importação chinesa. A viagem de Lula Ă  Coreia do Sul, por exemplo, irĂĄ explorar a abertura do mercado do paĂ­s para a carne brasileira. O governo avalia ainda que em breve serĂĄ anunciada a abertura do mercado japonĂȘs para a commodity brasileira.

FOLHA DE SÃO PAULO

 

FRANGOS

 

Exportadores de proteĂ­nas projetam US$ 1,4 bilhĂŁo em negĂłcios apĂłs a Gulfood 2026, em Dubai

Ação da ABPA, em parceria com a ApexBrasil, reuniu 21 agroindĂșstrias brasileiras e gerou US$ 131,4 milhĂ”es em vendas durante a feira

 

De acordo com projeçÔes consolidadas junto Ă s empresas participantes, os contatos e negociaçÔes realizados durante o evento deverĂŁo gerar US$ 1,4 bilhĂŁo em negĂłcios ao longo dos prĂłximos 12 meses. Apenas durante os cinco dias de feira, os negĂłcios efetivamente realizados somaram US$ 131,4 milhĂ”es, reforçando o papel da Gulfood como a principal vitrine global para o mercado halal e para destinos estratĂ©gicos do Oriente MĂ©dio, Ásia e África. A ação integrou a estratĂ©gia de promoção comercial internacional, e contou com um espaço exclusivo de mais de 430 metros quadrados em meio Ă  Gulfood, dedicado Ă  realização de negĂłcios, relacionamento institucional e promoção da proteĂ­na animal brasileira. Ao todo, 21 agroindĂșstrias brasileiras participaram: Adoro Alimentos, Avine, Avivar, Bello Alimentos, BFB Alimentos, C. Vale – Cooperativa Agroindustrial, Coasul – Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GTFoods, JaguĂĄ Alimentos, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos, Pif Paf Alimentos, Somave Alimentos, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil e Zanchetta Alimentos. Durante os dias de evento, o espaço brasileiro registrou uma intensa agenda de reuniĂ”es comerciais com importadores, distribuidores e decisores de compras de diferentes regiĂ”es do mundo. Ao longo dos dias de feira, foram servidos cerca de 6.500 shawarmas e de 1.000 omeletes. A participação na Gulfood 2026 reforçou as alianças estratĂ©gicas do setor exportador brasileiro com o mercado halal. O Brasil Ă© o maior exportador mundial de carne de frango produzida segundo os preceitos islĂąmicos e mantĂ©m posição de destaque como fornecedor confiĂĄvel para paĂ­ses muçulmanos, atendendo exigĂȘncias sanitĂĄrias, religiosas e de rastreabilidade. 

ABPA

 

Pesquisadores desenvolvem vacina em spray contra gripe aviĂĄria

Resultados em camundongos e hamsters apontam avanço promissor na prevenção da doença.

Pesquisa nos EUA mostra que vacina nasal protege vias aéreas e pode reduzir transmissão

 

Uma vacina nasal contra a gripe aviåria apresentou forte proteção contra infecçÔes em testes com camundongos e hamsters, segundo estudo da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos. O imunizante impediu que o vírus se instalasse no nariz e nos pulmÔes dos animais, bloqueando tanto o avanço da doença quanto a transmissão. Os resultados, publicados na revista Cell Reports Medicine, ganham relevùncia diante do avanço global do vírus, que desde 2014 vem saltando de aves silvestres para animais de produção e humanos.

De acordo com o estudo, diferente das vacinas tradicionais aplicadas por injeção, a formulação nasal atua diretamente nas vias aĂ©reas superiores e pode oferecer proteção mais eficiente contra a infecção e a disseminação da doença. No Brasil, o MinistĂ©rio da Agricultura confirmou, em janeiro, um novo caso de gripe aviĂĄria em aves domĂ©sticas de subsistĂȘncia no municĂ­pio de Acorizal, em Mato Grosso. O foco foi identificado apĂłs a morte repentina dos animais e levou Ă  adoção imediata de medidas de contenção, como abate sanitĂĄrio, desinfecção das instalaçÔes, instalação de barreiras sanitĂĄrias e monitoramento intensivo em um raio de atĂ© dez quilĂŽmetros. Segundo o governo federal, o episĂłdio nĂŁo altera o status sanitĂĄrio do paĂ­s como livre da doença na produção comercial, jĂĄ que nĂŁo envolve granjas industriais. O risco de infecção em humanos Ă© considerado baixo e estĂĄ associado, principalmente, ao contato direto e prolongado com aves infectadas. A Anvisa tambĂ©m mantĂ©m protocolos de vigilĂąncia em portos, aeroportos e fronteiras, integrados Ă s açÔes de monitoramento da saĂșde humana e animal. AtĂ© o momento, nĂŁo hĂĄ vacina nasal contra a gripe aviĂĄria em desenvolvimento no Brasil, nem imunizante aprovado para uso humano contra essa cepa especĂ­fica. A vacina testada nos Estados Unidos Ă© voltada exclusivamente para humanos e ainda precisa passar por novas etapas de testes antes de chegar Ă  fase clĂ­nica.

GLOBO RURAL

 

INTERNACIONAL

 

ExportaçÔes de carne bovina da Austrålia em janeiro começam com força, impulsionadas por comércio entre EUA e China

As exportaçÔes australianas de carne bovina em 2026 começaram em ritmo acelerado, com o volume de janeiro atingindo um recorde histĂłrico para o mĂȘs, totalizando 84.343 toneladas.

 

Normalmente, janeiro Ă© o mĂȘs mais fraco do ano para as exportaçÔes, devido Ă s paralisaçÔes de verĂŁo das indĂșstrias exportadoras. No entanto, as condiçÔes favorĂĄveis do comĂ©rcio internacional e o bom nĂ­vel de atividade dos frigorĂ­ficos ao longo de dezembro e janeiro prepararam o setor para esse novo recorde. O volume do mĂȘs passado foi 3.294 toneladas, ou 4% maior que o de janeiro do ano anterior, e mais de 17 mil toneladas, ou 20% acima da mĂ©dia dos Ășltimos cinco anos para embarques de janeiro. O maior interesse do setor esteve no desempenho das vendas para a China, dada a urgĂȘncia criada pela imposição, no inĂ­cio do ano, de uma cota de 205 mil toneladas para exportaçÔes australianas ao paĂ­s. A partir desse limite, os embarques passam a sofrer uma tarifa de 55%. Alguns analistas acreditavam que isso provocaria uma corrida nas exportaçÔes para a China, com exportadores e importadores tentando garantir volumes antes da penalização tarifĂĄria, em um sistema de “quem chega primeiro leva”. No entanto, embora o volume enviado Ă  China em janeiro, de 16.636 toneladas, tenha sido elevado para os padrĂ”es do mĂȘs, nĂŁo foi recorde. O maior volume jĂĄ registrado em janeiro ocorreu em 2020, durante o perĂ­odo de descarte elevado de gado na seca australiana, ao mesmo tempo em que a China enfrentava a crise da Peste SuĂ­na Africana, que dizimou a oferta de carne suĂ­na. A combinação desses fatores levou a volumes recordes naquele mĂȘs.

As exportaçÔes para a China em janeiro foram 1.728 toneladas, ou 11,6% maiores que no mesmo perĂ­odo do ano passado, que, ainda assim, foi o terceiro maior janeiro da histĂłria. O comĂ©rcio com os Estados Unidos tambĂ©m seguiu em ritmo forte, jĂĄ que o mercado americano continua enfrentando um grande dĂ©ficit interno de carne bovina. Os embarques para os EUA em janeiro chegaram a 23.747 toneladas, queda de 900 toneladas, ou 3,6% em relação a janeiro do ano passado, mas ainda assim em nĂ­vel excepcionalmente alto para essa Ă©poca do ano. Outro resultado surpreendente foi a Coreia do Sul, que importou 13.100 toneladas em janeiro, cerca de 24% a mais que no mesmo perĂ­odo de 2025. Dois fatores explicam esse crescimento: a redução das exportaçÔes americanas para a Coreia, devido Ă s limitaçÔes atuais da produção nos EUA, e o inĂ­cio de um novo ano-calendĂĄrio, que redefiniu a cota de salvaguarda e as tarifas para as importaçÔes australianas. O JapĂŁo tambĂ©m esteve ativo em janeiro, dentro do padrĂŁo histĂłrico, jĂĄ que os importadores começaram a formar estoques antes do feriado da Golden Week e do perĂ­odo de trocas de presentes. As exportaçÔes para o JapĂŁo alcançaram 14.563 toneladas, contra 15.806 toneladas no mesmo perĂ­odo do ano passado — cerca de 1.243 toneladas a menos. Os mercados secundĂĄrios e emergentes apresentaram resultados mistos em janeiro. A IndonĂ©sia importou apenas 747 toneladas, queda de 20% em relação ao ano anterior e menos de 10% do volume registrado em dezembro do ano passado, quando os embarques somaram 7.837 toneladas. Parte dessa queda jĂĄ havia sido explicada em anĂĄlises anteriores. As exportaçÔes para o Reino Unido em janeiro totalizaram apenas 912 toneladas — cerca do dobro do volume de janeiro de 2025 (469 toneladas), mas apenas 68% do volume registrado em dezembro passado (1.330 toneladas). Os paĂ­ses da UniĂŁo Europeia responderam por apenas 550 toneladas em janeiro, praticamente o mesmo volume do ano anterior. Os sete paĂ­ses da regiĂŁo do Oriente MĂ©dio importaram 2.378 toneladas de carne bovina australiana no mĂȘs, praticamente igual ao registrado no ano passado. Entre os importadores menores, o CanadĂĄ recebeu 1.952 toneladas, cerca de 40% a mais que em janeiro anterior. Filipinas importaram 2.158 toneladas, TailĂąndia 1.863 toneladas e MalĂĄsia 480 toneladas, volumes semelhantes aos de 2025.

BEEF CENTRAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Pessimismo com economia brasileira cresce entre industriais do ParanĂĄ

Apesar das incertezas, a maioria das indĂșstrias do ParanĂĄ planeja manter ou ampliar investimentos em 2026

 

A Sondagem Industrial da Federação das IndĂșstrias do ParanĂĄ (Fiep) chega Ă  30ÂȘ edição indicando um cenĂĄrio de mais cautela do setor, em relação a 2026. Embora a maioria dos empresĂĄrios mantenha expectativas positivas sobre o desempenho dos prĂłprios negĂłcios, cresce a percepção de que o ambiente econĂŽmico e polĂ­tico nacional impĂ”e riscos Ă  sustentabilidade desse otimismo. Segundo a pesquisa, 55% dos industriais paranaenses se dizem otimistas em relação ao desempenho de suas empresas ao longo deste ano, queda de seis pontos percentuais em comparação com 2025. JĂĄ quando a avaliação recai sobre a economia brasileira, o quadro Ă© mais negativo: 46% dos entrevistados esperam retração, aumento de trĂȘs pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A polĂ­tica nacional aparece como principal fator de influĂȘncia para essa avaliação, citada por 61% dos representantes do segmento da indĂșstria do ParanĂĄ, seguida pelo cenĂĄrio macroeconĂŽmico e pela conjuntura internacional. A Sondagem Industrial foi realizada por meio de questionĂĄrio eletrĂŽnico e obteve 738 respostas vĂĄlidas de indĂșstrias de todos os portes e regiĂ”es do ParanĂĄ.

Do total de participantes, 68% sĂŁo relativos a micro e pequenas empresas, 27% de mĂ©dias e 5% de grandes indĂșstrias. Em termos estatĂ­sticos, o levantamento apresenta nĂ­vel de confiança de 99% e margem de erro de 4,7%, segundo a Fiep. Para o presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, o resultado da Sondagem Industrial estĂĄ mais associado Ă  polĂ­tica e Ă  economia nacionais do que a fatores locais. “O pessimismo estĂĄ muito voltado Ă  polĂ­tica nacional e Ă  economia nacional. O ParanĂĄ ainda tem um cinturĂŁo verde, que Ă© a nossa fortaleza nessa economia da segurança alimentar”, afirmou. Segundo ele, no Ăąmbito estadual, hĂĄ polĂ­ticas pĂșblicas que podem ajudar a reduzir os entraves ao crescimento da indĂșstria. Entre as prioridades, Vasconcelos citou a ampliação da oferta de mĂŁo de obra e a melhoria da infraestrutura energĂ©tica. Vasconcelos ressaltou que o ParanĂĄ Ă© um estado com taxa de emprego elevada e apontou que a logĂ­stica Ă© decisiva para manter a competitividade do setor industrial estadual. “Quando falamos de rodovias, portos e aeroportos regionais, estamos falando da capacidade de a indĂșstria competir e trazer riqueza de fora para dentro do estado”, completou. AlĂ©m do ambiente macroeconĂŽmico, a Sondagem Industrial da Fiep detalha gargalos que afetam diretamente a competitividade do setor. A falta de mĂŁo de obra aparece como principal preocupação entre os empresĂĄrios pessimistas, citada por 64% dos entrevistados, seguida pelos custos totais de produção (47%) e pela infraestrutura logĂ­stica (44%). Mesmo com o recuo nas expectativas, a Sondagem Industrial indica que os investimentos seguem como prioridade para grande parte do setor. De acordo com o levantamento, 84% das indĂșstrias pretendem investir em 2026, embora esse percentual seja inferior ao registrado no ano anterior. Destas, 59% afirmam que investirĂŁo o mesmo ou mais do que em 2025. O gerente de Desenvolvimento Industrial e Social da Fiep, Marcelo Percicotti, explicou que os dados revelam uma mudança de estratĂ©gia. “O empresĂĄrio estĂĄ olhando muito mais para dentro da empresa. Os investimentos estĂŁo concentrados em melhoria de processos, redução de custos e produtividade, o que mostra uma preocupação com objetivos de curto prazo diante de um ambiente externo mais incerto”, afirmou. Essa busca por eficiĂȘncia tambĂ©m se reflete nas ferramentas utilizadas para elevar a produtividade. EstratĂ©gias de melhoria do processo produtivo lideram, citadas por 75% dos entrevistados, seguidas por qualificação profissional (64%) e estratĂ©gias de gestĂŁo (36%). O uso de inteligĂȘncia artificial dobrou em relação Ă  edição anterior da Sondagem Industrial, alcançando 15% das respostas. No comĂ©rcio exterior, o cenĂĄrio Ă© mais cauteloso. Apenas 30% das indĂșstrias pretendem exportar em 2026, queda de 17 pontos percentuais. TambĂ©m diminuiu a intenção de importar, citada por 44% dos entrevistados. A pesquisa trouxe ainda um novo bloco sobre a Reforma TributĂĄria. Sete em cada dez empresĂĄrios afirmam nĂŁo conhecer plenamente os impactos das mudanças, percentual que sobe para 76% entre micro e pequenas indĂșstrias. Apesar disso, 55% acreditam que haverĂĄ redução da complexidade do sistema, enquanto 39% esperam efeitos positivos diretos para seus prĂłprios negĂłcios.

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA

 

DĂłlar reduz perdas e fecha quase estĂĄvel com possibilidade de Mello no BC

O dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, mas por outro pelas especulaçÔes sobre o próximo diretor de Política EconÎmica do Banco Central.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$5,2484. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%. As 17h37, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂ­quido no Brasil -- cedia 0,47% na B3, aos R$5,2670. A sessĂŁo foi marcada pela queda quase generalizada do dĂłlar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, o cĂąmbio acompanhou a tendĂȘncia e o dĂłlar se manteve em baixa ante o real, favorecido ainda pela entrada de recursos estrangeiros para a bolsa, que pela manhĂŁ superou os 187 mil pontos pela primeira vez na histĂłria. Durante a tarde, porĂ©m, a moeda norte-americana se recuperou, com o mercado reagindo negativamente a uma reportagem da Reuters informando que o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva se encaminha para confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para duas diretorias do Banco Central. Mello, atual secretĂĄrio de PolĂ­tica EconĂŽmica do MinistĂ©rio da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de PolĂ­tica EconĂŽmica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), ficaria com a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. Os dois nomes foram levados a Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pela manhĂŁ indicou em entrevista Ă  BandNews que o presidente ainda nĂŁo havia se decidido. Pela manhĂŁ, investidores tambĂ©m estiveram atentos Ă  ata do Copom, divulgada antes da abertura. Nela o colegiado defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa Selic serĂŁo determinadas ao longo do tempo, Ă  medida que novas informaçÔes forem incorporadas Ă s anĂĄlises. Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dĂșvida Ă© se o primeiro corte serĂĄ de 25 ou de 50 pontos-base.

REUTERS

 

Com forte fluxo estrangeiro, Ibovespa supera 185 mil pontos pela 1ÂȘ vez 

Valorização das commodities metålicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89 

 

A continuidade do fluxo estrangeiro impulsionou o Ibovespa na terça-feira, que encerrou em alta de 1,58%, acima dos 185 mil pontos (185.674) pela primeira vez. A valorização das commodities metĂĄlicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89, em meio Ă  perspectiva de que a mineradora continue atraindo investidores. AlĂ©m da influĂȘncia externa, a leitura de que a ata do ComitĂȘ de PolĂ­tica MonetĂĄria (Copom) do Banco Central nĂŁo afastou a possibilidade de um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual na Selic, tambĂ©m deu suporte Ă s açÔes ligadas Ă  economia domĂ©stica. Nesse contexto, o Ă­ndice variou entre os 182.816 pontos e 187.334 pontos, novo recorde intradiĂĄrio. JĂĄ o volume negociado pelo Ibovespa foi de R$ 26 bilhĂ”es e de R$ 364 bilhĂ”es na B3. O desempenho da mineradora no pregĂŁo, com alta de 23% no ano, ilustra o desempenho do papel ao longo do mĂȘs de janeiro. Hoje, analistas do ItaĂș BBA tambĂ©m elevaram o preço-alvo dos recibos de açÔes da empresa negociados em Nova York (ADRs), de US$ 14 para US$ 19, reiterando a recomendação de compra. Entre as maiores altas, a Bradespar, holding do que tem a como o seu Ășnico investimento, avançou 4,83%. Outras açÔes ligadas a commodities foram beneficiadas no pregĂŁo: CSN ON subiu 3,60% e CSN Mineração avançou 3,01%. O setor de mineração e siderurgia acumula valorização superior a 20% em 2026, segundo dados da XP. A corretora aponta que o setor se beneficiou do trade de desvalorização do dĂłlar, do rali de metais preciosos, de uma dinĂąmica resiliente do minĂ©rio de ferro e da forte entrada de fluxo estrangeiro. Notar que a avalanche de recursos de investidores de fora, que atingiu a bolsa brasileira neste inĂ­cio de ano, jĂĄ superou todo o saldo aportado pela categoria ao longo de 2025. Mesmo com uma saĂ­da mĂ­nima de capital dos Estados Unidos, a rotação global de portfĂłlios garantiu entradas de R$ 26,3 bilhĂ”es na apenas em janeiro, acima dos R$ 25,4 bilhĂ”es investidos durante todo o ano de 2025. “Trata-se de uma extensĂŁo do rali mais amplo que começou no ano passado, sustentado por fortes fluxos para mercados emergentes de US$ 40 bilhĂ”es, exceto China, no acumulado do ano, contra uma entrada de US$ 48 bilhĂ”es em 2025”, escreve a equipe liderada, chefe de economia para Brasil e estratĂ©gia para AmĂ©rica Latina do Bank of America (BofA), David Beker.

VALOR ECONÔMICO

 

Produção industrial no Brasil cai 1,2% em dezembro, diz IBGE

A produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em dezembro na comparação com o mĂȘs anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE) na terça-feira.

 

Na comparação com o mesmo mĂȘs do ano anterior, a produção subiu 0,4%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,7% na variação mensal e de alta de 1,1% na base anual.

REUTERS

 

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