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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1040 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1040 | 03 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Fevereiro começa com o mercado do boi gordo em alta

Na segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em São Paulo. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo.

 

Na segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno (sem padrĂŁo-exportação) e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em SĂŁo Paulo, para R$ 327/@ e R$ 332/@ (valores brutos, no prazo), informou a Scot Consultoria. “Foi o quarto dia Ăștil consecutivo de alta”, destaca a Scot, referindo-se aos preços dos machos. ApĂłs 50 dias de cotação estĂĄvel, a vaca gorda abatida em SĂŁo Paulo registrou acrĂ©scimo de R$ 2/@ na segunda-feira, para R$ 304/@, segundo a Scot. A novilha tambĂ©m teve alta diĂĄria de R$ 2/@, atingindo R$ 317/@. Segundo anĂĄlise da Agrifatto, as boas condiçÔes das pastagens nas praças pecuĂĄrias do Brasil fortaleceram o poder de barganha dos pecuaristas, que reduzem a oferta de animais terminados, dificultando a tentativa dos frigorĂ­ficos de pressionar os preços no balcĂŁo. AlĂ©m disso, relata a Agrifatto, as escalas de abate das indĂșstrias permaneceram curtas, em torno de seis dias Ășteis, na mĂ©dia nacional, o menor nĂ­vel desde março de 2025. Pelos dados da Agrifatto, em SĂŁo Paulo, indicadores de referĂȘncia mostraram que a arroba do boi gordo subiu de R$ 317, em 21/1, para R$ 327, em 29/1, um avanço de 3% em seis dias Ășteis. 

“Houve negĂłcios pontuais a R$ 330 em 30/1, ainda que de baixo volume e sem consolidação como referĂȘncia ampla”, observa a consultoria. Movimentos semelhantes foram observados em praças como BA, GO, MG, MS, PA, RO e TO, sobretudo entre frigorĂ­ficos com menor cobertura de contratos a termo.  Pela apuração da Agrifatto, as 17 praças monitoradas registraram estabilidade, porĂ©m com preços firmes e viĂ©s altista. Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram o pregĂŁo da Ășltima sexta-feira em alta. O contrato com vencimento em fevereiro/26 fechou a sessĂŁo cotado a R$ 339,80/@, com valorização diĂĄria de 1,13%. O papel com entrega em fevereiro/26 avançou 3,77% na semana, em relação Ă  semana anterior, para R$ 340/@, março/26 subiu 3,43% (para R$ 339/@) e o contrato com vencimento em abril/26 sofreu valorização de 3,37% (R$ 338,90/@). O preço do contrato de fevereiro/26 ostenta um ĂĄgio de R$ 13,41/@ sobre o preço fĂ­sico de SĂŁo Paulo, destaca a Agrifatto. Na Ășltima semana, o indicador DATAGRO encerrou com alta 2,39% em relação ao preço da sexta-feira anterior, cotado a R$ 326,59/@. CotaçÔes do boi gordo da segunda-feira (2/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. MĂ©dia: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. MĂ©dia: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 260,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta segunda-feira (2/2), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 328,00/@ (Ă  vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 311,00/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo) MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,00/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,00/@ (Ă  vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (Ă  vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 308,00/@ (Ă  vista) e R$ 312,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (Ă  vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (Ă  vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

Scot Consultoria/Agrifatto/Portal DBO 

 

SUÍNOS

 

Viabilidade econÎmica desafia avanço sustentåvel das granjas de suínos no Brasil

Pressionadas por exigĂȘncias ESG, granjas enfrentam altos custos de adaptação, dilemas produtivos e a necessidade de equilibrar bem-estar animal, exigĂȘncias ambientais e competitividade no mercado interno e externo.

 

Pressionada por exigĂȘncias ambientais, sociais e de governança, as chamadas prĂĄticas ESG, a suinocultura brasileira tenta avançar em sustentabilidade sem comprometer a viabilidade econĂŽmica. É uma equação difĂ­cil de resolver em um setor que alimenta milhĂ”es de pessoas, gera milhares de emprego e disputa espaço em um mercado internacional cada vez mais sensĂ­vel a temas como bem-estar animal, emissĂ”es de carbono e uso racional de antibiĂłticos. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma condição de permanĂȘncia no mercado”, afirma a zootecnista Sula Alves, doutora em Agronomia e diretora tĂ©cnica da Associação Brasileira de ProteĂ­na Animal (ABPA), defendendo que o tema deve ser encarado como um processo contĂ­nuo de evolução e nĂŁo uma imposição regulatĂłria. Segundo ela, a suinocultura brasileira jĂĄ demonstra avanços importantes, mas enfrenta desafios que vĂŁo desde o alto custo de adaptação das granjas atĂ© as exigĂȘncias globais por rastreabilidade e desmatamento zero. Zootecnista Sula Alves, doutora em Agronomia e diretora tĂ©cnica da Associação Brasileira de ProteĂ­na Animal (ABPA): “Precisamos de instrumentos que estimulem a adoção de boas prĂĄticas, como linhas de crĂ©dito verdes, programas de capacitação e incentivos Ă  inovação. O produtor quer fazer certo, mas precisa de condiçÔes para isso”

Entre os temas mais sensĂ­veis estĂŁo o bem-estar animal e o uso de antimicrobianos, duas dimensĂ”es cada vez mais interligadas. “Quando o ambiente causa estresse, o animal fica mais vulnerĂĄvel a doenças. Isso eleva a necessidade de antibiĂłticos, o que compromete tanto o bem-estar quanto a sustentabilidade do sistema”, explica Sula. Estudos apontam que cerca de 73% dos antimicrobianos utilizados no mundo sĂŁo empregados na produção animal. O uso inadequado desses medicamentos Ă© um dos fatores associados ao avanço da resistĂȘncia antimicrobiana (RAM), reconhecida pela ONU como uma das maiores ameaças Ă  saĂșde global. “PolĂ­ticas claras de uso racional de antibiĂłticos nĂŁo sĂŁo apenas uma exigĂȘncia sanitĂĄria, mas uma demonstração de responsabilidade socioambiental. Elas impactam diretamente as avaliaçÔes ESG das empresas”, avalia. No entanto, adotar prĂĄticas mais sustentĂĄveis, segundo Sula, esbarra no que ela chama de paradoxo da sustentabilidade, o dilema entre o ideal ambiental e a realidade econĂŽmica. “Nem sempre a conta fecha. Eliminar certas prĂĄticas produtivas ou antibiĂłticos pode reduzir a eficiĂȘncia, aumentar custos e comprometer a rentabilidade. É preciso avançar com equilĂ­brio, para que sustentabilidade nĂŁo se torne inviabilidade”, pondera. Um dos exemplos mais emblemĂĄticos desse impasse Ă© a transição das celas de gestação para baias coletivas. A mudança busca oferecer mais liberdade de movimento Ă s fĂȘmeas, mas exige alto investimento em infraestrutura. Segundo levantamento do ObservatĂłrio SuĂ­no de 2024, o custo elevado e a dificuldade de financiamento sĂŁo as principais barreiras. “As pequenas e mĂ©dias granjas sĂŁo as que mais sofrem. Muitas nĂŁo tĂȘm espaço ou capital para reformas e, em alguns casos, precisariam reduzir o plantel para se adequar. Isso ameaça a sobrevivĂȘncia de produtores familiares e cria um problema social no campo”, alerta a zootecnista. A especialista tambĂ©m destaca dilemas Ă©ticos e prĂĄticos ainda sem solução definitiva, como o corte de cauda e o desgaste de dentes. “SĂŁo procedimentos usados para evitar ferimentos entre animais. Banir sem alternativas eficazes pode gerar mais sofrimento do que resolver. A ciĂȘncia precisa caminhar junto com a regulação”, reforça. Se o bem-estar animal impĂ”e desafios internos Ă s granjas, o aspecto ambiental amplia o campo de pressĂŁo. A Organização das NaçÔes Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que a produção animal seja responsĂĄvel por 14,5% das emissĂ”es globais de gases de efeito estufa (GEE). O dado coloca o setor no centro das discussĂ”es sobre as metas climĂĄticas do Acordo de Paris, que prevĂȘ limitar o aumento da temperatura mĂ©dia global a 1,5°C. Na suinocultura, as principais fontes de emissĂ”es sĂŁo o metano (CH4), liberado no manejo de dejetos, e o Ăłxido nitroso (N2O), resultante da decomposição de resĂ­duos e do uso de fertilizantes. “O grande desafio brasileiro estĂĄ nas emissĂ”es indiretas, o chamado escopo 3, que incluem a origem dos grĂŁos usados na alimentação animal. Garantir que a soja da ração nĂŁo venha de ĂĄreas desmatadas Ă© uma exigĂȘncia crescente de importadores e consumidores”, destaca Sula. Para isso, empresas tĂȘm investido em rastreabilidade e monitoramento rigoroso das origens de grĂŁos, checando listas de embargo e adotando sistemas digitais de verificação. “A meta de desmatamento zero Ă© inegociĂĄvel para o mercado internacional. As cadeias que nĂŁo se adaptarem perderĂŁo espaço”, menciona a diretora da ABPA. Ao mesmo tempo, soluçÔes de economia circular vĂȘm ganhando força. O uso de biodigestores para converter dejetos em biogĂĄs e biofertilizantes transforma um passivo ambiental em ativo econĂŽmico. “É uma estratĂ©gia que reduz emissĂ”es, diminui custos com energia e ainda pode gerar novas fontes de receita. O produtor passa a ver o resĂ­duo nĂŁo como problema, mas como oportunidade”, explica. Apesar das dificuldades, a especialista acredita que o paĂ­s tem condiçÔes Ășnicas para se destacar. “O Brasil reĂșne uma cadeia organizada, base tecnolĂłgica sĂłlida e produtores cada vez mais conscientes. Isso nos coloca em posição de liderança na agenda global de sustentabilidade em proteĂ­na animal”, avalia. O desafio, segundo ela, Ă© fazer com que o ritmo das polĂ­ticas pĂșblicas e do financiamento rural acompanhe a transformação do setor. “Precisamos de instrumentos que estimulem a adoção de boas prĂĄticas, como linhas de crĂ©dito verdes, programas de capacitação e incentivos Ă  inovação. O produtor quer fazer certo, mas precisa de condiçÔes para isso”, salienta. Para Sula, a sustentabilidade da suinocultura Ă© um conceito que vai muito alĂ©m do ambiental. “Ela abrange o bem-estar dos animais, das pessoas e do planeta. É uma construção coletiva, que exige diĂĄlogo, transparĂȘncia e compromisso de toda a cadeia”, ressalta.

O Presente Rural

 

FRANGOS

 

Empresa do setor de frango do Paranå acelera investimentos em produção com nova emissão de CRA

Operação reforça posicionamento de companhia no mercado de capitais

 

Uma das maiores produtoras de carne de frango do paĂ­s e uma das principais exportadoras do setor, a GTF anunciou a captação de R$ 375 milhĂ”es por meio da sua segunda emissĂŁo de Certificados de RecebĂ­veis do AgronegĂłcio (CRA). “É mais um passo importante para crescer de forma sĂłlida e estruturada”, afirmou VinĂ­cius Gonçalves, vice-presidente da empresa. A operação, que representa um crescimento superior a 350% em relação Ă  primeira emissĂŁo, marca uma nova fase de expansĂŁo da companhia e reforça sua estrutura financeira. Os recursos serĂŁo usados para alongar dĂ­vidas e financiar investimentos em novos produtos e ampliação da produção. Entre os focos estĂŁo itens congelados com tecnologia IQF (congelamento rĂĄpido individual), voltados tanto para o mercado interno quanto para a exportação. A empresa projeta atingir um faturamento de R$ 5 bilhĂ”es atĂ© 2026. Em 2024, a receita chegou a R$ 4 bilhĂ”es, resultado que impulsionou a adoção de um novo plano estratĂ©gico voltado ao crescimento sustentĂĄvel. " Esta segunda emissĂŁo marca mais um passo importante nesse processo de expansĂŁo. Estamos reforçando a empresa com investimentos em novas plantas, automação, inovação, embalagens e sustentabilidade, com o objetivo de continuar crescendo de forma sĂłlida”, afirmou Gonçalves.

Mundo Agro/R7

 

EMPRESAS

 

Faturamento da Copacol cresce 4,7% em 2025; sobras caem 16,7%

Cooperativa afirma que ano foi marcado por custos elevados, instabilidades no mercado internacional, desafios logísticos e questÔes sanitårias. Faturamento da Copacol foi de R$ 11,1 bilhÔes em 2025.

 

A Copacol registrou faturamento de R$ 11,1 bilhĂ”es em 2025, crescimento de 4,7% em relação aos R$ 10,6 bilhĂ”es de 2024, segundo dados apresentados na sexta-feira, 30, durante a Assembleia Geral OrdinĂĄria (AGO), realizada em CafelĂąndia (PR). Apesar do avanço na receita, a distribuição de sobras aos cooperados, complementaçÔes e juros sobre o capital totalizaram R$ 224,9 milhĂ”es, recuo de 16,7% ante o recorde de R$ 270 milhĂ”es pago no exercĂ­cio anterior. A retração nas sobras contrasta com o desempenho de 2024, quando o repasse aos cooperados havia crescido 64% na comparação anual. “Alcançar um faturamento de R$ 11,1 bilhĂ”es nos enche de orgulho e representa a força do cooperativismo em cada elo. Esse resultado Ă© reflexo de uma gestĂŁo sĂłlida, de decisĂ”es estratĂ©gicas acertadas e, principalmente, da confiança construĂ­da ao longo de 62 anos de histĂłria da Copacol”, afirmou o diretor-presidente Valter Pitol, em nota. Segundo ele, o exercĂ­cio foi marcado por custos elevados, instabilidades no mercado internacional, desafios logĂ­sticos e questĂ”es sanitĂĄrias, especialmente na avicultura, principal atividade da cooperativa. Mesmo diante desse cenĂĄrio, a Copacol manteve equilĂ­brio operacional, apoiada na diversificação de negĂłcios. Piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite alcançaram Ă­ndices recordes. Na agricultura, soja e milho se destacaram pela produtividade. Do total de R$ 224,9 milhĂ”es, parte foi antecipada aos cooperados em dezembro, prĂĄtica tambĂ©m adotada em 2024, quando 50% do montante foi pago antes do encerramento do ano. A segunda parcela começa a ser creditada na prĂłxima terça-feira (3), de forma proporcional Ă  participação de cada um nas atividades da cooperativa. “Antecipamos em dezembro a primeira parcela fazendo com que muitos cooperados pudessem cumprir com objetivos financeiros e realizar sonhos. Agora, estamos liberando o pagamento da segunda parcela”, disse. Os cooperados receberĂŁo R$ 2,20 por saca de soja, R$ 1 por saca de milho e trigo, R$ 15 por saca de cafĂ© e R$ 0,12 por litro de leite. TambĂ©m haverĂĄ pagamento de 3,6% sobre compras de insumos e 2% em supermercado e raçÔes. Na avicultura, a suinocultura teve o melhor desempenho entre as atividades, com produtores recebendo atĂ© R$ 72 por suĂ­no entregue. A cooperativa conta com 9,6 mil cooperados e 16,2 mil colaboradores, e opera com sete filiais de vendas distribuĂ­das pelo PaĂ­s e 40 unidades de grĂŁos, insumos e sementes no ParanĂĄ e Rio Grande do Sul. Em 2024, a avicultura respondeu por 52,2% do faturamento bruto, e a cooperativa repassou R$ 390 milhĂ”es em tributos aos municĂ­pios de sua ĂĄrea de atuação. Os produtos da Copacol estĂŁo presentes em 85 paĂ­ses.

O Estado de SĂŁo Paulo/Agro

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


InadimplĂȘncia no crĂ©dito rural foi recorde em 2025

Índice fechou o ano passado em 6,5%, informa o Banco Central

 

A inadimplĂȘncia das pessoas jurĂ­dicas do agro Ă© mais alta nas operaçÔes a taxas de mercado

A inadimplĂȘncia foi recorde no crĂ©dito rural em 2025. Dados consolidados pelo Banco Central mostram que o Ă­ndice fechou o ano passado em 6,5%, com aceleração em relação aos 2,3% de 2024 e aos 1,1% de dezembro de 2023. As informaçÔes estĂŁo nas EstatĂ­sticas MonetĂĄrias e de CrĂ©dito divulgadas no fim de janeiro. O cenĂĄrio Ă© mais complicado nas operaçÔes com taxas livres. Nesse recorte, a inadimplĂȘncia encerrou 2025 a 12% entre as pessoas fĂ­sicas, com um leve recuo ao pico de 12,3% registrado em novembro. Mesmo assim, o consolidado Ă© recorde. Em 2024, estava em 3,7% e em 2023, em 1,2%. JĂĄ nas operaçÔes de crĂ©dito com recursos direcionados do Plano Safra, aqueles oriundos das exigibilidades de aplicação de depĂłsitos Ă  vista e de poupança rural, nos termos do Manual de CrĂ©dito Rural, a inadimplĂȘncia alcançou 2,6% entre produtores rurais pessoas fĂ­sicas. Um ano antes, o Ă­ndice estava em 1,1%. Entre as pessoas jurĂ­dicas, o cenĂĄrio Ă© um pouco diferente. A inadimplĂȘncia geral do crĂ©dito rural acessado por empresas do agro chegou a 0,6% em dezembro de 2025. Mesmo assim, representa um salto de 100% ante os 0,3% do ano anterior. Em dezembro de 2023, o Ă­ndice estava em 0,4% e em 2022, em 0,2%. A inadimplĂȘncia das pessoas jurĂ­dicas do agro Ă© mais alta nas operaçÔes a taxas de mercado. O Ă­ndice encerrou 2025 em 0,7%, com recuo em relação ao mĂĄximo de 0,8% registado nos meses de agosto, setembro e outubro. Em 2022, o indicador estava em 0,1%. Em 2023 e 2024, ele saltou para 0,4%. JĂĄ nas operaçÔes com taxas reguladas, das linhas de crĂ©dito rural com recursos direcionados, a inadimplĂȘncia ficou em 0,4% ante 0,2% em 2024 e 0,5% em 2023. Nos financiamentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social (BNDES) ao setor agroindustrial, a inadimplĂȘncia das pessoas jurĂ­dicas ficou em 0,2%, em linha com o histĂłrico recente. Nas pessoas fĂ­sicas, o Ă­ndice saltou de 1,3%, em 2024, para 2,5% no encerramento de 2025. Em outubro, o BNDES iniciou as contrataçÔes da linha para amortização e liquidação de dĂ­vidas rurais para agricultores afetados por adversidades climĂĄticas. AtĂ© 23 de janeiro, a renegociação com recursos pĂșblicos havia alcançado R$ 6,3 bilhĂ”es. TambĂ©m foram renegociados outros R$ 30,8 bilhĂ”es de operaçÔes com recursos livres das instituiçÔes financeiras. Os nĂșmeros ajudam a explicar a estabilização ou recuo do Ă­ndice de inadimplĂȘncia nos Ășltimos meses de 2025.

Valor EconĂŽmico

 

Brasil conquista novos mercados na MalĂĄsia e Mianmar

Brasil soma 534 novas aberturas de mercado desde 2023

 

O governo brasileiro concluiu negociaçÔes sanitĂĄrias que “permitirĂŁo a abertura de novos mercados para produtos agropecuĂĄrios” na MalĂĄsia e em Mianmar, ampliando o acesso de itens do agronegĂłcio nacional a esses destinos. A medida resulta de tratativas conduzidas em conjunto pelo MinistĂ©rio da Agricultura e PecuĂĄria (Mapa) e pelo MinistĂ©rio das RelaçÔes Exteriores (MRE). No caso da MalĂĄsia, foi autorizada a exportação de farinha processada e de Ăłleo de aves, produtos derivados de reciclagem animal, processo descrito como responsĂĄvel por “transformar subprodutos em insumos para nutrição animal”. O paĂ­s asiĂĄtico importou quase US$ 1,2 bilhĂŁo em produtos agropecuĂĄrios brasileiros no Ășltimo ano, segundo os dados informados. Em Mianmar, as negociaçÔes resultaram na autorização para exportação de amendoim, gergelim, castanha-do-brasil, castanha de baru e mudas de cafĂ©. De acordo com o texto, a medida “expande e diversifica a pauta exportadora” brasileira. Em 2025, Mianmar importou mais de US$ 38 milhĂ”es em produtos agropecuĂĄrios do Brasil.

MAPA

 

ECONOMIA

 

DĂłlar fecha em leve alta, a R$ 5,25

DĂłlar subiu no primeiro pregĂŁo de fevereiro

 

O dĂłlar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,258, alta de 0,19% em relação ao fechamento de sexta (30). A oscilação positiva da moeda norte-americana ante o real aconteceu desde os primeiros negĂłcios da sessĂŁo. Na mĂ­nima do dia, a divisa era vendida por R$ 5,237. Na mĂĄxima, o dĂłlar superou os R$ 5,28. Ao final do pregĂŁo, avançou 0,19%, vendido a R$ 5,258. A cotação da moeda dos EUA recuou 4,4% em janeiro. A desvalorização registrada no primeiro mĂȘs de 2026 foi a maior observada desde junho do ano passado (-4,98%). A queda ocorreu apesar da alta de 1,03% da Ășltima sexta-feira, quando a moeda norte-americana superou novamente a marca de R$ 5,20

Reuters

 

Ibovespa começa fevereiro no azul com aval de NY, mas Petrobras recua

O ‍Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, retomando a tendĂȘncia positiva apĂłs duas quedas seguidas, embora o avanço tenha sido atenuado pelo forte recuo das açÔes da Petrobras, pressionadas pelo tombo dos preços do petrĂłleo no exterior. 

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 0,77%, a 182.765,80 ‍pontos, segundo dados preliminares, apoiado por Wall Street, apĂłs marcar 182.889,95 na mĂĄxima e 181.347,63 na mĂ­nima do ‍dia. O volume financeiro neste primeiro pregĂŁo de fevereiro somava R$25,96 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.

Reuters


Analistas passam a ver inflação este ano abaixo de 4%, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a inflação abaixo de 4% neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, que trouxe poucas alteraçÔes.

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econÎmicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 passou a 3,99%, de 4,0% antes. Para 2027 a projeção segue em 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerùncia de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), não houve alteraçÔes nas estimativas de crescimento de 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas também mostrou que eles seguem esperando a taxa båsica de juros Selic a 12,25% ao final deste ano e a 10,50% no próximo. O primeiro corte na Selic, atualmente em 15%, continua sendo esperado para março, de 0,5 ponto percentual.

Reuters

 

Retração da indĂșstria do Brasil se aprofunda no inĂ­cio de 2026, mostra PMI

As condiçÔes da indĂșstria brasileira se deterioram ainda mais no inĂ­cio de 2026, pressionadas por declĂ­nios nas encomendas e na produção diante do enfraquecimento da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada na segunda-feira.

 

O PMI, compilado pela S&P Global, caiu a 47,0 em janeiro, de 47,6 em dezembro, marcando a deterioração mais acentuada em quatro meses ao ir ainda mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. “Os primeiros dados do PMI de 2026 reforçam um padrão observado nos meses recentes, com os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, em função da persistente fraqueza da demanda", disse em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

“Diante da contĂ­nua redução nos pedidos em atraso, a ausĂȘncia de novos projetos e a preferĂȘncia das empresas por estoques enxutos, Ă© provĂĄvel que a produção permaneça em territĂłrio contracionista no curto prazo", completou. Segundo a pesquisa, deterioraçÔes significativas tanto na demanda interna quanto na internacional por bens brasileiros impactaram fortemente as carteiras de pedidos e os volumes de produção em janeiro. Os bens de capital lideraram o declĂ­nio da produção. A contração das vendas foi a dĂ©cima consecutiva, alĂ©m de representar a segunda mais acentuada em quase trĂȘs anos. Em relação Ă s vendas externas, os participantes da pesquisa indicaram as tarifas norte-americanas como a principal razĂŁo por trĂĄs da queda, com algumas mençÔes Ă  suspensĂŁo de pedidos de clientes dos Estados Unidos. Os fabricantes de bens intermediĂĄrios e de investimento registraram fortes retraçÔes nas vendas totais, enquanto a queda observada entre os produtores de bens de consumo foi apenas marginal. Os bens de capital foram o Ășnico segmento a registrar aumento nos novos pedidos para exportação. Os dados de janeiro mostraram ainda que o emprego no setor industrial recuou pelo segundo mĂȘs consecutivo, segundo os participantes da pesquisa, devido a medidas de controle de custos e avaliação das condiçÔes de demanda. A retração em todo o setor foi acompanhada por novas pressĂ”es sobre os custos, o que levou as empresas a elevarem seus preços apĂłs quatro meses de concessĂŁo de descontos. Os custos de insumos subiram pela primeira vez em trĂȘs meses, com as empresas pagando mais por alimentos, commodities, componentes eletrĂŽnicos, metais, plĂĄsticos e tĂȘxteis. Apesar do cenĂĄrio de fraqueza, os fabricantes brasileiros sinalizaram melhora na confiança nos negĂłcios em janeiro, com o nĂ­vel de otimismo atingindo o patamar mais elevado desde junho de 2025. O sentimento positivo baseou-se nas expectativas de cortes na taxa de juros e de melhores condiçÔes de demanda, bem como em investimentos planejados e lançamento de novos produtos.

Reuters

 

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